domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como seria um mundo gerido segundo as leis da ECONOMIA MATERNA (THE MATERNAL ECONOMY)

A mãe basicamente pergunta: JÁ COMESTE? TENS ONDE MORAR CONDIGNAMENTE? TENS COMIDA PARA AS TUAS FILHAS E OS TEUS FILHOS? ESTÁS QUENTINH@? e só depois a Mãe vai à sua vida e trata de ganhar o seu dinheiro... ah, e a Mãe tem sempre dinheiro de parte,não vive sem mealheiro e arcas repletas de mantas, cobertores, edredons... Precisas? Então leva!




Esta história exemplar vem do Brasil, aconteceu em Porto Alegre, e é de agorinha mesmo. Linda e com final feliz!  


Nela se conta como um cidadão brasileiro foi ajudado a sair da rua por um grupo de pessoas de boa vontade, lideradas pela autora do artigo, Katarina Peixoto, tentando também ver até que ponto as políticas sociais do governo brasileiro que apregoam combater a exclusão social estão MESMO a funcionar ou não passam de propaganda enganosa. O resultado é surpreendente e muito inspirador.

"(...)Em julho ele começou a plantar. Fez uma pequena lavoura, com tomates, alfaces, beterrabas (que chama de batata roxa, talvez porque seja guarani), espinafre, pimentão, temperos, abóboras. Pegou mais três cães, enxovalhados por donos cruéis ou simplesmente abandonados na rua. E os amigos começaram a se beneficiar da colheita desses vegetais feios, miúdos e deliciosos, sem nada de agrotóxico. Montamos um blog, ainda incipiente, para contar a história toda. Queríamos dizer às pessoas que é possível tirar um cidadão ou cidadã da rua, que há dinheiro e política em curso, no país, que é verdade e nós estávamos experimentando o quanto esse fato pode ser transformador na vida de uma pessoa.

Demos entrevistas a estudantes de jornalismo. Rejeitamos aparecer em televisões, invariavelmente dispostas a contar uma história bonita de voluntariado. A mais recente das tentativas veio com o estranho convite, feito pessoalmente a mim, a fim de que eu contasse sobre “a minha luta” para tirar um morador da rua. Todos os convites foram recusados. Não houve luta, nem voluntariado. Há um Estado e um governo que existem, nós testamos e testemunhamos isso. E há amizade e gente para quem a erradicação da miséria também implica mais felicidade e dignidade, inclusive frente a si mesmo, para além das mesquinharias de classe média (...)"  

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