
Interessante vídeo, em inglês, sobre as diferenças entre ambos os hemisférios do cérebro (muito obrigada, Rosa Leonor)
em (à direita) http://www.nunomichaels
Imagem: Google
Texto da entrevista (em inglês):
http://wwwbleepingherald.com/apr2008/taylor
"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen


"(...) Durante oito anos o pesquisador japonês Masaru Emoto e a sua equipa fotografaram cristais de água congelada que havia sido submetida às vibrações de pensamentos, sentimentos, palavras, ideias e músicas.
A água que recebera vibrações, ou seja, pensamentos e sentimentos positivos, como amor, alegria e paz, apresentou belíssimas figuras geométricas, como se fossem jóias esculpidas, na sua estrutura molecular.
O mesmo aconteceu quando a água foi submetida à presença de música clássica suave e harmoniosa, da prece e até mesmo de palavras que eram proferidas, tais como "amor" e "gratidão".
Mas quando colocaram junto dela música Heavy Metal, depois de congelada, não mostrou desenhos geométricos, mas estruturas distorcidas e formadas aleatoriamente.
O resultado desse trabalho está no livro A Mensagem da Água, publicado em 1999 em japonês e em inglês, divulgado em todo o mundo. Ele exibe 161 fotos que mostram a resposta da água aos vários estímulos.
Certamente é uma experiência impressionante admirar a beleza de uma imagem geométrica impressa numa gota de água congelada, sabendo que aquele desenho se formou na água porque ela sentiu a vibração de uma palavra de amor, de uma música suave ou de um bonito pensamento.
Podemos perceber então a formidável repercussão do nosso pensamento e emoções no nosso organismo, que é composto por 70% de água. (...)"
http://www.mundoespiritual.com.br/influencias.energeticas.htm
imagem: www.caminhosdeluz.org/
HOMENS, ESSES DESCONHECIDOS
Ieda S. Santos
“Não que as mulheres não precisem ser protegidas. Que o digam os longos anos de dominação masculina só abrandados sob incansável pressão social que vem resgatando sua dignidade. Vitória que as iranianas ainda aguardam e muitas africanas nem sonham. São conquistas, porém, que não alcançaram o equilíbrio, pois a sociedade esqueceu-se de preparar os homens para essa convivência. Resultado: elas cresceram e eles estão querendo avançar, libertar-se dos muitos equívocos relacionados à forma como são educados. Querem humanizar-se e valorizar o afeto. Estão inaugurando o "masculismo", movimento oposto ao feminismo, através do qual deverão rever e reivindicar valores mais humanos.
Para usufruir melhor de suas conquistas, as mulheres necessitam ter com os homens convivência harmónica. Mas o perfil masculino ainda não está completamente delineado. Estudos a esse respeito datam de 20 anos. Educar meninas cercadas por palavras de afeto e meninos por palavras duras e destrutivas está custando caro.
A violência disseminada entre jovens, sobretudo do sexo masculino, é uma das consequências.
"O menino cresce para aguentar e dar pancada, não para aprender a relacionar-se com as pessoas", diz o psiquiatra Luiz Cuschnir, supervisor do Serviço de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (Iden). Ele dirige o Gender Group que analisa o comportamento de homens e também de mulheres, separadamente, no HC.” (...)
Leia mais em: http://www.pailegal.net/fatiss.asp?rvTextoId=591774709

"Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas?
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto:
está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço:
um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento?
Exactamente como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho,
mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afectivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então, o amor é isso.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."
(Autor desconhecido)
Enviado pela Cristina
Imagem: http://arrozcomtodos.blogs.sapo.pt/126535.html
"Baubo é uma antiga Deusa da Grécia associada à sexualidade sagrada. É também um arquétipo da vida, da morte e da fertilidade. A sexualidade sagrada, a fertilidade e a imortalidade são conceitos que estão unidos na concepção mágica dos povos antigos. A representação da vulva não é mais do que a perpetuação do feito mágico do nascimento. Toda a criação é um mistério numinoso, um segredo de que a humanidade frequentemente "se afasta", numa atitude que, mais tarde, é erroneamente interpretada como "vergonha". Na figura da Deusa Baubo, o seu ventre representa o símbolo numinoso da fertilidade. Enquanto que na posição frontal, toda a nua feminilidade da Deusa é permeada pelo numinoso que dela emana como fascinação, essa limitação à zona do ventre ou do útero expressa, no aspecto inumano e grotesco, a autonomia radical do ventre em relação aos "centros superiores" do coração, seios, cabeça, e assim entroniza-o como sagrado.
Baubo é uma antiga Deusa Grega do Ventre, conhecida também pelo nome de Iamba. Era esposa de Dysaules e mãe de Mise. Nas suas representações não possui cabeça, mas apenas um rosto que aparece no torso.
A sua história chega-nos da Antiga Grécia, quando Deméter era a Deusa Mãe da Terra e todos os dias passeava pelos prados para deles cuidar, garantindo assim que houvesse abundância no nosso planeta. Regava as plantas, fazia florescer as árvores, sempre acompanhada da filha Perséfone que amava profundamente.
Certo dia, Hades, o Deus dos Infernos sequestrou Perséfone e levou-a para as entranhas da terra. Deméter caiu então em profunda depressão. A terra reflete o seu desespero e os campos tornam-se estéreis.
Deméter, na sua peregrinação em busca da filha, chegou a um lugar chamado Eleusis chorando muito. A pequena ama Baubo, vendo-a tão desesperada, acercou-se dela dançando; em seguida levantou a saia e mostrou a vulva. Deméter sorriu e Baubo abraçou-a, dizendo-lhe que, como Deusa da Terra, ela não podia ser destruidora mas sim transformadora. Em seguida continuou a contar-lhe histórias picantes e divertidas. As duas riram muito juntas até que a Mãe da Terra adquiriu novas forças para ir em busca da filha. A Terra riu com as Deusas, a Terra floresceu.
A dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, juntamente com as festividades e cerimoniais em que se vê envolta, afastam a humanidade dos seus pesares que constantemente a aferroam, afirma a vida e vence os temores da morte e da esterilidade. Através da alegria e do riso esquecemo-nos dos limites da nossa existência, além de que mais facilmente conseguimos vencer os obstáculos que põem em perigo a continuidade da vida.
Baubo é a Deusa radiante, amante do sorriso. Ela é a combinação do impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar.
Baubo vive em cada uma de nós; é a capacidade que todas nós temos de nos levantar e seguir em frente depois de um momento triste, de apostar no riso, como auxiliar na cura para as nossas depressões. Baubo faz-nos ainda entender como é poderoso, belo e mágico o corpo feminino. Qualquer que seja a sua forma e o seu tamanho, o nosso corpo é único e, portanto, especial. A maioria das mulheres ainda se deixa prender na teia da propaganda que nasce do mundo do consumismo popular.
Comparando-se às outras, em vez de apreciar o que ela própria é, tornar-se-á cativa daquilo que erroneamente identifica como “defeitos” pessoais.
Os germes de desprezo pelo corpo foram-nos passados pelas primeiras décadas do cristianismo e acabaram por infectar toda a consciência ocidental. A capacidade do homem de criar hoje vida em laboratórios, com seleção do ADN é típica do desprezo pela matéria enquanto "matéria" e pelo processo natural de seleção e adaptação. É deste modo, que a mente científica tenta colocar-nos fora da natureza, reforçando a persistente alienação do corpo que teve início na era cristã.
Muitas pessoas ainda hoje sentem-se mal amadas, ou até indignas de serem amadas e muitas ainda têm a certeza de ter perdido a capacidade de amar. Mas este vazio difuso de que as pessoas se queixam pode ser explicado em termos de perda da conexão com a Deusa, aquela que renova a vida, traz amor, paixão e fertilidade. É a Deusa Baubo que faz a ligação com uma camada importante da nossa vida instintiva, trazendo-nos de volta o riso, a alegria, a beleza e a energia criativa que une a sexualidade à espiritualidade.
Hoje já não temos a oportunidade de segurar a imagem da Deusa com o carinho de antigamente, pois a mente racional simplesmente relegou-a para a categoria de “práticas pagãs arcaicas”. Entretanto, no corpo do pensamento psicológico, as imagens das Deusas são consideradas "arquétipos". Arquétipos são formas preexistentes que integram a estrutura herdada da psique comum de todas as pessoas. Essas estruturas psíquicas são dotadas de densidade emocional e quando ativadas têm o poder de transformar o nosso consciente.
Acredito, que Deusas como Baubo, segura e confiante no seu corpo e na sua sexualidade, podem ensinar-nos a adquirir confiança em nós próprias, para que possamos compreender que a nossa sensualidade com os seus impulsos naturais não é pecaminosa, mas sim um dom divino.
A Deusa Baubo reflete três aspectos particulares da existência humana: idade Anciã (chegada da menopausa), Mulher Fecunda e poder pessoal transformador.
Baubo é uma Deusa Anciã irreverente e alegre com a sua sexualidade, que vem lembra-nos que sexo é amor e prazer e é, sobretudo, mágico. Ela chega às nossas vidas para dizer:
-"Vamos comemorar! Nós temos os nossos úteros, as nossas vulvas, a nossa vida. Vamos dançar!". Tente... não custa nada, dançar e rir ainda é de graça. Coloque a palma das suas mãos um pouco abaixo do centro do abdómen (em cima do útero) e embale-se numa dança improvisada. Quando estiver pronta ria alto e o quanto puder. Rir é contagioso. Portanto, a partir de hoje, sorria muito e "infecte" o mundo com a "epidemia" do seu sorriso.
AFIRMAÇÕES SUGERIDAS:
Eu sou alegre
Eu sou saudável e feliz
Eu estou viva e em harmonia com a minha sexualidade
Eu adoro a minha forma de ser e o meu corpo
Eu tenho energia e vitalidade abundantes
Essências relacionadas : baunilha, amêndoa, lírio oriental, bergamota.
Pedras relacionadas : carneliam, coral, ágata, jaspar castanho (pedras alaranjadas), pedra do boji, larimar, obsidiana."
Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO
(Adaptado)
http://www.rosanevolpatto.trd.br/baubo.html
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Alguém numa produtora, a Filmes Unimundos, no caso, lera o último livro de Vera Faria Leal, “O Poder do Amor”, e sentira que havia em Portugal um género a inaugurar: os documentários baseados em livros de desenvolvimento pessoal/espiritual, de autores nacionais, feitos com os depoimentos de pessoas como eu e você.
E o facto é que a realização de Lourenço Henriques resultou num trabalho bem feito, cheio de beleza e emoção, ao mesmo tempo que simples, despretensioso e muito inspirador. Inspiradora é sempre também a coragem, a determinação, a força, a ousadia e a qualidade de verdadeira estrela-guia de Vera Faria Leal.
Tanto interesse de um público tão heterogéneo (quase não se cabia ontem na Casa do Marquês, em Algés), e um ambiente tão caloroso, levam-nos a constatar que uma grande revolução nas consciências está já a acontecer. A ideia de que podemos mudar a nossa vida e, juntos, o mundo em que vivemos está-se soltando por aí, graças a livros e a filmes tão inspiradores como este. Por isso nunca achem que este é “mais um que tenta apanhar a boleia de outro”... Este é mais um dos reforços de que uma IDEIA MAGNÍFICA E PODEROSA PRECISA PARA SE TORNAR REALIDADE!
Ver em: www.umavidamelhor.pt
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Acabo de receber este mail da directora executiva cessante da AI, e resolvi postá-lo por considerar tratar-se de um belo testemunho e por achar que é importante solidarizarmo-nos com uma instituição como esta que, de forma pacífica, vai defendendo pelo mundo a causa dos direitos humanos:
"Caros amigos,
Tinha 16 anos quando entrei num prédio decrépito e subi ao quinto andar, em busca de uma grande organização internacional, chamada Amnistia Internacional. Tinha visto uns concertos e lido umas coisas e, romanticamente, ia preparada para encontrar uma grande organização com dezenas de pessoas, a fervilhar de actividade. Na verdade encontrei um pequeno apartamento, com uma só pessoa, literalmente a cair (havia buracos em todos os cantos da casa), com o chão com uma inclinação tal que as coisas até rebolavam. Pelo menos assim pareceu aos meus olhos. Adorei.
Tive o privilégio, nestes últimos seis anos, de conhecer a fundo a organização (que nunca tive tempo quando era voluntária), de conhecer muitas centenas mais de activistas, de todo o mundo. Tenho uma colega do Quénia que praticamente só consegue trabalhar sobre mutilação genital feminina, um colega da Tailândia, que já foi torturado e uma colega
Trabalhei diariamente com algumas das melhores pessoas que alguma vez conheci, com o coração no lugar certo, e com capacidades muito superiores ao que muitas vezes lhes deram e dão crédito. Fica aqui o seu reconhecimento. Descobri que não faz sentido haver divisões entre profissionais e voluntários – que formam uma equipa imbatível, desde que trabalhem em conjunto.
Terei saudades de muitos de vós, mas é altura de partir para novos desafios profissionais e deixar vir novas pessoas, com um pensamento fresco sobre aquilo que já repensei demais. Aproveito esta transição para que se possa trazer novas perspectivas, novas ideias e novas acções, o que só poderá beneficiar a Amnistia. E é isso que quero acima de tudo.
Fico em funções até ao dia 30 de Abril. Espero poder despedir-me de alguns de vós, presencialmente, na Assembleia de 29 de Março. Membro serei sempre.
Um abraço amigo"
Cláudia Pedra
Directora Executiva/ Executive Director
Amnistia Internacional Portugal
Tel: (+351) 21 386 16 52
Fax:(+351) 21 386 17 82
e-mail: c.pedra@amnistia-internacional
No próximo dia 25 de Março, será lançado o DVD
O Segredo para além de "O Segredo"
"O DVD é baseado no livro O PODER DO AMOR de Vera Faria Leal. Este DVD fala-nos sobre as várias leis universais que importa conhecer se queremos fazer da nossa vida um caminho de plenitude, paz interior, abundância e realização. "Conhece a Lei e sê livre" dizem os mestres.
A Lei da Atracção ensina-nos que somos co-criadores das nossas experiências pois, assim como pensamos e acreditamos, assim vivemos. Quando reconhecemos que somos os guionistas, os actores e os realizadores do filme da nossa própria vida podemos começar a materializar as mudanças que desejamos utilizando novos pensamentos, novas e mais positivas crenças, alinhadas com uma nova harmonia interior. A partir desta lei, descobrimos importantes chaves para renovar os nossos relacionamentos.
A Lei de causa e efeito refere que colhemos aquilo que semeámos afirmando que o único momento onde podemos renovar o futuro, é o presente.
A lei da Unidade revela-nos que partilhamos todos da mesma essência e que, quanto mais nos aceitamos como um todo, mais inteiros ficamos e logo, mais saudáveis, realizados e plenos.
O conhecimento das Leis universais é a chave para a sabedoria e o poder interior. Neste DVD abordam-se os aspectos mais importantes do verdadeiro poder. O poder interior que, por definição, não depende de circunstâncias externas: só este poder é fonte de força interior, reservatório de esperança e de criatividade.
O poder interior começa com a auto estima que fornece o combustível emocional para perseguirmos os nosso sonhos. Neste DVD ensinam-se técnicas e exercícios para fomentar a auto-confiança e para estimular as pessoas a desenvolverem todo o seu potencial.
As dificuldades emocionais, relacionais e familiares afectam inúmeras pessoas sabotando a sua capacidade de ser felizes. A raiz dos nossos padrões emocionais estão na infância e neste DVD aprendemos sobre o conceito de CRIANÇA INTERIOR, que são registos emocionais que nos acompanham toda a vida e que as mais das vezes inconscientemente, condicionam para o melhor ou pior a nossa felicidade. Aprendemos a descobri-la, dar-lhe validade e evoluir com ela na redescoberta da nossa autenticidade, alegria de viver e capacidade de amar.
O segredo para além do segredo está em compreender basicamente o seguinte:
- Que não nos basta desejarmos coisas: precisamos tornar-nos na pessoa que gostaríamos de ser, assumindo cada vez mais as nossas qualidades para vivermos versões excelentes de nós mesmos.
- Que, se queremos mudar as nossa vida, temos que expandir a nossa consciência de quem somos ou seja, deixar de nos identificar com a carência, com o vazio, com as limitações e identificarmo-nos cada vez mais com a essência criadora imutável e una.
- Que o segredo da vida, não está em lutar ou desejar, mas em SER a pessoa que nascemos para-vir-a-ser, sem medo de irradiarmos a nossa Luz!
- O segredo para além do segredo, é na verdade, o poder do Amor Universal em acção através da vida de cada um de nós.
Os testemunhos do DVD ilustram a forma como a nossa vida muda realmente, quando aplicamos estes princípios e aprendemos a viver de acordo com as Leis universais: quando assim é, as portas começam a abrir-se, a vida ganha novo sentido, as sincronicidades sucedem-se para nos indicarem o caminho e os milagres, as novas

O Despertar da Deusa
A Planeta na Web entrevistou May East numa das suas curtas passagens por São Paulo. Ela falou da Fundação Findhorn e explicou porque é que o resgate do feminino é tão importante para o futuro do planeta
(...)
Planeta na web - Como é que traz esses ensinamentos do eco-feminismo para o Brasil?
May - A reconsagração do ventre, por exemplo, que é um dos trabalhos que faço aqui, é de profunda intimidade da mulher consigo mesmo, de resgate da sua conexão com o seu ventre, o seu cálice de luz, o seu centro de gravidade - mas ao mesmo tempo é um trabalho profundamente politizado. Historicamente há as feministas políticas, que representam o yang do yin dos anos 50 e 60, que queimavam os sutiãs na praça publica, Depois temos essas mulheres que vieram nutrindo a chama do que era ser mulher em sociedades secretas, muito preocupadas em serem interpretadas como mulheres que estão fazendo bruxaria. Essas duas vertentes da reemergência do feminino do século 20 muitas vezes fluíram
mulher, porque lá estavam as feministas políticas e as mulheres do retorno da deusa, e elas perceberam que tinham que entrar em diálogo e começar a trocar. Foi aí que o eco-feminismo assentou na consciência das mulheres. As feministas perceberam que se continuassem com a sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação. E as mulheres do retorno da deusa perceberam que não há mais tempo mesmo de ficar relembrando o passado, nós temos que mudar o hoje para garantir o futuro das próximas gerações. É fantástico, é um privilégio estar encarnada como mulher nesse momento e poder fazer esse resgate de si própria, passar para as filhas... Eu sou apaixonada pelo que eu faço.
Planeta na web - E os homens, como ficam nessa história?
May - Quando encontrei o Craig, ele há muitos anos trabalhava com o movimento de homens. Percebemos nesse encontro que o mais fácil mesmo era polarizar, as mulheres ficarem celebrando o passado, inaugurando o presente e sonhando o futuro, e os homens buscando essa nova identidade do masculino. Então fomos treinados num método chamado de Reconciliação entre o Feminino e o Masculino. O crucial para a questão do masculino e do feminino é o entendimento. Existe uma série de métodos para que a gente saia da comunicação defensiva entre homem e mulher, onde só ouvimos aquilo que é necessário para empilhar munições para ganhar no duelo de quem tem a verdade mais forte ou melhor articulada. Nós percebemos que, ao longo dos séculos, o que era ser mulher e ser homem era segredo dos respectivos clans, e começámos tentar explorar um novo caminho: uma vez que já resgatámos o feminino, convidar os homens a visitar, em termos simbólicos, e serem introduzidos ao que é ser mulher - e vice-versa.
(...)
Adaptado
Em: http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/reconectando/agrandeteia/may4.htm
Imagem: shop1.actinicexpress.co.uk


Aconteceu ontem, no magnífico cenário da Galeria Art For All, de Mariana Inverno, em Cascais, o 2º dos Encontros no Feminino, desta vez com Nathalie Durel Lima, psicoterapeuta junguiana e autora do livro “O Feminino Reencontrado”, falando-nos dos arquétipos das deusas gregas e do seu papel na psique feminina.
Também Rosa Leonor Pedro nos falou da questão em que tem centrado todo o seu trabalho e que é a grande divisão que, na nossa cultura latina, a igreja católica terá promovido no íntimo da mulher ao cindir o feminino nas duas partes antagónicas, a virgem e a pecadora, Maria e Madalena. Esta grande cisão interior, que depois se projecta para o exterior, como é óbvio, e que se traduz na clássica rivalidade entre as mulheres, terá sido o golpe definitivo que o patriarcado desferiu sobre as mulheres e o poder feminino.
Nos arquétipos das deusas, este antagonismo traduz-se pela relação conflituosa entre Hera (a esposa) e Afrodite (a amante), como referiu Nathalie Durel, o que nos leva a concluir que a igreja mais não fez que sancionar e actualizar um princípio já existente na cultura patriarcal anterior. Bom, este “a igreja mais não fez” não é bem assim, porque ela já fez muito: para além de ter caluniado por séculos e séculos a companheira de Jesus, Maria Madalena, os seus princípios baseavam-se na doutrina de Cristo que era de inclusão e nunca de divisão e exclusão...
Rosa Leonor dirá depois o que acha desta conclusão...
Seja como for, esta cisão é uma realidade inegável que apenas tem servido para alimentar o sistema patriarcal e, concordo com esta autora, unir dentro de nós estas duas mulheres é indispensável e urgente.
Comemorar assim o 8 de Março, num círculo tão bonito de mulheres e num espaço dedicado à arte tão inspirador, é mais do que se pode pedir à vida... Obrigada a todas.

Teoria da conspiração no 'top' do Google Video
FILIPE FEIO
“Filme polémico já foi visto mais de dez milhões de vezes
Não há quem não goste de uma boa intriga, mas isso parece não ser suficiente para explicar o sucesso mundial do controverso Zeitgeist, The Movie. O documentário independente norte-americano lançado em Julho de 2007 na Internet já foi visto mais de dez milhões de vezes no site Google Video (através de www.zeitgeistmovie.com) e continua a conquistar frequentemente o top diário dos mais vistos em países dos quatro cantos do mundo. Muitos portugueses também já se deixaram seduzir.
"Inspirar as pessoas a olhar o mundo de forma mais crítica" e levá--las a compreender que nem tudo o que parece é foi aquilo que Peter Joseph (ou James Coyman, de acordo com a Wikipedia, única fonte que fala sobre ele) se propôs fazer, quando decidiu retratar o "espírito do tempo" (significado da palavra alemã que dá o título ao filme). Se vai ou não cumprir os objectivos é impossível dizer.
Mas uma coisa é certa: recomendado por blogues e passa-palavras (sobretudo pela Web), e traduzido em 13 línguas (incluindo a portuguesa), o filme já chegou a mais espectadores que muitos blockbusters do circuito comercial de cinema, mesmo sendo raramente referido nos media generalistas (talvez porque "rejeitar o pensamento conspirativo mantém--no vivo e de boa saúde", titula o jornal canadiano Globe and Mail).
Mas por que razão é o vídeo constantemente classificado como "obrigatório"? Vamos à história. Na primeira parte, Zeitgeist, The Movie tenta demonstrar que Jesus Cristo não passa de uma personagem de ficção, um "híbrido literário e astrológico", e um "plágio explícito" do deus egípcio Hórus. "O cristianismo, juntamente com as outras crenças teístas, é a fraude da era", afirma o narrador, e "dá o poder a quem sabe a verdade mas usa o mito para manipular e controlar sociedades". São 35 minutos de argumentos e teorias depois das quais se conclui: "O mito religioso é o artifício mais poderoso alguma vez criado, e serve como solo psicológico para que outros mitos possam florescer."
Mas para quê? É aqui que o filme entra na última parte: alegadamente, a Reserva Federal americana (Fed) é um instrumento que está nas mãos de um pequeno grupo de poderosos banqueiros internacionais que enriquecem à custa do aumento das despesas federais. Como acontece, por exemplo: em caso de guerra. O plano dos "homens por trás da cortina" é a instauração de um "governo mundial", em que todos os cidadãos estarão identificados com um chip RFID (um microchip de identificação por radiofrequência). "E o aspecto mais incrível de todos: estes elementos totalitários não serão impostos", porque "é o povo que os vai exigir".
"Se as pessoas se aperceberem da verdade, todo este zeitgeist fabricado entrará em colapso, e cairá como um castelo de cartas", afirma Peter Joseph, quase no fim das duas horas de teorias, antes de citar Jimi Hendrix: "Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz." Para depois terminar com as palavras do também falecido humorista Bill Hick: "É uma escolha, agora mesmo: entre o medo e o amor." Ficção ou não, Zeitgeist, The Movie ameaça tornar-se o campeão das teorias da conspiração dos dias de hoje. Se é que ainda não o é.”

(…)
A Lealdade Feminina é um movimento que reúne todas as mulheres no Amor fraterno e leal entre si mesmas. Através da Conscientização da Feminilidade autêntica , ancestral. Propõe um novo modelo social, diferente do actual modelo patriarcal, de dominação e violência. Queremos Vida. O maior trunfo do patriarcado é dividir as mulheres numa competição entre rivais. Não somos rivais, somos IGUAIS. Todas unidas por uma essência feminina. É preciso desmasculinizar o mundo e equilibrar as forças masculinas e femininas através do amor fraterno e universal. Só assim voltaremos a viver num jardim de harmonia e prosperidade. Com justiça social e paz para todos."(...)
http://lealdadefeminina.blogspot.com
Imagem: www.artigos.ciranddadalua.com.br
"Ser espiritual é ser um: um connosco, um com toda a criação. Mas antes de nos perdermos no todo, temos de nos encontrar como indivíduos.
O que significa 'indivíduo'? Significa ser uno e indivisível, ter a audácia e a coragem e a consciência necessárias para se ser quem se é – ou quem se nasceu para ser. Por isso o processo, psicológico e espiritual, a que se chama 'individuação' é uma jornada em direcção à unidade, à totalidade, à integridade. Como? Reunindo o que em nós está, por natureza e condição, dividido: luz e sombra, consciente e inconsciente, corpo e espírito, matéria e energia, acção e passividade, movimento e repouso, masculino e feminino, instinto de separar e instinto de unir.
Tornarmo-nos indivíduos significa religar as partes de nós que estão divididas numa síntese criativa que é mais do que a soma das metades
Só que no mundo prático, concreto, pragmático e racionalista em que vivemos ninguém nos ensina que podemos ser duais, conflitantes, contraditórios – e que essa é a nossa condição natural.
Ensinam-nos, sim, a sermos a metade do que temos cá dentro: lógicos, funcionais, performativos, eficientes, produtivos, racionais, fortes, idealmente ricos, seguros e poderosos. E pergunto eu: e a nossa outra metade, por que não admiti-la, como conectá-la, como a recuperar?
É porque existe essa falha, esse hiato, esse equívoco ontológico naquilo que nos ensinam a ser que inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo no nosso percurso de vida e por mais de uma vez, somos confrontados com a necessidade imperiosa de reencontrar a outra metade de nós – as partes que foram reprimidas, esquecidas, relegadas para o domínio do que não vivemos voluntariamente.
E é nesses momentos que a vida, na sua infinita paciência e sabedoria, nos convida a um reencontro com o 'outro' de nós próprios. E só porque não lhes reconhecemos imediatamente a oportunidade e o objetivo que encerram, vivemos esses momentos como crises. E procuramos ajuda numa terapia, num psicanalista, numa religião, num ensinamento espiritual.
E o poder dessa ajuda varia na forma mas não na essência: guiar-nos no processo de religar o que em nós estava separado. Esse é o gesto verdadeiramente religioso ou espiritual. Não é por acaso que a raiz etimológica de religião é 'religare', que significa 'voltar a unir'.
Unirmo-nos a nós mesmos e sermos um e mais amplos: essa é a verdadeira proposta de evolução espiritual."
Nuno Michaels
Imagem: renascimento.files.wordpress.com
Amar
“Sabes tu o que quer dizer amar, sentir o teu coração tão repleto de alegria e gratidão que tu não possas contê-las, sendo necessário que transbordem em direcção a toda a gente à tua volta? É uma magnífica sensação de bem-estar, e de unidade com toda a vida. Receio, ódio, ciúme, inveja e avareza desaparecem quando existe amor, pois não há lugar para as forças negativas e destrutivas na presença dele.
Quando o teu coração estiver frio e tu não demonstrares amor algum, não desesperes, mas procura à tua volta e encontra algo que possas amar. Pode ser uma coisa muito pequena, mas essa pequena centelha terá a capacidade de incendiar todo o teu ser até que o amor se acenda em ti. Uma pequena chave pode abrir uma grande porta. O amor é a chave para cada porta fechada.
Aprende a utilizá-lo até que todas as portas tenham sido abertas. Começa por onde estás. Abre os olhos, abre o teu coração, descobre algo que seja necessário e dá-lhe resposta.”
