sexta-feira, 23 de maio de 2008

Onde se reúnem as mulheres portuguesas?


Desabafo lido no blogue MULHERES & DEUSAS que nos dá que pensar:


"Onde se reúnem as mulheres em Portugal, Rosa? Pq vivo em Portugal mas não sei de nenhum encontro feminino, além desse que vc anuncia em Cascais...Será que as mulheres portuguesas realmente não estão voltadas para a Deusa... qdo falo com minhas amigas sobre essas coisas, parece que estou falando um idioma extraterrestre... sinceramente, gostaria de me reunir com outras mulheres e poder falar de tudo isso, me sinto tão sozinha, já não aguento mais internet, televisão, lojas, modas, revistas, shoppings, cafés, nada disso... Mas não sei onde ir, ou como me comunicar com as mulheres interessadas nos assuntos sobre as mulheres e as deusas...serei eu a única desconectada?ou será o mundo anestesiado...parece um pouco o livro da cegueira do famoso escritor nobel português..."

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“Círculos de Mulheres podem ser vistos como um movimento evolucionário e revolucionário que está escondido por trás de uma imagem aparente: parece ser apenas um grupo de mulheres reunidas, mas cada mulher e cada Círculo está contribuindo para algo muito maior.”
(Jean Shinoda Bolen em O Milionésimo Círculo)


“Estar num círculo é uma experiência de aprendizagem e crescimento que aglutina a sabedoria e a experiência, o compromisso e a coragem de cada mulher que o compõe".

“O Trabalho num Círculo de Mulheres pretende ser uma oportunidade para reafirmação do Eu, focando qualidades especiais que afloram a feminilidade, a sensualidade, a auto-estima e a espiritualidade.”

"Produzimos juntas uma alquimia que transforma e purifica, mostrando lentamente o nosso verdadeiro ser e a nossa função sagrada feminina. Nesse efeito de irradiação, nós mulheres vamos transformando as nossas vidas, as relações e o mundo, respeitando a nossa força feminina e sintonizadas com a sua forma acolhedora, fertilizadora, cíclica e receptiva de ser". (Nana Calado)


http://espacoanima.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=236&Itemid=62


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ho'oponopono


“Amar-se a si mesmo é a melhor forma de se curar e enquanto se cura a si mesmo, cura o mundo”.


“Sempre que desejar melhorar algo na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de si. Quando olhar, faça-o com amor”.

“Se deseja melhorar a sua vida, deve curar a sua vida. Se deseja curar qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando-se a si mesmo.”


Ho'oponopono

"Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta no Hawai que curou um pavilhão completo de pacientes mentais perigosos sem mesmo ver qualquer um deles. O psicólogo estudava a ficha do recluso, e depois olhava dentro de si mesmo para ver como é que ele tinha criado a enfermidade dessa pessoa. Na medida em que ele melhorava, o paciente melhorava.


A primeira vez que ouvi falar desta história, pensei que era uma lenda urbana. Como poderia curar o outro, curando-me apenas a mim mesmo? Como podia, embora fosse um mestre de grande poder de autocura, curar alguém criminalmente insano? Não fazia qualquer sentido, não era lógico, de modo que resolvi esquecer esta história.

Entretanto, ouvi-a novamente um ano depois. Disseram-me que o terapeuta tinha usado um processo de cura havaiano chamado “Ho’oponopono”. Nunca tinha ouvido falar disso, entretanto não podia tirá-lo de minha mente. Se a história era totalmente certa, eu tinha que saber mais. O meu entendimento era que “total responsabilidade” significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver mais além, está fora das minhas mãos. Penso que a maior parte das pessoas pensa deste modo sobre a responsabilidade. Somos responsáveis pelo que fazemos, não pelo que os outros fazem, ponto final.

O terapeuta havaiano, que curou essas pessoas mentalmente doentes, ensinar-me-ia uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. O seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Passámos uma hora a conversar ao telefone da primeira vez que contactámos. Pedi-lhe que me contasse a história total do seu trabalho como terapeuta.

Ele explicou-me que tinha trabalhado no Hospital Estatal do Hawai durante quatro anos, no pavilhão onde encerravam os criminosos loucos, que como é óbvio era muito perigoso.

Regra geral os psicólogos não conseguiam trabalhar ali mais do que um mês. A maior parte dos membros do pessoal ficava doente ou simplesmente renunciava. As pessoas que atravessavam aquele pavilhão caminhavam de costas coladas contra a parede, temendo ser atacados pelos seus pacientes. Não era um lugar agradável para viver, trabalhar ou visitar.

O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. No acordo que assinou ele teria um escritório onde revia as fichas dos pacientes. Enquanto olhava para as fichas, trabalhava em si mesmo. Enquanto trabalhava em si mesmo, os pacientes começavam a curar-se.

“Depois de poucos meses, foi permitido aos pacientes, que deviam permanecer encarcerados, caminhar livremente” disse-me. “Outros, que tinham que estar fortemente medicados, começaram a reduzir a medicação. E aqueles que nunca teriam qualquer possibilidade de ser liberados, tiveram alta”. Eu estava assombrado. “Não somente isso” continuou, “mas o pessoal começou a ir para o trabalho bem disposto.”

“A ausência e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminámos com mais pessoas do que necessitávamos, porque os pacientes eram liberados e todo pessoal estava ao serviço. Hoje em dia este este pavilhão está fechado.”

E foi aqui que eu tive que fazer a pergunta crucial: “O que é que fez consigo mesmo, que ocasionou a mudança dessas pessoas?”

“Eu simplesmente tentei curar aquela parte de mim que tinha criado aquilo neles”, disse ele. Eu não entendi. E então o Dr. Len explicou-me que, entendia que a total responsabilidade da sua vida diz respeito a tudo o que está na sua vida; simplesmente porque algo está na sua vida isso, é de sua inteira responsabilidade. Num sentido literal, todo o mundo é sua criação.

Uau! Isto é duro de engolir! Ser responsável pelo que eu faço ou digo é uma coisa. Ser responsável por outro ou por qualquer coisa que ele faça ou diga na minha vida é muito diferente. Entretanto a verdade é esta: se assume completa responsabilidade pela sua vida, então tudo o que vê, ouve, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está na sua vida. Isto significa que a actividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que experimenta e de que não gosta, está ali para que o cure. Nada existe, por assim dizer, que não sejam projecções que saem do nosso interior. O problema não está neles, está em si e para os mudar, nós devemos mudar.

Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de viver realmente. Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, mas enquanto falava com o Dr. Len comecei a compreender essa cura dele e que ho’oponopono significa amar-se a si mesmo.


Perguntei ao Dr. Len como se curava a si mesmo. O que fazia exactamente, quando verificava as fichas desses pacientes.

“Eu simplesmente dizia: “Sinto muito” e “Amo-te”, muitas vezes” explicou ele.


“Só isso?”

“Só isso.”


Permita-me dar-lhe um rápido exemplo de como funciona isto: um dia destes enviaram-me um e-mail que me desequilibrou. No passado leria, trabalhava com os meus aspectos emocionais, com o sentimento de raiva ou tratava de raciocinar sobre a razão pela qual a pessoa me enviou aquela mensagem odiosa. Mas desta vez decidi pôr à prova o método do Dr. Len. Então comecei a pronunciar silenciosamente “sinto muito” e “amo-te”. Não dizia nada a ninguém em particular, simplesmente invocava o espírito do amor, dentro de mim, para curar aquilo que estava a criar aquela circunstância especial.

Uma hora depois recebi um e-mail da mesma pessoa pedindo desculpa pela sua mensagem anterior. Tenha em conta que eu não realizei nenhuma acção externa para obter essa desculpa. Eu nem sequer respondi à mensagem, limitei-me apenas a dizer “ amo-te”, de algum modo curei dentro de mim o problema dera origem àquilo.

Mais tarde assisti a uma reunião sobre o “Ho’oponopono”, dirigida pelo Dr. Len. Ele tem agora 70 anos de idade, é considerado um xamã avô e é um tanto solitário. Elogiou o meu livro “O Factor Atractivo”. Disse-me que quanto mais eu me curo a mim mesmo mais a vibração do meu livro aumentará e todos sentirão isso quando o lerem. Em resumo, à medida que eu melhoro, os meus leitores melhorarão.

“E o que acontece com os outros livros que já saíram?” Perguntei.

“Eles não saíram” explicou ele, uma vez mais, soprando a minha mente com a sua sabedoria mística. “Eles ainda estão dentro de si”. Em resumo, não há fora. Levaria um livro inteiro para explicar esta técnica avançada com a profundidade que ela merece.”

Joe Vitale

(Adaptado)

http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/ho'oponopono---por-joe-vitale-829.html

Imagem: Google

MAIS SOBRE A TÉCNICA HO'OPONOPONO


"Em hawaiano, Hoo significa CAUSA e Ponopono significa PERFEIÇÃO. Através desta técnica, temos a capacidade de fazer o correcto para o nosso próprio Ser, de voltar para o estado da perfeição, de colocar novamente a nossa página vivencial em branco…, bastando apenas pedir à Divindade que aquilo que jaz dentro de nós, aquilo que ocasionou uma divisão nos nossos pensamentos, venha à superfície para ser libertado.

Ao pedir perdão à Divindade por ter hospedado pensamentos que nos separaram da nossa Unidade com o Espírito, o pensamento pernicioso e recorrente desaparece. Algumas vezes, para o conseguir, precisamos de pedir várias vezes a fim de que a razão que está atrás do pensamento venha à superfície e seja libertada. E quando isso acontece, o espaço preenche-se imediatamente com um amoroso sentido de Unidade.

O Ho’oponopono é um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação e consiste em realizar um pedido à energia do Amor Universal e Incondicional para cancelar e substituir as energias tóxicas que possam achar-se em nós. O Amor realiza o processo fluindo através da Mente Espiritual ou Supra-consciência e continua o seu fluxo através da Mente Consciente, libertando-a da excessiva racionalização para entrar na Mente Emocional ou Subconsciente, onde anula todos os pensamentos que tenham emoções tóxicas, substituindo-os pelo Amor incondicional.

Não há limites para o número de vezes que esta ferramenta pode ser usada, especialmente no que se refere a transmutar pensamentos em pura luz, os da sua família, ancestrais e descendentes, posto que esta ferramenta é um pedido para purificar os pensamentos tóxicos que causam reais divisões na sua percepção.

O Ho’oponopono é realmente muito simples. Para os antigos hawaianos, todos os problemas começam a ser gerados nos pensamentos. Ter pensamentos não é o problema. O problema está em todos os nossos pensamentos que se encontram plenos de memórias dolorosas sobre pessoas, lugares ou coisas.

O intelecto como tal não pode solucionar esses problemas porque ele apenas administra processos. Administrar coisas, não soluciona os problemas. Tem que se deixar que fluam. Quando se faz Ho’oponopono, a Divindade encarrega-se dos pensamentos dolorosos e neutraliza-os. Fazendo Ho’oponopono, não purificamos pessoas, lugares ou coisa alguma. Em troca, neutralizamos a energia dolorosa que associamos a essas pessoas, lugares ou coisas. Assim, a primeira etapa para fazer Ho’oponopono é purificar energias.

A seguir, algo maravilhoso ocorre. Não somente a energia fica neutralizada, como também se desprende, ficando uma nova página vazia onde se pode escrever novamente outra realidade. A etapa final é permitir à Divindade actuar e preencher o vazio dessa página em branco com Luz Divina.

Para fazer Ho’oponopono não precisa de saber qual foi o engano cometido ou qual foi o problema, apenas precisa de perceber a existência de situações físicas, mentais ou emocionais que o estejam afligindo. Quando o fizer, a sua responsabilidade baseia-se em começar imediatamente a curar a essência de tais situações, dizendo simplesmente: “Sinto muito. Por favor, perdoe-me”. Trata-se apenas de realizar um trabalho interno sobre si mesmo, para melhorar o externo.

O procedimento pessoal baseia-se em manter-se calado e centrado em si, permitindo que o processo de transmutação seja levado a cabo por si mesmo, pois ao envolver o intelecto, o processo detém-se.

Se deseja resolver um problema pessoal, trabalhe sobre si mesmo. Se tiver um problema com outra pessoa, simplesmente pergunte-se: “O que existe em mim que faz com que esta pessoa me ataque?”. Eleve-se sobre essas situações dizendo simplesmente: “Lamento por algo que tenha acontecido ou esteja acontecendo. Por favor, perdoe-me”.

O bonito disto é que não terá que compreender nada a nível racional. É como navegar pela Internet. Terá apenas que ir para a Divindade e fazer clique para baixar a informação solicitada.

Por exemplo, se alguém se aproxima dizendo-nos que tem um certo um sofrimento ou uma dor física, podemos perguntar à Divindade: “O que acontece comigo para que eu tenha causado dor ou sofrimento a esta pessoa?” E logo, podemos perguntar à Divindade: “Como posso equilibrar esse problema em mim?”. Ou também: “Por favor, há algo que ocorre em mim que tenha causado este sofrimento nessa pessoa? Diga-me como posso equilibrar isto? As respostas a essas perguntas devem vir sem esforço e a seguir deveríamos fazer o que nos é inspirado… O que importa aqui não é o efeito mas sim o entendimento sobre a origem do problema. Essa é a chave." (Adaptado)

http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/ho'oponopono---por-joe-vitale-829.html

imagem: Google

Libertar


Geralmente temos a tendência de julgar os outros...

Pensar sobre outras pessoas
é carregá-las connosco na nossa mente,
o que a torna pesada.
É como manter estas pessoas
dentro de uma prisão e puni-las!


Deixando as pessoas partirem
da minha mente,
eu acabo com todas
as restrições de pensamento
e liberto as minhas qualidades originais.
A minha mente torna-se então leve
e eu posso usar todos os meus talentos
com segurança.
Outros, inspirados pelo meu exemplo,
também recebem permissão
para voarem livres.

(Autor: Dadi Janki)

http://people.tribe.net/

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Memória da Natureza


No século XIX, Charles Darwin revolucionou a ciência com as suas teorias a respeito da evolução das espécies. No século seguinte, outro inglês, Rupert Sheldrake, também causou polémica no meio científico. As suas teorias são consideradas revolucionárias porque abalam as verdades já estabelecidas sobre a origem das espécies. Apesar de parecerem muito complicadas, elas podem ser resumidas de uma maneira simples: a natureza tem memória.

Como todos os grandes cientistas, Rupert Sheldrake sempre foi um observador da natureza. Descobriu muito cedo que ela está a todo momento produzindo pistas que podem levar-nos a novas respostas sobre o mistério da criação. A primeira grande "revelação" aconteceu quando tinha menos de cinco anos de idade. Ele observava um galho que brotava de uma estaca de madeira que parecia estar morta. Ficou fascinado com a capacidade de renascimento da planta e começou a tentar compreender o mistério que se esconde nos processos de morte e de regeneração sempre presentes na natureza.

Depois de muitos anos de estudo e pesquisa chegou à conclusão de que a chave desse mistério estaria numa espécie de memória: uma memória colectiva e inconsciente que faz com que formas e hábitos sejam transmitidos de geração para geração. Sheldrake chamou essa memória colectiva de campo mórfico. Esse campo seria uma região de influência que actua dentro e em torno de todo organismo vivo. Algo parecido com o campo electromagnético que existe em volta dos ímanes.

Para o cientista, cada grupo de animais, plantas, pássaros, etc. está cercado por uma espécie de campo invisível que contém uma memória e que sugere que as leis da natureza são como hábitos. Cada animal usa a memória de todos os outros animais da sua espécie. Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantêm e se repetem. Os seres humanos também têm uma memória comum. É o que Jung chamou de inconsciente colectivo.

A existência dos campos mórficos pode ser demonstrada de várias maneiras.

Sheldrake já realizou várias pesquisas para provar que o corpo possui um campo mórfico e quando se perde uma parte desse corpo, o campo permanece. Um exemplo é uma das experiências que fez. Uma pessoa que não tem parte do braço age como se estivesse empurrando o membro fantasma através de uma tela fina. Do outro lado da tela, uma outra pessoa tenta tocar o braço fantasma. De acordo com Sheldrake, as duas pessoas envolvidas na experiência são capazes de sentir o toque. É uma prova de que alguma coisa do braço ainda existe concretamente e não apenas no cérebro da pessoa que o perdeu.

Os campos mórficos também se aplicam àquela sensação que a maioria das pessoas tem quando sente que está sendo observada por trás. Ao virar-se, pessoa comprova que alguém realmente a estava a observar.

A respeito da teoria da memória colectiva, Sheldrake lança uma luz sobre a questão da existência de vidas passadas. Ele diz que às vezes as pessoas podem entrar em sintonia com as memórias de uma outra pessoa que existiu no passado. O que não significa que elas foram realmente aquela pessoa, mas que se teve acesso à memória dela.

A aplicação prática mais importante dos campos mórficos pode estar na educação. Sheldrake garante que os seres humanos aprendem com mais facilidade o que os outros aprenderam antes. Esse fenómeno é muito comum entre os químicos. Quando um deles tenta cristalizar um novo composto leva muito tempo para conseguir um bom resultado. Mas a partir desse momento, noutros lugares do mundo, muitos outros químicos conseguem cristalizar o mesmo composto num tempo muito mais curto. A experiência mais fácil de se compreender é a que foi feita numa universidade inglesa. Alguns pesquisadores conseguiram provar que as palavras cruzadas dos jornais são muito mais fáceis de resolver quando feitas no dia seguinte à publicação original.

Mas além de um grande bioquímico, Sheldrake também pode ser considerado um filósofo. Ele defende a ideia de que temos de nos responsabilizar não só pelos nossos actos e palavras. Precisamos também de tomar muito cuidado com os nossos pensamentos, pois estes interferem no meio ambiente e podem ter consequências em lugares muito distantes.

Maria Cecile Azambuja
Jornalista

Notas: (Texto extraído do Jornal Vimana, nº3 – pg 15)

A teoria de Sheldrake


“De acordo com este cientista, cada corpo presente no universo teria o seu próprio campo mórfico, eles actuam como campos magnéticos mas atravessam tempo/espaço e por isso não perdem intensidade com o aumento da distância.

Esses campos moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material; mais que isso, é ele que faz com que um sistema seja um sistema e não um amontoado de partes. Outra semelhança com campos magnéticos seria o facto de não podermos percebê-lo directamente, mas somente através dos seus efeitos.

Presentes em tudo, dos átomos às galáxias, esses campos distribuem-se através do tempo/espaço conectando todos os sistemas individuais que tenham associações entre si.


Origem dos Campos Mórficos

O conceito de campos morfogenéticos foi criado nos anos 20, para explicar como células iguais crescem e se transformam em partes diferentes de um organismo, como orelhas, mãos, etc., omissão que permanece na ciência reducionista.

Segundo este conceito, o ADN não contém uma memória genética ou um mapa de crescimento para essas células, mas sim a capacidade de sintonizar campos mórficos já existentes, onde estão registadas as nossas impressões de acontecimentos passados. Ele conecta os campos mórficos da sua espécie e, assim, tem à sua disposição a memória colectiva de todo o grupo, onde colhe informações para o seu desenvolvimento. No século 19, Helena Blavatsky já descrevia sob o nome de akasha, ou luz astral, a ideia de uma essência espiritual do mundo físico que continha modelos predefinidos das espécies. Ao elaborar a sua teoria, Sheldrake apenas ampliou o campo de actuação dessa funcionalidade para todas as áreas da natureza.”

http://www.rizoma.net/interna.php?id=150&secao=mutacao

terça-feira, 13 de maio de 2008

Hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima


"(...) Não, não houve nem há evolução, nem revolução, nem ideologias, não há técnica nem ciência, nem suposto progresso que impeça o Inconsciente Colectivo da Humanidade de manifestar a Ausência da Mãe, nem o o grito do retorno da DEUSA de todos os tempos...Esse choro ou esse grito silencioso é evidente! (...)"




http://rosaleonor.blogspot.com/2008/05/av-maria.html

Imagem: Google

sábado, 10 de maio de 2008

Suprimindo a Donzela


“Freya era a deusa da juventude, amor e beleza em O Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, a quem Wotan fez a dádiva dos gigantes em troca da construção do Valhalla, o seu castelo-fortaleza e monumento à sua eterna forma e masculinidade. Trata-se de um tema recorrente na mitologia dos patriarcados: é Agamémnon em A Ilíada, sacrificando a filha, Ifigénia, para que a sua armada pudesse navegar para Tróia; é Zeus concordando que Hades podia raptar Proserpina. É também a metáfora para a psicologia, dos homens que trocam a sua juventude, a importância do amor e uma apreciação de beleza pela sua ambição. Sacrificam a anima, suprimindo a faceta feminina da psique em prol do poder. Não se permite ao feminino que desenvolva e contribua para a criatividade, sensibilidade e perspectiva da personalidade masculina. A anima, simbolizada por uma donzela, é vista e tratada da mesma maneira que as mulheres – desvalorizada e suprimida no mesmo grau.”

Jean Shinoda Bolen, Travessia para Avalon, Planeta Editora

“Isso também acontece às mulheres. Repudiar as qualidades da juvenil Freya é o preço do sucesso no mundo dos homens. Uma mulher não consegue obter êxito se se perceber que é demasiado feminina, que tem um coração terno, é vulnerável ou emocional. Nem pode ter sucesso, geralmente, se possuir a confiança em si mesma da Grande Deusa Freya, porque então não saberá qual o seu lugar.”

Jean Shinoda Bolen, Travessia para Avalon, Planeta Editora

De vez em quando, “abcessos”, “tumores”, excessos disto formam-se num ponto específico da nossa civilização e das masmorras dos Fritzes saem as Freyas abusadas, para grande escândalo de todos nós, distraídos que andamos dos conteúdos dos nossos próprios subterrâneos...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Blindness/Ensaio sobre a Cegueira


Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
Livro dos Conselhos
(citação presente na primeira página do livro Ensaio sobre a Cegueira)

Fernando Meirelles (realizador de filmes como o Fiel Jardineiro e Cidade de Deus), adaptou para cinema a obra de José Saramago vencedora de um Nobel (Ensaio Sobre a Cegueira). Blindness é o título do filme que promete tornar-se num dos melhores do ano, quer seja pela história, pelo realizador ou pelo elenco (Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Sandra Oh e Gael García Bernal.

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=r9S2KwhKGO8

in http://clube-dos-poetas-mortos.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ressonância Schumann


Conteúdo de um mail recebido há pouco (mas de que a Net está cheia...)

"Para você que se esqueceu que a Mãe Terra está vibrando em ritmo mais acelerado, segue abaixo o texto sobre a RESSONÂNCIA SCHUMANN, que explica porque o dia tem agora 16h e não 24h. Programe-se para vibrar em sintonia com o Coração da Mãe Terra, pois só assim você vai conseguir dar conta da sua agenda pessoal em sintonia com a Agenda Cósmica ..."
http://www.caminhosdeluz.org

"Não apenas as pessoas mais idosas, mas também as jovens passam pela experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela ressonância Schumann procura dar-se uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra está cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (daí chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa frequência biológica natural. Sempre que os astronautas, aquando das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à acção de um simulador Schumann, recuperavam o equilíbrio e a saúde. Por vários anos os batimentos do coração da Terra tinham essa frequência de pulsações e a vida desenrolava-se em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz.

O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos fizeram-se sentir: perturbações climáticas, maior actividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, o dia de 24 horas, na verdade, tem somente 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo se está a passar rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deve estar à procura de formas de voltar ao seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, que será pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projectarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançosos, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.


Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cientistas e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade foram feitos para estar sempre em harmonia, como os astronautas testemunham das suas naves espaciais. Nós, seres humanos, precisamos da Terra que nossa casa é, que amamos. Porquê? Segundo a teoria de Schumann, possuímos a mesma natureza bioeléctrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

Se queremos que a Terra reencontre o seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem stresse, com mais serenidade, com mais harmonia, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos a coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a sermos cada vez mais competitivos e efectivos. Precisamos de respirar juntamente com a Terra, para conspirar com ela pela Paz."

Leonardo Boff

Imagem: http://www.curaplanetaria.com/curaplanetaria.htm


sábado, 3 de maio de 2008

O CULTO DA VIDA


"É tempo de deixar de parte o conceito de sagrado associado às religiões e sim olhar o Sagrado da Vida em si mesma, da Natureza, dos elementos e do Cosmos e olhar a pessoa humana como um todo!
Basta de preconceitos religiosos dogmáticos e fanáticos que dissociam a natureza sagrada de tudo o que é vivo para eleger um deus morto e cruzificado pela estupidez dos homens...
Basta de culto e medo da morte...

Saudemos a vida e tudo o que respira como manifestação da Deusa e da Terra. Saudemos Gaia no seu processo de renovação em cada estação e os seus ciclos de vida e mortes sucessivas...rlp"

Mulheres & Deusas
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Como seria o nosso mundo se todo o zelo e todo o fervor aplicados no culto a um deus morto, exangue, pendurado numa cruz, tivesse sido aplicado na preservação do Rio, da Nascente, da Montanha, da Floresta e de todas as formas de Vida?

Hoje fiz um piquenique no campo, à beira de um riacho límpido - o que, infelizmente não garante que não esteja poluído de alguma forma... Estes locais são já tão raros, tão frágeis, tão expostos ao saque - mil vezes mais grave que os que possam sofrer todos os tesouros acumulados por todas as igrejas do mundo...
A construção avança, máquinas imponentes desbravam tudo em redor, e sentimos que é por mero acaso que ainda corre ali aquela água, que no entanto é mais que tudo SAGRADA...

Que bom seria olharmos para estes locais como TEMPLOS PRECIOSOS, daqueles que nenhuma mão humana poderá jamais edificar; olhar para eles como partes vivas do Planeta, que é o mesmo que dizer partes vivas de nós mesmos...

Um templo destruído ou saqueado pode sempre ser restaurado, mas a um Rio quem o ressuscita?


Imagem: meuslivros.weblog.com.pt

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Sistema de Dominação


"(...) O solo comum das várias escolas de ecologia social é o reconhecimento de que a natureza fundamentalmente antiecológica de muitas das nossas estruturas sócio-económicas está arraigada no que Riane Eisler *chamou de "sistema do dominador" de organização social. O patriarcado, o imperialismo, o capitalismo e o racismo são exemplos de dominação exploradora e antiecológica. O ecofeminismo poderia ser encarado como uma escola especial de ecologia social, uma vez que também aborda a dinâmica da dominação social dentro do contexto do patriarcado. Entretanto, a sua análise cultural das muitas facetas do patriarcado e das ligações entre feminismo e ecologia vai muito além do arcabouço da ecologia social. Os ecofeministas vêem a dominação patriarcal das mulheres pelos homens como o protótipo de todas as formas de dominação e exploração: hierárquica, militarista, capitalista e industrialista. Eles mostram que a exploração da natureza, em particular, tem marchado de mãos dadas com a das mulheres, que têm sido identificadas com a natureza através dos séculos. Essa antiga associação entre mulheres e natureza liga a história das mulheres com a história do meio ambiente, e é a fonte de um parentesco natural entre feminismo e ecologia. Consequentemente, os ecofeministas vêem o conhecimento vivencial feminino como uma das fontes principais de uma visão ecológica da realidade."
Fritjof Capra

* "O Cálice e a Espada", Via óptima

http://hps.infolink.com.br/peco/nage_02.htm

Imagem: Google

Dia do trabalhador


Sugestões para este dia:

Questione os rótulos que permitiu que lhe pusessem: TRABALHADOR, CONSUMIDOR, ESPECTADOR...

Descubra aquela actividade que, à semelhança do nosso grande Manoel de Oliveira, por exemplo, o faz ser criativo e apaixonado pelo que faz aos - quase, vai completá-los em Dezembro - 100 anos!

A ideia de que, se não consumirmos a "máquina" pára, não é assim. Ela vai parar por si mesma, quando tivermos "consumido" mesmo todos os recursos do planeta...

Passe para o outro lado do ecrã e seja o herói do filme da sua vida!

Então, desligue o televisor, pense na sua real vocação, vá até ao campo - hoje é dia da espiga, aquele raminho contendo: oliveira (a luz), malmequer (a alegria), uma papoila (vitalidade), uma espiga (o alimento). Não se esqueça de explicar às plantas que é por uma boa causa que as colhe. Desenhá-las é outra opção (desenho à vista, de preferência).


Sinta-se, não um escravo do sistema, mas uma pessoa LIVRE para escolher viver de outro modo. É possível!

http://www.eb1-tojeiro.rcts.pt/trabalhos.htm

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Eco-alfabetização e ecodesign

”Estas definições implicam que o primeiro passo correlacionado com o nosso empenho para construir comunidades sustentáveis deve ser em direcção à “alfabetização ecológica", i.e., entender os princípios de organização evolutiva dos ecossistemas na sustentação da teia da vida. Nas próximas décadas a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa alfabetização ecológica – a nossa habilidade para entendermos os princípios básicos da ecologia e vivermos de acordo com a sua observação. Isto significa que a eco-alfabetização deve tornar-se uma qualificação indispensável para políticos, líderes empresariais e profissionais em todas as esferas, e deverá ser a parte mais importante da escolaridade, em todos os níveis – desde a escola primária até à escola secundária, faculdades e universidades, na educação contínua e no treino de profissionais.

Nós temos que repassar para os nossos filhos
os factos fundamentais da vida:

- que as sobras abandonada por uma espécie são alimento para outra;
- que a matéria circula de forma contínua através da teia da vida;
- que a energia que promove os ciclos ecológicos flui do sol;
- que a diversidade assegura flexibilidade;
- que a vida, desde os seus primórdios, mais de três biliões de anos atrás, não assumiu o planeta através do combate, mas através de redes de trabalho integrado.

A ecoalfabetização é o primeiro passo na estrada da sustentabilidade.
O segundo passo é movimentar-se da eco-alfabetização para o ecodesign. Temos que aplicar o nosso conhecimento ecológico para a replaneamento fundamental das nossas tecnologias e instituições sociais, de modo a estabelecermos uma ponte entre o planeamento humano e os sistemas de ecoplaneamento

ecologicamente sustentáveis da Natureza. Planeamento, na acepção ampla da palavra, consiste em direccionar os fluxos de energia e da matéria para a finalidade humana.

O ecoplaneamento (ecodesign) constitui um processo pelo qual os nossos objectivos humanos são cuidadosamente entrelaçados com os padrões maiores e com os fluxos do mundo natural. Os princípios do ecoplaneamento reflectem os princípios da organização evolutiva da natureza e que sustentam a teia da vida.

Exercer a prática do planeamento industrial neste contexto requer uma mudança fundamental de atitude para com a natureza, abandonando o conceito de “o que podemos extrair da natureza" e substituindo-o por “o que podemos aprender com ela." (...)

"Nós estamos presentemente no limiar de uma transição histórica, da idade do petróleo para a idade do hidrogénio."

"(...) eu gostaria de enfatizar que a transição para um futuro sustentável, já não configura um problema técnico ou conceptual: é um problema de valores e de empenho político. "

"O chamado mercado-global, em rigor, não é um mercado de forma alguma, mas uma rede de máquinas programadas para agirem segundo um único valor: ganhar dinheiro por ganhar dinheiro, à exclusão de todos os outros."

Fritjof Capra

http://www.cosmonauta.com.br/FritjofCapra/FritjofCapra.htm

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A ECOLOGIA PROFUNDA


No seu mais novo livro, A Teia da Vida (Cultrix-Amana), Fritjof Capra* mostra como a ecologia profunda - a concepção que não separa os homens da natureza - ganha relevância na nova visão da realidade.

“(...) O paradigma que está agora retrocedendo dominou a nossa cultura por várias centenas de anos, durante os quais modelou a nossa moderna sociedade ocidental e influenciou significativamente o resto do mundo. Esse paradigma consiste em várias ideias e valores entrincheirados, entre os quais a visão do universo como um sistema mecânico composto de blocos de construção elementares, a visão do corpo humano como uma máquina, a visão da vida em sociedade como uma luta competitiva pela existência, a crença no progresso material ilimitado, a ser obtido por intermédio de crescimento económico e tecnológico, e - por fim, não menos importante - a crença em que uma sociedade na qual a mulher é, por toda a parte, classificada em posição inferior à do homem é uma sociedade que segue uma lei básica da natureza. Todas essas suposições têm sido decisivamente desafiadas por eventos recentes. E, na verdade, está ocorrendo, na actualidade, uma revisão radical dessas suposições.

Ecologia Profunda

O novo paradigma pode ser chamado de uma visão do mundo holística, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma colecção de partes dissociadas. Pode também ser denominado visão ecológica, se o termo "ecologia" for empregado num sentido muito mais amplo e profundo que o usual. A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenómenos e o facto de que, enquanto indivíduos e sociedades, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos). Os dois termos, "holístico" e "ecológico", diferem ligeiramente nos seus significados, e parece que "holístico" é um pouco menos apropriado para descrever o novo paradigma. Uma visão holística, digamos, de uma bicicleta significa ver a bicicleta como um todo funcional e compreender, em conformidade com isso, as interdependências das suas partes. Uma visão ecológica da bicicleta inclui isso, mas acrescenta-lhe a percepção de como a bicicleta está encaixada no seu ambiente natural e social - de onde vêm as matérias-primas que entram nela, como foi fabricada, como o seu uso afecta o meio ambiente natural e a comunidade pela qual ele é usada, e assim por diante. Essa distinção entre "holístico" e "ecológico" é ainda mais importante quanto falamos sobre sistemas vivos, para os quais as conexões com o meio ambiente são muito mais vitais. O sentido em que eu uso o termo "ecológico" está associado a uma escola filosófica específica e, além disso, a um movimento popular global conhecido como "ecologia profunda", que está rapidamente adquirindo proeminência. A escola filosófica foi fundada pelo filósofo norueguês Arne Naess, no início dos anos 70, com sua distinção entre "ecologia rasa" e "ecologia profunda". A ecologia rasa é antropocêntrica, ou centralizada no ser humano. Ela vê os seres humanos como situados acima ou fora da natureza, como a fonte de todos os valores, e atribui apenas um valor instrumental, ou de "uso", à natureza. A ecologia profunda não separa seres humanos - ou qualquer outra coisa do meio ambiente natural. Ela vê o mundo não como uma colecção de objectos isolados, mas como uma rede de fenómenos que estão fundamentalmente interconectados e são interdependentes. A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco dos seres vivos e concebe os seres humanos apenas como um fio particular na teia da vida. Em última análise, a percepção da ecologia profunda é percepção espiritual ou religiosa. Quando a concepção de espírito humano é entendida como o modo de consciência no qual o indivíduo tem uma sensação de pertinência, de conexão, com o cosmos como um todo, torna-se claro que a percepção ecológica é espiritual na sua essência mais profunda.(...)”

in http://hps.infolink.com.br/peco/nage_02.htm
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Fritjof Cap
ra- físico e teórico de sistemas, autor de "O Tao da Física" (1975), "Ponto de Mutação"(1982), "Conexões Ocultas" (2002)

"O Tao da Física analisa as semelhanças entre os conceitos da Física Moderna e o Misticismo Oriental. Fritjof Capra mostra o que há em comum entre a física atómica e subatómica, a teoria da relatividade e a astrofísica com as tradições místicas orientais do Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, do Zen e do I Ching."

"Acredito que a visão de mundo sugerida pela Física Moderna seja incompatível com a nossa sociedade actual, a qual não reflecte o harmonioso estado de inter-relacionamento que observamos na natureza. Para se alcançar tal estado de equilíbrio dinâmico, será necessária uma estrutura social e económica radicalmente diferente: uma revolução cultural na verdadeira acepção da palavra. A sobrevivência de toda a nossa civilização pode depender de sermos ou não capazes de realizar tal mudança". in "Ponto de Mutação"

"Conexões Ocultas - As últimas descobertas científicas mostram que todas as formas de vida - desde as células mais primitivas até às sociedades humanas, suas empresas e Estados nacionais, até mesmo à economia global - se organizam segundo o mesmo padrão e os mesmos princípios básicos: o padrão em rede. Neste livro, Capra desenvolve uma compreensão sistémica e unificada que integra as dimensões biológica, cognitiva e social da vida e demonstra claramente que a vida, em todos os seus níveis, está interligada por redes complexas. Segundo Capra, os seres humanos estão ligados à teia da vida no nosso planeta, daí a necessidade de organizarmos o mundo segundo um conjunto de crenças e valores que não tenha a acumulação de dinheiro por único sustentáculo. Esta mudança de atitude para uma economia ecologicamente sustentável e socialmente justa é fundamental não só para as organizações humanas, como também para a sobrevivência de toda a humanidade."

http://www.agirazul.com.br/fsm4/_fsm/00000198.htm


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A Lenda Pessoal

Lembram-se de "O Alquimista", do Paulo Coelho?...

"(...) A Lenda Pessoal é um caminho que dá sentido à existência pessoal de cada um de nós, que nos faz brilhar de dentro para fora. É um entusiasmo que brota dentro de nós, quando sentimos que o que estamos a fazer é o que devíamos estar a fazer nesse exacto momento, nesse exacto local. Isto acontece quando estamos a seguir a nossa Lenda Pessoal. Contudo, nem todos nós temos a coragem de nos confrontarmos com o nosso sonho, com o potencial que está dentro de nós. (...)"

Leia mais em: http://www.jaimegrace.com/lendapessoalviagemheroi.htm
Imagem: http://www.fotolog.com/gabrielguedes/

Sete Pilares da Masculinidade


"É preciso a ajuda de muitos homens para tornar um rapaz num homem. A escola não o faz. Ver televisão também não. A mamã por mais que se esforce não o consegue fazer por si própria. Os rapazes precisam de exposição a modelos saudáveis masculinos para crescerem saudáveis e saberem viver a sua masculinidade em adultos. Esta necessidade de modelos saudáveis masculinos não termina na adolescência, continua na idade adulta, mesmo na meia-idade. Se esta necessidade é suprida, a vida torna-se muito mais suportável, segura, interessante e amistosa. A sensação de luta solitária e de iminente fracasso é substituída por uma experiência da vida como uma viagem apoiada em direcção à mestria de ser homem.

Se as suas necessidades de desenvolvimento não foram satisfeitas na infância e na adolescência é muito provável que você não tenha consciência disso. Até crianças que cresceram em famílias mais bizarras assumem que a sua vida é normal. Você só começa a suspeitar que algo está mal quando a sua vida começa a “descarrilar”. Isto é o que acontece à maior parte dos homens hoje em dia. Alguns dos sinais indicadores disto são os problemas com os quais são confrontados e que servem de alerta para as profundas falhas no seu ser. Este problemas têm a ver com problemas de saúde, com o casamento, com o facto de assumirem serem pais, com a capacidade de fazer amigos, com o fracasso no trabalho, etc. Enquanto jovens adultos agimos com confiança excessiva, vaidosa e alegre, mas à medida que a pressão da vida começa a acumular-se e a tornar-se insuportável, as nossas deficiências começam a tornar-se mais óbvias. A desconcertante performance dos nossos líderes masculinos, a todos os níveis da sociedade, é um sintoma deste problema. Um líder masculino vai beber a sua experiência aos excepcionais cuidados paternos que teve. Ele é o “pai” para uma equipa, para uma empresa ou até para um país.

Na natureza, todo o desenvolvimento segue uma sequência pré estabelecida. No caso específico do desenvolvimento masculino esta sequência foi esquecida e o processo foi deixado muito ao acaso. Se olharmos para culturas mais antigas, vemos um esforço imenso e focalizado para cuidar do crescimento dos rapazes – rituais, aprendizagens e processos que só muito superficialmente têm equivalente na nossa cultura. Robert Bly e outros identificaram sete pilares essenciais para o desenvolvimento da masculinidade, que veremos mais à frente. O objectivo não é só ser bem “ajustado”, mas algo com mais valor – ter uma vida gloriosa. Os caçadores sioux, o guerreiro zulu, o ancião aborígene e o artífice medieval viveram vidas gloriosas, cuidaram dos seus e protegeram os seus e seu mundo. Por que não o homem moderno?

Um com o Pai

O seu pai é a linha de contacto com a sua masculinidade. Assim, problemas não resolvidos com ele vão afectar o modo como você vai viver a sua masculinidade, pois ele foi e é, consciente ou inconscientemente para si, o seu modelo, seja esse modelo negativo ou positivo. Uma possível direcção a seguir é o de trabalhar no sentido de clarificar e resolver a relação existente entre você e ele. Será muito difícil para si continuar com sucesso a sua vida até que o compreenda, perdoá-lo e, de algum modo , chegar a respeitá-lo. Isto pode ser feito através de uma conversa com ele, se está vivo, ou na sua mente, se ele já faleceu.

Sexualidade Sagrada

É importante não só aprender a estar confortável com a sua própria sexualidade, que já é um passo muito importante em si, mas ir além disso, e aprender como sentir-se transformado e realizado através da sua própria sexualidade. A sexualidade poderá ser vivida por si como uma parte baixa e obsessiva da sua vida ou como uma fonte sagrada de poder e bem-estar. Não há ponto médio. O primeiro passo é reposicionar a sua energia sexual em si próprio, em vez de a “dar” às mulheres. Depois é preciso aprender a arte da “caça” – o papel específico que um homem deve assumir na “dança” entre homem e mulher.

Encontrar uma Parceira em Termos Iguais

Todos podem arranjar uma parceira, o problema é manter essa parceira. Para fazer isto é necessário aprender a encontrar a sua parceira como um ser diferente mas igual. Isto significa respeitá-la mas também respeitar-se a si próprio. De modo a ter uma relação duradoura e com sucesso, terá por vezes de discutir ferozmente e fazê-lo de um modo seguro e focalizado para que os problemas sejam resolvidos. Nos actuais casamentos modernos, em geral, as mulheres abandonam homens demasiado “moles” e homens demasiado “durões” afastam rapidamente mulheres que se auto-respeitam. O homem moderno deve aprender a comunicar rapidamente.

Tempo de Qualidade com os Filhos

Não é possível ser-se pai à distância, por intermédio de outra pessoa, por detrás de um jornal, olhando para a TV ou deixando tudo ao cuidado da sua parceira – porque uma mulher não possui todos as valências necessárias para tal. É preciso encontrar o equilíbrio certo para os seus filhos entre ser “duro” e “suave”. Isto é especialmente importante para os rapazes. Eles irão precisar de muitas horas por dia dos seus cuidados, se é para progredirem no sentido da sua masculinidade. As filhas também dependem do pai para uma larga fatia da sua auto-estima.

Aprender a ter Verdadeiros Amigos Homens

Você precisa de ter apoio emocional de outros homens e descobrir como completar a sua própria iniciação na masculinidade. Deve também encontrar maneira de dar isto aos seus próprios filhos adolescentes. Todos os homens necessitam da ajuda de outros homens para completar algumas transições na sua vida, assim como para ter uma vida com calor humano e descontraída.

Satisfação no Trabalho

Empreenda esforços para encontrar um trabalho ou profissão em que acredite. Isto para que o seu tempo e a energia da sua vida sejam gastos na direcção do seu coração ou motivação. Não é suficiente só encontrar um ganha-pão. O verdadeiro trabalho dos homens é de apoiar e proteger a vida, de ajudar a construir um mundo melhor. Se não acredita no seu trabalho, então a suas contradições internas podem começar a matá-lo aos poucos, dia após dia. Isto é muito importante.

Liberte o seu Espírito Selvagem

O deus dos homens não se encontra nos subúrbios ou nas torres de escritórios. A estabilidade interior não é conseguida através das conquistas, realizações profissionais ou de bens que possui. Precisa de encontrar uma base espiritual para a sua vida interior que seja especificamente masculina e baseada na natureza, que o ligue ao planeta no qual vive. À medida que envelhece esta ligação será a sua fonte de força e harmonia, libertando-o do medo e das dependências nos outros.

Traduzido e adaptado por Jaime Graça a partir de - Biddulph, S., “Manhood”, Hawthorn Press, Gloucestershire, 2003.

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terça-feira, 29 de abril de 2008

O Nosso Medo Maior


"O nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
O nosso maior medo é descobrir que somos muito mais poderosos do que pensamos.
É nossa luz e não nossa escuridão, aquilo que mais nos mete medo.
Questiona-mo-nos: quem sou eu para ser isso? Para ser brilhante, sedutor/a, talentoso/a, fabuloso/a?
Na verdade, quem és tu para não seres?
És um/a filho/a de Deus.
Quando fazes o jogo de não sobressair não estás a ajudar o mundo.
Não existe nada de luminoso em nos diminuirmos para que os outros não se sintam inseguros ao nosso lado.
Nascemos para manifestar a glória de Deus que está em todos e não apenas em alguns eleitos.
E quando deixamos a nossa luz brilhar damos permissão inconscientemente para que os outros também façam o mesmo.
Quando nos libertamos do nosso próprio medo, a nossa presença automaticamente liberta os outros!"

Marianne Williamson, “O Regresso ao Amor"

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Evitar a Experiência Presente

“Consciente ou inconscientemente, por vezes evitamos a experiência do presente. Pura e simplesmente não estamos lá. É como os ingleses dizem em tom de laracha: “As luzes estão acesas mas não está ninguém em casa”. A parte triste é que muitas vezes hipotecamos partes das nossas vidas, decidindo não viver o presente. Depois, mais tarde, temos dificuldade em nos lembrar como era a pessoa com quem falámos, o que sentimos ou mesmo o que fizemos. Pois é, isto são sinais claros de não termos estado lá e, para tornar as coisas mais simples, seguem alguns exemplos de “Como Não Estar”:

- Repetição da História, Contar Histórias e Antecipação.

Em geral indica resistência para trabalhar com emoções e sentimentos no momento presente.

- Sobrismo. Refere-se à procura das explicações causais –
como que à procura de uma ideia (insight) “sobre” o problema,
tentando encontrar um remédio para ele.
Em contraste a Gestalt dá ênfase ao dar-se conta
dos sentimentos e emoções no presente i.e. a experiência do que
se está a passar em vez da interpretação dessa mesma experiência.

- Devismo. É uma abordagem que envolve juízos de valor
sobre partes de nós próprios que são consideradas inadequadas.
Emerge como um conflito frequente no caminho de
desenvolvimento espiritual e em comunidades espirituais –
em relação a crenças dogmáticas, atitudes e
expectativas do próprio e dos outros.
Muitos de nós desenvolvemos uma
relação ficcional com quem pensamos que devemos ser
em vez de uma relação real com quem somos.

- Manipulação. Pode tomar uma forma subtil de dizer
ou fazer a coisa certa, com o objectivo de parecer bem,
para ser um bom rapaz ou uma boa rapariga ou para alcançar um bom nível de desempenho.”

http://cafeemocional.wordpress.com/

Imagem: Magritte, "L'Empire des Lumières