"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen
quinta-feira, 20 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
DVD O SEGREDO PARA ALÉM DE "O SEGREDO"
No próximo dia 25 de Março, será lançado o DVD
O Segredo para além de "O Segredo"
"O DVD é baseado no livro O PODER DO AMOR de Vera Faria Leal. Este DVD fala-nos sobre as várias leis universais que importa conhecer se queremos fazer da nossa vida um caminho de plenitude, paz interior, abundância e realização. "Conhece a Lei e sê livre" dizem os mestres.
A Lei da Atracção ensina-nos que somos co-criadores das nossas experiências pois, assim como pensamos e acreditamos, assim vivemos. Quando reconhecemos que somos os guionistas, os actores e os realizadores do filme da nossa própria vida podemos começar a materializar as mudanças que desejamos utilizando novos pensamentos, novas e mais positivas crenças, alinhadas com uma nova harmonia interior. A partir desta lei, descobrimos importantes chaves para renovar os nossos relacionamentos.
A Lei de causa e efeito refere que colhemos aquilo que semeámos afirmando que o único momento onde podemos renovar o futuro, é o presente.
A lei da Unidade revela-nos que partilhamos todos da mesma essência e que, quanto mais nos aceitamos como um todo, mais inteiros ficamos e logo, mais saudáveis, realizados e plenos.
O conhecimento das Leis universais é a chave para a sabedoria e o poder interior. Neste DVD abordam-se os aspectos mais importantes do verdadeiro poder. O poder interior que, por definição, não depende de circunstâncias externas: só este poder é fonte de força interior, reservatório de esperança e de criatividade.
O poder interior começa com a auto estima que fornece o combustível emocional para perseguirmos os nosso sonhos. Neste DVD ensinam-se técnicas e exercícios para fomentar a auto-confiança e para estimular as pessoas a desenvolverem todo o seu potencial.
As dificuldades emocionais, relacionais e familiares afectam inúmeras pessoas sabotando a sua capacidade de ser felizes. A raiz dos nossos padrões emocionais estão na infância e neste DVD aprendemos sobre o conceito de CRIANÇA INTERIOR, que são registos emocionais que nos acompanham toda a vida e que as mais das vezes inconscientemente, condicionam para o melhor ou pior a nossa felicidade. Aprendemos a descobri-la, dar-lhe validade e evoluir com ela na redescoberta da nossa autenticidade, alegria de viver e capacidade de amar.
O segredo para além do segredo está em compreender basicamente o seguinte:
- Que não nos basta desejarmos coisas: precisamos tornar-nos na pessoa que gostaríamos de ser, assumindo cada vez mais as nossas qualidades para vivermos versões excelentes de nós mesmos.
- Que, se queremos mudar as nossa vida, temos que expandir a nossa consciência de quem somos ou seja, deixar de nos identificar com a carência, com o vazio, com as limitações e identificarmo-nos cada vez mais com a essência criadora imutável e una.
- Que o segredo da vida, não está em lutar ou desejar, mas em SER a pessoa que nascemos para-vir-a-ser, sem medo de irradiarmos a nossa Luz!
- O segredo para além do segredo, é na verdade, o poder do Amor Universal em acção através da vida de cada um de nós.
Os testemunhos do DVD ilustram a forma como a nossa vida muda realmente, quando aplicamos estes princípios e aprendemos a viver de acordo com as Leis universais: quando assim é, as portas começam a abrir-se, a vida ganha novo sentido, as sincronicidades sucedem-se para nos indicarem o caminho e os milagres, as novas
domingo, 9 de março de 2008
Eco-feminismo

O Despertar da Deusa
A Planeta na Web entrevistou May East numa das suas curtas passagens por São Paulo. Ela falou da Fundação Findhorn e explicou porque é que o resgate do feminino é tão importante para o futuro do planeta
(...)
Planeta na web - Como é que traz esses ensinamentos do eco-feminismo para o Brasil?
May - A reconsagração do ventre, por exemplo, que é um dos trabalhos que faço aqui, é de profunda intimidade da mulher consigo mesmo, de resgate da sua conexão com o seu ventre, o seu cálice de luz, o seu centro de gravidade - mas ao mesmo tempo é um trabalho profundamente politizado. Historicamente há as feministas políticas, que representam o yang do yin dos anos 50 e 60, que queimavam os sutiãs na praça publica, Depois temos essas mulheres que vieram nutrindo a chama do que era ser mulher em sociedades secretas, muito preocupadas em serem interpretadas como mulheres que estão fazendo bruxaria. Essas duas vertentes da reemergência do feminino do século 20 muitas vezes fluíram
mulher, porque lá estavam as feministas políticas e as mulheres do retorno da deusa, e elas perceberam que tinham que entrar em diálogo e começar a trocar. Foi aí que o eco-feminismo assentou na consciência das mulheres. As feministas perceberam que se continuassem com a sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação. E as mulheres do retorno da deusa perceberam que não há mais tempo mesmo de ficar relembrando o passado, nós temos que mudar o hoje para garantir o futuro das próximas gerações. É fantástico, é um privilégio estar encarnada como mulher nesse momento e poder fazer esse resgate de si própria, passar para as filhas... Eu sou apaixonada pelo que eu faço.
Planeta na web - E os homens, como ficam nessa história?
May - Quando encontrei o Craig, ele há muitos anos trabalhava com o movimento de homens. Percebemos nesse encontro que o mais fácil mesmo era polarizar, as mulheres ficarem celebrando o passado, inaugurando o presente e sonhando o futuro, e os homens buscando essa nova identidade do masculino. Então fomos treinados num método chamado de Reconciliação entre o Feminino e o Masculino. O crucial para a questão do masculino e do feminino é o entendimento. Existe uma série de métodos para que a gente saia da comunicação defensiva entre homem e mulher, onde só ouvimos aquilo que é necessário para empilhar munições para ganhar no duelo de quem tem a verdade mais forte ou melhor articulada. Nós percebemos que, ao longo dos séculos, o que era ser mulher e ser homem era segredo dos respectivos clans, e começámos tentar explorar um novo caminho: uma vez que já resgatámos o feminino, convidar os homens a visitar, em termos simbólicos, e serem introduzidos ao que é ser mulher - e vice-versa.
(...)
Adaptado
Em: http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/reconectando/agrandeteia/may4.htm
Imagem: shop1.actinicexpress.co.uk
A magia de Findhorn

"Uma pequena gruta à beira- mar, no litoral da Escócia. Um grupo de mulheres limpa o local. Não são irmãs, nem amigas nem tampouco colegas de trabalho. Na verdade, algumas mal se conhecem. Mas neste momento estão todas unidas, como se formassem uma só família. Sua intenção é realizar um ritual que valorize a energia feminina. A caverna representa o útero. A limpeza, a purificação. Unidas, trabalham concentradas na simbologia de seus atos. Depois farão outros rituais, acenderão velas, transformarão este lugar mítico numa representação de si próprias. Estão em busca de autoconhecimento, de contato com a espiritualidade, da Grande Deusa. Mas, para Olga Cristina Amato Balian, uma brasileira que integra o grupo de 18 pessoas, a cerimônia tem também o sabor de celebração. Marca um ciclo de sete anos de mudanças em sua vida. Um período iniciado, quem diria, por uma garrafa térmica de café." (...)
Ler mais em http://estilonatural.uol.com.br/Edicoes/49/artigo63263-1.asp
O FEMININO REENCONTADO

Aconteceu ontem, no magnífico cenário da Galeria Art For All, de Mariana Inverno, em Cascais, o 2º dos Encontros no Feminino, desta vez com Nathalie Durel Lima, psicoterapeuta junguiana e autora do livro “O Feminino Reencontrado”, falando-nos dos arquétipos das deusas gregas e do seu papel na psique feminina.
Também Rosa Leonor Pedro nos falou da questão em que tem centrado todo o seu trabalho e que é a grande divisão que, na nossa cultura latina, a igreja católica terá promovido no íntimo da mulher ao cindir o feminino nas duas partes antagónicas, a virgem e a pecadora, Maria e Madalena. Esta grande cisão interior, que depois se projecta para o exterior, como é óbvio, e que se traduz na clássica rivalidade entre as mulheres, terá sido o golpe definitivo que o patriarcado desferiu sobre as mulheres e o poder feminino.
Nos arquétipos das deusas, este antagonismo traduz-se pela relação conflituosa entre Hera (a esposa) e Afrodite (a amante), como referiu Nathalie Durel, o que nos leva a concluir que a igreja mais não fez que sancionar e actualizar um princípio já existente na cultura patriarcal anterior. Bom, este “a igreja mais não fez” não é bem assim, porque ela já fez muito: para além de ter caluniado por séculos e séculos a companheira de Jesus, Maria Madalena, os seus princípios baseavam-se na doutrina de Cristo que era de inclusão e nunca de divisão e exclusão...
Rosa Leonor dirá depois o que acha desta conclusão...
Seja como for, esta cisão é uma realidade inegável que apenas tem servido para alimentar o sistema patriarcal e, concordo com esta autora, unir dentro de nós estas duas mulheres é indispensável e urgente.
Comemorar assim o 8 de Março, num círculo tão bonito de mulheres e num espaço dedicado à arte tão inspirador, é mais do que se pode pedir à vida... Obrigada a todas.
sábado, 1 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
ZEITGEISTMOVIE

Teoria da conspiração no 'top' do Google Video
FILIPE FEIO
“Filme polémico já foi visto mais de dez milhões de vezes
Não há quem não goste de uma boa intriga, mas isso parece não ser suficiente para explicar o sucesso mundial do controverso Zeitgeist, The Movie. O documentário independente norte-americano lançado em Julho de 2007 na Internet já foi visto mais de dez milhões de vezes no site Google Video (através de www.zeitgeistmovie.com) e continua a conquistar frequentemente o top diário dos mais vistos em países dos quatro cantos do mundo. Muitos portugueses também já se deixaram seduzir.
"Inspirar as pessoas a olhar o mundo de forma mais crítica" e levá--las a compreender que nem tudo o que parece é foi aquilo que Peter Joseph (ou James Coyman, de acordo com a Wikipedia, única fonte que fala sobre ele) se propôs fazer, quando decidiu retratar o "espírito do tempo" (significado da palavra alemã que dá o título ao filme). Se vai ou não cumprir os objectivos é impossível dizer.
Mas uma coisa é certa: recomendado por blogues e passa-palavras (sobretudo pela Web), e traduzido em 13 línguas (incluindo a portuguesa), o filme já chegou a mais espectadores que muitos blockbusters do circuito comercial de cinema, mesmo sendo raramente referido nos media generalistas (talvez porque "rejeitar o pensamento conspirativo mantém--no vivo e de boa saúde", titula o jornal canadiano Globe and Mail).
Mas por que razão é o vídeo constantemente classificado como "obrigatório"? Vamos à história. Na primeira parte, Zeitgeist, The Movie tenta demonstrar que Jesus Cristo não passa de uma personagem de ficção, um "híbrido literário e astrológico", e um "plágio explícito" do deus egípcio Hórus. "O cristianismo, juntamente com as outras crenças teístas, é a fraude da era", afirma o narrador, e "dá o poder a quem sabe a verdade mas usa o mito para manipular e controlar sociedades". São 35 minutos de argumentos e teorias depois das quais se conclui: "O mito religioso é o artifício mais poderoso alguma vez criado, e serve como solo psicológico para que outros mitos possam florescer."
Mas para quê? É aqui que o filme entra na última parte: alegadamente, a Reserva Federal americana (Fed) é um instrumento que está nas mãos de um pequeno grupo de poderosos banqueiros internacionais que enriquecem à custa do aumento das despesas federais. Como acontece, por exemplo: em caso de guerra. O plano dos "homens por trás da cortina" é a instauração de um "governo mundial", em que todos os cidadãos estarão identificados com um chip RFID (um microchip de identificação por radiofrequência). "E o aspecto mais incrível de todos: estes elementos totalitários não serão impostos", porque "é o povo que os vai exigir".
"Se as pessoas se aperceberem da verdade, todo este zeitgeist fabricado entrará em colapso, e cairá como um castelo de cartas", afirma Peter Joseph, quase no fim das duas horas de teorias, antes de citar Jimi Hendrix: "Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz." Para depois terminar com as palavras do também falecido humorista Bill Hick: "É uma escolha, agora mesmo: entre o medo e o amor." Ficção ou não, Zeitgeist, The Movie ameaça tornar-se o campeão das teorias da conspiração dos dias de hoje. Se é que ainda não o é.”
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lealdade Feminina

(…)
A Lealdade Feminina é um movimento que reúne todas as mulheres no Amor fraterno e leal entre si mesmas. Através da Conscientização da Feminilidade autêntica , ancestral. Propõe um novo modelo social, diferente do actual modelo patriarcal, de dominação e violência. Queremos Vida. O maior trunfo do patriarcado é dividir as mulheres numa competição entre rivais. Não somos rivais, somos IGUAIS. Todas unidas por uma essência feminina. É preciso desmasculinizar o mundo e equilibrar as forças masculinas e femininas através do amor fraterno e universal. Só assim voltaremos a viver num jardim de harmonia e prosperidade. Com justiça social e paz para todos."(...)
http://lealdadefeminina.blogspot.com
Imagem: www.artigos.ciranddadalua.com.brdomingo, 24 de fevereiro de 2008
SER ESPIRITUAL

"Ser espiritual é ser um: um connosco, um com toda a criação. Mas antes de nos perdermos no todo, temos de nos encontrar como indivíduos.
O que significa 'indivíduo'? Significa ser uno e indivisível, ter a audácia e a coragem e a consciência necessárias para se ser quem se é – ou quem se nasceu para ser. Por isso o processo, psicológico e espiritual, a que se chama 'individuação' é uma jornada em direcção à unidade, à totalidade, à integridade. Como? Reunindo o que em nós está, por natureza e condição, dividido: luz e sombra, consciente e inconsciente, corpo e espírito, matéria e energia, acção e passividade, movimento e repouso, masculino e feminino, instinto de separar e instinto de unir.
Tornarmo-nos indivíduos significa religar as partes de nós que estão divididas numa síntese criativa que é mais do que a soma das metades
Só que no mundo prático, concreto, pragmático e racionalista em que vivemos ninguém nos ensina que podemos ser duais, conflitantes, contraditórios – e que essa é a nossa condição natural.
Ensinam-nos, sim, a sermos a metade do que temos cá dentro: lógicos, funcionais, performativos, eficientes, produtivos, racionais, fortes, idealmente ricos, seguros e poderosos. E pergunto eu: e a nossa outra metade, por que não admiti-la, como conectá-la, como a recuperar?
É porque existe essa falha, esse hiato, esse equívoco ontológico naquilo que nos ensinam a ser que inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo no nosso percurso de vida e por mais de uma vez, somos confrontados com a necessidade imperiosa de reencontrar a outra metade de nós – as partes que foram reprimidas, esquecidas, relegadas para o domínio do que não vivemos voluntariamente.
E é nesses momentos que a vida, na sua infinita paciência e sabedoria, nos convida a um reencontro com o 'outro' de nós próprios. E só porque não lhes reconhecemos imediatamente a oportunidade e o objetivo que encerram, vivemos esses momentos como crises. E procuramos ajuda numa terapia, num psicanalista, numa religião, num ensinamento espiritual.
E o poder dessa ajuda varia na forma mas não na essência: guiar-nos no processo de religar o que em nós estava separado. Esse é o gesto verdadeiramente religioso ou espiritual. Não é por acaso que a raiz etimológica de religião é 'religare', que significa 'voltar a unir'.
Unirmo-nos a nós mesmos e sermos um e mais amplos: essa é a verdadeira proposta de evolução espiritual."
Nuno Michaels
Imagem: renascimento.files.wordpress.comsábado, 23 de fevereiro de 2008
AMAR

Amar
“Sabes tu o que quer dizer amar, sentir o teu coração tão repleto de alegria e gratidão que tu não possas contê-las, sendo necessário que transbordem em direcção a toda a gente à tua volta? É uma magnífica sensação de bem-estar, e de unidade com toda a vida. Receio, ódio, ciúme, inveja e avareza desaparecem quando existe amor, pois não há lugar para as forças negativas e destrutivas na presença dele.
Quando o teu coração estiver frio e tu não demonstrares amor algum, não desesperes, mas procura à tua volta e encontra algo que possas amar. Pode ser uma coisa muito pequena, mas essa pequena centelha terá a capacidade de incendiar todo o teu ser até que o amor se acenda em ti. Uma pequena chave pode abrir uma grande porta. O amor é a chave para cada porta fechada.
Aprende a utilizá-lo até que todas as portas tenham sido abertas. Começa por onde estás. Abre os olhos, abre o teu coração, descobre algo que seja necessário e dá-lhe resposta.”
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A Teoria "M"

Site do You Tube com um dos mais importantes documentários
da BBC de Londres sobre as mais recentes conclusões científicas da Física e
da Matemática a respeito do Universo e sua constituição. Impressionante!
(Cerca de 45 minutos de duração)
http://www.youtube.com/watch?v
Imagem: Google
sábado, 16 de fevereiro de 2008
A Prosperidade
"A prosperidade é o nosso estado natural e requer que acreditemos nela. Tudo o que co-criamos provém das nossas crenças conscientes e inconscientes. As áreas da nossa vida onde as coisas apresentam mais problemas e padrões negativos repetitivos indicam que há uma necessidade inconsciente de manter essa condição manifesta na nossa vida. Quando percebemos que necessidade é essa – de amor, de validação, de pertença, de não abandono, etc. – aprendemos a nutrir esse défice da nossa criança interior curando essa condição: conseguimos transformar os comportamentos sabotadores e abrimo-nos a receber maior abundância em qualquer área da vida.– O universo precisa da nossa atenção para existir....
Materializamos aquilo em que acreditamos. Então, precisamos de abrir mais a nossa consciência para ir para além do conhecido e para podermos aceitar receber mais da vida. Só nos é dado o que podemos receber.
Vera Faria Leal
Imagem: "Abundância" (www.portais.org/)sábado, 9 de fevereiro de 2008

POR UMA NOVA ORDEM SIMBÓLICA
Rose Marie Muraro
Cada espécie animal percebe o real segundo a vida que lhe é peculiar. A espécie humana relaciona-se com ele através dos seus sistemas simbólicos e por isso é a única que o pode transformar. Mas, embora a capacidade de simbolizar seja inata, o seu uso varia através dos tempos.
É através dos sistemas simbólicos que os seres humanos pensam, falam, comunicam e criam as suas leis de comportamento e portanto os seus sistemas sociais políticos e económicos. Esses sistemas variaram muito nos dois milhões de anos de vida da nossa espécie e principalmente nos últimos dez mil anos do período histórico. O grande erro dos pensadores desta época foi tomar como biológicos e imutáveis sistemas que foram socialmente construídos.
Isto aconteceu por exemplo com os psicólogos do fim do século XIX e inícios do século XX principalmente Freud e Lacan. Freud afirma que a natureza foi madrasta com a mulher porque ela não tem capacidade de simbolizar como o homem. Lacan afirma que o simbólico é masculino e que “a mulher não existe” porque não tem acesso à ordem simbólica. A palavra pertence ao homem e o silêncio à mulher. Segundo ele o simbólico é estruturado pela
cadeia de significantes cujo grande organizador é o Falo. Este ao mesmo tempo é metáfora do órgão sexual masculino e do poder. Assim o Poder (que é essencialmente masculino) é o Grande Outro ao qual implícita ou explicitamente todos os actos simbólicos humanos se referem, incluindo pensamentos, gestos, leis até os sistemas macro políticos e económicos.
E de facto ele tem razão. A realidade humana é gendrada (gendered), como gendrados somos todos nós. Todos os sistemas simbólicos actuais foram sendo fabricados por e para os homens. Leis, gramática, crenças, filosofia, dinheiro, poder político e económico, tudo.
No entanto na última metade do século XX algo novo acontece. Os dois grandes resultados da sociedade de consumo são a entrada da mulher no mercado mundial de trabalho (uma vez que o sistema fez mais máquinas do que machos) e a destruição dos recursos naturais (porque os retirou da natureza num ritmo mais acelerado do que esta poderia repor). As mulheres entram nos sistemas simbólicos masculinos no momento em que estes se mostram destrutivos da vida.
A tarefa monumental que os movimentos de mulheres e as mulheres como um todo têm hoje é de construir uma nova ordem simbólica não mais centrada sobre o Falo (o poder, o matar ou morrer que é a sua lei), mas uma nova ordem que possa permear desde o inconsciente individual até aos sistemas macroeconómicos, agora estruturada sobre a Vida.
Estas reflexões não poderiam estar a ser feitas se este trabalho já não estivesse
riqueza de todos para os poucos que dominam, que inclua relações comerciais económicas menos desumanas e destrutivas.
As mulheres já estão entrando nos sistemas simbólicos masculinos não só nas instituições convencionais (empresas, partidos, etc.) mas através de outras, muitas vezes na contramão da história (lutas populares, ecológicas, pela paz, etc., onde são a grande maioria). Elas estão a construir uma nova ordem simbólica cujo Grande Outro é a Vida (viver e deixar viver) e a ajudar a desconstruir esta ordem universal de poder. E se não trabalharmos nesta profundidade, por mais que se transformem as estruturas económicas antigas elas tenderão a voltar.
Ou substituímos a função estruturante do Falo pela função estruturante da Vida, ou não teremos mais nem Falo nem Vida.
http://www.geocities.com/rogelsamuel/rose5.html (adaptado)
Imagem: www.salves.com.br
Ave Maria para o III Milénio

uma mulher de olhos mansos
onde arde um fogo claro e baixo
-inextinguível como os tempos
apela
de dentro do seu silêncio antigo
para essa face
(que sempre supus mais tenra)
no que agora eu sou
do amanhã
caminha até mim
a impugnar caducas rotas
vencidas sendas
de um mundo a esboroar-se
Trajada de mistérios poderosa maga
vetusta caminhante
pelos troços do sigilo e da omissão
viaja ora por alcançáveis horizontes
iniciadora e sábia
como as secretas vozes deslembradas
ora remota e vaga
logo
no presságio
da Vida por chegar
Vinda do futuro coberta pela aurora
caminha
coroada pelos sonhos das estrelas
Reveladora de indescritíveis plenitudes
acolhe no brando seio
piedosa e alquímica
o tormentoso caudal de todos os meus prantos
Vem do futuro
mas segue ainda pela orla dos finitos
já impressora de desconhecidas ondas indeléveis cores
na rota dos que ousam
recebê-la
Vacilo
logo sou ela
recuo
já o não sou
Antiga companheira força latente
amada mãe portadora da luz
guardiã dos dias de ouro e de cristal
anárquica regeneradora dos velhos caminhos
madre excelsa
mãe amantíssima
fluxo rebelde
cântico dos amanhãs
desperta alba
suave mensageira
da mudança e do perdão
porto da esperança
útero original
pátria dos poetas
arcanjo das artes
mãe da intrepidez
padroeira dos audazes
matriz do sonho
fogo da terra
barca divina
dissipadora das trevas
mãe corajosa
vaga de clemência
bálsamo dos párias
rosa secreta
estrela dos alvores
princípio iniciático ao Sonho e aos arcanos
de todos
e por todos
os saecula saeculorum…
Reinarás na Terra
chamejante e pura
pelo coração da liberta humanidade
Mariana Inverno
Fundadora do PROJECTO Art for All
Imagem: www.rosanevolpatto.trd.br/
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Adorei este Encontro no Feminino - óbvio. Foi um momento inesquecível que agradeço à vida e às magníficas mulheres que nele participaram.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Primavera

Acaba de me ser enviado pelo Carlos Garrido este magnífico poema. Embora ainda estejamos só no início de Fevereiro, quero partilhá-lo aqui convosco e agradecer ao Carlos por esta bênção antecipada...
Primavera
Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem
acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A
inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da
mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo
chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse
mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e
os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos
cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos
começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas
borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente
conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando
as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos
procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores
cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma
Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com
os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de
incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece,
e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os
homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem,
independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os
pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os
ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo
que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao
sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.
Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas
estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente
estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai
tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos
brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do
perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao
vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da
eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Imagem: Google
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Estar vivo...

"Nós estamos em plena floração. Há uns anos atrás, nós éramos pétalas fechadas sobre si próprias.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
O Verdadeiro Poder

"À primeira vista, a vergonha e o abandono do controlo parecem ter pouca relação com o poder. Estão, porém, ligados, porque exercer o controlo e o poder sobre os outros é uma resposta directa à vergonha, a nível celular, e uma tentativa de a suprimir.
Vocês colocaram a vergonha nas células para impedir que pudessem sentir o verdadeiro poder!
Portanto, o verdadeiro poder é, simultaneamente, a arma para lidar com a vergonha e o resultado obtido depois dela ser removida das células. O verdadeiro poder é um "estado de ser", não um "estado de fazer". "Fazer" o poder é o método antigo; "ser" o poder é expressar o ESPÍRITO. Isto não quer dizer, todavia, que devas sentar-te numa almofada e passes o resto da vida a irradiar energia. Podes actuar... mas com uma diferença: agora, as acções provêem desse lugar interno calmo e sereno, que sabe ser uma força imensa e ilimitada trabalhando harmoniosamente com Tudo O Que É.
Precisamente da mesma forma em que "O Tao acerca do qual se pode falar, não é o Tao", o poder que deve actuar não é o verdadeiro poder. O verdadeiro poder é forte e humilde ao mesmo tempo, porque conhece a sua força. A força significa caminhar sem medo, uma vez que temer seja o que for nega a habilidade individual de alguém criar a sua própria realidade.
- Caminha envolto em segurança porque já não há estranhos, porque estás em harmonia com a Natureza e com as suas criaturas.
- Ama livremente através do verdadeiro poder, porque já não receias nem a rejeição, nem a dor.
- Dá a apartir de ti mesmo, sabendo que a rejeição é um sinal de que os outros são incapazes de receber o que tu és!
- Deixa de competir com os demais, porque a competição implica vergonha e nega a mestria de uns e outros; reconhece que, em última instância, estás a competir contra ti mesmo. O verdadeiro poder coopera sem egoísmo, reconhecendo que ninguém o pode explorar.
- Perdoa incondicionalmente, sabendo que fluis através da vida, reconhecendo que comparticipas na criação de cada acontecimento da tua vidas.
- Não atires a culpa para cima de ninguém, nem sequer de ti mesmo, porque vives permanentemente na esteira do ESPÍRITO.
- Não julgues nada nem ninguém, pois o julgamento está ancorado na vergonha; ao invés, considera o ESPÍRITO para saber o que é verdadeiro em cada momento. A partir desta perspectiva passas a ver tudo com os olhos do ESPÍRITO, que se expressa e passa a trabalhar através da tua personalidade.
Tal como já vimos, o amor não é algo que se "faça", mas sim algo que se permite que seja. O amor é algo que só ocorre quando alguém se permite vivenciar o seu próprio poder."
Mestre Serapis
Imagem: www.uta.edu/.../Private/
domingo, 27 de janeiro de 2008
MENSAGEM URGENTE DE NUNO MICHAELS
"Hoje quero falar sobre o que tenho vindo a observar à minha volta nas energias colectivas e nas efemérides planetárias.Amanhã, dia 8 de Janeiro, há uma Lua Nova no grau 17º de Capricórnio.
Mercúrio estará a passar de Capricórnio para Aquário.
Júpiter está em Capricórnio.
Saturno está em Virgem, e Urano continua o seu trânsito por Peixes.
Neptuno continua o seu trânsito por Aquário e Plutão no dia 26 atinge o grau 0 (zero) de Capricórnio. A entrada de Plutão em Capricórnio é um acontecimento que não ocorre desde há cerca de duzentos e cinquenta anos.
E o que é curioso é que da vez anterior que Plutão passou por Capricórnio ainda não era conhecido. E quando foi avistado, por um senhor chamado Percival Lowell no ano de 1930, ele transitava o signo de Caranguejo – o signo oposto e complementar de Capricórnio, onde se prepara para entrar.
Durante todo este ano Plutão vai estar a passar entre os graus 29 de Sagitário e o grau 1 de Capricórnio.
Os últimos anos, da passagem de Plutão por Sagitário, têm sido anos de tremendo drama. Drama, ou dramas, que emergiram essencialmente da desorientação espiritual da Humanidade, obrigando a rever valores e ir em busca de novos valores. Por isso nós estamos aqui, em busca de novas referências e valores espirituais.
Tivemos 13 anos da passagem de Plutão por Sagitário. E agora, o último ano
Isto implica também termos um vislumbre de quem queremos ser, de em quem nos queremos tornar.
A passagem de Saturno em Virgem diz “quais são os conhecimentos, as técnicas, as ferramentas, as actividades, as rotinas diárias, a higiene, o exercício, o cuidado da psique através da soma, ou do corpo, o que é que tu precisas de reunir e construir como técnica, ferramenta, conhecimento, disciplina, organização da vida prática, de modo a poderes começar a lançar as pedras basilares da nova estrutura que queres criar de ti próprio, em ti próprio, na tua vida?”
Nós sentimos quotidianamente as tensões tremendas que existem nos Céus. Marte oposto a Plutão. Observamos os dramas de criminalidade, frustração, desmarcarem o Lisboa-Dakar, máfias a serem descobertas no nosso país, o sub-mundo e a violência da noite, a revolta das pessoas contra as novas proibições do tabaco, a guerra que continua nos países todos, a maneira como as pessoas conduzem, a quantidade de ambulâncias que circulam diariamente nas estradas da cidade… Existe muita tensão. E essa tensão tem a ver com o processo de alinhamento que é pedido a todos mas nem todos podem
Leia mais em: http://www.talvez.net/nunomichaels/editorial.php
sábado, 19 de janeiro de 2008
Absoluta e Criando um Mundo Novo

Site a visitar (obrigada, Rosa Leonor):
http://www.absoluta-online.com.br/
Um outro blog cheio de boa energia:
http://cocriandoummundonovo.wordpress.com/
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
O que é Resiliência?

“Resiliência é um conceito da física, utilizado primeiramente pela engenharia, que se refere à capacidade de um material sofrer tensão e recuperar o seu estado normal, quando suspenso o "estado de risco".
A resiliência é ativada e desencadeia um processo positivo de construção, através da vivência das pessoas, instituições ou empresas. Fatores como: alcançar resultados positivos em situações de alto risco, manter competência sob ameaças e, no caso de empresas, a ataques de concorrentes, ou enfrentar situações inesperadas revertendo-as a seu favor, são como recuperar de traumas.
Principais traços de personalidade e atributos do indivíduo resiliente (Flach, 1991):
· Uma forte auto-estima
· Sentido de humor
· Independência de pensamento e ação, sem medo de depender dos outros ou relutância em fazê-lo
· Capacidade de trocas nas relações, um grupo estável de amigos (inclusive alguns confidentes)
· Grande disciplina pessoal e sentido de responsabilidade
· Reconhecimento e desenvolvimento de dons e talentos pessoais
· Auto-respeito
· Criatividade
∙ Habilidade para recuperar a auto-estima quando esta estiver diminuída ou temporariamente perdida
· Capacidade para aprender
· Capacidade para tolerar a dor, grande tolerância ao sofrimento
· Abertura e receptividade para novas ideias
· Disposição para sonhar
· Uma vasta gama de interesses
· Insight a respeito dos próprios sentimentos e percepção dos sentimentos dos outros, e a capacidade para comunicar estas opiniões de maneira adequada
· Flexibilidade
· Concentração, um compromisso com a vida, e um contexto filosófico no qual as experiências pessoais possam ser interpretadas com significado e esperança, até mesmo nos momentos mais desalentadores da vida.”
