domingo, 8 de agosto de 2010

MÃO, ISTO MÃO É O QUE PARECE...


Coerência e verdade são o que mais desejo para a minha vida. E imagino que não seja a única pessoa a querer o mesmo… Nesse sentido, tento que amar a Vida, amar a Natureza, a Mãe Terra, seja algo cada vez mais efectivo, com tradução no plano concreto. Tornar a minha vida sustentável, não usurpar para mim só recursos suficientes para muitas outras pessoas, viver no plano concreto com sentido de responsabilidade, é o passo seguinte depois de treinar muito para tomar consciência da minha própria respiração...
À partida, parece não ser fácil, mas depois pode até tornar-se uma aventura empolgante e divertida. Onde foi produzida a roupa que visto, quem a fabricou e em que condições, quanta poluição gerou, quanto combustível foi necessário queimar no seu transporte até mim? E por aí fora com os outros produtos todos… São muitas questões, mas pretendo começar (já comecei, por sinal) por partes.
Capítulo lixo. Primeira constatação: o conceito de “lixo”, para mim, está a mudar. Em vez de “coisa nojenta e sem qualquer valor”, passou a “matéria prima”. Eu sei, este raciocínio pode conter perigos, uma vez que a primeira coisa que devo fazer é EVITAR produzi-lo e a última… apaixonar-me por ele! E é incrível a quantidade de plásticos que acumulo numa semana. Tanta embalagem e sobrembalagem! Mesmo evitando, sempre que posso, trazer mais sacos e saquinhos de plástico para casa (às vezes com alguma doutrinação pelo meio), quando dou pelo meu saco do lixo plástico está a abarrotar… Papel, idem.
Mas há agora um lixo que acho o máximo, sobretudo depois de ter visto o milagre das minhas orquídeas da varanda. Trata-se do lixo orgânico, dos restos dos alimentos crus, folhas e flores velhas que retiro das plantas, borras do café… Bom, esse conservo-o religiosamente numa caixa de plástico (ui! esta palavra...) no frigorífico, e ao fim-de-semana tenho a oportunidade de o colocar num compostor que produziu a terra com que este ano as minhas plantas se deliciaram. É só então que o meu precioso lixo pode ir juntar-se ao composto porque ainda não encontrei um pequeno compostor de varanda de apartamento…
Trata-se dum processo alquímico como outro qualquer, em que, ao fim de vários meses, aquela mistura de terra (pode ser a velha terra dos vasos), palha, restos de cozinha crus e do jardim, mais alguma água, produz um húmus que as plantas adoram. Ficamos com aquela sensação do velho Lavoisier de que “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”, mas agora pela nossa mão, por assim dizer… Afinal aquelas cascas de batata, de maçã, folhas de couve e borras de café… contêm elementos riquíssimos e é uma autêntica falta de respeito não lhes dar o destino que a sua dignidade merece.
Há um blog que recomendo vivamente:

http://365coisasquepossofazer.blogspot.com/

As Bênçãos de Gaia para tod@s.
Luíza Frazão

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