sábado, 24 de setembro de 2011

Em nome do amor aceitamos por vezes o inaceitável



ABENÇOADA CÓLERA

"O respeito de si mesm@ leva por vezes os indivíduos àquilo a que poderíamos chamar “abençoada cólera”, um movimento habitualmente associado ao aspecto sombra na Terra. Muit@s de vocês imaginaram que era preciso ser só amor, paz e doçura para continuar numa via espiritual. Fazendo isto, esqueceram que o vosso lado mais colérico, mais afirmativo e o mais incisivo lhes permitiria em primeiro lugar ter amor para convosco mesmos, ou seja, que vocês são o ser mais importante da vossa vida. Porque se não se respeitarem, não podem verdadeiramente respeitar @s outr@s.

Repeitar-se a si não é uma incitação para impor a sua vis às outras pessoas. É mais um convite para que várias realidades possam coabitar em paralelo, sem renunciar à sua essência e honrando igualmente a d@s outr@s. Eis um equilíbrio muito nobre aonde se chegar.

A “abençoada cólera” é um elemento autorizado na encarnação. Em nome do amor as pessoas aceitam o inaceitável. E progressivamente, as liberdades individuais foram postas de lado em detrimento do equilíbrio da vida. Pouco a pouco os Seres renunciaram ao próprio fundamento da sua vida, segundo o qual cada expressão do Todo é soberana e livre nas suas escolhas. Este conceito foi tão mal amado no Planeta que trouxe a degradação de muitas formas de vida, que perderam a sua dignidade e o seu direito de existir. As formas minerais, vegetais, animais e humanas foram todas afetadas por esta situação.

O fogo é uma energia que traz equilíbrio aos Seres, convidando-os a a respeitar a vida em todas as suas facetas, pouco importando as formas. Se há uma só ordem a honrar na terra, essa é a de respeitar a vida e a liberdade de cada forma de expressão, pouco importa qual. (…)

Por intermédio do vosso fogo interior, podem encontrar e aprender a vossa força e a do vosso poder.”
O COLECTIVO ASTHAR
(canalização no livro Transition – Redefinir a dualidade - Ariane)

PARCERIA OU DOMINAÇÃO?


“Retornamos também a um outro ponto, de igual importância: a diferença essencial entre evolução cultural e biológica. A evolução biológica acarreta o que os cientistas denominam especiação; o surgimento de uma grande variedade de formas de vida cada vez mais complexas.

Em contraste, a evolução cultural humana relaciona-se com o desenvolvimento de uma espécie bem complexa — a nossa —, a qual se apresenta de duas formas: a feminina e a masculina.


Este dimorfismo humano, ou diferença na forma, como vimos, atua como uma coerção fundamental das possibilidades de nossa organização social, a qual pode basear-se tanto na supremacia quanto na união das duas metades da humanidade. A diferença crítica que outra vez deve ser enfatizada é a de que qualquer um dos dois modelos resultantes possui um tipo característico de evolução tecnológica e social. Em consequência, a direção de nossa evolução cultural — especialmente no que se refere a saber se ela será pacífica ou belicosa — depende de qual destes possíveis modelos será o guia para a evolução.

Nossa evolução social e tecnológica pode — o que, como vimos, de fato aconteceu —
passar de níveis mais simples aos mais complexos, primeiro sob uma sociedade de parceria e depois sob uma sociedade de dominação. No entanto, nossa evolução cultural, que direciona os usos que fazemos das maiores complexidades tecnológicas e sociais, é radicalmente diferente para cada modelo. E, por sua vez, esta direção na evolução cultural afeta profundamente a direção de nossa evolução social e tecnológica.

O exemplo mais óbvio é a tecnologia. Sob a direção cultural do paradigma de parceria, enfatizam-se as tecnologias com fins pacíficos. Mas com a ascensão do paradigma dominador, houve a grande mudança para o desenvolvimento de tecnologias de destruição e dominação, que ascenderam gradativamente ao longo de séculos, até nossa época ameaçada.
Como não estamos acostumados a considerar a história em termos de um modelo de dominação ou de parceria da sociedade, que molda nosso passado, presente e futuro, é para nós difícil enxergar o profundo efeito que esses dois modelos exerceram em nossa evolução cultural.”

O CÁLICE E A ESPADA, Riane Eiseler (versão brasileira)