terça-feira, 8 de setembro de 2009

O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

CIÊNCIA E EU SUPERIOR

Jung afirma que o inconsciente não é subproduto da consciência nem mero depósito de desejos recalcados e frustrações sexuais, como pensava Freud. Para ele o inconsciente é uma entidade viva, independente da nossa percepção dele, acima das noções dualistas de bem e mal. É a outra parte da nossa psique que o ego (consciência superficial) desconhece. Ele está sempre actuando e faz com que os sonhos, na sua linguagem simbólica, sejam a representação fiel da psique – a nossa razão crítica é que se afastou da linguagem dos símbolos e já não a entende.


Para Jung a vida tem sentido, sim, e a sua grande finalidade é a individuação: processo de profundo autoconhecimento onde temos a coragem de nos confrontar com velhos medos e com o que desconhecemos de nós próprios. Os sonhos então revelam-se como um importante guia para esse conhecimento. Uma vez que alguém se entrega a esse caminho nada racional, a sua vida parecerá ser magicamente conduzida por uma sabedoria maior que Jung denominou o SELF (o si-mesmo), o centro de cada um de nós. Individuar-se significa fazer o ego (a consciência da superfície) ir ao encontro desse centro. Representa separar-se da massa, do turbilhão inconsciente e adquirir autonomia; representa tornar-se uma totalidade psicológica, una e centrada, sem divisões internas, autoconsciente: um in-divíduo. Este é o caminho para a personalidade total e a busca da realização pessoal. Para Jung, o futuro da humanidade dependerá directamente da quantidade de pessoas que conseguirem individuar-se.
Não é difícil imaginar o quanto isso deve ter soado místico a certas mentalidades. Quer dizer então que se eu entrar nessa, o meu Eu Superior passa a cuidar de mim? - gozam os mais cépticos. Os não-cépticos preferem pagar para ver.


OVNIS nos céus da alma


Jung foi ousado, ao valorizar o estudo da mitologia, das religiões e também da sabedoria oriental (ela e o seu modo tão anti-ocidental de pensar), mostrando-nos a ponte para ligar dois modos distintos - mas nã
o excludentes - de interpretar a realidade.

O seu conceito de sincronicidade (a coincidência entre estados psíquicos e acontecimentos físicos sem relação causal entre si) trouxe à mentalidade científica a possibilidade de conhecer o mecanismo das grandes coincidências, dos oráculos e de eventos ditos ocultos. Sugeriu que, assim como a ideia taoísta de unicidade, o nosso inconsciente forma com todos os outros um inconsciente, único e coletivo - assim, sem percebermos, todos os nossos pensamentos estão interconectados. Jung chegou à corajosa conclusão que a humanidade guarda no seu inconsciente o registo de todas as suas vivências, mesmo das mais arcaicas - mitos e arquétipos - e assim o passado de um torna-se património de todos (viria daí, afinal, a ideia de que já fomos alguém em outra vida, presente em tantas culturas?). Mostrou que o I Ching, o milenar livro chinês das mutações, constitui a primeira tentativa documentada de relacionar o inconsciente e o Universo, e assim a mentalidade oriental deveria ser vista com menos preconceito... Jung falava de intercâmbio, não de incompatibilidade, entre distintas percepções da realidade. Mas a ciência tradicional deu risinhos.

Os seus estudos da Alquimia mostraram que ela é precursora da nossa ciência do inconsciente. A relação mente/matéria já era conhecida dos alquimistas, que se valiam de uma linguagem simbólica para descrever processos psíquicos. Sobre isso, diz a psicóloga Nise da Silveira, uma das mais respeitadas estudiosas da obra de Jung no mundo: "A exploração em profundidade do inconsciente levou ao curioso achado de que os mais universais símbolos do self (si-mesmo) pertencem ao reino mineral. São eles a pedra e o cristal. Se o psicólogo, nas suas investigações através das camadas mais profundas da psique encontra a matéria, por sua vez o físico, nas suas pesquisas mais finas sobre a matéria, encontra a psique."

As ideias de Jung influenciam até mesmo a Ufologia. Hoje pesquisadores de todo o mundo debruçam-se intrigados sobre o drama psicológico dos contactados e abduzidos (pessoas que dizem ter contactos com extraterrestres), encarando-o sob outro enfoque - o que faz a Ufologia tomar um caminho surpreendentemente novo. Já em 1958, no seu livro Um Mito Moderno, Jung alertava que é preciso pensar nesse discos-voadores mais abrangentemente e entender o aspecto metafórico das aparições, sejam verdadeiras ou não. É preciso entender o drama dessas pessoas à luz dos arquétipos e da mitologia – o mito da jornada do herói. Muito além da importância de tentar provar a realidade física do fenómeno, estaria a necessidade de entender que contactados e abduzidos são como heróis que a vida escolheu para viver, como pioneiros, certas experiências que conduzirão a humanidade a uma nova e mais abrangente compreensão da realidade e de si mesma.

O fenómeno dos discos-voadores, mito recente do nosso século, será então uma projecção, nos céus, de um intenso anseio colectivo de salvação num momento crucial de desespero. Será a representação simbólica do mais profundo arquétipo de unificação e totalidade psíquica dos homens de todos os tempos e lugares: o círculo. Com isso Jung não pretende reduzir o fenómeno ao seu aspecto interior, mas sim alertar para a relação entre o que ocorre na alma da humanidade com o que está acontecendo nos céus do nosso planeta.


http://cgjung.multiply.com/journal/item/2/2

Imagens: Diana Vandenberg

Vacinas


Uma das grandes questões para as quais Ghislaine Lanctôt (Ghis) alerta é a das VACINAS - um grande negócio para a indústria farmacêutica - a evitar a todo o custo! Ainda agora recebi um e-mail avisando peremptoriamente para não tomar a da Gripe A. Eu de certeza que não a vou tomar...
Sugiro o visionamento deste vídeo famoso, que vale por mil teses contra as vacinas, e que Ghislaine tentou, em vão, usar no seu processo (movido pela
Ordem dos Médicos do Canadá).