"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen
sábado, 1 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
ZEITGEISTMOVIE

Teoria da conspiração no 'top' do Google Video
FILIPE FEIO
“Filme polémico já foi visto mais de dez milhões de vezes
Não há quem não goste de uma boa intriga, mas isso parece não ser suficiente para explicar o sucesso mundial do controverso Zeitgeist, The Movie. O documentário independente norte-americano lançado em Julho de 2007 na Internet já foi visto mais de dez milhões de vezes no site Google Video (através de www.zeitgeistmovie.com) e continua a conquistar frequentemente o top diário dos mais vistos em países dos quatro cantos do mundo. Muitos portugueses também já se deixaram seduzir.
"Inspirar as pessoas a olhar o mundo de forma mais crítica" e levá--las a compreender que nem tudo o que parece é foi aquilo que Peter Joseph (ou James Coyman, de acordo com a Wikipedia, única fonte que fala sobre ele) se propôs fazer, quando decidiu retratar o "espírito do tempo" (significado da palavra alemã que dá o título ao filme). Se vai ou não cumprir os objectivos é impossível dizer.
Mas uma coisa é certa: recomendado por blogues e passa-palavras (sobretudo pela Web), e traduzido em 13 línguas (incluindo a portuguesa), o filme já chegou a mais espectadores que muitos blockbusters do circuito comercial de cinema, mesmo sendo raramente referido nos media generalistas (talvez porque "rejeitar o pensamento conspirativo mantém--no vivo e de boa saúde", titula o jornal canadiano Globe and Mail).
Mas por que razão é o vídeo constantemente classificado como "obrigatório"? Vamos à história. Na primeira parte, Zeitgeist, The Movie tenta demonstrar que Jesus Cristo não passa de uma personagem de ficção, um "híbrido literário e astrológico", e um "plágio explícito" do deus egípcio Hórus. "O cristianismo, juntamente com as outras crenças teístas, é a fraude da era", afirma o narrador, e "dá o poder a quem sabe a verdade mas usa o mito para manipular e controlar sociedades". São 35 minutos de argumentos e teorias depois das quais se conclui: "O mito religioso é o artifício mais poderoso alguma vez criado, e serve como solo psicológico para que outros mitos possam florescer."
Mas para quê? É aqui que o filme entra na última parte: alegadamente, a Reserva Federal americana (Fed) é um instrumento que está nas mãos de um pequeno grupo de poderosos banqueiros internacionais que enriquecem à custa do aumento das despesas federais. Como acontece, por exemplo: em caso de guerra. O plano dos "homens por trás da cortina" é a instauração de um "governo mundial", em que todos os cidadãos estarão identificados com um chip RFID (um microchip de identificação por radiofrequência). "E o aspecto mais incrível de todos: estes elementos totalitários não serão impostos", porque "é o povo que os vai exigir".
"Se as pessoas se aperceberem da verdade, todo este zeitgeist fabricado entrará em colapso, e cairá como um castelo de cartas", afirma Peter Joseph, quase no fim das duas horas de teorias, antes de citar Jimi Hendrix: "Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz." Para depois terminar com as palavras do também falecido humorista Bill Hick: "É uma escolha, agora mesmo: entre o medo e o amor." Ficção ou não, Zeitgeist, The Movie ameaça tornar-se o campeão das teorias da conspiração dos dias de hoje. Se é que ainda não o é.”
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lealdade Feminina

(…)
A Lealdade Feminina é um movimento que reúne todas as mulheres no Amor fraterno e leal entre si mesmas. Através da Conscientização da Feminilidade autêntica , ancestral. Propõe um novo modelo social, diferente do actual modelo patriarcal, de dominação e violência. Queremos Vida. O maior trunfo do patriarcado é dividir as mulheres numa competição entre rivais. Não somos rivais, somos IGUAIS. Todas unidas por uma essência feminina. É preciso desmasculinizar o mundo e equilibrar as forças masculinas e femininas através do amor fraterno e universal. Só assim voltaremos a viver num jardim de harmonia e prosperidade. Com justiça social e paz para todos."(...)
http://lealdadefeminina.blogspot.com
Imagem: www.artigos.ciranddadalua.com.brdomingo, 24 de fevereiro de 2008
SER ESPIRITUAL

"Ser espiritual é ser um: um connosco, um com toda a criação. Mas antes de nos perdermos no todo, temos de nos encontrar como indivíduos.
O que significa 'indivíduo'? Significa ser uno e indivisível, ter a audácia e a coragem e a consciência necessárias para se ser quem se é – ou quem se nasceu para ser. Por isso o processo, psicológico e espiritual, a que se chama 'individuação' é uma jornada em direcção à unidade, à totalidade, à integridade. Como? Reunindo o que em nós está, por natureza e condição, dividido: luz e sombra, consciente e inconsciente, corpo e espírito, matéria e energia, acção e passividade, movimento e repouso, masculino e feminino, instinto de separar e instinto de unir.
Tornarmo-nos indivíduos significa religar as partes de nós que estão divididas numa síntese criativa que é mais do que a soma das metades
Só que no mundo prático, concreto, pragmático e racionalista em que vivemos ninguém nos ensina que podemos ser duais, conflitantes, contraditórios – e que essa é a nossa condição natural.
Ensinam-nos, sim, a sermos a metade do que temos cá dentro: lógicos, funcionais, performativos, eficientes, produtivos, racionais, fortes, idealmente ricos, seguros e poderosos. E pergunto eu: e a nossa outra metade, por que não admiti-la, como conectá-la, como a recuperar?
É porque existe essa falha, esse hiato, esse equívoco ontológico naquilo que nos ensinam a ser que inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo no nosso percurso de vida e por mais de uma vez, somos confrontados com a necessidade imperiosa de reencontrar a outra metade de nós – as partes que foram reprimidas, esquecidas, relegadas para o domínio do que não vivemos voluntariamente.
E é nesses momentos que a vida, na sua infinita paciência e sabedoria, nos convida a um reencontro com o 'outro' de nós próprios. E só porque não lhes reconhecemos imediatamente a oportunidade e o objetivo que encerram, vivemos esses momentos como crises. E procuramos ajuda numa terapia, num psicanalista, numa religião, num ensinamento espiritual.
E o poder dessa ajuda varia na forma mas não na essência: guiar-nos no processo de religar o que em nós estava separado. Esse é o gesto verdadeiramente religioso ou espiritual. Não é por acaso que a raiz etimológica de religião é 'religare', que significa 'voltar a unir'.
Unirmo-nos a nós mesmos e sermos um e mais amplos: essa é a verdadeira proposta de evolução espiritual."
Nuno Michaels
Imagem: renascimento.files.wordpress.comsábado, 23 de fevereiro de 2008
AMAR

Amar
“Sabes tu o que quer dizer amar, sentir o teu coração tão repleto de alegria e gratidão que tu não possas contê-las, sendo necessário que transbordem em direcção a toda a gente à tua volta? É uma magnífica sensação de bem-estar, e de unidade com toda a vida. Receio, ódio, ciúme, inveja e avareza desaparecem quando existe amor, pois não há lugar para as forças negativas e destrutivas na presença dele.
Quando o teu coração estiver frio e tu não demonstrares amor algum, não desesperes, mas procura à tua volta e encontra algo que possas amar. Pode ser uma coisa muito pequena, mas essa pequena centelha terá a capacidade de incendiar todo o teu ser até que o amor se acenda em ti. Uma pequena chave pode abrir uma grande porta. O amor é a chave para cada porta fechada.
Aprende a utilizá-lo até que todas as portas tenham sido abertas. Começa por onde estás. Abre os olhos, abre o teu coração, descobre algo que seja necessário e dá-lhe resposta.”
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A Teoria "M"

Site do You Tube com um dos mais importantes documentários
da BBC de Londres sobre as mais recentes conclusões científicas da Física e
da Matemática a respeito do Universo e sua constituição. Impressionante!
(Cerca de 45 minutos de duração)
http://www.youtube.com/watch?v
Imagem: Google
sábado, 16 de fevereiro de 2008
A Prosperidade
"A prosperidade é o nosso estado natural e requer que acreditemos nela. Tudo o que co-criamos provém das nossas crenças conscientes e inconscientes. As áreas da nossa vida onde as coisas apresentam mais problemas e padrões negativos repetitivos indicam que há uma necessidade inconsciente de manter essa condição manifesta na nossa vida. Quando percebemos que necessidade é essa – de amor, de validação, de pertença, de não abandono, etc. – aprendemos a nutrir esse défice da nossa criança interior curando essa condição: conseguimos transformar os comportamentos sabotadores e abrimo-nos a receber maior abundância em qualquer área da vida.– O universo precisa da nossa atenção para existir....
Materializamos aquilo em que acreditamos. Então, precisamos de abrir mais a nossa consciência para ir para além do conhecido e para podermos aceitar receber mais da vida. Só nos é dado o que podemos receber.
Vera Faria Leal
Imagem: "Abundância" (www.portais.org/)sábado, 9 de fevereiro de 2008

POR UMA NOVA ORDEM SIMBÓLICA
Rose Marie Muraro
Cada espécie animal percebe o real segundo a vida que lhe é peculiar. A espécie humana relaciona-se com ele através dos seus sistemas simbólicos e por isso é a única que o pode transformar. Mas, embora a capacidade de simbolizar seja inata, o seu uso varia através dos tempos.
É através dos sistemas simbólicos que os seres humanos pensam, falam, comunicam e criam as suas leis de comportamento e portanto os seus sistemas sociais políticos e económicos. Esses sistemas variaram muito nos dois milhões de anos de vida da nossa espécie e principalmente nos últimos dez mil anos do período histórico. O grande erro dos pensadores desta época foi tomar como biológicos e imutáveis sistemas que foram socialmente construídos.
Isto aconteceu por exemplo com os psicólogos do fim do século XIX e inícios do século XX principalmente Freud e Lacan. Freud afirma que a natureza foi madrasta com a mulher porque ela não tem capacidade de simbolizar como o homem. Lacan afirma que o simbólico é masculino e que “a mulher não existe” porque não tem acesso à ordem simbólica. A palavra pertence ao homem e o silêncio à mulher. Segundo ele o simbólico é estruturado pela
cadeia de significantes cujo grande organizador é o Falo. Este ao mesmo tempo é metáfora do órgão sexual masculino e do poder. Assim o Poder (que é essencialmente masculino) é o Grande Outro ao qual implícita ou explicitamente todos os actos simbólicos humanos se referem, incluindo pensamentos, gestos, leis até os sistemas macro políticos e económicos.
E de facto ele tem razão. A realidade humana é gendrada (gendered), como gendrados somos todos nós. Todos os sistemas simbólicos actuais foram sendo fabricados por e para os homens. Leis, gramática, crenças, filosofia, dinheiro, poder político e económico, tudo.
No entanto na última metade do século XX algo novo acontece. Os dois grandes resultados da sociedade de consumo são a entrada da mulher no mercado mundial de trabalho (uma vez que o sistema fez mais máquinas do que machos) e a destruição dos recursos naturais (porque os retirou da natureza num ritmo mais acelerado do que esta poderia repor). As mulheres entram nos sistemas simbólicos masculinos no momento em que estes se mostram destrutivos da vida.
A tarefa monumental que os movimentos de mulheres e as mulheres como um todo têm hoje é de construir uma nova ordem simbólica não mais centrada sobre o Falo (o poder, o matar ou morrer que é a sua lei), mas uma nova ordem que possa permear desde o inconsciente individual até aos sistemas macroeconómicos, agora estruturada sobre a Vida.
Estas reflexões não poderiam estar a ser feitas se este trabalho já não estivesse
riqueza de todos para os poucos que dominam, que inclua relações comerciais económicas menos desumanas e destrutivas.
As mulheres já estão entrando nos sistemas simbólicos masculinos não só nas instituições convencionais (empresas, partidos, etc.) mas através de outras, muitas vezes na contramão da história (lutas populares, ecológicas, pela paz, etc., onde são a grande maioria). Elas estão a construir uma nova ordem simbólica cujo Grande Outro é a Vida (viver e deixar viver) e a ajudar a desconstruir esta ordem universal de poder. E se não trabalharmos nesta profundidade, por mais que se transformem as estruturas económicas antigas elas tenderão a voltar.
Ou substituímos a função estruturante do Falo pela função estruturante da Vida, ou não teremos mais nem Falo nem Vida.
http://www.geocities.com/rogelsamuel/rose5.html (adaptado)
Imagem: www.salves.com.br
Ave Maria para o III Milénio

uma mulher de olhos mansos
onde arde um fogo claro e baixo
-inextinguível como os tempos
apela
de dentro do seu silêncio antigo
para essa face
(que sempre supus mais tenra)
no que agora eu sou
do amanhã
caminha até mim
a impugnar caducas rotas
vencidas sendas
de um mundo a esboroar-se
Trajada de mistérios poderosa maga
vetusta caminhante
pelos troços do sigilo e da omissão
viaja ora por alcançáveis horizontes
iniciadora e sábia
como as secretas vozes deslembradas
ora remota e vaga
logo
no presságio
da Vida por chegar
Vinda do futuro coberta pela aurora
caminha
coroada pelos sonhos das estrelas
Reveladora de indescritíveis plenitudes
acolhe no brando seio
piedosa e alquímica
o tormentoso caudal de todos os meus prantos
Vem do futuro
mas segue ainda pela orla dos finitos
já impressora de desconhecidas ondas indeléveis cores
na rota dos que ousam
recebê-la
Vacilo
logo sou ela
recuo
já o não sou
Antiga companheira força latente
amada mãe portadora da luz
guardiã dos dias de ouro e de cristal
anárquica regeneradora dos velhos caminhos
madre excelsa
mãe amantíssima
fluxo rebelde
cântico dos amanhãs
desperta alba
suave mensageira
da mudança e do perdão
porto da esperança
útero original
pátria dos poetas
arcanjo das artes
mãe da intrepidez
padroeira dos audazes
matriz do sonho
fogo da terra
barca divina
dissipadora das trevas
mãe corajosa
vaga de clemência
bálsamo dos párias
rosa secreta
estrela dos alvores
princípio iniciático ao Sonho e aos arcanos
de todos
e por todos
os saecula saeculorum…
Reinarás na Terra
chamejante e pura
pelo coração da liberta humanidade
Mariana Inverno
Fundadora do PROJECTO Art for All
Imagem: www.rosanevolpatto.trd.br/
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Adorei este Encontro no Feminino - óbvio. Foi um momento inesquecível que agradeço à vida e às magníficas mulheres que nele participaram.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Primavera

Acaba de me ser enviado pelo Carlos Garrido este magnífico poema. Embora ainda estejamos só no início de Fevereiro, quero partilhá-lo aqui convosco e agradecer ao Carlos por esta bênção antecipada...
Primavera
Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem
acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A
inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da
mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo
chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse
mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e
os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos
cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos
começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas
borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente
conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando
as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos
procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores
cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma
Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com
os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de
incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece,
e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os
homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem,
independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os
pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os
ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo
que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao
sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.
Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas
estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente
estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai
tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos
brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do
perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao
vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da
eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Imagem: Google
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Estar vivo...

"Nós estamos em plena floração. Há uns anos atrás, nós éramos pétalas fechadas sobre si próprias.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
O Verdadeiro Poder

"À primeira vista, a vergonha e o abandono do controlo parecem ter pouca relação com o poder. Estão, porém, ligados, porque exercer o controlo e o poder sobre os outros é uma resposta directa à vergonha, a nível celular, e uma tentativa de a suprimir.
Vocês colocaram a vergonha nas células para impedir que pudessem sentir o verdadeiro poder!
Portanto, o verdadeiro poder é, simultaneamente, a arma para lidar com a vergonha e o resultado obtido depois dela ser removida das células. O verdadeiro poder é um "estado de ser", não um "estado de fazer". "Fazer" o poder é o método antigo; "ser" o poder é expressar o ESPÍRITO. Isto não quer dizer, todavia, que devas sentar-te numa almofada e passes o resto da vida a irradiar energia. Podes actuar... mas com uma diferença: agora, as acções provêem desse lugar interno calmo e sereno, que sabe ser uma força imensa e ilimitada trabalhando harmoniosamente com Tudo O Que É.
Precisamente da mesma forma em que "O Tao acerca do qual se pode falar, não é o Tao", o poder que deve actuar não é o verdadeiro poder. O verdadeiro poder é forte e humilde ao mesmo tempo, porque conhece a sua força. A força significa caminhar sem medo, uma vez que temer seja o que for nega a habilidade individual de alguém criar a sua própria realidade.
- Caminha envolto em segurança porque já não há estranhos, porque estás em harmonia com a Natureza e com as suas criaturas.
- Ama livremente através do verdadeiro poder, porque já não receias nem a rejeição, nem a dor.
- Dá a apartir de ti mesmo, sabendo que a rejeição é um sinal de que os outros são incapazes de receber o que tu és!
- Deixa de competir com os demais, porque a competição implica vergonha e nega a mestria de uns e outros; reconhece que, em última instância, estás a competir contra ti mesmo. O verdadeiro poder coopera sem egoísmo, reconhecendo que ninguém o pode explorar.
- Perdoa incondicionalmente, sabendo que fluis através da vida, reconhecendo que comparticipas na criação de cada acontecimento da tua vidas.
- Não atires a culpa para cima de ninguém, nem sequer de ti mesmo, porque vives permanentemente na esteira do ESPÍRITO.
- Não julgues nada nem ninguém, pois o julgamento está ancorado na vergonha; ao invés, considera o ESPÍRITO para saber o que é verdadeiro em cada momento. A partir desta perspectiva passas a ver tudo com os olhos do ESPÍRITO, que se expressa e passa a trabalhar através da tua personalidade.
Tal como já vimos, o amor não é algo que se "faça", mas sim algo que se permite que seja. O amor é algo que só ocorre quando alguém se permite vivenciar o seu próprio poder."
Mestre Serapis
Imagem: www.uta.edu/.../Private/
domingo, 27 de janeiro de 2008
MENSAGEM URGENTE DE NUNO MICHAELS
"Hoje quero falar sobre o que tenho vindo a observar à minha volta nas energias colectivas e nas efemérides planetárias.Amanhã, dia 8 de Janeiro, há uma Lua Nova no grau 17º de Capricórnio.
Mercúrio estará a passar de Capricórnio para Aquário.
Júpiter está em Capricórnio.
Saturno está em Virgem, e Urano continua o seu trânsito por Peixes.
Neptuno continua o seu trânsito por Aquário e Plutão no dia 26 atinge o grau 0 (zero) de Capricórnio. A entrada de Plutão em Capricórnio é um acontecimento que não ocorre desde há cerca de duzentos e cinquenta anos.
E o que é curioso é que da vez anterior que Plutão passou por Capricórnio ainda não era conhecido. E quando foi avistado, por um senhor chamado Percival Lowell no ano de 1930, ele transitava o signo de Caranguejo – o signo oposto e complementar de Capricórnio, onde se prepara para entrar.
Durante todo este ano Plutão vai estar a passar entre os graus 29 de Sagitário e o grau 1 de Capricórnio.
Os últimos anos, da passagem de Plutão por Sagitário, têm sido anos de tremendo drama. Drama, ou dramas, que emergiram essencialmente da desorientação espiritual da Humanidade, obrigando a rever valores e ir em busca de novos valores. Por isso nós estamos aqui, em busca de novas referências e valores espirituais.
Tivemos 13 anos da passagem de Plutão por Sagitário. E agora, o último ano
Isto implica também termos um vislumbre de quem queremos ser, de em quem nos queremos tornar.
A passagem de Saturno em Virgem diz “quais são os conhecimentos, as técnicas, as ferramentas, as actividades, as rotinas diárias, a higiene, o exercício, o cuidado da psique através da soma, ou do corpo, o que é que tu precisas de reunir e construir como técnica, ferramenta, conhecimento, disciplina, organização da vida prática, de modo a poderes começar a lançar as pedras basilares da nova estrutura que queres criar de ti próprio, em ti próprio, na tua vida?”
Nós sentimos quotidianamente as tensões tremendas que existem nos Céus. Marte oposto a Plutão. Observamos os dramas de criminalidade, frustração, desmarcarem o Lisboa-Dakar, máfias a serem descobertas no nosso país, o sub-mundo e a violência da noite, a revolta das pessoas contra as novas proibições do tabaco, a guerra que continua nos países todos, a maneira como as pessoas conduzem, a quantidade de ambulâncias que circulam diariamente nas estradas da cidade… Existe muita tensão. E essa tensão tem a ver com o processo de alinhamento que é pedido a todos mas nem todos podem
Leia mais em: http://www.talvez.net/nunomichaels/editorial.php
sábado, 19 de janeiro de 2008
Absoluta e Criando um Mundo Novo

Site a visitar (obrigada, Rosa Leonor):
http://www.absoluta-online.com.br/
Um outro blog cheio de boa energia:
http://cocriandoummundonovo.wordpress.com/
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
O que é Resiliência?

“Resiliência é um conceito da física, utilizado primeiramente pela engenharia, que se refere à capacidade de um material sofrer tensão e recuperar o seu estado normal, quando suspenso o "estado de risco".
A resiliência é ativada e desencadeia um processo positivo de construção, através da vivência das pessoas, instituições ou empresas. Fatores como: alcançar resultados positivos em situações de alto risco, manter competência sob ameaças e, no caso de empresas, a ataques de concorrentes, ou enfrentar situações inesperadas revertendo-as a seu favor, são como recuperar de traumas.
Principais traços de personalidade e atributos do indivíduo resiliente (Flach, 1991):
· Uma forte auto-estima
· Sentido de humor
· Independência de pensamento e ação, sem medo de depender dos outros ou relutância em fazê-lo
· Capacidade de trocas nas relações, um grupo estável de amigos (inclusive alguns confidentes)
· Grande disciplina pessoal e sentido de responsabilidade
· Reconhecimento e desenvolvimento de dons e talentos pessoais
· Auto-respeito
· Criatividade
∙ Habilidade para recuperar a auto-estima quando esta estiver diminuída ou temporariamente perdida
· Capacidade para aprender
· Capacidade para tolerar a dor, grande tolerância ao sofrimento
· Abertura e receptividade para novas ideias
· Disposição para sonhar
· Uma vasta gama de interesses
· Insight a respeito dos próprios sentimentos e percepção dos sentimentos dos outros, e a capacidade para comunicar estas opiniões de maneira adequada
· Flexibilidade
· Concentração, um compromisso com a vida, e um contexto filosófico no qual as experiências pessoais possam ser interpretadas com significado e esperança, até mesmo nos momentos mais desalentadores da vida.”
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O SEGREDO...

“O filme Quem Somos Nós? colocou-nos diante das descobertas feitas pela neurociência de como se transmitem pelo nosso corpo impulsos originados pelo pensamento e pelas emoções. E vimo-nos diante do imenso reservatório de poder que possuímos e não sabemos utilizar. Ao invés de ‘pensar’ e ‘sentir’, somos pensados e sentidos, ou seja, colocamo-nos passivamente diante de um poderoso mecanismo mental sobre o qual deveríamos exercer total domínio. É como se fôssemos os pilotos de um fantástico Boeing, que é a nossa mente, mas viajássemos como passageiros na classe turística. Não sabemos ainda o quanto podemos fazer com o cérebro que possuímos, nem como administrar a sua infinita potencialidade.
O livro/filme O Segredo contém o depoimento de pessoas que aprenderam a usar o seu poder mental. Na história da humanidade, as pessoas que souberam como usar esse poder tornaram-se líderes, dirigentes, mestres ou profetas. Tratados sobre a evolução da consciência foram desde sempre temas das grandes tradições místicas, como o Yoga, o budismo, o sufismo, o tantrismo, etc. A psicologia da consciência data de há mais de 5.000 anos.
Na tradição yogui, por exemplo, Patanjali delineia oito passos para se obter estados expandidos da consciência. Esses passos enfatizam o trabalho psicológico sobre o comportamento, mudança de valores e atitudes, exercícios corporais, o controle da respiração e o trabalho sobre a atenção, a concentração e a meditação.
Em todas estas tradições, o objectivo é a expansão da consciência até ao estado supremo, que para o hinduísmo é chamado ‘samadhi’, para o budismo é a ‘iluminação’, para o budismo tibetano é o estado de ‘bodhicitta’ ou ‘mente de Buda’, para o cristianismo primitivo seria a ‘consciência crística’. Hoje esses estados são mapeados pela Psicologia Transpessoal que utiliza uma nova linguagem para falar da ‘consciência cósmica’.
A Psicologia Transpessoal evoluiu a partir de estudos de William James, de Maslow e de Jung, entre outros, que enfrentaram os preconceitos cientificistas do mundo académico e falaram de um anseio pela espiritualidade, de uma atitude religiosa diante da vida e da natureza, de experiências ‘de pico’ ou culminantes da consciência, da realização do Self como o Deus dentro de cada um. Desde então, a Psicologia Transpessoal emergiu como uma nova corrente em psicologia que investiga e aplica os métodos de expansão da consciência.
Isso coloca-a no centro das questões apresentadas pelo livro/filme O Segredo. Para dominarmos a Lei da Atracção, precisamos de nos conhecer melhor, de ter autodomínio sobre as emoções e sobre os pensamentos. Vivemos num campo electromagnético onde impera a Lei da Atracção. Os nossos pensamentos são forças electromagnéticas que atraem aquilo em que pensamos. Até mesmo nos nossos traços visuais mais simples: na nossa aparência, somos o que pensamos. Isto é apenas a manifestação de um princípio que diz que os pensamentos criam a realidade que queremos. Quando pensamos, emitimos simultaneamente uma onda que tem determinada frequência. Esta onda é um sinal que irá atrair um sinal semelhante.
A Lei da Atracção é neutra. Ela simplesmente responde ao que pensamos. Quer digamos sim ou não a uma coisa, estamos a dar-lhe atenção e a atraí-la para nós. Esse mecanismo funciona 24 horas por dia.
Para saber o que tem atraído para a sua vida, observe as suas emoções. Os nossos sentimentos são como um termómetro que nos informa sobre como estamos alinhados com os nossos pensamentos. Uma pessoa que se sente infeliz, não realizada, cheia de ressentimentos, medos e mágoas, demonstra que os seus pensamentos são negativos e pessimistas. Não importa a causa externa – se é que há uma. Tudo o que há é o que atraímos para o nosso campo electromagnético e para a nossa própria realidade.
O segredo é que a nossa consciência é multidimensional. Disto já sabiam os magos, os sábios, os alquimistas do passado. Eles faziam “milagres” não porque eram seres sobrenaturais, mas porque sabiam usar este segredo e operá-lo com mestria.
O mais extraordinário é que isto não se tornou um segredo porque não quisessem compartilhá-lo com alguém; é que não há como compreender esta Lei sem experienciá-la. É só pela experiência que ela é aprendida. E a experiência coloca-nos em contacto direto com os múltiplos níveis de consciência, separados entre si por um ténue véu. É como se fossem linguagens diferentes. Da mesma forma, os nossos sonhos parecem-nos estranhos porque se passam num outro domínio da nossa mente
Muitas pessoas questionam-se sobre se é lícito utilizar esta Lei em benefício próprio. Este é um típico raciocínio da terceira dimensão, o mundo da dualidade e da separação. A perfeita compreensão da Lei da Atracção transforma as pessoas em seres éticos e compassivos. Se quero o bem para mim, este bem estende-se para o Todo. Frequências energéticas vibram em pólos positivos ou negativos. Quando alinho os meus pensamentos e sentimentos com o pólo positivo, espontaneamente sou preenchida por vibrações de amor, gratidão, alegria, entusiasmo. Como não existe separação entre mim e o outro, o que sinto todos sentem. O que atraio para mim, atraio também para os outros. Quando compreendemos isto, percebemos a nossa responsabilidade social em relação a tudo o que pensamos e sentimos.
Há os que se queixam de que pedem, desejam, oram e não conseguem realizar os seus anseios. Isto demonstra que há uma contradição interna entre o que se pensa e o que se sente. É difícil mudar o curso de um barco quando estamos indo a toda velocidade numa direcção. Somos hoje o resultado do que pensámos e sentimos ontem. Amanhã seremos o que tivermos feito com os nossos pensamentos e sentimentos hoje. É sempre tempo de plantar. Mas há um tempo para colher. Uma forma de acelerar o processo é preencher a mente com o sentimento de gratidão. Agradecer todas as manhãs e todas as noites por tudo o que aconteceu, tudo o que se tem, tudo o que se fez. Jamais se prender ao que não correu bem. Lembrar sempre a Lei da Atracção.
Uma outra maneira de atrair o que se deseja é visualizar sempre o facto já realizado. Na quarta dimensão só há o tempo do agora. Passado e futuro pertencem à terceira dimensão. E quando esta visão do facto realizado no presente preencher o seu coração sinta profundamente a emoção de ter realizado o seu sonho. E agradeça. A gratidão é uma força magnética poderosa. Juntamente com a imaginação, constituem um dos maiores tesouros que possuímos.
Durante muito tempo deixámo-nos alienar por interesses escusos e maléficos, identificámo-nos com a ideia de que somos seres insignificantes e impotentes, e que nada podemos fazer por nós mesmos. Isso não é verdade. Existem métodos para retomar o poder sobre as nossas vidas. O futuro está nas nossas mentes."
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
PERMACULTURA - viver em harmonia com o planeta

Acabo de saber que existe uma actividade denominada PERMACULTURA, que me parece muito digna de atenção...
Abraçar as árvores

“As torres tinham caído há pouco. E ela vira-as cair nessa manhã, daquela mesma janela na sala onde nos encontrávamos, Nova York downtown. Assistira ao mundo mais próximo a ruir diante dos seus olhos, a desmoronar-se em fumo, poeira, fragor e desolação imensa. E foi então que me contou isto, isto que nunca mais me saiu da cabeça: “Nesses dias a seguir, caminhei até ao parque. E abracei as árvores. Só me apetecia abraçar as árvores. Não estava sozinha, aliás. Havia mais pessoas a abraçar as árvores, ali no parque”.
Lembro-me muitas vezes desta imagem, de gente desnorteada, exausta e confusa, seres atarantados com a vida trocada à sua volta, a rodear troncos de árvores com os seus braços num gesto de desespero por consolo, tentando reencontrar alguma ligação perdida com o essencial do mundo, uma certeza e uma estabilidade que, por vezes, só mesmo a natureza nos dá. Por uma simples razão, não muito difícil de adivinhar: a natureza é o que conhecemos de mais vivo e perene.
Ontem, abri este jornal e encontrei o Olímpio numa fotografia enorme, tão maior que a sua habitual discrição e timidez. O Olímpio morreu e eu não soube, naturalmente não soube, que não tinha que saber porque não era sua amiga chegada, apenas amiga do seu amigo, mas nunca deixou de me comover o seu amor pelos livros ao longo dos anos em que fui seguindo o seu trabalho e nos cruzámos pelas ruas curtas da cidade. E nesse instante em que abri o jornal e soube da sua morte inesperada e fulminante, nesses momentos em que notícias drásticas dão connosco em momentos mais frágeis do que é habitual, parece que o mundo pára de girar por um instante. E eu lembrei-me da minha amiga daquela noite ao contar-me das suas árvores abraçadas.
Por razões que também vêm aqui ao caso, fiquei a pensar
Nunca é tarde demais para abraçarmos aqueles de quem gostamos. Mesmo que não o seja em carne e osso e só apenas assim, por palavras.”
sábado, 5 de janeiro de 2008
O MÉTODO LOUISE HAY NA MINHA VIDA

Para mim, tudo o que ali se afirmava fazia sentido, até porque enfatizava a necessidade de perdoar, de libertar o passado, de nos validarmos a nós próprios (particularmente a nós próprias!) e de nos responsabilizarmos pela nossa própria vida antes de mais nada. Era uma bombinha de energia.
Foi a primeira autora do género que li, mas já tinha intuído há muito que o observador tem uma responsabilidade enorme na criação da realidade em que vive.
Entretanto, tudo se encaminhou, nomeadamente a constituição de um grupo de pessoas interessadas, na cidade onde vivo, e fiz o primeiro curso de 10 semanas com Vera Faria, no ano 2000. Éramos 14 e reuníamo-nos aos sábados à tarde em casa de uma amiga. Foram momentos muito intensos, em que a proposta era avançarmos para além dos nossos bloqueios, confrontarmo-nos com as nossas dores de alma, aceitarmos a nossa fragilidade, como única via possível para o encontro da verdadeira força. Primeiro custava, custava partilhar, custava abrir o coração; porém, vencida essa resistência, sentia-se um alívio tão grande como quando nos soltamos de correntes que nos aperreiam e estrangulam. Depois, melhor ainda do que o alívio, é a doçura que se sente no coração, o amor imenso por aquelas pessoas que estão ali connosco e que no fundo, vencidos os medos e preconceitos, as diferenças exteriores, são iguais a nós, são NÓS mesmas(os), aliás. Os mesmos medos, as mesmas feridas, os mesmos sonhos e anseios... A qualidade do amor que sentimos então é mesmo a do tal Amor Incondicional.
Esta é sem dúvida a grande mais-valia do Método Louise Hay. É que, mais importante do que as tácticas para adquirirmos mais autoconfiança, mais auto-estima, enfrentarmos e vencermos obstáculos, a grande proposta é a abertura do coração, daí o símbolo escolhido por Louise Hay.
Depois desta experiência, não voltamos a ser a mesma pessoa, nem a nossa vida volta a ser a mesma. A minha não voltou. Com o Método, passei a viver a partir de uma certeza poderosa: a responsabilidade pela minha vida é minha e só minha. Isto deu-me a dimensão do meu poder. E também me remeteu para outras terapias, outras leituras, outros estudos, porque o trabalho sobre nós próprios é exigente... Depois vão-se fazendo os necessários ajustes, e vamos constatando que, quando aplicamos os princípios que o Método nos ensinou, tudo funciona de outra maneira.
Um dos aspectos da minha vida que mais beneficiaram foi sem dúvida o meu desempenho profissional e a minha relação com todos aqueles com quem interajo no meu trabalho. Embora já gostasse do que fazia, passei a fazê-lo com um outro sentido, um sentido de serviço, o que faz uma grande diferença. Passei também a sentir que contava enquanto pessoa; passei a levar a sério a importância vital de termos voz própria, de sabermos mesmo quem somos, em que é que acreditamos e que qualidade especial viemos trazer ao mundo.
A certa altura senti que também já podia estar do outro lado, e facilitar o processo de outras pessoas. Tive então aqueles cinco dias de paraíso, nas Murtas, naquela dimensão que não sabíamos que era possível encontrar aqui sobre a Terra até a termos experimentado... Por isso estarei para sempre grata a Vera Faria.
Ser facilitadora é um privilégio, pois ver as outras pessoas a crescerem e a abrirem-se a uma dimensão de maior leveza, harmonia e força é também uma maneira de actualizarmos e de reforçarmos em nós essas qualidades.
Ter-me sido solicitado o meu testemunho para fazer parte deste livro tão especial deu-me imensa alegria, pela sensação de integrar assim, de forma mais efectiva, uma comunidade muito bonita, forte e poderosa de Hay Teachers, prontas a darem o seu contributo para que haja mais Luz neste mundo.
Agradeço muito à vida por esta bênção.
(O meu testemunho no livro UM SÓ CORAÇÃO, da Ariana Editora, 2007)
Este poste acaba de ter parcialmente transcrito no blogue MULHERES E DEUSAS, recentemente reestruturado, que se apresenta cheio de energia e de belos textos dedicados ao feminino. Agradeço-lhes a referência e o interesse despertado.
domingo, 30 de dezembro de 2007
PARA ENTRAR BEM NO NOVO ANO
Como se trata de uma celebração colectiva, então aproveitemo-la bem, porque a energia grupal é forte neste momento.
Desejarmos saúde, bem-estar, muita abundância, sucesso e tudo o mais é bom, mas convém fazermos também algum trabalho de casa, tomarmos algumas iniciativas concretas nesse sentido.
A minha sugestão é de que façamos primeiro um balanço do ano que agora termina, colocando-nos algumas questões como:
- Em que áreas da minha vida me senti crescer como pessoa?
- Quais foram os meus principais sucessos?
- Quais os talentos que mais desenvolvi?
- Quais foram as maiores bênçãos que recebi?
Todos os autores de auto-ajuda nos repetem que reconhecermos o que já temos na nossa vida e agradecermos constantemente por isso é fundamental, pois a emoção (a chave de tudo...) é muito positiva nesse momento; sentimo-nos abençoados, abonados, merecedores, e é essa a vibração que nos fará atrair coisas boas para a nossa vida...
- O que é que eu queria muito e não consegui?
- Quais as principais crenças limitadoras que tenho sobre mim?
É bom verificarmos também se os objectivos que não conseguimos alcançar ainda fazem sentido para nós, pois é possível que tal já não aconteça exactamente...
De resto, descobrir crenças limitadoras é uma tarefa e tanto, já que normalmente são bem numerosas e dão algum trabalho a detectar (isto pode bem ser também outra crença limitadora...)
Bom momento também para realizarmos o nosso
MAPA DO TESOURO
(segundo nos explica SHAKTI GAWAIN,
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UM PRESENTE PARA OS MEUS VISITANTES:
Um site de Astrologia e não só onde até podemos fazer o nosso MAPA DO TESOURO!
