segunda-feira, 21 de abril de 2008

Render-se à Alma


"A verdadeira espiritualidade, aquela que não tem folclore da nova era nem está eivada de ego, é acerca de servir. Vivemos numa época de renascença espiritual, em que percebemos finalmente que estamos famintos da alma, num mundo racionalista que exacerba o MEU. Estamos famintos da ALMA! É a alma que nos chama docemente na inquietude das nossas noites, no som desta canção, nas fibras mais íntimas do nosso ser.
Não temos que IR a lado nenhum para encontrar a alma. O castelo da alma está bem dentro de nós. Como chegamos lá? rendendo-nos! Rendendo-nos."
Vera Faria Leal

sábado, 19 de abril de 2008

Angelina Jolie

Texto de um power point que recebi hoje, sobre o trabalho humanitário de Angelina Jolie, acompanhado de belas fotos que não dá para colocar aqui - terão que ser imaginadas...

"Um só planeta,

dois mundos tão distantes...

Porém, há tantos que despertam e adormecem com fome...

A Terra produz o suficiente para todos.

Políticos de um partido qualquer,

comemoram uma vitória qualquer,

numa eleição qualquer...

Que diferença faz...?

Cada vez mais imersa em escândalos, falcatruas e no seu eterno teatro de vaidades, a política partidária distancia-se cada vez mais daqueles a quem deveria servir: o povo...

As bolsas de valores

comemoram os crescentes

lucros obtidos com

rentáveis acções.

É a festa dos ricos,

cada vez mais ricos...

Enquanto isso, no outro extremo, a vã espera por qualquer resto, migalha ou sobra que possa atenuar a fome...

Que cruel abismo é este que construímos...?

De um lado, o consumo desenfreado,

E do outro, nada para consumir...

Como a vida é frágil,

se a abandonam...

Separados pelo abismo, dois mundos diferentes:

de um lado, o nosso mundo, o dos abençoados pelo destino;

do outro, o triste mundo da grande maioria de excluídos, esquecidos, ignorados pelo destino...

Enquanto a maioria prefere ignorar o que se passa do outro lado do abismo, existem, - ainda bem -, aqueles que vêem mais além, que se preocupam, e tentam construir pontes.

E uma destas pessoas chama-se Angelina,

‘pequeno anjo’ em italiano.

O que leva uma jovem actriz a abdicar de todo o conforto, e a viajar por meio mundo para aliviar com o seu abraço um coração entristecido...?

O garoto africano, de sete anos de idade, traumatizado pelos muitos conflitos tribais que já presenciou, vive excessivamente agitado, motivo pelo qual a família o mantém amarrado o tempo todo.

Durante a visita, diante do carinho e do abraço, aquietou-se...

Há sete anos envolvida em trabalhos humanitários, Angelina Jolie conta que durante os primeiros dois anos chorava continuamente durante as viagens. Hoje, diz que aprendeu a controlar melhor o sentimento de desespero diante de tamanha miséria, e que busca meios que viabilizem uma solução para tantos problemas encontrados.

Como embaixadora da boa vontade das Nações Unidas, ela tem percorrido dezenas de países:

Chade, Costa Rica, Índia, Paquistão, Líbano, Sudão, Tailândia, Sri Lanka, Tanzânia, Equador, Namíbia, Cambodja, Serra Leoa, entre outros.

A primeira pessoa a ser agraciada com o título de “Cidadã do Mundo”, conferido pelas Nações Unidas.

“Eu não me sinto apenas americana, mas também cidadã do mundo.”

Angelina Jolie foi escolhida pela revista Time como a segunda mulher mais influente do globo.

Além de emprestar a sua imagem, e de doar o seu tempo e dinheiro a refugiados e órfãos, ela procura levar a realidade que vivencia nas suas viagens até aos líderes mundiais e governantes dos países ricos, propondo soluções e desencadeando acções.

Segundo a reportagem da revista Time, doa um terço de seus rendimentos em prol das causas humanitárias.

Chamar a atenção do mundo para as causas humanitárias, envolvendo-se intensamente em cada projecto, também tem os seus riscos.

Enquanto visitava Angola juntamente com a Unicef, após a guerra em 2002, foi contaminada gravemente pela malária, chegando a quase perder a audição.

Na época, ao comentar o episódio numa entrevista, afirmou:

“Existem alguns riscos que são dignos de se correr, porém o medo de riscos é indesculpável. Temos que defender aquilo em que acreditamos.”

Numa outra entrevista, ela afirma que durante a adolescência era um tanto rebelde, e que não conseguia imaginar-se constituindo família algum dia. Acrescenta que a oportunidade de colaborar para uma causa mais nobre mudou toda a sua maneira de ver a vida.

“O que eu tenho feito tem-me dado uma nova perspectiva e levado a descobrir um outro mundo, de dor e medo. Tentar chegar ao próximo conduziu-me a uma vida de significado”.

Certa vez, interrogada por um jornalista sobre as suas motivações humanitárias, respondeu (sobre Maddox, um de seus três filhos adoptivos):

"Gostaria que Maddox se recordasse de mim não apenas como uma actriz que representou bem e que por isso ganhou prémios, mas também como alguém que se preocupou com os outros e que fez, ou que pelo menos tentou, com que o mundo fosse melhor para os outros".

“Angelina representa este momento de ressaca e digestão dos tempos de excesso, em que questões antes tidas como públicas se tornam responsabilidade pessoal.”

Camila Piza, psicóloga

“Sexy, sem ser vulgar, Angelina concentra a versatilidade do papel feminino contemporâneo. As suas mil faces não deixam espaço para a imagem certinha. É o novo tipo de celebridade. Enfim, uma heroína de carne e osso. “

Dario Caldas, sociólogo

“Guerreira e frágil, a diva ambígua constrói, com um velho coração maternal, uma nova família multiracial.”

Revista Veja

Uma heroína com os olhos voltados para o mundo real, que ela tenta melhorar com compaixão e bravura.

Os prémios, o Oscar e o Globo de Ouro que ela acumula, os filmes e os festivais... tudo isso passará... Porém, o amor, a solidariedade, a generosidade e a compaixão... são estes os bens eternos, que para sempre acompanharão aqueles que os manifestam..."

“Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.”

Érico Veríssimo

Formatação do power point: um_peregrino@hotmail.com (adaptado)

Imagem: Google

sexta-feira, 18 de abril de 2008


Este Encontro de Mulheres, apesar de ter sido pouco concorrido (certamente por receio do temporal previsto para a noite de 17 de Abril) foi muito intenso e poderoso. A comunicadora, Paula Matos, em vez de falar de Constelações Familiares, optou por guiar-nos em exercícios práticos. Em vez de apelar à nossa mente, apelou ao nosso coração, e o resultado foi, inesperadamente, devo confessar, dos mais surpreendentes. E foi isto: experienciar a energia do Grande Feminino... Sublime.

Obrigada à vida e às Mulheres presentes, às organizadoras e às participantes.

O meu abraço do coração para todas.

Imagem: Grande Mãe Gaia

segunda-feira, 14 de abril de 2008

ENCONTROS DE MULHERES

Paula Matos (Constelações Familiares)

Quinta-feira, 17 de Abril, Galeria Art For All, em Cascais

O CÍRCULO MÁGICO


A DEUSA DANÇA NO CENTRO DOS NOSSOS CORAÇÕES,
ESSE É O CÍRCULO MÁGICO...

"É um previlégio estar viva como mulher neste momento crucial de despertar. Você é parte desta re-emergência, eu também sou. Isto está acontecendo nos mais diversos contextos culturais. É um fenómeno global.

O processo de criação de uma nova cultura onde o poder, beleza e mistério coexistem não é algo que possa ser adiado. Para tal precisamos de nos comprometer na jornada interna que leva à profunda transformação do registo patriarcal na psique feminina. A arte atemporal de participarmos de círculos, articulada de forma essencial por Jean Shinoda Bolen, renova a visão e revela um caminho." May East

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Hipátia de Alexandria

Hipátia (ou Hipácia) de Alexandria (em grego: Υπατία), matemática e filósofa neo-platónica, nascida aproximadamente em 370 E.C. e assassinada em 415 E.C..

"Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e a sua base era em Alexandria. Apesar das grandes chances de florescer, ela decaiu. A sua última cientista foi uma mulher, considerada pagã. O seu nome era Hipácia. Com uma sociedade conservadora a respeito do trabalho da mulher e do seu papel, com o aumento progressivo do poder da Igreja, formadora de opiniões e conservadora quanto à ciência, e devido ao facto de Alexandria estar sob domínio romano, após o assassinato de Hipácia, em 415, essa biblioteca foi destruída. Milhares dos preciosos documentos que nela existiam foram em grande parte queimados e perdidos para sempre, e com eles todo o progresso científico e filosófico da época."

Carl Sagan, "Cosmos"

Vale a pena ler a história desta filósofa em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%A1tia

Rita Levi Montalcini


Rita Levi Montalcini!

Prémio Nobel da Medicina.


A Dra. Rita Levi, que tem 98 anos recebeu o Prémio Nobel de Medicina há 21 anos, quando tinha 77 !!!
Rita Levi Montalcini , nasceu em Turim, Itália em 1909 e obteve o título de Medicina na especialidade de Neurocirurgia. Por causa da sua ascendência judaica viu-se obrigada a deixar a Itália, um pouco antes do início da II Guerra Mundial.

Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger, do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de San Louis. Os seus trabalhos em conjunto com Stanley Cohen serviram para descobrir que as células só começam a reproduzi-se quando recebem a ordem para isso, ordem que é transmitida por umas substâncias chamadas fatores do crescimento. Obteve o Prémio Nobel de Fisiologia no ano de 1986, que compartilhou com Stanley Cohen.

ENTREVISTA
- Como vai celebrar os seus 100 anos?
- Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada dia!
- E o que é que faz?
- Trabalho para dar uma bolsa de estudos a meninas africanas para que estudem e prosperem ..Elas e os seus países. E continuo a investigar, continuo a pensar.
- Não vai aposentar-se?
- Jamais! Aposentar-se é destruir cérebros! Muita gente aposenta-se e
abandona-se... E isso mata o seu cérebro. E adoece.
- E como está o seu cérebro?
- Como quando eu tinha 20 anos! Não noto diferença em ilusões nem em capacidade. Amanhã
voo para um congresso médico.

- Mas terá algum limite genético ?
- Não. O meu cérebro vai ter um século..., mas não conhece a senilidade.O corpo enruga-se, não posso evitar, mas não o cérebro!
- Como faz isso?
- Possuímos grande plasticidade neural: mesmo quando morrem neurónios, os que restam reorganizam-se para manter as mesmas funções. Mas para isso é conveniente estimulá-los!
- Ajude-me a fazê-lo.
- Mantenha o seu cérebro com ilusões, ativo, faça-o trabalhar e ele nunca se degenera .
- E viverei mais anos?
- Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é manter curiosidades, empenho, ter paixões....

- A sua foi a investigação científica?
- Sim e continua a ser.
- Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso...
- Sim, em 1942. Dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, fator do crescimento nervoso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida a sua validade, e em 1986, deram-me o prémio por isso.
- Como foi que uma garota italiana dos anos vinte se converteu em neurocientista?

- Desde menina tive o empenho de estudar. O meu pai queria casar-me bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.
- O seu pai ficou magoado?
- Sim, mas eu não tive uma infância feliz : sentia-me feia, tonta e pouca coisa. Os meus irmãos mais velhos eram muito brilhantes e eu me sentia-me tão inferior...
- Vejo que isso foi um estímulo...

- O meu estímulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que estava em África para ajudar com a lepra. Desejava ajudar os que sofrem , isso era o meu grande sonho...!
- E tem-no feito... com a sua ciência.
- Sim, hoje, ajudo as meninas de África para que estudem. Lutamos contra a enfermidade, a opressão da mulher nos países islâmicos, por exemplo, além de outras coisas...!
- A religião freia o desenvolvimento cognitivo?

- A religião marginaliza muitas vezes a mulher perante o homem, afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões estão a tentar corrigir essa posição.
- Existem diferenças entre os cérebros do homem e da mulher?
- Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não há diferença alguma.
- Porque é que ainda existem poucas cientistas?
-
Não é assim! Muitas descobertas científicas, atribuídas a homens, realmente foram feitas pelas suas irmãs, esposas e filhas. *
- É verdade?
-
A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra. Hoje, felizmente, há mais mulheres que homens na investigação científica: as herdeiras de Hipatia!
- A sábia Alexandrina do século IV...

- Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos misóginos, como ela. Claro, o mundo tem melhorado alguma coisa...

(...)

Leia mais em: http://www.bemviver.org/

* Mito da deusa Métis, engolida por Zeus, seu marido (ver Jean Shinoda Bolen, "AS DEUSAS E A MULHER MADURA", Livraria Spirit)


quarta-feira, 9 de abril de 2008

Irena Sendler

Pode ler aqui sobre esta polaca de 97 anos que apenas agora vê reconhecido o seu valor enquanto heroína da 2ª Guerra Mundial, ao salvar cerca de 2.500 crianças judias do holocausto. Um típico feito de uma mulher-Ártemis.

Entretanto, discretas, tantas vezes "engolidas" pelo seu "Zeus", como a deusa Métis*, as mulheres de valor têm frequentemente dificuldades em ser reconhecidas como tal. Mas sugiro que vá prestando atenção, pois os ventos estão mudando...

* Ver Jean Shinoda Bolen, "As Deusas e a Mulher Madura" (Livraria Spirit)
Também em: http://www.analitica.com/mujeranalitica/documentos/5740254.asp

A Mulher Ártemis


LIBERDADE – INSTINTO – DESPORTO – NATUREZA – MEIO AMBIENTE

COMUNIDADES DE MULHERES

«O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras; de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda a arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher.» C.Pinkola Estés

"Até a mulher-Ártemis tem dificuldade em vivenciar a sua natureza instintiva sem sentir culpa e principalmente sem ser rejeitada pela sociedade. Em certos casos ela perdeu o seu instinto animal, ou simplesmente, não acredita mais nele.

A energia intensa deste arquétipo possui algo instintivamente selvagem que pode até ser assustador para certas mulheres (e principalmente homens), pois hoje em dia a grande maioria das mulheres ocidentais foi criada em cidades e perdeu a sua ligação com o “selvagem”. Além disso, tantos séculos de patriarcado castraram a nossa capacidade de sermos “fêmeas”. Passámos a ser umas “senhoritas limpinhas e bonitinhas” e umas “senhoras bem comportadas”.

Podemos dizer que uma mulher-Ártemis saudável não gosta de ficar quieta, ela tem muita energia e gosta muito de praticar desporto. Assemelha-se a um animal selvagem, gosta de correr, de pular, de gritar, de farejar pistas, de ser criativa, de cheirar o húmus fresco das florestas e da terra molhada depois da chuva. Mas também é capaz de ficar quieta horas seguidas concentrada num objectivo, ou simplesmente sem fazer nada.

Ela simplesmente É e nada a prende. É a Senhora Liberdade."

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"O atelier do Sábado 19 de Abril 2008 (ver NOVIDADES) oferece a oportunidade de aprofundar este arquétipo tão poderoso para cada uma de nós, através de ferramentas como a arte-terapia, o xamanismo e a psicologia dos arquétipos de C.G Jung. Mas também, pelo facto de estarmos num círculo de mulheres, podemos partilhar experiências pessoais relativamente à relação com o lado selvagem e “rebelde”(na visão da sociedade patriarcal) da nossa personalidade."

Texto: Nathalie Durel Lima, "O Feminino Reencontrado"

terça-feira, 8 de abril de 2008

OS SUBSTITUTOS DA EXPERIÊNCIA


“...Nesta era da informação, vocês são afastados das fontes naturais onde poderiam recolher conhecimento por vós mesmos. Foi-vos "vendida" a ideia de que a televisão é a grande fonte de informação. Este aparelho vem sendo apontado como uma das maiores invenções do século XX. Porém, os media são possuídos e controlados por aqueles que desejam manter-vos entretidos e inconscientes.

Eles vendem versões escolhidas da realidade e ignoram completamente as outras. A televisão torna lento o processo evolutivo dos humanos, limita-os, especialmente no caso das crianças. Quando vocês são crianças, as primeiras impressões e a imaginação desempenham um papel-chave no modo como a vossa vida se vai desenrolar. A televisão mantém-vos numa faixa muito estreita de expressão emocional – basicamente caos e medo.

...Aprendam a observar como se sentem ao ver televisão. Ela é uma forma de controlo de frequência. Esse controle está sendo tremendamente acelerado, enquanto o medo rapidamente se espalha por todo o planeta através deste meio.

A grande maioria das pessoas na Terra está sendo hipnotizada pela televisão exatamente neste momento. A nossa campanha encoraja-vos a experimentarem a vida em primeira-mão – não apenas através da produção das imagens e das ideias de outros. Vocês prejudicam a vossa própria consciência e o potencial que ela possui quando gastam tempo diante da TV. Suprimem a imaginação e não utilizam um dos maiores dons que possuem.


Desperdiçam o vosso tempo ao verem qualquer programa de televisão. Ela mantém-vos longe d
a vida e age como um substituto da experiência, que, caros amigos, é o caminho básico da aprendizagem. Alguns de vocês podem dizer: “Bem, há alguns bons programas e eu vejo apenas os educativos”. E nós perguntamos: O que está sendo irradiado subliminarmente nos “bons programas”, que vocês, conscientemente não vêem?

Se insistem em ter aparelhos de TV em casa, mantenham-nos desligados da tomada. Frequências de onda são transmitidas através de aparelhos de TV, mesmo quando não estão ligados. Reconsiderem o que têm aprendido sobre a vida e prefiram ouvir as transmissões da natureza – a voz da Terra, conforme ela fala.

...Não conseguimos enfatizar suficientemente o quanto precisam de parar de dar ouvidos à sociedade e às versões oficiais da realidade. Isso significa escolhas e não desrespeito. Isso vai ser a tarefa mais difícil que terão de realizar e a maior ruptura que terão de fazer – cruzar a ponte entre o eu social e o espiritual. Qual deles irá tornar-se sagrado?

Qual deles se tornará a fonte de autoridade de cada um de vós? Quanto mais depressa derem o salto, mais depressa sentirão a alegria. Permitam que o eu intuitivo seja o porta-estandarte da vossa experiência – uma experiência que ninguém mais irá validar e que brota da indicação de que vocês sabem, e não necessariamente se lembram, de que estão no caminho.”

CHAVES PLEIADIANAS PARA A BIBLIOTECA VIVA
BARBARA MARCINIAK (à venda na Livraria on-line Spirit)

Imagem: Google

Hemisfério Esquerdo e Hemisfério Direito


Interessante vídeo, em inglês, sobre as diferenças entre ambos os hemisférios do cérebro (muito obrigada, Rosa Leonor)

em (à direita) http://www.nunomichaels.blogspot.com
Imagem: Google

Texto da entrevista (em inglês):
http://wwwbleepingherald.com/apr2008/taylor

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A Mensagem da Água



"(...) Durante oito anos o pesquisador japonês Masaru Emoto e a sua equipa fotografaram cristais de água congelada que havia sido submetida às vibrações de pensamentos, sentimentos, palavras, ideias e músicas.

A água que recebera vibrações, ou seja, pensamentos e sentimentos positivos, como amor, alegria e paz, apresentou belíssimas figuras geométricas, como se fossem jóias esculpidas, na sua estrutura molecular.

O mesmo aconteceu quando a água foi submetida à presença de música clássica suave e harmoniosa, da prece e até mesmo de palavras que eram proferidas, tais como "amor" e "gratidão".

Mas quando colocaram junto dela música Heavy Metal, depois de congelada, não mostrou desenhos geométricos, mas estruturas distorcidas e formadas aleatoriamente.

O resultado desse trabalho está no livro A Mensagem da Água, publicado em 1999 em japonês e em inglês, divulgado em todo o mundo. Ele exibe 161 fotos que mostram a resposta da água aos vários estímulos.

Certamente é uma experiência impressionante admirar a beleza de uma imagem geométrica impressa numa gota de água congelada, sabendo que aquele desenho se formou na água porque ela sentiu a vibração de uma palavra de amor, de uma música suave ou de um bonito pensamento.

Podemos perceber então a formidável repercussão do nosso pensamento e emoções no nosso organismo, que é composto por 70% de água. (...)"


http://www.mundoespiritual.com.br/influencias.energeticas.htm

imagem: www.caminhosdeluz.org/A-173.htm

Identidade Masculina

Diana Vandenberg - A Chave, retrato de Henk Van Ulsen, 1982


HOMENS, ESSES DESCONHECIDOS

Ieda S. Santos

“Não que as mulheres não precisem ser protegidas. Que o digam os longos anos de dominação masculina só abrandados sob incansável pressão social que vem resgatando sua dignidade. Vitória que as iranianas ainda aguardam e muitas africanas nem sonham. São conquistas, porém, que não alcançaram o equilíbrio, pois a sociedade esqueceu-se de preparar os homens para essa convivência. Resultado: elas cresceram e eles estão querendo avançar, libertar-se dos muitos equívocos relacionados à forma como são educados. Querem humanizar-se e valorizar o afeto. Estão inaugurando o "masculismo", movimento oposto ao feminismo, através do qual deverão rever e reivindicar valores mais humanos.

Para usufruir melhor de suas conquistas, as mulheres necessitam ter com os homens convivência harmónica. Mas o perfil masculino ainda não está completamente delineado. Estudos a esse respeito datam de 20 anos. Educar meninas cercadas por palavras de afeto e meninos por palavras duras e destrutivas está custando caro.
A violência disseminada entre jovens, sobretudo do sexo masculino, é uma das consequências.

"O menino cresce para aguentar e dar pancada, não para aprender a relacionar-se com as pessoas", diz o psiquiatra Luiz Cuschnir, supervisor do Serviço de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (Iden). Ele dirige o Gender Group que analisa o comportamento de homens e também de mulheres, separadamente, no HC.” (...)

"Nos últimos anos os homens acreditaram que estariam atualizados caso sua sensibilização desenvolvesse o lado feminino." Erraram. Tal atitude os enfraqueceu. Eles foram descartados, pois as mulheres continuam preferindo "energia masculina e segurança".

O oposto também se verificou. Segundo o psiquiatra, há estudos feitos em todo o mundo que demonstram mulheres de perfis rígidos, intransponíveis, em cargos de chefia. "Elas acabaram incorporando o referencial masculino no trabalho." Enquanto isso, os homens estão procurando o "masculino deles", por meio de discussões, reflexões, vivências a respeito do que é ser homem hoje." (...)


Leia mais em: http://www.pailegal.net/fatiss.asp?rvTextoId=591774709

domingo, 6 de abril de 2008

O LAÇO E O ABRAÇO


"Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.


Uma fita dando voltas?


Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto:


está dado o laço.


É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.


É assim que é o laço:


um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.


E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?


Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.


Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.


E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.


Ah! Então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento?


Exactamente como um pedaço de fita?


Enrosca, segura um pouquinho,


mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.


Por isso é que se diz: laço afectivo, laço de amizade.


E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.


E saem as duas partes, igual pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.


Então, o amor é isso.


Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.


Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."


(Autor desconhecido)

Enviado pela Cristina

Imagem: http://arrozcomtodos.blogs.sapo.pt/126535.html

BAUBO


"Baubo é uma antiga Deusa da Grécia associada à sexualidade sagrada. É também um arquétipo da vida, da morte e da fertilidade. A sexualidade sagrada, a fertilidade e a imortalidade são conceitos que estão unidos na concepção mágica dos povos antigos. A representação da vulva não é mais do que a perpetuação do feito mágico do nascimento. Toda a criação é um mistério numinoso, um segredo de que a humanidade frequentemente "se afasta", numa atitude que, mais tarde, é erroneamente interpretada como "vergonha". Na figura da Deusa Baubo, o seu ventre representa o símbolo numinoso da fertilidade. Enquanto que na posição frontal, toda a nua feminilidade da Deusa é permeada pelo numinoso que dela emana como fascinação, essa limitação à zona do ventre ou do útero expressa, no aspecto inumano e grotesco, a autonomia radical do ventre em relação aos "centros superiores" do coração, seios, cabeça, e assim entroniza-o como sagrado.

Baubo é uma antiga Deusa Grega do Ventre, conhecida também pelo nome de Iamba. Era esposa de Dysaules e mãe de Mise. Nas suas representações não possui cabeça, mas apenas um rosto que aparece no torso.

A sua história chega-nos da Antiga Grécia, quando Deméter era a Deusa Mãe da Terra e todos os dias passeava pelos prados para deles cuidar, garantindo assim que houvesse abundância no nosso planeta. Regava as plantas, fazia florescer as árvores, sempre acompanhada da filha Perséfone que amava profundamente.

Certo dia, Hades, o Deus dos Infernos sequestrou Perséfone e levou-a para as entranhas da terra. Deméter caiu então em profunda depressão. A terra reflete o seu desespero e os campos tornam-se estéreis.

Deméter, na sua peregrinação em busca da filha, chegou a um lugar chamado Eleusis chorando muito. A pequena ama Baubo, vendo-a tão desesperada, acercou-se dela dançando; em seguida levantou a saia e mostrou a vulva. Deméter sorriu e Baubo abraçou-a, dizendo-lhe que, como Deusa da Terra, ela não podia ser destruidora mas sim transformadora. Em seguida continuou a contar-lhe histórias picantes e divertidas. As duas riram muito juntas até que a Mãe da Terra adquiriu novas forças para ir em busca da filha. A Terra riu com as Deusas, a Terra floresceu.

A dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, juntamente com as festividades e cerimoniais em que se vê envolta, afastam a humanidade dos seus pesares que constantemente a aferroam, afirma a vida e vence os temores da morte e da esterilidade. Através da alegria e do riso esquecemo-nos dos limites da nossa existência, além de que mais facilmente conseguimos vencer os obstáculos que põem em perigo a continuidade da vida.

Baubo é a Deusa radiante, amante do sorriso. Ela é a combinação do impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar.

Baubo vive em cada uma de nós; é a capacidade que todas nós temos de nos levantar e seguir em frente depois de um momento triste, de apostar no riso, como auxiliar na cura para as nossas depressões. Baubo faz-nos ainda entender como é poderoso, belo e mágico o corpo feminino. Qualquer que seja a sua forma e o seu tamanho, o nosso corpo é único e, portanto, especial. A maioria das mulheres ainda se deixa prender na teia da propaganda que nasce do mundo do consumismo popular.

Comparando-se às outras, em vez de apreciar o que ela própria é, tornar-se-á cativa daquilo que erroneamente identifica como “defeitos” pessoais.

Os germes de desprezo pelo corpo foram-nos passados pelas primeiras décadas do cristianismo e acabaram por infectar toda a consciência ocidental. A capacidade do homem de criar hoje vida em laboratórios, com seleção do ADN é típica do desprezo pela matéria enquanto "matéria" e pelo processo natural de seleção e adaptação. É deste modo, que a mente científica tenta colocar-nos fora da natureza, reforçando a persistente alienação do corpo que teve início na era cristã.

Muitas pessoas ainda hoje sentem-se mal amadas, ou até indignas de serem amadas e muitas ainda têm a certeza de ter perdido a capacidade de amar. Mas este vazio difuso de que as pessoas se queixam pode ser explicado em termos de perda da conexão com a Deusa, aquela que renova a vida, traz amor, paixão e fertilidade. É a Deusa Baubo que faz a ligação com uma camada importante da nossa vida instintiva, trazendo-nos de volta o riso, a alegria, a beleza e a energia criativa que une a sexualidade à espiritualidade.

Hoje já não temos a oportunidade de segurar a imagem da Deusa com o carinho de antigamente, pois a mente racional simplesmente relegou-a para a categoria de “práticas pagãs arcaicas”. Entretanto, no corpo do pensamento psicológico, as imagens das Deusas são consideradas "arquétipos". Arquétipos são formas preexistentes que integram a estrutura herdada da psique comum de todas as pessoas. Essas estruturas psíquicas são dotadas de densidade emocional e quando ativadas têm o poder de transformar o nosso consciente.

Acredito, que Deusas como Baubo, segura e confiante no seu corpo e na sua sexualidade, podem ensinar-nos a adquirir confiança em nós próprias, para que possamos compreender que a nossa sensualidade com os seus impulsos naturais não é pecaminosa, mas sim um dom divino.

A Deusa Baubo reflete três aspectos particulares da existência humana: idade Anciã (chegada da menopausa), Mulher Fecunda e poder pessoal transformador.

Baubo é uma Deusa Anciã irreverente e alegre com a sua sexualidade, que vem lembra-nos que sexo é amor e prazer e é, sobretudo, mágico. Ela chega às nossas vidas para dizer:

-"Vamos comemorar! Nós temos os nossos úteros, as nossas vulvas, a nossa vida. Vamos dançar!". Tente... não custa nada, dançar e rir ainda é de graça. Coloque a palma das suas mãos um pouco abaixo do centro do abdómen (em cima do útero) e embale-se numa dança improvisada. Quando estiver pronta ria alto e o quanto puder. Rir é contagioso. Portanto, a partir de hoje, sorria muito e "infecte" o mundo com a "epidemia" do seu sorriso.

AFIRMAÇÕES SUGERIDAS:

Eu sou alegre
Eu sou saudável e feliz
Eu estou viva e em harmonia com a minha sexualidade
Eu adoro a minha forma de ser e o meu corpo
Eu tenho energia e vitalidade abundantes

Essências relacionadas : baunilha, amêndoa, lírio oriental, bergamota.

Pedras relacionadas : carneliam, coral, ágata, jaspar castanho (pedras alaranjadas), pedra do boji, larimar, obsidiana."

Texto pesquisado e desenvolvido por

ROSANE VOLPATTO

(Adaptado)

http://www.rosanevolpatto.trd.br/baubo.html

Imagem: Google

quinta-feira, 27 de março de 2008

SABER OUSAR


(…) “no momento em que há um compromisso decisivo a Providência também se movimenta. Seja o que for que você possa fazer ou sonhar que pode, comece. A ousadia contém em si genialidade, poder e magia. Comece agora.” W.H. Murray

Do blog Mulheres & Deusas
Imagem: Google

quarta-feira, 26 de março de 2008

Lançamento do vídeo O SEGREDO PARA ALÉM DE O SEGREDO


Quando a Vera me convidou para participar no vídeo “O Segredo para além de “O Segredo”, não podia acreditar que estávamos em Portugal... De repente, senti-me transportada para uma daquelas zonas do mundo onde estas coisas acontecem (os Estados Unidos, normalmente...).

Alguém numa produtora, a Filmes Unimundos, no caso, lera o último livro de Vera Faria Leal, “O Poder do Amor”, e sentira que havia em Portugal um género a inaugurar: os documentários baseados em livros de desenvolvimento pessoal/espiritual, de autores nacionais, feitos com os depoimentos de pessoas como eu e você.

E o facto é que a realização de Lourenço Henriques resultou num trabalho bem feito, cheio de beleza e emoção, ao mesmo tempo que simples, despretensioso e muito inspirador. Inspiradora é sempre também a coragem, a determinação, a força, a ousadia e a qualidade de verdadeira estrela-guia de Vera Faria Leal.

Tanto interesse de um público tão heterogéneo (quase não se cabia ontem na Casa do Marquês, em Algés), e um ambiente tão caloroso, levam-nos a constatar que uma grande revolução nas consciências está já a acontecer. A ideia de que podemos mudar a nossa vida e, juntos, o mundo em que vivemos está-se soltando por aí, graças a livros e a filmes tão inspiradores como este. Por isso nunca achem que este é “mais um que tenta apanhar a boleia de outro”... Este é mais um dos reforços de que uma IDEIA MAGNÍFICA E PODEROSA PRECISA PARA SE TORNAR REALIDADE!

Ver em: www.umavidamelhor.pt

Imagem: Google

segunda-feira, 24 de março de 2008

Lembrar AMNISTIA INTERNACIONAL

Birmânia

Acabo de receber este mail da directora executiva cessante da AI, e resolvi postá-lo por considerar tratar-se de um belo testemunho e por achar que é importante solidarizarmo-nos com uma instituição como esta que, de forma pacífica, vai defendendo pelo mundo a causa dos direitos humanos:

"Caros amigos,

Tinha 16 anos quando entrei num prédio decrépito e subi ao quinto andar, em busca de uma grande organização internacional, chamada Amnistia Internacional. Tinha visto uns concertos e lido umas coisas e, romanticamente, ia preparada para encontrar uma grande organização com dezenas de pessoas, a fervilhar de actividade. Na verdade encontrei um pequeno apartamento, com uma só pessoa, literalmente a cair (havia buracos em todos os cantos da casa), com o chão com uma inclinação tal que as coisas até rebolavam. Pelo menos assim pareceu aos meus olhos. Adorei.

Na verdade, não correspondeu às minhas expectativas, mas só por causa da imagem categorizada, mas em muitas outras áreas superou-as, em muito. Encontrei pessoas dedicadas, que faziam de tudo um pouco para ajudar a AI. Nenhuma tarefa era menor e ninguém era importante demais para fazê-la. O que interessava eram as vítimas, os sobreviventes, aqueles que podiam beneficiar da nossa ajuda. Talvez por isso tenha, sem hesitação, feito todo o tipo de tarefas – desde tirar fotocópias, ir ao correio, acções urgentes, fazer traduções, ser da Direcção, coordenar uma rede de acção, um grupo local, ser directora executiva. De todas encarei do mesmo modo – é o meu contributo para a causa e para aqueles que precisam de alguém que não os deixe cair no esquecimento.

Nestes 17 anos, conheci muitas pessoas e muitas Amnistias – vi uma Amnistia explosiva em apoio de Timor e uma quase letárgica, saudosista da década de noventa. Conheci centenas de pessoas, algumas que ficarão comigo para sempre, e algumas dessas, 17 anos depois, cá continuam a trabalhar.

Tive o privilégio, nestes últimos seis anos, de conhecer a fundo a organização (que nunca tive tempo quando era voluntária), de conhecer muitas centenas mais de activistas, de todo o mundo. Tenho uma colega do Quénia que praticamente só consegue trabalhar sobre mutilação genital feminina, um colega da Tailândia, que já foi torturado e uma colega em Hong Kong, que denuncia as violações de direitos humanos na China. Conheci pessoas que, além de dedicação, precisam de muita coragem para enfrentar os obstáculos e as ameaças diárias.

Conheci também, e esse é um privilégio maior, algumas das pessoas que ajudámos a salvar. Nunca esquecerei o sorriso do Mohammed Nadrani, encarcerado 9 anos em Marrocos, com seis lentilhas, um pão e água como únicos alimentos diários, a dizer que muito tinha aprendido como prisioneiro de consciência. Um homem com uma capacidade emocional como poucos, realçava mais a bondade humana do que a maldade dos seus carcereiros. Com ele aprendi que as vítimas não têm de ser amarguradas.

Trabalhei diariamente com algumas das melhores pessoas que alguma vez conheci, com o coração no lugar certo, e com capacidades muito superiores ao que muitas vezes lhes deram e dão crédito. Fica aqui o seu reconhecimento. Descobri que não faz sentido haver divisões entre profissionais e voluntários – que formam uma equipa imbatível, desde que trabalhem em conjunto.

Descobri também que a Amnistia é como um filho, a quem nunca queremos largar a mão, mesmo quando já está crescido demais. Por isso opto por largá-la agora e deixar outros a ajudar amadurecer o filho a quem ajudei também (pelo menos gosto de pensar que sim) a crescer.

Terei saudades de muitos de vós, mas é altura de partir para novos desafios profissionais e deixar vir novas pessoas, com um pensamento fresco sobre aquilo que já repensei demais. Aproveito esta transição para que se possa trazer novas perspectivas, novas ideias e novas acções, o que só poderá beneficiar a Amnistia. E é isso que quero acima de tudo.

Fico em funções até ao dia 30 de Abril. Espero poder despedir-me de alguns de vós, presencialmente, na Assembleia de 29 de Março. Membro serei sempre.

Um abraço amigo"


Cláudia Pedra
Directora Executiva/ Executive Director
Amnistia Internacional Portugal
Tel: (+351) 21 386 16 52
Fax:(+351) 21 386 17 82
e-mail: c.pedra@amnistia-internacional.pt