quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O LIVRO QUE ESTÁ A DAR QUE FALAR


Livro incómodo, da Editora Temas & Debates, retirado do mercado em Portugal, supostamente por pressão do governo sobre a editora...
Clube Bilderberg
Os Senhores do Mundo
de Daniel Estulin
Preço: EUR 19,95
Editor: Temas e Debates
ISBN: 9789727597840
Ano de Edição/ Reimpressão: 2005
N.º de Páginas: 300
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 23 x 2 cm
Disponibilidade: Esgotado ou não disponível ...(porquê? CENSURA?)

Sinopse

Imagine um clube onde presidentes, primeiros-ministros e banqueiros internacionais convivem, onde a realeza presente garante que todos se entendem, onde as pessoas que determinam as guerras, controlam os mercados e impõem as suas regras a todo o mundo dizem o que nunca ousariam dizer em público. Pois este clube existe mesmo e tem um nome. Ao longo dos últimos cinquenta anos, um grupo seleccionado de políticos, empresários, banqueiros e outros poderosos tem-se reunido em segredo para tomar as grandes decisões que afectam o mundo.
Se quiser saber quem mexe os cordelinhos nos bastidores dos organismos internacionais conhecidos, não hesite: leia este livro.
Não temendo pôr em risco a própria vida, Daniel Estulin foi a única pessoa a conseguir romper o muro de silêncio que protege as reuniões do clube mais exclusivo e perigoso da história. Fique a saber:
- Porque se reúnem os cem mais poderosos do mundo todos os anos durante quatro dias.
- O porquê do silêncio dos media em relação a estas reuniões.
- Que vínculos existem entre o Clube Bilderberg e os serviços secretos ocidentais.
- Quais os planos do Clube Bilderberg para o futuro da humanidade.

Na Net circula um apelo ao autor, onde, entre outras coisas, se pode ler:

"Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de 4 horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.

Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE."
Pode subscrever no Facebook o grupo de apoio à venda livre do livro em PORTUGAL. Chama-se QUEREMOS O LIVRO "OS SENHORES DO MUNDO-CLUBE DE BILDENBERG" DE VOLTA.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A EXPERIÊNCIA TRANSPESSOAL


"Assinalemos o mal-estar da humanidade perante a perspectiva da sua própria destruição; diante desta angústia, é cada vez maior o número de pessoas que fazem, a si próprias, as perguntas fundamentais sobre o sentido da existência e o lugar do ser humano no cosmos. E quando a pergunta se torna crucial e invade toda a existência de um indivíduo, poderá deflagrar nele, por um processo que se nos escapa, a entrada nesse estado de consciência cósmica.
Este tipo de pesquisa pertence, actualmente, a um novo ramo da psicologia: a Psicologia Transpessoal.

Nascida na Califórnia em 1969 como a quarta revolução da Psicologia, resultante do movimento da Psicologia Humanista, podemos citar, entre os seus precursores, os pioneiros da Psicologia moderna, como William James, Carl Gustav Jung – que cunhou o termo “transpessoal” – e Abraham Maslow2.
Este último descobriu que 70% das suas/seus alun@s haviam passado, ao menos uma vez na vida, por aquilo que ele denominava uma experiência culminante ou de ápice (peak experience) que @s levou a descobrir os valores do Ser, tais como o amor, a beleza, a integridade, a totalidade, a plenitude, valores preferidos por el@s àqueles ligados à mera satisfação do desejo.

Maslow mostra-nos que se trata duma aspiração normal de todo o ser humano, de natureza instintiva, cuja repressão ou privação, comuns na nossa época, possui efeitos patológicos, da mesma forma que a ausência de vitaminas.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA EXPERIÊNCIA TRANSPESSOAL
Análises rigorosas e de natureza intercultural do conteúdo de testemunhos permitiram a elaboração dum perfil do conjunto:

- a vivência do espaço como abertura do Ser;
- a vivência duma luz intensa;
- o carácter inefável: não há palavras para traduzir a sua beleza, poder e natureza;
- o carácter imediato e súbito: a experiência “acontece” no momento em que menos se espera;
- a dissolução de toda a espécie de dualidade: sujeito-objeto, interior-exterior, bem-mal, verdadeiro-falso, sagrado-profano, relativo-absoluto etc.;
- a dissolução das três dimensões do tempo e a tomada de consciência do seu valor relativo, ligado ao carácter discriminativo do pensamento e da memória;
- a inexistência dum eu ou ego;
manifestações de ordem parapsicológica acompanham a vivência ou manifestam-se posteriormente a ela: fenómenos de clarividência, telepatia, psicocinesia, encontro de seres noutra dimensão, experiência de saída do corpo físico. Convém fazer algumas observações relativamente às manifestações parapsicológicas: se bem que elas frequentemente ocorram durante ou após os estados transpessoais, e constituam o apanágio de numerosos, senão de tod@s @s místic@s, não convém considerá-las como características transpessoais. Por um lado por implicarem todas um sujeito e um objeto, o que significa dizer que são de natureza dualista. Por outro, porque os fenómenos parapsicólogicos surgem muitas vezes em pessoas que não tiveram nenhuma outra manifestação de ordem transpessoal, possuindo, por vezes, uma ética pouco recomendável.
Os grandes mestres, aliás, não lhes atribuem nenhum valor e recomendam aos seus e às suas discípul@s não lhes darem importância.
Insistimos neste ponto porque há uma grande confusão a esse respeito; confunde-se o parapsicológico e o transpessoal.

- vivências regressivas,
- visão “como num filme” de fases da vida passada, do nascimento e da vida intra-uterina, de memórias ancestrais, reencamatórias, animais, vegetais, minerais, celulares, moleculares, atômicas e subatômicas;
- a convicção de ter Vivido a “realidade” tal como ela é;
- mudanças de sistema de valores e de comportamento posterior;
- perda do medo da morte"
PIERRE WEIL, in "Antologia do Êxtase", Ed. Palas Athena
Imagem: Google

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O ENIGMA DOS CÍRCULOS INGLESES


A chegada do verão em Inglaterra e a proximidade das colheitas prenunciam novas formações misteriosas nos campos de trigo e de milho. Denominados de crop circles, os complexos círculos das plantações representam um fenómeno moderno tão intrigante quanto inexplicável.

No século XVII, uma lenda inglesa atribuía a sua autoria a um ser sobrenatural chamado demónio ceifador. Desde aquela época, as estranhas configurações surgem nos campos plantados, para desespero dos agricultores, temerosos por suas colheitas. Foi apenas a partir da década de 80 do século passado que o seu aumento e diversidade passaram a atrair a atenção do público, de pesquisadores e autoridades. Nas últimas duas décadas, foram registadas mais de dez mil
aparições no mundo inteiro, mas a maior incidência (à volta de 600 anualmente) e complexidade de desenhos são encontradas no sul da Inglaterra, principalmente na proximidade dos sítios megalíticos de Avebury e Stonehenge. Pesquisas recentes revelaram que a sua existência é muito antiga, comprovada por inscrições e desenhos rupestres, textos sagrados, lendas, mitos e relatos folclóricos, mas a sua origem permanece envolta em mistério e atribuída a diversas causas, desde as sobrenaturais (extra ou intraterrestres, parapsicológicas, seres elementais) até climáticas, meteorológicas ou geológicas. Por mais que céticos e embusteiros afirmem serem obras forjadas por seres humanos (bem ou mal intencionados), o progressivo aumento anual – na quantidade e complexidade das figuras – torna claro e evidente que os enigmáticos desenhos jamais poderiam ser feitos por mãos e recursos humanos. A cada nova e intrigante figura que surge nos campos, aumenta a certeza de que existe uma forma de inteligência sobre-humana e uma energia desconhecida como causas que produzem esse fantástico fenómeno.
A evidência dessa afirmação vem da própria formação: o vortex energético que dobra os caules das plantas não os amassa, quebra ou queima, simplesmente inclina-as em movimentos ondulantes, circulares ou espiralados, fazendo com que elas continuem a desenvolver-se normalmente. Os caules chegam a ser entortados até 90º, num ponto entre 20 e 80% da sua altura total. Algumas vezes, plantas situadas lado a lado são inclinadas em direções opostas, sem que algumas sequer sejam quebradas (o que acontece ao tentarmos desentortá-las). Análises físico-químicas mostram um aumento de radiação que altera o compasso da bússola e um enriquecimento do solo em hidrogénio, como se tivesse recebido uma forte descarga elétrica. Os radiestesistas confirmam a presença de intricados padrões energéticos dentro e ao redor dos círculos, além de anomalias magnéticas.

Cerca de 90% dos círculos genuínos surgem quase sempre nas mesmas áreas, perto de sítios sagrados, muitas vezes sendo precedidos ou acompanhados de sons e luzes misteriosas, bolas de fogo ou aparições de OVNIS. Nenhuma pesquisa – convencional ou não – tem encontrado algo concreto sobre a sua origem, apenas a presença de uma energia desconhecida, que produz
mudanças a nível genético nas plantas e nas sementes. As pessoas que permanecem dentro das formações relatam alterações em todos os níveis – espiritual, mental, energético, emocional e físico –, representadas por experiências transcendentais, expansão de consciência, projeção astral, regressão espontânea, clarividência, emoções diversas e curas.
No início, as formações eram simples circunferências, mas com o passar dos anos tornaram-se duplas, triplas, quíntuplas; figuras anelares, triangulares, ovais, espiraladas. Ultimamente têm aparecido pictogramas e estrelas fractais com simbolismos complexos, geométricos ou místicos, associados com diversos caminhos espirituais, conceitos filosóficos ou científicos (astronómicos, físicos, matemáticos). A simetria e as dimensões das figuras são extraordinárias, alguns desenhos medem centenas de metros e não se repetem. Os motivos parecem ser específicos para cada ano, como se fossem capítulos dum livro, aparecendo repentinamente, sem que seja percebida qualquer pista sobre quem os criou ou como são criados. Inúmeros grupos, organizações ou curiosos que os estudam acampam nos meses de verão nas áreas comuns aos fenómenos e surpreendem-se com os desenhos formados ao seu lado durante a noite, sem nada terem percebido.

Sem questionar ou adotar qualquer das teorias existentes, podemos considerar os crop circles como vórtices sagrados, que encantam a nossa mente com a sua beleza e complexa criatividade, que nos fazem refletir sobre o seu significado oculto e nos sensibilizam em relação a dimensões subtis e energias desconhecidas, se usarmos as suas formas e simbolismos como mandalas nas nossas meditações.
Ao participar, em 1991, dum seminário sobre crop cirles em Avebury
e, posteriormente, nas oportunidades em que pude meditar em alguns desses círculos nos trigais ingleses, percebi a energia que pulsava no meu corpo, avivava a minha mente e tocava o meu coração como sendo a voz da Mãe Terra, procurando chamar a atenção dos seus filhos por meio de belas, fascinantes e enigmáticas mandalas.
Imagem: o meu crop circle preferido, porque estive lá dentro, em 2009. Uma sensação incrível.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A NOVA CONSCIÊNCIA E A ÁGUA SAGRADA



O MUNDO TEM CURA...

Palestra de Drunvalo Melchizedek

Drunvalo: Ok. Estamos prontos para começar agora. O que estou prestes a lhes contar hoje é uma das coisas mais excitantes que já vi neste mundo em muito tempo.

É novíssima, vocês nunca me ouviram falar sobre isto e está apenas começando neste momento no planeta. Na minha opinião, nunca mais seremos os mesmos depois que isto for compreendido e realmente vivido neste mundo.

Aproximadamente seis anos atrás, eu estava em meditação com um homem chamado Chiquetet Arlich Vomalites, alguns de vocês conhecem este [poeta (???)]. E, depois de um único dia, ele disse que tinha de partir, que ele e a maioria dos mestres ascensionados, nem todos, mas muitos deles, tinham de fazer uma jornada para outro universo para viver a experiência do que todos viveremos muito em breve, de forma que pudessem achar um caminho rumo a este novo mundo, esta nova maneira de ser. E, durante mais ou menos os últimos seis anos, tenho estado só com os anjos e ele não voltou.
Em Janeiro deste ano, os anjos vieram e disseram que muitos deles estão voltando agora, durante a janela egípcia, entre 10 e 19 de Janeiro. Que certo grupo deles estava voltando, trazendo consigo o conhecimento do que aprenderam nos últimos seis anos. Que, nos outros níveis dimensionais, na verdade foram centenas e centenas de milhares de anos. E que, com sua volta, novos conceitos e novas ideias que a humanidade jamais soube ou sequer concebeu, iriam agora [surgir (???)] na Terra. Ideias nas quais nunca pensamos.

Então, vou lhes passar uma destas novas ideias que...é nova, mas sempre existiu no universo. Mas jamais a vimos, nunca. E vou chamar esta palestra de Mãe Terra - A Nova Consciência e Água Sagrada.
ASSENTANDO A BASE
Vou falar sobre água. Aliás, vou beber um pouco agora mesmo (risada).

A água é mais do que sabemos. Para falar sobre o que está se passando com a água, tenho de começar expondo alguns pontos básicos para que vocês consigam entender o contexto maior do que eu realmente estou dizendo aqui.
Mais em:

Imagem: Google

O TAMISA VOLTOU A SER UM RIO VIVO

Despoluição do Tamisa levou mais de 150 anos

Eric Brücher Camara

Dos tempos do 'Grande Fedor' – como o Tamisa ficou conhecido em 1858, quando as sessões do Parlamento foram suspensas por causa do mau cheiro – até hoje, foram quase 150 anos de investimento na despoluição das águas do rio que cruza a cidade de Londres.
Biliões de libras mais tarde, remadores, velejadores e até pescadores voltaram a usar o Tamisa, que hoje regista 121 espécies de peixe nas suas águas.
Se a poluição começou ainda nos idos de 1610, quando a água do rio deixou de ser considerada potável, a despoluição só foi começar a partir de meados do século 19, na época em que o rio conquistou a infame alcunha com o seu mau cheiro.
A decisão de construir um sistema de captação de esgotos também deve muito às epidemias de cólera das décadas de 1850 e 1860.

Espinha dorsal

A infra-estrutura construída então continua até hoje como a espinha dorsal da rede atual, apesar das várias melhorias ao longo dos anos.
Na época, os engenheiros criaram um sistema que simplesmente captava os dejetos produzidos na região metropolitana de Londres e os despejava no Tamisa outra vez, quilómetros abaixo.
Na época, a solução funcionou perfeitamente, e o rio voltou a recuperar por alguns anos.
No entanto, com o crescimento da população, a mancha de esgoto foi subindo o Tamisa e, por volta de 1950, o rio estava, mais uma vez, biologicamente morto.
Foi então que as primeiras estações de tratamento de esgoto da cidade foram construídas.

Volta do salmão

Vinte anos depois, em meados da década de 1970, o primeiro salmão – um peixe reconhecidamente sensível à poluição – em décadas foi visto no Tamisa.
Hoje, encontrar salmões no rio não causa mais nenhum espanto, mas ainda assim, a Thames Water, a empresa de saneamento de Londres, continua a investir muito no sistema de esgotos.
"Desde 1989, quando a empresa foi privatizada, investimos mais de 1 bilião de libras esterlinas (cerca de R$ 5 biliões)", afirma Peter Spillett, diretor de Meio Ambiente, Qualidade e Sustentabilidade da Thames Water.
(…)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/01/040121_tamisaebc.shtml
Imagem: Google

ROSE MARIE MURARO

domingo, 14 de novembro de 2010

BIBLIOTECA MUNDIAL


“BIBLIOTECA MUNDIAL DA ONU
PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA

Já está disponível na Internet, através do site
http://www.wdl.org/

É uma notícia QUE NÃO SÓ VALE A PENA REENVIAR COMO É UM DEVER ÉTICO, FAZÊ-LO!
Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as
bibliotecas do planeta.

"Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION
Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do
México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em
japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil
e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Fácil de navegar:

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve
explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram
passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.
Como se acede ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:
http://www.wdl. org/
O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.
Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da
Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.”
Imagem: "Biblioteca", Maria Helena Vieira da Silva, 1949

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O May be Man


Texto de Mia Couto

Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.

Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada.

Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enqua­dra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corrup­tor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.

O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.

O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrup­to: em nome da lei, assalta o cidadão.

Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cau­tela, os do chefe do chefe.

O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.

Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.

http://www.opais.co.mz/index.php/opiniao/126-mia-couto/10549-o-may-be-man.html
Imagem: René Magritte

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SAMHAIN 2010


Samhain no Centro Cultural do Jogadouro
Rio Maior
Ontem, entre as 17 h e as tantas da noite.

A chuva não nos demoveu; antes pelo contrário, acrescentou charme, profundidade, magia à celebração do Samhain, um antigo festival Celta, entre os 8 da Roda do Ano, criados num tempo e numa cultura - que é nossa, de celtiberos, por direito – em que a noção de tempo era cíclica e não linear, em que a vida humana se adaptava com consciência, respeito e reverência a esses ciclos, e a Natureza, considerada sagrada, era objecto de profunda gratidão. Gratidão por ter permitido, por ter sustentado a Vida.


Este é considerado um momento muito importante por marcar tanto o fim quanto o início dum novo ano. Estamos a meio do Outono, e na natureza aceleram-se os processos de morte - necessária para que a vida possa surgir de novo na Primavera. Então, aproveitamos para deixar também que morra em nós aquilo que já não nos serve mais e que impede que possamos renascer segundo uma outra visão renovada e mais grandiosa de nós.
É ainda um momento para compreendermos que a vida é uma eterna morte e renascimento, que vida e morte são parte do mesmo processo criativo, e que só podemos sentir gratidão pel@s noss@s antepassad@s, por aquelas e aqueles que nos precederam, legando-nos a sua herança e o seu lugar.

Por que é tão importante fazer renascer estas celebrações? Porque, a meu ver, precisamos de sagrado como de pão para a boca, nesta cultura desalmada e árida, onde impera a lógica do lucro, do ter, do parecer; precisamos de encontrar sentidos, de nos religarmos uns e umas às e aos outr@s e a uma dimensão que está para lá do comezinho e daquilo que a nossa lógica abrange, porque da grandeza da Vida não me parece que haja quem não tenha pelo menos um leve vislumbre… Porque, depois de tantos abusos, a Mãe Terra precisa de doses massivas do amor e da gratidão de tod@s nós. E porque são momentos intensos, repletos de beleza, de alegria e de significado.
No Jogadouro, Rio Maior, o bosque envolvente, constituído por cedros, loureiros, zambujeiros e outras árvores veneráveis e desconhecidas (para mim), forneceu-nos o melhor lugar para acendermos a fogueira, que nem a chuva intensa conseguiu apagar antes do tempo.
No interior, reflectimos, conversámos, partilhámos, cantámos, tocámos instrumentos de percussão e dissemos poemas, rimos, comemos, dançámos…
É difícil pensar num espaço mais apropriado e

numa companhia mais agradável. O meu muito obrigada a tod@s @s participantes.
O próximo festival é o do Solstício do Inverno, a 21 de dezembro. As inscrições, entretanto, já estão abertas e serão consideradas por ordem de chegada.
Fotos: 1 e 2 minhas
3 de Cibele Pinto Cardoso, Hebdomadarius