
Obrigada à vida e às Mulheres presentes, às organizadoras e às participantes.
O meu abraço do coração para todas.
Imagem: Grande Mãe Gaia
"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen

Obrigada à vida e às Mulheres presentes, às organizadoras e às participantes.
O meu abraço do coração para todas.
Imagem: Grande Mãe Gaia

Hipátia (ou Hipácia) de Alexandria (em grego: Υπατία), matemática e filósofa neo-platónica, nascida aproximadamente em 370 E.C. e assassinada em 415 E.C..
Rita Levi Montalcini!
Prémio Nobel da Medicina.
Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger, do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de San Louis. Os seus trabalhos em conjunto com Stanley Cohen serviram para descobrir que as células só começam a reproduzi-se quando recebem a ordem para isso, ordem que é transmitida por umas substâncias chamadas fatores do crescimento. Obteve o Prémio Nobel de Fisiologia no ano de 1986, que compartilhou com Stanley Cohen.
ENTREVISTA
- Como vai celebrar os seus 100 anos?
- Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada dia!
- E o que é que faz?
- Trabalho para dar uma bolsa de estudos a meninas africanas para que estudem e prosperem ..Elas e os seus países. E continuo a investigar, continuo a pensar.
- Não vai aposentar-se?
- Jamais! Aposentar-se é destruir cérebros! Muita gente aposenta-se e abandona-se... E isso mata o seu cérebro. E adoece.
- E como está o seu cérebro?
- Como quando eu tinha 20 anos! Não noto diferença em ilusões nem
- Mas terá algum limite genético ?
- Não. O meu cérebro vai ter um século..., mas não conhece a senilidade.O corpo enruga-se, não posso evitar, mas não o cérebro!
- Como faz isso?
- Possuímos grande plasticidade neural: mesmo quando morrem neurónios, os que restam reorganizam-se para manter as mesmas funções. Mas para isso é conveniente estimulá-los!
- Ajude-me a fazê-lo.
- Mantenha o seu cérebro com ilusões, ativo, faça-o trabalhar e ele nunca se degenera .
- E viverei mais anos?
- Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é manter curiosidades, empenho, ter paixões....
- A sua foi a investigação científica?
- Sim e continua a ser.
- Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso...
- Sim, em 1942. Dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, fator do crescimento nervoso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida a sua validade, e em 1986, deram-me o prémio por isso.
- Como foi que uma garota italiana dos anos vinte se converteu em neurocientista?
- Desde menina tive o empenho de estudar. O meu pai queria casar-me bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.
- O seu pai ficou magoado?
- Sim, mas eu não tive uma infância feliz : sentia-me feia, tonta e pouca coisa. Os meus irmãos mais velhos eram muito brilhantes e eu me sentia-me tão inferior...
- Vejo que isso foi um estímulo...
(...)
Leia mais em: http://www.bemviver.org/
* Mito da deusa Métis, engolida por Zeus, seu marido (ver Jean Shinoda Bolen, "AS DEUSAS E A MULHER MADURA", Livraria Spirit)
Pode ler aqui sobre esta polaca de 97 anos que apenas agora vê reconhecido o seu valor enquanto heroína da 2ª Guerra Mundial, ao salvar cerca de 2.500 crianças judias do holocausto. Um típico feito de uma mulher-Ártemis.
LIBERDADE – INSTINTO – DESPORTO – NATUREZA – MEIO AMBIENTE
COMUNIDADES DE MULHERES
«O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras; de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda a arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher.» C.Pinkola Estés
"Até a mulher-Ártemis tem dificuldade em vivenciar a sua natureza instintiva sem sentir culpa e principalmente sem ser rejeitada pela sociedade. Em certos casos ela perdeu o seu instinto animal, ou simplesmente, não acredita mais nele.
A energia intensa deste arquétipo possui algo instintivamente selvagem que pode até ser assustador para certas mulheres (e principalmente homens), pois hoje em dia a grande maioria das mulheres ocidentais foi criada em cidades e perdeu a sua ligação com o “selvagem”. Além disso, tantos séculos de patriarcado castraram a nossa capacidade de sermos “fêmeas”. Passámos a ser umas “senhoritas limpinhas e bonitinhas” e umas “senhoras bem comportadas”.
Podemos dizer que uma mulher-Ártemis saudável não gosta de ficar quieta, ela tem muita energia e gosta muito de praticar desporto. Assemelha-se a um animal selvagem, gosta de correr, de pular, de gritar, de farejar pistas, de ser criativa, de cheirar o húmus fresco das florestas e da terra molhada depois da chuva. Mas também é capaz de ficar quieta horas seguidas concentrada num objectivo, ou simplesmente sem fazer nada.
Ela simplesmente É e nada a prende. É a Senhora Liberdade."
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"O atelier do Sábado 19 de Abril 2008 (ver NOVIDADES) oferece a oportunidade de aprofundar este arquétipo tão poderoso para cada uma de nós, através de ferramentas como a arte-terapia, o xamanismo e a psicologia dos arquétipos de C.G Jung. Mas também, pelo facto de estarmos num círculo de mulheres, podemos partilhar experiências pessoais relativamente à relação com o lado selvagem e “rebelde”(na visão da sociedade patriarcal) da nossa personalidade."
Texto: Nathalie Durel Lima, "O Feminino Reencontrado"
“...Nesta era da informação, vocês são afastados das fontes naturais onde poderiam recolher conhecimento por vós mesmos. Foi-vos "vendida" a ideia de que a televisão é a grande fonte de informação. Este aparelho vem sendo apontado como uma das maiores invenções do século XX. Porém, os media são possuídos e controlados por aqueles que desejam manter-vos entretidos e inconscientes.
Eles vendem versões escolhidas da realidade e ignoram completamente as outras. A televisão torna lento o processo evolutivo dos humanos, limita-os, especialmente no caso das crianças. Quando vocês são crianças, as primeiras impressões e a imaginação desempenham um papel-chave no modo como a vossa vida se vai desenrolar. A televisão mantém-vos numa faixa muito estreita de expressão emocional – basicamente caos e medo.
...Aprendam a observar como se sentem ao ver televisão. Ela é uma forma de controlo de frequência. Esse controle está sendo tremendamente acelerado, enquanto o medo rapidamente se espalha por todo o planeta através deste meio.
A grande maioria das pessoas na Terra está sendo hipnotizada pela televisão exatamente neste momento. A nossa campanha encoraja-vos a experimentarem a vida em primeira-mão – não apenas através da produção das imagens e das ideias de outros. Vocês prejudicam a vossa própria consciência e o potencial que ela possui quando gastam tempo diante da TV. Suprimem a imaginação e não utilizam um dos maiores dons que possuem.
Desperdiçam o vosso tempo ao verem qualquer programa de televisão. Ela mantém-vos longe da vida e age como um substituto da experiência, que, caros amigos, é o caminho básico da aprendizagem. Alguns de vocês podem dizer: “Bem, há alguns bons programas e eu vejo apenas os educativos”. E nós perguntamos: O que está sendo irradiado subliminarmente nos “bons programas”, que vocês, conscientemente não vêem?
Se insistem em ter aparelhos de TV em casa, mantenham-nos desligados da tomada. Frequências de onda são transmitidas através de aparelhos de TV, mesmo quando não estão ligados. Reconsiderem o que têm aprendido sobre a vida e prefiram ouvir as transmissões da natureza – a voz da Terra, conforme ela fala.
...Não conseguimos enfatizar suficientemente o quanto precisam de parar de dar ouvidos à sociedade e às versões oficiais da realidade. Isso significa escolhas e não desrespeito. Isso vai ser a tarefa mais difícil que terão de realizar e a maior ruptura que terão de fazer – cruzar a ponte entre o eu social e o espiritual. Qual deles irá tornar-se sagrado?
Qual deles se tornará a fonte de autoridade de cada um de vós? Quanto mais depressa derem o salto, mais depressa sentirão a alegria. Permitam que o eu intuitivo seja o porta-estandarte da vossa experiência – uma experiência que ninguém mais irá validar e que brota da indicação de que vocês sabem, e não necessariamente se lembram, de que estão no caminho.”


"(...) Durante oito anos o pesquisador japonês Masaru Emoto e a sua equipa fotografaram cristais de água congelada que havia sido submetida às vibrações de pensamentos, sentimentos, palavras, ideias e músicas.
A água que recebera vibrações, ou seja, pensamentos e sentimentos positivos, como amor, alegria e paz, apresentou belíssimas figuras geométricas, como se fossem jóias esculpidas, na sua estrutura molecular.
O mesmo aconteceu quando a água foi submetida à presença de música clássica suave e harmoniosa, da prece e até mesmo de palavras que eram proferidas, tais como "amor" e "gratidão".
Mas quando colocaram junto dela música Heavy Metal, depois de congelada, não mostrou desenhos geométricos, mas estruturas distorcidas e formadas aleatoriamente.
O resultado desse trabalho está no livro A Mensagem da Água, publicado em 1999 em japonês e em inglês, divulgado em todo o mundo. Ele exibe 161 fotos que mostram a resposta da água aos vários estímulos.
Certamente é uma experiência impressionante admirar a beleza de uma imagem geométrica impressa numa gota de água congelada, sabendo que aquele desenho se formou na água porque ela sentiu a vibração de uma palavra de amor, de uma música suave ou de um bonito pensamento.
Podemos perceber então a formidável repercussão do nosso pensamento e emoções no nosso organismo, que é composto por 70% de água. (...)"
http://www.mundoespiritual.com.br/influencias.energeticas.htm
imagem: www.caminhosdeluz.org/
HOMENS, ESSES DESCONHECIDOS
Ieda S. Santos
“Não que as mulheres não precisem ser protegidas. Que o digam os longos anos de dominação masculina só abrandados sob incansável pressão social que vem resgatando sua dignidade. Vitória que as iranianas ainda aguardam e muitas africanas nem sonham. São conquistas, porém, que não alcançaram o equilíbrio, pois a sociedade esqueceu-se de preparar os homens para essa convivência. Resultado: elas cresceram e eles estão querendo avançar, libertar-se dos muitos equívocos relacionados à forma como são educados. Querem humanizar-se e valorizar o afeto. Estão inaugurando o "masculismo", movimento oposto ao feminismo, através do qual deverão rever e reivindicar valores mais humanos.
Para usufruir melhor de suas conquistas, as mulheres necessitam ter com os homens convivência harmónica. Mas o perfil masculino ainda não está completamente delineado. Estudos a esse respeito datam de 20 anos. Educar meninas cercadas por palavras de afeto e meninos por palavras duras e destrutivas está custando caro.
A violência disseminada entre jovens, sobretudo do sexo masculino, é uma das consequências.
"O menino cresce para aguentar e dar pancada, não para aprender a relacionar-se com as pessoas", diz o psiquiatra Luiz Cuschnir, supervisor do Serviço de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (Iden). Ele dirige o Gender Group que analisa o comportamento de homens e também de mulheres, separadamente, no HC.” (...)
Leia mais em: http://www.pailegal.net/fatiss.asp?rvTextoId=591774709

"Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas?
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto:
está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço:
um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento?
Exactamente como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho,
mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afectivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então, o amor é isso.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."
(Autor desconhecido)
Enviado pela Cristina
Imagem: http://arrozcomtodos.blogs.sapo.pt/126535.html
"Baubo é uma antiga Deusa da Grécia associada à sexualidade sagrada. É também um arquétipo da vida, da morte e da fertilidade. A sexualidade sagrada, a fertilidade e a imortalidade são conceitos que estão unidos na concepção mágica dos povos antigos. A representação da vulva não é mais do que a perpetuação do feito mágico do nascimento. Toda a criação é um mistério numinoso, um segredo de que a humanidade frequentemente "se afasta", numa atitude que, mais tarde, é erroneamente interpretada como "vergonha". Na figura da Deusa Baubo, o seu ventre representa o símbolo numinoso da fertilidade. Enquanto que na posição frontal, toda a nua feminilidade da Deusa é permeada pelo numinoso que dela emana como fascinação, essa limitação à zona do ventre ou do útero expressa, no aspecto inumano e grotesco, a autonomia radical do ventre em relação aos "centros superiores" do coração, seios, cabeça, e assim entroniza-o como sagrado.
Baubo é uma antiga Deusa Grega do Ventre, conhecida também pelo nome de Iamba. Era esposa de Dysaules e mãe de Mise. Nas suas representações não possui cabeça, mas apenas um rosto que aparece no torso.
A sua história chega-nos da Antiga Grécia, quando Deméter era a Deusa Mãe da Terra e todos os dias passeava pelos prados para deles cuidar, garantindo assim que houvesse abundância no nosso planeta. Regava as plantas, fazia florescer as árvores, sempre acompanhada da filha Perséfone que amava profundamente.
Certo dia, Hades, o Deus dos Infernos sequestrou Perséfone e levou-a para as entranhas da terra. Deméter caiu então em profunda depressão. A terra reflete o seu desespero e os campos tornam-se estéreis.
Deméter, na sua peregrinação em busca da filha, chegou a um lugar chamado Eleusis chorando muito. A pequena ama Baubo, vendo-a tão desesperada, acercou-se dela dançando; em seguida levantou a saia e mostrou a vulva. Deméter sorriu e Baubo abraçou-a, dizendo-lhe que, como Deusa da Terra, ela não podia ser destruidora mas sim transformadora. Em seguida continuou a contar-lhe histórias picantes e divertidas. As duas riram muito juntas até que a Mãe da Terra adquiriu novas forças para ir em busca da filha. A Terra riu com as Deusas, a Terra floresceu.
A dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, juntamente com as festividades e cerimoniais em que se vê envolta, afastam a humanidade dos seus pesares que constantemente a aferroam, afirma a vida e vence os temores da morte e da esterilidade. Através da alegria e do riso esquecemo-nos dos limites da nossa existência, além de que mais facilmente conseguimos vencer os obstáculos que põem em perigo a continuidade da vida.
Baubo é a Deusa radiante, amante do sorriso. Ela é a combinação do impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar.
Baubo vive em cada uma de nós; é a capacidade que todas nós temos de nos levantar e seguir em frente depois de um momento triste, de apostar no riso, como auxiliar na cura para as nossas depressões. Baubo faz-nos ainda entender como é poderoso, belo e mágico o corpo feminino. Qualquer que seja a sua forma e o seu tamanho, o nosso corpo é único e, portanto, especial. A maioria das mulheres ainda se deixa prender na teia da propaganda que nasce do mundo do consumismo popular.
Comparando-se às outras, em vez de apreciar o que ela própria é, tornar-se-á cativa daquilo que erroneamente identifica como “defeitos” pessoais.
Os germes de desprezo pelo corpo foram-nos passados pelas primeiras décadas do cristianismo e acabaram por infectar toda a consciência ocidental. A capacidade do homem de criar hoje vida em laboratórios, com seleção do ADN é típica do desprezo pela matéria enquanto "matéria" e pelo processo natural de seleção e adaptação. É deste modo, que a mente científica tenta colocar-nos fora da natureza, reforçando a persistente alienação do corpo que teve início na era cristã.
Muitas pessoas ainda hoje sentem-se mal amadas, ou até indignas de serem amadas e muitas ainda têm a certeza de ter perdido a capacidade de amar. Mas este vazio difuso de que as pessoas se queixam pode ser explicado em termos de perda da conexão com a Deusa, aquela que renova a vida, traz amor, paixão e fertilidade. É a Deusa Baubo que faz a ligação com uma camada importante da nossa vida instintiva, trazendo-nos de volta o riso, a alegria, a beleza e a energia criativa que une a sexualidade à espiritualidade.
Hoje já não temos a oportunidade de segurar a imagem da Deusa com o carinho de antigamente, pois a mente racional simplesmente relegou-a para a categoria de “práticas pagãs arcaicas”. Entretanto, no corpo do pensamento psicológico, as imagens das Deusas são consideradas "arquétipos". Arquétipos são formas preexistentes que integram a estrutura herdada da psique comum de todas as pessoas. Essas estruturas psíquicas são dotadas de densidade emocional e quando ativadas têm o poder de transformar o nosso consciente.
Acredito, que Deusas como Baubo, segura e confiante no seu corpo e na sua sexualidade, podem ensinar-nos a adquirir confiança em nós próprias, para que possamos compreender que a nossa sensualidade com os seus impulsos naturais não é pecaminosa, mas sim um dom divino.
A Deusa Baubo reflete três aspectos particulares da existência humana: idade Anciã (chegada da menopausa), Mulher Fecunda e poder pessoal transformador.
Baubo é uma Deusa Anciã irreverente e alegre com a sua sexualidade, que vem lembra-nos que sexo é amor e prazer e é, sobretudo, mágico. Ela chega às nossas vidas para dizer:
-"Vamos comemorar! Nós temos os nossos úteros, as nossas vulvas, a nossa vida. Vamos dançar!". Tente... não custa nada, dançar e rir ainda é de graça. Coloque a palma das suas mãos um pouco abaixo do centro do abdómen (em cima do útero) e embale-se numa dança improvisada. Quando estiver pronta ria alto e o quanto puder. Rir é contagioso. Portanto, a partir de hoje, sorria muito e "infecte" o mundo com a "epidemia" do seu sorriso.
AFIRMAÇÕES SUGERIDAS:
Eu sou alegre
Eu sou saudável e feliz
Eu estou viva e em harmonia com a minha sexualidade
Eu adoro a minha forma de ser e o meu corpo
Eu tenho energia e vitalidade abundantes
Essências relacionadas : baunilha, amêndoa, lírio oriental, bergamota.
Pedras relacionadas : carneliam, coral, ágata, jaspar castanho (pedras alaranjadas), pedra do boji, larimar, obsidiana."
Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO
(Adaptado)
http://www.rosanevolpatto.trd.br/baubo.html
Imagem: Google


Alguém numa produtora, a Filmes Unimundos, no caso, lera o último livro de Vera Faria Leal, “O Poder do Amor”, e sentira que havia em Portugal um género a inaugurar: os documentários baseados em livros de desenvolvimento pessoal/espiritual, de autores nacionais, feitos com os depoimentos de pessoas como eu e você.
E o facto é que a realização de Lourenço Henriques resultou num trabalho bem feito, cheio de beleza e emoção, ao mesmo tempo que simples, despretensioso e muito inspirador. Inspiradora é sempre também a coragem, a determinação, a força, a ousadia e a qualidade de verdadeira estrela-guia de Vera Faria Leal.
Tanto interesse de um público tão heterogéneo (quase não se cabia ontem na Casa do Marquês, em Algés), e um ambiente tão caloroso, levam-nos a constatar que uma grande revolução nas consciências está já a acontecer. A ideia de que podemos mudar a nossa vida e, juntos, o mundo em que vivemos está-se soltando por aí, graças a livros e a filmes tão inspiradores como este. Por isso nunca achem que este é “mais um que tenta apanhar a boleia de outro”... Este é mais um dos reforços de que uma IDEIA MAGNÍFICA E PODEROSA PRECISA PARA SE TORNAR REALIDADE!
Ver em: www.umavidamelhor.pt
Imagem: Google
Acabo de receber este mail da directora executiva cessante da AI, e resolvi postá-lo por considerar tratar-se de um belo testemunho e por achar que é importante solidarizarmo-nos com uma instituição como esta que, de forma pacífica, vai defendendo pelo mundo a causa dos direitos humanos:
"Caros amigos,
Tinha 16 anos quando entrei num prédio decrépito e subi ao quinto andar, em busca de uma grande organização internacional, chamada Amnistia Internacional. Tinha visto uns concertos e lido umas coisas e, romanticamente, ia preparada para encontrar uma grande organização com dezenas de pessoas, a fervilhar de actividade. Na verdade encontrei um pequeno apartamento, com uma só pessoa, literalmente a cair (havia buracos em todos os cantos da casa), com o chão com uma inclinação tal que as coisas até rebolavam. Pelo menos assim pareceu aos meus olhos. Adorei.
Tive o privilégio, nestes últimos seis anos, de conhecer a fundo a organização (que nunca tive tempo quando era voluntária), de conhecer muitas centenas mais de activistas, de todo o mundo. Tenho uma colega do Quénia que praticamente só consegue trabalhar sobre mutilação genital feminina, um colega da Tailândia, que já foi torturado e uma colega
Trabalhei diariamente com algumas das melhores pessoas que alguma vez conheci, com o coração no lugar certo, e com capacidades muito superiores ao que muitas vezes lhes deram e dão crédito. Fica aqui o seu reconhecimento. Descobri que não faz sentido haver divisões entre profissionais e voluntários – que formam uma equipa imbatível, desde que trabalhem em conjunto.
Terei saudades de muitos de vós, mas é altura de partir para novos desafios profissionais e deixar vir novas pessoas, com um pensamento fresco sobre aquilo que já repensei demais. Aproveito esta transição para que se possa trazer novas perspectivas, novas ideias e novas acções, o que só poderá beneficiar a Amnistia. E é isso que quero acima de tudo.
Fico em funções até ao dia 30 de Abril. Espero poder despedir-me de alguns de vós, presencialmente, na Assembleia de 29 de Março. Membro serei sempre.
Um abraço amigo"
Cláudia Pedra
Directora Executiva/ Executive Director
Amnistia Internacional Portugal
Tel: (+351) 21 386 16 52
Fax:(+351) 21 386 17 82
e-mail: c.pedra@amnistia-internacional