sexta-feira, 20 de abril de 2012

O MISTÉRIO DE CYGNUS

 A esta estrela me conduziu uma deusa do panteão celta, Elena dos Caminhos (Elen of the Thackways). Dos trilhos ancestrais das renas e dos alces, mas, quem sabe, até porque há línguas em que a palavra "cisne" é muito próxima de "elen", se o caminho que ela aponta não é o dessa constelação do Cisne, a Cruz do Norte, de cuja "poeira" seríamos feit@s? Parece que esses raios que ela emite mexem com o nosso DNA...


"Conhecer Cygnus X-3 melhora a gente?

Nossa galáxia, a concentração de estrelas em que se situa o Sistema Solar, sempre intrigou os humanos. Numa noite estrelada, há 6 mil anos, em Babilônia, na Mesopotâmia, ou no Egito, no norte da África, os estudiosos do céu se admiravam da poeira luminosa que se espalhava de um lado ao outro do firmamento, e que os gregos denominaram Via Láctea, o Caminho de Leite. Os astrônomos continuaram debruçados sobre os mistérios celestes e descobriram que nossa galáxia, como a maioria dos bilhões de aglomerados estelares, tem a forma de um disco.
Sempre foi mais fácil estudar um corpo celeste que está em outra galáxia do que um que fica do outro lado na nossa, isto porque entre nós e a estrela de outro aglomerado existe só o vácuo, mas entre nós e a estrela Cygnus X-3, por exemplo, tem toda um tráfego pesado de estrelas, asteróides, satélites, cometas, planetas, meteoros, poeira estelar e outras coisas mais. Falo de Cygnus, descoberta em 1966 e que fica a 37 mil anos-luz de nós, porque ela parece um quasar, emitindo um facho de raios gama a intervalos de 4,8 horas, como um farol ajudando na navegação.
Mas usando vários telescópios óticos e detectores de luz infravermelha, raios X e raios gama, como o Telescópio Espacial Fermi, puderam estudá-la e viram que eram duas estrelas, um sistema binário. O astrônomo Stephane Corbel, da Universidade Paris, diz: “Cygnus X-3 é um microquasar genuíno, e é o primeiro em que podemos provar de alta-gama de energia emissão de raios”.
Outro astrônomo, Mike McCollough, do Centro de Vôo Espacial Marshall da NASA, explica: “Cygnus X-3 pode ser o primeiro exemplo de um blazar na nossa própria galáxia. É o único caso conhecido de uma estrela de Wolf-Rayet com uma companheira compacta. As estrelas de Wolf-Rayet são estrelas massivas - entre 7 e 50 massas solares - que se libertaram do seu invólucro exterior de hidrogênio. O que sobra na estrela é majoritariamente hélio”.
A estrela poderosa dessa dupla chega à temperatura de 100.000 graus centígrados, 17 vezes mais do que o Sol. Ela envia o jato de raios quando a estrela maciça sai da frente dela (em relação a nossa direção). Os estudiosos ainda não sabem por que, mas entre 8 de junho e 2 de agosto de 2009, Cygnus X-3 foi excepcionalmente ativa. A quantidade de matéria em forma de subpartículas que ela lança no espaço em 90 séculos é igual a toda massa do nosso Sol.
É um quebra-cabeça muito grande, mas sempre dá para a humanidade aprender a utilizar novos instrumentos e invenções práticas para a vida. Agora, não sei se melhora sequer um tico a ética e os bons modos da gente.”

postado por joseadal às 07:20 em 18/07/2010





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