sexta-feira, 30 de julho de 2010

Existe uma Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?


Em 1982 ocorreu um fato muito importante. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20. Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, você provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.
E há muitos que pensam que o que ele descobriu pode mudar a face da ciência.
Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separe. Não importa se está distância é de 10 pés ou de 10 bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a por muita tempo sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect .

Mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais.

Lia mais aqui

quarta-feira, 21 de julho de 2010

FREQUÊNCIA - PENNEY PIERCE


"Nós somos fundamentalmente seres de energia vivendo num oceano de energia – o campo unificado. Este campo está a ser acelerado em termos de frequência e nós estamos a sentir os efeitos por um acrescento da nossa vibração pessoal. Alguns de nós damos resposta através de um sentimento de irritação e pânico enquanto outros se elevam a níveis mais altos de consciência. O tempo parece estar a acelerar enquanto a ciência nos diz que a ressonância básica do planeta está a aumentar. Tudo isto faz parte de um processo de evolução em larga escala, e para os seres humanos, é um tempo de grande transformação pessoal. Período de grande entusiasmo, sim, mas ao mesmo tempo pode ser extremamente confuso e assustador.



Para nos sincronizarmos com a terra, o campo unificado, e este processo de transformação, devemos aprender a usar a nossa mais alta sensibilidade assim como o nosso modo mais recente e original de percepção. Devemos aprender a deixar-nos cair dentro dos nossos próprios corpos e sentir a vida, passar a ser Uno com a energia que está presente em cada momento." (Penney Peirce)

Na entrevista que se segue, em vídeo, dividida em 4 partes, Penney Pierce fala do seu livro (já traduzido em português e editado pela “Sinais de Fogo”) “FREQUÊNCIA – O Poder da Vibração Pessoal”.

"Em "Frequência", Penney Peirce revela-nos como é possível sentir a vibração pessoal, operando intencionalmente com a energia de modo a transformar a nossa vida. Ao aprendermos a encontrar a "frequência pessoal" - a vibração superior, a vibração mais natural que podemos encontrar - maximizamos a clareza, minimizamos o esforço e descobrimos novos talentos e aptidões. Acordar para a nova realidade que a frequência superior revela permitir-nos-á melhorar profundamente as relações, encontrar soluções eficazes para os problemas e materializar uma vida que contém tudo aquilo de que necessitamos. “Frequência” mostra-nos como é possível lidar com o "estado" de energia, de forma a respeitarmos o destino e colhermos os frutos da vida para a qual fomos verdadeiramente talhados. Penney Peirce apresenta-nos aqui um novo território, explorando a dinâmica da energia, a ressonância pessoal e a nossa ultra-sensibilidade cada vez mais acelerada. Uma pequena mudança de frequência, é muitas vezes, o único requisito para que a depressão dê lugar à paz, o medo ao entusiasmo e as situações complexas aos resultados mágicos."

Nota: A entrevista não está traduzida para português

Frequency: the Power of Personal Vibration (Part 1)
http://www.youtube.com/watch?v=ILYMesSb-x0

The Connection between the Heart and your Frequency (Part 2)
http://www.youtube.com/watch?v=f7GW2xPxihQ&NR=1

The consequences of living in the Home Frequency (part 3)
http://www.youtube.com/watch?v=siMZCScLrDs&feature=related

Enlightenment, the Female Way! (part 4)
http://www.youtube.com/watch?v=cdyXem9e1OY&NR=1

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SEMANA DA EXPERIÊNCIA NA COMUNIDADE DE FINDHORN

A minha ida a Findhorn, no nordeste da Escócia, foi a realização dum sonho, velho de mais de 10 anos, creio que com início no momento em que li “Travessia para Avalon”, de Jean Shinoda Bolen. Fiz a chamada Semana da Experiência, que deve preceder qualquer outra actividade que se venha a fazer neste lugar.


É fácil pesquisar na Internet sobre a Comunidade de Findhorn, famosa no mundo inteiro, criada no início dos anos 60 pelo casal Eileen e Peter Caddy e a sua amiga Dorothy Maclean (ainda viva e a residir aqui). Uma história muito bonita de pessoas que foram aonde o seu coração as levou, criando uma obra que não cessou de crescer desde então, irradiando para o mundo inteiro uma fantástica energia de esperança, que tem sobretudo a ver com o desenvolvimento de relações correctas e amorosas entre todos os seres humanos e entre estes e a natureza. O seu trabalho na área do ambiente e da sustentabilidade valeu-lhe o reconhecimento das Nações Unidas, e pessoas do mundo inteiro vêm actualmente aqui em busca de inspiração e de know how para propagar pelo globo princípios semelhantes.

Uma das condições essenciais para se permanecer na Comunidade de Findhorn, entretanto, é ter-se uma vida espiritual activa, independentemente do tipo de religião ou de crença.

Embora a Comunidade (e também Fundação) não se limite a um único espaço físico – a poucos quilómetros existe Cluny, o hotel onde inicialmente trabalhavam Eileen e Peter Caddy – a nossa semana decorreu essencialmente no Parque de Findhorn, um espaço repleto de árvores, jardins e hortas, que inexplicavelmente crescem e vicejam num terreno muito inóspito à partida. Ao lado, uma base aérea com um ruidoso movimento que apenas parece perturbar os visitantes menos centrados.


Cerca de 300 pessoas vivem aqui, nas várias zonas residenciais que compreendem sofisticadas habitações ecológicas, caravanas, casas simples de madeira, casas sobre rodas, e as famosas casas feitas com barris de whisky escocês… Outras ainda, como o Santuário da Natureza, onde todas as manhãs se podem ouvir (e cantar, quem sabe…) cânticos de Taizé, semi-escavadas na terra.

A Semana da Experiência decorreu bem preenchida com actividades diversificadas: danças circulares sagradas (uma especialidade de Findhorn), jogos, reflexões, partilha, passeios e trabalho, “amor em acção”. A cada um(a) foi atribuído o seu posto de trabalho, respeitando tanto quanto possível a nossa vontade. Escolhi, juntamente com duas outras companheiras, a cozinha de Cluny, onde lavei louça e preparei legumes durante três tardes. Na manhã de quarta-feira, todos fomos até à horta principal, onde arrancámos ervas, fizemos camas de palha para as abóboras e curgetes e lavámos as estufas.


Comida vegetariana abundante, variada e deliciosa.

Pessoas do mundo inteiro vêm aqui para estudar diversas matérias relacionadas sobretudo com ambiente e sustentabilidade, educação e vida comunitária ou fazer trabalho voluntário…


Um tema em particular fascinou-me mais que qualquer outro: a PERMACULTURA. Beatriz Gutierrez, uma jovem espanhola de Tenerife, engenheira agrónoma, fez-nos uma introdução ao tema e levou-nos até à sua casa, feita dum barril de whisky, e à sua horta/jardim, delicadamente plantada mais “sobre” a terra do que” na” terra, uma vez que neste tipo de agricultura não se cava o solo. E de repente percebemos que também uma exuberante flora silvestre desponta todas as primaveras sob os nossos pés sem que ninguém tenha para isso cavado a terra… A ideia é imitar a natureza; não explorá-la e esgotá-la, mas viver em harmonia com ela da forma mais amorosa e cooperante possível, para que a vida possa permanecer (daí o termo “permacultura”), para que a nossa presença sobre o planeta não o massacre e esgote, o que acabará por tornar impossível a nossa sobrevivência. É todo um estilo de vida que consiste em reciclar tudo, aproveitar tudo, vivendo de forma simples e criativa, em estreito contacto com a natureza, usando o nosso engenho e criatividade para encontrar as soluções menos agressivas. Sem esquecer que algo que não nos dê alegria não é sustentável, como se diz por aqui… Beatriz é igualmente ceramista (a cerâmica de Findhorn está presente por todo o lado e é lindíssima) e terminámos a noite na sua earth lodge, uma espécie de tenda escavada no chão, à volta duma fogueira, conversando sobre o tema e reverenciando a Mãe Terra.

O amor e o cuidado que se dispensa à natureza, o reconhecimento da existência de elementais (fadas, elfos, duendes…) cujo trabalho com as plantas se reconhece e agradece, faz com que aquele terreno arenoso, dunas do Mar do Norte, onde teoricamente nada se poderia cultivar, forneça alimentos quase suficientes para toda a Comunidade.
A propósito, a pegada ecológica de Findhorn corresponde a menos de metade da média britânica.



A sensação que temos ali é de profundo respeito, tolerância e liberdade; entramos e saímos de qualquer espaço sem que ninguém nos pergunte quem somos nem onde vamos. Podemos deixar os nossos pertences em qualquer lugar, certos de que a propriedade de cada um é respeitada. Podemos até ir à “boutique” e trazer qualquer peça de roupa ou calçado que nos faça falta e também deixar lá algo de que já não necessitemos…

Findhorn foi para mim uma maravilhosa experiência de expansão da consciência, uma saída do espaço/tempo comum e a revelação dum outro mundo, pleno de grandeza e de sentido, porque centrado no espírito e em harmonia com a alma, o que nos torna verdadeiramente um(a) só, com @s outr@s e com a natureza.


Imagens:
- A horta principal e os cavalos, que têm duas funções (no mínimo) importantes: aparam a erva e produzem estrume, usado como fertilizante;
- O grupo;
- Uma casa feita com um barril de whisky;
- No primeiro andar do Centro Comunitário.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ainda e sempre... MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS

“ A fauna silvestre e a mulher selvagem são espécies em risco de extinção.
Observamos, ao longo dos séculos, a pilhagem, a redução de espaço e o esmagamento da natureza instintiva feminina. Durante longos períodos ela foi mal gerida, à semelhança da fauna silvestre e das florestas virgens. Há alguns milénios, sempre que lhe viramos as costas, ela é relegada às regiões mais pobres da psique. As terras espirituais da Mulher Selvagem, durante o curso da história, foram saqueadas ou queimadas, com seus refúgios destruídos e seus ciclos naturais transformados à força em ritmos artificiais para agradar os outros. Não é por acaso que as regiões agrestes e ainda intocadas do nosso planeta desaparecem à medida que fenece a compreensão da nossa própria natureza selvagem mais íntima. Não é tão difícil compreender porque as velhas florestas e as mulheres velhas não são consideradas reservas de grande importância. Não há tanto mistério nisso. Não é coincidência que os lobos e os coiotes, os ursos e as mulheres rebeldes tenham reputações semelhantes. Todos eles compartilham arquétipos instintivos que se relacionam entre si, por isso, têm reputação equivocada de serem cruéis, inatamente perigosos, além de vorazes. A minha vida e meu trabalho como analista junguiana e cantadora, contadora de histórias, me ensinaram que a vitalidade esvaída das mulheres pode ser restaurada por meio de extensas escavações “psiquico-arqueológicas”,e, através de sua incorporação ao arquétipo da Mulher Selvagem, conseguimos discernir os recursos da natureza mais profunda da mulher. A mulher moderna é um borrão de actividade. Ela sofre pressões no sentido de ser tudo para todos. A velha sabedoria há muito não se manifesta. O título do livro, Mulheres que correm com os lobos, mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem, foi inspirado nos meus estudos sobre a biologia de animais selvagens, em especial os lobos. Os estudos de lobos Canis Lupus e Canis rufus são como a história das mulheres, no que diz respeito à sua vivacidade e à sua labuta. Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Têm experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e uma extrema coragem. No entanto as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes falsamente atribuído o facto de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor que os seus detractores. Foram alvo daqueles que preferiam arrasar as matas virgens bem como os arredores selvagens da psique, erradicando o que fosse instintivo, sem deixar que dele restasse nenhum sinal. A actividade predatória contra os lobos e contra as mulheres por parte daqueles que não os compreendem é de uma semelhança surpreendente. Foi por aí que o conceito do arquétipo da Mulher Selvagem primeiro se concretizou para mim: no estudo dos lobos. Estudei também outras criaturas como, por exemplo, os ursos, os elefantes e os pássaros da alma, as borboletas. As características de cada espécie fornecem indicações abundantes do que pode ser conhecido sobre psique instintiva da mulher.(…) Chamo-a Mulher Selvagem porque essas exactas palavras, mulher e selvagem, criam llamar o tocar a la puerta, a batida dos contos de fadas à porta da psique profunda da mulher. Llamar o tocar a la puerta significa literalmente tocar o instrumento do nome para abrir uma porta. Significa usar palavras para obter a abertura de uma passagem. Não importa a cultura pela qual a mulher seja influenciada, ela compreende as palavras selvagens e mulher intuitivamente. (…) quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma instintiva, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos exterior e interior. Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem, a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça, essa instrutora, mãe e mentora dá toda a sustentação às suas vidas interior e exterior. Portanto, o termo selvagem neste contexto não é usado no seu actual sentido pejorativo de algo fora de controle, mas no seu sentido original, de viver uma vida matriarcal, vida em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis. Essas palavras, mulher e selvagem, fazem com que as mulheres se lembrem de quem são e do que representam. Criam uma imagem para descrever a força que sustenta todas as fêmeas. Elas encarnam uma força sem a qual as mulheres não podem viver. O arquétipo da mulher selvagem pode ser expresso em outros termos igualmente apropriados. Pode-se chamar essa poderosa natureza psicológica de natureza instintiva, mas a Mulher Selvagem é a força que está por trás dela. (…mesmo a mulher presa com a máxima segurança reserva um lugar para o seu self selvagem, pois ela intuitivamente sabe que um dia haverá uma saída, uma oportunidade, e ela poderá escapar.). (…) A mulher selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto o destino. Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar do oeste para o leste, agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana. Significa exactamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade. Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria. Estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inato às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível. (…).


Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo, tanto do mundo visível quanto do oculto ela é a base. Cada um de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para a nossa vida.”

http://jardineriahumana.wordpress.com/mulheres-que-correm-com-lobos/