terça-feira, 9 de setembro de 2008

Abrir caminho para o novo...

Os meus visitantes habituais que me perdoem esta longa ausência, mas tem sido um frenesim de limpezas... Dois dias inteiros só para limpar o meu escritório... Quilos de papel foram já para a reciclagem, velhos manuais e outros livros que já não me interessavam aliviaram do seu peso a minha estante. A secretária mudou de sítio - agora estou em frente da janela, vejo árvores, casas, o céu!... Ganhei espaço, leveza. Até o meu velho sofá recuperou da sua função de mero estorvo e, com uma banqueta para os pés (obrigada Vie e Marta!), está ali à espera que me aniche nele outra vez para retomar a leitura de "Eat, Pray, Love", de Elizabeth Gilbert (em inglês!... hehehe!). Recomendado pela Ana C. Está a ser mais fácil do que pensava... e interessante.
Também do roupeiro saíram sacos de tralha inútil. Para além do pó...
Bom, a verdade é que, não sei bem de onde, chegou-me agora a energia para fazer as alterações com que sonhava há anos...
E, como não sou a única com a urgência em me libertar do velho, ganhei uma fabulosa máquina de costura...

Mas eis que faço uma pausa para ler os mails... e encontro esta pérola da Karen Bishop!...

28 de Agosto de 2008

ALGO MARAVILHOSO ESTÁ PRESTES A ACONTECER

Saudações!
Preparem-se! Outubro trará uma plena manifestação dos nossos novos
papéis, dos nossos novos propósitos, e uma série inteiramente nova de
'responsabilidades' para com o nosso belo planeta terra. As nossas
'carreiras' descolarão, pois então estaremos equilibrados e preparados
para oferecer os serviços dos nossos cor
ações àqueles que precisarem deles. Não somente os nossos novos portais serão activados para receber dinheiro, mas muitos milagres, conexões mais elevadas com outros, novas esperanças e sonhos, e muito de tudo o mais cairão no nosso colo também. Haverá tanto acontecendo para nós em Outubro, que mal seremos capazes de nos ajustar!

Durante esta calmaria das últimas semanas, nós estivemos sendo submetidos a um processo de preparação para os nossos novos papéis. Estamos a abrir-nos mais, e preparando-nos de muitos modos para assumir novas responsabilidades. Nós estaremos mantendo muito mais luz, e, portanto, assumindo muito mais responsabilidade para o despertar e a evolução do planeta. As nossas 'atribuições' muito novas estão-nos sendo conferidas mais seguramente agora.

Dentro desta calmaria ou olho da tempestade, pode parecer muito
tranquilo. Podemos pensar que os nossos empregos estão desaparecendo, que a nossa fonte de rendimento está diminuin
do e talvez para sempre, ou até que estamos aqui girando os nossos polegares impacientemente, sem que nada mais ocorra em qualquer lugar. Nós precisávamos de um descanso e de nos refazer das energias devastadoras de Julho e da última parte de Junho. Após este período tranquilo e ainda dentro da calmaria, nós então começamos a 're-ligação', ou melhor, o período de preparação para o nosso serviço à humanidade... o nosso serviço àqueles que estão em diferentes degraus da escada evolutiva. E realmente nós seremos necessários.

O eclipse solar total de 1º de Agosto abriu a porta para estes novos
adventos. Foi o começo de algo muito novo... finalmente. Mais
recentemente, foi o momento de deixarmos ir. Foi o
momento de limpar e remover qualquer coisa nas nossas vidas que já não era conveniente, que nos deprimia, e que nos colocava em um espaço pouco desejável. As interacções e manifestações do ano p
assado que não foram tão agradáveis como teríamos esperado, terminaram por completo agora. O momento para fazer o que realmente não queríamos fazer terminou por completo nesta altura.
Vivenciar qualquer aborrecimento terminou agora. Quaisquer sacrifícios de nossa parte terminaram por completo agora.

Nós abandonamos literalmente um mundo e estamos agora plenamente enredados noutra realidade. Esta nova realidade é tão simples, a manifestação de qualquer pensamento nosso é tão rápida, tão amorosa, tão ordenada, tão livre, tão completa, e tão mágica... Actualmente, estas energias estão nos envolvendo, mas de um modo muito mais tranquilo e calmo. Quando Outubro chegar, elas estarão muito mais poderosas, tocantes, e manifestarão tanto para nós que poderemos tornar-nos sobrecarregados com tantas coisas boas. Durante este momento de movimento para o novo, alguns dos nossos animais companheiros que incorporaram muito da nossa velha energia estão escolhendo partir.
Embora eles não nos acompanhem na sua forma actual, eles já fizeram planos de voltar em situações diferentes e estão muito excitados quanto ao seu retorno... caso retornem novamente para nós ou pa
ra os nossos amados.

Se vocês não estiverem actualmente vivenciando a serenidade
mencionada acima, eu sugiro-vos que não deixem ir inteiramente ainda o velho mundo ou a velha realidade. Tudo o que precisam de fazer é fechar a porta. Fechem uma porta e abram outra. Liguem-se a algo diferente das velhas manifestações externas. Removam o velho, literalmente ou não. Aproveitem o tempo para vós mesmos. Se ainda estiverem no trabalho, quando chegarem a casa, desliguem o telefone, a Internet, a televisão, e dêem um passeio maravilhoso, leiam um livro agradável, cozinhem, façam algo criativo, tomem um banho quente, ou simplesmente fique
m completamente em outro espaço.

Afastem-se do velho.

Recuse-se a ser uma parte disso. Recuse-se a participar nos dramas de outros. Olhe para a frente. Veja um novo horizonte. Saiba que ele está realmente lá, apenas esperando por si. Decida o que realmente quer fazer agora. Saiba que haverá um espaço para isso. Lembre-se daquilo que deseja oferecer ao mundo. E saiba que esta dádiva de serviço esteve sempre dentro de si... Você precisa de aprender algo novo. E saiba também que um presente de serviço pode ser uma obra de arte, uma peça musical, ou algo que sirva para se conectar com os outros com uma luz mais elevada.

Afim de que as coisas se estabilizem durante esta transição massiva
do velho mundo para a nova realidade, algumas coisas foram colocadas no lugar para manterem firmes as energias durante a queda.
Inicialmente, os novos bebés estão chegando. Estes novos pequenos seres
estão chegando em número elevado, aos dois e três de cada vez, chegando tão
rapidamente quanto é possível. Por haver muitos deles, e por eles carregarem uma vibração muito elevada, eles estão preparando uma grade muito sólida para a criação do novo.

Outra força estabilizadora é Barack Obama. Ele será equilibrado e posicionado perfeitamente para unir todo o planeta, criando ainda outra grade de unidade que servirá para estabilizar as coisas tanto quanto possível durante a queda. Nós nos conectaremos e nos apoiaremos através de sua liderança divina intensamente evoluída. Tudo, como sempre, está em divina e perfeita ordem. As coisas realmente estão sendo organizadas muito perfeitamente, incluindo-nos! Nós seremos uma peça adicional, mantendo juntas as coisas durante a queda, enquanto auxiliamos na transição.

Assim agora é o momento de examinar o que é que vocês real e verdadeiramente querem oferecer ao mundo. Eu posso assegurar-vos que, quando se conectarem com o plano da vossa alma, serão milagrosamente colocados para oferecer o vosso melhor ao mundo. Não precisam de saber como, nem precisam de fazer grandes planos com grandes detalhes. Precisam somente de se conectar com o desejo do vosso coração, começar, o resto se encaixará por si mesmo.

Deixem ir o velho. Abandonem as vossas velhas responsabilidades se
se sentirem confortáveis em fazer isto. Saibam que o esforço acabou.
Saibam que não precisam de sustentar nada nem ninguém novamente.
Saibam que as energias desagradáveis não podem estar onde estão... se elas se apresentarem, ignore-as, pois elas somente querem a sua energia e a sua luz... vocês têm coisas melhores a fazer.
Desconectem-se da velha realidade e confiem que quando o fizerem, se encontrarão nos portais do Céu.

http://www.whatsuponplanetearth.com

Desejo-vos o Céu no vosso coração, a luz das estrelas na vossa alma e milagres em vossas vida nestes tempos milagrosos.

Até à próxima vez,

Karen

Imagens: Google

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Só o Amor é Real"...

AS FLORESTAS TROPICAIS DE AMOR
Uma mensagem de Deus canalizada por Gloria Wendroff

28 de Agosto de 2008

O amor é verdadeiro, e o amor vem do coração, e não é verdade que o amor pode se machucar. No entanto direi que não existe nenhum coração Humano que não conheça a dor. Cada coração carrega seu próprio subterfúgio de dor.

Não existem corações feridos, pois não existe nenhum coração no mundo que possa viver sem amor. Onde existe amor, não existe ferimento. E é impossível que um coração sequer possa existir sem amor. Só corações com amor existem. Entretanto, Meus filhos tiveram corações feridos, e Meus filhos sabem o que é ter um coração dolorido.

Tu dissiparias todas as dores dos corações. Se pudesses desviar a dor de pelo menos um coração, tu a desviarias. Gostarias de evitar que qualquer coração sofresse, entretanto pisoteaste alguns corações. Tens que admitir isto. Mas o coração que pisoteaste mais é o que está localizado no teu peito. Da mesma forma que um homem às vezes bate na sua esposa, tu bateste no teu coração. Restringiste a batida do teu coração. Tu o silenciaste. Pisaste no teu coração. Teu coração tem medo de afligir-te, então tu o afliges. Quanto mais evitas te comprometer com teu coração, mais dolorido ele se sente.

Teu coração é incapaz de ser magoado, no entanto o magoas. A Verdade do teu coração não é o que percebeste. Fizeste dele um filhote de passarinho que ainda não está pronto para voar. Tu o refreaste, mantendo-o num ninho onde há muito tempo ele já não cabia mais. Com certeza agora está na hora de libertares teu coração. Retira as amarras com que o prendeste. Liberta-te da ideia de que teu coração pode se ferir. Pára de feri-lo. Precisas te desapegar do teu coração, e precisas te desapegar desses ferimentos imaginários do teu coração. Os ferimentos que percebes realmente não requerem cura, ou a cura deles está em serem livres. Mantiveste teu coração em cativeiro durante tempo demais!

Teu coração não foi feito para sofrer. Teu coração foi feito para a liberdade. Deixa teu coração ser livre! Teu coração sabe melhor do que tu o que ele deveria ser. Teu coração gostaria de te libertar das correntes em que te prendeste. Protestaste contra o corte do teu coração da mesma forma que te acorrentarias a uma árvore a fim de prevenir que ela fosse derrubada. Só que prendeste a corrente com tanta força, que agora tu é que estás machucando a árvore. Embora tenhas a intenção de proteger teu coração, tens estado machucando-o.

Ouve-me. A melhor protecção que podes oferecer ao teu coração é deixá-lo ser livre. Desamarra-o agora. Esfrega os pulsos dele. Recupera a circulação do teu coração.

Se cobriste teu coração com gelo, fizeste isto com a ideia de prolongar a vida dele, mas foste mal orientado. Nenhum coração foi feito para ser gelado. Todos os corações são feitos para serem aquecidos pelo sol. Retira os pacotes de gelo de cima dele. Simplesmente joga-os fora. Gelo derrete. Teu coração não deveria precisar derreter, a não ser que o tivesses congelado.

Deixa teu coração ficar nas florestas tropicais agora. Deixa que os tambores nativos do teu coração batam com a audácia com que devem bater. Jamais um coração foi feito para ser reprimido. Todos os corações devem bater no ritmo da natureza e não no ritmo de um cálculo imposto. Teu coração estará melhor se deixares que ele cuide de sua própria vida. Ele recuperará seu ritmo. Podes estar certo de que teu coração conhece a canção que ele foi feito para cantar. E teu coração deve cantar – não uma canção que compuseste para ele, mas sua própria melodia. Chama-o de atávico, se quiseres, mas deixa teu coração ser livre para ser um coração e não uma engenhoca feita pelo homem, presa a todo tipo de conceitos criados por ti. Libera teu coração da dor, querido! Liberta-te do mito de que a restrição é uma coisa santa. Deixa teu coração bater na liberdade do amor. Deixa teu coração ser o que ele é. Lembra-te que o teu coração é Meu. Achas realmente que restringirias o Meu coração de amor?

Tradução: Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br

Recebido por e-mail

Imagem: Frida Kahlo


domingo, 31 de agosto de 2008

A Ânsia pela Normalidade...


Ser como toda a gente...

"As emoções destrutivas ligadas à cultura, matam em nós mesmos a harmonia e a paz da nossa sabedoria primordial".

Pierre Weil


“O poder castrador da nossa sociedade não é de ordem sexual, como afirmava Freud, mas sim, espiritual e o seu nome é: normose - a patologia da normalidade.

Ela impõe à sociedade, uma cultura do sucesso, sendo que o fracasso e o ostracismo são dos maiores medos do normótico, que busca a sua segurança em estados temporários e ilusórios, nos objectos exteriores, em conquistas e sucessos efémeros, não sabendo que a verdadeira segurança é uma condição subjectiva, resultado de uma experiência transpessoal, que se revelará de forma espontânea e natural no momento do despertar da verdadeira consciência.

O desastre é eminente para o normótico, que faz depender a sua segurança das parafernálias externas e não da paz da vida interna, a qual não depende das circunstâncias da vida externa. O normótico vive fazendo investimentos e seguros para a sua vida, mas não investe na espiritualidade, sendo esperto por alguns momentos, mas um tolo a longo prazo, pois demora muito para constatar que o acúmulo de riquezas, prestígio e poder é apenas uma troca, e não o fim, da sua falta de segurança. Na sua busca insana pela segurança financeira, o normótico perde a saúde para depois pagar de bom gosto tudo o que conquistou para ter novamente saúde física, mental e emocional. Na tentativa de conquistar a "pseudo-segurança" para a sua vida, o normótico esquece-se de vivê-la, e como resultado vive num desespero silencioso, precisando às vezes de chegar ao topo da escada do sucesso, para amargamente descobrir que a mesma estava encostada à parede errada. É justamente neste desespero silencioso que uma fracção de sanidade pode romper as paredes da normose e levá-lo ao questionamento do tipo: “Espelho, espelho meu, será que algum dia eu já vivi?”.

O normótico, ou se preferir, o entediado anónimo - é vítima de um estado de conflito interior prolongado. Na tentativa de anestesiar a dor resultante desse conflito interior, das esperanças frustradas e dos sonhos abortados, injecta "novocaína" - o anestésico do novo - em muitos aspectos da sua personalidade. Ele não sente nada de maneira vívida: nem alegria, nem tristeza, nem esperança, nem desespero. As coisas acontecem, mas ele não as regista, pois é preciso muita coragem para se permitir sentir. É alguém que vive num eterno confinamento solitário causado pelas suas crenças disfuncionais; alguém que se trancou numa rotina solitária e engoliu a chave. Alguém que vive uma vida unilateral e morre em estado imperfeito. Não possui a consciência de que a Grande Vida lhe deu uma alma, uma mente e um corpo, os quais deve procurar desenvolver de forma harmónica.

Vive dominado pelas influências do sistema de crenças do modismo social permitindo que a sociedade continue a impor-lhe as suas ilusões por meio de um fortíssimo esquema de marketing que o bombardeia de forma brutal durante as 24 horas do seu dia-a-dia. Não possui a coragem de virar a mesa contra o cliché social e assumir a responsabilidade pela sua maneira de pensar e pelo controlo da sua vida. Não é difícil constatar os resultados desse caótico modo de viver: medos, preocupações, paranóias, stresse, insatisfação, descontentamento e toda a espécie de somatização oriunda de uma pseudofelicidade. Não consegue perceber que sem satisfação interior, nenhum acúmulo de sucesso exterior consegue trazer felicidade e segurança duradouras. Como Adão e Eva, vive exilado do jardim das delícias da unidade consciente com Deus, pela acção da serpente do conformismo, tornando-se com isso, um ser limitado devido ao crédito dado ao sistema de crenças do clã a que pertence.

O normótico opta por uma forma de pensar pelo simples facto de muitas pessoas optarem por ela ou por constar de algum livro que a sociedade considera como sagrado; não consegue avaliar por si mesmo sobre a questão e ajuizar se ela é razoável ou não. Para ele, prender-se às velhas rotinas consagradas pela sociedade é muito mais seguro do que aventurar-se ao Aberto. É aquele cujo desejo mais profundo ainda dorme, mas que teme a acção perigosa de acordar. É como um cavaleiro que perdeu o domínio da carruagem e é arrastado pelos cavalos dos instintos degenerados. Vive atrelado à matéria, com o Ser ainda fechado para o que é eterno, caminhando sobre uma corda bamba, em chamas, pronta para arrebentar.

Não possui a consciência de que não é um ser material com necessidades espirituais ocasionais; mas sim, um ser espiritual com necessidades materiais ocasionais. Prefere a pseudopaz do conformismo social à angústia da busca pelo seu devir. Passa a maior parte da sua vida com um sentimento de vazio e de falta de propósito tão grande, que é como se faltasse uma parte de si mesmo. Sem que se aperceba, muito do que faz leva-o cada vez mais para a sensação de vazio interior, que procura preencher com o acúmulo de dinheiro e de matéria, prestígio e reconhecimento profissional, chegando muitas vezes a extremos como o excesso de comida, bebida, sexo ou até mesmo às drogas.

Quanto maior é o seu desespero por ocupar esse vazio interior, mais vazio se sente. Em momento algum, lhe ocorrer que essa sensação de ausência possa ser de natureza espiritual, muito embora, esse conhecimento lhe chegue de várias maneiras. É somente quando a dor chega ao seu extremo que ele começa a olhar para dentro de si e a buscar por algumas práticas espirituais, através das quais, finalmente, pode encontrar o verdadeiro conceito de objectivo e plenitude.”
(...)

PIERRE WEIL

Copiado de Mulheres & Deusas

Imagem: Portalascensional

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Entrevista com RIANE EISLER


Atenção, que há uma super-entrevista dada por RIANE EISLER ("O Cálice e a Espada") aqui. Obrigada, Lealdade Feminina!

MEU DESTAQUE:

“Primeiro, trabalhem no sentido de devolver poder às mulheres, pq se o fizermos em todo o mundo, é óbvio que estamos a fazê-lo tbm a nós próprias. Criamos não apenas oportunidades para as outras, mas para nós mesmas e nossas filhas e filhos, pq só dando mais poder às mulheres podemos alterar o sistema de domínio que hj nos ameaça. Que o nosso objetivo seja estarmos activamente envolvidas. Arranjem uma maneira de ser auto-suficientes do ponto de vista económico – independente. Em todas as relações deve haver reciprocidade, E DEVEMOS IMPORTAR-NOS CONOSCO PRÓPRIAS. TENTE CEDER PERANTE SI PRÓPRIA. Escrevi em The Power of Partnership que a regra de ouro era maravilhosa. Fazer aos outros o que querem que te façam a ti. Mas que tal se fizermos a nós próprias aquilo que gostaríamos que nos fizessem...rs...(risos dela...rs...)

Um dos melhores conselhos é: não aceite muitos conselhos! rs... Procure a resposta em si própria. Tente perceber o que a tem retraído, ouça a sua autêntica voz e procure conselhos nela. Esse pode ser um dos maiores desafios pras mulheres...”

PORQUE... DIZ A PROPAGANDA PATRIARCAL:

“... não devemos QUERER... não devemos desejar, devemos é ser desejáveis, desejadas pelos outros, . Não devemos ter objectivos, nosso objectivo deve ser ajudar os outros. Bem, fomos mesmo bem ensinadas a renunciar!

Uma grande parte da nossa alegria como seres humanos está em empenhar-se, em desejar, em antecipar. Mas a propaganda dominadora diz-nos "Não se preocupe, está tudo em ordem, só precisa estar alheio e renunciar ao prazer e à alegria."...”

terça-feira, 26 de agosto de 2008

E vou finalmente falar das minhas férias...

A Ana disse: “Foram as melhores férias da minha vida”. Eu não o disse, mas pensando bem, é difícil encontrar na memória outras férias de Verão que se lhes comparem.

Se me perguntarem o que fizemos: nada de especial. A Ana levantava-se cedo para levar o Groucho até à praia. Eu ficava na cama. Depois fazia os meus exercícios de yoga (mais ou menos), alimentava a Bia – sempre inconsolável por ter de privar com um cão... – tomava o pequeno almoço na varanda bem abrigadinha da F. e do K. - uns queridos por intermédio dos quais se manifestou a abundância deste Universo...
Quando a A. chegava, podíamos ir até à praia, atravessando os jardins do Auramar; o caminho de terra batida que ladeia aquilo que parecia ser um reduto dos franceses, com pétanque e tudo; depois a rampa de asfalto e finalmente as escadas que descem até ao areal. Ainda uns bons minutos de caminhada.

Lá em baixo, o banho, de água e de sol, as leituras e a conversa. É fácil conversar com a A.: temos ambas Mercúrio na casa quatro e sob o domínio de Júpiter, o expansivo... Temas que versaram, resumidamente, a arrumação da nossa casa interior...

Adoro a praia, o ambiente descontraído da praia, a liberdade da praia. Adoro não me ralar com celulite, flacidez, redondezas... e apanhar sol e vento no máximo de centímetros da minha pele. Agrada-me a descontracção da praia. Nunca me vestir nem pentear verdadeiramente, passar o tempo descalça, ou com os pés enfiados num chinelos indianos já a pedirem a reforma. Mas as refeições foram sempre a horas: saladas e sopas, basicamente. Em matéria de bebidas, experimentámos fazer as famosas “águas frescas”, receita da Pública dum destes domingos, que, segundo se dizia lá, são grande moda nos States...

De vez em quando caminhávamos, fazíamos a pé as largas centenas de metros pelo areal até à cidade. Uma vez a A. comprou uma grande túnica africana, que depois reproduzi, à mão, ponto por ponto, para ambas.

Segundo a interpretação feita por ela, grande especialista, sendo que a roupa simboliza os nossos relacionamentos, nós teremos adquirido ali, naqueles 23 dias, e ajudadas pelas fortes energias de Agosto, uma nova “roupagem”. Teremos então saído, daquelas longas horas de mútua análise, com uma nova maneira de nos relacionarmos, mais livre, descontraída, larga, como a túnica, onde nos sentimos tão à vontade... Que bom, já era tempo!

A verdade é que ambas reavivámos ali a nossa violenta paixão... pelo Sul, pela nonchalance do Sul. Congeminámos um Sul perpétuo para as nossas vidas - foi outro dos temas dominantes. Um Sul ao sul do Sul, como o Oriente do Álvaro de Campos...

Contra a fleuma da A., a minha vontade de fazer coisas, o bulício em mim, o meu workaholiquismo galopante dos últimos tempos, desfazia-se em pura vacuidade... Para quê fazer se podemos apenas ser? Ser um coração que vibra em agradecimento pela glória de estar vivo, pela glória da criação. Isto não é pura retórica, é o Sul em nós...

Acho extraordinário nunca nos termos aborrecido. Pelo contrário, cada vez nos sentíamos mais coladas àquele lugar: adiámos por três vezes o nosso regresso ao... Norte. No último minuto, a A. chegou a perguntar: “Mas tenho mesmo de ir?” Tinha. Era importante para ela. E não se arrependeu.

O que veio à tona na “espuma dos dias”? Quando estamos bem connosco, quando já nos libertámos de uma série de amarras, passado o retorno do Quíron (aos 50/51 ele volta ao sítio onde estava no momento em que nascemos), estamos bem em qualquer lugar, embora o Sul seja mais doce... Mais: precisamos de tão pouco para ser felizes... Outra pérola de sabedoria: para quê perdermos tempo com os medos? E ainda: em qualquer lugar, mesmo no apinhado Algarve, podemos encontrar sossego e paz se os tivermos dentro de nós... Mas há mais: praticar o desapego. De tudo. Mesmo dumas férias fantásticas com a A. à beira-mar!...

Agradecimentos:

Ao Método Louise Hay e à Astrologia, com os quais já percorremos ambas um longo caminho de autodescoberta e de amadurecimento.
À F. e ao K. que nos cederam o seu ap.
Ao Universo, generoso e protector, que nos dá tudo aquilo de que estamos a precisar no momento certo, mesmo que por vezes não compreendamos bem o que quer dizer com aquilo que nos envia...
À A., pela sua já mencionada fleuma, sabedoria, auto-centragem, independência e irreverência – tão inspiradoras e libertadoras.
A mim própria, que mereci e aceitei que merecia.

Obs. Ah, havia uma "música de fundo"... Sendo deliciosa, não era exactamente indispensável... Mas essa é só cá pra nós...

Imagens: Google

O Direito à Experiência e ao Erro

Para Rosa Leonor, Mulheres & Deusas

Querida Rosa Leonor,

Tenho lido regularmente o seu blog. Gosto quase sempre. Não gostei muito deste aqui, onde se falava das mulheres actuais e do seu desatino. Soou-me muito, vai-me desculpar, a retórica de púlpito... “As mulheres estão perdidas”. Sem a Deusa.

Veja, os padres dizem rigorosamente o mesmo há séculos e séculos, apenas mudando o género da divindade. Ora, onde me situo eu para achar que os outros estão perdidos? Qual é esse porto de abrigo, esse local de chegada, esse ancoradouro em que supostamente todos estaríamos a salvo?

Não será por certo neste planeta, nesta dimensão densa onde agora estamos encarnados... Não sem antes termos feito algum trabalho pesado, não é assim? Embora, por suposto, sejamos seres duma dimensão mais leve e luminosa, teremos vindo até cá para fazer experiências na matéria, para elevar a matéria. Ah, sim, enterramos nela os nossos pés muitas vezes, baralhamo-nos muito, equivocamo-nos com frequência. Sofremos.

Dizem-nos os mestres que o grande factor de elevação da consciência é precisamente a dor. Só quando chegamos ao limite da dor e do equívoco, podemos mudar a nossa percepção das coisas e elevar a nossa consciência. Nisto eu acredito por experiência.

Não será normal que as mulheres, precisamente elas, estejam tão confusas? Mas será que já reparou bem na confusão dos homens? Por que razão são precisamente as mulheres que nos causam sempre tanta aflição e são motivo de todo o escândalo no que toca à moral e aos “bons costumes”? Porquê tanta pressão e exigência moral sobre as mulheres? Porque são as mães? E os homens não são os pais?

Eu diria antes, como outros autores, que as raízes da questão se encontram no tema da propriedade privada e da consequente dominação masculina... Tão longe quanto isso.
E a nossa mente, formatada pelo patriarcado, não concede às mulheres o direito ao erro e à experiência. Este é um direito que precisamos urgentemente de reivindicar para nós.

Senão, vejamos, como faremos realisticamente a transição da sujeição às estruturas patriarcais, saturninas, que já prescreveram há décadas (no mínimo), como é o casamento tradicional, para a Nova Era, uraniana – a da autêntica liberdade? Como poderemos fazer os processos de individuação que se torna urgente que façamos?

Como faremos isso sem irmos lá, à experiência, sem vivermos a fundo os nossos desejos mais obscuros?

Para percebermos o equívoco, temos de mergulhar nele, a fundo. Não vejo outra maneira. Mesmo o tal sexo num vão de escada cumprirá, para essas pessoas, esse papel: viver o equívoco até ao limite, até perceber, caramba!, que, bolas!, não é isso o amor, não é isso que me preenche, não é aí que encontro a minha alma...

É mais cómodo ficarmos a pregar, perdoe o termo, bem resguardadinhos no nosso púlpito. É muito mais duro ir lá, às tais “boîtes”, e viver a fundo os nossos desejos mais inconfessados, aqueles que, vistos do altar, têm um ar tão abjecto...

Sabe, tenho muito respeito pelas mulheres que têm a ousadia de viver, de experimentar, de ir lá, iludindo-se e desiludindo-se. Confio mais no processo da experiência que num processo apenas mental, porque a mente é apenas uma parte de nós, não o todo.

Comovem-me cada vez mais essas queridas irmãs, tão bravas e tão frágeis, querendo desesperadamente encontrar o amor fora de si, onde tudo lhes diz que ele existe, quando só no fundo do seu coração o podem encontrar. Mas procurando, indo à luta. Tenho muita esperança de que um dia o consigam. Confio muito, como já disse, nos processos da experiência. E acho óptimo que tenham desejos, e a liberdade para os concretizarem, por mais estapafúrdios que possam parecer aos outros, aos padres, sobretudo. Tão melhor que o tempo em que, anexadas ao património familiar patriarcal, nem sequer sabiam que existiam enquanto pessoas, quanto mais que tinham desejos e que podiam realizá-los... Isso sim, considero eu um autêntico motivo de escândalo.

Mas sobretudo, como já disse, não gosto que nos sirvamos de todos os pretextos para culpabilizar a mulher. Ela é uma deusa, óbvio (somos todos deuses...), mas também tem a sua dimensão tão humanazinha, baralhada, perdida, equivocada...

Então, que tal mudar a perspectiva e reivindicar também para as mulheres, tão martirizadas, o direito vital à experiência e ao erro?

Imagem: Google

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Diga Não à Calçada Portuguesa!

Hoje, não resisti a comprar o jornal “Rio Maior Notícias” por causa dum título na lª página: “Mulher que caiu no Jardim Municipal trava “batalha” com autarquia riomaiorense”. O meu sentimento foi idêntico, imagino, ao de prisioneiros políticos na madrugada da queda do tal regime que os aprisionava: justiça, finalmente!...

Quando uma vez vi um indivíduo ficar de repente sentado no passeio à porta da Zara da rua Garrett em Lisboa, pensei para comigo: “Eu processava a Câmara”...

Portugal é, como todos sabemos, do signo de Peixes, que é regido pelo planeta Neptuno, que por sua vez rege também os nossos pés. A energia de Neptuno é a tal que, sendo sublime, é igualmente vaga e confusa. Neptuno lança um véu, um nevoeiro, diz-se em Astrologia, que não nos deixa ver a realidade como ela é. Neptuno, com o devido respeito, rege os passeios portugueses, o piso por onde caminhamos... Só pode.

Os passeios portugueses pretendem ser sublimes, tradicionais, únicos no mundo. São, porém, vagos e confusos. Caros. E muito perigosos. Andar nos passeios portugueses é um autêntico pesadelo...

O caso do jornal tinha a ver, não exactamente com os passeios de calçada portuguesa, mas com as chulipas, traves de madeira grosseira e irregular, do Jardim Municipal, que, entretanto, foram substituídas pelo piso mais fantástico que os meus pés já pisaram em solo nacional. Trata-se dum pavimento regular, uniforme, sólido, anti-derrapante, estável e, por certo, barato, comparativamente. Embora sendo suspeita, acho-o muito bonito, moderno, funcional, pensado para oferecer aos transeuntes aquilo que toda a gente só parece exigir da polícia: segurança!

Quando me ponho a pensar nisso, acho fantástico que num país como o nosso sacrifiquemos o bem-estar, a segurança e milhares de euros à suposta beleza dumas pedrinhas irregulares, justapostas com intervalos cada vez maiores (para poupar) por calceteiros vergados até ao último milímetro de chão a preencher. As tais pedrinhas, essas, mal eles se erguem, derreados, desatam a desconjuntar-se com a velocidade a que caem as malhas nas meias de vidro... Este Verão, em pleno centro de Albufeira, enfiei um pé num desses buracos na calçada. Sentada no chão, ocorreu-me de novo o mesmo pensamento: “Vou processar a Câmara”. Mas a dor no pé passou ao fim de três dias. E estava de férias... Estela Correia, no Jardim Municipal de Rio Maior, teve uma rotura de ligamentos no joelho esquerdo.

Lembro-me de uma vez me queixar dos passeios portugueses à minha sobrinha, que prontamente respondeu: “Oh, tia, a calçada portuguesa?! A calçada portuguesa é o nosso ex libris, é a nossa calçada, mais ninguém tem igual. Faz parte da nossa tradição, da nossa identidade!”

Sim, pensei para comigo – a indignação dela não convidava a grandes contra-argumentações –, infelizmente a nossa identidade, a nossa tradição, é composta por isso mesmo: culto da dor, exaltação do sacrifício, falta de sentido prático, desconsideração pelo outro... Os homens até andam relativamente bem nessa irregularidade com os seus sapatos rasos e largos. Mas as mulheres... pelo amor de Deus!... As pobres mulheres portuguesas usam sapatos cujo design foi concebido em países onde o pavimento dos passeios também foi pensado para: saltos altos (adoro!, adoramos!), carrinhos de bebé, canadianas, cadeiras de rodas, malas de viagem, carrinhos de compras... Para a vida! Não para o show off e o salve-se quem puder, quero lá saber! Países onde não se sacrifica a segurança a nenhuma tradição obsoleta. Nem essas mulheres deixavam que fosse de outro modo. É também com o dinheiro dos seus impostos que as cidades são geridas por lá – e por cá, embora não se note...

Tudo isto poderá parecer de pouca importância, mas é grave. É grave porque falamos do chão, do chão que pisamos, da base. O que esperamos que aconteça no topo com uma base tão escorregadia, irregular e insegura?

Que chão pisará a ASAE?!

Imagens: Google

AINDA O HI5...

Hi 5 ou caixa de Pandora?...

Acabo de receber o mimo que se segue. Ter uma Câmara Muncipal como "amigo no hi5" é superchique e sempre dará jeito, mas... será que é legal andarem a contactar todos os meus endereços electrónicos?

hi5 Câmara Batalha é agora teu amigo!

Olá Luiza,

Tu e Câmara estão agora ligados. Podem conhecer novas pessoas através dos amigos um do outro.


Contacta o teu Novo Amigo»

Obrigado por te juntares a nós,
a equipa do hi5

domingo, 24 de agosto de 2008

Prefiro os Jogos Olímpicos...

Não gosto de desporto. E adoro desporto. Sou Carneiro. Não gosto de jogos/competições olímpicas, e dou por mim fascinada com as provas, seja de que modalidade for, quando por acaso a televisão calha de estar ligada... Ainda ontem, nos dois minutos que estive em trânsito do 2º canal para o canal 25, o Infinito, vi ginastas maravilhosas, enrolando-se e desenrolando-se em/de longas fitas de cetim. Um espanto.

Não gosto do aproveitamento político, do nacionalismo rançoso – o mesmo que determina guerras e genocídios –, mas quando a/o atleta português apanha a bandeira que lhe estendem da assistência, ou mesmo quando se ouve no estádio o hino nacional, vêm-me as lágrimas aos olhos... Tenho sentimentos contraditórios. E não serei a única.

No fundo, há ali duas coisas que me fascinam: a actividade física e a auto-superação. Podemos trocar “competição” por “incentivo”, “motivação”: “Oh, ela fez em 8 minutos... Talvez eu possa fazer em 7.59.59”...

Claro, todos sabemos dos abusos, dos dopingues, da transformação de seres humanos em supermáquinas... A coisa é pesada mesmo. Por isso, quando o nosso gorduchinho disse que, de manhã, do que gostava mesmo era de dormir, indignámo-nos. Mas o Pulido Valente já explicou ontem no Público que, com o que lhes pagam, os nossos atletas têm todo o direito de serem caprichosos. Profissionalismo paga-se bem mais caro... E um senhor da Federação veio dizer que era uma vergonha, que, contrariamente ao que acontece nos países que levam a coisa à séria, nós nem sabemos o nome dos nossos atletas de alta competição. É verdade. Eu, por exemplo, não sei... Não lhes ligamos nenhuma. Só depois, quando vemos os outros com medalhas, também queremos. Atenção à infantilidade galopante!...

Há dias, vi uma reportagem sobre uns Jogos Olímpicos Seniores de que nunca tinha ouvido falar. O ambiente ali pareceu-me do melhor e mais são que se pode imaginar. Riam-se e abraçavam-se muito. Por um momento, apeteceu-me começar a treinar a corrida, aqui, na nossa novíssima ciclovia. Afinal vivo na “cidade do desporto”... A visão que tenho da janela do meu quarto é a de campos de treino e de estádios desportivos – boa energia, segundo o Feng Shui...

Nos tais jogos olímpicos, havia um homem de 90 anos a competir. Com os portugueses queixando-se da falta de apoios monetários. Por caridade, pagavam-lhes as viagens. E eles lá estavam, provando o quanto poupam à Segurança Social em subsídios para os medicamentos e lares de 3ª idade... Repletos de energia e de vitalidade, garantindo os melhores resultados em qualquer chek up.

O mais fantástico para mim, devo dizer, era o ar das atletas. Mulheres muito para lá da menopausa corriam desalmadamente, e uma portuguesa, a Joaquina, ganhou mesmo uma medalha. Estava tão feliz, parecia tão realizada que dava gosto vê-la – e vontade de estar lá, também. Tive a certeza de que era uma protegida de Artemisa, a Deusa. A mulher selvagem estava ali, apesar de toda a doçura que irradiava de Joaquina...

Tão diferente das mulheres da mesma idade que se vêem pela praia nesta altura, por exemplo – tantas! – arrastando-se, sem pinga de vitalidade, atrás das barrigas proeminentes de maridos insatisfeitos, rezingões e prepotentes, mortinhos por chegarem a casa e tomar uma cerveja refastelados no sofá. Lá, enquanto elas lhes preparam o jantar, há-de estar um ecrã qualquer, onde num relvado qualquer, hábeis matulões – esses sim, literalmente pagos ao preço do ouro – farão para/por eles todo o desporto que verdadeiramente conta neste mundo...

Prefiro os Jogos Olímpicos. Os Seniores...

Imagem: Alina Kabaeva

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O que é isso do HI5?

Vagamente, só mesmo muito vagamente, saberei o que é o hi5. Diz-se “ter um hi5”?, “ter um perfil no hi5”? “estar no hi5”? Não faço ideia, nem nunca me interessei muito por esclarecer isso, devo confessar. Mas a algumas pessoas que conheço, conversando sobre blogues, ouvi dizer qualquer coisa como “Tenho o hi5…” ou era “Estou no hi5”?... E foi assim que fiquei a saber que a coisa existia. Certa ocasião, alguém chegou mesmo a confessar à minha frente que tinha uns quatrocentos amigos no hi5… Achei muito, mas o que sei eu sobre o assunto?

Por duas ou três vezes recebi emails onde me perguntavam se queria ser “amigo no (do?) hi5”. Nunca respondi. Basicamente por não dispor de mais tempo para me envolver com a Net. Sabe Deus o quanto o tempo para o meu blogue é esticado, negociado, usurpado, culpabilizado… E a vida, o ar puro, a natureza, o vento na face, o sol na pele…?

Bem, até que um dia destes, em pleno repouso das faculdades mentais mais elementares (pausa estival oblige…), recebo uma mensagem da Margarida Neto: “Queres ser minha amiga no hi5?” Como não, pois se sou amiga da Margarida na vida real?... E vá de dizer que sim, que queria, e de seguir os passos para onde o dito email me remetia até ao meu registo no… hi5.

No dia seguinte, ao abrir o correio, pesadelo: uma larga percentagem da minha lista de endereços electrónicos garantia ser meu amigo no hi5!!! Havia até comentários, boas-vindas, incentivos. Vi fotos da V, da MJSO, da SS, da VL, da AM, da SL, do NM… e até me foi dado perceber como se podia cotar, através de votação, uma enorme flor roxa…

Mas sobretudo verifiquei, consternada, que ter dito que sim ao pedido da Margarida me transformara a mim própria em alguém que pedia amigos no hi5… Só podia, pois nunca eu conscientemente pediria amigos no hi5 – nem noutro sítio qualquer, diga-se. Assim como a própria Margarida nunca deve ter pedido… Ou será que eu cliquei lá onde não devia?

Tenho 56 anos e os emails diziam que fulana(o) tal aceitara o meu “pedido de amizade”… Pedido de amizade?! Assim, textualmente: “G. aceitou o teu pedido de amizade”… A prova cabal da sinistra ideia de que a matriz de controlo transforma mesmo as crianças em adultos e os adultos em crianças (no pior sentido, note-se). Tudo a bem do consumo e do liberalismo económico mais selvagem… A última vez que terei pedido a alguém para ser meu amigo deveria ter 5 ou 6 anos, se é que alguma vez tal coisa me aconteceu – duvido muito que isso aconteça fora dos filmes da Disney…

Eu sei que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai/Mãe, que todos somos um, que todos somos o mesmo. E cada vez sinto mais tolerância, aceitação e amor por toda a humanidade e por toda a criação. Tanto sentimento de inclusão e de fraternidade que a última coisa que me passaria pela cabeça seria andar por aí a pedir: “Queres ser meu amigo?” Para que perguntaria eu isto se aquela pessoa já é minha irmã, meu irmão?!

Ora acontece que irmã/irmão é muito bom, mas Amigo… Amigo é outra coisa. Quando nos tornamos adultos, percebemos que a amizade é outra coisa, que ela simplesmente acontece, não há como negociá-la, forçá-la, pedi-la. E quantos mais amigos encontramos ao longo da vida, mais respeito temos pela palavra e com mais parcimónia a usamos…

São agora 4 e 56 da manhã e acordei estremunhada por dois motivos. Primeiro: a lembrança de todos os que não tinham aceitado o meu suposto “pedido de amizade”… Imaginava a cara do JB, da MI, da RL e por aí fora… Segundo motivo: lá em baixo na esplanada, as últimas despedidas de um grupo de amigos de carne e osso eram particularmente ruidosas. Quando cheguei à varanda, havia amigos abraçando-se, gesticulando, bufando de puro contentamento, de enorme prazer por estarem juntos, olhando-se nos olhos, tocando-se na pele, dizendo as graçolas certas que provocavam as estridentes gargalhadas que me tinham acordado. Já um bocadinho etilizados, como é óbvio…

Enquanto que noutros tempos espumaria de raiva, hoje dou por mim enternecida, solidária e protectora de um verdadeiro grupo de amigos em carne e osso, mesmo que isso me custe o meu precioso sono da madrugada, que sempre foi o meu favorito.

Tudo por causa da ameaça que pressinto a pairar sobre estes grupos de amigos reais, que é a de que possam também eles passar-se para as redes desinfectadas da Net, onde qualquer um, sem ter passado por qualquer prova, se arvora em “amigo”. Por favor!...

(Isto merecia mesmo era um tratado).

Amigos acontecem quando as voltas da vida de repente me colocam em sintonia com Aquela pessoa, quando ela diz ou faz, ou não diz nem faz, qualquer coisa que reflecte uma qualidade humana que me é cara, ou no momento em que nas minhas células há um reconhecimento. Amigos não resultam de eu andar a bater a todas as portas de email pedindo por eles. Tirem-me desse filme!

Já agora aproveito para, do fundo do coração, agradecer a todas e a todos aqueles que prontamente quiseram ser meus “amigos do hi5” – uns queridos! Bem hajam!

Imagem: Amiguinhos encontrados aqui no Google...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Paraíso

Uma imagem de Cacela (Ria Formosa), onde estive ontem com a Ana C., neste final das férias à beira mar.
O Universo foi generoso. Tanta beleza, sol, descontracção e conversas da alma... 21 dias de paraíso prestes a chegarem ao fim.
Tão bom perder as coordenadas do quotidiano...

Imagem: Google

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

8 de Agosto 2008


" Em 8 de Agosto opera-se efectivamente o alinhamento final entre o portal maior terrestre - miztitlan - o portal maior das plêiades Alcione - o portal maior de Sírius - Punta Raia - e o portal central de orion - Alnitak.
Alniatk ( Orion )- Punta Raia ( Sirius ) - Alcione ( Pleiades ) – Miz Ti Tlan ( Terra )
(...)
Este Agosto marca o culminar de uma fermentação secreta no íntimo da Terra, nos seus múltiplos veículos de expressão, dos homens e do sistema solar, complementada por um baptismo estelar sem precedentes.
Sabemos isto não como algo que estudamos e compreendemos, ou como uma conclusão logica da teoria das energias. Sabemos isto por nós mesmos, é inerente a estarmos vivos.

De ORION descem as correntes salvíficas de regénese planetária. A Terra é um dos raros cenários onde o problema universal será resolvido em breve e cada um de nós é uma pedra viva na ecclesia invisível e sem nome nem morada.
Com alegria no coração chamamos todos os amantes planetários não a "isto" nem a "aquilo", nem a "nós", nem a rituais externos, mas a si mesmos.

A descida-precipitação Oriónica agora presente anuncia o novo ciclo de confiança, alegria, expansão e revolução energética que esperávamos desde a nossa adolescência espiritual.
Um evento sublime envolve toda a vida planetária nestes tempos. Correntes de vida, de potência desconhecida, aproximam-se do nosso espaço-tempo. A emergência da Vida Original já começou em todos os quadrantes do nosso planeta. Todos os seres de todos os reinos estão sendo internamente mobilizados para uma elevação do coeficiente de luz que a Terra passará a manifestar.
A égide deste alinhamento cosmológico é a Mente-Coração Criadora local - Cristo Miguel.


"Não conheceis AINDA a beleza e o esplendor dos planos de combustão
pura, o Universo Ardente. Suaves brisas desse Nível tocaram ao de leve a orla das vossas Almas, o que foi suficiente para vos imantar ao ponto de saberdes que não é possível, para aquele que pisou a Senda, abandoná-la.”
(...)

Vamos caminhar como tigres jovens na floresta ao amanhecer, sob o signo supremo do Cristo Cosmico.

De: Mulheres & Deusas

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A Nova Convergência Harmónica


A Nova Convergência Harmónica
Abertura do Portal 8-8-8
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008


O despertar da Rosa Crística no coração do homem e da Mãe Terra é uma Ascensão, um acontecimento cósmico, humano e planetário de grande transcendência
Saudações, encarnações do Amor Divino!

Haverá uma grande onda de energia de pulsação luminosa nesse dia. Uma onda de luz transformadora que se distribuirá telepaticamente à volta do planeta, a partir do corredor Arturiano… será um nível de Luz harmónica que nunca antes se viu, globalmente, neste planeta. É uma grande oportunidade para que se reúnam todas as sementes estrelares, os trabalhadores de Luz, os faróis de luz, em dança e celebração, em arte e consciência, em SERVIÇO.

Há uma nova onda de frequência, uma nova harmonia, que se chama a Luz de 8-8-8, a nova Energia de Convergência Harmónica. Esta é uma nova vibração que vem dos Mestres do Triângulo Sagrado, até ao planeta. É hora de estarmos abertos à recepção de uma nova frequência de pulsação luminosa. Esta nova frequência é uma força vibratória magnífica e transformará a Terra duma forma alquímica. As densidades, neste planeta, ainda que parece que não seja possível mudarem, vão mudar. Os vossos pensamentos e corpos físicos ajustar-se-ão e também mudarão. A energia da Nova Convergência Harmónica pode transcender os bloqueios e as baixas distorções vibratórias que foram criadas através da ignorância humana.

Neste dia 8-8-8, haverá um novo cabo, poderemos chamar-lhe assim, que vem do Sol Central, o Corredor Arturiano (a Energia do Sol Central chegará, assim, à Terra). É uma frequência vibratória de Energia Poderosa, em relação à rede energética existente de Gaya. 888 marca a revolução total e completa de quase todo o mundo. Notifica-se a Humanidade que chegou a hora de aprendermos a compartilhar os recursos do planeta. O significado chave do 888 é a necessidade de aprendermos a conhecermo-nos através do espelho de quem nos cerca e, aprendermos a dominar-nos, partindo do respeito pelos direitos dos outros.
É interessante que no Calendário Maya este dia revelasse como:

"O grau mais elevado que foi alcançado".


O Humano, elevado ao seu mais alto grau, dá a sabedoria, imparcialmente, a partir do alto da vontade livre; é o poder de unificar, é o dia do chakra do coração, do qual a chave é o serviço e a acção vinculativa. É o dia em que a amizade é a mãe da felicidade. Sem unidade não há desenvolvimento. Celebremos então, a nova Comunidade Quântica, a Comum-Unidade.
Convidamos-te a participar, onde quer que te encontres, na Nova convergência Harmónica 8-8-8 e a entrar nas Novas Frequências de Ressonância Harmónica para a Ascensão individual e planetária. Imaginem milhares de semente estrelares à volta do mundo entoando simultaneamente um canto sagrado. Imaginem o som-vibração a viajar à volta da Terra, criando uma formosa energia de cura, removendo bloqueios, criando novos equilíbrios e ajudando a trazer o homem até uma convergência harmónica com a Jóia Azul, sua mãe, a Mãe Terra.

Alma, onde quer que te encontres, une-te ao processo de participar na Activação do Corpo de Luz Planetário, participando activamente na activação dos códigos de Luz, durante 12 minutos em meditação mundial cantando o Gayatri, que é a vibração que trará a nova frequência do 8-8-8. Sintonizem-se com o Gayatri. Cantem o Gayatri. Contemplem-no. Que o Gayatri nos conduza ao regaço da Mãe do Mundo:

OM BHUR BHUVAH SWHAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIO YO NAH PRACHODAYAT


Ventos de Lys http://www.ventosdelys.com
Retirado do blogue MULHERES & DEUSAS

Imagem: Rosa Meditativa, Salvador Dali

O Futuro do Amor I


O casamento e a sociedade

A estabilidade do casamento – a ideia de duas pessoas se ligarem para toda a vida – tem sido tão importante para a nossa sobrevivência colectiva que as nossas convicções sobre o casamento se tornaram um dos pilares da sociedade. Na verdade, o manter as nossas relações numa base equilibrada, fazer com que os nossos casamentos funcionem como unidades estáveis e fiáveis, peças que zumbem na engrenagem em movimento das nossas pequenas comunidades, é o que faz da “sociedade” o que ela é, e a sociedade é o que incita o casamento a ser o que ele é.

Para criar estabilidade social, há uma exigência não declarada, uma espécie de atmosfera ou fragrância no ar que diz às pessoas casadas para continuarem casadas, para se comportarem, para se preocuparem com as coisas mais importantes que a sociedade tem para oferecer e não fazerem nada demasiado disruptivo, como optar por viver numa comunidade, fugir com o vizinho do lado ou decidir não pagar impostos.

Mas porque essa exigência não declarada é função da nossa consciência social e não da consciência pessoal, as pessoas casadas são levadas a guiar-se por valores exteriores e a participar numa consciência genérica em vez de numa consciência individual ou visionária. Em vez de mergulharmos no mais profundo do nosso íntimo onde poderíamos encontrar a sabedoria dos nossos corações (e talvez deparar-nos com soluções sociais espantosas ou formas de relacionamento invulgares – uma relação transcontinental a tempo parcial ou um compromisso monógamo uma vez por semana, por exemplo) tornamo-nos como as ovelhas que vão andando com o rebanho. A verdade é que o casamento – como relação – foi apropriado pela sociedade e, servindo a sociedade, com frequência sufoca a alma individual.

O dever, a responsabilidade e a convenção social, se bem que importantes, muitas vezes afastam-nos da nossa ligação natural mais profunda uns com os outros – a nossa ligação sentida – e assim, ao tentar servir o todo, podemos trair-nos ou abandonar-nos a nós próprios. Em vez de procurarmos nos nossos corações, mentes e consciências as formas adequadas para as nossas relações, permitimos que os casamentos se tornem versões diluídas dos valores da sociedade em vez de uniões emocionais vibrantes que nutrem as pessoas que os partilham.

As nossas convicções sociais quanto ao casamento ainda se encontram profundamente entranhadas, mas à medida que se tornam aparentes as mudanças que atravessamos, começam a perder o seu peso. E, na verdade, para nos desenvolvermos como personalidades e almas, essas convenções têm de perder o poder. Mas as noções inerentes à nossa memória colectiva dificilmente desaparecem e todas as pessoas que vivem hoje em dia continuam a manter no íntimo a ideia de que todas as nossas relações devem ser vividas de forma semelhante ao casamento.

Daphne Rose Kingma, O Futuro do Amor, Sinais de Fogo

Imagem: Alice Buis

O Futuro do Amor II

Como Passou a Ser Assim

Pelo menos até ao séc. XX, precisámos das convicções sociais acerca do casamento para sobreviver. Eram o reconhecimento interior das circunstâncias necessárias para que a família humana chegasse onde se dirigia. Os nossos bisavós não se questionavam sobre se iam viver em felicidade romântica, êxtase sexual ou esclarecimento espiritual nas suas relações. Engraçavam um com o outro, avançavam para o casamento e seguiam para a planície, para a Floresta Negra, para a quinta, para o celeiro ou para o campo de batalha, para fazer o que era preciso. Foi por terem assegurado a nossa sobrevivência que pudemos emergir no século XX como os seres psicológicos em que nos tornámos. Mas agora temos uma nova incumbência evolucionária e, para a pormos em prática, temos que perceber que essas noções deixaram de ser importantes.

Daphne Rose Kingma, O Futuro do Amor, Sinais de Fogo

Imagem: Alice Buis

domingo, 3 de agosto de 2008

De Mulher para Mulher

Temos uma maneira especial de nos comunicar, ela não pode ser descrita. É cheia de silêncios, gestos, olhares, expressões, movimentos serenos da alma e dos sentimentos. Nós sabemos que sabemos.Também sabemos que não conhecemos o que sabemos. Esta é a nossa cumplicidade. Como mulheres temos a inclinação de fazer pelos outros, o que normalmente não faríamos por nós. Amar, cuidar, simpatizar, sentir pelos outros...naturalmente coloca-nos além dos nossos próprios limites. É da nossa natureza fundir-nos, completar-nos, e no fim, desaparecer.

Sabes o que é a amizade? É a mais elevada forma de Amor.

No Amor, fatalmente há algum desejo; na amizade, todo o desejo desaparece.

Não se trata de usar o outro, não se trata sequer de precisar do outro; trata-se de compartilhar.

Sentir-te-ás agradecida se alguém estiver disposto a compartilhar contigo da sua alegria, da sua dança, da sua música. Um amigo sente-se sempre agradecido para com quem lhe é permitido amar, dar o que quer que ele tenha.

A amizade deve ser um compartilhar.

Não é uma questão de necessidade, não é uma questão de, quando estás em perigo, o amigo precisar de vir em teu socorro. Isso é irrelevante, vir ou não vir é decisão dele, tu não queres manipulá-lo, não queres fazê-lo sentir-se culpado.

Não se trata de amar alguém por determinadas razões, trata-se de um amor que vem simplesmente da abundância – tens tanto que precisas de compartilhar, precisas de irradiar. E não importa quem o receba, ficarás sempre agradecida.

E quem melhor do que as mulheres para saberem o que é amar demais? São elas as eternas Mães.

Ana Cachão

(Texto inspirado em A Mulher do Futuro, de Zulma Reyo)

Imagem: Edward Burne-Jones

Reinata Sadimba

Nascida para reinar

Conheci Reinata Sadimba, a famosa ceramista moçambicana, num dia de Inverno, escuro e ventoso, extraviado em pleno Verão afro-austral. Uma amiga espanhola, a viver em Maputo, insistiu em que a acompanhasse ao atelier da artista. Encontrámos três mulheres sentadas sobre esteiras, conversando numa língua radiante, enquanto das suas mãos distraídas, afundadas entre a viva escuridão do barro, iam nascendo fabulosos seres. Soube logo, das três, quem era Reinata, mesmo nunca a tendo visto antes. Há artistas assim: não os conhecemos, mas somos capazes de os reconhecer, quando pela primeira vez os encontramos, porque as obras deles contêm algo do seu carácter. Reinata é uma mulher pequena e magra, com o rosto laboriosamente tatuado, e um piercing sob o lábio inferior, que lhe confere um aspecto simultaneamente arcaico e contemporâneo. Nascida à margem de toda a modernidade, a muitos quilómetros da esperança e da prosperidade, parecia destinada ao mesmo destino infeliz da maioria da população moçambicana.

Todavia, iludiu-o. Como conseguiu triunfar?

Eu digo-vos – através do exercício quotidiano da alegria, de um permanente espanto infantil perante a beleza do mundo, de uma feroz vontade de viver, e, finalmente, de um desrespeito soberano pelas normas, a que poderíamos também chamar inconformismo. Tudo isto transparece nas peças que saem das suas mãos. São mães exibindo os filhos ao mundo ou amamentando-os. Casais que se amam, homens com mulheres, mas também mulheres com mulheres e homens com homens, numa sexualidade explícita, desenfreada, que parece desdenhar, com uma clara gargalhada, toda e qualquer convenção.

Reinata vem de uma aldeia, no norte de Moçambique, em Cabo Delgado, com alguma tradição de cerâmica utilitária, como potes e moringas. Terá sido ela, porém, a primeira a moldar figuras. Hoje as suas peças, um verdadeiro exército de seres prodigiosos, ameaçam invadir o planeta, sendo possível encontrá-las em museus e colecções privadas, em todas as grandes cidades europeias e americanas. Na aldeia de Reinata já toda a gente molda formas humanas e animais. É assim que se criam as tradições.

Conta-se que numa recente visita a Lisboa, Reinata se encontrou com Jorge Sampaio. O presidente português, fascinado com o trabalho da artista, quis saber em que a poderia ajudar. O que queria ela? Traduzida a questão Reinata sorriu:

“Um marido!”

Ao que consta propunha-se ficar com o próprio Jorge Sampaio. Presumo que qualquer que seja o mundo onde viva não deve ser nada fácil para uma mulher independente, rebelde e criativa, como é o caso de Reinata, encontrar um companheiro. Os homens de todas as latitudes receiam as mulheres assim. Todavia são elas que empurram o mundo. No caso de Moçambique, Reinata é mais do que um exemplo de esperança – é a própria esperança, criando luz, inclusive nas tardes de Inverno.

Faíza Hayat, Conversas com o Espelho

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Escrevendo...

Embora oficialmente só comece a 1 de Agosto, depois de amanhã, já posso dizer que estou... em férias! Finalmente.
Estes últimos dias têm sido de actividade intensa (frenética, seria mais justo...) e não tenho tido tempo para produzir nada para o meu blogue. Aliás, o meu tempo para bloguear é a partir de agora repartido por mais dois espaços, um já em construção e outro apenas em projecto. Ambos estão relacionados com a escrita criativa e com a minha actividade de prof.

Hoje pedi a um dos meus alunos (o autor de aluzeofogo) que escrevesse sobre a experiência de quase um ano - no caso dele que já chegou tarde - de frequência da Oficina de Escrita Criativa, e o que escreveu foi:

A Oficina de Escrita Criativa é um espaço sem fronteiras, sem limites; é um lugar onde eu consegui juntar e unir vários horizontes que se tinham dispersado no meu interior.
Eu amo as palavras escritas. Elas são para mim como as cores, as pinceladas que um pintor oferece ao Mundo numa tela, num quadro. Estão presentes em tudo o que me rodeia, porque no princípio era o Verbo, a palavra, e através dela podemos construir tudo o que desejamos. A Oficina de E.C. deu-me a oportunidade de criar, de conhecer o sabor das palavras, o cheiro, a cor, a luz e o brilho que uma só frase tem. Aprendi nesse lugar, quase mágico, quase irreal, que a escrita é como um rio que não pára, que não transborda, que não inunda - é água que traz sede...
Descobri que podia escapar, fugir pela janela, agarrado a um livro, pendurado numa página qualquer. Não estava preso, não era um preso...

Embora as coisas por aqui, por esta minha profissão, comecem mesmo a aquecer e a tirar-nos do sério, testemunhos assim recentram-nos no que verdadeiramente interessa: o aluno! E o seu processo...

Imagem: Google

terça-feira, 29 de julho de 2008

Encontrei hoje este comentário...

Luiza, por tanta beleza visual e de conteúdo riquíssimo com que seu blog é constituído, meus Parabéns (apesar de atrasados) pelo Aniversário de 1 ano. Este é um dos blogs que reúne tudo o que gosto e me encanta. Beijos. Meu Carinho.

Adelia Ester

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Bem haja, Adelia Ester, pelo seu comentário e pelo seu carinho, que retribuo. É bom saber que as nossas muitas horas de trabalho não são em vão.
Incluo neste agradecimento, mais uma vez, todos os meus outros leitores e comentadores.

Pelo Amor Maior

Luíza

segunda-feira, 28 de julho de 2008

TRANSIÇÃO INTERDIMENSIONAL

25/11/05
Um dos principais trabalhos que as naves laboratório estão a implementar é a atribuição, no máximo de indivíduos possível, daquilo a que se pode chamar “um manto de luz”. Um manto de luz é o fortalecimento da protecção, o campo de permanência dentro do qual cada ser consciente é transportado durante a desmaterialização e a rematerialização do planeta Terra.

Neste momento a Terra aproxima-se inexoravelmente de um portal do qual não há retorno. Esse portal está a uma distância temporal de, sensivelmente, 10 anos e gera a passagem da Terra inteira a um nível de forma-pensamento durante 72 horas e depois, as formas-pensamento capazes de se ajustar a uma matriz da 4ª dimensão, atravessam o portal, são re-solidificados do lado de lá.

Ou seja, a transição que está a acontecer não pode ser medida por regras e compassos sociológicos, políticos, intelectuais ou religiosos. A transição que já começou actua num nível bem abaixo da matéria que nós conhecemos e bem acima do espírito tal como nós o conhecemos.
Os gatilhos da transição interdimensional e as âncoras que fazem com que uma realidade seja estável, encontram-se muito abaixo da matéria tal como nós a conhecemos a níveis indescritíveis do comportamento da energia física absoluta e muito acima da própria mónada do Homem.

Todos os gatilhos e as âncoras que estão a ser mexidos situam-se em “regiões” extremas da vida, e praticamente todo o conhecimento que nós temos como espécie não tem campo semântico para compreender o que está a acontecer.

Esta transição de 72 horas acontece porque os guardiões do espaço/tempo destravam a Terra de toda a substância densa a que ela está vinculada e apenas as formas-pensamento que estão por detrás da matéria densa atravessam o portal.

Significa que o Homem é essencialmente uma impressão de luz sobre uma tela biológica e essa identidade superior imprime-se numa tela biológica através de uma sequência organizada em ângulos rectos de pontos cristalinos (rectícula cristalina) que, no plano etérico profundo, informa o código genético da entidade residente, do tipo de entidade superior que é residente naquele corpo. O que significa que a imagem sagrada, real, entendida como um modelo indestrutível para o teu ser (e cada ser tem o seu), essa imagem está apenas ligeiramente impressa nestes corpos (físico, emocional, mental).

O Homem é uma imagem de luz impressa na substância. Existe esta rectícula cristalina, a que nós chamámos corpo gemátrico, no profundo electrónico do nosso ser que recebe a imagem em estado perfeito – imagem imaculada do que nós somos. Esta imagem tem um poder para se impor. A impressão da imagem sobre o suporte biológico é regulada pela vontade do espírito dentro de nós e é ele que aumenta o poder dessa imagem através dos corpos subtis, é ele que aumenta o poder de luz dessa imagem imprimindo-se nessa quadrícula do cristalino que existe dentro de nós, e o código genético não seria nada se essa imagem sagrada não chegasse até ele sob a forma de ondas carregadas de modelação de frequência.

A Terra inteira é a mesma coisa, uma impressão num campo biológico, num campo inter- espécies, num campo geológico,... . Ela é a impressão de uma poderosa imagem que é a própria ideação do Logos planetário terrestre complementada pelo Amor, pela Sabedoria, pela Inteligência e pela Plasticidade da Mãe do Mundo, que é a guardiã do potencial máximo de toda a matéria.


Quando a Terra se aproximar desse portal e entrar numa zona de nulo magnético... - porque existe um nulo magnético - o vínculo entre a imagem sagrada do mundo e o seu actual corpo é solto momentaneamente. Existe um afrouxar das âncoras e dos pontos de fixação que prendem a imagem sagrada do mundo na mente do Logos em relação a toda a matéria terrestre.
Grande parte da substância terrestre que atingiu um certo grau vibratório nos reinos mineral, vegetal, animal e no físico humano, grande parte desta substância física que teve, durante milhões de anos, sucessivamente, programas logóicos de formação de espécies, de formas e de modos de comportamento, grande parte da substância da Terra também se está preparando para ser elevada a forma-pensamento durante essas 72 horas.


As montanhas, os lagos, as florestas, os oceanos, as espécies, os elementos, grande parte da biomassa e também da majestosa massa inorgânica está-se preparando para este salto interdimensional. A matéria também quer atravessar o portal mas nem toda a matéria o pode fazer, assim como nem todos os corpos físicos, nem todas as espécies podem atravessar, porque a transição que vai ser feita é entre uma forma de captar a imagem logóica para a Terra, que é a fórmula da 3ª dimensão, para uma fórmula da 4ª dimensão onde a forma como a substância Mãe, a consciência Filho e o fogo do Pai interagem muito mais próximos de um triângulo equilátero do que na 3ª dimensão, em que o triângulo está descalibrado.


Só podem atravessar o portal aquelas substâncias, aquele corpos, aquelas consciências, aqueles pensamentos, aquelas calibragens e frequências que se podem ajustar ao rectículo cristalino da Nova Terra. De uma forma muito geral, o que acontece é que, no momento em que a Terra entra no “grande zero magnético”, acontecem duas coisas: um bombardeamento cósmico extremamente forte e todo o tipo de radiações benignas e nocivas à vida; e, simultaneamente o desligar da imagem forma-pensamento poderosíssima que o Logos tem, e que contém, e que emite da Terra para a Terra do seu corpo físico.

Há um desencarne da Terra inteira. Isto é, um desajuste entre a súmula, amplexo de formas-pensamento que geram a Terra e a sua base física estrita e uma grande parte (60 a 70%) da substância terrestre está tão contaminada por sistemas metódicos regulares de distribuição de energia, matrizes de controle, matrizes de pensamento negativo, matrizes químicas tóxicas, a massa terrestre já está tão contaminada que ela não tem tempo de saltar, mas uma grande parte (30 a 40%) da biomassa da Terra consegue acompanhar a vibração da forma-pensamento que desencarna, subir ao máximo a vibração e passar o limiar entre as duas dimensões e o resultado é que, para trás, na 3ª dimensão, vai ficar um caroço geológico velho que contém todas as construções humanas, reinos e áreas de esforço natural que não conseguem, ou não fizeram o trabalho de se preparar para esta transição.


Fica como um cadáver na 3ª dimensão que é o que se passa com Vénus e com a Lua. São cadáveres de planetas que se transformaram em formas-pensamento durante poucas horas e transitaram para uma dimensão superior. O processo da morte que nós conhecemos é muito semelhante a isto. A morte quando ela é dirigida pela mónada, não é mais do que a admissão de um ser a uma dimensão forma-pensamento (Bardo em tibetano) no qual todo o material etérico, inclusive físico subtil, que pode acompanhar a alma e a consciência que desencarna, atravessa o túnel de luz, e tudo o que pode ser resgatado vai.

O físico pode enviar partes da sua informação através do túnel de luz sob a forma de ondas de calor e de partículas fosfóricas e fotónicas que podem sair do cérebro e que são físicas, têm massa. Não estamos a falar do físico nem da consciência, nem da alma, do emocional, mental ou etérico, estamos a falar do fósforo, partículas de luz que no momento de desencarnar são disparadas pelo sangue(?) num esforço, numa vontade suprema da matéria partilhar da vida acima, super natural. É o próprio físico que emana ondas de calor, partículas luminosas que atravessam o túnel de luz juntamente com a tua consciência, e tem massa, a massa do teu corpo de luz, portanto, a informação física é resgatada da mesma maneira.

Dos 250 sentimentos possíveis que nós temos, uns 30 ou 40 estados de sentimento podem atravessar o túnel de luz e ser integrados à consciência superior do lado de lá. Da mesma forma, grupos complexos de pensamentos que têm uma vibração resgatável atravessam o túnel. Portanto, no processo de desencarnar, tanto o físico como o emocional, como o mental, enviam partes de si com a alma.

O psíquico nunca sai do corpo sem levar o melhor e esse melhor acompanha a consciência na transição dos 7 chacras dentro do corpo para o 8º chacra (que é, basicamente, o tal túnel de luz que toda a gente vê), do 8º para o 9º, até ao 10º chacra que é onde está a imagem crística transformadora, que é o tal Eu Superior supremo que as pessoas referem encontrar quando atravessam o túnel de luz.

Muitas pessoas que tiveram experiências fora do corpo e voltaram falam desta sequência: desligamento dos 7 centros; uma progressiva dificuldade de mexer os membros; frio nos braços e pernas mas muito calor no coração e na cabeça, cada vez mais forte até que há uma explosão e a (?) psíquica sai do corpo etérico traz consigo todo o material emocional/mental útil. Depois as pessoas referem o túnel com um lado de cá – 8º chacra – e um lado de lá – 9º chacra e depois uma luz tremenda que é o ser crístico (o cristo interno) à tua espera no 10º chacra.

Os 5 chacras acima do crânio já se conhecem há muito tempo com outra linguagem, e agora a linguagem está a adquirir qualidades numéricas, geométricas, exactas, de forma a que a nossa consciência se organize mais rapidamente (?) o processo. A transição da Terra dentro de 10 anos é um desencarne da Terra inteira, só que não é um desencarne deixando o corpo físico ou a Terra para trás.

Os Controladores da fixação entre a imagem sagrada... existem formas-pensamento sustentadoras que emanam uma onda que contém uma variação exacta capaz de informar as estruturas cristalinas da cadência e da sequência de acumulação de substância de uma forma qualitativa até que o resultado é uma montanha belíssima, uma espécie natural, um pássaro,... o que vai entrar na “arca” são as imagens sagradas de todos os animais, seres humanos, montanhas, oceanos, etc.. A arca terá que navegar do antigo para o novo estado de coisas. O mar onde esta arca de Samana navegará é o mar turbulento entre dois campos electromagnéticos.

Nessa transição, operadores que fixam a imagem cósmica da Terra na matéria desligam-na e 2/6 da substância terrestre e 2/6 do corpo físico da Humanidade conseguem acompanhar o processo de desmaterialização. Quando tu és liberto da matéria física, tu compreendes que a tua forma física é eterna. Tu percebes que essa imagem sagrada física está a descolar-se do corpo físico. O que acontece é que a membrana electromagnética, entre outros factores que fixam a imagem à matéria, descolou e a consciência sempre acompanha essa imagem sagrada, por isso é que há pessoas que pouco antes de morrerem têm momentos de uma enorme lucidez porque a consciência já está fora do cérebro acompanhando os envelopes vibracionais subtis para a viagem que vem a seguir.

E quando isso acontece tu percebes o teu corpo com uma densidade imensa! Os seres que assistem à ascensão (de baixo para cima), vão libertar também a matéria, não só a imagem, a memória cósmica indestrutível à qual a tua matéria responde, mas também a própria substância do teu corpo é solta do contínuo espaço/tempo/ matéria/energia e adquire uma vibração uma oitava mais alta. O que acontece na transição é que a mónada envia um raio extremamente forte para o cérebro e daí para o coração e para a base da coluna vertebral. Esse raio é a vontade/poder monádica.

É um buraco branco, de um magnetismo imenso, que desce na vertical e tem o poder de centrar os corpos de uma pessoa de uma forma esmagadora e, ao mesmo tempo, todo o material prânico é elevado ao coração. Nesse momento o mónada envia um sinal aos chacras abaixo do chacra da raiz (os 5 chacras que entram no interior da Terra) e começa a soltar as âncoras que fixam o corpo na matéria. A mónada pode decidir que quer fazer a transição levando o corpo consigo ou deixá-lo para trás.

Ela pode decidir que este corpo pode ser acelerado até atingir a mesma vibração da forma-pensamento que atravessa o portal e isto é um estado sobrenatural da matéria – matéria transfigurada. Se a mónada decide que este corpo é resgatável, ela envia um sinal aos 5 centros inferiores e, de acordo com a Mãe divina, que controla a fisicalidade e a gravidade em todos nós, ela desliga o 1º centro abaixo do muladara e as formas elementais da Terra deixam de ser reais para ti.

Depois destrava o 2º centro e a força electromagnética deixa de ser real para ti. Depois o 3º centro e as energias nucleares mais suaves deixam de ser reais para ti. Nesse momento a tua mão já atravessa uma pedra porque foste para outro campo de sustentação e a seguir destrava as forças nucleares mais fortes e aí, o teu corpo, que se mantém integral porque a imagem está lá, fica numa bolha de sustentação (não estás nem na antiga nem na nova Terra) mas a tua imagem está lá e é essa imagem cósmica, no fundo do código genético, no rectículo cristalino, que mantém as ligações entre as moléculas e substitui as 5 forças fundamentais pelas suas contrapartes cósmicas.

Isto é, substitui elementais da Terra por elementais celestes. Substitui o electromagnetismo da Terra por electromagnetismo celeste. Substitui as forças nucleares da Terra por forças nucleares angélicas e substitui as forças nucleares mais poderosas (protão e neutrão) por uma coesão metatrónica. E, uma vez feita a substituição desses 4 centros, o último centro a ser desligado é a gravidade e, nesse momento, a Terra inteira, para ti, é só uma forma-pensamento assim como tu o és para a Terra.
Tu estás a ser desligado da âncora que nos prende aos fundos abissais do controlo material, abaixo dos átomos, e o teu corpo começa a desmaterializar-se, não se desmaterializando porque a substância é mantida agregada pela imagem sagrada.

A Terra é desfotografada da matriz antiga da mesma maneira, primeiro os elementos, depois as forças electromagnéticas, depois as energias nucleares fracas, as energias nucleares fortes e, finalmente, a gravidade. Ora, se a gravidade da Terra é desligada, a Terra transforma-se numa película de luz e com ela vem toda a substância mental, emocional, física/etérica do antigo planeta e para trás fica quase nada, depende. E o que fica para trás fica na 3ª dimensão, como a Lua, hoje, é o cadáver de um grupo de consciência que subiu para a 4ª e para a 5ª dimensão, Vénus e Mercúrio também.

Isto é, estão lá as civilizações de 4ª dimensão, só que na 4ª dimensão. Por mais que apontes para lá um telescópio, só vês os restos do que foi aquele planeta na fase da 3ª dimensão. Como estão muito próximos do Sol, esses restos tendem a ser incinerados pela própria potência solar. Eu não sei explicar qual é a experiência óptica destas coisas, mas a Terra que transita é a Terra em ti que pode fazer a transição e, portanto, é muito importante que a média vibracional deste corpo seja activada.

O corpo, a consciência e a imagem que modela o corpo a partir de estruturas cristalinas são coisas completamente diferentes, mas, se o indivíduo gostaria de levar este corpo com ele, então ele que cuide deste corpo porque tu podes estar salvo em consciência, em vibração, na pureza do coração e até em termos de conexão cósmica mas o teu corpo ficou para trás. Quando Eles desfotografam esses 5 campos a Terra inteira desloca-se da 3ª dimensão. Desaparece. O campo luminoso, as imagens e as substâncias resgatáveis entram num vórtice, da mesma forma que uma pessoa que desencarna entra num túnel, a Terra inteira entra num vórtice de luz branca.

Todos os seres humanos vivem o mesmo processo em 72 horas (que era o tempo que antigamente se dava antes de enterrar uma pessoa). A Terra atravessa esse portal e do lado de lá estão à espera as 5 forças de fixação:

Energia de gravidade
Energia nuclear fraca
Energia nuclear forte
Energia electromagnética e
Os 5 elementos – Terra, Água, Ar, Fogo.

Está tudo do lado de lá à espera, só que numa oitava mais alta. Então, a Terra sai da 3ª dimensão, desencarna, fica para trás o resíduo, o que não pode ascender. Esse desencarne é uma Glória. A Ascensão da Terra assim como a nossa Ascensão são controladas. Quando vocês mudam mesmo de alimentação, seja qual for o motivo, ao fim de 3 anos e meio vocês viveram uma desmaterialização, não estão mais no mesmo nível de densidade.

As forças de gravidade que vos controlam já são outras (a gravidade tem muitos níveis), as forças nucleares nos átomos e a que liga os electrões ao núcleo já é outra e os elementos e os elementais presentes em vós já são outros. Quando estas 5 coisas mudam, o indivíduo desmaterializou só que são desmaterializações com coeficientes muito baixos - tu podes continuar a cumprimentar as pessoas na rua independentemente da alimentação que elas fazem.

À medida que o processo se desenvolve, na transição, toda a Terra salta o portal e o que fica para trás é o que não pode passar. É geológico, cultural, urbano, civilizacional, mental, emocional, e o que fica para trás é um assunto dos arcanjos e das naves laboratório. Durante a transição ela entra nesse túnel e todos nós entramos com ela, todos nós somos acelerados. A mónada apodera-se da alma, a alma apodera-se do psíquico, o psíquico faz descer o raio monádico, os corpos entram na vertical total.

Passa o que puder passar e é muito importante compreender que as regras do divino não são as nossas. O divino conhece o coração de tudo, mais do que nós próprios conhecemos o nosso. Vai haver muitas surpresas! Nessa transição, quando a forma-pensamento, porque a Terra é desgravitada, desnuclearizada, desmaterializada, e as forças dinâmicas que regem os elementos (terra, ar, água e fogo) tudo isto pára. O que um físico vos diria é que se isso acontecesse, a Terra explodiria em poalha de luz, ou seja, a luz entrava de novo no contínuo universal e deixava de estar congelada sob a forma de um planeta.

Isto é o que um físico diria: “que nenhuma coisa subsiste à quebra das 5 forças fundamentais” .
O que se passa é que nessa altura já a Terra tem a merkabah, isto é, o seu campo vibratório numa vibração tal, que a imagem sagrada protege as ligações entre as partículas. Isto é, nós somos desligados de um nível mas aquilo que ampara está presente. Ao chegar ao lado de lá do portal, tal como a morte é um portal, ela começa a ganhar densidade outra vez e é elegantemente pousada nas planícies electromagnéticas, gravíticas e nucleares da 4ª dimensão. O que os Irmãos estão neste momento a implementar é aquilo a que se pode chamar um manto de luz. O manto de luz é um campo protector.

O Manto de Luz

O pilar de luz é o 1º Raio cósmico fortalecendo cada um de nós. Um dia vamos descobrir que o pilar está tão activado que as coisas nem chegam a aparecer na nossa vida. Elas desaparecem antes de entrarem no horizonte da consciência. Quando o pilar está poderosamente formado, o que não pertence ao Caminho nem sequer entra no horizonte cognitivo. Isso é um estado de Bem-Aventurança e a pessoa sabe que é um estado de Bem-Aventurança porque não acontece nada de dramático na vida dela e ela está cada vez mais cheia de um mel espiritual inexplicável.

O pilar está relacionado com a vontade monádica associada aos corpos, à coluna vertebral e aos centros superiores e ao teu Mestre e até às naves para onde tens que ir se for necessário levar-te para lá. Agora, o manto de luz é o 2º Raio e o 3º Raio. Ele é um envelope de vibração angélica que está sendo colocado à nossa volta e que rompe e volta a ser construído, rompe e volta a ser construído. Rompe porque caminhar nesta cidade com um manto de luz é difícil. É uma cúpula protectora que está muito próxima da pele e que te envolve constantemente e que nós podemos romper com qualquer reacção mais inconsciente.

A fúria sagrada, a revolta ética, dizer de uma forma desorganizada e deselegante e contraproducente a nossa fé, aquilo em que nós acreditamos, o nosso sentido de justiça não rompe o manto de luz, uma sexualidade que respeita o coração não rompe o manto de luz, a geração de energia monetária com base numa verdadeira relação entre valor e trabalho não rompe o manto de luz, o exercício do poder com amor ao próximo não rompe o manto de luz. O que rompe o manto de luz é a perca de consciência de nós mesmos, o adormecer para fora da memória espiritual de nós próprios e a partir daí isso cria uma baía que permite muitos “barcos” aportarem.


Este processo de receber e manter o manto de luz é um trabalho super íntimo. É a essência da intimidade. É tu sentires e criares um estado de suspeição e oração e cumplicidade para com esse manto que te envolve e fortalecê-lo. Como Mestre Morya dizia: ”no meio do mercado andai como leões”. Isto é o trabalho porque este manto de luz é absolutamente essencial para a transição planetária. Ele está a ser implantado em cordilheiras, em lagos, lagunas, desertos, florestas e em bairros, só que estes são super descontínuos, aqui o manto não consegue estabilizar- se.

Vocês, como co-responsáveis pela ascensão da Terra, são os primeiros a receber esse manto de luz. Ele é que fortalece a imagem sagrada durante a transição. A imagem sagrada reflecte-se sob a forma de um manto de luz à nossa volta (as túnicas nupciais do casamento com Cristo) são essa imagem, nada sobrevive à transição.
Este manto de luz é um campo electromagnético que não está enraizado na história do Universo.

Nós estamos a ser preparados para um processo em que as coisas vão ficar cada vez mais subtis até que há um momento... porque a preparação é gradual mas a transição não é gradual, é ao meio dia e tantos minutos do dia X, do mês X, do ano X. Quando Eles decidirem: “é agora” este planeta é desfotografado do contínuo em que está, transforma-se em forma-pensamento, a matéria acompanha e é refixado do lado de lá do grande portal como planeta de 4ª dimensão.

Portanto, quem vai lá estar são as pessoas que, do lado de cá, já estavam a vibrar na 4ª dimensão e as espécies de insectos, plantas, pássaros e animais que podem vibrar de acordo com aquele nível da matéria e da consciência, e toda a matéria de que um planeta de 4ª dimensão é composto já é uma matéria híbrida, é composto por toda a matéria iniciada da Terra que fez a transição no portal e por jactos de luz que se condensam e são cristalizados vindos basicamente das Plêiades. As Plêiades vão doar radiação para a construção das montanhas, vales, planícies, lagos, florestas da Nova Terra. A Nova Terra já é uma Terra pleiadiana no sentido em que grande parte da matéria que compõe a Nova Terra vem de um outro sistema solar.

Se isto não acontecer eu não sei como é que se vai viver neste planeta nos próximos anos.

Então:
Apertem os cintos, apaguem os cigarros, recolham o tabuleiro e evitem ir à casa de banho durante a descolagem.

A beleza deste processo é indescritível, ela inclui tudo o que os Egípcios, os Maias, as dinastias secretas da China, os Sufis tentaram e em parte conseguiram. Todas estas acelerações vibracionais são agora comandadas pelas Ordens de Michael, Melchizedeque, Enoch.
Vamos começar a trabalhar na experiência deste corpo e deste manto de luz.

É o magnetismo e a luz da mónada, através do corpo crístico, que vão descendo e vão sedimentando e vão-nos protegendo e nutrindo e fortalecendo. Algumas pessoas podem experimentar a presença de pleiadianos que trabalham nesse fortalecimento do manto de luz como frio porque os pleiadianos têm uma vibração fria, mas é um frio muito especial, é como uma refrigeração.

André Louro de Almeida

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