quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O ENIGMA DOS CÍRCULOS INGLESES


A chegada do verão em Inglaterra e a proximidade das colheitas prenunciam novas formações misteriosas nos campos de trigo e de milho. Denominados de crop circles, os complexos círculos das plantações representam um fenómeno moderno tão intrigante quanto inexplicável.

No século XVII, uma lenda inglesa atribuía a sua autoria a um ser sobrenatural chamado demónio ceifador. Desde aquela época, as estranhas configurações surgem nos campos plantados, para desespero dos agricultores, temerosos por suas colheitas. Foi apenas a partir da década de 80 do século passado que o seu aumento e diversidade passaram a atrair a atenção do público, de pesquisadores e autoridades. Nas últimas duas décadas, foram registadas mais de dez mil
aparições no mundo inteiro, mas a maior incidência (à volta de 600 anualmente) e complexidade de desenhos são encontradas no sul da Inglaterra, principalmente na proximidade dos sítios megalíticos de Avebury e Stonehenge. Pesquisas recentes revelaram que a sua existência é muito antiga, comprovada por inscrições e desenhos rupestres, textos sagrados, lendas, mitos e relatos folclóricos, mas a sua origem permanece envolta em mistério e atribuída a diversas causas, desde as sobrenaturais (extra ou intraterrestres, parapsicológicas, seres elementais) até climáticas, meteorológicas ou geológicas. Por mais que céticos e embusteiros afirmem serem obras forjadas por seres humanos (bem ou mal intencionados), o progressivo aumento anual – na quantidade e complexidade das figuras – torna claro e evidente que os enigmáticos desenhos jamais poderiam ser feitos por mãos e recursos humanos. A cada nova e intrigante figura que surge nos campos, aumenta a certeza de que existe uma forma de inteligência sobre-humana e uma energia desconhecida como causas que produzem esse fantástico fenómeno.
A evidência dessa afirmação vem da própria formação: o vortex energético que dobra os caules das plantas não os amassa, quebra ou queima, simplesmente inclina-as em movimentos ondulantes, circulares ou espiralados, fazendo com que elas continuem a desenvolver-se normalmente. Os caules chegam a ser entortados até 90º, num ponto entre 20 e 80% da sua altura total. Algumas vezes, plantas situadas lado a lado são inclinadas em direções opostas, sem que algumas sequer sejam quebradas (o que acontece ao tentarmos desentortá-las). Análises físico-químicas mostram um aumento de radiação que altera o compasso da bússola e um enriquecimento do solo em hidrogénio, como se tivesse recebido uma forte descarga elétrica. Os radiestesistas confirmam a presença de intricados padrões energéticos dentro e ao redor dos círculos, além de anomalias magnéticas.

Cerca de 90% dos círculos genuínos surgem quase sempre nas mesmas áreas, perto de sítios sagrados, muitas vezes sendo precedidos ou acompanhados de sons e luzes misteriosas, bolas de fogo ou aparições de OVNIS. Nenhuma pesquisa – convencional ou não – tem encontrado algo concreto sobre a sua origem, apenas a presença de uma energia desconhecida, que produz
mudanças a nível genético nas plantas e nas sementes. As pessoas que permanecem dentro das formações relatam alterações em todos os níveis – espiritual, mental, energético, emocional e físico –, representadas por experiências transcendentais, expansão de consciência, projeção astral, regressão espontânea, clarividência, emoções diversas e curas.
No início, as formações eram simples circunferências, mas com o passar dos anos tornaram-se duplas, triplas, quíntuplas; figuras anelares, triangulares, ovais, espiraladas. Ultimamente têm aparecido pictogramas e estrelas fractais com simbolismos complexos, geométricos ou místicos, associados com diversos caminhos espirituais, conceitos filosóficos ou científicos (astronómicos, físicos, matemáticos). A simetria e as dimensões das figuras são extraordinárias, alguns desenhos medem centenas de metros e não se repetem. Os motivos parecem ser específicos para cada ano, como se fossem capítulos dum livro, aparecendo repentinamente, sem que seja percebida qualquer pista sobre quem os criou ou como são criados. Inúmeros grupos, organizações ou curiosos que os estudam acampam nos meses de verão nas áreas comuns aos fenómenos e surpreendem-se com os desenhos formados ao seu lado durante a noite, sem nada terem percebido.

Sem questionar ou adotar qualquer das teorias existentes, podemos considerar os crop circles como vórtices sagrados, que encantam a nossa mente com a sua beleza e complexa criatividade, que nos fazem refletir sobre o seu significado oculto e nos sensibilizam em relação a dimensões subtis e energias desconhecidas, se usarmos as suas formas e simbolismos como mandalas nas nossas meditações.
Ao participar, em 1991, dum seminário sobre crop cirles em Avebury
e, posteriormente, nas oportunidades em que pude meditar em alguns desses círculos nos trigais ingleses, percebi a energia que pulsava no meu corpo, avivava a minha mente e tocava o meu coração como sendo a voz da Mãe Terra, procurando chamar a atenção dos seus filhos por meio de belas, fascinantes e enigmáticas mandalas.
Imagem: o meu crop circle preferido, porque estive lá dentro, em 2009. Uma sensação incrível.

2 comentários:

Enio Lazzaretti disse...

Ola bom dia, meu nome é roberto estou morando proximo ao local onde apareceu este circulo., e gostaria de manter contato., abraços

Enio Lazzaretti disse...

God is generous to everyone, because he gave wisdom to all, but few know how to use it