sexta-feira, 13 de maio de 2011

POR UM MODELO CHAMADO PORTUGAL


Há mais de 30 anos uma equipa de pioneiros em torno do psicanalista Doutor Dieter Duhm, da teóloga Sabine Lichtenfels e do engenheiro e físico Charly Rainer Ehrenpreis tiveram a ideia de criar um modelo demonstrativo para o futuro, tão flexível, concreto e convincente quanto possível.

A partir dessa ideia e, em conjunto com a sua rede internacional, foi desenvolvido em Portugal e no Alentejo, o projecto Tamera de pesquisa para a paz.

Saudações a uma geração em movimento: por um modelo chamado Portugal
Saudamos Portugal e a sua jovem geração em movimento. O 25 de Abril lembra a força revolucionária de Portugal: há 37 anos, o país libertou-se em poucos dias de uma ditadura que durou décadas e pôs fim a um domínio colonial centenário. Agora, esse mesmo Portugal irá tornar-se uma colónia, uma colónia da UE? Isso não corresponde ao poder do país.
Lembrem-se: em tempos, os vossos antepassados percorreram este país. Viviam uma cultura de paz, do conhecimento e da cooperação com todos os seres vivos. Continuamos a encontrar os seus símbolos e os seus monumentos de pedra. A sua força e o seu amor continuam vivos até hoje, mas estão adormecidos. Lembrando-nos deles conseguiremos despertá-los.

Portugal não precisa de um escudo protector europeu. Portugal não só é capaz de se salvar economicamente como, neste momento, de crise até é capaz de ser um exemplo de modelo: um modelo de autonomia descentralizada, de riqueza e de autodeterminação. Um modelo com o qual países em situação semelhante poderão aprender novamente a tomar as rédeas do seu destino nas suas mãos.

Uma das palavras-chave é a auto-suficiência: a auto-suficiência é o poder dos sistemas descentralizados de rejeitar uma pretensão de poder vinda do exterior. Energia, água e alimentação estão livremente à disposição de toda a humanidade em abundância, se gerimos de um modo sensato os recursos naturais da nossa Terra. Uma vez recuperado o nosso conhecimento, ninguém na Terra tem de sofrer carências, fome ou frio. Os quatro fundamentos da vida têm de ser curados: a energia, a água, a alimentação e o amor. Estas

quatro fontes de vida têm de ser libertadas das potências obscuras que as destruíram (multinacionais, ditaduras, igrejas, etc.). Esta luta não é privada nem local, mas sim uma luta global. É uma luta entre as forças globais da vida e as forças globais da destruição. Quando a vida vence, não há vencidos.
A crise é uma oportunidade. Aqueles que hoje se erguem contra o despotismo em Portugal, Inglaterra, no Tripoli, no Cairo, na América Latina e no Tibete poderiam amanhã ser testemunhas de um mundo completamente diferente. Vemos uma nova geração de peregrinos de todos os países a percorrer o mundo. Já não estão nem ligados a nações, idioma, raça, cultura e religião, nem também à riqueza e posse. Ajudam em zonas de crise, visitam espaços sagrados, encontram-se junto a fogueiras e pousadas, dividem o seu pão e desenvolvem uma nova qualidade de comunidade. Assim, fora de todas as instituições, surge uma geração jovem de novos cidadãos do mundo, uma nova forma da “globalização” positiva. Este processo é apoiado através da criação de centros de uma nova espécie que aos poucos se espalham sobre a Terra. Chamamos-lhe “Biótopos de Cura” ou “Aldeias de Paz”. Prestam serviço aos peregrinos através de pousadas, aldeias de estudo e cidades de trabalho. Aqui é feito um trabalho prático de investigação para os fundamentos tecnológicos, ecológicos, sociais e espirituais de uma sociedade mundial sem violência.

Vamos trabalhar juntos no modelo Portugal.

O Campus Global em Tamera/Portugal

http://www.tamera.org/index.php?id=796&L=2

P.S. As ideias deste texto estão descritas em “O MANIFESTO DE TAMERA POR UMA NOVA GERAÇÃO NO PLANETA TERRA”.

O texto completo pode ser lido em:

http://tamera.org/manifesto/index_pt.html

Imagem Google (Tamera, com orbs...)

Nenhum comentário: