quarta-feira, 30 de junho de 2010

A oração do Dr. Masuru Emoto para curar o Golfo do México, no seguimento da maré negra


" Focando as nossas energias, em resposta à tragédia do Golfo do México, para curar as águas e os seus habitantes.
Com certeza que conhecem o Dr. Emoto - o cientista japonês que publicou as suas pesquisas extraordinárias sobre as características e as propriedades da água.
Entre outras coisas, as suas pesquisas demonstraram que a água se transforma fisicamente respondendo às emoções.

Actualmente, muitos de nós temos ressentimentos, dor, mágoa ou um misto de emoções quando consideramos o que se passa no Golfo do México.

As nossas emoções podem ser apropriadas, mas nós podemos ajudar muito mais o nosso planeta e os seus habitantes, oferecendo com sinceridade, poder e humildade a oração que o Dr. Emoto propõe.

Esta oração/intenção incorpora Ho'onoponopono, a antiga prática de reconciliação e perdão do Havai:

"Eu envio a energia de amor e gratidão, para a água e todos os seres vivos no Golfo do México e arredores. Para as baleias, golfinhos, pelicanos, peixes, crustáceos, plâncton, corais, algas e todas as criaturas vivas ....
Sinto muito
Por favor perdoa-me
Obrigada
Eu amo-te "

"Nós estamos a reenviar este pedido às pessoas, que acreditamos que possam estar interessadas em participar nesta oração e a enviar uma intenção pura de amor e de cura, que é tão grande, tão poderosa, que poderia fazer um milagre no Golfo do México.
Nós não somos impotentes. Nós somos muito poderosos. A nossa energia unida, recitando esta oração diariamente .... várias vezes ao dia... pode literalmente alterar o estado de destruição que está a acontecer.
Nós não precisamos de saber como , nós só temos que reconhecer que o poder do amor, é o poder mais poderoso e activo hoje no Universo.
Por favor, repitam connosco, sempre que possível, esta oração de cura do Dr. Emoto. Não hesitem em fazer circular esta mensagem pelo planeta. Vamos tomar o comando, e começar a nossa própria limpeza.
E assim é!
Passem a palavra ... "

(recebido por e-mail)

Ópera no mercado

Imagine mais de 30 integrantes da Companhia de Ópera de Filadélfia, no meio do povo num mercado, como transeuntes comuns, que de repente começam a cantar La Traviata…
Fascinante ver como a música une as pessoas, como elas ficam leves, alegres, com um acontecimento inesperado como este...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

VAMPIROS, DIZ VOCÊ?...


Por norma, não publico matérias deste teor, não gosto de carregar de energia coisas tão pesadas e negativas, prefiro dar essa mesma energia a assuntos mais positivos e radiosos. Acredito que mais do que nunca devemos ser "dissidentes do real"...
Mas, talvez por ter revisto na sexta-feira passada um dos filmes da minha vida, VATEL, que retrata uma sociedade francesa ainda longe da Revolução mas já tão explosivamente farta dos desmandos, abusos e predação da aristocracia, talvez por isso, achei oportuno dar a conhecer este texto.
Até quando vamos tolerar a predação desta nova "aristocracia" à Antigo Regime?

( ARTIGO DE OPINIÃO )

"Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.
Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar.
Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro.
Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros".

A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos.

Catorze anos depois desta lei "fascista", em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que
ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir "interpretações abusivas" permitindo "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma".

Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do "fascismo" (Lei 2105) ou do "gonçalvismo/comunismo" (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias.
Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos.

Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do
sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada
recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000.

O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à
luz há pouco tempo.
Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e...de Portugal.

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza! "
Autor desconhecido

sexta-feira, 25 de junho de 2010

26 de JUNHO, DIA FORA DO TEMPO

Alinhamento Galáctico amanhã, 26 de Junho.

Vale a pena ler a informação aqui:
http://travelecotour.com/expansao-da-consciencia/26062010-alinhamento-astral-no-solsticio-de-inverno/
...
(claro que o Solstício é de Inverno no hemisfério sul, Brasil no caso, e de Verão no nosso hemisfério...)

A tradução é péssima, mas poderá ler o original em inglês:

http://www.solara.org.uk/default.aspx

Em conclusão, amanhã será um dia MUITO ESPECIAL em que o mais importante é sentir o AMOR no coração. Então, tire o dia para se divertir, namorar, passear no campo ou na praia, fazer aquilo que lhe dá realmente prazer. E isso em nome da elevação da consciência planetária.

domingo, 20 de junho de 2010

Um escritor que engrandeceu a mulher

"...É A GRANDE, INTERMINÁVEL CONVERSA DAS
MULHERES, PARECE COISA NENHUMA, ISTO PENSAM OS HOMENS, NEM ELES IMAGINAM QUE ESTA CONVERSA É QUE SEGURA O MUNDO NA SUA ÓRBITA, NÃO FOSSE FALAREM AS MULHERES UMAS COM AS OUTRAS, JÁ OS HOMENS TERIAM PERDIDO O SENTIDO DA CASA E DO PLANETA." JOSÉ SARAMAGO, in MEMORIAL DO CONVENTO

"Mais do que um anjo, é uma mulher..." (definição de José Saramago para a sua mulher, a jornalista Pilar del Rio)



domingo, 13 de junho de 2010

A obsessão/prisão da forma

Ressonância mórfica - confirmação científica da nossa responsabilidade de cocriadores



Esta mensagem “Especial Diário 5” já traz a referência “ASSUSTADOR”... Sabemos que tudo isto é verdade, mas não podemos nutrir o que esta mensagem pretende fazer connosco: Desenvolver o MEDO, a RAIVA e o ÓDIO. São sentimentos que – como diz o Dalai Lama – “enfraquecem o nosso sistema imunitário” (o que, aliás, é confirmado cientificamente pela psiconeuroimunologia – uma área recente da Medicina).


Podemos optar pela atitude contrária e impor uma ressonância mórfica que influencie toda a humanidade pela positiva.


O biólogo inglês Rupert Sheldrake refere no seu livro "A New Science of Life" que há campos invisíveis de organização (campos mórficos) que controlam todos os sistemas. Sempre que um indivíduo de uma espécie aprende ou descobre um novo hábito, procedimento, atitude, isso repercute no campo mórfico de toda a espécie.


Um grupo de cientistas, acompanhando através de filmagens o comportamento de uma determinada espécie de macacos numa ilha do Pacífico, percebeu que um macaco jovem certa vez descobriu que, se lavasse as raízes na água do mar, elas ficavam limpas e mais saborosas. Quando um número x de macacos, por imitação, incorporou o novo paradigma, nesse exacto momento todos os macacos desta espécie, em todas as ilhas distantes e em todos os continentes, passaram a ter exactamente esse padrão de comportamento.

O fenómeno é explicado por Rupert Sheldrake como ressonância mórfica. Expressa claramente a única chance que a espécie humana tem de dar um salto quântico colectivo, a partir de uma massa crítica, isto é, a partir de um número mínimo de homens e mulheres conscientes, capazes de accionar essa ressonância e resgatar os demais para níveis mais coerentes de consciência.


“Recentemente, em Lisboa, assisti a uma reunião inter-religiosa numa mesquita. Esta foi a primeira vez que uma reunião inter-religiosa foi realizada numa mesquita. Após a reunião, fomos todos para o salão principal e meditámos em silêncio. Foi realmente maravilhoso. Por conseguinte, façam sempre um esforço pela harmonia inter-religiosa.” (Dalai Lama)


Segundo Sheldrake, "Experiências em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam". (São bastante comuns os casos de pessoas que tiveram ideias parecidas em tempos próximos). Sheldrake diz ainda que "A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mau". (Percebemos como os políticos, as televisões e os “media” em geral utilizam inteligentemente esse campo...).


Podemos então decidir se queremos desenvolver um campo mórfico com uma teia de MEDOS ou com uma teia de HARMONIA e PAZ INTERIOR.


Fernanda Barbosa

Imagem: Google


quinta-feira, 10 de junho de 2010

David Icke em Lisboa


O São Valentim português

Tronos e cascatas
"O menino Eros grego e deus Cupido romano foi rebaptizado pela industria norte-americana, e consequentemente pelo comércio globalizado, com o nome de São Valentim. Mas o nosso, o cá de casa, chama-se ainda Santo António. A piedade popular viu na figura deste homem que viveu no séc. XIII um santo amigo e protector, fazendo dele padroeiro dos amores e casamentos e, igualmente curioso, pedindo-lhe auxílio para reaver objectos perdidos ou furtados. Eu cá acho muito mais sofisticado e enternecedor oferecer manjericos com cravos e quadras declarando os gostos a quem se gosta, quando Junho aquece, que meros cartões arrebicados com corações e filetes dourados impressos a eito, no frio do Inverno. É que os manjericos, tal como os amores, e não como os cartões, devem ser cuidados todos os dias, sem descanso ou esquecimento, com água no prato e noites ao luar.

Outro ingrediente indispensável e mais elaborado ainda das celebrações em honra de Santo António são os altares de rua, em Lisboa conhecidos como tronos e pelo Norte como cascatas. Conta a história que o costume destes altares sazonais e públicos nasceu nos escombros do terramoto de 1755. A igreja de Santo António, junto à Sé, erguida, segundo a lenda, no lugar da casa onde nasceu Fernando de Bulhões, o homem que hoje conhecemos como Santo António de Lisboa, ruiu quando a cidade tremeu. E foi para arranjar fundos para a sua reconstrução que se começaram a fazer pequenos altares pelas ruas, pedindo “uma moedinha para o Santo António”. A igreja foi reconstruída, mas tão eficaz era a forma de peditório que a tradição perdurou pelos séculos seguintes nas ruas da capital. Às janelas, nas soleiras das portas, no topo de um caixotinho ou sobre um mísero banco (como ilustra a maravilhosa fotografia de Benoliel, datada de 1909, no Arquivo Fotográfico de Lisboa, consultável on line), lá surgem por sete dias, decorados por graúdos e acompanhados por miúdos pedinchões, os tronos ao santo douto e bom, e nosso também. Com um santinho no topo da escadaria, decorada com recortes de papel brilhante e colorido, e adornado por flores, lamparinas e manjericos cheirosos.


Eu, que nunca tive qualquer espécie de educação religiosa e cresci sempre a achar mais plausível ter sido o Homem a criar Deus e não o oposto, adoro altares. Em todos os países do mundo, fixo fascinada estas construções sentimentais, sejam os altares macabros do dia dos Mortos no México, as casinhas perfumadas de jasmim fresco nas ruas de Banguecoque ou os lingam sexuais hindus cobertos de flores e pós em cores intensas na Índia. Afinal, apenas a materialização dos anseios e medos dos homens, uma organização de símbolos decorativa, criativa e pessoal. Tão universal quanto lisboeta.

É por isso que nunca falho o meu altar doméstico de Santo António, num vão de janela, pedido vão ou talvez não de protecção e desejo de festa no fundo do coração.

Catarina Portas, Público, 09/06/2007

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Curar...

Interessante entrevista dada pelo dr. David Servan-schreiber sobre alimentação e cancro
(...)
Se não devemos pôr nem manteiga nem margarina na nossa torrada do pequeno-almoço, o que é que nos resta?
Azeite. É delicioso. Mas comer pão também não é uma grande ideia.

Mesmo pão integral?
O pão integral também não é a melhor escolha, tem de ser multicereais. E, mesmo assim, é muito mais aconselhável comer muesli (ou uma mistura de cereais e frutas) com um iogurte biológico ou de soja. Isso é que contém muitas coisas que vão estimular a saúde do nosso corpo, não o pão.

Só deveríamos comer produtos frescos?
O que é preciso evitar são os chamados ácidos gordos trans – que são gorduras que não ficam rançosas e, por isso, são muito utilizadas na indústria alimentar. Mas isso, toda a gente o diz. E se consumirmos conservas, é melhor escolher as que vêm em boiões de vidro. Também podemos comer alimentos congelados.

David Servan-Schreiber: "A minha saúde é muito melhor do que antes de ter tido cancro"

Ler mais em:
http://geometriasdosal.blogspot.com/ (Manual Exaustivo para Evitar o Cancro)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Foi você que disse que amava a natureza?


Gosto de viver num local que conjuga razoavelmente bem a vertente rural e a urbana, e como muitas outras pessoas, sobretudo agora que os dias estão bem mais longos, procuro fazer diariamente a minha caminhada. O meu trajecto é sempre o mesmo, porque já me afeiçoei ao local e porque adoro ver como a vida vegetal (e animal) evolui à medida que as estações se sucedem: agora são as flores de malva que salpicam toda a paisagem; mais esparso, encontramos o hipericão; os orégãos já se podem colher; a roseira brava floriu há algumas semanas e a flor da silva lembra-nos que lá para agosto haverá amoras por todo o lado…

Nenhum programa do National Geographic, ainda que fosse em 3D, nos poderia proporcionar tamanho preenchimento e alegria dos sentidos. Quando frequentamos regularmente a natureza, não podemos deixar de amar a natureza e… de sofrer com tudo aquilo que vemos pô-la em risco. Constantemente. Pois como todos sabemos, os riscos que a natureza corre, que é o mesmo que dizer aqueles que nós corremos, uma vez que dela estamos estreitamente dependentes, são inúmeros. Uns mais justificáveis do que outros, sem dúvida. É o tal “desenvolvimento sustentável”, embora o bom senso nos diga que seria melhor irmos pensando num “decrescimento sustentável”…

Durante anos, caminhei por uma estradinda secundária, à beira da qual nasciam, cresciam, floriam, largavam a sua semente e dignamente morriam várias ervas, plantas antigas e veneráveis, pelas funções que já desempenharam, pelas narrativas em que já participaram, por fazerem parte integrante desta paisagem. Todas elas com seu nome próprio e suas propriedades devidamente conhecidas e registadas.

Pois a verdade é que há dias que ando a tentar perceber porque estão agora todas mortas. Mortas prematuramente. Devia dizer-se “assassinadas”, não? Queimadas com um napalm qualquer, que obviamente, ainda nos vai calhar no prato da sopa. Os restos daquele que entretanto já inalámos ao caminhar pela cena do crime. E o pior é que não havia qualquer necessidade de “limpar” bermas minúsculas de estradas onde apenas circulam alguns carros, raros ciclistas e ainda mais raros caminhantes. Uma dessas espécies era a orquídea selvagem, uma espécie protegida, que ainda em maio era abundante naquele sítio.

O curioso é que esta “limpeza” deixou ainda mais visível todo o verdadeiro lixo que junca a berma da referida estrada, composto essencialmente por embalagens de plástico, que ou escapou às brigadas do Limpar Rio Maior ou já para lá foi lançado depois de 21 de março.

Connosco embasbacados à frente da televisão ou dum farmville qualquer, a voracidade de certas forças que por aí andam fica livre e à vontade para fazer o que quer e lhe apetece do planeta...

Nas imagens, e
rva de Maio deste ano, com orquídeas selvagens, e o estado em que se encontra agora a erva, vendo-se muito bem nos rebentos da pequena árvore os estragos provocados pelo (presumo) herbicida utilizado.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

NÃO ME INTERESSA O QUE FAZES NA VIDA...


O CONVITE
Não me interessa o que fazes na vida. Quero conhecer aquilo por que anseias e se tens coragem de sonhar com a realização desse anseio.

Não me interessa que idade tens. Quero saber se tens coragem de fazer figuras tolas em busca do amor, dos teus sonhos, da aventura de estar vivo.


Não me interessa quais os planetas que regem a tua lua. Quero saber se tocaste no âmago da tua própria dor, se tens estado aberto às traições da vida ou se te fechaste com medo de sofrer novamente. Quero saber se consegues sentar-te na presença da dor, tua ou minha, sem tentares escondê-la, esmorecê-la ou remendá-la.

Quero saber se consegues estar na presença da alegria, tua ou minha, se consegues dançar loucamente e deixar o êxtase inundar-te, da ponta dos pés à cabeça, sem dizer “tem cuidado, sê realista, lembra-te das limitações do ser humano”.


Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se és capaz de desiludir uma pessoa para seres verdadeiro para contigo próprio; se consegues suportar a acusação de traição e não traíres a tua alma, se consegues despojar-te da fé e ser de confiança.

Quero saber se consegues ver a beleza, mesmo quando não é bonita, todos os dias, e se consegues alimentar a tua vida com a sua presença.
Quero saber se consegues viver com o fracasso, teu e meu, e ainda assim abeirar-te do lago e gritar à Lua Cheia de prata: “Sim!”

Não me interessa saber onde vives ou quanto dinheiro tens. Quero saber se consegues levantar-te depois duma noite de dor e desespero, cansado e dorido até ao âmago, e fazer o que for preciso para alimentar os teus filhos.
Não me interessa quem conheces ou como aqui chegaste. Quero saber se enfrentarás as chamas comigo, sem dares um passo atrás.
Não me interessa onde, o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustenta, por dentro, quando tudo o resto se desmorona.


Quero saber se consegues estar a sós contigo mesmo e se verdadeiramente aprecias a tua companhia nos momentos vazios.

Sonhador da Montanha Oriah, Ancião Índio

Imagem: Google