
Leia aqui sobre a situação no Brasil em relação aos crimes mais recentes praticados contra as mulheres.
Imagem: http://tranca-rua.blogspot.com/2007_08_01_archive.html
"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen

Descubra a sua outra parte...Há uma poderosa e intrínseca parte de nós próprias que permaneceu incógnita até hoje, cheia de energias por explorar. Anos de repressão obrigaram esta parte de nós próprias a procurar esconderijo nos recessos da nossa alma. E porque não a compreendemos, tudo fazemos para a manter no escuro, que nos parece ser o lugar a que pertence.
É a Cabra que Há
Todas a conhecemos. Está mesmo quase à superfície da nossa consciência e da nossa cultura. É uma parte de nós inteligente, confiante e digna que sabe muito bem o que quer. Diz-nos para não aceitarmos menos do que o que nos é devido. E avisa-nos quando estamos prestes a embarcar em comportamentos derrotistas,
A Cabra que Há em Nós não é aquela parte de nós que às vezes é estúpida, mazinha ou sisuda. Ela nem entra em comportamentos derrotistas, nem se impõe abusivamente aos outros.
A Cabra que Há em Nós não entra em discussões estéreis, nem mesmo por desporto. Não se rala com isso.
A Cabra que Há em Nós nunca entra em discussões subtis com adversários que não estejam à altura. E nunca receia dizer “Eles que se lixem se não aguentam uma boa piada”.
Para mim, esta é uma verdade auto-evidente: libertando-A, poderemos usar o seu poder e energia para os nossos mais altos desígnios.
Se a ignorarmos, corremos o risco de a ver soltar os cavalos enraivecidos se a pressão de ser Simpática se tornar demasiado forte. Todas nós já vimos isso acontecer; e não é algo bonito de se ver.
Quando não reconhecemos a existência da Cabra que Há em Nós, ficamos com borbulhas. Ou engordamos. Ou tornamo-nos fúteis, resmungonas, choramingas, histéricas. (...)
Como é que podemos pôr fim a estes comportamentos derrotistas, particularmente após uma vida inteira de Toximpatia?
Basta uma frasezinha:
“NÃO ME PARECE.”
Elizabeth Hilts, Descubra a Cabra Secreta que Há em Si, Bizâncio


Se o matriacrcado implica que o poder esteja do lado das mulheres, e também a ausência de casamento, a falta do pai, o uso do dinheiro por parte de uma mulher proprietária, cujos filhos recebem o seu apelido, mulher que, além disso, escolhe o homem com quem passa as noites, então eu não precisava de sair do meu bairro para ver casos semelhantes!... Será que entre nós não existem mulheres que não precisam de marido para se manterem, ficarem grávidas ou terem vida social? E as famílias consanguíneas? Quantos lares das nossas cidades são formados por uma mulher e os seus filhos, a que se junta uma avó, lares em que todos os que se juntam diariamente para jantar têm entre si laços de sangue em primeiro grau?

Querem ter um vislumbre da Mulher Selvagem de que fala Clarice Pinkola Estés em Mulheres que Correm com os Lobos? Sim? Então vejam O TIGRE E O DRAGÃO, de Ang Lee. E regalem-se. Lavem a alma...
Este belo texto afinal é daqui...
Fica no Sudoeste da China e é uma das últimas sociedades matriarcais.Mas, apesar de mandarem, as mulheres não valorizam o poder da mesma forma que um homem. O exemplo disso é que “a” chefe da aldeia é um homem. Dizem que eles são mais aptos para funções comunitárias. São questões administrativas que pouco lhes interessam. A figura do chefe carece da importância que tem no Ocidente.
Na casa familiar, gerida pela matriarca – geralmente uma anciã, mas que também pode ser jovem - , moram todos os parentes do lado materno, homens ou mulheres, da avó aos netos. Grande parte do espaço é reservado a uma divisão comum, que serve de cozinha, sala de estar e oratório. A esta, vão sendo acrescentados pequenos apartamentos individuais e exclusivos para mulheres acima dos 13 anos, a idade que marca o início da idade adulta. Aos homens é destinado apenas um quarto comum.
As matriarcas ameaçam os filhos com o casamento quando não lhes agrada o seu comportamento. Não existe vínculo formal entre homem e mulher: cada um vive na sua casa e, à noite, eles visitam as mulheres com quem marcaram encontro. Este tipo de relação é chamado “axia”, que significa “relação íntima entre amantes”.
Dentro dos seus apartamentos, as Musuo podem receber visitas com toda a privacidade.
... a mulher fica dispensada dos trabalhos agrícolas durante um ano.
E não tem qualquer importância social e afectiva. Como o casamento não existe, as crianças nunca chegam a conhecê-lo. As figuras masculinas são os tios, que ajudam a cuidar das crianças, mas com os quais não se estabelecem o mesmo tipo de laços. Só às mães cabe a educação e autoridade sobre as crianças.
Uma das coisas que mais impressionou Ricardo Coler foi a ausência de violência, física ou verbal. “Não é por medo de serem castigados, é por vergonha. A agressividade é vista como um desonra. A não-violência é uma das marcas dos matriarcados”.
Os Musuo são uma sociedade verdadeiramente solidária, onde os velhos nunca são deixados ao abandono. “Têm um sentido de comunidade muito forte, não existe a competição desapiedada.”
Apesar de já ter visitado outros matriarcados, Ricardo Coler surpreendeu-se com o que encontrou em Loshui. “As Musuo são a mais pura das sociedades matriarcais que visitei. Todos temos ideias que nos parecem naturais e de que nunca duvidamos. Bem... muitas delas desmoronam-se na aldeia das Musuo. Isso fez-me repensar questões que acreditava serem definitivas.” As sociedades ocidentais lucravam em ter mais mulheres no poder? Ricardo é realista: “Não aconteceria só por estar uma mulher no governo. Uma mulher pode estar no poder fazendo o mesmo que um homem. A boa influência não vem da mulher, mas sim do lado feminino de todos os seres humanos.”
Ali “aprendi que há uma alternativa.”
Revista Activa, Outubro/2008 (adaptado)
Imagens: http://cronicascatai.blogspot.com/2008/06/leituras-o-reino-das-mulheres.html
Conforme acabo de ler em Mulheres & Deusas, mas já no Séc. XVIII, durante a Revolução Francesa, se pensou nisso, como se pode ler aqui.
“Como se se movesse no interior da rodopiante coluna de ar, José entrou em casa, cerrou a porta atrás de si, e ali ficou encostado por um minuto, aguardando que os olhos se habituassem à meia penumbra. Ao lado dele, a candeia brilhava palidamente, quase sem irradiar luz, inútil. Maria, deitada de costas, estava acordada e atenta, olhava fixamente um ponto em frente, e parecia esperar. Sem pronunciar palavra, José aproximou-se e afastou devagar o lençol que a cobria. Ela desviou os olhos, soergueu um pouco a parte inferior da túnica, mas só acabou de puxá-la para cima, à altura do ventre, quando ele já se vinha debruçando e procedia do mesmo modo com a sua própria túnica, e Maria, entretanto, abrira as pernas, ou as tinha aberto durante o sonho e desta maneira as deixara ficar, fosse por inusitada indolência matinal ou pressentimento de mulher casada que conhece os seus deveres. Deus, que está em toda a parte, estava ali, mas, sendo aquilo que é, um puro espírito, não podia ver como a carne dele penetrou a carne dela, criadas uma e outra para isso mesmo, e, provavelmente, já nem lá se encontraria quando a semente sagrada de José se derramou no sagrado interior de Maria, sagrados ambos por serem a fonte e a taça da vida, em verdade há coisas que o próprio Deus não entende, embora as tivesse criado. Tendo pois saído para o pátio, Deus não pôde ouvir o som agónico, como um estertor, que saiu da boca do varão no instante da crise, e menos ainda o levíssimo gemido que a mulher não foi capaz de reprimir. Apenas um minuto, ou nem tanto, repousou José sobre o corpo de Maria. Enquanto ela puxava para baixo a túnica e se cobria com o lençol, tapando depois a cara com o antebraço, ele, de pé no meio da casa, de mãos levantadas, olhando o tecto, pronunciou aquela sobre todas terrível bênção, aos homens reservada, Louvado sejas tu, Senhor, nosso Deus, rei do universo, por não me teres feito mulher.* Ora, a estas alturas, Deus já nem no pátio devia estar, pois não tremeram as paredes da casa, não desabaram, nem a terra se abriu. Apenas, pela primeira vez, se ouviu Maria, e humildemente dizia, como de mulheres se espera que seja sempre a voz, Louvado sejas tu, Senhor, que me fizeste conforme a tua vontade, ora, entre estas palavras e as outras, conhecidas e aclamadas, não há diferença nenhuma, repare-se, Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra, está patente que quem disse isto podia, afinal, ter dito aquilo. Depois, a mulher do carpinteiro José levantou-se da esteira, enrolou-a juntamente com a do marido e dobrou o lençol comum.”José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Caminho, 5ª edição, pág. 26 e 27
* Segundo parece, este continua a ser um mantra da religião judaica...
Imagem: http://imagensbiblicas.wordpress.com
Como tenho de preparar o visionamento dum filme por uma turma, e ainda hoje não tinha dado a minha caminhada, calcei os ténis e fui lá abaixo, às profundezas da cidade, ao clube de vídeo. É raro sair assim, e cada vez que isso acontece é sempre uma estranheza constatar que neste início do século XXI a rua ainda é, praticamente em exclusivo, um lugar dos homens... A rua, os cafés, em todo o lado eles estão livremente, sós ou em grupos, enquanto em casa por certo a mulher lhes lava a loiça e lhes trata dos filhos...Um cliente no clube de vídeo, por certo instigado pelo inusitado de uma mulher sozinha a requisitar um filme às nove e tal da noite, encadeia a sua conversa com a que o funcionário estava a ter comigo sobre o filme... Não há pachorra...
PS - Este texto é de ontem e hoje já posso acrescentar que, infelizmente, o tal filme, Cartas de Iwo Jimo, não merecia mesmo a deslocação... Embora venha indicado no manual - para miúdos de 14 anos! - e tenha lido que é uma "balada pela paz", é na verdade uma amostra - a evitar - da sinistra loucura em que o desalmado poder patriarcal é perito...
Imagem: Google


"O homo faber; o homo sapiens; o homem é um animal racional; os homens descobriram o fogo; os homens da pré-história; o homem é um animal religioso; os patriarcas; deus é pai; os faraós; o homem é um animal social; os filósofos gregos; os imperadores romanos; as eternas aspirações do homem; os guerreiros; os cavaleiros; os soldados; os marinheiros; os descobridores; os aventureiros; o homem da renascença; o homem tem sede de conhecimento; os físicos; os matemáticos; os homens lutam pela sua liberdade; os homens fazem o progresso técnico; os homens do governo; a declaração dos direitos do homem; os homens da imprensa; os homens lutam pelo poder; a exploração do homem pelo homem; milhões de homens morreram na guerra; os homens de boa vontade; a arte é uma necessidade do homem; o homem face à natureza..."
Um dia perguntei:
-ONDE ESTÃO AS MULHERES?
Esplicaram-me primeiro que as mulheres têm ficado quase sempre em casa, fazendo filhos e tricot; explicaram-me depois, com a grande paciência com que sempre fui tratada, que, quando se dizia homem, as palavras deviam ser vistas com maiúsculas, Homem, e se pretendia com isso significar “ser humano", e todas as importantes coisas com ele relacionadas.
-Mas porque ficaram as mulheres em casa? E porque desaparecem elas nessa sombra linguística? - perguntei várias vezes, sem que me dessem resposta.
Noutro dia, ou mais precisamente, numa tarde de sol da minha adolescência meditativa, escrevi um poema:
"Eu quereria conquistar palavras..."
Seguiam-se os vários fins e propósitos que eu destinava às palavras que eventualmente conquistasse.
Só muito mais tarde me apareceu a estranheza da forma condicional do poema. Não me passara pela cabeça dizer "eu quero...". Tão longínquas me pareciam as possibilidades de acção e escolha que eu remetia a minha vontade para a expressão de um devaneio.
Crescida, adulta, meu filho, pequeno, perguntou-me:
-Mãe, é verdade que são os homens que fazem tudo?
A História está nos livros; mas a história das mulheres é só decifrável ao longo de cada vida.
Maria Isabel Barreno, O Espaço do Silêncio
Imagem: Jardim de Crivelli, Paula Rego
Garota Fora do Jogo (tradução brasileira), no original: Odd Girl Out), de Rachel Simmons* Rachel Simmons iniciou a sua pesquisa de modo informal. Ao dar-se conta de que não havia bibliografia sobre o assunto, ela enviou um e-mail para todas as mulheres que conhecia, com indagações simples como “Você já foi atormentada ou provocada por outra menina?Explique como foi isso. Que influência isso teve na sua vida até hoje?” As destinatárias repassaram a mensagem para outras amigas e, em 24 horas, o correio electrónico de Rachel ficou abarrotado de respostas emocionadas e cheias de detalhes. Isso estimulou-a a debater o tema nas escolas, com meninas de 11 a 14 anos. Quando o farto material recolhido lhe deu a ideia de escrever um livro, ela decidiu passar um ano aprofundando a pesquisa em dez instituições de ensino de diferentes regiões dos EUA, entrevistando alunas, pais, professores e funcionários, enquanto promovia discussões em salas de aula. Rachel também entrevistou cerca de 50 mulheres adultas fora do círculo escolar.
http://www.traca.com.br
*Rachel Simmons é fundadora e directora do Girls Leadership Institute.
Imagem: Paula Rego
No entanto a crise monetária internacional pode ter consequências radicais que só começam a emergir a partir de Maio de 2009.
Em 1998 descrevemos esta crise
Qualquer plano para recuperar a economia é, nesta etapa, um artifício para ganhar tempo. Esta crise foi criada em gabinetes secretos para forçar as nações do mundo a aceitarem regimes para-totalitários, com base no medo e na insegurança, e não será por medidas económicas que pode ser evitada, pois está desenhada para eclodir, com ou sem planos financeiros de emergência.
A crise é artificial mas tem um imenso poder. E tem poder porque a Humanidade adormeceu e se fixou em símbolos de valor que são insuficientes para representar o ser humano. A nossa moeda é uma moeda-número e não uma moeda-trabalho ou uma moeda-inteligência ou uma moeda-sensibilidade, representa um valor quantitativo divorciado da qualidade do ser humano.
O poder deste tipo de instabilidade para gerar pânico só é possível na medida em que as pessoas perderam amplitude em relação aos símbolos de valor. As agências obscuras que despoletaram esta crise fizeram-no na certeza de que o valor é representado por quantidade-dinheiro e não por qualidade-dinheiro. E sem um símbolo de valor, consensual, uma sociedade desagrega-se rapidamente.
E a crise significa que chegou o momento da Humanidade, começando pelos que detêm o poder político, financeiro e executivo, compreender que os nossos símbolos de valor - entre eles o dinheiro - servem para criar a sequência desenvolvimento»
e não para funcionarem como uma droga irresponsável que mantém o planeta em transe.
Desta crise pode emergir uma moeda-qualidade, uma forma de dinheiro desconhecida, que depende directamente da qualidade psíquica da vida para ter qualquer valor. Esse é o cenário futuro positivo. Uma nova moeda baseada no Ser.
Se assim não for, creio que teremos rapidamente que recuperar a nossa relação rural com a vida e com a Natureza.
Isto implica que o momento do reencontro e reunião daqueles que estão interiormente em contacto com o plano para a iluminação da Terra, nas áreas de protecção às quais se sentem ligados, está a aproximar-se.
Até 2010, cada individuo deverá estar já economicamente estabilizado e psicologicamente centrado na sua tarefa e na zona rural - ou urbana se for o caso - para a qual foi chamado desde há anos. Este é o momento de grandes decisões e da definição das nossas prioridades.
É o poder espiritual e autenticamente humano destes indivíduos, unidos, trabalhando dentro do que se pode chamar união em liberdade e cooperação em independência, que pode dissolver os campos obscuros da psicotrónica do governo-sombra e do baixo magnetismo da atmosfera psíquica colectiva e acender faróis de esperança, criatividade e vida nos pontos centrais do actual drama terrestre.
Este texto não é um convite a fazer as malas, abandonar a cidade e alienar-se das responsabilidades e oportunidades da actual civilização, mas um sinal para que nos preparemos para criar uma rede de áreas naturais prontas para sustentar a população em caso de crise aguda.
André Louro de Almeida, Setembro 2008, retirado do blog Iridia Lumina (obrigada Carla S.)
"Relaxar, sentir o amor no nosso coração e manter isso como nosso principal objectivo em todas as situações – é esse o significado da rendição espiritual. Ela transforma-nos, tornando-nos pessoas mais profundas, mais atraentes.No zen-budismo, existe um conceito chamado “mente zen”, ou “mente do principiante”. Eles dizem que a mente deve ser como uma tigela de arroz vazia. Se já estiver cheia, o universo não consegue preenchê-la. Se estiver vazia, tem espaço para receber. Isso implica que, quando achamos que já temos tudo planeado, não conseguimos aprender. O insight verdadeiro não consegue revelar-se numa mente que não está aberta para recebê-lo. Rendição é um processo de esvaziar a mente.
Segundo a tradição crística, é esse o significado de “tornar-se uma criancinha”. Criancinhas não acham que sabem o significado das coisas. Na verdade, sabem que não sabem. Elas interrogam as pessoas mais velhas e mais sábias, a fim de que lhes expliquem o significado das coisas. Nós somos crianças que não sabem, mas pensam que sabem. O sábio não finge saber o que é impossível saber. “Eu não sei” pode ser uma declaração poderosa. Quando entramos numa situação sem saber, há algo dentro de nós que sabe. Com a nossa mente consciente, damos um passo para trás a fim de que um poder superior dentro de nós possa dar um passo em frente e guiar-nos.
Precisamos de menos pose e de mais carisma verdadeiro. Originalmente, carisma era um termo religioso, que significava “do espírito” ou “inspirado”. Designava o acto de deixar a luz emanar de nós, uma centelha que não tem preço. Uma energia invisível com efeitos visíveis. Render-se, simplesmente amar, não é desaparecer como pano de fundo. Pelo contrário, é quando nos tornamos brilhantes. Quando deixamos a nossa própria luz brilhar.
Fomos feitos para brilhar. Observe as criancinhas. Elas são tão genuínas antes de começarem a tentar ser, porque demonstram o poder da verdadeira humildade. Isso também serve de explicação para a “sorte do principiante”. Quando entramos numa situação sem conhecer as regras, não fingimos que sabemos como descobri-las e não sabemos ainda o que deve ser temido. Isso liberta a mente para criar a partir do seu próprio poder superior. As situações mudam de figura e as luzes acendem-se simplesmente porque as nossas mentes se abriram para receber o amor. Saímos do nosso próprio caminho.
Quando achamos que é difícil ter sucesso, assim ele se torna para nós. O sucesso na vida não precisa de envolver tensão negativa. Não temos de lutar o tempo todo. Na verdade, a tensão ambiciosa limita a nossa capacidade de sermos bem sucedid
os, porque nos mantém num estado contraído, tanto emocional como fisicamente. Como o açúcar refinado da saúde mental, parece que nos dá energia, mas não é verdade; há um aumento da intensidade, seguido por uma queda. Cultivar a tranquilidade mental, ou a rendição, é como comer alimentos saudáveis. Não nos fornece energia de imediato, mas ao longo do tempo fornece-nos muito mais energia.
Marianne Williamson, Um Retorno ao Amor
Imagens: Herman Smorenburg
Este post tem uma parte bucólica e outra... panfletária. Leia até ao fim, sff.Como não nos cansámos muito, antes do almoço na varanda da adega, fomos andar pelos campos em volta, que é onde o nosso amor ainda consegue ir mais fundo. Os campos onde já o Outono começa a espalhar a sua marca, na erva que ressuscita, nos últimos frutos alcandorados no topo das árvores antigas e a que ninguém parece dar importância: os figos, as maçãs. E, nos arbustos, as últimas amoras e as ameixas selvagens, as “ameixas de cão”, como se diz lá na minha terra.
É fácil rirmos e brincarmos. Ah, também contámos anedotas. Sexuadas. A Baubo baixou – estamos todas, mais coisa menos coisa, na faixa certa...
Como diz o Régio, “Eu tenho a minha loucura/E ergo-a como um facho a arder na noite escura”. É cá dos meus...
Finalmente, já tenho o meu leitor de DVDs! E lá consegui ver ontem o Frida que há anos esperava na prateleira. Grande filme, por falar em loucura e em alguém que ergueu o seu facho bem firme naquela noite escura - e agora ilumina-nos... Sublime Frida! Um filme de mulher, óbvio, só uma mulher para saber onde arranjar um Diego Rivera plus vrai que nature: Alfred Molina! Onde é que o homem tem andado (para além de O Código Da Vinci, onde faz de... bispo!)? Sex appel de cortar a respiração... Qual Richard Gere, qual António Banderas!?...
* "O Género do Poder" saiu esta semana, na segunda página do jornal "Região de Rio Maior".
Imagens: Google ( a primeira é bonita, mas, claro, as moçoilas em nós são um bocadinho menos evidentes... Quanto a adereços, a verga e o barro deram lugar ao plástico. E já ninguém carrega nada, há o tractor...)
Hinos nacionais belicistas, não!!!
internacional e a Rede de Acção Internacional sobre as Armas Ligeiras é mais uma acção
que podemos considerar em relação estreita com a concretização dos direitos humanos
consagrados na DUDH. Todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo e de todas as
idades sofrem as consequências do comércio irresponsável de armas. (...)”
“A sociedade civil tem um papel fundamental nas iniciativas de prevenção das situações
de abuso e violação de Direitos Humanos. As ONG lideram actualmente as campanhas
mais importantes para a prevenção do recrutamento de crianças-soldado e motivam a
população a participar activamente no processo. A educação é o pilar destas iniciativas
como espaço de sensibilização e construção da paz. O envolvimento e participação de
todos pode ser feito de várias formas mas tem sempre um objectivo comum. É através da
compreensão e tolerância, da luta contra a discriminação e do diálogo intercultural que
podemos avançar na consolidação da paz.”