Se percebe francês, clique sobre a imagem.Debate radiofónico sobre a publicidade, com Yvan Gradis, publífobo convicto e militante.
Excelente argumentação, mon ami. Ideia mais brilhante (quanto a mim): NOUS POUVONS TOUT ("Nós podemos tudo").
"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen

"Ontem, 31 Out., celebrámos de uma forma magnífica o Samain, o início do ano celta. Sábios, os celtas sabiam que não se começa um prédio pelo topo e que o Ano Novo começa no útero da Terra, no profundo da nossa essência, e que todas as coisas tem que ser semente, antes de virem à manifestação. Assim, na lua cheia de Escorpião, celebrámos na mágica serra de Sintra os rituais do desapego dos velhos hábitos, relações, “filmes” e dependências, queimando os seus símbolos numa fogueira, anunciando os nossos votos de alquimia no círculo dos quatro elementos, com a benção da Mãe Divina. Atravessámos assim, simbolicamente, o portal de Escorpião, a morte do velho, dos medos, dos fantasmas e das ilusões, para adentrarmos mais à frente, na Luz do Sagitário, a Verdade que liberta. Ecuménica, poderosa e profunda, a cerimónia grupal renovou-nos e às nossas intenções de crescer em sabedoria, realização e Amor. Foi com esse foco que comemos as sementes da maçã, sementes do que queremos ver crescer na nossa vida, e que começará a mostrar as primeiras folhas na Primavera celta, comemorada no festival do Imbolc, a 1 Fevereiro. Nesta celebração do Samain, ainda recitámos poemas, cantámos orações ao Divino Feminino, consultámos oráculos aprendendo a escutar e a manifestar a nossa própria sabedoria interna, comemos sopa de abóbora, tartes, salada de nozes, strudel de maçã e romãs, e dançámos musica contemporânea, celta e flamenco-cigano.Foi um êxito!!
Se quiser participar do próximo Festival – o Imbolc, a 1 Fevereiro 2010, esteja atento!"
Texto de Vera Faria Leal
Não anunciei a realização deste maravilhoso evento (no qual participei enquanto elemento da equipa organizadora) no meu blog porque estávamos com vagas muito limitadas. Em futuros festivais da Roda do Ano, procuraremos um espaço que possa receber mais pessoas.
(Uma foto das Murtas enquanto não chegam as da Vanessa Oliveira...)
Carpe Diem, meninas...bjs (Luís C.) Texto na Revista do Jornal O Globo (e vai assim mesmo...)
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
Informação recebida há pouca, via email, da Carla Salgado:
A epidemia global está a alastrar a um ritmo vertiginoso.
OMB (Organização Mundial do Bem-Estar), prevê que biliões de pessoas serão infectadas no prazo de dez anos.
Os sintomas desta doença terrível:
1 - Tendência para ser guiado pela intuição pessoal em vez de agir sob a pressão dos medos e das premissas e condicionamentos do passado.
2 - Total falta de interesse em julgar os outros, julgar-se a si próprio e em tudo o que leva ao conflito.
3 - Perda total da capacidade de preocupar-se (este é um dos sintomas mais graves).
4 - Prazer constante em apreciar as coisas e as pessoas tal como elas são, causando a extinção do hábito de querer mudar os outros.
5 - Desejo intenso de se transformar positivamente, gerindo os pensamentos, emoções, corpo físico, a vida e o ambiente físico e desenvolvendo o potencial para a saúde, a criatividade e o amor.
6 - Repetidos ataques de sorriso, aquele sorriso que diz "obrigado" e dá um sentido de unidade e harmonia com todas as coisas vivas.
7 - Abertura constantemente crescente ao espírito de infância, à simplicidade, ao riso e à alegria.
8 - Momentos cada vez mais frequentes de comunicação consciente com a alma, não-dual.... Ser, o que dá uma agradável sensação de plenitude e felicidade.
9 - Prazer em comportar-se como um curandeiro que traz alegria e luz, em vez de críticas ou indiferença.
10 - Capacidade para viver sozinho, em casais, em família e sociedade na fluidez e igualdade, sem se comportar como vítimas, mauzões ou salvadores.
11 - Sentimento de se sentir responsável e orgulhoso em oferecer ao mundo os sonhos de um futuro abundante, harmonioso e pacífico.
12 - Aceitação completa da sua presença na Terra e de escolher, a cada momento, a beleza, a bondade, a verdade e a vida.
Se quiser viver com medo, dependência, conflito, doença e conformismo, evitar contacto com pessoas com esses sintomas.
Esta doença é extremamente contagiosa !
Se já tem os sintomas, saiba que a sua condição é provavelmente irreversível.
O tratamento médico pode eliminar alguns sintomas temporariamente, mas não consegue resistir ao inevitável progresso da doença.
Nenhuma vacina anti-felicidade existe !
Como esta doença da felicidade causa uma perda do medo de morrer, que é um dos pilares centrais das crenças da sociedade materialista moderna, agitações sociais podem ocorrer, tais como greves do espírito guerreiro e da necessidade de ter razão, união de pessoas felizes para cantar, dançar e celebrar a vida, círculos de partilha e de cura, ataques de riso e celebração emocional e colectiva.
É com imensa alegria que venho comunicar-vos que, se não tenho tido tempo para vir aqui, é por uma boa causa: tenho andado atarefada com a organização do meu espaço, QUANTUM, em Rio Maior, na rua João de Deus, nº 25.
(Mira Alfassa, “A Mãe”, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 7.)
"Fica evidente que o que conhecemos de nós próprios, a nossa presente existência consciente, é apenas uma formação representativa, uma actividade superficial, um resultado externo em mudança, de uma vasta massa de existência oculta. A nossa vida visível e as acções desta vida não são mais do que uma série de expressões significativas, mas aquilo que ela tenta expressar não está na superfície; a nossa existência é algo bem maior que este ser frontal aparente que nós mesmos supomos ser e que oferecemos ao mundo em volta de nós. Este ser frontal e externo é uma amálgama confusa de formações da mente, movimentos da vida, funcionamentos físicos, e mesmo uma análise exaustiva e ordenadora de suas partes componentes e mecanismo falha em revelar o segredo inteiro. É somente quando vamos atrás, abaixo, acima, penetrando as extensões escondidas de nosso ser, que podemos conhecê-lo; a mais cuidadosa e aguda investigação e manipulação de superfície não pode nos dar o entendimento verdadeiro ou o controle completamente efectivo de nossa vida, de seus propósitos, suas actividades; e de fato, essa inabilidade é a causa do falhar da razão, da moralidade e de toda outra acção na superfície que pretenda controlar e libertar e aperfeiçoar a vida da espécie humana."
(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)
"A maior parte das pessoas vive em sua ignorante personalidade exterior comum, que não se abre facilmente ao Divino; no entanto há um ser interior dentro delas de que elas não sabem, que pode facilmente abrir-se à Verdade e à Luz. Mas existe um muro que as isola dele, um muro de escuridão e não-consciência."
(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)
“Como poderei situar as diferentes pessoas usadas no sistema legal e as minhas próprias descobertas pessoais? O que é que determina o seu estatuto como escravos ou pessoas livres?
Vêem-me à mente rapidamente três observações:
1) A JUSTIÇA e as suas leis foram feitas para as pessoas que vivem no mundo da ilusão: a pessoa fictícia (lei marítima, Lei Romana) e a pessoa física (lei terrestre, Lei Comum). Ambas estas pessoas constituem o cidadão, que é súbdito de um soberano externo. A principal característica da cidadania é a de que a autoridade externa e a obediência interna estão separadas, o que acarreta dualidade, divisão, conflito e guerra. A Lei de Lucifer aplica-se sempre que há a ideia de um Deus externo.
2) A JUSTEZA é típica da pessoa soberana que apenas obedece à sua suprema autoridade interior – a alma. Só a alma sabe a verdade e a pode distinguir da falsidade. Para a pessoa soberana, autoridade e obediência estão unidas e existem dentro de uma pessoa. Isto traz consigo unidade, harmonia e paz. O Ser Supremo, o criador interno, não está submetido a nenhuma lei, porque cria tudo no momento presente. É amor infinito e não conhece nem o certo nem o errado.
3) As VIBRAÇÕES mais rápidas têm sempre precedência sobre as mais lentas. O Ser Supremo inerente a tudo quanto existe gera todas as vibrações. Assim, ela/ele é ao mesmo tempo o criador e a matéria criada. Cada ser humano é o Ser Supremo, quer esteja consciente disso ou não.”
In MADAME GHIS – Escape in Prison, da autoria de GHIS, 2009
(Traduzido do inglês por Mariana Inverno)
Publicado por Rosa Leonor, Mulheres & Deusas
Uma mensagem de Abraham canalizada por Esther e Jerry Hicks
Sexta, 11 de Setembro de 2009
"A maioria das pessoas que querem um relacionamento acredita que uma relação medíocre é melhor do que nenhuma relação, mas nós não concordamos com isso. Ou seja, como o potencial para um relacionamento glorioso sempre existe – nós nunca encorajamos a aceitar menos que isso.
Lembre-se que você se sente dessa maneira por conta da combinação de vibrações dentro de você, e que duas pessoas não se sentem exactamente da mesma maneira sobre nada. É possível que duas pessoas compartilhem o que parece ser uma experiência idêntica, mas uma pessoa aproveita enquanto a outra não, porque a sua mistura de vibrações individuais varia.
Em vez de tentar descobrir o que a outra pessoa quer e se esforçar para satisfazer os seus desejos, é mais produtivo e satisfatório para si direccionar os seus pensamentos para as coisas que quer.
O que quer que esteja vivendo está fazendo com que realize depósitos regulares na sua conta Caução Vibracional, então quando algo que não quer acontece, você faz um pedido pelo que quer, ao contrário. Então, por exemplo, agora que o seu parceiro a/o abandonou, o seu pedido por alguém que queira estar consigo foi feito de uma maneira firme e mais clara do que nunca.
Muitas das suas experiências nesta vida levaram-na/o a fazer pedidos, e assim você criou um relacionamento magnífico que está à sua espera na Caução Vibracional e a/o chama para a sua realização. E na medida em que encontra mais pensamentos mais adiante, vai-se aproximando da realização desses desejos. Mas hoje, enquanto o seu coração está partido, você vai contra a Corrente e não se permite aproximar da relação que está à sua espera.
As pessoas surpreendem-se quando lhes dizemos que todas as coisas más que já lhes aconteceram num relacionamento são parte da razão pela qual um relacionamento tão magnífico as aguarda agora. Contudo, se continuarem a bater na mesma tecla em relação às coisas más que aconteceram, elas continuarão a privar-se da descoberta dessa sua criação maravilhosa."
Quem são os Homo Sapiens?
"A desinformação ao nível dos ET (extraterrestres), IT (infraterrestres), e ES (extrasensoriais) é enorme, mas a que existe a respeito da verdadeira natureza dos SH (Seres Humanos) ainda é maior. Quem somos nós de verdade? Minerais, vegetais, animais, SH, ET, IT e ES todos são provenientes de uma só vibração criadora chamada Diesse. Esta possui dois aspectos essenciais: o espírito e a matéria. Esta última se exprime através de mundos vibratórios cada vez mais densos: mental, emocional, (vital, astral) e físico. O SH (ser humano) é um dos numerosos seres inteligentes desta matéria.
No entanto, ele é o único a possuir uma alma individual. Todas as outras espécies vivas têm uma alma colectiva que vela pela sua sobrevivência. Assim, rochas, plantas, animais, Et, IT, têm todos almas colectivas, tal como os ES que possuem um corpo vivo. Os SH (seres humanos) são diferentes por causa da sua extrema mistura genética. Provenientes desta heteróclita mistura de 22 espécies, eles não podem obedecer às 22 almas colectivas diferentes tendo cada uma as suas aspirações respectivas.
Eles aprenderam a viver sem alma colectiva distinta, o que os forçou a desenvolver a alma individual embrionária que existe no fundo de toda a matéria terrestre. Segundo a Mãe (Mirra Alfassa), o planeta Terra é o único lugar do universo onde a experiência da “alma individual” teve lugar e o SH (ser humano) a única espécie que está apta a permitir a união completa da alma e do corpo, a próxima etapa evolutiva na matéria.
A segunda espécie, Mais misteriosa corresponde ao final de toda a experiência Homo sapiens, possivelmente, ao fim último da evolução da consciência na matéria. É assim o ser supra mental de Aurobindo ou o Ser Ómega de Teilhard de Chardin. Trata-se de um ser cujo corpo feito de uma nova matéria luminosa, mais densa que o diamante e mais fluida que um gás, em que a dicotomia matéria-espírito deixa de existir. Este novo ser diéssico possui todos os atributos do Ser Supremo, mas ao nível individual: omnipresença, omnisciência, imortalidade, alegria e amor sublimes.
O fim da experiência do Homo sapiens é o nascimento deste ser diéssico. O inferno-sobre a terra que nós vivemos hoje não cessará enquanto esse fim não for atingido. Como aí chegar? É preciso que uma massa crítica de SH (seres humanos) possa claramente entender a mensagem respectiva da sua alma individual e decidir obedecer-lhe sempre. É assim que ela saberá guiá-los no processo correcto e exacto da mudança, processo que variará de ser SH para SH (ser humano para ser humano). Quando essa massa crítica do SH passar do governo do ego para o governo da alma, toda a matéria do universo será afectada. A vida diéssica tornar-se-à então uma etapa mais na matéria, uma nova expressão de DIESSE ao mesmo tempo individual e colectiva: o Um e o Todo. "
Mado - Au-delà de L’ Exopolitique - Para lá da Exopolítica…
“Conforme vamos aprendendo a amar a nós próprios e a confiar no Poder Superior, tornamo-nos co-autores do Espírito Infinito na criação de um mundo de amor. O amor por nós próprios transforma-nos de vítimas em vencedores. Esse amor traz-nos experiências maravilhosas. Com certeza já reparou que as pessoas que se sentem bem consigo próprias são naturalmente atraentes. Normalmente há nelas uma qualidade qualquer que as torna maravilhosas. Estão contentes com a sua vida. Com elas as coisas acontecem facilmente e sem esforço. Aprendi há muito tempo que sou um ser em unidade com a Presença e o Poder de Deus. Sabendo que a sabedoria e a compreensão do Espírito habitam em mim, sei que sou orientada pelo divino na minha interacção com os outros neste planeta. À semelhança das estrelas e dos planetas nas suas órbitas perfeitas, também eu me encontro numa condição certa e divina. Posso não compreender tudo com as limitações da minha mente humana; contudo, ao nível cósmico, sei que estou no sítio certo, na hora certa, a tomar a atitude certa. A minha experiência presente é o passo no caminho para uma nova consciência e para novas oportunidades. Quem é? O que veio cá fazer? O que veio cá ensinar? Todos temos um propósito único. Somos mais do que as nossas personalidades, os nossos problemas, os nossos medos e as nossas doenças. Somos muito mais do que os nossos corpos. Estamos ligados a toda a gente e a todas as formas de vida neste planeta. Somos espírito, luz, energia, vibração e amor e todos temos a capacidade de viver as nossas vidas com um propósito e um significado.”
Raul Marino é professor titular de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Hospital das Clínicas de São Paulo –, professor adjunto de neurologia e de psiquiatria da Universidade de São Paulo, director do Instituto Neurológico de São Paulo (INESP) e Visiting Scientist, em neurofisiologia, do National Institutes of Health (NIH), Bethesda, Estados Unidos. Marino estudou e trabalhou com os mais renomados pesquisadores da área, dentre eles estão os professores Walle H. Nauta e Paul D. Maclean.
O livro que passo a resenhar pretende ser uma continuação de um trabalho anterior de Marino publicado na década de 1970 com o título Fisiologia das emoções. Esta obra foi uma das primeiras que abordaram a fisiologia do sistema límbico em nosso meio. O actual anseia completar os conhecimentos básicos lançados pelo anterior, relacionando-os às funções mais superiores, ou como o autor prefere chamar, “sublimes”, do cérebro humano.
O livro de Marino tentará demonstrar o que já é, de longa data, do conhecimento de neuropsicólogos e de muitos neurofisiologistas: as experiência subjectivas de nossa mente e de nossa consciência não são apenas o resultado de erros de nossas emoções ou de pensamentos aleatórios. Segundo o autor, “nosso intelecto, nossa memória, nossa afectividade, nosso aprendizado, nossas intuições, nossas motivações religiosas, nosso estado de espírito e o mundo de nossas emoções podem estar associados a eventos neurológicos observáveis, como parte de nossa função cerebral normal.” (p. 13) À primeira vista achei que Marino era mais um fisicalista, entretanto, com o decorrer da leitura percebi estar errado.
Leia mais em Anseio da Vida


“Recuando até ao tempo em que os nossos antepassados primatas se começaram inicialmente a transformar em humanos, os académicos estão a começar a reconstruir uma visão bem mais equilibrada da nossa evolução – na qual as mulheres, e não apenas os homens, são os protagonistas. O antigo modelo evolucionário baseado no “homem caçador” atribui os princípios da sociedade humana aos “laços masculinos” necessários para caçar. Ele sustenta também que as primeiras ferramentas foram desenvolvidas pelos homens para matar as suas presas – e igualmente para matar humanos mais fracos ou concorrentes. Um modelo evolucionário alternativo foi agora proposto por cientistas como Nancy Tanner, Jane Lancaster, Lila Leibowitz e Adrienne Zihlman . Segundo esta visão alternativa, a emergência da postura erecta necessária para a libertação das mãos não se deveu à caça, mas sim à mudança do forragear (ou comer o que vai surgindo) para a recolector e o transporte dos alimentos, de modo a estes poderem ser tanto partilhados como armazenados.
Além disso, a motivação para o desenvolvimento do nosso cérebro muito maior e mais eficaz, e o seu uso tanto na confecção de ferramentas como para processar e partilhar informação com mais eficácia, não eram os laços entre homens necessários para matar. Eram sim os laços entre mães e filhos, obviamente requeridos para a sobrevivência da descendência humana. Segundo esta teoria, os primeiros artefactos feitos pelo homem não foram armas. Foram antes recipientes para transportar comida (e crianças), assim como utensílios usados pelas mães para amolecer a alimentação vegetal dos seus filhos que, para sobreviver, precisavam tanto do leite materno quanto de alimentos sólidos.
Esta teoria é mais congruente com o facto dos primatas, be
m como as mais primitivas tribos existentes, basicamente dependerem mais da recolecção do que da caça. É igualmente congruente com a prova de que a carne constituía apenas uma parte ínfima do regime dos primatas ancestrais, dos hominídeos e dos primeiros humanos. É ainda apoiada pelo facto de os primatas diferirem dos pássaros e de outras espécies no aspecto característico de serem apenas as mães a partilhar os alimentos com a prole. Entre os primatas, assistimos igualmente ao desenvolvimento das primeiras ferramentas, não para matar, mas para juntar e transformar alimentos. E entre os primatas existentes mais observados, os chimpanzés, vemos as fêmeas usando estas ferramentas com maior frequência (Nancy Tanner, On Becaming Human).”
Riane Eisler, O Cálice e a Espada, Via Óptima, Porto


Uma carta confidencial do Governo britânico para médicos directores de departamentos de neurologia foi revelada ao jornal "The Mail":
A vacina contra a Gripe Suína causa uma doença nervosa fatal.
Levanta-se a questão: Porque é que o Governo não avisou o público uma vez que estão planeados milhões de vacinações - inclusivo a mulheres grávidas e crianças?
http://www.dailymail.co.uk/
Uma vez que este tipo notícia dificilmente chega ao universo português, façam o favor de avisar as pessoas que vos são queridas para pensarem bem antes de tomarem a decisão de (não) tomarem a vacina contra a gripe suína.
CIÊNCIA E EU SUPERIOR
Jung afirma que o inconsciente não é subproduto da consciência nem mero depósito de desejos recalcados e frustrações sexuais, como pensava Freud. Para ele o inconsciente é uma entidade viva, independente da nossa percepção dele, acima das noções dualistas de bem e mal. É a outra parte da nossa psique que o ego (consciência superficial) desconhece. Ele está sempre actuando e faz com que os sonhos, na sua linguagem simbólica, sejam a representação fiel da psique – a nossa razão crítica é que se afastou da linguagem dos símbolos e já não a entende.
Para Jung a vida tem sentido, sim, e a sua grande finalidade é a individuação: processo de profundo autoconhecimento onde temos a coragem de nos confrontar com velhos medos e com o que desconhecemos de nós próprios. Os sonhos então revelam-se como um importante guia para esse conhecimento. Uma vez que alguém se entrega a esse caminho nada racional, a sua vida parecerá ser magicamente conduzida por uma sabedoria maior que Jung denominou o SELF (o si-mesmo), o centro de cada um de nós. Individuar-se significa fazer o ego (a consciência da superfície) ir ao
Não é difícil imaginar o quanto isso deve ter soado místico a certas mentalidades. Quer dizer então que se eu entrar nessa, o meu Eu Superior passa a cuidar de mim? - gozam os mais cépticos. Os não-cépticos preferem pagar para ver.
OVNIS nos céus da alma
Jung foi ousado, ao valorizar o estudo da mitologia, das religiões e também da sabedoria oriental (ela e o seu modo tão anti-ocidental de pensar), mostrando-nos a ponte para ligar dois modos distintos - mas nã
o excludentes - de interpretar a realidade.
O seu conceito de sincronicidade (a coincidência entre estados psíquicos e acontecimentos físicos sem relação causal entre si) trouxe à mentalidade científica a possibilidade de conhecer o mecanismo das grandes coincidências, dos oráculos e de eventos ditos ocultos. Sugeriu que, assim como a ideia taoísta de unicidade, o nosso inconsciente forma com todos os outros um inconsciente, único e coletivo - assim, sem percebermos, todos os nossos pensamentos estão interconectados. Jung chegou à corajosa conclusão que a humanidade guarda no seu inconsciente o registo de todas as suas vivências, mesmo das mais arcaicas - mitos e arquétipos - e assim o passado de um torna-se património de todos (viria daí, afinal, a ideia de que já fomos alguém em outra vida, presente em tantas culturas?). Mostrou que o I Ching, o milenar livro chinês das mutações, constitui a primeira tentativa documentada de relacionar o inconsciente e o Universo, e assim a mentalidade oriental deveria ser vista com menos preconceito... Jung falava de intercâmbio, não de incompatibilidade, entre distintas percepções da realidade. Mas a ciência tradicional deu risinhos.
Os seus estudos da Alquimia mostraram que ela é precursora da nossa ciência do inconsciente. A relação mente/matéria já era conhecida dos alquimistas, que se valiam de uma linguagem simbólica para descrever processos psíquicos. Sobre isso, diz a psicóloga Nise da Silveira, uma das mais respeitadas estudiosas da obra de Jung no mundo: "A exploração em profundidade do inconsciente levou ao curioso achado de que os mais universais símbolos do self (si-mesmo) pertencem ao reino mineral. São eles a pedra e o cristal. Se o psicólogo, nas suas investigações através das camadas mais profundas da psique encontra a matéria, por sua vez o físico, nas suas pesquisas mais finas sobre a matéria, encontra a psique."
As ideias de Jung influenciam até mesmo a Ufologia. Hoje pesquisadores de todo o mundo debruçam-se intrigados sobre o drama psicológico dos contactados e abduzidos (pessoas que dizem ter contactos com extraterrestres), encarando-o sob outro enfoque - o que faz a Ufologia tomar um caminho surpreendentemente novo. Já em 1958, no seu livro Um Mito Moderno, Jung alertava que é preciso pensar nesse discos-voadores mais abrangentemente e entender o aspecto metafórico das aparições, sejam verdadeiras ou não. É preciso entender o drama dessas pessoas à luz dos arquétipos e da mitologia – o mito da jornada do herói. Muito além da importância de tentar provar a realidade física do fenómeno, estaria a necessidade de entender que contactados e abduzidos são como heróis que a vida escolheu para viver, como pioneiros, certas experiências que conduzirão a humanidade a uma nova e mais abrangente compreensão da realidade e de si mesma.
O fenómeno dos discos-voadores, mito recente do nosso século, será então uma projecção, nos céus, de um intenso anseio colectivo de salvação num momento crucial de desespero. Será a representação simbólica do mais profundo arquétipo de unificação e totalidade psíquica dos homens de todos os tempos e lugares: o círculo. Com isso Jung não pretende reduzir o fenómeno ao seu aspecto interior, mas sim alertar para a relação entre o que ocorre na alma da humanidade com o que está acontecendo nos céus do nosso planeta.
http://cgjung.multiply.com/journal/item/2/2
Imagens: Diana Vandenberg
