segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CODEX ALIMENTARIUS - O CERCO APERTA-SE!

Obrigada, Fernanda Barbosa, pelas horas de pesquisa e por partilhares comigo o resultado do teu trabalho.

"PESQUISE, TIRE SUAS CONCLUSÕES E DIVULGUE

Por mais dantesca que possa parecer essa matéria, podemos concluir que quem manda em nossos governos são as "Corporations", que por meio de seu poder económico, ditam as regras e decidem o rumo da "inocente e distraída" humanidade. Aqui está uma oportunidade do leitor verificar que há um plano em andamento para um extermínio em massa (em outra ocasião falaremos também sobre o suspeito programa REX 84).

A partir de 01 de Janeiro de 2010, entrou em vigor o polémico Codex Alimentarius (Código Alimentar, em latim). Mas você provavelmente não saiba o que é isso, e é exactamente o que eles querem.

Como os meios de comunicação também são controlados pela ELITE GLOBAL, arquitecta desse plano, as informações chegarão ao público distorcidas e levando a população a acreditar que se trata de uma iniciativa benéfica.

O Codex Alimentarius é um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial da Saúde - OMS. Trata-se de um fórum internacional de normalização sobre alimentos - sejam estes processados, semi-processados ou crus - criado em 1962, e suas normas têm como fachada "proteger a saúde da população". Se você aqui ainda acha que a ONU e a OMS são boazinhas, e que essa matéria faz parte da "delirante turma da teoria da conspiração", você precisa se informar mais.

As normas desse perigoso organismo, o Codex, abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários, substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de amostragem e análise de riscos.

Na versão oficial (excepto as aspas), parece que estão preocupados com a saúde da população, mas na verdade o Codex é uma fonte poderosa de controlo sobre a humanidade e de apreciável lucro para as grandes corporações, especialmente as dos ramos químico e farmacêutico.
Estas normalizações abrangem todos os tipos de alimentos, dos crus aos processados, sendo quase que humanamente impossível tomar conhecimento de todas as medidas que foram criadas. Algumas centenas de directrizes (mais de 400) aparecem no site da Agência (www.codexalimentarius.net), não disponível em português; toda a informação oficial a que se pode aceder está disponível nos sites das Agências e Ministérios governamentais, apesar de estar suprimida e bastante desactualizada e fragmentada pelos sítios... mas não será essa a intenção? Entre centenas de directrizes e normativas, podemos encontrar processos perigosos que dizem respeito à:

- INOCUIDADE DE ALIMENTOS ATRAVÉS DA IRRADIAÇÃO;
- LIMITES MÁXIMOS ALTÍSSIMOS PARA AGROTÓXICOS E QUÍMICOS
- LIMITES MÁXIMOS BAIXÍSSIMOS PARA VITAMINAS E MINERAIS
"Quem controla a comida, controla o mundo!"
Traduzido em miúdos, o Codex vai trazer severas restrições à nossa já precária LIBERDADE de escolha em termos de alimentação e prevenção/tratamento de doenças.

Neste vídeo
http://video.google.com/videoplay?docid=4180896617458159116&hl=pt-BR
veja a palestra da Dra. psiquiatra Rima Laibow, na Associação Nacional de Profissionais de Nutrição (NANP) USA, em 2005, sobre os acordos comerciais da OMC e suas regulamentações acerca da produção e comercialização dos alimentos."

Imagem: Google

domingo, 29 de agosto de 2010

CALA-TE, QUE ESTES SENHORES PODEM NÃO NOS LEVAR A SÉRIO...


O medo de parecermos tolas, patetas, de não sermos levadas a sério, de não estarmos suficientemente preparadas, de não sabermos tudo sobre determinado assunto em que nos metemos, é um dos principais inibidores da palavra e da acção, sobretudo das mulheres com a sua longa e violenta história de repressão, cujo momento alto na nossa cultura foi a Inquisição, e que continua ainda hoje das formas mais abertas ou subtis. Parece-me até que estes terrores que carregamos no nosso “corpo de dor”, como diz Ehckart Tolle (sim, sou uma grande repetidora que se esforça por não “papaguear” muito, ou seja, por entender o sentido daquilo que está a repetir, embora provavelmente nem sempre o consiga…) fazem com que sejamos nós, as mulheres, a exercer o maior controlo e censura umas sobre as outras.

Este medo tem-nos feito permanecer quietinhas, caladinhas e arrumadinhas de volta de tachos e fogões, fraldas e biberões, catálogos de moda e mezinhas anti-celulite ou em elegantes tertúlias de intelectuais nas nossas belas torres de marfim. E a voz e o modus operandi femininos foram-se retirando do cenário da acção, deixando o campo livre à intervenção e à voz masculina, que, essa, avança de espada em riste, dizendo o que lhe passa pela real gana. Até porque “patetice” e “disparate” comem-se ao pequeno-almoço e ninguém morre intoxicado, e o que não mata engorda.

Aliás, se tod@s nós decidíssemos abrir a boca apenas depois de termos atingido a iluminação (ou a salvação), arriscar-nos-íamos a que descesse sobre o mundo um enorme silêncio, com cada um/a no seu canto, e depois sempre queria ver como é que fazíamos acontecer esta experiência a que, bem ou mal, se chama “mundo” ou “realidade”…

Lembro-me de, quando criei este meu primeiro blogue, ter acontecido publicar coisas num dia e acordar no dia seguinte apavorada e ir a correr apagá-las. E se eu estivesse a dizer asneiras? Até que me fui afoitando, por constatar que o mundo não vinha abaixo por eu abrir a boca, nem os inquisidores ou os agentes da Pide (como já me aconteceu no passado) me vinham bater à porta. O que aconteceu foi por vezes alguém ter feito um esclarecimento: “Olhe que não é bem assim, olhe que não está a ver isto ou aquilo…” e estou muito grata a essas pessoas que, em vez de demolir e arrasar, vieram acrescentar, clarificar, desenvolver, emendar ou até claramente discordar. E é assim que eu concebo a nossa saudável interacção verbal.

De resto “patetice” e “disparate” são meras opiniões de quem julga. E viva a pluralidade dos pontos de vista e a liberdade da sua expressão. Ah, e mais o nosso “direito à experiência e ao erro”!


Para concluir, vou só confessar que me apetece dar um grande abraço a mim mesma pela coragem de, “apesar do medo” (como diz o título do belo livro de Susan Jeffers), andar por aqui dizendo de minha justiça, quando tantas vezes me apetecia muito mais ler, meditar, passear, cozinhar, costurar, namorar ou pura e simplesmente ficar muito caladinha, sem fazer… NADA! Até porque quem me conhece sabe que também sou óptima na construção de torres de marfim…


Imagem: "Kim Hiding", acrílico de Kate Kretz

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA



"Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática
O linguista americano Noam Chomsky elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através dos media:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES


Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É desta maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DIFERIDO

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para se habituar à ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Porquê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestibilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim no sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma a que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE

Promover no público o achar que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se rebelar contra o sistema económico, o indivíduo autodesvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos efeitos é a inibição da ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto ao nível da forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele se conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controlo e um poder maiores sobre os indivíduos do que estes sobre si mesmos."
Imagem: Google

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O QUE PODEMOS FAZER POR SAKINEH


Acabo de receber esta mensagem da Avaaz, indicando-nos o que podemos fazer para tentar salvar esta mulher de ser morta por apedrejamento no Irão. É simplesmente fazer pressão sobre as autoridades, inundando a embaixada com telefonemas...


"Caros amigos,
Um número incrível de 33.317 pessoas fizeram doações para a nossa campanha de emergência pedindo justiça para Sakineh Ashtiani. Nós atingimos a nossa meta em apenas 12 horas após lançar a campanha e publicamos anúncios de página inteira em jornais importantes no Brasil e na Turquia e em anúncios online. Os anúncios (à direita) mostram o Primeiro Ministro Erdogan e o Presidente Lula segurando a foto da Sakineh com o título: “A vida dela está em suas mãos”.
A resposta foi imediata. Como o Presidente Lula já havia oferecido asilo à Sakineh, o nosso maior foco tem sido conseguir a adesão do Primeiro Ministro da Turquia, Erdogan. A mídia turca publicou a história em dezenas de jornais e noticiários, um jornalista turco respeitado até escreveu para a Avaaz agradecendo os nossos esforços.

Membros da Avaaz da Turquia e Brasil enviaram mais de 50.000 mensagens ao Lula e Erdogan nas últimas semanas, e membros na Turquia nos escreveram dizendo que a nossa campanha está por toda a parte. Os resultados foram incríveis: notícias recentes dizem que o PM Erdogan pediu para o seu governo levar adiante “uma intensa diplomacia via telefone” com o Iran a favor da Sakineh e o governo brasileiro também fortaleceu o seu posicionamento.
Até agora, o Iran respondeu mudando de curso. A pressão internacional salvou a Sakineh de ser apedrejada por adultério, porém o regime agora diz que irá enforcá-la pelo assassinato do seu marido -- uma acusação que foi oficialmente removida 4 anos atrás. Duas semanas atras, a televisão iraniana mostrou imagens embaçadas e difíceis de ouvir, de uma confissão da Sakineh. Os advogados dela dizem que a confissão foi forçada após 2 dias de tortura.

Apesar do cenário sombrio, o fato do regime se dar ao trabalho de mostrar o caso em rede nacional, mostra que o nosso chamado por justiça teve uma forte repercussão. E nós sabemos que a pressão está funcionando além da Sakineh, semana passada o Irã rapidamente reviu e reverteu outras sentenças de apedrejamento para enforcamento e chicotadas para duas mulheres, uma de 25 e outra de 19 anos. E enquanto a opinião pública iraniana pode ser influenciada por estas táticas, o Iran sabe que está abalando o seu relacionamento com os seus dois únicos aliados, a Turquia e o Brasil, ao negar para a Sakineh. A esta altura tudo que eles querem é encerrar este caso.

O julgamento da Sakineh foi um deboche da justiça até mesmo para os padrões iranianos. Se nós mantermos a pressão, há ainda uma chance de invalidar a sentença dela, o tribunal irá tomar uma decisão esta quarta-feira sobre a acusação de assassinato – e sem dúvida a decisão será mais política do que jurídica.

Vamos inundar as embaixadas ao redor do mundo com telefonemas, mensagens de voz e visitas. Eles terão que reportar os contatos à Teerã, quer terá noção da preocupação global em torno do caso. Os líderes do Irã dizem que a campanha pela Sakineh é uma cruzada ocidental, mas a comunidade da Avaaz está no mundo todo, e nós podemos mostrar que esta não é uma cruzada ocidental contra o Irã, mas sim uma campanha global por justiça. Abaixo está uma lista com os telefones das embaixadas iranianas. Veja também abaixo o que falar ao telefone, leva só dois minutos para ligar.
Juntos nós ajudamos a Sakineh a passar de uma vítima quieta de uma punição arcaica para um símbolo da luta pela justiça ao qual até os líderes mais poderosos do Irã tem que responder. A situação da Sakineh ainda é grave, porém é na sua hora mais sombria que a esperança tem mais força. Nós assinamos a petição e doamos para uma campanha de publicidade. Agora vamos pegar o telefone. Veja abaixo os números e o que falar.

Com esperança,

Ricken, Paula, Graziela, Pascal, Emma, Rewan, Ben, Alice e toda a equipe Avaaz

Veja os telefones das embaixadas (com números alternativos em parêntesis):

Portugal: (+ 351) 21 304 1850
Brasil: (61) 3242-5733 (3242-5124 / 3242-5874)
Espanha: (+ 34) 91 345 01 12 (91 345 0116 / 91 345 0652)


Se eles não atenderem, não se preocupe, significa que eles entenderam o recado – e vamos deixar os telefones tocar sem para. Se você não sabe o que dizer, não se preocupe, o telefonema em si é mais importante, mas veja 3 pontos simples para falar:
1. Você está aliviado que a sentença da Sakineh de morte por apedrejamento foi anulada, mas pede que o governo garanta o fim do apedrejamento no Irão.

2. Você está preocupada(o) que o julgamento da Sakineh não foi justo em relação à acusação de assassinato já que esta acusação havia sido anulada em julgamentos anteriores e pede a libertação imediata da Sakineh.

3. Peça para o governo iraniano dar um exemplo de justiça neste e em outros casos, adotando medidas para que nenhuma pessoa, sob a lei iraniana, seja executada por adultério, seja por apedrejamento ou qualquer outro tipo de execução. "

domingo, 22 de agosto de 2010

SENTIR OU NÃO SENTIR, EIS A QUESTÃO...

“Sinto, logo existo”

Sentir é porventura a actividade humana mais primordial, mas também a mais subestimada numa cultura da extroversão como é aquela em que vivemos. Em vez de subestimada, podemos dizer ignorada. Recalcada será a palavra mais justa. A maior parte do tempo, uma grande parte de nós, não sabe, pura e simplesmente, aquilo que está a sentir. Não estamos em contacto com as nossas emoções. Como se diz em Astrologia das Luas em signos de fogo, quando as nossas emoções negativas começam a dar sinal de si, temos de agir, de fazer qualquer coisa que nos impeça de as sentir. Vamos às compras, ou ligamos a televisão. Para rirmos e chorarmos com as histórias da vida alheia, nos talk shows ou nas novelas. E sentimos as emoções d@s outr@s para esquecer as nossas. Sentimos por interposta pessoa, por assim dizer. Porque estamos sentad@s em cima do buraco negro das nossas emoções sem as vermos, ou melhor, sem as sentirmos, e temos horror à solidão, ao silêncio, que é quando se abre o tal fosso e caímos num vazio insuportável.


Devo dizer que este tema me foi sugerido por um post de Rosa Leonor Pedro que falava da “obrigatoriedade” de nos sentirmos alegres e da pretensa “proibição” de nos sentirmos tristes – imposições duma cultura da extroversão, como é a nossa (de acordo), com os livros de autoajuda, dizia a minha amiga, a ajudarem (passe a redundância) à festa… Foi aqui que me senti “picada”, claro, pela falta de coincidência dos nossos pontos de vista.
Um dos exercícios sugeridos no Método Louise Hay, de que sou facilitadora, é precisamente perguntarmo-nos com regularidade: “Como é que eu me estou a sentir, aqui, agora, nesta situação?”. Portanto, ninguém é instigado a fugir às emoções, nem tão pouco a fingir que está tudo bem. A nossa capacidade de sentir é um mecanismo demasiado precioso (é a nossa bússola) para ser ignorada.
Lembram-se do lema, “Vai aonde te leva o coração”, que serviu de título a um livro de Susana Tamaro? Pois é, “Vai aonde te leva o coração” é o mesmo que dizer: “Escolhe sentir-te bem, escolhe a alegria. E faz o que for preciso para viver nessa vibração”. Este é o grande desafio e a grande ruptura.
Sim, porque o paradoxo é este: parece que vivemos numa cultura da extroversão, da exaltação da juventude, da festa, do bronzeado, do botox, mas convenhamos, ninguém tem ilusões sobre isso, todos sabemos que se trata essencialmente de estratégias de marketing. São os valores que incitam ao consumo. Portanto, coisa de gente pouco consciente, inteligente ou criteriosa.

A tristeza como valor seguro
Porque todos sabemos que os pressupostos em que assenta a nossa cultura não são de molde a sustentar alegria nenhuma. Somos seres pequeninos, limitados, mortais, “cadáveres adiados”, vítimas do governo, das finanças, dos ladrões, da doença, de amantes infiéis, minados pela culpa, pelo medo, pelo ressentimento, sentindo-nos isolados, separados uns dos outros, uns contra os outros … Bolas! Muito fazemos nós!... A verdade é mesmo que não temos como, não temos meios para sustentar a alegria, que para mais é um sentimento da alma. E o que é da alma no meio disto tudo?
Portanto, sejamos realistas, inteligentes e elegantes e choremos umas valentes lágrimas. Isso sim é de gente séria e confiável.

Os fundamentos da alegria

Agora sabem o que dizem os tais livros de autoajuda? Basicamente, aqueles que conheço, e são alguns, dizem muito sinteticamente coisas como: embora vivamos na ilusão da separação, somos todos um e todas uma, somos tod@s @ mesm@. Em essência, somos seres profundamente amorosos. O amor é a energia que move o universo. Somos ilimitad@s e imortais. Somos Deus/a a fazer experiências na matéria. Embora ainda o ignoremos, temos à nossa disposição os recursos dum deus, ou duma deusa!

O grande segredo da alegria
A gratidão.
Obrigada, Rosa Leonor, por me ter sugerido esta reflexão. Obrigada a este meio electrónico de que agora escolho ver em primeiro lugar a parte boa, a que me permite ter voz e ser publicada na hora, partilhando convosco esta reflexão. Obrigada a tod@s vocês que têm a paciência e a generosidade de ler o que escrevo.
Ah, e quando a tristeza vier, saibamos também agradecer-lhe, porque sem ela como reconheceríamos a alegria?

sábado, 14 de agosto de 2010

PARTO ORGÁSMICO



"Um parto orgasmico é possível! Conheço muitas mulheres e aqui msm perto de casa que o tiveram! Todo o mecanismo hormonal do corpo está criado para isso mesmo! Os hospitais e a obstetrícia altamente interventiva é que não querem nem o podem admitir :) Mas sim há muitos bebés a nascer em pura luz e puro amor nas mais altas frequências. Em Portugal há a Humpar uma associação da qual faço parte e que ajuda as mulheres que querem tomar este caminho." Ana Alpande

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

MULHER PODEROSA PROCURA HOMEM PODEROSO



PROJECTO DE CRIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS HOMENS PORTUGUESES

Um homem, com o devido respeito, terá gostado tanto do meu texto sobre compostagem que me convidou para escrever outros do mesmo género para a associação de mulheres portuguesas que ele próprio criou. Uma associação devidamente acreditada pelo sistema. Muito bem. Confesso que o meu ego, até a estranheza se instalar, gozou o seu pedaço. O máximo.


Quando a estranheza se instalou, foi assim: o que pode levar um homem a criar uma associação de mulheres? Ah, ele disse-me que o seu objectivo era prestar homenagem às mulheres portuguesas. Bem merecem, lá nisso estamos de acordo.
E este senhor, com o devido respeito, não é o único. Já me cruzei no Facebook com alguém que apresentava no seu curriculum a criação de sete grupos, sendo o primeiro deles Mulheres
Poderosas. Ena! Poder outorgado por ele, certamente… (não, não vou falar dos atributos físicos do senhor… mas sim, era muito giro…).

Ajudem-me agora, por favor, a montar o cenário ao contrário para ver como fica. Então, eu, mulher, crio a Associação dos Homens Portugueses com o objectivo de lhes prestar homenagem. Que tal vos parece? Compram a ideia? Querem levar a coisa para a frente? E depois, o que é que eu faço? Convido os meus amigos que escrevem bem para escreverem textos à medida dos meus gostos? Ai, ai, ai… que eles mandavam-me logo fava, porque, inteligentes, prezam muito a sua liberdade de expressão na qual não admitem a mais pequena beliscadura… Continuando, a seguir crio o Movimento dos Homens com Cancro da Próstata e depois convido todos os homens que conheço para aderirem à minha associação? Faço?

” Não te metas nisso – já vos estou a ouvir -, não tem sentido nenhum e ainda te podes dar mal”. Ok, já percebi.
É que os homens não são nenhuns bonzinhos, vitimizados e carentes de validação do género oposto. Eles já vivem num sistema que idolatra o masculino, são os donos do sistema, que foi feito à sua imagem e semelhança, e não me reconhecem qualquer autoridade nem competência para os representar. E fazem muito bem, porque é exactamente isso que eu penso em relação a eles.
Ah, e iam perguntar-me, que na sua grande maioria não são parvos nenhuns, “O que é que tu
sabes sobre ser um homem, que experiência tens da coisa para vires agora com essa da Associação dos Homens Portugueses? E, diz-nos lá, aonde queres chegar com isso, pode saber-se?”. E, claro, eu, educada na humildade (ainda bem) e na obediência (ainda mal) ficaria sem graça e nunca teria a lata de avançar com a ideia.

Mas aqueles valentões, frente a mulheres boazinhas, bonitinhas, gratas e convenientes, não têm medo nenhum e avançam: Associação de Mulheres, sendo eles homens; Associação de Sofredores, tendo eles pavor a admitir que estão a sofrer; Associação dos Choradores, tendo eles sido proibidos de verter lágrimas; Associação dos Homens que Sabem Resolver Conflitos pelo Diálogo e pela Negociação sem Perder a Autoridade, adorando eles a lei da bala; Associação dos Homens Passadores de Camisas a Ferro, tendo eles horror às tarefas comezinhas e “femininas” e à auto-suficiência; e por aí fora…

Agora a sério, vou dizer-vos um segredo que não pretendia revelar aqui, mas vejo-me forçada a isso. Sabem o que é que nós mulheres queríamos mesmo? Era ver grupos de homens que investigassem a fundo, nos anais da nossa história humana, vestígios, que os há de certeza, do que será isso de ser um HOMEM de verdade, e depois viessem ensiná-lo aos outros homens em associações, academias, universidades, assembleias de repúblicas, ginásios, clubes de futebol, centros de novas oportunidades, bares, facebooks, por todo o lado.
Este, acreditem-me que já cá ando há cinquenta e oito anos e meio e sei do que falo, é um dos mais profundos desejos da alma duma mulher, cavalheiros!
Ainda não desistimos de vocês, sabiam? São demasiado preciosos para isso. Amamos-vos demais!


Vá, com muito amor, hoje mais galhofeiro, porque uma boa gargalhada cura tudo, até desaforo…

Nota: Vou revelar ainda outro segredo. É sobre os meus textos. Não sou bem eu quem decide qual é o texto que vou escrever, é o próprio texto que, de vez em quando, aparece não sei de onde e, cheio de urgências, me diz: “Pega na caneta e escreve-me!”. Não se isto é bom ou mau. É assim.

Imagem: Hera e Zeus (ou será Juno e Júpiter?)


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A ÚNICA SAÍDA É PARA DENTRO!


Acabo de abrir esta mensagem e para mim fez tanto sentido que resolvi partilhá-la convosco:
UM FRAGMENTO DO BOLETIM DO SURF DA SOLARA PARA AGOSTO DE 2010
~ Enfim Livres! ~



"Nós ainda estamos viajando na curva entre as nossas coordenadas antigas e as novas. No entanto, agora a curva começa a endireitar-se. Nós finalmente iremos encaixar em nossas novas coordenadas por volta da época da Ativação do Nono Portal em 25 de Outubro. A Mudança de Coordenadas exigiu uma total recalibração de nossas paisagens interiores e exteriores. Ela desencadeou um processo extremamente minucioso de deixar ir.

O nosso contínuo emergir como Seres Verdadeiros também está tendo um efeito profundo sobre tudo o que estamos experimentando atualmente. Tudo o que é falso ou irreal está sendo empurrado para fora de nossas matrizes pessoais. Tudo o que não está alinhado com a Verdade está sendo arrancado. O escopo deste soltar é absolutamente sem precedentes. É muito maior do que possamos imaginar atualmente. É incrivelmente completo.

Durante a nossa passagem pela dualidade, nós éramos como compactadores de lixo, pondo para dentro montes de lixo durante anos e anos, por vidas, até que as montanhas de emoções reprimidas, corações partidos, lembranças, medos, crenças descartadas e um emaranhado de experiências foram empilhados dentro de nós em camadas firmemente comprimidas. Em Julho, nós sentimos uma urgência para levarmos as coisas a sério e levamos o processo do deixar ir para um nível totalmente novo. Nós erguemos a tampa enferrujada dos nossos compactadores de lixo internos e começamos a remover o lixo compactado, camada por camada.


No início, este trabalho era pesado e sujo e freqüentemente nos derrubava e só podíamos realizá-lo em pequenas quantidades. Às vezes, ele era tão intenso que parecia que estávamos sendo operados. Mas, conforme mais camadas foram sendo retiradas, tornou-se cada vez mais fácil. Conforme os nossos seres foram aliviados de todas as coisas velhas e comprimidas o processo de desapego do passado tornou-se realmente energizante e divertido!



Agora, estamos chegando às camadas super compactadas, as que estavam tão escondidas no fundo que havíamos esquecido que estavam lá. Estas são as que mais precisam ser removidas. É absolutamente necessário limparmos estes velhos padrões inconscientes, ações, motivações, medos e emoções reprimidas. Nós não mais podemos ser inconscientes sobre o que está dentro de nós.


Felizmente este é o momento perfeito para fazermos isso. A diferença agora é que todos os elementos expirados dentro de nós e dentro de nossas vidas realmente querem nos deixar. Nossa Verdade realmente quer sair. Todo o nosso lixo compactado sabe que não pode permanecer no corpo de um Ser Verdadeiro. É por isso que nos estão sendo dadas tantas experiências perfeitas e oportunidades de ouro para dragar as camadas inferiores. Este é o enorme término do velho. Nós podemos agora dar-nos permissão para liberar o peso de no passado - de nossa jornada inteira. Está tudo bem. Nós podemos deixar isso ir. Nós não precisamos levá-lo conosco por muito tempo.

Temos que unificar nossos seres como nunca antes e, simultaneamente, habitar a vastidão e o físico no momento presente. Não podemos continuar a saltar para trás e para frente entre a dualidade e a Unidade, porque é simplesmente demasiado doloroso. É hora de vivermos na Realidade Ultra Maior, todos os dias.

Seres Verdadeiros sabem como navegar Fora do Mapa, mas os nossos eus menores baseados na dualidade não sabem. É por isso que tantas pessoas estão se sentindo perdidas neste momento. Porque os seus eus menores baseados na dualidade não conseguem ver onde eles estão indo, fazendo-lhes sentir perdidos e sem qualquer controle sobre suas vidas.

Neste momento, há uma onda criativa enorme pulsando para fora do AQUI e AGORA expandidos. É um fluxo poderoso de certeza total que nos alinha em nossa Verdadeira Direção. Quando nadamos nesta corrente forte de Verdade, Tudo é Possível. Este é o lugar onde os avanços abundam e os melões caem em nossas mãos estendidas.


Tudo está acontecendo no AQUI e AGORA expandidos. O lugar para estarmos é em nosso corpo físico no Planeta Terra. Este é o lugar onde é preciso colocar toda a nossa atenção. Não em outros mundos, não nas estrelas, não em experiências passadas, mas no AQUI e AGORA expandidos.

A ÚNICA SAÍDA É PARA DENTRO! "

domingo, 8 de agosto de 2010

MÃO, ISTO MÃO É O QUE PARECE...


Coerência e verdade são o que mais desejo para a minha vida. E imagino que não seja a única pessoa a querer o mesmo… Nesse sentido, tento que amar a Vida, amar a Natureza, a Mãe Terra, seja algo cada vez mais efectivo, com tradução no plano concreto. Tornar a minha vida sustentável, não usurpar para mim só recursos suficientes para muitas outras pessoas, viver no plano concreto com sentido de responsabilidade, é o passo seguinte depois de treinar muito para tomar consciência da minha própria respiração...
À partida, parece não ser fácil, mas depois pode até tornar-se uma aventura empolgante e divertida. Onde foi produzida a roupa que visto, quem a fabricou e em que condições, quanta poluição gerou, quanto combustível foi necessário queimar no seu transporte até mim? E por aí fora com os outros produtos todos… São muitas questões, mas pretendo começar (já comecei, por sinal) por partes.
Capítulo lixo. Primeira constatação: o conceito de “lixo”, para mim, está a mudar. Em vez de “coisa nojenta e sem qualquer valor”, passou a “matéria prima”. Eu sei, este raciocínio pode conter perigos, uma vez que a primeira coisa que devo fazer é EVITAR produzi-lo e a última… apaixonar-me por ele! E é incrível a quantidade de plásticos que acumulo numa semana. Tanta embalagem e sobrembalagem! Mesmo evitando, sempre que posso, trazer mais sacos e saquinhos de plástico para casa (às vezes com alguma doutrinação pelo meio), quando dou pelo meu saco do lixo plástico está a abarrotar… Papel, idem.
Mas há agora um lixo que acho o máximo, sobretudo depois de ter visto o milagre das minhas orquídeas da varanda. Trata-se do lixo orgânico, dos restos dos alimentos crus, folhas e flores velhas que retiro das plantas, borras do café… Bom, esse conservo-o religiosamente numa caixa de plástico (ui! esta palavra...) no frigorífico, e ao fim-de-semana tenho a oportunidade de o colocar num compostor que produziu a terra com que este ano as minhas plantas se deliciaram. É só então que o meu precioso lixo pode ir juntar-se ao composto porque ainda não encontrei um pequeno compostor de varanda de apartamento…
Trata-se dum processo alquímico como outro qualquer, em que, ao fim de vários meses, aquela mistura de terra (pode ser a velha terra dos vasos), palha, restos de cozinha crus e do jardim, mais alguma água, produz um húmus que as plantas adoram. Ficamos com aquela sensação do velho Lavoisier de que “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”, mas agora pela nossa mão, por assim dizer… Afinal aquelas cascas de batata, de maçã, folhas de couve e borras de café… contêm elementos riquíssimos e é uma autêntica falta de respeito não lhes dar o destino que a sua dignidade merece.
Há um blog que recomendo vivamente:

http://365coisasquepossofazer.blogspot.com/

As Bênçãos de Gaia para tod@s.
Luíza Frazão

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MORANGOS... AMARGOS!


Este é o texto tal como chegou até mim via e-mail. Não tenho maneira de comprovar se as afirmações e os dados que são fornecidos correspondem à verdade, mas... do conhecimento que temos do mundo e da realidade, ia apostar que sim. Sugiro que confirme, caso tenha dúvidas.
Sabemos que o planeta está a saque e que, para pagar o tal bem-estar a que acedemos nos últimos anos, temos um único planeta, já a acusar sinais de alto desgaste. Mas continuamos alegremente a comprar... porque é... barato! Pensamos nós. Como as crianças...
Se considera importante, divulgue! Ah, melhor que isso, cultivemos a nossa própria horta, tornemos a nossa vida sustentável!!! Aprendamos sobre PERMACULTURA!

"Morangos...
Leia, pela sua saúde !!!!
Morangos espanhóis, a nossa saúde, os outros e o ambiente...
O que já se sabe há demasiado tempo sem que ninguém faça nada
Será que os morangos espanhóis cultivados em estufas são comestíveis? A resposta é "NÃO"!

... se o único problema destes morangos produzidos em estufas fosse a falta de sabor, ainda nos poderíamos dar por felizes... Infelizmente, estes morangos apresentam outros problemas bem mais graves, a começar pelo facto de o seu cultivo cobrir cerca de seis mil hectares, dos quais uma grande parte alastra já ilegalmente pelo parque nacional de Doñana, uma extraordinária reserva de aves migradoras e nidificadoras da Europa - embora o poder regional a isso feche os olhos.
Para que estes morangos cheguem aos mercados europeus, devem ser transportados por camião e percorrer milhares de quilómetros. Cerca de 16.000 camiões fazem os percursos por ano. A uma média de dez toneladas por veículo, esses
morangos valem o seu peso em CO2 e gases nocivos ao ambiente e ao homem.

Mas os perigos desta agricultura não são só estes. Sabe o leitor como é que estes morangos espanhóis são cultivados? O morangueiro é uma planta vivaz que produz durante vários anos. Contudo, os morangueiros destinados a esta produção em estufa fora da época são destruídos todos os anos. Para dar morangos fora de época, as plantas produzidas "in vitro" são colocadas em frigoríficos no pino do Verão, a fim de simular o Inverno, o que activa a produção. No Outono, a terra arenosa é limpa e esterilizada, e a microfauna destruída por meio de bromometano (brometo de metilo) e de cloropicrina. O bromometano é um poderoso veneno proibido pelo protocolo de Montreal sobre os gases nocivos à camada de ozono.
A cloropicrina, composta de cloro e de amoníaco, não é menos perigosa, pois bloqueia os alvéolos pulmonares. Os morangueiros são cultivados em terreno coberto por plástico preto e a irrigação inclui fertilizantes, pesticidas e fungicidas. Quanto à água de irrigação, provém de furos artesianos - dos quais mais de metade já foram instalados de modo ilegal.


Tudo isto está a transformar esta parte da Andaluzia numa savana seca, provocando assim o êxodo das aves migradoras e a extinção dos últimos linces pardel, pois estes pequenos carnívoros (dos quais somente uma trintena deve subsistir ainda na região) alimentam-se de coelhos, animais também em vias de desaparecer. Por outro lado, para arranjar lugar para os morangueiros, já foram arrasados pelo menos 2.000 hectares de floresta.
A produção e a exportação destes morangos produzidos em Espanha começa um pouco antes do
fim do Inverno e termina nos princípios do mês de Junho.
Os trabalhadores devem nessa altura voltar às suas casas ou exilar-se algures em Espanha. Se contraíram doenças por causa dos produtos nocivos que respiraram, têm o direito de se tratar... à sua própria custa. A maior parte dos produtores destes morangos espanhóis utiliza mão-de-obra marroquina, trabalhadores sazonais ou clandestinos, mal pagos e alojados em condições precárias. Para se aquecerem à noite durante o Inverno, este trabalhadores queimam os
resíduos dos plásticos que cobrem os morangueiros. De qualquer modo, todos os anos no fim da época desta cultura, as cinco mil toneladas de plásticos utilizados serão levadas pelo vento, enterradas de qualquer maneira e em qualquer sítio, ou queimadas no local... Não será necessário dizer que nesta região da Andaluzia, onde prospera esta aberrante agricultura, as doenças pulmonares e de pele estão em franca progressão. Quem se preocupa com isso? Ninguém!
Por que razão os meios de comunicação não falam sobre o assunto? Mistérios do que não é política e economicamente correcto...
Quando a região tiver sido completamente vandalizada e a produção se tiver tornado demasiado onerosa, os produtores transferirão tudo para Marrocos, país onde aliás já começaram a instalar-se... Mais tarde, irão provavelmente para a China... A população europeia ainda em vida encontrar-se-à doente ou no desemprego... mas feliz por comprar
produtos baratos...

Que podemos fazer para combater esta tendência? Cada um de nós é livre de agir em consciência e com conhecimento de causa: comprar ou boicotar a compra de qualquer artigo que não seja produzido em conformidade com as leis da natureza e/ou dos direitos humanos.
Todos podemos escolher fazer um boicote pessoal. E se a maioria dos cidadãos assim procedesse, os grandes "tubarões" da economia seriam obrigados a mudar os seus métodos, sob pena de também eles porem em perigo a sua própria existência.

A escolha está nas mãos de cada cidadão!"

terça-feira, 3 de agosto de 2010

AUTOSSUPERAÇÃO


OS SETE PASSOS PARA A SUPERAÇÃO DO CONTROLO DO EGO
Aqui estão sete sugestões para a/o ajudar a transcender os conceitos enraizados do orgulho. Foram escritas com o intuito de preveni-lo contra a falsa identificação com o ego orgulhoso.
Dr. Wayne W. Dyer

1. Pare de se sentir ofendida/o
O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizada/o. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreçam, irá encontrá-las em cada esquina. É o ego no controlo a convencê-lo de que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo, que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Assim como nos lembra o Curso Em Milagres, a paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva à agressão, ao contra-ataque e à guerra.

2. Abandone a necessidade de vencer

O ego adora dividir-nos entre vencedores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contacto consciente com a intenção. Porquê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais cheias de sorte, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará por se sentir insignificante e sem valor diante delas.
Você não se resume às suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e de se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa de ser assim nos seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos partilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, a sua atuação esteve num certo nível comparada com outras. Mas cada
dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia, ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se o seu corpo não está a responder de forma vencedora, não importa, significa que você não está a identificar-se unicamente com o seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais no seu caminho quanto menos as desejar.
3. Abandone a necessidade de estar certo

O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona a julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego: “Não sou teu escravo. Quero tornar-me generosa/o. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê-se a si própria/o oportunidade de se sentir bem, dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-lhe por ela a/o direccionar ao caminho da verdade”.
Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; “Quero estar certo ou ser feliz?” Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver.
4. Abandone o querer ser superior

A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projectar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que os levam para longe da intenção. O Curso em Milagres aborda essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.

5. Deixe de querer ter mais

O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.
A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrua suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.
6. Abandone a ideia de si baseada nos seus defeitos
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7. Deixe a sua reputação de lado
A sua reputação não está localizada em si. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controlo algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direccionar a sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está a ser guiado pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu carácter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa. Ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!

Fonte: http://hankarralynda.blogspot.com/