domingo, 31 de outubro de 2010

"LA FEMME EST L'AVENIR DE L'HOMME"


“Tudo o que pertence ao mundo feminino me interessa, porque a forma de inteligência mais perfeita da nossa evolução é feminina. A masculina já era. Na altura em que a força, a agressão e o conflito eram obrigatórios, o homem estava perfeitamente adaptado. Mas há muito tempo que a civilização devia ter substituído a força pela inteligência.


A mulher é a inteligência do futuro. É a única em harmonia com os novos modos de comunicação e de funcionamento. O homem não corresponde às novas linguagens informáticas, enquanto a mulher está totalmente em osmose com elas, porque a sua linguagem é intuitiva. Por isso é que tudo o que tem a ver com elas me interessa: não apenas por amor, mas por respeito por aquilo em que nos tornaremos nos quatro milhões de anos que nos restam…”

Philippe Starck, designer e arquiteto

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

INTEGRAR A SOMBRA


Uma vez que as três palavras de ordem do Samhain são:
Desapego
Gratidão (à vida em geral, aos nossos antepassados pelo seu legado)
Aprofundamento (integrar a sombra)
aqui está uma trabalho muito interessante sobre o que é isso, e como se pode fazer, de integrar a sombra.

"Um tema que anda meio “em voga” nos meios da magia ultimamente é a Sombra – o que ela é e como trabalhá-la. Como é um tema até certo ponto polémico, diversas visões sobre ele vão surgindo a cada momento. Neste artigo procuro dar a minha visão, tendo como apoio o estudo da Tradição Oculta Ocidental. Mas, antes de tudo, vamos analisar algumas outras visões sobre este tema.
Alguns tentam livrar-se da sua Sombra. Mas a meu ver, a sombra é parte indissociável da gente. Algo como um órgão vital. Se temos um problema cardíaco, não adianta arrancar o coração do peito achando que isso resolve. Da mesma forma, se temos algum problema de sombra (e todos temos!), não adianta querer "se livrar" da sombra, pois também não resolve.
Também não adianta sublimá-la, pois mais cedo ou mais tarde, quando baixamos a guarda, ela aflora. Sublimação é apenas um modo de adiar um trabalho que deve ser feito já.
Glorificá-la, como alguns procuram fazer, então, é psicose.
O que resta, portanto, é descobrir a função da sombra em você e integrá-la à sua consciência..."

Mais

SAMHAIN - HONRAR A MORTE, CELEBRAR A VIDA


Samhain - O Fim e o Início de um Ano Novo para os Celtas
(31 de Outubro - Hemisfério Norte)

“Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, Samhain (pronuncia-se SOUEN) marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram.

... E o ano chega ao final! Nossos últimos alimentos são colhidos após o equinócio de Outono, marcando o início dos meses em que viveremos com o que conseguimos armazenar. Os alimentos fornecidos pela Grande Deusa devem agora alimentar seus filhos famintos e nutrir o Deus em sua caminhada pelo "outro mundo". O raio do trovão que atingiu o carvalho e fecundou a terra é a promessa do retorno do Deus através daquela que um dia foi sua amante, mas que agora será sua mãe: a Deusa. E assim o ciclo de vida, morte e renascimento volta a estabelecer o equilíbrio a Roda do Ano.

O "Outro Mundo" celta, também conhecido como o Abismo, é um lugar entre os Mundos; uma mistura de paraíso e atormentações. É o lugar no qual todos buscamos respostas para as nossas perguntas mais íntimas, onde a fantasia se mistura à realidade e o consciente ao inconsciente. O Abismo é o local onde os heróis são levados para que possam confrontar seus maiores inimigos: seus próprios fantasmas. Somente vencendo esses fantasmas, que nada mais são que os seus medos, preconceitos e angústias, eles poderão retornar como verdadeiros heróis.
Esta é a simbologia do Santo Graal; uma busca interior de algo que queremos erroneamente materializar neste mundo. Somente os cavaleiros que ousarem atravessar os portais do "Outro Mundo" e vencerem a si próprios serão contemplados com a plenitude do Graal.
Durante esta noite o véu que separa esses dois mundos está o mais fino possível,
permitindo que espíritos do Outro Mundo atravessem o portal sem grandes dificuldades. Por isso, a Noite dos Ancestrais é um momento de nos lembrarmos daqueles que se foram e habitam o Outro Mundo. É hora de honrarmos as pessoas que um dia amámos, deixando que elas nos visitem e comemorem connosco esse momento tão especial da Roda do Ano.

Samhain é o festival da morte e da alegria pela certeza do renascimento. O Deus morreu, e a Deusa, trazendo no ventre o seu amado, recolhe-se ao Mundo das Sombras para esperar o seu renascimento. Comemora-se aqui a ligação com os antepassados, com aqueles que já partiram e que um dia, como a natureza, renascerão. Os cristãos transformaram essa data no "Dia de Todos os Santos" e no "Dia de Finados", numa alusão a essa ligação.


É uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. O Altar é adornado com maçãs, símbolos da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo sumo de maçã. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nesta vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução. Esta é uma data de renascimento!”
Fonte: desconhecida (grata do mesmo modo)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

VAMOS SER SENSATOS NESTE PAÍS DE LUA EM LEÃO?


Propostas para acabar com a crise, a pedido do Sr. Ministro das Finanças

MEDIDAS PARA AJUDAR O GOVERNO A COMBATER A CRISE, AS MEDIDAS CERTAS, AS MEDIDAS CORRECTAS QUE NÃO SEJAM ROUBAR O POVO !

1) Acabar com o subsídio de renda de casa dos Magistrados quer no activo quer jubilados, o qual nem sequer é tributado no IRS.

2) 15º vencimento na AP a quem teve avaliação de excelente. Não bastarão os 3 pontos inerentes a esta classificação? O ambiente gerado por este vencimento tem sido desastroso: "façam vocês que são bons" é a resposta dada pelos outros que são tão bons como os premiados.


3) Acabar com a proliferação de Institutos, Organismos, Empresas Municipais que repetem a prestação de serviços idênticos.


4) Aproveitar bem os Técnicos da Administração Pública de modo a que os estudos necessários não sejam encomendados a empresas privadas.


5) Acabar com a utilização das viaturas do Estado, sem ser em serviço. São milhões todos os anos.


6) Acabar com os cartões frota que são utilizados fora do horário de serviço.


7) Acabar com a utilização livre e sem controlo de telemóveis nomeadamente por Directores, Secretários, Assessores, Motoristas.

8) Acabar com almoços e jantares cuja factura é paga pelos respectivos serviços.

9) Criar um tecto salarial para os Conselhos de Administração das empresas públicas que tenha como limite o auferido pelo Presidente da República.
10) Proibição da utilização de cartões de crédito das empresas públicas.

11) Proibição das reformas em duplicado e triplicado adquiridas por exercerem funções em curtos espaços de tempo, em administrações de empresas públicas e/ou cargos políticos. Como é possível tanta e choruda reforma se os outros portugueses apenas têm direito a uma unificada, se for caso disso!

12) Pensar e publicitar a melhor forma de levar os portugueses a emprestar dinheiro ao Estado ou a comprarem dívida com vantagens para ambas as partes.
13) Para quando a Reforma Administrativa de modo a extinguir tantas Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais? Há municípios com cerca de 2000 habitantes! As medidas avulsas que tenho a ousadia de sugerir, pode ter a certeza que são aprovadas pela opinião pública. Os portugueses olharão com mais respeito para um Governo que no momento de pedir mais sacrifícios, cortou com o luxo, o excesso, as mordomias que nem os países ricos possuem. Desejo-lhe o maior sucesso na governação do País.

AJUDEM A DIVULGAR !
MOSTREM QUE OS PORTUGUESES NÃO SÃO CEGOS E QUE SABEM ONDE ESTÁ O ERRO
! (ou pelo menos alguns - e graves…)
Imagem: Google

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A HIPÓTESE DE GAIA


A TERRA COMO ORGANISMO VIVO
James E. Lovelock

A ideia de que a Terra é viva pode ser tão velha quanto a humanidade. Os antigos gregos deram-lhe o poderoso nome de Gaia e tinham-na por deusa. Antes do século XIX, até, mesmo os cientistas sentiam-se confortáveis com a noção de uma Terra viva. Segundo o historiador D. B. Mclntyre (1963), James Hutton, normalmente conhecido como o pai da geologia, disse numa palestra para a Sociedade Real de Edimburgo na década de 1790 que considerava a Terra um super organismo e que seu estudo apropriado seria através da fisiologia. Hutton foi mais adiante e fez a analogia entre a circulação do sangue, descoberta por Harvey, e a circulação dos elementos nutrientes da Terra, e a forma como o sol destila água dos oceanos para que torne a cair como chuva e refresque a terra.
Essa visão holística de nosso planeta não persistiu no século seguinte. A ciência estava se desenvolvendo rapidamente e logo se fragmentou numa coletânea de profissões quase independentes. Tornou-se a província do especialista, e pouco de bom se podia dizer acerca do raciocínio interdisciplinar. Não se podia fugir de tal introspecção. Havia tanta informação a ser coletada e selecionada! Compreender o mundo era tarefa tão difícil quanto montar um quebra-cabeças do tamanho do planeta. Era fácil demais perder a noção da figura enquanto se procurava e separava as peças.
Quando, há alguns anos, vimos as fotografias da Terra tiradas do espaço, tivemos um vislumbre do que estávamos tentando modelar. Aquela visão de estonteante beleza; aquela esfera salpicada de azul e branco mexeu com todos nós, não importa que agora seja apenas um cliché visual. A noção de realidade vem de compararmos a imagem mental que temos do mundo com aquela que percebemos através de nossos sentidos. É por isso que a visão que os astronautas tiveram da Terra foi tão perturbadora. Mostrou-nos a que distância estávamos afastados da realidade...

Mais aqui
Imagem: Google

UMA RELIGIÃO DA SUSTENTABILIDADE


POR QUE INTEGRAR A DEUSA NA INICIATIVAS DE TRANSIÇÃO?

A crença numa divindade feminina terá sido a primeira da humanidade, possivelmente por analogia com o papel insubstituível da Mãe, enquanto criadora e sustentadora da Vida, e depois porque, como parece óbvio, terá demorado para que os homens percebessem o seu papel na reprodução da espécie…

O trabalho de arqueólogas como Marija Gimbutas e outras veio provar cientificamente a existência na Europa, durante o Neolítico, de sociedades matriarcais, ou matrifocais, prósperas e pacíficas, que cultuavam divindades femininas, até serem invadidas e conquistadas por povos indo-europeus, adoradores da espada*, que terão imposto uma nova cultura patriarcal, baseada não em valores de parceria e preservação da vida, mas nos de conquista e domínio, trazendo consigo o culto de deuses masculinos, tão exclusivistas e ferozes quanto eles.

Todas as grandes religiões da actualidade têm figuras masculinas no topo, do Cristianismo ao Islamismo, e não deve ser por acaso que temos o mundo que temos com os valores masculinos tão exacerbados (voracismo, competição, hierarquização, domínio dos mais fortes… ), conduzindo-nos directamente à destruição, se não valorizarmos a especificidade dos valores femininos do cuidar, criar, aceitar, abranger, integrar…

Curiosa e desgraçadamente estes deuses masculinos também são exclusivamente deuses do Céu, enquanto as divindades femininas estão muito ligadas à Terra. No afã de impor o culto destas divindades, cujas palavras de ordem, no caso de Jeová, por exemplo, são “Crescei e dominai a Terra”, a terra, a matéria, foi assimilada ao mal, e a aspiração ao Céu generalizou-se, numa espécie de prenúncio da sociedade virtual em que hoje vivemos, por via da televisão e do computador…

Então as grandes religiões da actualidade nunca impuseram limites para a exploração da Terra e das outras espécies, etnias e género, considerad@s inferiores.

Pelo contrário, a religião da Deusa, que é no fundo a nossa tradição europeia, a Wicca, ou o Paganismo, diabolizada pelo Cristianismo, com a consequente caça às Bruxas (parteiras, curandeiras e mulheres e homens sábi@s da Idade Média), é uma religião que celebra os ciclos da Natureza, sacralizando todos os seus elementos. Tudo na natureza são entidades vivas, e veneráveis. Muito na onda da Hipótese de Gaia, de James Lovelock, não? Sem aprofundar mais, já deu para perceber que esta é uma religião que serve em absoluto o Movimento de Transição. Mas não se trata duma religião de proselitismo, portanto ninguém aqui vai nunca sugerir sequer a alguém que siga os seus princípios e rituais… Nem creio que seja necessário, para honrarmos a Deusa, ou o princípio Feminino em nós (atenção que na Wicca também há um Deus…), termos esta ou aquela religião.


No meu caso, não sou ainda uma wiccana a sério, ainda terei de aprender muito mais sobre isso, mas tenciono fazê-lo, sobretudo graças a uma mestra que muito respeito, que é Starhawk.
Comecei o meu trabalho com a Deusa pela via dos Arquétipos do Feminino, da Psicologia Jungiana, baseada no trabalho de Jean Shionoda Bolen.

Como também sou formada no Método Louise Hay de Desenvolvimento Pessoal, inspirei-me em ambos os saberes para conceber um workshop de 10 semanas, A DEUSA NO CORAÇÃO DA MULHER, em que trabalhamos com 12 Deusas/Arquétipos, seleccionadas entre muitíssimas outras, por considerar que, duma maneira geral, abarcam a totalidade da nossa experiência de vida enquanto mulheres.

Gostaria apenas de acrescentar, até porque há por aqui, felizmente, muitos homens, que o mesmo trabalho se pode fazer com homens, partindo dos Arquétipos do masculino (ver “Os Deuses em Cada Homem”, de Jean Shinoda Bolen, por exemplo). Não o faço eu por achar que cabe aos homens descobrirem e valorizarem o que é isso de ser um Homem, assim como apenas às mulheres compete descobrirem e valorizarem o que significa ser uma Mulher. Quando ambos os géneros se conhecerem melhor e se valorizarem e respeitarem enquanto tal, vai ser muito mais gostoso estarmos juntos, de certeza…

*“O Cálice e a Espada”, Riane Eiseler, Via Óptima
Imagem 1: a deusa grega da Terra, GAIA
Imagem 2: James Lovelock, "pioneiro no desenvolvimento da consciência ambiental", autor de "A Hipótese de Gaia"

domingo, 17 de outubro de 2010

PRECISAMOS DE AGIR POR NÓS MESM@S E PRECISAMOS DE AGIR AGORA!


INICIATIVAS DE TRANSIÇÃO

A TRANSIÇÃO da era do carbono para uma nova era sem ele vai mesmo acontecer, quer queira quer não, uma vez que já atingimos o pico do petróleo e que as alterações climáticas estão aí, então apanhe-a antes que ela @ apanhe a si. Ah, e já agora aproveite para ser muito mais livre, solidári@, resiliente e feliz.


Este poderia ser o lema dum movimento cuja escala, a nível internacional e nacional, eu ignorava completamente até ter estado na Fundação de Findhorn neste último Verão. “A solução tem de ser do tamanho do problema” é um dos postulados deste movimento, de que fazem parte sobretudo jovens, mães e pais responsáveis muitos deles, que angustiados com a herança que um dia poderiam vir a legar à sua descendência, resolveram meter mãos à obra, aproveitando as propostas dum conjunto muito inspirado e criativo de designers dum mundo novo, tais como Rob Hopkins, Joanna Macy, Tim Jackson, Richard Douthwaite, Hubert Reeves,Tamzin Pinkerton, entre outras e outros.



Trata-se de propostas que levadas à letra acredito que nos ajudarão a livrarmo-nos da profunda e total dependência do petróleo a que chegou a nossa civilização, com as consequências que todos já conhecemos sobejamente e começámos já a sentir na pele. A energia poderosa dos combustíveis fósseis, aliada a princípios profundamente masculinos, patriarcais, que desembocaram numa competição e voracismo ferozes e desalmados, cujas palavras de ordem são “mais produção”, “mais consumo”, “mais crescimento”, como se os recursos do planeta e a nossa capacidade de armazenar lixo fossem inesgotáveis e ilimitados…


“O Modelo de Transição afirma que é sobretudo ao nível LOCAL que encontramos a solução para muitas questões que o Séc. XXI nos coloca. As Iniciativas de Transição são também inspiradas pelos princípios éticos e de design da Permacultura. Elas são a prova de que a sociedade civil, os cidadãos comuns, têm em si o poder para responder criativamente e com eficácia, nomeadamente aos desafios do Pico do Petróleo, das Alterações Climáticas, e da Vulnerabilidade Económica.” (João Leitão, da rede social Permacultura e Transição Portugal).


Algumas das fontes onde bebe o movimento da Transição são: o trabalho que reconecta, a Teoria dos Sistemas, a Ecopsicologia (o self ecológico), a psicoterapia, o vício e modelos de mudança, a sabedoria tradicional, a espiritualidade - uma reconexão com a dimensão do sagrado.


O curso Iniciativas de Transição decorreu em Pombal, neste fim de semana, dinamizado por Mandy Dean, uma médica do País de Gales, e May East, directora de relações internacionais da Fundação de Findhorn, na Escócia. Cerca de 32 participantes partilhando experiências, dúvidas, desafios, mas também emoções, graças a uma metodologia muito dinâmica e envolvente, com o entusiasmo e a consciência de serem autênticos pioneiros, sabendo que desta questão apenas se conhece, como frisou May East, o ABC, faltando ainda muito para se alcançar o VXZ… A sensação final foi a de ter entrevisto um vasto leque de problemas, algumas possíveis soluções, mas sobretudo a de se ter criado ali um fantástico grupo de apoio.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E OS HOMENS, COMO FICAM NESTA HISTÓRIA?



O Despertar da Deusa
A Planeta na Web entrevistou May East numa das suas curtas passagens por São Paulo. Ela falou da Fundação Findhorn e explicou porque é que o resgate do feminino é tão importante para o futuro do planeta
(...)
Planeta na web - Como é que traz esses ensinamentos do eco-feminismo para o Brasil?

May
- A reconsagração do ventre, por exemplo, que é um dos trabalhos que faço aqui, é de profunda intimidade da mulher consigo mesmo, de resgate da sua conexão com o seu ventre, o seu cálice de luz, o seu centro de gravidade - mas ao mesmo tempo é um trabalho profundamente politizado. Historicamente há as feministas políticas, que representam o yang do yin dos anos 50 e 60, que queimavam os sutiãs na praça publica, Depois temos essas mulheres que vieram nutrindo a chama do que era ser mulher em sociedades secretas, muito preocupadas em serem interpretadas como mulheres que estão fazendo bruxaria. Essas duas vertentes da reemergência do feminino do século 20 muitas vezes fluíram em oposição. As feministas políticas olhando para as mulheres do retorno da deusa dizendo "essas mulheres estão num exercício narcisista, não estão conseguindo articular esse corpo de valores na sociedade e mudá-la", e as mulheres do retorno da deusa sem poder para realmente fazer essa articulação, essa tecedura, do mistério do feminino na realidade - nem mesmo de passar para os seus filhos homens e mulheres. Então aconteceu foi o encontro de Beijing, na China, há quatro anos. Foi um encontro histórico para a reemergência da mulher, porque lá estavam as feministas políticas e as mulheres do retorno da deusa, e elas perceberam que tinham que entrar em diálogo e começar a dialogar. Foi aí que o eco-feminismo assentou na consciência das mulheres. As feministas perceberam que se continuassem com a sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação. E as mulheres do retorno da deusa perceberam que não há mais tempo mesmo de ficar relembrando o passado, nós temos que mudar o hoje para garantir o futuro das próximas gerações. É fantástico, é um privilégio estar encarnada como mulher nesse momento e poder fazer esse resgate de si própria, passar para as filhas... Eu sou apaixonada pelo que eu faço.

Planeta na web - E os homens, como ficam nessa história?

May
- Quando encontrei o Craig*, ele há muitos anos trabalhava com o movimento de homens. Percebemos nesse encontro que o mais fácil mesmo era polarizar, as mulheres ficarem celebrando o passado, inaugurando o presente e sonhando o futuro, e os homens buscando essa nova identidade do masculino. Então fomos treinados num método chamado de Reconciliação entre o Feminino e o Masculino. O crucial para a questão do masculino e do feminino é o entendimento. Existe uma série de métodos para que a gente saia da comunicação defensiva entre homem e mulher, onde só ouvimos aquilo que é necessário para empilhar munições para ganhar no duelo de quem tem a verdade mais forte ou melhor articulada. Nós percebemos que, ao longo dos séculos, o que era ser mulher e ser homem era segredo dos respectivos clans, e começámos tentar explorar um novo caminho: uma vez que já resgatámos o feminino, convidar os homens a visitar, em termos simbólicos, e serem introduzidos ao que é ser mulher - e vice-versa.
(...)
* Craig Gibsone

Adaptado (lamento, mas já não sei onde encontrei o excerto desta entrevista de May East, que estará no próximo fim de semana, 16 e 17 de Outubro entre nós, em Pombal, dando formação em PERMACULTURA E TRANSIÇÃO)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Podes dormir tranquila, não preciso mais de ti hoje...

(ESTE POST É DE MAIO ÚLTIMO, MAS RESOLVI ACTUALIZÁ-LO ESPECIALMENTE PARA AQUELA MÃE PREOCUPADA COM A EDUCAÇÃO (SEXUAL, NO CASO) DO SEU FILHO PRÉ-ADOLESCENTE. ACREDITO QUE ESTE AUTOR TENHA COISAS IMPORTANTES A DIZER SOBRE ISSO E... MUITO MAIS...)

O homem que causou um dos "maiores escândalos educativos da década"...


Em boa hora recebi esta entrevista feita por Catarina Fonseca, revista Activa, ao pediatra Aldo Naouri, autor do livro "Educar os Filhos", porque, como já muita gente para além dele reparou, algo vai muito mal neste reino da Dinamarca...


Há dias, fiquei arrepiada ao encontrar por acaso no Facebook um grupo intitulado "Eu sou fã do meu filho"... Parece então que o movimento que transformava os pais em colegas e amigalhaços dos filhos não só não acabou como se transformou num outro ainda mais perigoso que os torna logo à partida "fãs" dos respectivos rebentos, que é como quem diz "as crianças já nascem ensinadas e geniais, não precisam de educação, portanto não tenho nada que perder o meu tempo a educá-las e a incutir-lhes valores, o que me deixa muito mais disponível para a novela da noite, o futebol e o Farmville...", certo?


É claro que estou a simplificar muito, porque a coisa tem muito mais que se lhe diga...


(Obrigada, Luís, por me teres enviado esta preciosidade. É um bocadinho longo, mas vale a pena ler até ao fim.)

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Para quem tem filhos ou netos ...

O regresso dos pais autoritários (eu, Luíza Frazão, preferia dizer "com autoridade"...)

Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê. Catarina Fonseca/ACTIVA 10 Fev. 2010


"Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos
homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das
últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder
dos pais contra os todo-poderosos filhos.
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação.


Diz quetransmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.


Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!"

Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo
que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.


- Então, nada de democracia para as crianças?


- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião?
E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.
- As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?


- Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se libertar. Eu digo, 'mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mãe é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que não vale a pena viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos. - As nossas avós não viviam nessa angústia... - Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem:
Deus, Rei e Pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo - Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a criança perfeita não existe.

- Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se culpabilizem...


- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas. Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se ela nunca tivesse partido.
- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?


- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.

- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás desaprova. - Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.

- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...


- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'.
A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais.
Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança.

- Educou os seus filhos da forma que defende?


- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu páro o carro e deixo-vos a todos aqui na autoestrada! - Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)

- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?

- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.
- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...


- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.

- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.


- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não forem travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.
- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...


- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.

- O que é um pai castrador?


- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.'

O QUE DEVEMOS FAZER...

Palavra de ordem: não compliquem. Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem desinfectar o mamilo. - Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira. - As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão. - A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa. - Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em conjunto. - Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem-entender. - Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque precisam de imensas calorias.

E O QUE NÃO DEVEMOS...


- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida.
Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.
- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.
- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.
- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.
- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.
- Elogiar, só para coisas excepcionais.

- A criança não deve escolher a sua roupa. - Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.


Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje


http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?contentid=2E120A29-344F-4C04-8426-5596CD24E5E3&channelid=D00EF62C-A1C6-4E01-BC43-5FFEB8969838


Imagens: Google

domingo, 10 de outubro de 2010

A SUBSTÂNCIA DE QUE SÃO FEITOS OS NOSSOS PENSAMENTOS

NEUROPEPTÍDEOS

Lembre-se, a atenção traz para a existência uma partícula que era a amplitude de probabilidade imersa num campo de todas as possibilidades. A atenção é o mecanismo que precipita um evento espaço-tempo no campo de todas as possibilidades. Assim, colocando nossa atenção numa das qualidades do campo, ela traz a qualidade não apenas para nossa percepção, mas também, em sua expressão material, para nossa vida.
Os cientistas mostraram que os eventos mentais se transformam em moléculas. Essas moléculas são literalmente mensageiros do espaço interior. Ao serem descobertas, elas receberam o nome de neuropeptídeos, porque foram inicialmente encontradas no cérebro. Atualmente sabe-se que esses neuropeptídeos não estão restritos ao cérebro, mas permeiam todas as células do corpo.
Ter um pensamento não é somente praticar química cerebral, mas também química corporal. Cada pensamento que você tem, cada idéia que surge em sua cabeça, envia uma mensagem química ao núcleo da consciência celular. Portanto, fixar a atenção numa palavra, que é a expressão simbólica de uma idéia, é um verdadeiro passe de mágica. Ele transforma o invisível em visível.

http://www.scribd.com/doc/11317628/Criando-Prosperidade-Deepak-Chopra

O CAMPO DE TODAS AS POSSIBILIDADES


CAMPO QUÂNTICO


"(...) eu gostaria de explicar com mais detalhes o que é o campo quântico.
Os físicos dizem que quando nos aprofundamos no estudo dos átomos, indo além das partículas atómicas que os constituem e entrando na nuvem de partículas subatômicas que, por sua vez, constituem essas partículas atómicas, descobrimos que elas são tão pequenas que não podem ser vistas nem medidas. Não existem e nunca existirão instrumentos capazes de medir essas partículas subatómicas, que recebem nomes engraçados, como quarks, bosons, leptons e outros. De fato, elas são tão incrivelmente minúsculas que só podemos pensar nelas.

Mas, você pode perguntar, se não conseguimos vê-las nem medí-las, como sabemos que existem? A resposta é: sabemos que elas existem pelos rastos luminosos resultantes da sua passagem, que podem ser vistos e até fotografados com instrumentos sofisticados, os aceleradores de partículas. E, é claro, se alguma coisa deixa rasto, essa coisa existe. Mas há algo interessantes ainda sobre essas partículas: elas só passam a existir quando queremos observá-las.

Dessa forma, se estivermos diante dum campo quântico, cada vez que olhamos para ele, essas partículas lampejam para a existência. Cada vez que desviamos a atenção delas elas desaparecem no vazio. São como pequeninas luzes que acendem e apagam num quarto às escuras.
Na escuridão do espaço infinito e ilimitado, as partículas passam a existir em consequência do simples ato de se prestar atenção ao campo. Enquanto não lhe damos atenção, elas são apenas uma probabilidade no campo de todas as possibilidades.

Cada partícula subatómica é ao mesmo tempo uma onda, e é como onda que ela fica no campo até ao momento da observação. O tamanho de uma onda é medido pela sua amplitude, que é metade do intervalo completo de qualquer vibração. Uma onda é difusa, não se restringe a uma determinada localização no espaço e no tempo. Por isso, a onda, que é a partícula subatómica, é chamada de “uma amplitude de probabilidade” e define a probabilidade estatística de se encontrar uma partícula em determinado local na hora da observação, ou seja, no momento de atenção.

É a atenção que “capta” essa onda, essa amplitude de probabilidade, e a traz para a existência material. Dessa forma, uma partícula subatómica é literalmente criada por si ou por mim através do ato da observação.
Antes de a partícula ser observada, ela era apenas uma possibilidade matemática,
uma probabilidade estatística.


Magia da Atenção
Antes da Observação:
Onda
Espalha-se por todo o espaço-tempo
(amplitude de probabilidade)
Imaterial,
Não localizado,
No reino da mente.

No momento da observação:
Partícula -evento no espaço-tempo
Localizado
No reino da matéria

Note a magia que há nisso! É a qualidade da nossa atenção que traz para a existência matéria! Uma certa amplitude de probabilidade que fazia parte do campo infinito. Na verdade, toda a criação material nada é além do eu interior sendo vivenciado por meio das diferentes qualidades de atenção que ele dá a si próprio. Se a nossa atenção é dividida, estamos divididos. Se a nossa atenção é plena, estamos plenos.


Os sábios védicos ensinam: ”Mantenha a sua atenção no que existe e veja a sua plenitude em casa momento. A presença de Deus está em todos os lugares. Você tem apenas de abraçá-la conscientemente com a sua atenção”.


http://www.scribd.com/doc/11317628/Criando-Prosperidade-Deepak-Chopra

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PROTEGER A ENERGIA DO NOSSO LADO SENSÍVEL


“A natureza do feminino - força tendente à fusão e à unidade -
é sabedoria, amor e clarividência expressa através de sentimentos e desejos.
A natureza do masculino é arriscar tudo na acção ao serviço do feminino, tal como o cavaleiro pela sua donzela.


Abandonando-se a ela e agindo por ela, a nossa energia masculina constrói em nós a estrutura duma personalidade que protege e honra a energia sensível do nosso lado feminino intuitivo”.


Fonte: “Vivendo na Luz”, Skakti Gawain

O QUE SIGNIFICA SER UMA BRUXA?


“Quando no séc. VIII cessaram as perseguições, chegou a era da incredulidade. A lembrança do autêntico Ofício tinha-se desvanecido e os horríveis estereótipos que restavam pareciam ridículos, absurdos ou trágicos. Apenas neste século, as Bruxas puderam sair do “armário das vassouras”, por assim dizer, e responder com a verdade às imagens do mal.
A palavra BRUXA tem tanta carga negativa que muitas pessoas perguntam-nos por que a usamos. No entanto, reclamar o direito a usar a palavra BRUXA é reclamar o nosso direito, como mulheres, de sermos poderosas; como homens, o direito de conhecer o aspecto feminino interior como divino.

Ser uma BRUXA é identificar-se com os nove milhões de vítimas da intolerância e do ódio e assumir a responsabilidade por dar forma a um mundo no qual os preconceitos já não exijam mais vítimas. Uma BRUXA é uma “formadora”, uma criadora que molda o invisível, dando-lhe forma, e convertendo-se assim numa sábia, alguém cuja vida está repleta de magia.”
STARHAWK, A Dança Cósmica das Feiticeiras
Imagem: Google