domingo, 27 de março de 2011

IMORTALIDADE


A VIDA NON STOP


Fui anteontem ao cinema ver Hereafter, do Clint Eastwood, com o Matt Damon a fazer de vidente farto de exercer a sua arte de lidar com mortos. A história passa-se em três países diferentes, com três protagonistas que no final se encontram todos em Londres. Achei esta convergência um tanto forçada, já vi o Clint Eastwood fazer melhor…

O tema é a morte, ou a vida depois da morte.

A nossa cultura está cheia de incongruências a este respeito: por um lado recusamos a morte, escondemo-la, evitamos falar dela, encará-la de frente; por outro lado vivemos numa cultura da morte, toda imbuída dessa ideia. Segundo a autora americana Sondra Ray, tod@s temos um “sentimento de urgência de morte”, ou seja, cada um e cada uma de nós já determinou em algum momento da sua vida, de forma inconsciente, quando e em que circunstâncias vai morrer. Esta programação, entretanto, segundo ela diz, pode ser removida, graças à técnica do Rebirthing.

Embora bastante em contra-corrente, como é evidente no filme, um novo fascínio pela morte tem vindo a crescer nos últimos anos, muito por causa da investigação do Dr. Raymond Moody, que escreveu o conhecido livro “A Vida depois da Vida”, por se ter confrontado com tantos relatos de pacientes em meio hospitalar que passaram por experiências de quase-morte.

Pessoalmente, o tema da vida depois da morte já não me interessa assim tanto; acho muito mais interessante o da vida sem morte física. Parece-me até que o mundo do “além” é apresentado de forma tão cor-de-rosa que existe o perigo de desinvestirmos completamente nesta vida e nesta dimensão.

O bom destas histórias é que nos ajudam a compreender que somos seres infinitos, que não acabamos assim só porque o nosso coração deixou de bater. O mal, entretanto, é continuarem a reforçar a nossa crença no envelhecimento e na morte física.

Ora, sabendo nós que somos pura energia, que coordenamos de acordo com as nossas crenças, convicções, expectativas, já está na hora de olharmos para a morte doutra maneira, deixando de a considerar tão absolutamente inevitável, sabendo nós que as células se regeneram. Agora já estamos no ponto de perceber que as coisas podem ser diferentes, se assim o decidirmos coletivamente.

Viajar entre dimensões, por exemplo, é uma alternativa muito mais apaixonante do que pararmos tudo e, reencarnando, recomeçarmos a partir do zero.

Agrada-lhe a ideia de voltar a ter um primeiro dia de aulas?!


Para saber o que Sondra Ray pensa da morte clique aqui.


Imagem: Google

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