quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Escrevo, logo existo...

Este belo texto afinal é daqui...

"(...)Cada mulher que empunha uma caneta ou um teclado de computador, com pc ou sem pc...rs...está fazendo parte dessa revolução pq somos muito mais capazes do que supunhamos ou do que queriam eles que acreditássemos...Cada mulher que ousa escrever mais e ler mais está de mãos dadas construindo a nossa rede de amor fraterno e Lealdade Feminina, está construindo o Mater Mundi O mundo vindouro da Deusa...Acendendo a luz da sabedoria ancestral iluminando a nossa alma feminina para a nossa evolução...

Cada mulher que ousa escrever e ler escrever e ler MULHER sobre a mulher para a mulher...é um ponto de não-retorno para o mundo Mater Mundi (tbm os homens, que despertam sua sensibilidade feminina, reconhecendo-se imediatamente em religação com a Deusa, e entendendo que não podem mais continuar usufruindo e perpetuando a lealdade patriarcal desse sistema moribundo...)

Meu infinito e eterno agradecimento profundo e sincero a todas as mulheres que escreveram e que escrevem...sobre a Mulher e para a Mulher...E tbm às mulheres que leem mulheres, que fazem eco dessas idéias todas dentro da própria alma, e reverberam em suas entranhas as vibrações do Mater Mundi vindouro, co-criando um mundo novo em nossos úteros cósmicos...sementes de luz..."

"Mulheres de todo o mundo,
Leiam Mulher
Escrevam Mulher!"

LEALDADE FEMININA

Imagem: Google

É bom saber...

"Queria dizer-lhe que sim, que são as nossas amigas brasileiras que mais nos visitam...e que há dias uma delas me dizia justamente que o meu blogue, o seu e o da Juliana eram a grande ajuda para o seu trabalho!!!

Um abraço...e até breve,
rosa leonor"

MUSUO - Uma Sociedade sem Violência

Fica no Sudoeste da China e é uma das últimas sociedades matriarcais.As mulheres são o sexo forte e decidem a vida de todos.O médico e jornalista argentino viveu entre esse povo e da experiência resultou um livro: O REINO DAS MULHERES.

Em Musuo, mais propriamente na aldeia de Loshui onde viveu, Ricardo Coler encontrou mulheres que são as gestoras e chefes de família, onde não existe casamento, as crianças nunca conhecem o pai e a violência não existe. Esta sociedade onde as mulheres estão no topo da hierarquia é uma das últimas ainda existentes em todo o mundo.

Aqui nenhuma mulher se pode queixar de educação machista, de diferença de oportunidades ou de tratamento desigual. Elas são as únicas proprietárias da casa de família e dos campos e têm a última palavra em todas as decisões. O apelido que usam é o da mãe. São elas que determinam o estilo de vida na aldeia. Aos homens competem trabalhos como a construção de casas.

Mas, apesar de mandarem, as mulheres não valorizam o poder da mesma forma que um homem. O exemplo disso é que “a” chefe da aldeia é um homem. Dizem que eles são mais aptos para funções comunitárias. São questões administrativas que pouco lhes interessam. A figura do chefe carece da importância que tem no Ocidente.

Apartamentos exclusivos para mulheres
Na casa familiar, gerida pela matriarca – geralmente uma anciã, mas que também pode ser jovem - , moram todos os parentes do lado materno, homens ou mulheres, da avó aos netos. Grande parte do
espaço é reservado a uma divisão comum, que serve de cozinha, sala de estar e oratório. A esta, vão sendo acrescentados pequenos apartamentos individuais e exclusivos para mulheres acima dos 13 anos, a idade que marca o início da idade adulta. Aos homens é destinado apenas um quarto comum.

Casar é castigo...
As matriarcas ameaçam os filhos com o casamento quando não lhes agrada o seu comportamento. Não existe vínculo formal entre homem e mulher: cada um vive na sua casa e, à noite, eles visitam as mulheres com quem marcaram encontro. Este tipo de relação é chamado “axia”, que significa “relação íntima entre amantes”.
Dentro dos seus apartamentos, as Musuo podem receber visitas com toda a privacidade.

Quando os filhos nascem...
... a mulher fica dispensada dos trabalhos agrícolas durante um ano.

Pai é palavra desconhecida
E não tem qualquer importância social e afectiva. Como o casamento não existe, as crianças nunca chegam a conhecê-lo. As figuras masculinas são os tios, que ajudam a cuidar das crianças, mas com os quais não se estabelecem o mesmo tipo de laços. Só às mães cabe a educação e autoridade sobre as crianças.

Não há lugar à violência
Uma das coisas que mais impressionou Ricardo Coler foi a ausência de violência, física ou verbal. “Não é por medo de serem castigados, é por vergonha. A agressividade é vista como um desonra. A não-violência é uma das marcas dos matriarcados”.
Os Musuo são uma sociedade verdadeiramente solidária, onde os velhos nunca são deixados ao abandono. “Têm um sentido de comunidade muito forte, não existe a competição desapiedada.”

Uma lição de vida
Apesar de já ter visitado outros matriarcados, Ricardo Coler surpreendeu-se com o que encontrou em Loshui. “As Musuo são a mais pura das sociedades matriarcais que visitei. Todos temos ideias que nos parecem naturais e de que nunca duvidamos. Bem... muitas delas desmoronam-se na aldeia das Musuo. Isso fez-me repensar questões que acreditava serem definitivas.” As sociedades ocidentais lucravam em ter mais mulheres no poder? Ricardo é realista: “Não aconteceria só por estar uma mulher no governo. Uma mulher pode estar no poder fazendo o mesmo que um homem. A boa influência não vem da mulher, mas sim do lado feminino de todos os seres humanos.”

Ali “aprendi que há uma alternativa.”

Revista Activa, Outubro/2008 (adaptado)

Imagens: http://cronicascatai.blogspot.com/2008/06/leituras-o-reino-das-mulheres.html

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Visitas ao blog


Depois de ter introduzido um mapa de visitas, fiquei surpreendida por verificar que mais de 5o% dos meus visitantes são... do Brasil! E não de Portugal... Também é de lá que me tem chegado a maior parte dos comentários.
Curioso, porque de há uns tempos para cá apetece-me imenso visitar esse país...

domingo, 5 de outubro de 2008

Hoje marchou-se em Barcelona por uma Declaração dos Direitos Humanos da Mulher

Conforme acabo de ler em Mulheres & Deusas, mas já no Séc. XVIII, durante a Revolução Francesa, se pensou nisso, como se pode ler aqui.
Imagem: Google

Quando Deus criou um patriarcado... e nós tivemos de levar com ele em cima...

“Como se se movesse no interior da rodopiante coluna de ar, José entrou em casa, cerrou a porta atrás de si, e ali ficou encostado por um minuto, aguardando que os olhos se habituassem à meia penumbra. Ao lado dele, a candeia brilhava palidamente, quase sem irradiar luz, inútil. Maria, deitada de costas, estava acordada e atenta, olhava fixamente um ponto em frente, e parecia esperar. Sem pronunciar palavra, José aproximou-se e afastou devagar o lençol que a cobria. Ela desviou os olhos, soergueu um pouco a parte inferior da túnica, mas só acabou de puxá-la para cima, à altura do ventre, quando ele já se vinha debruçando e procedia do mesmo modo com a sua própria túnica, e Maria, entretanto, abrira as pernas, ou as tinha aberto durante o sonho e desta maneira as deixara ficar, fosse por inusitada indolência matinal ou pressentimento de mulher casada que conhece os seus deveres. Deus, que está em toda a parte, estava ali, mas, sendo aquilo que é, um puro espírito, não podia ver como a carne dele penetrou a carne dela, criadas uma e outra para isso mesmo, e, provavelmente, já nem lá se encontraria quando a semente sagrada de José se derramou no sagrado interior de Maria, sagrados ambos por serem a fonte e a taça da vida, em verdade há coisas que o próprio Deus não entende, embora as tivesse criado. Tendo pois saído para o pátio, Deus não pôde ouvir o som agónico, como um estertor, que saiu da boca do varão no instante da crise, e menos ainda o levíssimo gemido que a mulher não foi capaz de reprimir. Apenas um minuto, ou nem tanto, repousou José sobre o corpo de Maria. Enquanto ela puxava para baixo a túnica e se cobria com o lençol, tapando depois a cara com o antebraço, ele, de pé no meio da casa, de mãos levantadas, olhando o tecto, pronunciou aquela sobre todas terrível bênção, aos homens reservada, Louvado sejas tu, Senhor, nosso Deus, rei do universo, por não me teres feito mulher.* Ora, a estas alturas, Deus já nem no pátio devia estar, pois não tremeram as paredes da casa, não desabaram, nem a terra se abriu. Apenas, pela primeira vez, se ouviu Maria, e humildemente dizia, como de mulheres se espera que seja sempre a voz, Louvado sejas tu, Senhor, que me fizeste conforme a tua vontade, ora, entre estas palavras e as outras, conhecidas e aclamadas, não há diferença nenhuma, repare-se, Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra, está patente que quem disse isto podia, afinal, ter dito aquilo. Depois, a mulher do carpinteiro José levantou-se da esteira, enrolou-a juntamente com a do marido e dobrou o lençol comum.”

José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Caminho, 5ª edição, pág. 26 e 27

* Segundo parece, este continua a ser um mantra da religião judaica...

Imagem: http://imagensbiblicas.wordpress.com

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

À noite logo se vê...

Como tenho de preparar o visionamento dum filme por uma turma, e ainda hoje não tinha dado a minha caminhada, calcei os ténis e fui lá abaixo, às profundezas da cidade, ao clube de vídeo. É raro sair assim, e cada vez que isso acontece é sempre uma estranheza constatar que neste início do século XXI a rua ainda é, praticamente em exclusivo, um lugar dos homens... A rua, os cafés, em todo o lado eles estão livremente, sós ou em grupos, enquanto em casa por certo a mulher lhes lava a loiça e lhes trata dos filhos...
Luxo extremo: vaguear pela cidade à noite, no sossego do trânsito, dentro do mistério do jogo da luz e da sombra, com esta temperatura amena do início do Outono...

Um cliente no clube de vídeo, por certo instigado pelo inusitado de uma mulher sozinha a requisitar um filme às nove e tal da noite, encadeia a sua conversa com a que o funcionário estava a ter comigo sobre o filme... Não há pachorra...

PS - Este texto é de ontem e hoje já posso acrescentar que, infelizmente, o tal filme, Cartas de Iwo Jimo, não merecia mesmo a deslocação... Embora venha indicado no manual - para miúdos de 14 anos! - e tenha lido que é uma "balada pela paz", é na verdade uma amostra - a evitar - da sinistra loucura em que o desalmado poder patriarcal é perito...

Imagem: Google

A Mulher e a actual crise


Vem isto a propósito de um comentário meu no blog de Rosa Leonor, e está bem visto, sim senhora, cara amiga...


"(...) penso que o meu livro pode acrescentar algo a essa grande questão, modéstia à parte, claro…de qualquer forma penso que em nenhuma parte do mundo as mulheres escaparam à manipulação do seu ser e embora possam estar activas e ser poderosas são-no dentro do sistema patriarcal que é como quem diz, presas nas suas armadilhas e sem a consciência inerente ao princípio feminino nem conscientes da sua fragmentação interna e só se elas tivessem integrado as duas mulheres divididas dentro de si, podiam fazer a diferença…Eu não as quero desresponsabilizar, mas é, como eu digo, no meu livro algures, uma contradição e um paradoxo esperar que dentro do sistema que tem uma estrutura de dominação da mulher este a liberte e a deixe ser ela própria…mesmo que lhe dê liberdade nunca permitiria a sua verdadeira consciência; não pode porque a suprimiu e dá apenas acesso à mulher ao poder no masculino e aí a mulher deixa de ser mulher e a maioria ou não consegue aguentar-se ou não lhe interessa no fundo os jogos de poder do homem, ou então não podem dividir-se entre o poder e a família…essa foi a armadilha em que as mulheres dos países avançados caíram…"
Rosa Leonor

UMA LÍNGUA DE HOMENS


A HISTÓRIA, OU AS PALAVRAS

Ensinavam-me e eu aprendia:
"O homo faber; o homo sapiens; o homem é um animal racional; os homens descobriram o fogo; os homens da pré-história; o homem é um animal religioso; os patriarcas; deus é pai; os faraós; o homem é um animal social; os filósofos gregos; os imperadores romanos; as eternas aspirações do homem; os guerreiros; os cavaleiros; os soldados; os marinheiros; os descobridores; os aventureiros; o homem da renascença; o homem tem sede de conhecimento; os físicos; os matemáticos; os homens lutam pela sua liberdade; os homens fazem o progresso técnico; os homens do governo; a declaração dos direitos do homem; os homens da imprensa; os homens lutam pelo poder; a exploração do homem pelo homem; milhões de homens morreram na guerra; os homens de boa vontade; a arte é uma necessidade do homem; o homem face à natureza..."

Um dia perguntei:
-ONDE ESTÃO AS MULHERES?

Esplicaram-me primeiro que as mulheres têm ficado quase sempre em casa, fazendo filhos e tricot; explicaram-me depois, com a grande paciência com que sempre fui tratada, que, quando se dizia homem, as palavras deviam ser vistas com maiúsculas, Homem, e se pretendia com isso significar “ser humano", e todas as importantes coisas com ele relacionadas.
-Mas porque ficaram as mulheres em casa? E porque desaparecem elas nessa sombra linguística? - perguntei várias vezes, sem que me dessem resposta.

Noutro dia, ou mais precisamente, numa tarde de sol da minha adolescência meditativa, escrevi um poema:
"Eu quereria conquistar palavras..."
Seguiam-se os vários fins e propósitos que eu destinava às palavras que eventualmente conquistasse.
Só muito mais tarde me apareceu a estranheza da forma condicional do poema. Não me passara pela cabeça dizer "eu quero...". Tão longínquas me pareciam as possibilidades de acção e escolha que eu remetia a minha vontade para a expressão de um devaneio.

Crescida, adulta, meu filho, pequeno, perguntou-me:
-Mãe, é verdade que são os homens que fazem tudo?
A História está nos livros; mas a história das mulheres é só decifrável ao longo de cada vida.
Maria Isabel Barreno, O Espaço do Silêncio

Imagem: Jardim de Crivelli, Paula Rego

Bullying feminino...

Garota Fora do Jogo (tradução brasileira), no original: Odd Girl Out), de Rachel Simmons*

"A cultura oculta da agressão às meninas, de Rachel Simmons, é um livro revelador - no mínimo. Isso porque discute um assunto polémico, o bullying, termo utilizado para definir a tiranização, a ameaça, a intimidação e a opressão exercidas por crianças e adolescentes. E mais: fala desse tema enfocando um universo que costuma ser relegado para segundo plano quando o assunto é agressão - o das meninas. Pais, professores e profissionais que lidam com crianças e adolescentes vão encontrar nessa leitura uma arma poderosa para entender e combater o problema. Resultado de um estudo pioneiro de Rachel Simmons, o livro, que faz parte da série Pais, Tais e Profissionais, começou a ser elaborado de maneira informal: a partir de depoimentos de amigas da cientista política norte-americana. Quando foi publicado nos Estados Unidos, Garota Fora do Jogo ficou várias semanas na lista dos dez livros mais vendidos do The New York Times. Muito se fala sobre violência nas escolas - meninos que surram colegas ou levam armas para a sala de aula. Mas e as meninas? Será que não há maldades no universo feminino infanto-juvenil? É claro que há. Só que ninguém vê. Em geral, as garotas não deixam rastos de violência, destruição e vandalismo. A sua agressividade é indirecta, não-física, dissimulada. Segundo as pesquisas feitas por Rachel Simmons, elas normalmente preferem usar a maledicência, a exclusão, a fofoca, apelidos maldosos e manipulações para infligir sofrimento psicológico às vítimas. Os seus métodos são quase invisíveis ao olhar dos pais e professores mais atentos, já que as garotas dificilmente se metem em ruidosas rodas de briga. O mais comum é que elas atinjam as suas vítimas espalhando boatos, passando bilhetinhos, disparando olhares coercivos, conspirando, jogando as colegas umas contra as outras. O bullying feminino, embora menos visível, é tão destrutivo quanto o masculino, ou até mais, pois a auto-estima da vítima é aniquilada sem que o problema seja discutido na escola, em casa, nos meios de comunicação ou no universo académico.

Rachel Simmons iniciou a sua pesquisa de modo informal. Ao dar-se conta de que não havia bibliografia sobre o assunto, ela enviou um e-mail para todas as mulheres que conhecia, com indagações simples como “Você já foi atormentada ou provocada por outra menina?Explique como foi isso. Que influência isso teve na sua vida até hoje?” As destinatárias repassaram a mensagem para outras amigas e, em 24 horas, o correio electrónico de Rachel ficou abarrotado de respostas emocionadas e cheias de detalhes. Isso estimulou-a a debater o tema nas escolas, com meninas de 11 a 14 anos. Quando o farto material recolhido lhe deu a ideia de escrever um livro, ela decidiu passar um ano aprofundando a pesquisa em dez instituições de ensino de diferentes regiões dos EUA, entrevistando alunas, pais, professores e funcionários, enquanto promovia discussões em salas de aula. Rachel também entrevistou cerca de 50 mulheres adultas fora do círculo escolar. Em Garota Fora do Jogo, a autora explora a dinâmica da crueldade emocional entre amigas íntimas. O que faz com que uma menina conspire contra outra? E porque é que a vítima tem dificuldade para se desenvencilhar da agressora? Muitas preferem ser maltratadas a serem ignoradas, ter falsas amigas a não ter amiga alguma. Por que mantêm elas o ciúme e a competição em segredo? Rachel Simmons aproveita para rever o conceito de garota popular, tão precioso às adolescentes. Neste mundo, a amizade é uma arma, e a dor provocada por um grito não é nada em comparação com um dia de silêncio de alguém. Não há gesto mais devastador do que um voltar de costas, explica a autora, que acredita ser tão importante discutir o bullying quanto o estupro, a violência doméstica e a saúde da mulher."

http://www.traca.com.br

*Rachel Simmons é fundadora e directora do Girls Leadership Institute.

Imagem: Paula Rego

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A CRISE FINANCEIRA - UMA NOVA PROPOSTA PARA A HUMANIDADE

Entramos numa crise económica irreversível.

No entanto a crise monetária internacional pode ter consequências radicais que só começam a emergir a partir de Maio de 2009.

Em 1998 descrevemos esta crise em detalhe. Falamos da desactivação dos pilares da actual civilização. As gravações das conferências sobre a matriz Melquisedeque, a Matriz Cristóide e os Portais tornaram-se mais actuais que nunca.

Qualquer plano para recuperar a economia é, nesta etapa, um artifício para ganhar tempo. Esta crise foi criada em gabinetes secretos para forçar as nações do mundo a aceitarem regimes para-totalitários, com base no medo e na insegurança, e não será por medidas económicas que pode ser evitada, pois está desenhada para eclodir, com ou sem planos financeiros de emergência.

A crise é artificial mas tem um imenso poder. E tem poder porque a Humanidade adormeceu e se fixou em símbolos de valor que são insuficientes para representar o ser humano. A nossa moeda é uma moeda-número e não uma moeda-trabalho ou uma moeda-inteligência ou uma moeda-sensibilidade, representa um valor quantitativo divorciado da qualidade do ser humano.

O poder deste tipo de instabilidade para gerar pânico só é possível na medida em que as pessoas perderam amplitude em relação aos símbolos de valor. As agências obscuras que despoletaram esta crise fizeram-no na certeza de que o valor é representado por quantidade-dinheiro e não por qualidade-dinheiro. E sem um símbolo de valor, consensual, uma sociedade desagrega-se rapidamente.

E a crise significa que chegou o momento da Humanidade, começando pelos que detêm o poder político, financeiro e executivo, compreender que os nossos símbolos de valor - entre eles o dinheiro - servem para criar a sequência desenvolvimento»sustentabilidade»saciabilidade»identidade»liberdade»pesquisa,

e não para funcionarem como uma droga irresponsável que mantém o planeta em transe.

Desta crise pode emergir uma moeda-qualidade, uma forma de dinheiro desconhecida, que depende directamente da qualidade psíquica da vida para ter qualquer valor. Esse é o cenário futuro positivo. Uma nova moeda baseada no Ser.

Se assim não for, creio que teremos rapidamente que recuperar a nossa relação rural com a vida e com a Natureza.

Isto implica que o momento do reencontro e reunião daqueles que estão interiormente em contacto com o plano para a iluminação da Terra, nas áreas de protecção às quais se sentem ligados, está a aproximar-se.

Até 2010, cada individuo deverá estar já economicamente estabilizado e psicologicamente centrado na sua tarefa e na zona rural - ou urbana se for o caso - para a qual foi chamado desde há anos. Este é o momento de grandes decisões e da definição das nossas prioridades.

É o poder espiritual e autenticamente humano destes indivíduos, unidos, trabalhando dentro do que se pode chamar união em liberdade e cooperação em independência, que pode dissolver os campos obscuros da psicotrónica do governo-sombra e do baixo magnetismo da atmosfera psíquica colectiva e acender faróis de esperança, criatividade e vida nos pontos centrais do actual drama terrestre.

Este texto não é um convite a fazer as malas, abandonar a cidade e alienar-se das responsabilidades e oportunidades da actual civilização, mas um sinal para que nos preparemos para criar uma rede de áreas naturais prontas para sustentar a população em caso de crise aguda.

André Louro de Almeida, Setembro 2008, retirado do blog Iridia Lumina (obrigada Carla S.)

Imagem: Ashtar, André Louro de Almeida

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cultivar a Rendição

"Relaxar, sentir o amor no nosso coração e manter isso como nosso principal objectivo em todas as situações – é esse o significado da rendição espiritual. Ela transforma-nos, tornando-nos pessoas mais profundas, mais atraentes.

No zen-budismo, existe um conceito chamado “mente zen”, ou “mente do principiante”. Eles dizem que a mente deve ser como uma tigela de arroz vazia. Se já estiver cheia, o universo não consegue preenchê-la. Se estiver vazia, tem espaço para receber. Isso implica que, quando achamos que já temos tudo planeado, não conseguimos aprender. O insight verdadeiro não consegue revelar-se numa mente que não está aberta para recebê-lo. Rendição é um processo de esvaziar a mente.

Segundo a tradição crística, é esse o significado de “tornar-se uma criancinha”. Criancinhas não acham que sabem o significado das coisas. Na verdade, sabem que não sabem. Elas interrogam as pessoas mais velhas e mais sábias, a fim de que lhes expliquem o significado das coisas. Nós somos crianças que não sabem, mas pensam que sabem. O sábio não finge saber o que é impossível saber. “Eu não sei” pode ser uma declaração poderosa. Quando entramos numa situação sem saber, há algo dentro de nós que sabe. Com a nossa mente consciente, damos um passo para trás a fim de que um poder superior dentro de nós possa dar um passo em frente e guiar-nos.

Precisamos de menos pose e de mais carisma verdadeiro. Originalmente, carisma era um termo religioso, que significava “do espírito” ou “inspirado”. Designava o acto de deixar a luz emanar de nós, uma centelha que não tem preço. Uma energia invisível com efeitos visíveis. Render-se, simplesmente amar, não é desaparecer como pano de fundo. Pelo contrário, é quando nos tornamos brilhantes. Quando deixamos a nossa própria luz brilhar.

Fomos feitos para brilhar. Observe as criancinhas. Elas são tão genuínas antes de começarem a tentar ser, porque demonstram o poder da verdadeira humildade. Isso também serve de explicação para a “sorte do principiante”. Quando entramos numa situação sem conhecer as regras, não fingimos que sabemos como descobri-las e não sabemos ainda o que deve ser temido. Isso liberta a mente para criar a partir do seu próprio poder superior. As situações mudam de figura e as luzes acendem-se simplesmente porque as nossas mentes se abriram para receber o amor. Saímos do nosso próprio caminho.

Quando achamos que é difícil ter sucesso, assim ele se torna para nós. O sucesso na vida não precisa de envolver tensão negativa. Não temos de lutar o tempo todo. Na verdade, a tensão ambiciosa limita a nossa capacidade de sermos bem sucedidos, porque nos mantém num estado contraído, tanto emocional como fisicamente. Como o açúcar refinado da saúde mental, parece que nos dá energia, mas não é verdade; há um aumento da intensidade, seguido por uma queda. Cultivar a tranquilidade mental, ou a rendição, é como comer alimentos saudáveis. Não nos fornece energia de imediato, mas ao longo do tempo fornece-nos muito mais energia.

Isso não quer dizer que temos de ficar sentados na posição de lótus o dia inteiro. Ainda ficamos excitados, mas de maneira mais calma. Muitas pessoas associam a vida espiritual a um filme de segunda categoria, mas Deus não elimina todos os dramas da nossa vida. Só o dramalhão. E não existe drama maior do que o verdadeiro crescimento pessoal. Nada pode ser verdadeiramente mais dramático do que meninos transformando-se em homens e meninas em mulheres...

Algo de extraordinário acontece quando nos rendemos e simplesmente amamos. Fundimo-nos com outro mundo, com um reino de poder que já existia dentro de nós. O mundo muda quando nós mudamos. Fica mais macio, quando nós amolecemos. O mundo ama-nos quando decidimos amá-lo."

Marianne Williamson, Um Retorno ao Amor

Imagens: Herman Smorenburg

domingo, 28 de setembro de 2008

Vindimas de Outono

Este post tem uma parte bucólica e outra... panfletária. Leia até ao fim, sff.

Ontem, ritual das vindimas da I. e do J. no Vale de Teira. Lá nos vieram à garganta as velhas melodias de sempre, da Laurindinha e do seu marinheiro, às do Rui Veloso, às francesas e por aí fora à medida que, caoticamente, nos iam passando pela cabeça. O importante era celebrarmos a alegria de estarmos mais uma vez ali juntas. O amor que nos une de companheiras/irmãs de longos anos. Começámos a contar: quase vinte, vinte, vinte e um!... Mais o nosso irmão/companheiro J., mais o T., um querido também, que, naturalmente, se juntou a nós.

Como não nos cansámos muito, antes do almoço na varanda da adega, fomos andar pelos campos em volta, que é onde o nosso amor ainda consegue ir mais fundo. Os campos onde já o Outono começa a espalhar a sua marca, na erva que ressuscita, nos últimos frutos alcandorados no topo das árvores antigas e a que ninguém parece dar importância: os figos, as maçãs. E, nos arbustos, as últimas amoras e as ameixas selvagens, as “ameixas de cão”, como se diz lá na minha terra.

É fácil rirmos e brincarmos. Ah, também contámos anedotas. Sexuadas. A Baubo baixou – estamos todas, mais coisa menos coisa, na faixa certa...

Mas, hélas, não é possível interessar as minhas irmãs/companheiras pelos meus temas mais sérios... Óbvio que estamos na idade de Júpiter, o que mais queremos é mesmo more fun per second... Também eu, claro!

Mas... há vida para além disso. Há questões que, por pudor, medos de enfrentar a fera do patriarcado, do status quo, do mainstream, por pura síndroma da normose, morrem ali. E parece aceitar-se sem se questionar essa pata, esse grilhão, sobre nós, como se de um destino inelutável se tratasse ou, talvez, de forma mais "sensata", pensando-se no conforto que daí advém. Ponto final.

Ah, o meu texto no Região*. Ah, pois... e não se vai mais longe...

E o companheirismo parece ter armadilhas destas. O grupo tem tendência para normalizar, nivelar. Quem quer deixar crescer asas... elas incomodam... Chega pra lá com o teu discurso “feminista” rançoso... Isso já era, é coisa de museu. E a coisa entra nesse corpo de dor (como diria o Eckart Tolle) e o estereótipo instala-se e o pessoal não aguenta...

Depois, lá pelo 300, espanto/desconforto por os meus projectos serem tão pessoais. Ah, pois é, só queriam meio pacote, não?... Humildade a mais, descrição a mais, cedência a mais torna-se campo estéril onde nada cresce...

Como diz o Régio, “Eu tenho a minha loucura/E ergo-a como um facho a arder na noite escura”. É cá dos meus...

Post 2 – Outra cá das minhas

Finalmente, já tenho o meu leitor de DVDs! E lá consegui ver ontem o Frida que há anos esperava na prateleira. Grande filme, por falar em loucura e em alguém que ergueu o seu facho bem firme naquela noite escura - e agora ilumina-nos... Sublime Frida! Um filme de mulher, óbvio, só uma mulher para saber onde arranjar um Diego Rivera plus vrai que nature: Alfred Molina! Onde é que o homem tem andado (para além de O Código Da Vinci, onde faz de... bispo!)? Sex appel de cortar a respiração... Qual Richard Gere, qual António Banderas!?...

* "O Género do Poder" saiu esta semana, na segunda página do jornal "Região de Rio Maior".

Imagens: Google ( a primeira é bonita, mas, claro, as moçoilas em nós são um bocadinho menos evidentes... Quanto a adereços, a verga e o barro deram lugar ao plástico. E já ninguém carrega nada, há o tractor...)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Já lá vai uma semana...

... e eu sem tempo pra escrever nada para aqui. Só planificações e preparação de aulas... E ainda nem comecei a 100%...
Mas estou viva! E tenho saudades de bloguear como dantes, de visitar os meus favoritos.
Rosa, há semanas que não a visito... nem a Lealdade Feminina, nem nada...
Um abraço, entretanto.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Hino nacional: manter fora do alcance das crianças!

Hinos nacionais belicistas, não!!!

Acabam de me enviar uma news-letter da Amnistia Internacional que visa a prevenção do uso das armas... É dirigida aos professores, com propostas de actividades para os alunos e tudo. Todo o texto é muito sensato e oportuno, dizendo coisas como:

“A campanha “Controlar as Armas” realizada pela AI em parceria com a Oxfam
internacional e a Rede de Acção Internacional sobre as Armas Ligeiras é mais uma acção
que podemos considerar em relação estreita com a concretização dos direitos humanos
consagrados na DUDH. Todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo e de todas as
idades sofrem as consequências do comércio irresponsável de armas. (...)”


“A sociedade civil tem um papel fundamental nas iniciativas de prevenção das situações
de abuso e violação de Direitos Humanos. As ONG lideram actualmente as campanhas
mais importantes para a prevenção do recrutamento de crianças-soldado e motivam a
população a participar activamente no processo. A educação é o pilar destas iniciativas
como espaço de sensibilização e construção da paz. O envolvimento e participação de
todos pode ser feito de várias formas mas tem sempre um objectivo comum. É através da
compreensão e tolerância, da luta contra a discriminação e do diálogo intercultural que
podemos avançar na consolidação da paz.”

Muito bem! Subscrevo. Mas...

Interessante o timing... Logo hoje que cometi a gaffe de, num teste de avaliação de diagnóstico da compreensão oral, que se encontrava no manual, dar a ouvir aos meus alunos o Hino Nacional declamado por – ainda por cima... – uma voz feminina. Tive de interromper, porque – horror dos horrores!... - todas as minhas células se recusaram a ouvir mais uma vez aquele grito lancinante de... “Às armas! Às armas!" . Assim, duas vezes!

Qualquer campanha de prevenção do uso de armas pela população terá que inevitavelmente começar pela modificação da letra de “A Portuguesa”... A data de validação já prescreveu há muito... O grau de toxicidade é letal...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Género do Poder

Há dias, em conversa com uma colega de outra escola, fiquei a saber que alguém, uma professora, prepara uma tese de mestrado sobre o tema das relações entre género e poder. Poder, neste caso, na Escola. Gostei de saber. Dá-nos esperança constatar que se questionam factos que em certos ambientes parecem tão naturais, para não dizer convenientes. É agradável perceber que afinal cidadania não é um mero conceito da moda que fica bem em qualquer Projecto Educativo...

Na verdade, apesar do número de professoras ser esmagadoramente superior ao dos professores, são estes que, em grande maioria, confirmam as estatísticas (nem precisávamos delas neste caso...), asseguram o poder. Desconheço a distribuição em outros países, nomeadamente na UE, mas em Portugal a disparidade é gritante. As mulheres, que têm a seu cargo, quase em exclusivo, a educação, na família como na escola – num perigoso desequilíbrio, diga-se –, quando chegam às posições hierárquicas de topo, gentilmente, gentlemen first, cedem os lugares aos homens.

Ignoro as conclusões da referida tese, mas não me pareceria estranho que coincidíssemos em alguns pontos. Primeiro, a Escola parece ser um bom trampolim para a política local... Segundo, as meninas parecem transitar da alçada do papá para a do marido, tendo em muitos casos passado pela do padre, e depois, no trabalho, para a do director. Pena que não aproveitem a profissão para se autonomizarem, usufruindo da boleia dada pelo esforço que desenvolveram (sozinhas!) na aquisição das competências requeridas... Inconscientemente procura-se segurança no másculo domínio, como numa das últimas missas a que assisti, em que quatro homens (três padres e um bispo) oficiavam para uma bem numerosa assembleia composta quase exclusivamente por mulheres...

- Qual é o problema? - já ouço perguntarem.

São vários. E graves. É óbvio que convinha primeiro entender a representação social do poder e o modo como cada um dos géneros o encara.

O homem, por norma, parece encarar o exercício do poder e da autoridade como um direito de que naturalmente se sente investido. Um direito “divino”. Afinal nas instâncias superiores reina um deus e o seu filho, não? Ao poder masculino associa-se, também por norma, toda uma panóplia de sinais exteriores, uns mais palpáveis do que outros, que vão do doutor e engenheiro ao carro topo de gama e à piscina, dos resorts de luxo à vénia, do orgulho da mamã (e aqui abre-se a hipótese para teses ainda mais complexas...) ao aumento do sex-appel e, claro, à conquista da mulher-troféu. E para uma parte considerável das mulheres este estatuto é o mais perto que ambicionam estar do poder. É o poder que uma Hera ferida colhe do seu Zeus... E isto, claro, para só falar dos gadgets softs, dos cor-de-rosa, porque há os outros, os mais duros e cinzentões, que vão dos tanques aos obuses, passando pelas ogivas e por aí fora...

Já para as mulheres (aquelas que se assumem como tal e não como homens disfarçados), em grande número muito competentes e superpreparadas, o poder é visto essencialmente como um peso e uma responsabilidade. Mais uma a juntar à extensa lista... Ele tende a ser encarado por elas como um autêntico serviço que, abnegadamente, de forma menos imponente e colorida, se presta à comunidade e que, como tal, prescinde de sinais exteriores. Pena, porque o público parece que até gosta...

Lamento dizê-lo, mas este é o autêntico poder de que a sociedade humana precisa. Como de pão para a boca, literalmente. Basta reflectirmos sobre a conexão que facilmente se pode estabelecer entre a subalternidade das mulheres e a pobreza e a violência no mundo.

Imagem: Google

sábado, 13 de setembro de 2008

O Domínio Masculino e a Exaustão Emocional


Os dois posts que se seguem, de importância fundamental, foram copiados de Mulheres & Deusas:

“O desequilíbrio das nossas instituições fundamentais, que reflectem um Deus pai no topo de uma trindade totalmente masculina, teve uma influência devastadora no mundo Ocidental.
Com o rápido desenrolar dos acontecimentos devido a avanços da ciência nos últimos trezentos anos e
especialmente nos últimos cinquenta, a fractura na sociedade Ocidental e na psique humana tornou-se cada vez mais evidente. A poluição do planeta e o abuso flagrante das nossas crianças estão intimamente relacionados com esta falha fundamental .

(...)

Uma das realidades mais tristes da nossa cultura é que a ascendência do masculino ferido levou à exaustão emocional. Onde o feminino não é valorizado, um homem não tem verdadeira intimidade com o seu oposto, a sua outra “metade”. Muitas vezes, não pode canalizar as suas energias na direcção de uma relação amorosa visto que o seu parceiro, supostamente, não tem valor. Privado do seu oposto igual porque o feminino é visto como inferior, o macho frustrado predominante fica esgotado: “onde o sol brilha sempre, há um deserto”. As florestas secam, os rios secam, o solo estala. A terra morre.”

In MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL Margaret Starbird

Rosa Leonor

A Dessacralização do Feminino

De Mulheres & Deusas este importantíssimo texto de Sylvia B. Perera:


“Na verdade, muito do que Inana simbolizava para os sumérios foi exilado desde aquela época: muitas das qualidades ostentadas pelas deusas do mundo superior foram dessacralizadas no Ocidente, assumidas por divindades masculinas, (...) idealizadas pelo código moral e estático do Patriarcado. É por isso que a maioria das deusas gregas foram engolidas pelos pais e a deusa hebraica foi despotenciada. Restam-nas apenas deusas minimizadas ou restritas apenas a determinados aspectos. E muitos dos poderes antes apresentados pela Deusa perderam a conexão com a vida da mulher: o feminino apaixonadamente erótico e lúdico; o feminino multifacetado dotado de vontade própria, ambicioso, real.

Na verdade, as mulheres têm vivido apenas no domínio pessoal, na periferia da cultura do Ocidente, em funções fortemente circunscritas, frequentemente subordinadas a homens, posição social, filhos etc., ocultando sua necessidade de poder e paixão, vivendo em segurança e secundariamente na relação com nomes sobrecarregados, nos quais se projectou todo o poder que a cultura legitima para eles. O que se tornou assim comportamento colectivamente aceitável para as mulheres, perdeu a conexão com o sagrado, ao mesmo tempo em que a estatura da Deusa era reduzida. Tornou-se cada vez mais hiperbólico o superego patriarcal, originalmente necessário para inculcar a sensibilidade ética; a seguir, esse superego foi fortalecido pela Igreja cristã institucional, com o fim de disciplinar as emoções tribais e selvagens do mundo medieval. A partir da mudança do Utilitarismo e da época Vitoriana, o superego que comprimiu e reprimiu durante tanto tempo essas energias vitais, que agora elas têm de irromper, forçando entre outras coisas, o retorno da Deusa à cultura ocidental.”

CAMINHO PARA A INICIAÇÃO FEMININA
Sylvia B. Perera

Rosa Leonor

O Humano Divino


Recebido há pouco da Isabel Tostão:

O Humano Divino

não necessita buscar uma conexão com o Espírito, ele está plenamente consciente de que É Espírito e de que todas as experiências da vida, individuais e colectivas, são expressões espirituais. Não se sente separado de qualquer parte da Criação, sentindo-se intimamente conectado com o Todo.

Não tem medo da mudança, individual ou colectiva; sabe que cada experiência é uma experiência de crescimento e uma oportunidade de recriar a sua própria Presença Divina na forma humana. Conhece a natureza da ilusão na qual vive e usa-a para intensificar a experiência pessoal e servir à humanidade.

Não tem sentimentos de baixa auto-estima; sabe que nenhum fragmento de Tudo O Que É tem menos valor e mérito do que qualquer outro; Não se compara com outros de qualquer maneira, particular ou publicamente, e não se sente superior a outros. Não inveja nem se apieda de qualquer outra pessoa.

Honra as próprias necessidades e desejos, acima de todos os outros; sabe que não se pode servir verdadeiramente os outros a partir de um espaço de co-dependência ou de vítima e não pode amar ninguém sem primeiro se amar.

Sabe plenamente que a Verdade não é mantida por alguém ou qualquer coisa fora de si e que a

única Verdade é encontrada interiormente. Não tem necessidade de saber, porque tem acesso a tudo o que precisa através da intuição mais elevada.

Não pode ser infiel a si mesmo; não se compromete com a sua própria realidade e pontos de vista a favor dos de outros. Vive a vida encarnada na base do "eu escolho"e não do "eu tenho medo de..." As acções são consistentes com as palavras. Não diz uma coisa e faz outra. Não tem sentimentos de humilhação.

Não pode ser falso com os outros; não tem desejo de deturpar, de manipular ou controlar pessoas ou eventos, de ser reservado, de ser ganancioso ou desonesto até em pequenos detalhes. Vive na mais elevada integridade em todos os momentos. Tem a sabedoria de perceber quando falar e quando silenciar, quando agir e quando nada fazer, mas não alterará a expressão da verdade interior a sabor do interesse dos outros. Sabe que o que beneficia um deve beneficiar o Todo, a fim de que a Ordem Divina seja mantida. Dá e recebe num fluxo equilibrado

Tem confiança em si e consequentemente confia nos outros. Sabe que não há erros, nem fracassos, somente escolhas; está em sintonia com a consciência mais elevada que está orquestrando o Fluxo Divino da nossa experiência e evolução humana. Não tem sentimentos de culpa, vergonha, ou indecisão; Não é afectado pela crítica dos outros.

Não tem desejo de provar o certo e o errado. Sabe que todos os pontos de vista são igualmente válidos, sendo um direito inerente do livre arbítrio de cada um. Determina e impõe limites pessoais baseados na escolha e não no medo. Não discute, nem se dedica a conflitos de poder.

Não critica e nem julga os outros directa ou indirectamente; não se ocupa com ouvir para criticar e tagarelar. Não se lamenta. Não tenta incitar o drama e o conflito entre outros; sabe plenamente que a necessidade de criticar e discutir, vem do medo. Concede a todos os outros o direito de serem como eles são. Não confunde as acções do outro com o ser do outro; sabe que todos os seres são Divinos e iguais.
Opera no tempo do Agora. A consciência encarnada não está distante no passado ou no futuro, mas somente no momento do agora e na experiência escolhida deste momento. Não se preocupa nem tem arrependimentos.

É totalmente capaz de experienciar toda a extensão da emoção humana, além de ser capaz de escolher as emoções que quer sentir em qualquer experiência humana; Não experiencia a resposta emocional descontrolada e impetuosa da maior parte dos humanos.

Faz as escolhas e decisões da vida baseado na intuição mais elevada, mais do que no pensamento linear e lógico, ou nos instintos de sobrevivência baseados no medo do corpo emocional. Sabe que a intuição mais elevada opera no Fluxo Divino e não está sujeito às inconsistências do corpo emocional ou mental. Não precisa de razões, a não ser "eu escolho".

Conhece o verdadeiro significado do Amor e é incapaz de amar qualquer parte da criação mais ou menos do que qualquer outra parte. Não precisa de qualquer tipo específico de relacionamento com outros humanos, animais, etc. Escolhe os relacionamentos que intensifiquem a experiência da vida e liberta aqueles que não o façam; sabe que não é possível ferir o outro, a menos que o outro, em algum nível, tenha escolhido experienciar isto; sabe que não é possível ser ferido a menos que tenha também escolhido esta experiência.

Não teme qualquer parte da criação; não experiencia preocupação e apreensão. Não se sente ameaçado pelos pensamentos, palavras e acções de qualquer outro corpo, individual ou colectivo, mas está alerta e consciente do ambiente imediato e das escolhas potenciais apresentadas pelo mesmo.

Não se apega às pessoas ou outras formas de vida, lugares ou coisas. Não sofre com a separação ou a morte, porque sabe que todos nós estamos eternamente conectados no Um e que a separação que parece existir no plano da Terra é uma ilusão.

Não experiencia as variações normais da vida humana, porque está livre do carma e opera a um nível de frequência acima da dualidade; Raramente experiencia a doença ou o ferimento, porque o corpo está livre da influência dos pensamentos emocionais inferiores. Pode transmutar as energias inferiores dos outros sem ser afectado por elas.

Não julga nem condena os eventos do mundo; sabe que eles são uma manifestação da consciência colectiva e que a mais poderosa ferramenta para mudar o mundo é a própria transformação. Pode escolher trabalhar activamente pela mudança no mundo, se assim for guiado pela intuição mais elevada.

É capaz de agir com compaixão verdadeira em todos os momentos, servindo à humanidade e prestando este auxílio que é necessário num espaço mais elevado e de não julgamento. Não tem agenda pessoal ou motivações para auxiliar outros; escolhe fazer isto ou não, baseando-se na intuição mais elevada

Não tem interesse em se colocar acima dos outros, controlando as crenças ou acções dos outros, assumindo o poder pessoal dos outros; não tem nada a provar a quem quer que seja.

Honra os limites colocados pelos outros, individuais e colectivos; respeita o livre arbítrio e o espaço pessoal de cada um em todos os momentos e as leis da terra na qual vive. Ocasionalmente escolhe ultrapassar um limite, mas faz isso assumindo total responsabilidade pela possibilidade das consequências.

Levanta-se todos os dias com um sentimento de alegria e excitação sobre o que pode se revelar, mas não tem expectativas sobre o que pode ser experienciado, embora assuma total responsabilidade como co-criador. Deseja plenamente experienciar tudo aquilo que co-criou.

É um catalizador extremamente poderoso para a mudança transmutacional na Terra. Irradia as frequências mais elevadas do Amor, Luz e Alegria, continuamente, na consciência planetária. Cura e transmuta as energias do medo na Terra e suas formas de vida, simplesmente por estar na forma humana.

O AMOR...É A AUSÊNCIA DO MEDO.

Canalização de Metatron através de Reniyah Wolf

Obrigada, Isabel.

Imagens: Herman Smorenburg



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Abrir caminho para o novo...

Os meus visitantes habituais que me perdoem esta longa ausência, mas tem sido um frenesim de limpezas... Dois dias inteiros só para limpar o meu escritório... Quilos de papel foram já para a reciclagem, velhos manuais e outros livros que já não me interessavam aliviaram do seu peso a minha estante. A secretária mudou de sítio - agora estou em frente da janela, vejo árvores, casas, o céu!... Ganhei espaço, leveza. Até o meu velho sofá recuperou da sua função de mero estorvo e, com uma banqueta para os pés (obrigada Vie e Marta!), está ali à espera que me aniche nele outra vez para retomar a leitura de "Eat, Pray, Love", de Elizabeth Gilbert (em inglês!... hehehe!). Recomendado pela Ana C. Está a ser mais fácil do que pensava... e interessante.
Também do roupeiro saíram sacos de tralha inútil. Para além do pó...
Bom, a verdade é que, não sei bem de onde, chegou-me agora a energia para fazer as alterações com que sonhava há anos...
E, como não sou a única com a urgência em me libertar do velho, ganhei uma fabulosa máquina de costura...

Mas eis que faço uma pausa para ler os mails... e encontro esta pérola da Karen Bishop!...

28 de Agosto de 2008

ALGO MARAVILHOSO ESTÁ PRESTES A ACONTECER

Saudações!
Preparem-se! Outubro trará uma plena manifestação dos nossos novos
papéis, dos nossos novos propósitos, e uma série inteiramente nova de
'responsabilidades' para com o nosso belo planeta terra. As nossas
'carreiras' descolarão, pois então estaremos equilibrados e preparados
para oferecer os serviços dos nossos cor
ações àqueles que precisarem deles. Não somente os nossos novos portais serão activados para receber dinheiro, mas muitos milagres, conexões mais elevadas com outros, novas esperanças e sonhos, e muito de tudo o mais cairão no nosso colo também. Haverá tanto acontecendo para nós em Outubro, que mal seremos capazes de nos ajustar!

Durante esta calmaria das últimas semanas, nós estivemos sendo submetidos a um processo de preparação para os nossos novos papéis. Estamos a abrir-nos mais, e preparando-nos de muitos modos para assumir novas responsabilidades. Nós estaremos mantendo muito mais luz, e, portanto, assumindo muito mais responsabilidade para o despertar e a evolução do planeta. As nossas 'atribuições' muito novas estão-nos sendo conferidas mais seguramente agora.

Dentro desta calmaria ou olho da tempestade, pode parecer muito
tranquilo. Podemos pensar que os nossos empregos estão desaparecendo, que a nossa fonte de rendimento está diminuin
do e talvez para sempre, ou até que estamos aqui girando os nossos polegares impacientemente, sem que nada mais ocorra em qualquer lugar. Nós precisávamos de um descanso e de nos refazer das energias devastadoras de Julho e da última parte de Junho. Após este período tranquilo e ainda dentro da calmaria, nós então começamos a 're-ligação', ou melhor, o período de preparação para o nosso serviço à humanidade... o nosso serviço àqueles que estão em diferentes degraus da escada evolutiva. E realmente nós seremos necessários.

O eclipse solar total de 1º de Agosto abriu a porta para estes novos
adventos. Foi o começo de algo muito novo... finalmente. Mais
recentemente, foi o momento de deixarmos ir. Foi o
momento de limpar e remover qualquer coisa nas nossas vidas que já não era conveniente, que nos deprimia, e que nos colocava em um espaço pouco desejável. As interacções e manifestações do ano p
assado que não foram tão agradáveis como teríamos esperado, terminaram por completo agora. O momento para fazer o que realmente não queríamos fazer terminou por completo nesta altura.
Vivenciar qualquer aborrecimento terminou agora. Quaisquer sacrifícios de nossa parte terminaram por completo agora.

Nós abandonamos literalmente um mundo e estamos agora plenamente enredados noutra realidade. Esta nova realidade é tão simples, a manifestação de qualquer pensamento nosso é tão rápida, tão amorosa, tão ordenada, tão livre, tão completa, e tão mágica... Actualmente, estas energias estão nos envolvendo, mas de um modo muito mais tranquilo e calmo. Quando Outubro chegar, elas estarão muito mais poderosas, tocantes, e manifestarão tanto para nós que poderemos tornar-nos sobrecarregados com tantas coisas boas. Durante este momento de movimento para o novo, alguns dos nossos animais companheiros que incorporaram muito da nossa velha energia estão escolhendo partir.
Embora eles não nos acompanhem na sua forma actual, eles já fizeram planos de voltar em situações diferentes e estão muito excitados quanto ao seu retorno... caso retornem novamente para nós ou pa
ra os nossos amados.

Se vocês não estiverem actualmente vivenciando a serenidade
mencionada acima, eu sugiro-vos que não deixem ir inteiramente ainda o velho mundo ou a velha realidade. Tudo o que precisam de fazer é fechar a porta. Fechem uma porta e abram outra. Liguem-se a algo diferente das velhas manifestações externas. Removam o velho, literalmente ou não. Aproveitem o tempo para vós mesmos. Se ainda estiverem no trabalho, quando chegarem a casa, desliguem o telefone, a Internet, a televisão, e dêem um passeio maravilhoso, leiam um livro agradável, cozinhem, façam algo criativo, tomem um banho quente, ou simplesmente fique
m completamente em outro espaço.

Afastem-se do velho.

Recuse-se a ser uma parte disso. Recuse-se a participar nos dramas de outros. Olhe para a frente. Veja um novo horizonte. Saiba que ele está realmente lá, apenas esperando por si. Decida o que realmente quer fazer agora. Saiba que haverá um espaço para isso. Lembre-se daquilo que deseja oferecer ao mundo. E saiba que esta dádiva de serviço esteve sempre dentro de si... Você precisa de aprender algo novo. E saiba também que um presente de serviço pode ser uma obra de arte, uma peça musical, ou algo que sirva para se conectar com os outros com uma luz mais elevada.

Afim de que as coisas se estabilizem durante esta transição massiva
do velho mundo para a nova realidade, algumas coisas foram colocadas no lugar para manterem firmes as energias durante a queda.
Inicialmente, os novos bebés estão chegando. Estes novos pequenos seres
estão chegando em número elevado, aos dois e três de cada vez, chegando tão
rapidamente quanto é possível. Por haver muitos deles, e por eles carregarem uma vibração muito elevada, eles estão preparando uma grade muito sólida para a criação do novo.

Outra força estabilizadora é Barack Obama. Ele será equilibrado e posicionado perfeitamente para unir todo o planeta, criando ainda outra grade de unidade que servirá para estabilizar as coisas tanto quanto possível durante a queda. Nós nos conectaremos e nos apoiaremos através de sua liderança divina intensamente evoluída. Tudo, como sempre, está em divina e perfeita ordem. As coisas realmente estão sendo organizadas muito perfeitamente, incluindo-nos! Nós seremos uma peça adicional, mantendo juntas as coisas durante a queda, enquanto auxiliamos na transição.

Assim agora é o momento de examinar o que é que vocês real e verdadeiramente querem oferecer ao mundo. Eu posso assegurar-vos que, quando se conectarem com o plano da vossa alma, serão milagrosamente colocados para oferecer o vosso melhor ao mundo. Não precisam de saber como, nem precisam de fazer grandes planos com grandes detalhes. Precisam somente de se conectar com o desejo do vosso coração, começar, o resto se encaixará por si mesmo.

Deixem ir o velho. Abandonem as vossas velhas responsabilidades se
se sentirem confortáveis em fazer isto. Saibam que o esforço acabou.
Saibam que não precisam de sustentar nada nem ninguém novamente.
Saibam que as energias desagradáveis não podem estar onde estão... se elas se apresentarem, ignore-as, pois elas somente querem a sua energia e a sua luz... vocês têm coisas melhores a fazer.
Desconectem-se da velha realidade e confiem que quando o fizerem, se encontrarão nos portais do Céu.

http://www.whatsuponplanetearth.com

Desejo-vos o Céu no vosso coração, a luz das estrelas na vossa alma e milagres em vossas vida nestes tempos milagrosos.

Até à próxima vez,

Karen

Imagens: Google