
"À primeira vista, a vergonha e o abandono do controlo parecem ter pouca relação com o poder. Estão, porém, ligados, porque exercer o controlo e o poder sobre os outros é uma resposta directa à vergonha, a nível celular, e uma tentativa de a suprimir.
Vocês colocaram a vergonha nas células para impedir que pudessem sentir o verdadeiro poder!
Portanto, o verdadeiro poder é, simultaneamente, a arma para lidar com a vergonha e o resultado obtido depois dela ser removida das células. O verdadeiro poder é um "estado de ser", não um "estado de fazer". "Fazer" o poder é o método antigo; "ser" o poder é expressar o ESPÍRITO. Isto não quer dizer, todavia, que devas sentar-te numa almofada e passes o resto da vida a irradiar energia. Podes actuar... mas com uma diferença: agora, as acções provêem desse lugar interno calmo e sereno, que sabe ser uma força imensa e ilimitada trabalhando harmoniosamente com Tudo O Que É.
Precisamente da mesma forma em que "O Tao acerca do qual se pode falar, não é o Tao", o poder que deve actuar não é o verdadeiro poder. O verdadeiro poder é forte e humilde ao mesmo tempo, porque conhece a sua força. A força significa caminhar sem medo, uma vez que temer seja o que for nega a habilidade individual de alguém criar a sua própria realidade.
- Caminha envolto em segurança porque já não há estranhos, porque estás em harmonia com a Natureza e com as suas criaturas.
- Ama livremente através do verdadeiro poder, porque já não receias nem a rejeição, nem a dor.
- Dá a apartir de ti mesmo, sabendo que a rejeição é um sinal de que os outros são incapazes de receber o que tu és!
- Deixa de competir com os demais, porque a competição implica vergonha e nega a mestria de uns e outros; reconhece que, em última instância, estás a competir contra ti mesmo. O verdadeiro poder coopera sem egoísmo, reconhecendo que ninguém o pode explorar.
- Perdoa incondicionalmente, sabendo que fluis através da vida, reconhecendo que comparticipas na criação de cada acontecimento da tua vidas.
- Não atires a culpa para cima de ninguém, nem sequer de ti mesmo, porque vives permanentemente na esteira do ESPÍRITO.
- Não julgues nada nem ninguém, pois o julgamento está ancorado na vergonha; ao invés, considera o ESPÍRITO para saber o que é verdadeiro em cada momento. A partir desta perspectiva passas a ver tudo com os olhos do ESPÍRITO, que se expressa e passa a trabalhar através da tua personalidade.
Tal como já vimos, o amor não é algo que se "faça", mas sim algo que se permite que seja. O amor é algo que só ocorre quando alguém se permite vivenciar o seu próprio poder."
Mestre Serapis
Imagem: www.uta.edu/.../Private/