sexta-feira, 19 de junho de 2009

Fundir-se com o seu Eu Maior


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte VII)

Fundir-se com o seu Eu Maior

No plano astral, você tem a oportunidade de trabalhar a bagagem emocional que trouxe da sua vida mais recente na Terra. Para isso, recebe ajuda de vários guias amorosos. Num certo ponto, liberta-se de todos os seus laços terrenos e de toda a sua dor emocional, e então fica pronto para se mover para além de todo o plano astral. É aí que passa para o plano da essência. Quando isto acontece, é como uma segunda morte. Você deixa para trás tudo o que não lhe pertence verdadeiramente, e permite-se fundir-se com o seu Eu Maior, a sua Essência Divina. No momento em que passa para o plano essencial, toma consciência do poder imenso que o move, experiencia a sua unidade com Deus.
O plano da essência, o plano do Eu eterno, é a sede da consciência divina, da qual toda a criação emana. Peço-lhe que tome um instante para se conectar com esse plano, aqui e agora. Ele não está lá longe. Ele permeia tudo, tanto o plano astral quanto o plano terreno; ele permeia todo o cosmos. A presença que você sente aqui é a presença de Deus, pura e imaculada. Ela pode ser percebida como um silêncio profundo, completamente pacífico e, ao mesmo tempo, pleno de vida e criatividade. Desta fonte brota toda a criação e para esta fonte ela deverá retornar.

Imagem: Alice Buis

Conectar-se com a Essência


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em Janeiro de 2009 (parte VIII)

Conectar-se com a Essência

Quando alcança o plano essencial depois da morte, já é capaz de fazer escolhas conscientes em relação ao seu objectivo futuro. Neste plano você pode programar, com a ajuda de professores e guias, uma outra encarnação na Terra, ou planear uma jornada diferente, dependendo das suas metas. No plano essencial, pode ouvir claramente a voz da sua alma. Foi neste plano que você disse “sim” à vida na qual se encontra agora.
Tome um instante para se lembrar de como era estar nesse plano. Quanto mais você se consciencializar desta dimensão durante a sua vida na Terra, mais fácil e tranquila será a sua morte e mais fácil será depois mover-se do plano astral para o plano essencial.
Conectar-se com o plano essencial é uma escolha que você faz. A morte por si só não vai levá-lo mais próximo dele. Depois de morrer, você será praticamente a mesma pessoa que é agora, apesar de que lhe serão oferecidas possibilidades diferentes e uma perspectiva mais ampla. Entretanto a pergunta crucial continua a ser a mesma: lembra-se de quem é? Consegue conectar-se conscientemente com a dimensão de atemporalidade que flui através de si e que o inspira verdadeiramente?
Você é imperecível, querido e amado anjo de Luz. Tenha fé nisto! Permita-se ser confortado e amparado por este conhecimento quando a hora da sua morte chegar; e agora também, enquanto luta com as questões da sua vida.
Para morrer em paz é preciso que se desapegue, no nível interno, de tudo que o prende à existência terrena. Pratique constantemente o desapego enquanto vive, e você estará preparado para morrer.
Poderá perguntar: “Não é trágico desapegar-se da vida, enquanto se está bem no meio dela?” A resposta é: “Não, pelo contrário, isso é a prova de um espírito verdadeiramente poderoso.”
O que significa desapegar-se? Significa prestar atenção à essência, não se deixar prender por questões não essenciais. Significa não criar dramas desnecessários; significa experienciar alegria nas coisas simples da vida. Praticar o desapego e ficar sintonizado com o plano da essência implica estar consciente de uma dimensão oculta, que se encontra directamente sob e por trás de tudo o que é observável. Significa renunciar ao julgamento apressado em termos de bom e mau, e confiar na Inteligência Cósmica, que ultrapassa de longe a mente humana.
Muitas pessoas caem na armadilha da febre do pensamento. Encaram a vida febrilmente – como resolver os problemas, como conseguir todas as coisas que elas pensam que precisam de fazer. Estão excessivamente concentradas em organizar a vida através da vontade e da mente. Desapegar-se significa não levar tão a sério este seu aspecto pensador. Isto é uma coisa trágica de se fazer? Não. Em vez disso, traz luz e leveza à sua vida.
A sua necessidade excessiva de controlo é que faz com que a vida se torne um esforço, pesada e cansativa. O desapego traz paz à mente, humor e atenção. A consciência de que a vida é finita inspira o desejo natural de cultivá-la e cuidar dela. E é aí que a sua Essência Divina pode fluir sem esforço através de si, do plano essencial para a sua realidade terrena. Uma vez que isto aconteça, terá vencido a morte antes de ter morrido.

© 2009 Pamela Kribbe, www.jeshua.net
Esta mensagem foi traduzida do holandês para o inglês por Joep Boink e traduzida do inglês para o português por Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br – Revisão de Luiz Corrêa.
Fonte em português: www.jeshua.net/por

Imagem: Alice Buis

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sem o Feminino, o Mundo é um Ermo...


"(…) gestos femininos bonitos sempre, a delicadeza com que as mulheres tocam nos objectos, a harmonia dos dedos: somos pesados e sem graça, nós os homens, ao pé delas. Pesados, brutos, canhestros: não possuímos seja o que for de ave ou de nuvem, a nossa carne é densa e gaguejante. Dá-me uma paz de eternidade ver uma mulher numa casa, o modo como o seu corpo habita o espaço, a forma como vestem, de si mesmas, os compartimentos, com um simples passo, um simples olhar. E depois uma espécie de inocência primordial, de leveza habitável: devo ter sido muito feliz na barriga da minha mãe, por dentro da sua voz, do seu sangue.”

António Lobo Antunes, in “Eu, às vezes” (Visão, Dez. 2007)

Imagem: Herman Smorenburg

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SER UM PROFESSOR NA NOVA ERA

A minha profunda gratidão à Isabel Tostão que fez chegar até mim esta mensagem tão importante:

Jeshua canalizado por Pamela Kribbe em Junho de 2009
www.jeshua.net/por

Esta canalização também está disponível em arquivo de áudio, em inglês, em www.jeshua.net. A transcrição foi ligeiramente editada para melhor legibilidade. Nossos sinceros agradecimentos a Maria Baes por ter feito a transcrição


Queridos amigos,

EU SOU Jeshua.

Fui o portador da consciência de Cristo há dois mil anos atrás, e agora vocês são aqueles que carregam essa tocha. É uma tocha de luz que traz mudanças ao mundo, um mundo que tem necessidade de mudanças neste exacto momento. Vocês estão vivendo uma era de crise. Está havendo uma crise financeira, uma crise económica, e também uma crise do planeta, uma crise ambiental. Vocês vivem no meio dessas crises, o que também é uma oportunidade de mudança. Sempre que as coisas mudam de uma forma fundamental, é preciso que muitas coisas antigas despenquem drasticamente e de uma forma fundamental.

Vocês, que são atraídos para as minhas mensagens, são aqueles que devem liderar o caminho dos outros. Sim, vocês nasceram nesta época de propósito; queriam fazer uma mudança, queriam ser a mudança de que a humanidade precisa. Vocês são os Professores da Nova Era. É para vocês que eu trago uma mensagem de esperança e coragem. Quero encorajá-los a assumirem o papel de professores que são. Vocês tiveram muitas encarnações em preparação para este momento, pois agora o planeta e a humanidade estão prontos para uma transformação, uma evolução para uma consciência baseada no coração, que reconhece a unidade de tudo o que vive e respira na Terra. Vocês têm sido os portadores deste sentido de unidade há séculos; vocês já foram Trabalhadores da Luz antes, e agora os tempos estão com vocês! Olhem para além da superfície das notícias aparentemente negativas e ruins. Olhem para além de tudo isso. Esta é uma grande oportunidade para mudança.

É pedido à humanidade que se volte para o seu interior e se dirija às emoções negativas e ao medo que sobem à superfície nos momentos de crise. Agora, mais do que nunca, a humanidade precisa de cura e está preparada para receber a cura. Vocês são aqueles que estão liderando o caminho. Vocês são os Professores da Nova Era, e peço-vos que não se intimidem em relação a vós mesmos. Devido a todas as experiências que tiveram na Terra antes, vocês ficaram desconfiados e intimidados em relação à vossa verdadeira identidade, em relação à luz que carregam dentro de vós. Existe paixão nos vossos corações e almas. Vocês desejam ser a luz brilhante que são, mas também estão se escondendo do vosso próprio poder, porque trazem lembranças antigas de terem sido rejeitados por causa disso, e até de terem sido perseguidos e mortos por isso. Posso ver os vossos medos e insegurança, mas vocês são grandiosos e poderosos, se acreditarem em vós mesmos. Vêm de uma longa jornada. Visitaram a Terra muitas vezes e ganharam experiência. Agora são almas maduras e velhas, e desejam compartilhar a sabedoria que adquiriram e também o amor em vossos corações. Peço-vos que olhem para o vosso íntimo e que sintam a paixão com a qual nasceram – a paixão para fazerem a diferença. Peço-vos que não se escondam mais!

Como devem ensinar? O que é este ensinamento do qual falo? Não se trata de levar teorias e conhecimentos de livros para os outros; não se trata de fazer sermões nem de dizer às pessoas o que elas devem fazer. Trata-se de uma vibração que vocês trazem para o mundo, uma vibração de compaixão e paz interior. Assim, quando se dirigem às vossas próprias partes sombrias, às vossas emoções de medo, de raiva e falta de confiança, quando irradiam luz para essas partes sombrias, nesse momento as vossas vibrações elevam-se e vocês trazem uma nova luz para este mundo! Ela é visível em vossos olhos, na forma como falam com os outros, na forma como ouvem os outros. Não a escondam, sejam o mais abertos que puderem, porque vocês são lindos. No momento em que trazem essa vibração para o mundo, as pessoas são atraídas para vocês. Não porque vocês conhecem a verdade, nem porque sabem o que vai acontecer com elas, mas porque existe um espaço de segurança e amizade ao redor de vocês. Elas sentem-se aceites junto a vocês. Isto é que é ensinar na Nova Era: aceitar o outro completamente, tanto com a sua luz quanto com as suas partes sombrias, vendo a sua beleza interior, a sua paixão e inocência, e encorajando-o a ver-se a si próprio.

Ser um Professor da Nova Era é diferente do que vocês estavam a imaginar, é encontrar a paz nas profundezas de si mesmo e não ser desviado do caminho pela negatividade que está à sua volta. Num certo sentido, significa desapegar-se do mundo, não fazer parte do mundo mas, ao mesmo tempo, estar aberto a todos, e permitir que eles experimentem a vibração que vocês estão irradiando para o mundo. Estar no mundo, mas não ser do mundo.

Como vai ser esse ensinamento, que forma ele irá tomar, será diferente para cada indivíduo. Cada um de vocês tem uma certa paixão, um talento, um desejo de fazer uma coisa específica em vez de outra. A sua energia, a sua luz, pode tomar muitas formas, e, para mim, a forma específica que ela toma é pouco importante. O que eu gostaria é que cada um de vocês se consciencializasse de que é um professor, que veio de uma longa jornada. Encorajo-o, principalmente nestes tempos, a não se esconder mais, a partilhar a sua sabedoria com os outros e manter a sua paixão desperta. É isto que significa trazer uma nova energia para este mundo.

LIDANDO COM A ALTA SENSIBILIDADE

Todos vocês se tornaram muito sensíveis. Os vossos corações foram abertos. Nesta era, a energia feminina está renascendo através de vocês, de muitas maneiras, pois vocês são os primeiros a abrirem-se para a consciência baseada no coração, reconhecendo a unidade de toda a vida. Vocês abriram os vossos corações e, como efeito colateral, absorvem os sentimentos e emoções daqueles à vossa volta, e os sentimentos que estão simplesmente presentes na atmosfera ao redor da Terra. Às vezes esta sensibilidade pode ser um peso. Algumas vezes vocês absorvem tanta negatividade, que se sentem abatidos e deprimidos, e não sabem sequer de onde isso está vindo.

Abrir o coração, desenvolver o lado feminino, estar receptivo e aberto às energias ao seu redor, faz parte do desenvolvimento pelo qual estão passando. Mas também é importante que acolham a vossa energia masculina, não no sentido tradicional, mas de um modo novo e mais elevado. No passado, uma energia masculina agressiva dominou a vossa história. Essa energia estava voltada para a aquisição do poder e a manipulação da realidade. Geralmente vocês associam a energia masculina à opressão, agressividade e ao egoísmo. Estão precisando de uma nova definição de energia masculina. Vocês precisam da energia masculina para equilibrar o vosso lado feminino sensível. A energia masculina, na sua forma mais elevada, tem a ver com foco, estabelecimento de limites ao redor de vocês, e determinação sobre o que querem e o que não querem que entre em seu campo energético. Uma energia masculina elevada não permitirá que vocês sejam completamente absorvidos pela negatividade ao vosso redor. Ela ajudar-vos-á a estabelecer limites à vossa volta. Num certo sentido, esta forma superior de energia masculina é como um cavaleiro postado junto à entrada do campo energético de cada um de vocês, separando o que os alimenta e nutre daquilo que não os alimenta nem nutre. Vocês precisam da energia masculina no vosso interior para alimentar o vosso lado feminino e extremamente sensível. Assim, peço-vos que repensem a energia masculina, e encontrem, dentro de vós mesmos, uma nova definição para ela, um novo sentimento a respeito dela. Talvez possam imaginá-la como um cavaleiro ou um guerreiro pacífico, que vos ajuda a distinguir o que é certo para vocês e a se afastarem quando sentem que certos ambientes, ou certas pessoas, não estão servindo aos vossos ideais mais elevados.

Ser um Trabalhador da Luz e um Professor quer dizer estar no mundo e estar aberto e desejoso de irradiar a sua vibração quando as pessoas pedem por isto. Mas, por outro lado, também significa saber quando se afastar, quando dizer não, e quando tomar conta de si mesmo – algo que tem sido muito necessário nesta época em que a energia pode ser muito pesada e muito difícil.

Respeite-se e crie um espaço, todos os dias, para se voltar para o seu interior e sentir quem você é. Criar um espaço para si mesmo pode ser entendido ao pé da letra, isto é, encontrar um espaço físico na sua casa, ou na natureza, onde você possa sentir-se tranquilo, onde possa estar totalmente consigo mesmo. Num lugar relaxante como esse, você pode entrar num espaço interior, e isto é o que realmente importa. Dentro de você existe um espaço que é realmente como um tipo de consciência. É a sua existência, o âmago daquilo que você é, e não pode ser expresso em palavras. Você pode sentir essa consciência especialmente nos momentos de quietude, e quando está sozinho e não está sendo bombardeado pelos acontecimentos externos, barulhos, situações e coisas que o distraiam. Para encontrar esta quietude todos os dias, é importante permanecer consciente de quem você é – um professor e portador da luz para esta realidade. Então, peço-lhe que encontre o equilíbrio entre ser você mesmo e estar no mundo, e que sinta qual o ritmo que se ajusta melhor a você. Use a energia masculina para distinguir e determinar o que é certo para você.

REDEFININDO A ENERGIA MASCULINA

Está na hora de os Trabalhadores da Luz equilibrarem as energias masculina e feminina dentro deles. Num certo sentido, acabaram por ficar com medo do vosso próprio poder. Houve um tempo, um tempo muito antigo, em que vocês mesmos usaram o poder de uma forma da qual vieram a arrepender-se mais tarde. Foi em tempos antes de Cristo, antes da minha vinda à Terra; nos tempos da Atlântida e em épocas anteriores a ela. Vocês ainda guardam lembranças daquelas eras, e não querem utilizar mal os vossos poderes nunca mais. Mas, num certo sentido, a vossa reacção foi extrema demais. Agora querem tanto livrar-se do vosso poder, que muitas vezes são incapazes de se sustentarem, de saber claramente quem vocês são, o que desejam ou não desejam. Isto é lamentável porque, deste modo, vocês ficam exaustos e deprimidos com o que acontece ao vosso redor, pois recusam-se a assumir o vosso poder, não no sentido de mandar nos outros, mas no sentido de se conectarem com a vossa paixão natural, com os vossos instintos naturais, com o vosso conhecimento. Ficou difícil achar uma definição positiva para a energia masculina, mas eu os encorajo a encontrar uma, e a abraçá-la, pois é através do renascimento da energia masculina que vocês reencontrarão o vosso poder verdadeiro.

A energia feminina conecta o indivíduo à sua alma. A alma fala convosco através dos sentimentos para os quais a energia feminina é receptiva. Mas para trazer o conhecimento do feminino para o mundo, para manifestar a paixão da sua alma no mundo, você precisa saber como proteger a sua energia feminina, como se manter à distância quando necessário, como se manter centrado e calmo no meio de energias que não ressoam consigo. Para ser o professor e o pioneiro que você realmente deseja ser, é preciso abraçar tanto o aspecto feminino quanto o aspecto masculino do seu ser.

Tenha coragem em tudo isto. As coisas estão a mudar e você não está só. Muitas pessoas ao redor do mundo estão a passar pelo mesmo processo. Existem muitos companheiros Trabalhadores da Luz vivos neste momento, e se se conectar com eles a partir do seu coração, poderá sentir que são seus irmãos e irmãs. Distância, tempo e espaço não importam. Nem a nacionalidade, nem a raça. Sinta o campo de consciência Crística que agora está se aproximando mais da Terra. Embora possa não ser evidente nas notícias dos jornais e da televisão, esse campo está aí. Uma nova consciência está despertando.

Estou a chamá-lo. Faço parte deste enorme campo de consciência tanto quanto você faz. Somos um nesse campo. Somos iguais e estou a chamá-lo para casa. Pode sentir o lar no planeta Terra agora mesmo, se puder se lembrar de quem é, se puder sentir verdadeiramente a sua divindade e a luz angelical que flúi através de si.

Eu o amo.
Aceite a minha energia.
Agradeço-lhe por recebê-la

© Pamela Kribbe 2008
www.jeshua.net

Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
Revisão de Luiz Corrêa. (e minha)

imagens: Google (pintura de Herman Smorenburg)

Freya


"Eu sei que acontecimentos e encontros sincrónicos são como devaneios, cheios de símbolos e temas a que se devia prestar atenção. Portanto, interroguei-me sobre o significado do seu nome, Freya. Era o nome da Grande Deusa do Norte da Europa, a deusa da fertilidade, do amor, da Lua, do mar, da Terra, do mundo inferior, da morte, do nascimento, das virgens, das mães, dos antepassados. Tinha tantos atributos que os eruditos que tentaram pôr-lhe uma etiqueta não conseguiram. Em suma, era tão multifacetada como qualquer outra versão da Grande Mãe.

Freya era a deusa da juventude, amor e beleza em O Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, a quem Wotan fez a dádiva dos gigantes em troca da construção do Valhalla, o seu castelo-fortaleza e monumento à sua eterna forma e masculinidade. Trata-se de um tema recorrente na mitologia dos patriarcados: é Agamémnon em A Ilíada, sacrificando a filha, Ifigénia, para que a sua armada pudesse navegar para Tróia; é Zeus concordando que Hades podia raptar Perséfone. É também a metáfora, para a psicologia, dos homens que trocam a sua juventude, a importância do amor e uma apreciação da beleza pela sua ambição. Sacrificam a sua anima, suprimindo a faceta feminina da psique em prol do poder. Não se permite ao feminino que se desenvolva e contribua para a criatividade, sensibilidade e perspectiva da personalidade masculina. A anima, simbolizada por uma donzela, é vista e tratada da mesma maneira que as mulheres – desvalorizada e suprimida no mesmo grau.

Isso também acontece às mulheres. Repudiar as qualidades da juvenil Freya é o preço do sucesso no mundo dos homens. Uma mulher não consegue obter êxito se se perceber que é demasiado feminina, que tem um coração terno, é vulnerável ou emocional. Nem pode ter sucesso, geralmente, se possuir a confiança em si mesma da Grande Deusa Freya, porque então não saberá qual o seu lugar."

Travessia para Avalon, Jean Shinoda Bolen

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Benvindas ao domínio patriarcal...

Um grande autor é aquele que conhece os meandros da condição humana, quer se trate do homem, quer da mulher. Esta narrativa vale por "n" discursos sobre a formatação a que uma mulher é sujeita para encaixar no sistema...

História de Carnaval
, Jorge Amado

Maria dos Reis só se decidiu de verdade quando, depois de fechar a luz do quarto, se estirou na cama e ficou de olhos abertos espiando no escuro. Sairia mesmo, mesmo que ele se zangasse e acabasse o namoro. O namoro já era quase noivado, ele ia pedir em junho, quando o pai chegaria do interior para a solenidade do pedido oficial. Quase noiva, a família de Maria dos Reis sem fazer oposição, ele entrava em casa, cumprimentava dona Marocas e tia Clara, tomava o cafezinho das dez na sala de visitas antes de ir embora. Dona Marocas dissera-lhe uma noite em que chovia (ele, as abas do paletó suspensas, resistia heroicamente à carga d'água):

- Seu Teodoro, não quer entrar? O senhor é capaz de pegar um defluxo... Não é bom facilitar.
Teodoro entrara, meio encabulado, mas dona Marocas foi explicando:

- Eu, de mim, não sou contra. Sei que o senhor tem boas intenções, sabe que minha filha não é uma qualquer. Não vou fazer oposição. Se fosse um vagabundo, sim. Mas já tive sabendo que o senhor é um moço direito, está para tirar o seu canudo e quer pedir Maria. Não me oponho, não. Agora, uma coisa quero pedir ao senhor. É que acabe esse namoro na janela.

Atalhou o gesto que Teodoro esboçara:

- Sei que não tem nada de mais. Mas é que o finado, se fosse vivo, não havia de gostar. Ele vivia falando contra esses namoros na janela. Sempre me dizia: - "É uma falta de vergonha, Marocas, esses gabirus encostados nas janelas falando baixinho pra essas sirigaitas. Filha minha não quero que faça isso. Se o rapaz tem boas intenções, que venha conversar dentro de casa. Se não tem, então pau nele".

Teodoro concordou com um gesto com a teoria do finado. Dona Marocas continuou:
- O senhor já falou com Maria e com a mana Clara que vai pedir a menina em junho. Pois bem: eu prefiro que o senhor venha conversar aqui na sala do que essa coisa de estar encostado na janela. Não é por nada, é pela memória do finado... - ficou de repente encabulada, nem sabia como tinha falado
tanto, baixou a cabeça, empregou as mãos em amarrotar a saia preta. Foi assim que Teodoro ficou freqüentando a casa, noivo semi-oficial, esperando o pai que vinha em julho para o pedido.

O casamento seria depois dele formado e nomeado promotor de uma cidadezinha qualquer. No princípio do outro ano. Maria dos Reis já tratava do enxoval, comprava rendas e sonhava o casamento na igreja, a grande cauda do vestido arrastando, as amigas jogando flores, o padre tomando das alianças.

Mas o Carnaval se aproximava. Fazia um ano, ela saíra numa prancha, Felizes Borboletas, saíra linda, linda, era a mais linda na mais linda prancha. Fora aí que começara o namoro com Teodoro, que fazia o corso num carro de estudantes. As Felizes Borboletas eram uma criação da família Cordeiro, cinco moças alegres e uma mamãe mais alegre ainda. Naquele tempo, o Carnaval da Bahia era feito principalmente pelas pranchas, bondes enfeitados de flores e papel, lotados de moças fantasiadas que corriam todos os itinerários dos trilhos, levando a alegria a todas as ruas e arrastando atrás de si os autos dos rapazes elegantes. Havia prêmios para as pranchas mais animadas e para as mais belas. Cinco anos eram passados desde que, pela primeira vez, a família Cordeiro fizera a prancha das Felizes Borboletas. E nesses cinco anos por duas vezes a prancha tirara o prêmio de beleza, por outras duas o de animação, perdendo uma única vez devido "à mais elevada injustiça jamais praticada sob céus da Bahia", como afirmava Reinaldo dos Santos Ferreira, amigo da família e pai de duas das felizes borboletas.

Maria dos Reis, quando viera morar naquela rua, ficara amiga de Antonieta Cordeiro e das suas quatro irmãs. Mas principalmente de Antonieta, que era uma simpatia de morena, alegre e viçosa, namoradeira como ela só, dona da risada mais clara de todo o Largo 2 de Julho. Fora assim não só membro como uma das mais ardentes animadoras e entusiastas das Felizes Borboletas naquele ano. E, como era esguia e pálida, a fantasia foi-lhe muito bem e divertiu-se imenso nos dois primeiros dias. No terceiro, já de namoro forte com Teodoro, a alegria foi diferente, um pouco menos ruidosa, porém mais densa. Terminaram dançando até de madrugada na casa dos Cordeiros, festejando o prêmio. Teodoro dissera-lhe então que o prêmio tinha sido conferido principalmente devido a ela, à sua beleza, à sua voz, à sua graça radiante.
Agora eram quase noivos, o Carnaval estava aí, as Felizes Borboletas ensaiavam e Antonieta, as quatro irmãs de Antonieta, a mãe de Antonieta, o Sr. Reinaldo dos Santos Ferreira, todos, contavam com ela, com sua voz e sua alegria. Seu concurso era imprescindível, Antonieta vivia repetindo, as quatro irmãs diziam em coro, mamãe Cordeiro dizia ainda mais alto. Só Teodoro não dizia nada, apenas fechava a cara toda vez que ela falava em sair na prancha. Quando ela suplicava muito que ele dissesse alguma coisa, se definisse, sim ou não, ele falava com voz soturna:

- Se tá com vontade, saia...

Ela não tinha coragem de confessar que estava com vontade. Ficavam os dois amuados, cada qual para seu canto, nem aproveitaram as idas de tia Clara à sala de jantar para os beijos rápidos porém ardentes.

Maria dos Reis desabafou com Antonieta. Teodoro virava fera quando se falava no assunto "prancha". Fazia uma cara feia, se fechava em copas. Ela não podia mesmo sair. Antonieta prometeu resolver o assunto e nessa mesma noite abordou Teodoro:

- Então, seu Teodoro, não quer deixar a dos Reis sair na nossa prancha, hein? Só porque é prancha de gente pobre e a futura esposa de um advogado não pode sair misturada com as filhas de um escriturário do correio, não é? Se fosse a prancha dos Andrades, ela podia, não é?

Teodoro estava mais duro que um rochedo:

- Se ela tiver vontade, pode sair...

Antonieta tinha que ir para o ensaio, disse logo as últimas:

- Pois eu saía, sabe? Não havia namoro que me empatasse. Ela é porque é uma tola. Deixa que namorado tome conta dela. Não tá vendo que eu... - e foi embora, não sem lançar antes um olhar de profundo desprezo ao futuro bacharel que assoviava, tentando bancar o indiferente.

Aí ficaram os dois namorados calados. De vez em quando, Maria dos Reis espiava, Teodoro espiava, nenhuma palavra. Porém, na hora de despedir-se, ele avisou:

- Se tiver com vontade, saia. Mas fica tudo acabado entre nós.

Ela quis responder, ele já ia pelo meio da rua, nem se despediu. Por isso ("bruto, bruto, bruto") ela, na cama, resolve sair na prancha custe o que custar.
Mas não saiu coisa alguma. Não só estava totalmente arrependida no dia seguinte, como também dona Marocas, quando soube do caso, ficou tiririca, mandou chamar Antonieta, gritou-lhe na cara:

- Pensa que acaba assim o noivado de minha filha? Como não arranjam noivo, andam de namorado em namorado, todas cinco, todas cinco, sim senhor, quer ver se toma o noivo das outras com essa história de prancha. Mas nem pense. Minha filha não sai em prancha nenhuma. Tá noiva, vai casar, não é uma sirigaita como você que vai tomar o noivo dela, não. Saia daqui com sua prancha, vá se estourar no meio dos infernos.

Tia Clara apoiou inteiramente dona Marocas. No fundo, Maria dos Reis apoiou também, começou a achar suspeito aquele grande interesse de Antonieta pela sua presença na prancha. E se fosse mesmo um plano para tomar-lhe o noivo? Essa gente é capaz de tudo...

Antonieta é que nem ligou. Os ensaios tomaram-lhe todo o tempo. As Felizes Borboletas pretendiam, nesse ano, conquistar os dois prêmios: o de beleza e o de animação. Seu Reinaldo dos Santos Ferreira dizia que "seria um triunfo só comparável aos de Alexandre na antiguidade e aos de Napoleão na Idade Moderna". E foi mesmo. Na terça-feira, após a conquista dos dois prêmios, a prancha vinha festejando numa alegria imensa, quando, ao passar na Praça Castro Alves, Antonieta descobriu Maria dos Reis que ia pelo braço do noivo, um lança-perfume na mão, atrás a mãe e a tia, solenes os quatro, marchando pelo Carnaval com passos medidos e rostos sérios. Então as Felizes Borboletas cantaram ainda mais alto, tão alto que Maria dos Reis não pôde fingir que não ouvia e teve que parar, olhar, apertar os lábios para que os soluços não rebentassem.

Imagem: bahianas, Google

O Poder Feminino


O QUE SE PERDEU
OU SE QUER ESQUECER...

“As mulheres têm sido alvos de uma das mais sofisticadas e insidiosas conspirações. Milhares de anos de história têm sido reescritos com o objectivo de apagar da memória colectiva o facto de os homens nem sempre terem ocupado os lugares de chefia.

A evidência arqueológica defende a existência de um período de vinte mil anos de história durante o qual homens e mulheres viviam em igualdade, sem o domínio de nenhum sexo sobre o outro. A terra prosperava.
As tão apregoadas características femininas da compaixão, educação e não-violência eram partilhadas por homens, mulheres e pelos elementos fundamentais da estrutura social. As mulheres eram veneradas como sacerdotisas e curandeiras. As nossas forças intuitivas não eram desprezadas e mas respeitadas. A nossa maneira de ser espontânea de pensar e de sentir era vista como uma harmonia criativa, e não como “coisas de mulheres”.
Os nossos companheiros e amantes, os nossos filhos e amigos, consideravam-nos sacerdotisas naturais. O nosso poder conciliador era fruto da nossa ligação compassiva com o espírito e com a terra. Mas desviámo-nos do nosso rumo e a Deusa ocultou-se.”
(in O Caminho da Iniciação Feminina de Sylvia Pereira)

Excerto retirado do incontornável Mulheres & Deusas.
Ler a propósito "O Reino das Mulheres" (da editora Berthrand) e "O Cálice e a Espada" (Via Óptima, Porto). O primeiro mostra-nos como outra organização social é possível, relativiza o papel do pai e prova como uma sociedade em que as mulheres assumem o poder é naturalmente pacifista e harmoniosa. No segundo, Riane Eisler prova que a arqueologia feita por mulheres conscienciosas encontrou outros dados e informações sobre ordens sociais do passado. Ambos enfatizam a mesma questão: o poder feminino é mais propício à igualdade e à paz. O poder feminino instaura a parceria, o masculino a dominação, dado que, diz Thom Hartman ("As Últimas Horas da Antiga Luz do Sol", Sinais de Fogo), levar com a testosterona em estado puro é o pior dos flagelos que as sociedades humanas podem suportar...


Imagem: Madeline von Forestar

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O equilíbrio do mundo depende da consciência do feminino sagrado


COMO O HOMEM VÊ (OLHA) A DEUSA E A TERRA
E COMO A MULHER SENTE E VIVE A DEUSA E A TERRA...



"Quando o pretenso civilizado aqui chegou e impôs sua cultura, impôs a ferro e fogo, com morte e dor, encontrou aqui uma cultura complexa, de valores ecológicos sofisticados como bem mostra esta carta. A sintonia com a Vida e com a Terra, vista como Mãe, é algo que nós neopagãos bem entendemos. Este é o valor mais ausente desta cultura utilitarista e consumista que se instalou no mundo: Não conseguem sentir a Vida pulsando em tudo à nossa volta, perderam o elo com a Mãe Terra, ser vivo e dinâmico, com o qual podemos criar uma relação que nos permite um grau de completude, de plenitude existencial e energética inominável. "

"Suprimindo a noção de Mãe-Divina, ou submetendo à autoridade de um deus-pai, desarticulou-se o mecanismo instintivo que fazia o equilíbrio inicial: daí advém todas as neuroses e outros dramas que sacodem estas sociedades paternalistas."
In LA FEMME CELTE - de Jean Markale

Leia mais em: http://rosaleonor.blogspot.com/2009/06/o-aquilibrio-do-mundo-depende-da.html

terça-feira, 2 de junho de 2009

CONSPIRAÇÃO ESPIRITUAL

Na superfície da Terra, exactamente agora, há guerra e violência e tudo parece feio, desconexo, morto e morno, triste.

No entanto, algo muito diferente e silencioso, calmo e oculto está acontecendo, pois certas pessoas estão sendo chamadas por uma LUZ MAIS ELEVADA. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora e de baixo para cima. É uma operação global. Uma CONSPIRAÇÃO UNIVERSAL.
Há células dessa operação em cada nação do Planeta. Vocês não vão vê-las pela TV e nem ler sobre elas nos jornais. Nem ouvir as suas palavras nas rádios.
Elas não buscam a glória. Não usam uniformes, tampouco. Chegam de diversas formas e tamanhos diferentes. Têm costumes e cores diferentes.

A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente, trabalham fora de cena. Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, nas montanhas e nos vales. Nas fazendas, vilas, tribos e até em remotas ilhas.

Talvez se cruze com essas pessoas nas ruas e nem se aperceba... Seguem disfarçadas. Ficam atrás da cena. E não se importam com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho, que se conclua a obra.

De vez em quando eles se encontram pelas ruas. Trocam olhares de reconhecimento e seguem os seus caminhos, nem sempre fáceis, mas sempre iluminados.
Durante o dia muitos se disfarçam em empregos normais. Mas à noite, por detrás das aparências, o verdadeiro trabalho se inicia. Alguns os chamam de Exército da Consciência.

Lentamente, estão construindo um mundo novo, novas nações, redes múltiplas de amor e solidariedade, estabelecidas sem fronteiras, sem moeda, sem comércio, mas plenas de outros valores, ricas de verdades verdadeiras, límpidas, transparentes, singelas.

Com o poder dos seus corações e mentes, seguem com alegria e paixão, inteligentemente, e armadas de compaixão e do mais puro discernimento.

Os comandos que as governam chegam da Inteligência Espiritual Central, plantada no Coração Maior de cada um.

Estão atirando bombas suaves de amor sem que ninguém note. São poemas, abraços, músicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças e também activismo social e ecológico participativos, sites e blogs, ou comunidades nas montanhas, em todos os continentes, além de ciências e tecnologias mágicas, tudo no meio de actos de bondade plantados aqui e acolá, por todos os lugares...
Logo serão vistos voando, silenciosamente, como anjos de Gaia, acudindo ao mundo, recolhendo os desabrigados, saciando a fome, curando as feridas, e encaminhando todos e cada um para o futuro.
Expressam-se de uma forma única e pessoal, valendo-se do seus talentos e dons, para além dos eventuais diplomas, cargos e funções. São eles mesmos a mudança que querem ver no mundo. Essa é a força que move os seus tão singelos como também heróicos corações.

Sabem que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabem que no silêncio e na humildade têm o poder de todos os oceanos juntos.

O trabalho que realizam parece lento e meticuloso, como na formação das montanhas, mas definitivo.

Sabem que o AMOR será a religião do Século 21.

Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para a sua compreensão, porque nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade no pulso evolucionário de toda a criatura humana, da Terra ou de algures, desse ou de outros mundos, espaços e dimensões.

Seja você também a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por si. Eles, silenciosamente, estão recrutando mais e mais pessoas. Eu fui recrutado. Ela também foi recrutada. Talvez você se junte a nós. Ou talvez já se tenha unido a nós.

Todos são bem-vindos.

A porta está aberta.

Autor desconhecido
Imagem: http://luzcozmica.blogspot.com

quinta-feira, 9 de abril de 2009

TERRA ÚLTIMA, de ANDRÉ LOURO DE ALMEIDA


Powerpoint de apresentação

Da contracapa:

"Terra Última, um estudo sobre a Terra e o Paraíso, traça um vasto painel de revelações sobre a realidade planetária rompendo com a inércia cultural e espiritual do nosso tempo, preservando, no entanto, a essência da Tradição Primordial e dos propósitos mais elevados de todas as instituições humanas.
Cada página ressoa como um telegrama de algo que simultaneamente nos toca como totalmente familiar e íntimo e ao mesmo tempo proveniente de mundos longínquos e absolutos. A linguagem é simples e transparente, porém o leitor sente claramente que cada parágrafo se poderia desdobrar em inúmeras direcções e mistérios, sendo pois uma obra que convida a múltiplas leituras.
Num mundo à beira do caos social, económico e espiritual só um conjunto de vozes corajosas e intrépidas pode romper a névoa e anunciar os verdadeiros princípios da liberdade e da paz. André Louro de Almeida, músico, conferencista, pintor e paisagista, é considerado, por muitos, como um dos mais sérios instrutores espirituais de Portugal.
Aqui somos conduzidos numa viagem sublime aos estados últimos da matéria, da consciência e do Ser, definindo as Leis através das quais a existência divina se pode plasmar e consolidar na Terra. Desde a descrição do trabalho de conselhos interplanetários e as reacções das células à actividade do Espírito, passando por um conjunto surpreendente de revelações sobre o Destino de Portugal e de outras nações sacerdotais, esta obra contribui decisivamente para o início de um novo ciclo de compreensão sobre a real natureza da alma portuguesa e da sua localização no panorama planetário.
Terra Última é um livro profundo mas paradoxalmente leve, urgente mas amplo, pragmático mas sensível. Segundo o autor, esta primeira obra é a base de apresentação de uma série de livros posteriores que desenvolverão cada assunto aqui aflorado."

páginas - 664 | dimensão - 16x23 | reservas www.lux-citania.org
em: http://www.iridia-lumina.org/

A Vida Secreta das Abelhas


"O livro A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees), de Sue Monk Kidd, foi adaptado para o cinema, com estreia a 17 de Outubro (27 de Novembro em Portugal). Trata-se de um "romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus. Uma história que as mães gostarão de contar às filhas":

"Lily cresceu na convicção de que, acidentalmente, matou a mãe quando tinha apenas quatro anos. Do que então aconteceu, ela tem não só as suas próprias recordações mas também o relato do pai. Agora, aos catorze anos, tem saudades da mãe, a quem mal conheceu mas de quem recorda a ternura, e sente uma desesperada necessidade de perdão. Vive com o pai, violento e autoritário, numa quinta da Carolina do Sul, e tem apenas uma amiga, Rosaleen, uma criada negra cujo semblante severo esconde um coração doce. Na década de 60, a Carolina do Sul é um sítio onde a segregação é ainda realidade. Quando, ao tentar fazer valer o seu recém- -conquistado direito de voto, Rosaleen é presa e espancada, Lily decide agir. Fugidas à justiça e ao pai de Lily, elas seguem o rasto deixado por uma mulher que morreu dez anos antes e encontram refúgio na casa de três excêntricas irmãs apicultoras. Para Lily esta vai ser uma viagem de descoberta, não só do mundo, mas também do mistério que envolve o passado de sua mãe.

A Vida Secreta das Abelhas é um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus. Sue Monk Kidd, ao escrever sobre o que é misterioso, e até difícil, na vida, ilumina tudo o que esta tem de maravilhoso. Ela prova que uma família pode ser encontrada nos sítios menos prováveis – talvez não sob o nosso próprio tecto, mas no sítio mágico onde encontramos o amor."

Encontrei esta informação aqui na Net, já não sei onde... O filme chamou a minha atenção ao ver a apresentação num programa da Oprah. As fabulosas actrizes, aquelas portentosas rainhas afro-americanas, só por si já valem a deslocação...
O trailler

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Amor é a chave...


“Ao menos uma vez na vida, todos vocês já foram tocados pelo amor, e muitos regressam regularmente à Terra unicamente para experimentarem de novo esse sentimento.
Logo que tenham encontrado aquilo que no vosso entender é importante, o que vale a pena ser acumulado, e que tenham estabelecido a lista dos valores em que acreditam, sugerirmos que reflictam sobre a importância do amor. O amor apresenta-se sob múltiplas formas e possui inúmeros sabores. Ele é a chave que abre o coração graças a uma energia provocada pelas ondas eléctricas que unem os seres, proporcionando assim uma emoção que nunca mais vão esquecer. Ao folhear o Grande Livro da Terra, constatamos, ao longo das suas páginas, que esta força invisível que vos anima e vos incita a seguir em frente é a vibração a que chamamos amor. No entanto, alguns de vós pensam estar aqui apenas para adquirirem experiência, para aprender, para reunir informações e para passar um bom bocado. Já a importância fundamental do amor parece ser algo de novo para muitos de vós. Não é que esteja errado pensar assim, mas a verdade é que compreender a frequência vibratória do amor é a vossa última lição. Para exprimir o amor e manifestá-lo, basta-vos senti-lo. Contudo, bem sabem que essa é a tarefa mais difícil de realizar. Mas todos vocês vieram aqui por causa do amor que aqui encontram, porque em qualquer outro lugar ele é tão variado, tão profundo, tão livre e tão excepcional como aqui, nos confins da Via Láctea, neste lugar chamado Terra, a “Biblioteca Viva”. “
(…)
A qualidade do amor ou do medo determina em cada instante o vosso caminho. Mesmo durante as épocas mais sombrias, aqueles que entenderam as vibrações do amor souberam sempre proteger-se e, assim, os mistérios dos ciclos da vida foram perpetuados.”
Família de Luz, Barbara Marciniak

domingo, 5 de abril de 2009

Como obter energia do vazio


Texto do cientista americano
MARK COMINGS,
do Movimento Mundial de Paz
e de Mudança para o Calendário
de 13 Luas e 28 dias (lido em Mulheres & Deusas e publicado por Ventos de Lyz)



“(…) A ciência da Energia Ponto Zero demonstra que a realidade mais benéfica é a abundância e não a escassez. Tristemente, como sabemos, todo o sistema económico mundial se baseia na escassez. Os recursos são escassos e se baseiam no medo. Fala-se que existe uma escassez de energia e que devemos competir para conseguir esses recursos limitados. Claro, é assim, se pensarmos somente a partir do petróleo puro e da energia atómica deste tipo. Todos estes métodos de produzir energia contaminam e tem resíduos daninhos para O Planeta. O problema (que na verdade não considero um problema) com a Energia Ponto Zero, é que ela é abundante e grátis. Esta tecnologia, de fato, nos permite um mundo no qual teremos toda a energia que quisermos, grátis e limpa, sem nenhum prejuízo para o planeta.

Existem várias pessoas que desenvolveram esta tecnologia e estão tendo graves problemas para trazê-la para o mercado. O problema evidente é que isso vai limitar a enorme ganância que produz a energia escassa. Eu poderia falar-lhes por horas acerca desta tecnologia e de possíveis maneiras de conseguir que ela seja de boa qualidade, mas, na verdade, desejo enfocar outro aspecto.

Quero falar-lhes sobre as implicações espirituais desta nova maneira de pensar sobre o espaço. Considero que as implicações espirituais são ainda mais revolucionárias do que as implicações económicas e outras. Considero que assim como a consciência da humanidade se eleva com novas frequências, estas tecnologias que demonstram a abundância poderão vir à luz. E digo mais: considero que isto é inevitável. A única resistência a isto é a consciência do medo, a escassez e a cobiça. Entretanto, à medida que mais e mais pessoas reconheçam a infinita abundância dentro de si mesmas, será fácil reconhecer a abundância externa.

Creio que a implicação mais importante desta maneira de considerar o espaço é saber que estamos conectados a uma fonte infinita e que esta fonte infinita é a
abundância infinita do amor e da compaixão (magnetismo, coesão). Considero que a partir desta óptica podemos ver toda a matéria como cristalizações do vazio.
Os nossos corpos, então, são complexos de assimetria no vazio, que estão sintonizados com este campo de potencial infinito.

O que os cientistas chamam energia, para os místicos chama-se espírito e consciência. A energia não é mais que apenas a superfície de um imenso oceano de espiritualidade viva. Então, em termos de nosso desenvolvimento espiritual, o mais importante é que nós devemos
acessar e nos conectar a este campo de potencialidade pura no espaço. É preciso que cheguemos a estar convencidos de que está ali, de que existe e que é infinitamente
abundante. Nossas crenças são o mais importante factor que constrói a realidade em nossas vidas. Apesar de vivermos num oceano infinito de abundância, se nós não pudermos crer nele, então não poderemos experimentar esta abundância.

As nossas crenças têm o poder de bloquear-nos e evitar que tenhamos acesso a esses campos infinitos; mas se conseguirmos crer que estamos conectados a essa fonte infinita de amor, compaixão e abundância, descobriremos que, de fato, realmente estamos e será possível, para nós, aproveitar e canalizar esta energia infinita em nossas vidas. Essa energia pode curar qualquer enfermidade, qualquer problema da mente, corpo ou espírito, porque toda enfermidade não é mais que uma função de desequilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito. Então, a ciência agora está demonstrando cientificamente como é que sucedem os milagres e que eles de fato sucedem todos os dias. Nossa própria existência é um milagre incrível. Então, se nos damos conta da classe de milagre que é estar por aqui, experimentando este momento, qualquer outro milagre não nos surpreenderá. A intensidade de energia e de luz que nos acompanha a todo momento é imensa, enorme. O vazio está ao nosso redor, no espaço. Está cheio de luz. É uma vacuidade radiante que cria todas as formas.

Recentemente eu fiz uns cálculos acerca de quanta luz está presente ao nosso redor. Na ciência da Física Quântica, o vazio está emitindo em todo momento o que poderíamos chamar fótons de vazio. A intensidade dos fótons que provém do vazio é cem vezes a intensidade da luz da superfície do Sol. Portanto, isto é algo como nadar em luz todo o tempo. No espaço em que nos encontramos agora mesmo, há mais luz do que na superfície do Sol. E se não podemos ver isto com nossos sentidos físicos, é porque nossos sentidos físicos foram sintonizados para captar as diferenças, para notar as manifestações de matéria. Então, esta imensa luz sempre presente fica ao fundo e não a vemos com nossos olhos. Todavia, as pessoas que alcançaram níveis místicos elevados, confessaram ver enormes quantidades de luz branca.

Essa percepção que os místicos têm da luz branca foi tomada pela antiga ciência como um desequilíbrio químico raro nos cérebros destas pessoas, porque os cientistas não podiam compreender que esta luz radiante está presente sim. Agora podemos compreender que o que os místicos percebiam era a manifestação do que realmente existe. Nos estados místicos, o sistema nervoso e os sentidos estão sincronizados de maneira que se pode ver o que aparentemente não está aí.

Esta energia brilhante, sempre presente, também nos pode ajudar a explicar outros fenómenos paranormais. Agora se compreende, na ciência da Parapsicologia, que a intenção humana pode dirigir estes fótons de vazio e que, se conseguirmos sintonizar-nos suficientemente, poderemos inclusive controlar estes fótons para que eles movam a matéria, ou seja, a telecinésia, e também nos permite compreender como pessoas bem sincronizadas podem servir de canal para curar através das mãos. De fato, estas pessoas estão dirigindo conscientemente estes fótons de vazio de uma maneira que podem ser aproveitados para curar. Porém, a mais importante implicação desta nova visão do espaço como um campo infinito, é que nós podemos despojar-nos de todas nossas falsas crenças. O principal obstáculo que temos para manifestar o PARAÍSO NA TERRA é precisamente a obstinação da mente humana na limitação e na escassez. A humanidade começou a depositar sua fé na ciência destes dias, a qual descobriu o que a mente racional pode compreender. É, então, enormemente significativo que a mente racional, por fim, através da nova ciência, possa reconhecer que existe esta abundância infinita. Isto nos traz uma visão do potencial humano que é absolutamente ilimitado. Estamos sintonizados com este campo de energia infinita, mas isto também significa infinito amor e consciência infinita.

Todos os problemas no mundo são o resultado das crenças erróneas e do pensamento limitado. Se nos ensinaram que vivemos num mundo finito, com recursos finitos, que não podem ser suficientes para todos e isto chegou a ser uma realidade porque o que nós cremos logo se manifesta, é hora de mudarmos essa situação. Se cremos na escassez e na existência de recursos limitados, então o temor das pessoas de que não há recursos suficientes para todos vai provocar uma situação em que começarão a guardar mais e então, na realidade, vai haver escassez. Assim, se as pessoas guardam e conservam para si mais do que necessitam, haverá uma manifestação real de que não há o suficiente. Por isso, o problema está na consciência humana. A escassez está na consciência humana e não no Universo. Eu creio que esta nova ciência da Energia Ponto Zero, de que o vazio está repleto de energia infinita, tem como propósito liberar a mente humana da ideia de limitação e da escassez.

Quando conseguirmos convencer-nos de que a abundância é a realidade, já não necessitaremos guardar mais do que necessitamos, não mais teremos que competir, e nossa tarefa então será o compartilhar esta abundância de uma maneira amorosa e criativa. E isto mudará a aparência do mundo de uma maneira muito dramática, porque a estrutura do mundo humano está hoje baseada totalmente na crença da escassez. Agora, se esta crença (limitadora) na escassez desaparece, não haverá nada que não possamos manifestar. Só o fato de que em um centímetro cúbico de vazio existem milhões e milhões de energia, mais do que toda a raça humana poderia chegar a necessitar alguma vez, resulta absolutamente ridículo falar de escassez energética. O que temos é uma abundância energética em escala muitíssimo maior do que a mente humana poderia chegar a compreender. E, não obstante, a mente humana é tão incrível que conseguiu dentro desta infinita abundância seguir crendo na escassez. Nós temos vivido em um mundo aonde todos estamos escravizados e obrigados a trabalhar duramente para sair da escassez. Uma vez que uma massa crítica suficiente de humanos comece a operar novamente na frequência da abundância, provocará uma activação na qual todos necessitaremos trabalhar muito menos e poderemos satisfazer nossas necessidades de vestir-nos, comermos, etc com apenas uma pequena parte do esforço que temos de fazer actualmente.

(…)

O medo só existe baseado na crença da separação. Eliminar a crença na separação vai desfazer o fundamento do medo. Esta ciência do vazio nos demonstra que não há separação, que há só uma continuidade, um só corpo e um só campo de radiação. De fato, todas as manifestações materiais que nossos sentidos conseguem perceber como indivíduos, não são outra coisa que um só campo.

Tudo na Terra é um só organismo vivo. A ideia que temos de seres separados, de objetos separados e demais coisas separadas, é uma função das limitações dos nossos sentidos. É, ademais, uma função de nossa limitada capacidade para sentir. Se pudéssemos abrir nossa capacidade para sentir, abrir nosso coração, começaríamos a sentir mais além da divisão dos objectos separados. De fato, começaríamos a experimentar este Ser que é tudo o que vive no Universo e saberíamos que somos um com esse Ser. É como se o Ser Divino estivesse agora tendo este incrível sonho, sonhando com todos nós. O que está acontecendo agora é que os humanos individuais que acreditam estar separados, estão começando a despertar e a dar-se conta de que somos unos com esse Ser infinito. Como os humanos estão despertando deste sonho de separação, então todo o fundamento do medo desaparece. Portanto, creio que este novo conhecimento da ciência sobre a Energia Ponto Zero nos está ajudando a perceber com uma claridade maior a verdade espiritual da nossa unicidade.

As estruturas que constroem os humanos no mundo exterior, estruturas políticas, sociais, etc. são o reflexo fiel da estrutura na qual operamos. Portanto, se queremos mudar o mundo, a chave está em mudar as estruturas de nosso pensamento, que estão no nosso interior e veremos surgir as mudanças externas de maneira automática. Qualquer esforço de mudar o mundo sem o esforço de mudar a estrutura do nosso pensamento, do nosso interior, está também destinado ao fracasso. Assim é que a ponta de lança da nossa evolução social e cultural é nossa evolução espiritual. Trabalhando nosso interior, mudaremos nosso exterior de uma maneira natural. Portanto o que a ciência sobre a Energia Ponto Zero está enfocando é que devemos mudar primeiro a nossa estrutura interior para poder mudar as estruturas ao nosso redor. Assim começaremos a experimentar imensamente este campo de amor infinito no qual todos os seres estão mudando, crescendo e evoluindo. De fato, o que esta nova ciência nos está demonstrando, é que toda a matéria e energia são formas cristalizadas de amor. A luz é amor cristalizado e a matéria é luz cristalizada. Assim é que, no fundo, tudo está feito de amor, só que em diferente espaço ou formas. Do mesmo modo que o vapor, a água e o céu são uma coisa só, o amor, a luz e a matéria são uma coisa só: o amor que nos está sendo revelado e que nos está revelando a nós mesmos.(…)”


http://www.ventosdelys.com/pt/artigos/50/como-obter-energia-do-vazio/






Ana Cachão enviou-me um vídeo do YouTube:

Psychologist Christopher Holmes discussed the physics and metaphysics of higher consciousness and the mysteries of the heart. People have a divine spark within the heart, a kind of "zero point" center that corresponds to ideas in new science, he said. Humans work on the same physics that are applied to the universe, he explained, and consciousness is not just in the head but all through the body, and may be related to blood flow.

We exist in interpenetrating dimensions, and according to the esoteric teachings of luminaries such as H.P. Blavatsky, there are seven dimensions that include the physical, astral, and mental realms. The inner self comes down out of the higher dimensions-- one such higher realm is the sun, which is inhabited in the form of "fire bodies," he detailed, adding that a "paradise level" of spiritual existence might reside in Earth's upper atmosphere.

Holmes was critical of film projects such as The Secret, because o... mais

Imagens: Google

quinta-feira, 5 de março de 2009

Instalação dos Arquétipos Aquarianos


Sanat Kumari

Canalizado por: Ramaathis-Mam

15 de Janeiro de 2009

Começo esta mensagem dirigindo-me com amor e empatia espiritual a todos aqueles que estão colaborando com o seu trabalho pessoal com a abertura e instalação dos arquétipos aquarianos no terceiro milénio.

A partir de agora a Terra e os seus habitantes começarão a sentir gradualmente a pressão dos efeitos vibratórios nos seus corpos. O relógio cósmico evolutivo da sua galáxia está expandindo a sua influência aos sistemas solares periféricos, como o seu, para gerar um realinhamento vibratório nas suas estruturas electromagnéticas. Estão em processo de transição, e isto implica que os efeitos se irão aguçar a nível geofísico, electromagnético, psicológico, emocional e fisiológico. Os vossos corpos inferiores irão sentir cada vez mais a pressão da frequência vibratória pentadimensional que se está instalando na Terra. Os conflitos políticos, sociais e económicos que agora estão sofrendo vão agudizar-se, com a finalidade de produzir uma catarse colectiva de transformação.
As mudanças, ainda que possam parecer dramáticas, têm uma finalidade terapêutica evolutiva que vos ajudará a reflectir e a tomar decisões importantes na vossa vida. Existe um factor de base de extrema relevância, é aqui que os conflitos actuais que acontecem no vosso planeta têm uma dupla implicação: uma percentagem tem sido gerada por vós e a outra parte está relacionada com o ciclo evolutivo que foi programado para impulsionar a evolução.

Também a actual situação internacional, que tem um aspecto desanimador e desagradável, não deve aterrorizar nem contribuir para gerar dinâmicas apocalípticas. A evolução por si implica transformação para abrir novos caminhos e produzir uma abertura de consciência do ser humano aprisionado em paradigmas obsoletos e nocivos.
Devem estar conscientes de que esses processos sempre são produzidos no vosso planeta, por ser uma escola de reciclagem evolutiva, e os formatos educativos utilizados são os mais adequados para vos ajudar a sensibilizarem-se e a sintonizarem-se com a faceta espiritual da vida e da evolução. Se analisarem a história da evolução da humanidade no vosso planeta, descobrirão que a opinião dominante tem sido a decadência dos princípios espirituais que geraram dinâmicas destrutivas. Quando o ser humano se esquece da sua identidade espiritual e se desconecta do fluxo cósmico da evolução, a desintegração vai-se gerando, de forma natural. Esta é uma dinâmica que o universo utiliza para regenerar-se e harmonizar-se.
Todo o cenário evolutivo tem um objectivo de crescimento espiritual, e quando as pessoas o desconhecem, desenvolvem resistência e transgridem as suas leis, aí o universo tem que utilizar mecanismos de equilíbrio. A base e o intuito do processo evolutivo é que descubram a vossa identidade espiritual e que actuem a partir desta compreensão, gerando um vínculo de colaboração com a Fonte Divina. Vocês estão na Terra para descobrirem o que realmente são e esqueceram. A vossa viagem no tempo é um recurso que o vosso Ser Essencial utiliza para libertar os lastros evolutivos que retardam e bloqueiam o vosso crescimento espiritual.

Como sabem, o vosso sistema solar está cruzando os segmentos do cinturão antimagnético da galáxia, e os efeitos radioactivos e vibratórios irão intensificar-se nos próximos anos. Isto implica uma aceleração dos processos, que como repulsão, contribuirá para depurar os aspectos discordantes da vossa vida. Ainda que as circunstâncias possam alcançar matizes trágicas, a finalidade é gerar uma nova visão da vida. Emboea lamentem a situação actual, poucos estão dispostos a admitir que são responsáveis por isso. A metamorfose evolutiva é a chave da evolução e é um sinónimo de perseverança, autodisciplina e alerta constante para integrar os paradigmas aquarianos que geram comunicação fraterna e solidária, respeito mútuo e colaboração desinteressada para construir novas bases sociais fundamentadas nos valores espirituais.

Continua em:

http://mickbernard.blogspot.c/2009/02/transicao-vibratoria-e-suas.html

terça-feira, 3 de março de 2009

Por que sou feminista


Essencialmente por solidariedade para com todas aquelas magníficas mulheres que abriram caminhos e nos fizeram a papinha toda...

Parece óbvio que, no processo de reaverem direitos usurpados, as mulheres perderam alma. Mas a mim o que me parece é que aspectos da personalidade feminina se sobrepuseram e dominaram o panorama. Atena, sobretudo, sobrepôs-se a Deméter, a Vénus, a Héstia, a Sofia… Eram os aspectos necessários para uma afirmação no mundo, para adquirir a indispensável autonomia económica. Sem ela a dependência não acaba nunca.

Agora, reparem nos sectores onde a mulher não penetrou – militar, religioso, económico/alta finança – e vejam o caos e a ameaça…

A ilustrar, clique sobre a imagem e veja um vídeo esclarecedor e divertido sobre o modo pomposo e predador como o patriarcado tem, bem sozinho, gerido o sector de que mais se fala actualmente…

segunda-feira, 2 de março de 2009

Blogs que valem a pena...


Recebi este selinho da Adélia Ester, do blog: http://shekynah.blog.uol.com.br/

Fico muito agradecida.

Para repassar basta seguir as seguintes regras:

1- Aceitar e exibir a imagem;
2- Linkar o Blog do qual recebeu o prémio;
3- Escolher 15 Blogs para entregar os prémios.
Certo?

Apesar de ser para 15, Adélia passou para 7 blogs apenas. São eles:


- Reiki Sahashara
- Alguém na Multidão
-Sintonia da Comunicação
- De vez em quando venho aqui
- Vida de um Professor
- Transmimentos de PensAções
- Saberdesi

Quanto a mim, seleccionei 6. A razão é ter tão pouco tempo para bloguear e não achar que apenas estes valem a pena...

São eles:

MULHERES & DEUSAS

MATERMUNDI

SAGRADO-FEMININO

SEMENTEPEREGRINA

CRIANÇAPAGA

SINDROMEDEESTOCOLMO


Casamentos, hierarquia de género e instituição familiar



"A hierarquia de género é das mais profundas razões para a resistência à abertura do casamento a casais do mesmo sexo

“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”

Assim falava S. Paulo aos Efésios (5, 22-24). E assim durante séculos a Igreja falou. O Direito Civil também. E muitos continuam a falar. E outros a pensarem, certamente.

O Tribunal Constitucional da África do Sul, num notável acórdão relatado por um não menos notável juiz-conselheiro, Albie Sachs, decidiu em Dezembro de 2005 (…) que a lei sul-africana que definia o casamento como um contrato entre pessoas de sexo diferente era incompatível com a proibição constitucional de discriminação por orientação sexual. Deu ao Parlamento o prazo de um ano para alterar a lei, findo o qual esta passaria a ser lida, se o Parlamento não reagisse, como incluindo pessoas do mesmo sexo.

(Segue-se uma longa e interessante apresentação do juiz-conselheiro Albie Sachs,autor de várias obras de referência,e considerado um heróico “freedman fighter” sul-africano.)

O contrato de casamento – estranho contrato, aliás, por várias razões – possivelmente perderá a razão de existir, com a facilitação progressiva do divórcio (embora esta seja também uma forma de o perpetuar: muitas pessoas divorciam-se para se casarem de novo), com o desaparecimento da distinção entre filiação dita “legítima” e “ilegítima” (designação absurda entre todas) e porventura sobretudo com a inacabada mas real erosão da hierarquia de género. Esta é certamente uma das mais profundas e curiosamente mais escondidas razões para a enorme resistência à abertura do casamento a casais do mesmo sexo.

A habitualmente indiscutida complementaridade dos sexos feminino e masculino esconde mal uma diferenciação vertical, de primazia… e de autoridade. O casamento foi, até hoje, se excluirmos a prática da escravatura, a forma mais perfeita de domesticação e subordinação das mulheres. Qualquer que seja a variação histórica dos casamentos e das famílias – e é muito grande, evidentemente, daí a necessidade do uso do plural – o continuum do casamento é confundido (quimicamente falando) com a homofobia, a hierarquia de género. A sua abertura a pessoas do mesmo sexo – porventura possibilitando a reprodução de esquemas e estruturas hierárquicas, o que leva alguns a rejeitá-lo como alternativa de vida – também questiona essa “natural” desigualdade. Por isso ela é vista como subversiva, como o casamento entre pessoas de raça diferente o foi durante muito tempo: antinatural, contra os desígnios de Deus, que de outra forma não teria separado (diferenciado), como separou, os continentes… e os sexos.

A seguir, dizem os alarmados cidadãos moralizadores, virá a adopção, a perfilhação, a filiação. Mas é claro que virá, isto é, por acaso até já veio. E porque não haveria de vir? Porque as crianças têm forçosamente de se habituar à hierarquia de género, à violência conjugal e à autoridade marital? Quem deu à Psicologia a autoridade científica para estar tão segura da bondade da tríade pai-mãe-filho? A enorme violência que as famílias “normais” afinal albergam não fará as pessoas bem-intencionadas duvidar da perfeição de tais arranjos sociais? E será possível que as pessoas não saibam que não é com o casamento que virá a parentalidade de pessoas consideradas ou que se identificam como homossexuais, que obviamente já existe?”

(…)

Teresa Pizarro Beleza, Professora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, in Público, 2 de Março 2009

Portais Interdimensionais

“Há, precisamente nessa incomensurável vastidão do espaço sideral, certas regiões enigmáticas que já começam a despertar a atenção dos astrónomos e principalmente dos físicos de vanguarda. Notadamente pelas suas inusitadas características que de maneira muito provável os constituam como verdadeiros "Stargates", ou portais que permitem cruzar os desconhecidos meandros do tempo e do próprio espaço..... E por onde muito mais possivelmente se locomovam os misteriosos UFOs, encurtando assim as enormes distâncias do Universo! Na foto acima você vê um desses supostos portais, baptizado pelos astrónomos como "O Olho de Deus". No seu negativo, à direita, podemos observar, bem ao centro, o seu núcleo, ou quem sabe uma espécie de túnel! Cientificamente, podemos dizer que "Stargates" são portais que conduzem de uma dimensão para outra - alinhamentos de uma poderosa energia interdimensional etérica situados entre dois pontos do espaço interestelar, os quais permitem que as suas altas energias vibracionais favoreçam não só cruzar as longas distâncias do espaço sideral, como também as enigmáticas nuances do "continuum espaço-tempo".”
http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id326.htm


domingo, 1 de março de 2009

Graça e Coragem


Diante de uma doença terminal uma mulher questiona-se sobre como vivenciou o seu feminino...

PERGUNTA-SE o que falhou na sua vida. Ela tem a intuição - e no livro fala nisso - se o facto de ter manifestado mais o seu lado masculino, razão, acção e voluntarismo, negando em parte o seu lado feminino, ou semelhança com as mulheres padrão da sua sociedade, terá ISSO contribuído para a sua doença?...

O livro em questão, Graça e Coragem, é o relato por seu marido da evolução da doença e como tudo fizeram para impedir o desfecho da sua morte...

DIZ ELA:

"Toda a área da espiritualidade feminina se encontra em branco. Muitos dos escritos de freiras foram perdidos. De qualquer forma, as mulheres não escreveram muito sobre a busca espiritual. As mulheres têm sido afastadas de posições importantes na maioria das religiões instituídas.
A espiritualidade feminina parece diferente da masculina. Menos orientada para objectivos. Pode alterar a noção do que é iluminação. Mais vasta e abrangente; mais uma vez amorfa.
A espiritualidade feminina é difícil de ver, difícil de definir. Quais são os estádios, os passos, o treino? Será que fazer croché ou malha é tão bom como a meditação para treinar a atenção e serenar a mente?
Um contínuo, com o desenvolvimento espiritual masculino num dos extremos o feminino. O masculino já foi definido, o feminino não. Montes de variações entre os extremos. Será que existem caminhos paralelos mas diferentes/separados, à la Carol Gilligan?
(…)
As mulheres que alcançaram a iluminação – conseguiram-no seguindo vias ou modelos tradicionais masculinos? Conseguiram-nos seguindo o seu próprio caminho? Como é que o encontraram? Por que tipo de conflitos, dúvidas sobre si próprias, etc., passaram para encontrarem o seu próprio caminho?
(…)
A “Deusa é uma descida, Deus é mais uma ascensão. Ambos necessários, ambos importantes. Mas há muito pouco trabalho feito sobre a descida da Deusa. Algumas excepções: Aurobindo, tantra…

(…)
Treya
In Graça e Coragem de
KEN WILLBER

Mulheres & Deusas