sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011 CHEGOU!


Pois bem, como diria aquela autora do blogue que acabo de visitar, apesar do tempo passar tão depressa, 2010 foi um ano em que aconteceu tanta coisa... e pelos vistos não foi só a mim... Fiz por exemplo duas viagens extraordinárias: Findhorn, que há muito queria conhecer, e Madrid, para a primeira Conferência da Deusa na Ibéria. Tanta coisa que daria muito trabalho contar aqui... Foi um ano notável, que muito agradeço à Vida.
Acho que este ano que agora findou ganhou muita qualidade por eu ter pura e simplesmente decidido (e cumprido) desligar a televisão. Em vez dela, li, estudei, escrevi, meditei, rezei, fiz Reiki, altares e rituais...
Gostei particularmente de ter criado o meu workshop A DEUSA NO CORAÇÃO DA MULHER e de o ter realizado. Adorei a experiência. Mas também o facto de ter continuado o meu trabalho com o MÉTODO LOUISE HAY de Desenvolvimento Pessoal.
Também foi o ano em que conheci o movimento da Permacultura e mulheres tão fantásticas e carismáticas como STARHAWK, KATHY JONES, VICKY NOBLE e em que li LA FEMME CELTE, do Jean Markale...
Um ano em grande, como já disse.

Sei que 2011 será igualmente um Grande Ano, para mim e para todas e todos @s meus/minhas visitantes, seguidoras e seguidores, leitoras e leitores. Bem hajam pela atenção. Muitas bênçãos da Deusa para todas e para todos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CAROL CHRIST: VOLTAR A CRETA


Carol Christ: algumas considerações sobre a Deusa e a Grécia na minha vida
Carol Christ (Ph.D. Yale University, 1974)

Comecei a interessar-me pelo feminino e religião no tempo em que eu era umas das raras mulheres a fazerem uma pós-graduação em Estudos Religiosos na Universidade de Yale, nos anos 60. Quando lia nas obras dos teólogos considerados “grandes” que a mulher está para o homem como a alma está para o corpo, que as mulheres têm capacidades racionais inferiors às dos homens, que o homem deve ter a iniciativa, precedência e autoridade sobre a mulher e coisas do género. Apercebi-me então de que havia algo de errado com as religiões tradicionais e que as imagens de Deus Pai, Filho, Senhor e Rei eram parte do problema. Como disse Mary Daly, se Deus é um homem, então o homem é Deus.

Inicialmente as antigas imagens da Deusa não me interessaram. Atena era uma guerreira que sempre emparceirava com os homens. Afrodite era um objecto sexual, e por aí fora. Entretanto, depois de muita pesquisa, ajudada por outras mulheres, comecei gradualmente a perceber que para lá das conhecidas Deusas do patriarcado existia uma outra Deusa muito mais antiga. A Deusa da velha Europa e da antiga Creta representava a unidade da vida na natureza, com toda a diversidade das suas formas, e os poderes do nascimento, morte e regeneração. Na religião da Deusa a morte não é temida, mas antes entendida como parte da vida, seguida pelo renascimento e renovação. Nós não somos a 'senhora' que domina a natureza e todas as criaturas. Ao contrário, estamos tod@s interligad@s na teia da vida.


Na velha Europa e na antiga Creta, as mulheres eram respeitados pelo seu papel na descoberta da agricultura e na invenção das artes da tecelagem e cerâmica. Os homens eram valorizados pela sua contribuição na agricultura, comércio e navegação dos rios e mares. A guerra era desconhecido ou raramente praticada. Apesar de ter vivido em épocas mais violentas, Safo lembra "como os graciosos pés das raparigas cretenses dançaram uma vez em torno dum altar ao amor" e escreveu que "aquilo que se ama" deve ser mais valorizado do que corpos mutilados, a infantaria e os navios de guerra.

Ao viajar por Creta, procuramos conectar-nos com essas mulheres do passado, com um tempo e um lugar onde as mulheres se sentiam à vontade no seu corpo, honrado e reverenciado, não subordinado a quem quer que fosse. Buscamos o conhecimento de uma época em que homens e mulheres se reuniam livremente, sem os fantasmas de dominação e controlo, auto-desprezo e vergonha, que têm marcado a relação entre os sexos durante milhares de anos. Descobrimos que as pedras antigas falam.

Ao descendermos às cavernas sentimo-nos enraizadas na Mãe Terra e na certeza do poder do nosso corpo de mulher. Procuramos curar as feridas do patriarcado, a violência e a guerra. Esperamos participar na criação de culturas pacíficas e ecologicamente equilibradas, nas quais cada homem e mulher, cada criatura e cada coisa viva é respeitada e reverenciada pela sua contribuição singular para a teia da vida.

http://www.goddessariadne.org/carolwords.htm

domingo, 19 de dezembro de 2010

OS TRÊS CÉREBROS


Como Viver Sabiamente a Vida
“Faz-se urgente compreender a necessidade de aprender a viver sabiamente. Se queremos uma mudança definitiva, faz-se necessário que tal mudança se verifique primeiro dentro de nós mesmos; se não eliminamos nada do que temos internamente, externamente a vida continuará com suas dificuldades”. (Samael Aun Weor, O estado hipnótico em que vive o ser humano)
A Psicologia Revolucionária da Nova Era afirma que a Máquina Orgânica do Animal Intelectual, falsamente chamado homem, é tricentrada ou tricerebrada.

O Primeiro Cérebro está encerrado na caixa craniana. O Segundo Cérebro está constituído pelos plexos nervosos simpáticos e, em geral, por todos os centros nervosos específicos do organismo humano. O Terceiro Cérebro corresponde concretamente à espinha dorsal com sua medula central e todas as suas ramificações nervosas.

O Primeiro Cérebro é o Centro Pensante. O Segundo Cérebro é o Centro Emocional. O Terceiro Cérebro é o Centro do Movimento, comumente denominado Centro Motor (os cinco centros se distribuem nos três cérebros, pois cada um deles tem sua autonomia).
Está completamente demonstrado na prática que todo abuso do Centro Pensante produz gasto excessivo de energia intelectual. É lógico afirmar, sem temor a dúvidas, que os manicômios são verdadeiros cemitérios de mortos intelectuais.

O sentido estético, a mística, o êxtase, a música superior são necessários para cultivar o Centro Emocional, mas o abuso deste cérebro produz desgaste inútil e desperdício de energias emocionais. Abusam do Centro Emocional os existencialistas da “nova onda”, os fanáticos do rock, os pseudoartistas sensuais da arte moderna, os que cultivam a sensualidade passional e mórbida etc.

Os esportes harmoniosos e equilibrados são úteis para o Centro Motor, mas o abuso do esporte significa gasto excessivo de energias motrizes, e o resultado costuma ser desastroso. Não é absurdo afirmar que existem mortos do Cérebro Motor. Estes são conhecidos como doentes de hemiplegia, paralisia progressiva etc.

Ainda que pareça incrível, a morte certamente se processa por terços em cada pessoa. Já está comprovado, até a saciedade, que toda enfermidade tem sua base em algum dos três cérebros.
Faz algum tempo um amigo nosso adoeceu; havia abusado demasiadamente do cérebro intelectual. Esse homem havia se dedicado demais ao intelecto e um dia sofreu uma embolia. Quando fomos visitá-lo, aconteceu que seu cérebro intelectual não pôde coordenar as ideias.
Dias depois seu cérebro motor faleceu; então é óbvio que já não pôde mais se mover. Por último, faleceu o cérebro emocional; teve uma parada cardíaca. Sempre se morre por terços, e isto já está demonstrado.

A Grande Lei depositou sabiamente em cada um dos três cérebros do animal intelectual determinado capital de Valores Vitais. Economizar este capital significa de fato prolongar a vida; malgastar este capital produz a morte.
Arcaicas tradições que chegaram até nós desde a noite aterradora dos séculos afirmam que a média de vida humana no antigo continente Mu, situado no oceano Pacífico, oscilava entre doze e quinze séculos.

Com o passar do tempo, através de todas as idades, o uso equivocado dos três cérebros foi encurtando a vida pouco a pouco. No país ensolarado de Kem, lá no velho Egito dos Faraós, a média de vida humana alcançava já apenas cento e quarenta anos.
Atualmente, nestes tempos modernos de gasolina e celuloide, nesta época de existencialismo e rebeldes do rock, a média de vida humana, segundo algumas companhias de seguro, é de apenas sessenta anos.

Os senhores marxistas-leninistas da antiga União Soviética, fanfarrões e mentirosos como sempre, andavam por aí dizendo que haviam inventado soros especiais para prolongar a vida, mas o velhinho Kruschev, que não tinha nem 80 anos, tinha de pedir licença a um pé para levantar o outro.
No centro da Ásia existe uma comunidade religiosa constituída por anciães que já nem se lembram de sua juventude. A média de vida destes anciãos oscila entre quatrocentos e quinhentos anos. Todo o segredo da longa vida destes monges asiáticos consiste no sábio uso dos três cérebros.

O funcionamento equilibrado e harmonioso dos Três Cérebros significa economia de valores vitais e, como consequência lógica, o prolongamento da vida.
Existe uma lei cósmica conhecida como “Igualação das Vibrações de Muitas Fontes”. Os monges do citado mosteiro sabem utilizar esta Lei, mediante o uso dos Três Cérebros.
A pedagogia contemporânea conduz os alunos e alunas ao abuso do Cérebro Pensante, cujos resultados já são conhecidos pela psiquiatria.

O cultivo inteligente dos Três Cérebros pertence à “Educação Fundamental”. Nas antigas Escolas de Mistérios da Babilônia, Grécia, Índia, Pérsia, Egito etc., os alunos e alunas recebiam informação íntegra direta para seus Três Cérebros, mediante o preceito, a dança, a música, etc., inteligentemente combinados.

Os teatros dos antigos tempos formavam parte da escola. O drama, a música, o ensinamento oral etc., serviam para informar os Três Cérebros de cada indivíduo.
Então os estudantes não abusavam do Cérebro Pensante, e sabiam usar com inteligência e de forma equilibrada seus Três Cérebros.

As danças dos Mistérios de Elêusis, na Grécia, foram sempre utilizadas para transmitir conhecimentos aos discípulos e discípulas.
Agora, nestes tempos degenerados do rock, os alunos e alunas, confundidos e desorientados, andam pelo caminho tenebroso do abuso mental.

Atualmente, não existem verdadeiros sistemas criadores para o cultivo harmonioso dos Três Cérebros. Os professores e professoras de escolas, colégios e universidades só se dirigem à memória infiel dos estudantes entediados, que esperam com ansiedade a hora de sair da aula.
É urgente, indispensável, saber combinar Intelecto, Emoção e Movimento com o propósito de levar informação íntegra aos Três Cérebros dos estudantes. É absurdo dar informação a um só cérebro. O Primeiro Cérebro não é o único instrumento cognitivo. É criminoso abusar do Cérebro Pensante dos alunos e alunas.

A “Educação Fundamental” deverá conduzir os estudantes pelo caminho do Desenvolvimento Harmonioso. A “Psicologia Revolucionária” ensina claramente que os Três Cérebros têm três tipos de associações independentes, totalmente distintas. Esses três tipos de associações evocam diferentes tipos de impulsos do Ser.

Isso nos dá de facto TRÊS PERSONALIDADES DIFERENTES, que não possuem nada em comum, nem em sua natureza, nem em suas manifestações.
A Psicologia Revolucionária da Nova Era ensina que em cada pessoa existem três aspectos psicológicos diferentes. Com uma parte do material psíquico desejamos uma coisa; com outra parte fazemos algo totalmente oposto.

Em um instante de suprema dor, talvez a perda de um ser querido ou qualquer outra catástrofe íntima, a PERSONALIDADE EMOCIONAL chega ao desespero, enquanto a PERSONALIDADE INTELECTUAL se pergunta o porquê de toda esta tragédia e a PERSONALIDADE DO MOVIMENTO só quer fugir da cena.

Essas três Personalidades distintas, diferentes e muitas vezes até contraditórias, devem ser inteligentemente cultivadas e instruídas com métodos e sistemas especiais em todas as escolas, colégios e universidades.
Do ponto de vista psicológico, resulta absurdo educar exclusivamente a Personalidade Intelectual. O homem tem três Personalidades que necessitam urgentemente da “Educação Fundamental”.
http://www.gnosisonline.org/textos-especiais/os-centros-da-maquina-humana/
Imagem: Diana Vandenberg

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Estou disposto a partilhar os meus segredos"

O GUERREIRO DO CORAÇÃO
“Compreendi que quando a força do homem é distorcida pelas expectativas sociais de sucesso narcisista, de dominação da natureza, das crianças, do feminino, toda a sua vida se desequilibra. O lado machão pode ser usado como um processo de amor, revertendo a trajetória de violência e destruição. A tarefa psicológica do homem atual é lidar com a força masculina bruta, localizada nos 3 primeiros chacras, sem a bloquear ou rejeitar e sem tampouco deixar que ela tome conta da sua consciência, assim será capaz de se relacionar por inteiro com os demais sem perder a sensibilidade.

Creio que uma característica marcante do novo modelo é a vontade de partilhar os sentimentos mais íntimos, de se abrir com outros homens, com a mulher, filhos, família. Estou disposto a partilhar os meus segredos, pois como disse Jung, os nossos segredos são a causa das nossas doenças. Ao expor as minhas fraquezas, espero que me vejam como ser humano, e se animem a contar as suas histórias e assim começamos a compreender-nos uns aos outros.

O Guerreiro do Coração, gasta a sua energia a partilhar os seus sentimentos em vez de lutar contra eles ou escondê-los. É a capacidade de dizer claramente: "não aceito o modelo que me foi imposto, quero estabelecer um relacionamento novo, e íntimo, de abertura e confiança, e vou buscar as pessoas que também sintam e pensam assim." Este é o meu guerreiro, esta é a minha identidade masculina. Nós, homens, estamos destruindo a camada de ozono, que é o sistema imunológico da Terra. O que estamos fazendo com o corpo da Terra é o mesmo que o câncer e a SIDA fazem com os nossos corpos. Temos que começar a conectar-nos com o nosso coração com o dos outros homens, para podermos perceber a partir do coração e cuidar de nós e do mundo à nossa volta.

Em todos os rituais indígenas, alguns bastante severos, o jovem guerreiro tem que passar por diversas experiências interiores, até chegar ao ponto em que encara o próprio medo de morrer - o medo da morte física. Ele vivencia a sua morte e então o ego defende-se, tenta controlar a situação. Um grupo de anciãos e homens experientes ajudam-no a passar por esse processo de morte, por essa projeção do eu que se apega a ideia "sou um homem, sou mais poderoso que qualquer coisa ao meu redor". O indivíduo então vê como é insignificante a sua identidade do ponto de vista do macrocosmo. O importante é que essa morte seja cercada pelo amor dos outros, para sair da experiência sem se sentir um fraco. A partir daí você começa a sentir-se mais receptivo, mais humilde, mais aberto.

Nos rituais em grupo, após determinado momento, percebemos que entramos em estados alterados de conciência, podemos vivenciar um ao outro em mais profundidade e perceber melhor o nosso coletivo. É importante os homens perceberem o poder que criam em grupo. Um poder que em geral é usado para destruir, através de conflitos, guerras e até religião. Sentir e ver que esse poder é um estado, um local de AMOR, de intimidade, faz parte do novo homem.”

Guerreiro do Coração - Uma nova Identidade Masculina
Texto de Craig Gibsone, diretor da Fundação Findhorn, Escócia

Imagem: Craying Man, Kate Kretz

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DENUNCIAR A FREQUÊNCIA DO MEDO


"Alguns deuses criadores criaram vidas apenas para que estas cuidassem deles, atendessem às suas necessidades. Eles alimentaram-se das suas emoções. Um dos grandes segredos que não vos foi revelado como espécie, é a riqueza e o poder que acompanham as emoções. Vocês foram orientados para não explorarem as vossas emoções, porque através delas podem compreender as coisas. Através das emoções vocês conectam-se com o vosso corpo espiritual. O Corpo, espiritual é o corpo não –físico , existe na esfera multidimensional.
Está ocorrendo, neste momento, uma transferência na ordem da modulação de frequência do planeta, e energias ex¬ternas estão a trabalhar nessa mudança. Estas energias precisam de vocês. Elas não podem alterar o planeta de fora – o planeta precisa de ser alterado de dentro. As energias simplesmente trazem os raios cósmicos criativos que penetram nos vossos corpos criando o salto evolutivo dentro de vocês. Uma vez que compreendam o uso adequado da emoção e co¬mecem a adquirir controlo sobre a vossa própria frequência, serão capazes de irradiar estes raios. E então a frequência do medo nesse plano de existência não mais será alimentada.

A diminuição da frequência do medo neste planeta pro-vocará uma disseminação de actividades destinadas a aumentá-lo para alimentar os seres que se nutrem desta frequência. Eles tentarão restabelecer a frequência do medo antes de mudar sua nutrição para a frequência do amor. Os Lizzies instalaram na Terra dispositivos que podem difundir e amplificar o desequilíbrio emocional no planeta. Este desequilíbrio é-vos enviado e sustenta-vos de alguma forma.

Para se chegar a um planeta é necessário um portal, ou um caminho de acesso. Vocês podem voar pelo espaço, para Júpiter por exemplo, mas se não encontrarem o portal que permita a vossa entrada na estrutura temporal de existência do planeta, vão pousar num lugar que parecerá desolado, sem vida. Os portais permitem a entrada na dimensão do planeta onde existe vida. Eles abrem-se para corredores de tempo e servem como zonas de experiências multidimensionais."
in Mensageiros do Amanhecer, Barbara Marciniak

Mais em Holosgaia
Imagem: Google

sábado, 4 de dezembro de 2010

AMANHÃ É LUA NOVA


LUA NOVA EM SAGITÁRIO – 5 DE DEZEMBRO DE 2010

Esta Lua Nova em Sagitário (signo de fogo) cria um portal de consciência que vem ensinar-nos o significado da palavra expansão, ou seja, procurar novas ideias e territórios, novas descobertas. Por isso, viagens e estudos (tanto para aprender como para ensinar) são bons pedidos para esta Lua Nova.

Uma outra prática interessante é imaginar onde vai querer estar daqui a 1, 5 ou 10 anos, focando-se nas áreas em que se quer aperfeiçoar. Imagine-se nessa realidade que quer ver daqui a algum tempo.
Se tem um negócio, por exemplo, foque-se em como expandi-lo (encontrar novos mercados, novas maneiras de trabalhar etc.).

Uma outra atividade indicada nessa Lua Nova é conseguir fazer uma conexão mais profunda com a sua espiritualidade. É também um bom momento para estudar filosofia.

Na parte negativa, tome cuidado com gastos ou consumos exagerados de quaisquer tipos. Também tome cuidado com o que você deseja, pois os astros, deuses ou seja lá no que você acreditar, estarão lhe ouvindo atentamente.
Nesta Lua Nova, deixe para trás qualquer “bagagem” que esteja muito pesada, principalmente as emocionais.
Em resumo: procure por novos horizontes, olhe sempre para a frente, explore o mundo livremente e afaste-se de todas as formas de opressão.

Deusa para trabalhar nesta Lua Nova: Ártemis
Planeta: Júpiter
Danielle Sales

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O LIVRO QUE ESTÁ A DAR QUE FALAR


Livro incómodo, da Editora Temas & Debates, retirado do mercado em Portugal, supostamente por pressão do governo sobre a editora...
Clube Bilderberg
Os Senhores do Mundo
de Daniel Estulin
Preço: EUR 19,95
Editor: Temas e Debates
ISBN: 9789727597840
Ano de Edição/ Reimpressão: 2005
N.º de Páginas: 300
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 23 x 2 cm
Disponibilidade: Esgotado ou não disponível ...(porquê? CENSURA?)

Sinopse

Imagine um clube onde presidentes, primeiros-ministros e banqueiros internacionais convivem, onde a realeza presente garante que todos se entendem, onde as pessoas que determinam as guerras, controlam os mercados e impõem as suas regras a todo o mundo dizem o que nunca ousariam dizer em público. Pois este clube existe mesmo e tem um nome. Ao longo dos últimos cinquenta anos, um grupo seleccionado de políticos, empresários, banqueiros e outros poderosos tem-se reunido em segredo para tomar as grandes decisões que afectam o mundo.
Se quiser saber quem mexe os cordelinhos nos bastidores dos organismos internacionais conhecidos, não hesite: leia este livro.
Não temendo pôr em risco a própria vida, Daniel Estulin foi a única pessoa a conseguir romper o muro de silêncio que protege as reuniões do clube mais exclusivo e perigoso da história. Fique a saber:
- Porque se reúnem os cem mais poderosos do mundo todos os anos durante quatro dias.
- O porquê do silêncio dos media em relação a estas reuniões.
- Que vínculos existem entre o Clube Bilderberg e os serviços secretos ocidentais.
- Quais os planos do Clube Bilderberg para o futuro da humanidade.

Na Net circula um apelo ao autor, onde, entre outras coisas, se pode ler:

"Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de 4 horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.

Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE."
Pode subscrever no Facebook o grupo de apoio à venda livre do livro em PORTUGAL. Chama-se QUEREMOS O LIVRO "OS SENHORES DO MUNDO-CLUBE DE BILDENBERG" DE VOLTA.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A EXPERIÊNCIA TRANSPESSOAL


"Assinalemos o mal-estar da humanidade perante a perspectiva da sua própria destruição; diante desta angústia, é cada vez maior o número de pessoas que fazem, a si próprias, as perguntas fundamentais sobre o sentido da existência e o lugar do ser humano no cosmos. E quando a pergunta se torna crucial e invade toda a existência de um indivíduo, poderá deflagrar nele, por um processo que se nos escapa, a entrada nesse estado de consciência cósmica.
Este tipo de pesquisa pertence, actualmente, a um novo ramo da psicologia: a Psicologia Transpessoal.

Nascida na Califórnia em 1969 como a quarta revolução da Psicologia, resultante do movimento da Psicologia Humanista, podemos citar, entre os seus precursores, os pioneiros da Psicologia moderna, como William James, Carl Gustav Jung – que cunhou o termo “transpessoal” – e Abraham Maslow2.
Este último descobriu que 70% das suas/seus alun@s haviam passado, ao menos uma vez na vida, por aquilo que ele denominava uma experiência culminante ou de ápice (peak experience) que @s levou a descobrir os valores do Ser, tais como o amor, a beleza, a integridade, a totalidade, a plenitude, valores preferidos por el@s àqueles ligados à mera satisfação do desejo.

Maslow mostra-nos que se trata duma aspiração normal de todo o ser humano, de natureza instintiva, cuja repressão ou privação, comuns na nossa época, possui efeitos patológicos, da mesma forma que a ausência de vitaminas.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA EXPERIÊNCIA TRANSPESSOAL
Análises rigorosas e de natureza intercultural do conteúdo de testemunhos permitiram a elaboração dum perfil do conjunto:

- a vivência do espaço como abertura do Ser;
- a vivência duma luz intensa;
- o carácter inefável: não há palavras para traduzir a sua beleza, poder e natureza;
- o carácter imediato e súbito: a experiência “acontece” no momento em que menos se espera;
- a dissolução de toda a espécie de dualidade: sujeito-objeto, interior-exterior, bem-mal, verdadeiro-falso, sagrado-profano, relativo-absoluto etc.;
- a dissolução das três dimensões do tempo e a tomada de consciência do seu valor relativo, ligado ao carácter discriminativo do pensamento e da memória;
- a inexistência dum eu ou ego;
manifestações de ordem parapsicológica acompanham a vivência ou manifestam-se posteriormente a ela: fenómenos de clarividência, telepatia, psicocinesia, encontro de seres noutra dimensão, experiência de saída do corpo físico. Convém fazer algumas observações relativamente às manifestações parapsicológicas: se bem que elas frequentemente ocorram durante ou após os estados transpessoais, e constituam o apanágio de numerosos, senão de tod@s @s místic@s, não convém considerá-las como características transpessoais. Por um lado por implicarem todas um sujeito e um objeto, o que significa dizer que são de natureza dualista. Por outro, porque os fenómenos parapsicólogicos surgem muitas vezes em pessoas que não tiveram nenhuma outra manifestação de ordem transpessoal, possuindo, por vezes, uma ética pouco recomendável.
Os grandes mestres, aliás, não lhes atribuem nenhum valor e recomendam aos seus e às suas discípul@s não lhes darem importância.
Insistimos neste ponto porque há uma grande confusão a esse respeito; confunde-se o parapsicológico e o transpessoal.

- vivências regressivas,
- visão “como num filme” de fases da vida passada, do nascimento e da vida intra-uterina, de memórias ancestrais, reencamatórias, animais, vegetais, minerais, celulares, moleculares, atômicas e subatômicas;
- a convicção de ter Vivido a “realidade” tal como ela é;
- mudanças de sistema de valores e de comportamento posterior;
- perda do medo da morte"
PIERRE WEIL, in "Antologia do Êxtase", Ed. Palas Athena
Imagem: Google

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O ENIGMA DOS CÍRCULOS INGLESES


A chegada do verão em Inglaterra e a proximidade das colheitas prenunciam novas formações misteriosas nos campos de trigo e de milho. Denominados de crop circles, os complexos círculos das plantações representam um fenómeno moderno tão intrigante quanto inexplicável.

No século XVII, uma lenda inglesa atribuía a sua autoria a um ser sobrenatural chamado demónio ceifador. Desde aquela época, as estranhas configurações surgem nos campos plantados, para desespero dos agricultores, temerosos por suas colheitas. Foi apenas a partir da década de 80 do século passado que o seu aumento e diversidade passaram a atrair a atenção do público, de pesquisadores e autoridades. Nas últimas duas décadas, foram registadas mais de dez mil
aparições no mundo inteiro, mas a maior incidência (à volta de 600 anualmente) e complexidade de desenhos são encontradas no sul da Inglaterra, principalmente na proximidade dos sítios megalíticos de Avebury e Stonehenge. Pesquisas recentes revelaram que a sua existência é muito antiga, comprovada por inscrições e desenhos rupestres, textos sagrados, lendas, mitos e relatos folclóricos, mas a sua origem permanece envolta em mistério e atribuída a diversas causas, desde as sobrenaturais (extra ou intraterrestres, parapsicológicas, seres elementais) até climáticas, meteorológicas ou geológicas. Por mais que céticos e embusteiros afirmem serem obras forjadas por seres humanos (bem ou mal intencionados), o progressivo aumento anual – na quantidade e complexidade das figuras – torna claro e evidente que os enigmáticos desenhos jamais poderiam ser feitos por mãos e recursos humanos. A cada nova e intrigante figura que surge nos campos, aumenta a certeza de que existe uma forma de inteligência sobre-humana e uma energia desconhecida como causas que produzem esse fantástico fenómeno.
A evidência dessa afirmação vem da própria formação: o vortex energético que dobra os caules das plantas não os amassa, quebra ou queima, simplesmente inclina-as em movimentos ondulantes, circulares ou espiralados, fazendo com que elas continuem a desenvolver-se normalmente. Os caules chegam a ser entortados até 90º, num ponto entre 20 e 80% da sua altura total. Algumas vezes, plantas situadas lado a lado são inclinadas em direções opostas, sem que algumas sequer sejam quebradas (o que acontece ao tentarmos desentortá-las). Análises físico-químicas mostram um aumento de radiação que altera o compasso da bússola e um enriquecimento do solo em hidrogénio, como se tivesse recebido uma forte descarga elétrica. Os radiestesistas confirmam a presença de intricados padrões energéticos dentro e ao redor dos círculos, além de anomalias magnéticas.

Cerca de 90% dos círculos genuínos surgem quase sempre nas mesmas áreas, perto de sítios sagrados, muitas vezes sendo precedidos ou acompanhados de sons e luzes misteriosas, bolas de fogo ou aparições de OVNIS. Nenhuma pesquisa – convencional ou não – tem encontrado algo concreto sobre a sua origem, apenas a presença de uma energia desconhecida, que produz
mudanças a nível genético nas plantas e nas sementes. As pessoas que permanecem dentro das formações relatam alterações em todos os níveis – espiritual, mental, energético, emocional e físico –, representadas por experiências transcendentais, expansão de consciência, projeção astral, regressão espontânea, clarividência, emoções diversas e curas.
No início, as formações eram simples circunferências, mas com o passar dos anos tornaram-se duplas, triplas, quíntuplas; figuras anelares, triangulares, ovais, espiraladas. Ultimamente têm aparecido pictogramas e estrelas fractais com simbolismos complexos, geométricos ou místicos, associados com diversos caminhos espirituais, conceitos filosóficos ou científicos (astronómicos, físicos, matemáticos). A simetria e as dimensões das figuras são extraordinárias, alguns desenhos medem centenas de metros e não se repetem. Os motivos parecem ser específicos para cada ano, como se fossem capítulos dum livro, aparecendo repentinamente, sem que seja percebida qualquer pista sobre quem os criou ou como são criados. Inúmeros grupos, organizações ou curiosos que os estudam acampam nos meses de verão nas áreas comuns aos fenómenos e surpreendem-se com os desenhos formados ao seu lado durante a noite, sem nada terem percebido.

Sem questionar ou adotar qualquer das teorias existentes, podemos considerar os crop circles como vórtices sagrados, que encantam a nossa mente com a sua beleza e complexa criatividade, que nos fazem refletir sobre o seu significado oculto e nos sensibilizam em relação a dimensões subtis e energias desconhecidas, se usarmos as suas formas e simbolismos como mandalas nas nossas meditações.
Ao participar, em 1991, dum seminário sobre crop cirles em Avebury
e, posteriormente, nas oportunidades em que pude meditar em alguns desses círculos nos trigais ingleses, percebi a energia que pulsava no meu corpo, avivava a minha mente e tocava o meu coração como sendo a voz da Mãe Terra, procurando chamar a atenção dos seus filhos por meio de belas, fascinantes e enigmáticas mandalas.
Imagem: o meu crop circle preferido, porque estive lá dentro, em 2009. Uma sensação incrível.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A NOVA CONSCIÊNCIA E A ÁGUA SAGRADA



O MUNDO TEM CURA...

Palestra de Drunvalo Melchizedek

Drunvalo: Ok. Estamos prontos para começar agora. O que estou prestes a lhes contar hoje é uma das coisas mais excitantes que já vi neste mundo em muito tempo.

É novíssima, vocês nunca me ouviram falar sobre isto e está apenas começando neste momento no planeta. Na minha opinião, nunca mais seremos os mesmos depois que isto for compreendido e realmente vivido neste mundo.

Aproximadamente seis anos atrás, eu estava em meditação com um homem chamado Chiquetet Arlich Vomalites, alguns de vocês conhecem este [poeta (???)]. E, depois de um único dia, ele disse que tinha de partir, que ele e a maioria dos mestres ascensionados, nem todos, mas muitos deles, tinham de fazer uma jornada para outro universo para viver a experiência do que todos viveremos muito em breve, de forma que pudessem achar um caminho rumo a este novo mundo, esta nova maneira de ser. E, durante mais ou menos os últimos seis anos, tenho estado só com os anjos e ele não voltou.
Em Janeiro deste ano, os anjos vieram e disseram que muitos deles estão voltando agora, durante a janela egípcia, entre 10 e 19 de Janeiro. Que certo grupo deles estava voltando, trazendo consigo o conhecimento do que aprenderam nos últimos seis anos. Que, nos outros níveis dimensionais, na verdade foram centenas e centenas de milhares de anos. E que, com sua volta, novos conceitos e novas ideias que a humanidade jamais soube ou sequer concebeu, iriam agora [surgir (???)] na Terra. Ideias nas quais nunca pensamos.

Então, vou lhes passar uma destas novas ideias que...é nova, mas sempre existiu no universo. Mas jamais a vimos, nunca. E vou chamar esta palestra de Mãe Terra - A Nova Consciência e Água Sagrada.
ASSENTANDO A BASE
Vou falar sobre água. Aliás, vou beber um pouco agora mesmo (risada).

A água é mais do que sabemos. Para falar sobre o que está se passando com a água, tenho de começar expondo alguns pontos básicos para que vocês consigam entender o contexto maior do que eu realmente estou dizendo aqui.
Mais em:

Imagem: Google

O TAMISA VOLTOU A SER UM RIO VIVO

Despoluição do Tamisa levou mais de 150 anos

Eric Brücher Camara

Dos tempos do 'Grande Fedor' – como o Tamisa ficou conhecido em 1858, quando as sessões do Parlamento foram suspensas por causa do mau cheiro – até hoje, foram quase 150 anos de investimento na despoluição das águas do rio que cruza a cidade de Londres.
Biliões de libras mais tarde, remadores, velejadores e até pescadores voltaram a usar o Tamisa, que hoje regista 121 espécies de peixe nas suas águas.
Se a poluição começou ainda nos idos de 1610, quando a água do rio deixou de ser considerada potável, a despoluição só foi começar a partir de meados do século 19, na época em que o rio conquistou a infame alcunha com o seu mau cheiro.
A decisão de construir um sistema de captação de esgotos também deve muito às epidemias de cólera das décadas de 1850 e 1860.

Espinha dorsal

A infra-estrutura construída então continua até hoje como a espinha dorsal da rede atual, apesar das várias melhorias ao longo dos anos.
Na época, os engenheiros criaram um sistema que simplesmente captava os dejetos produzidos na região metropolitana de Londres e os despejava no Tamisa outra vez, quilómetros abaixo.
Na época, a solução funcionou perfeitamente, e o rio voltou a recuperar por alguns anos.
No entanto, com o crescimento da população, a mancha de esgoto foi subindo o Tamisa e, por volta de 1950, o rio estava, mais uma vez, biologicamente morto.
Foi então que as primeiras estações de tratamento de esgoto da cidade foram construídas.

Volta do salmão

Vinte anos depois, em meados da década de 1970, o primeiro salmão – um peixe reconhecidamente sensível à poluição – em décadas foi visto no Tamisa.
Hoje, encontrar salmões no rio não causa mais nenhum espanto, mas ainda assim, a Thames Water, a empresa de saneamento de Londres, continua a investir muito no sistema de esgotos.
"Desde 1989, quando a empresa foi privatizada, investimos mais de 1 bilião de libras esterlinas (cerca de R$ 5 biliões)", afirma Peter Spillett, diretor de Meio Ambiente, Qualidade e Sustentabilidade da Thames Water.
(…)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/01/040121_tamisaebc.shtml
Imagem: Google

ROSE MARIE MURARO

domingo, 14 de novembro de 2010

BIBLIOTECA MUNDIAL


“BIBLIOTECA MUNDIAL DA ONU
PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA

Já está disponível na Internet, através do site
http://www.wdl.org/

É uma notícia QUE NÃO SÓ VALE A PENA REENVIAR COMO É UM DEVER ÉTICO, FAZÊ-LO!
Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as
bibliotecas do planeta.

"Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION
Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do
México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em
japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil
e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Fácil de navegar:

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve
explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram
passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.
Como se acede ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:
http://www.wdl. org/
O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.
Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da
Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.”
Imagem: "Biblioteca", Maria Helena Vieira da Silva, 1949

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O May be Man


Texto de Mia Couto

Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.

Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada.

Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enqua­dra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corrup­tor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.

O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.

O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrup­to: em nome da lei, assalta o cidadão.

Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cau­tela, os do chefe do chefe.

O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.

Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.

http://www.opais.co.mz/index.php/opiniao/126-mia-couto/10549-o-may-be-man.html
Imagem: René Magritte

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SAMHAIN 2010


Samhain no Centro Cultural do Jogadouro
Rio Maior
Ontem, entre as 17 h e as tantas da noite.

A chuva não nos demoveu; antes pelo contrário, acrescentou charme, profundidade, magia à celebração do Samhain, um antigo festival Celta, entre os 8 da Roda do Ano, criados num tempo e numa cultura - que é nossa, de celtiberos, por direito – em que a noção de tempo era cíclica e não linear, em que a vida humana se adaptava com consciência, respeito e reverência a esses ciclos, e a Natureza, considerada sagrada, era objecto de profunda gratidão. Gratidão por ter permitido, por ter sustentado a Vida.


Este é considerado um momento muito importante por marcar tanto o fim quanto o início dum novo ano. Estamos a meio do Outono, e na natureza aceleram-se os processos de morte - necessária para que a vida possa surgir de novo na Primavera. Então, aproveitamos para deixar também que morra em nós aquilo que já não nos serve mais e que impede que possamos renascer segundo uma outra visão renovada e mais grandiosa de nós.
É ainda um momento para compreendermos que a vida é uma eterna morte e renascimento, que vida e morte são parte do mesmo processo criativo, e que só podemos sentir gratidão pel@s noss@s antepassad@s, por aquelas e aqueles que nos precederam, legando-nos a sua herança e o seu lugar.

Por que é tão importante fazer renascer estas celebrações? Porque, a meu ver, precisamos de sagrado como de pão para a boca, nesta cultura desalmada e árida, onde impera a lógica do lucro, do ter, do parecer; precisamos de encontrar sentidos, de nos religarmos uns e umas às e aos outr@s e a uma dimensão que está para lá do comezinho e daquilo que a nossa lógica abrange, porque da grandeza da Vida não me parece que haja quem não tenha pelo menos um leve vislumbre… Porque, depois de tantos abusos, a Mãe Terra precisa de doses massivas do amor e da gratidão de tod@s nós. E porque são momentos intensos, repletos de beleza, de alegria e de significado.
No Jogadouro, Rio Maior, o bosque envolvente, constituído por cedros, loureiros, zambujeiros e outras árvores veneráveis e desconhecidas (para mim), forneceu-nos o melhor lugar para acendermos a fogueira, que nem a chuva intensa conseguiu apagar antes do tempo.
No interior, reflectimos, conversámos, partilhámos, cantámos, tocámos instrumentos de percussão e dissemos poemas, rimos, comemos, dançámos…
É difícil pensar num espaço mais apropriado e

numa companhia mais agradável. O meu muito obrigada a tod@s @s participantes.
O próximo festival é o do Solstício do Inverno, a 21 de dezembro. As inscrições, entretanto, já estão abertas e serão consideradas por ordem de chegada.
Fotos: 1 e 2 minhas
3 de Cibele Pinto Cardoso, Hebdomadarius

domingo, 31 de outubro de 2010

"LA FEMME EST L'AVENIR DE L'HOMME"


“Tudo o que pertence ao mundo feminino me interessa, porque a forma de inteligência mais perfeita da nossa evolução é feminina. A masculina já era. Na altura em que a força, a agressão e o conflito eram obrigatórios, o homem estava perfeitamente adaptado. Mas há muito tempo que a civilização devia ter substituído a força pela inteligência.


A mulher é a inteligência do futuro. É a única em harmonia com os novos modos de comunicação e de funcionamento. O homem não corresponde às novas linguagens informáticas, enquanto a mulher está totalmente em osmose com elas, porque a sua linguagem é intuitiva. Por isso é que tudo o que tem a ver com elas me interessa: não apenas por amor, mas por respeito por aquilo em que nos tornaremos nos quatro milhões de anos que nos restam…”

Philippe Starck, designer e arquiteto

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

INTEGRAR A SOMBRA


Uma vez que as três palavras de ordem do Samhain são:
Desapego
Gratidão (à vida em geral, aos nossos antepassados pelo seu legado)
Aprofundamento (integrar a sombra)
aqui está uma trabalho muito interessante sobre o que é isso, e como se pode fazer, de integrar a sombra.

"Um tema que anda meio “em voga” nos meios da magia ultimamente é a Sombra – o que ela é e como trabalhá-la. Como é um tema até certo ponto polémico, diversas visões sobre ele vão surgindo a cada momento. Neste artigo procuro dar a minha visão, tendo como apoio o estudo da Tradição Oculta Ocidental. Mas, antes de tudo, vamos analisar algumas outras visões sobre este tema.
Alguns tentam livrar-se da sua Sombra. Mas a meu ver, a sombra é parte indissociável da gente. Algo como um órgão vital. Se temos um problema cardíaco, não adianta arrancar o coração do peito achando que isso resolve. Da mesma forma, se temos algum problema de sombra (e todos temos!), não adianta querer "se livrar" da sombra, pois também não resolve.
Também não adianta sublimá-la, pois mais cedo ou mais tarde, quando baixamos a guarda, ela aflora. Sublimação é apenas um modo de adiar um trabalho que deve ser feito já.
Glorificá-la, como alguns procuram fazer, então, é psicose.
O que resta, portanto, é descobrir a função da sombra em você e integrá-la à sua consciência..."

Mais

SAMHAIN - HONRAR A MORTE, CELEBRAR A VIDA


Samhain - O Fim e o Início de um Ano Novo para os Celtas
(31 de Outubro - Hemisfério Norte)

“Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, Samhain (pronuncia-se SOUEN) marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram.

... E o ano chega ao final! Nossos últimos alimentos são colhidos após o equinócio de Outono, marcando o início dos meses em que viveremos com o que conseguimos armazenar. Os alimentos fornecidos pela Grande Deusa devem agora alimentar seus filhos famintos e nutrir o Deus em sua caminhada pelo "outro mundo". O raio do trovão que atingiu o carvalho e fecundou a terra é a promessa do retorno do Deus através daquela que um dia foi sua amante, mas que agora será sua mãe: a Deusa. E assim o ciclo de vida, morte e renascimento volta a estabelecer o equilíbrio a Roda do Ano.

O "Outro Mundo" celta, também conhecido como o Abismo, é um lugar entre os Mundos; uma mistura de paraíso e atormentações. É o lugar no qual todos buscamos respostas para as nossas perguntas mais íntimas, onde a fantasia se mistura à realidade e o consciente ao inconsciente. O Abismo é o local onde os heróis são levados para que possam confrontar seus maiores inimigos: seus próprios fantasmas. Somente vencendo esses fantasmas, que nada mais são que os seus medos, preconceitos e angústias, eles poderão retornar como verdadeiros heróis.
Esta é a simbologia do Santo Graal; uma busca interior de algo que queremos erroneamente materializar neste mundo. Somente os cavaleiros que ousarem atravessar os portais do "Outro Mundo" e vencerem a si próprios serão contemplados com a plenitude do Graal.
Durante esta noite o véu que separa esses dois mundos está o mais fino possível,
permitindo que espíritos do Outro Mundo atravessem o portal sem grandes dificuldades. Por isso, a Noite dos Ancestrais é um momento de nos lembrarmos daqueles que se foram e habitam o Outro Mundo. É hora de honrarmos as pessoas que um dia amámos, deixando que elas nos visitem e comemorem connosco esse momento tão especial da Roda do Ano.

Samhain é o festival da morte e da alegria pela certeza do renascimento. O Deus morreu, e a Deusa, trazendo no ventre o seu amado, recolhe-se ao Mundo das Sombras para esperar o seu renascimento. Comemora-se aqui a ligação com os antepassados, com aqueles que já partiram e que um dia, como a natureza, renascerão. Os cristãos transformaram essa data no "Dia de Todos os Santos" e no "Dia de Finados", numa alusão a essa ligação.


É uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. O Altar é adornado com maçãs, símbolos da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo sumo de maçã. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nesta vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução. Esta é uma data de renascimento!”
Fonte: desconhecida (grata do mesmo modo)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

VAMOS SER SENSATOS NESTE PAÍS DE LUA EM LEÃO?


Propostas para acabar com a crise, a pedido do Sr. Ministro das Finanças

MEDIDAS PARA AJUDAR O GOVERNO A COMBATER A CRISE, AS MEDIDAS CERTAS, AS MEDIDAS CORRECTAS QUE NÃO SEJAM ROUBAR O POVO !

1) Acabar com o subsídio de renda de casa dos Magistrados quer no activo quer jubilados, o qual nem sequer é tributado no IRS.

2) 15º vencimento na AP a quem teve avaliação de excelente. Não bastarão os 3 pontos inerentes a esta classificação? O ambiente gerado por este vencimento tem sido desastroso: "façam vocês que são bons" é a resposta dada pelos outros que são tão bons como os premiados.


3) Acabar com a proliferação de Institutos, Organismos, Empresas Municipais que repetem a prestação de serviços idênticos.


4) Aproveitar bem os Técnicos da Administração Pública de modo a que os estudos necessários não sejam encomendados a empresas privadas.


5) Acabar com a utilização das viaturas do Estado, sem ser em serviço. São milhões todos os anos.


6) Acabar com os cartões frota que são utilizados fora do horário de serviço.


7) Acabar com a utilização livre e sem controlo de telemóveis nomeadamente por Directores, Secretários, Assessores, Motoristas.

8) Acabar com almoços e jantares cuja factura é paga pelos respectivos serviços.

9) Criar um tecto salarial para os Conselhos de Administração das empresas públicas que tenha como limite o auferido pelo Presidente da República.
10) Proibição da utilização de cartões de crédito das empresas públicas.

11) Proibição das reformas em duplicado e triplicado adquiridas por exercerem funções em curtos espaços de tempo, em administrações de empresas públicas e/ou cargos políticos. Como é possível tanta e choruda reforma se os outros portugueses apenas têm direito a uma unificada, se for caso disso!

12) Pensar e publicitar a melhor forma de levar os portugueses a emprestar dinheiro ao Estado ou a comprarem dívida com vantagens para ambas as partes.
13) Para quando a Reforma Administrativa de modo a extinguir tantas Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais? Há municípios com cerca de 2000 habitantes! As medidas avulsas que tenho a ousadia de sugerir, pode ter a certeza que são aprovadas pela opinião pública. Os portugueses olharão com mais respeito para um Governo que no momento de pedir mais sacrifícios, cortou com o luxo, o excesso, as mordomias que nem os países ricos possuem. Desejo-lhe o maior sucesso na governação do País.

AJUDEM A DIVULGAR !
MOSTREM QUE OS PORTUGUESES NÃO SÃO CEGOS E QUE SABEM ONDE ESTÁ O ERRO
! (ou pelo menos alguns - e graves…)
Imagem: Google

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A HIPÓTESE DE GAIA


A TERRA COMO ORGANISMO VIVO
James E. Lovelock

A ideia de que a Terra é viva pode ser tão velha quanto a humanidade. Os antigos gregos deram-lhe o poderoso nome de Gaia e tinham-na por deusa. Antes do século XIX, até, mesmo os cientistas sentiam-se confortáveis com a noção de uma Terra viva. Segundo o historiador D. B. Mclntyre (1963), James Hutton, normalmente conhecido como o pai da geologia, disse numa palestra para a Sociedade Real de Edimburgo na década de 1790 que considerava a Terra um super organismo e que seu estudo apropriado seria através da fisiologia. Hutton foi mais adiante e fez a analogia entre a circulação do sangue, descoberta por Harvey, e a circulação dos elementos nutrientes da Terra, e a forma como o sol destila água dos oceanos para que torne a cair como chuva e refresque a terra.
Essa visão holística de nosso planeta não persistiu no século seguinte. A ciência estava se desenvolvendo rapidamente e logo se fragmentou numa coletânea de profissões quase independentes. Tornou-se a província do especialista, e pouco de bom se podia dizer acerca do raciocínio interdisciplinar. Não se podia fugir de tal introspecção. Havia tanta informação a ser coletada e selecionada! Compreender o mundo era tarefa tão difícil quanto montar um quebra-cabeças do tamanho do planeta. Era fácil demais perder a noção da figura enquanto se procurava e separava as peças.
Quando, há alguns anos, vimos as fotografias da Terra tiradas do espaço, tivemos um vislumbre do que estávamos tentando modelar. Aquela visão de estonteante beleza; aquela esfera salpicada de azul e branco mexeu com todos nós, não importa que agora seja apenas um cliché visual. A noção de realidade vem de compararmos a imagem mental que temos do mundo com aquela que percebemos através de nossos sentidos. É por isso que a visão que os astronautas tiveram da Terra foi tão perturbadora. Mostrou-nos a que distância estávamos afastados da realidade...

Mais aqui
Imagem: Google

UMA RELIGIÃO DA SUSTENTABILIDADE


POR QUE INTEGRAR A DEUSA NA INICIATIVAS DE TRANSIÇÃO?

A crença numa divindade feminina terá sido a primeira da humanidade, possivelmente por analogia com o papel insubstituível da Mãe, enquanto criadora e sustentadora da Vida, e depois porque, como parece óbvio, terá demorado para que os homens percebessem o seu papel na reprodução da espécie…

O trabalho de arqueólogas como Marija Gimbutas e outras veio provar cientificamente a existência na Europa, durante o Neolítico, de sociedades matriarcais, ou matrifocais, prósperas e pacíficas, que cultuavam divindades femininas, até serem invadidas e conquistadas por povos indo-europeus, adoradores da espada*, que terão imposto uma nova cultura patriarcal, baseada não em valores de parceria e preservação da vida, mas nos de conquista e domínio, trazendo consigo o culto de deuses masculinos, tão exclusivistas e ferozes quanto eles.

Todas as grandes religiões da actualidade têm figuras masculinas no topo, do Cristianismo ao Islamismo, e não deve ser por acaso que temos o mundo que temos com os valores masculinos tão exacerbados (voracismo, competição, hierarquização, domínio dos mais fortes… ), conduzindo-nos directamente à destruição, se não valorizarmos a especificidade dos valores femininos do cuidar, criar, aceitar, abranger, integrar…

Curiosa e desgraçadamente estes deuses masculinos também são exclusivamente deuses do Céu, enquanto as divindades femininas estão muito ligadas à Terra. No afã de impor o culto destas divindades, cujas palavras de ordem, no caso de Jeová, por exemplo, são “Crescei e dominai a Terra”, a terra, a matéria, foi assimilada ao mal, e a aspiração ao Céu generalizou-se, numa espécie de prenúncio da sociedade virtual em que hoje vivemos, por via da televisão e do computador…

Então as grandes religiões da actualidade nunca impuseram limites para a exploração da Terra e das outras espécies, etnias e género, considerad@s inferiores.

Pelo contrário, a religião da Deusa, que é no fundo a nossa tradição europeia, a Wicca, ou o Paganismo, diabolizada pelo Cristianismo, com a consequente caça às Bruxas (parteiras, curandeiras e mulheres e homens sábi@s da Idade Média), é uma religião que celebra os ciclos da Natureza, sacralizando todos os seus elementos. Tudo na natureza são entidades vivas, e veneráveis. Muito na onda da Hipótese de Gaia, de James Lovelock, não? Sem aprofundar mais, já deu para perceber que esta é uma religião que serve em absoluto o Movimento de Transição. Mas não se trata duma religião de proselitismo, portanto ninguém aqui vai nunca sugerir sequer a alguém que siga os seus princípios e rituais… Nem creio que seja necessário, para honrarmos a Deusa, ou o princípio Feminino em nós (atenção que na Wicca também há um Deus…), termos esta ou aquela religião.


No meu caso, não sou ainda uma wiccana a sério, ainda terei de aprender muito mais sobre isso, mas tenciono fazê-lo, sobretudo graças a uma mestra que muito respeito, que é Starhawk.
Comecei o meu trabalho com a Deusa pela via dos Arquétipos do Feminino, da Psicologia Jungiana, baseada no trabalho de Jean Shionoda Bolen.

Como também sou formada no Método Louise Hay de Desenvolvimento Pessoal, inspirei-me em ambos os saberes para conceber um workshop de 10 semanas, A DEUSA NO CORAÇÃO DA MULHER, em que trabalhamos com 12 Deusas/Arquétipos, seleccionadas entre muitíssimas outras, por considerar que, duma maneira geral, abarcam a totalidade da nossa experiência de vida enquanto mulheres.

Gostaria apenas de acrescentar, até porque há por aqui, felizmente, muitos homens, que o mesmo trabalho se pode fazer com homens, partindo dos Arquétipos do masculino (ver “Os Deuses em Cada Homem”, de Jean Shinoda Bolen, por exemplo). Não o faço eu por achar que cabe aos homens descobrirem e valorizarem o que é isso de ser um Homem, assim como apenas às mulheres compete descobrirem e valorizarem o que significa ser uma Mulher. Quando ambos os géneros se conhecerem melhor e se valorizarem e respeitarem enquanto tal, vai ser muito mais gostoso estarmos juntos, de certeza…

*“O Cálice e a Espada”, Riane Eiseler, Via Óptima
Imagem 1: a deusa grega da Terra, GAIA
Imagem 2: James Lovelock, "pioneiro no desenvolvimento da consciência ambiental", autor de "A Hipótese de Gaia"

domingo, 17 de outubro de 2010

PRECISAMOS DE AGIR POR NÓS MESM@S E PRECISAMOS DE AGIR AGORA!


INICIATIVAS DE TRANSIÇÃO

A TRANSIÇÃO da era do carbono para uma nova era sem ele vai mesmo acontecer, quer queira quer não, uma vez que já atingimos o pico do petróleo e que as alterações climáticas estão aí, então apanhe-a antes que ela @ apanhe a si. Ah, e já agora aproveite para ser muito mais livre, solidári@, resiliente e feliz.


Este poderia ser o lema dum movimento cuja escala, a nível internacional e nacional, eu ignorava completamente até ter estado na Fundação de Findhorn neste último Verão. “A solução tem de ser do tamanho do problema” é um dos postulados deste movimento, de que fazem parte sobretudo jovens, mães e pais responsáveis muitos deles, que angustiados com a herança que um dia poderiam vir a legar à sua descendência, resolveram meter mãos à obra, aproveitando as propostas dum conjunto muito inspirado e criativo de designers dum mundo novo, tais como Rob Hopkins, Joanna Macy, Tim Jackson, Richard Douthwaite, Hubert Reeves,Tamzin Pinkerton, entre outras e outros.



Trata-se de propostas que levadas à letra acredito que nos ajudarão a livrarmo-nos da profunda e total dependência do petróleo a que chegou a nossa civilização, com as consequências que todos já conhecemos sobejamente e começámos já a sentir na pele. A energia poderosa dos combustíveis fósseis, aliada a princípios profundamente masculinos, patriarcais, que desembocaram numa competição e voracismo ferozes e desalmados, cujas palavras de ordem são “mais produção”, “mais consumo”, “mais crescimento”, como se os recursos do planeta e a nossa capacidade de armazenar lixo fossem inesgotáveis e ilimitados…


“O Modelo de Transição afirma que é sobretudo ao nível LOCAL que encontramos a solução para muitas questões que o Séc. XXI nos coloca. As Iniciativas de Transição são também inspiradas pelos princípios éticos e de design da Permacultura. Elas são a prova de que a sociedade civil, os cidadãos comuns, têm em si o poder para responder criativamente e com eficácia, nomeadamente aos desafios do Pico do Petróleo, das Alterações Climáticas, e da Vulnerabilidade Económica.” (João Leitão, da rede social Permacultura e Transição Portugal).


Algumas das fontes onde bebe o movimento da Transição são: o trabalho que reconecta, a Teoria dos Sistemas, a Ecopsicologia (o self ecológico), a psicoterapia, o vício e modelos de mudança, a sabedoria tradicional, a espiritualidade - uma reconexão com a dimensão do sagrado.


O curso Iniciativas de Transição decorreu em Pombal, neste fim de semana, dinamizado por Mandy Dean, uma médica do País de Gales, e May East, directora de relações internacionais da Fundação de Findhorn, na Escócia. Cerca de 32 participantes partilhando experiências, dúvidas, desafios, mas também emoções, graças a uma metodologia muito dinâmica e envolvente, com o entusiasmo e a consciência de serem autênticos pioneiros, sabendo que desta questão apenas se conhece, como frisou May East, o ABC, faltando ainda muito para se alcançar o VXZ… A sensação final foi a de ter entrevisto um vasto leque de problemas, algumas possíveis soluções, mas sobretudo a de se ter criado ali um fantástico grupo de apoio.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E OS HOMENS, COMO FICAM NESTA HISTÓRIA?



O Despertar da Deusa
A Planeta na Web entrevistou May East numa das suas curtas passagens por São Paulo. Ela falou da Fundação Findhorn e explicou porque é que o resgate do feminino é tão importante para o futuro do planeta
(...)
Planeta na web - Como é que traz esses ensinamentos do eco-feminismo para o Brasil?

May
- A reconsagração do ventre, por exemplo, que é um dos trabalhos que faço aqui, é de profunda intimidade da mulher consigo mesmo, de resgate da sua conexão com o seu ventre, o seu cálice de luz, o seu centro de gravidade - mas ao mesmo tempo é um trabalho profundamente politizado. Historicamente há as feministas políticas, que representam o yang do yin dos anos 50 e 60, que queimavam os sutiãs na praça publica, Depois temos essas mulheres que vieram nutrindo a chama do que era ser mulher em sociedades secretas, muito preocupadas em serem interpretadas como mulheres que estão fazendo bruxaria. Essas duas vertentes da reemergência do feminino do século 20 muitas vezes fluíram em oposição. As feministas políticas olhando para as mulheres do retorno da deusa dizendo "essas mulheres estão num exercício narcisista, não estão conseguindo articular esse corpo de valores na sociedade e mudá-la", e as mulheres do retorno da deusa sem poder para realmente fazer essa articulação, essa tecedura, do mistério do feminino na realidade - nem mesmo de passar para os seus filhos homens e mulheres. Então aconteceu foi o encontro de Beijing, na China, há quatro anos. Foi um encontro histórico para a reemergência da mulher, porque lá estavam as feministas políticas e as mulheres do retorno da deusa, e elas perceberam que tinham que entrar em diálogo e começar a dialogar. Foi aí que o eco-feminismo assentou na consciência das mulheres. As feministas perceberam que se continuassem com a sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação. E as mulheres do retorno da deusa perceberam que não há mais tempo mesmo de ficar relembrando o passado, nós temos que mudar o hoje para garantir o futuro das próximas gerações. É fantástico, é um privilégio estar encarnada como mulher nesse momento e poder fazer esse resgate de si própria, passar para as filhas... Eu sou apaixonada pelo que eu faço.

Planeta na web - E os homens, como ficam nessa história?

May
- Quando encontrei o Craig*, ele há muitos anos trabalhava com o movimento de homens. Percebemos nesse encontro que o mais fácil mesmo era polarizar, as mulheres ficarem celebrando o passado, inaugurando o presente e sonhando o futuro, e os homens buscando essa nova identidade do masculino. Então fomos treinados num método chamado de Reconciliação entre o Feminino e o Masculino. O crucial para a questão do masculino e do feminino é o entendimento. Existe uma série de métodos para que a gente saia da comunicação defensiva entre homem e mulher, onde só ouvimos aquilo que é necessário para empilhar munições para ganhar no duelo de quem tem a verdade mais forte ou melhor articulada. Nós percebemos que, ao longo dos séculos, o que era ser mulher e ser homem era segredo dos respectivos clans, e começámos tentar explorar um novo caminho: uma vez que já resgatámos o feminino, convidar os homens a visitar, em termos simbólicos, e serem introduzidos ao que é ser mulher - e vice-versa.
(...)
* Craig Gibsone

Adaptado (lamento, mas já não sei onde encontrei o excerto desta entrevista de May East, que estará no próximo fim de semana, 16 e 17 de Outubro entre nós, em Pombal, dando formação em PERMACULTURA E TRANSIÇÃO)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Podes dormir tranquila, não preciso mais de ti hoje...

(ESTE POST É DE MAIO ÚLTIMO, MAS RESOLVI ACTUALIZÁ-LO ESPECIALMENTE PARA AQUELA MÃE PREOCUPADA COM A EDUCAÇÃO (SEXUAL, NO CASO) DO SEU FILHO PRÉ-ADOLESCENTE. ACREDITO QUE ESTE AUTOR TENHA COISAS IMPORTANTES A DIZER SOBRE ISSO E... MUITO MAIS...)

O homem que causou um dos "maiores escândalos educativos da década"...


Em boa hora recebi esta entrevista feita por Catarina Fonseca, revista Activa, ao pediatra Aldo Naouri, autor do livro "Educar os Filhos", porque, como já muita gente para além dele reparou, algo vai muito mal neste reino da Dinamarca...


Há dias, fiquei arrepiada ao encontrar por acaso no Facebook um grupo intitulado "Eu sou fã do meu filho"... Parece então que o movimento que transformava os pais em colegas e amigalhaços dos filhos não só não acabou como se transformou num outro ainda mais perigoso que os torna logo à partida "fãs" dos respectivos rebentos, que é como quem diz "as crianças já nascem ensinadas e geniais, não precisam de educação, portanto não tenho nada que perder o meu tempo a educá-las e a incutir-lhes valores, o que me deixa muito mais disponível para a novela da noite, o futebol e o Farmville...", certo?


É claro que estou a simplificar muito, porque a coisa tem muito mais que se lhe diga...


(Obrigada, Luís, por me teres enviado esta preciosidade. É um bocadinho longo, mas vale a pena ler até ao fim.)

........................................................................................................................

Para quem tem filhos ou netos ...

O regresso dos pais autoritários (eu, Luíza Frazão, preferia dizer "com autoridade"...)

Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê. Catarina Fonseca/ACTIVA 10 Fev. 2010


"Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos
homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das
últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder
dos pais contra os todo-poderosos filhos.
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação.


Diz quetransmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.


Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!"

Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo
que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.


- Então, nada de democracia para as crianças?


- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião?
E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.
- As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?


- Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se libertar. Eu digo, 'mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mãe é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que não vale a pena viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos. - As nossas avós não viviam nessa angústia... - Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem:
Deus, Rei e Pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo - Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a criança perfeita não existe.

- Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se culpabilizem...


- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas. Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se ela nunca tivesse partido.
- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?


- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.

- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás desaprova. - Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.

- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...


- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'.
A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais.
Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança.

- Educou os seus filhos da forma que defende?


- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu páro o carro e deixo-vos a todos aqui na autoestrada! - Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)

- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?

- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.
- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...


- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.

- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.


- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não forem travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.
- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...


- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.

- O que é um pai castrador?


- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.'

O QUE DEVEMOS FAZER...

Palavra de ordem: não compliquem. Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem desinfectar o mamilo. - Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira. - As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão. - A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa. - Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em conjunto. - Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem-entender. - Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque precisam de imensas calorias.

E O QUE NÃO DEVEMOS...


- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida.
Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.
- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.
- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.
- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.
- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.
- Elogiar, só para coisas excepcionais.

- A criança não deve escolher a sua roupa. - Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.


Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje


http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?contentid=2E120A29-344F-4C04-8426-5596CD24E5E3&channelid=D00EF62C-A1C6-4E01-BC43-5FFEB8969838


Imagens: Google