domingo, 28 de junho de 2009

Existência Multidimensional


“Todos nós, bem como infinitos seres pelo Universo, temos uma existência multidimensional. Isso quer dizer que nós estamos apenas "sintonizados" nesta tridimensionalidade do planeta Terra. Tal qual um aparelho rádio, podemos mudar nossa sintonia a qualquer momento para qualquer outra dimensão do existir. O problema é que estamos muito acostumados a nos mantermos sintonizados a esta "estação" aqui e toda nossa ciência materialista insiste em dizer-nos que não é possível alterar esta sintonia. De fato, alguns de nós já descobriram, faz tempo, que se pode mudar esta realidade num piscar de olhos!

Uma maneira bem simples de se perceber a multidimensionalidade do existir humano e a realidade concreta de outras dimensões é quando dormimos e sonhamos. Os sonhos são reflexos de realidades de uma quarta dimensão. Igualmente esta quarta dimensão é aquela que atingimos com viagens astrais e com o uso do raciocínio simbólico e mítico. Os "deuses" (Anunakis) existem nesta quarta dimensão. A morte igualmente nos arremessa para dimensões superiores, inicialmente para a quarta e, com o costume, abrem-se as demais realidades multidimensionais.”

Leia mais em: http://siriusmagna.blogspot.com/2008/12/multidimensionalidade-do-existir-humano.html

A Quarta Dimensão e o Tempo


(...)
Uma maneira possível de conceber a existência de uma quarta dimensão consiste em imaginar a totalidade do tempo universal, a totalidade do espaço universal, a totalidade do espaço cósmico, e lembrar que eles estão inseparavelmente entretecidos, formando uma quarta dimensão subtil que está presente, a cada instante, em todos os lugares do mundo tridimensional. A tradição esotérica ensina que o mundo não existe apenas no presente. Ele inclui todas as partes e todos os tempos, e é só um determinado instante e um aspecto limitado dele que existem no aqui e agora.

A vida interior do ser humano dá-se nas dimensões subtis. Só a vida externa vai escoando um instante após o outro pelo mundo tridimensional, desde o começo da primeira infância até ao final da terceira idade. As vibrações do passado e as sementes potenciais do futuro estão presentes em torno da pessoa, mais precisamente na aura que rodeia o seu corpo físico, e são perfeitamente reais, embora não possam ser detectadas pelos cinco sentidos. Nas suas pesquisas cientificas, Rupert Sheldrake tem reunido numerosas indicações dessa realidade.
E Alexander Horne escreveu: “Assim como o ser humano que viaja pelo campo percebe percebe uma paisagem que muda gradualmente, embora na realidade a paisagem prossiga igual, também nós, viajando nas asas do tempo, percebemos um universo em movimento. O universo parece em movimento porque a nossa consciência limitado só nos permite ver uma coisa de cada vez.”
Para Horne, então, a passagem do tempo é na verdade a passagem do nosso mundo tridimensional, levado pela sucessão infinita de “momentos presentes”, ao longo de uma quarta dimensão universal que inclui todo o passado e todo o futuro. Tridimensionalmente, “vemos a cada instante apenas uma porção infinitesimal do universo”, escreve ele. “O passado e o futuro, juntos, formam a realidade. O presente é só uma linha divisória, e do ponto de vista do espaço superior, uma abstracção, uma ilusão.”

O tempo mostrará a árvore presente na semente, revelará o adulto presente na criança, o velho presente no adulto, e também a futura criança presente no amor entre o homem e a mulher. Alguns pensam que o futuro e o passado não existem porque negam tudo o que não é visível e tridimensional. No entanto, basta um computador moderno para demonstrar que os dados presentes na memória, embora ocupem um espaço virtual, estão presentes a cada momento. Uma biblioteca electrónica não precisa de estantes. Do mesmo modo, a memória humana não guarda as lembranças no cérebro. O cérebro localiza os dados onde eles estão, isto é, no akasha, no éter, no espaço subtil da quarta dimensão. Este é o ponto de vista da tradição esotérica, que Rupert Sheldrake também recupera com o seu conceito moderno de campo mórfico.

Quando um violinista executa uma melodia, a obra está toda presente na dimensão subtil, embora o som físico avance lentamente, a cada segundo, do início até ao final da música. Do mesmo modo, a evolução humana está toda presente no momento actual, embora só possamos perceber uma fatia estreita da evolução da vida com os nossos sentidos tridimensionais. São a e a intuição que nos permitem perceber as dimensões subtis. Em A Doutrina Secreta, Helena Blavatsky cita um diálogo místico entre mestre e discípulo:
- “O que é que existe sempre?”
- “O espaço, o eterno anupadaka (em sânscrito, aquele que não tem origem)”.
- “O que é que sempre existiu?”
- “O germe na raiz.”
- “O que é que está sempre indo o vindo?”
- “A grande respiração universal.”
- “Então esses três são eternos?”
- “Não, os três são Um. O que sempre é é um; o que sempre foi é um; e o que está sempre em transformação é um; e este Um é o Espaço.”

Carlos Cardoso Avelino, "A Quarta Dimensão,Olhando Além dos Cinco Sentidos", in revista Biosofia, Inverno 2008/09

Imagem: Dali