sexta-feira, 19 de junho de 2009

Uma longa leitura de fim-de-semana...

Segue-se uma canalização sobre a morte, muito interessante, que dividi em 8 partes e que poderá ler durante o fim-de-semana. Desfrute.

As imagens são da pintora Alice Buis.

O Medo da Morte


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte I)

Queridos amigos, amados anjos de Luz, eu saúdo todos vocês.
E é do coração da energia Crística que eu, Jeshua, estendo a minha mão e dirijo a minha saudação a cada um de vós.
Amado anjo, saiba que você é querido. Saiba que é amado incondicionalmente, mesmo agora que mora num corpo de carne e osso, um corpo mortal. Mesmo enquanto vive dentro dos limites desse lar temporário, você ainda é incondicionalmente uma parte de Deus, o Lar pelo qual tanto anseia. Na verdade, nunca deixou o Lar, embora possa não reconhecer a chama eterna que permanece acesa para sempre no seu ser. Entre em contacto com essa luz neste momento e ame-se a si mesmo, saiba quem é. Uma luz muito bonita e pura arde no seu interior. Como pode duvidar disso?

Hoje vamos falar sobre morrer. Existe muito medo em relação à morte. Medo de aniquilação, medo de esquecimento, medo de ser engolido pelo imenso buraco negro associado à morte. Como acontece com frequência na dimensão terrena, o ser humano tende a virar as coisas de pernas para o ar e a apresentá-las do modo exactamente oposto ao que são realmente. Na verdade, a morte é libertação, é a volta ao lar, a lembrança de quem você realmente é.

Quando a morte chega, você volta sem esforço ao seu estado natural de ser. A sua consciência funde-se com a chama de luz que é a sua verdadeira identidade. As cargas terrenas são retiradas dos seus ombros. A vida dentro de um corpo físico impõe limitações. É verdade que escolheu mergulhar nesse estado de limitação devido à possibilidade de experiência que ele tinha para lhe oferecer. Apesar disso, a retoma do seu estado angélico natural é uma sensação de bem-aventurança! O anjo que vive em si adora voar e ser livre para investigar livremente os inúmeros mundos que constituem o Universo. Há tantas coisas para se explorar e experienciar! Ao nascer num corpo terreno, você perde parcialmente o contacto com essa liberdade angélica e com a sensação de não ter limites.

A morte não é nada mais que uma transição, uma das muitas transições pelas quais você passa na vida. A vida na Terra conhece tantos momentos de transição, de passar por algo e deixar ir. Pense nisto. Houve um tempo em que o corpo no qual você vive hoje era muito pequeno, um bebezinho vulnerável. Entretanto a sua alma, a Essência Divina no seu interior, já estava a trabalhar através dele nesse momento. Ao chegar à maturidade, foi engolido pelas exigências da vida terrena e confrontou-se com medos e dúvidas. A percepção da sua Essência Divina, da sua alma, foi empurrada para muito fundo. Entretanto, houve momentos na sua vida em que a dimensão da consciência divina se abriu novamente. Isto aconteceu geralmente em momentos nos quais você teve que deixar ir, quando teve que dizer adeus.

Talvez tenha tido que se despedir de um ser amado, talvez tenha tido que abandonar um emprego, ou alguma outra situação semelhante. Tais acontecimentos são transições que se assemelham à morte, não no sentido literal, mas num nível psicológico. Nessas ocasiões lhe foi pedida uma
libertação num nível profundo, e é justamente nesses momentos de deixar ir que você pode começar a sentir a realidade do seu Eu Eterno, a Luz Divina que brilha no seu interior. Esta realidade permanece consigo incondicionalmente, mesmo quando tudo ao seu redor desaba. E assim acontece também, quando se trata da morte física. Se nesse momento você tem a coragem suficiente para se desapegar, o plano da eternidade o acolhe e você experiencia uma percepção muito forte de quem realmente é.

Morrer em entrega consciente é um acontecimento sagrado, pleno de vida e beleza. A grandiosidade do que está desenrolar-se então torna-se tangível para todos os presentes. Quanto mais as pessoas presentes tiverem experimentado “a morte em vida”, mais serão tomadas de admiração e reverência pela transição que estão testemunhando.

Em todas as transições disponíveis na criação, desde nascimento físico e morte até momentos de intenso desapego emocional na sua vida, a questão mais importante não é se você vai sobreviver, mas se vai conseguir manter a conexão com a sua Essência Divina. Você consegue ficar em contacto com o plano da Essência, com as suas origens, com o pulsar da Criação? Conectar-se frequentemente com o plano essencial durante a vida é a melhor forma de se preparar para a morte e para o que vem depois. Ao consciencializar-se agora – antes da morte física – que a Essência de quem você é não depende do seu corpo físico actual, nem da identidade que você assume neste mundo, torna-se livre para fazer a transição suavemente, quando o momento chegar.

Imagem: Alice Buis

Mergulhar na Encarnação


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte II)


Junte-se a mim agora, enquanto voltamos ao instante imediatamente anterior ao seu mergulho na sua encarnação actual. Num nível interno, você permitiu-se iniciar esta vida terrena. Foi uma escolha consciente. Talvez se tenha esquecido disso e de vez em quando fique na dúvida se realmente quer estar aqui. Entretanto houve um momento em que disse “sim”. Esta foi uma escolha corajosa. É um acto de grande bravura trocar temporariamente a sua liberdade angélica e o seu sentido de não-limitação pela aventura de se tornar um ser humano, de se tornar mortal. Essa aventura guarda uma promessa que faz com que tudo isto valha a pena. Sinta o “sim” que naquele momento se elevou da sua alma. Lembre-se também de ter sido atraído para a Terra. Sinta como se conectou com a realidade da Terra e sinta o momento em que entrou no embrião que estava dentro do útero da sua mãe. Você pode notar que há um certo peso envolvendo o planeta Terra, algo meio cinzento ou denso.
Existe muito sofrimento na Terra: dor, perda, medo e pensamentos negativos fazem parte da atmosfera colectiva do planeta. E foi isto que você, como alma recém-encarnada, atravessou. A sua luz encontrou o caminho através da escuridão e, ao fazer isso, um inevitável véu de ignorância caiu sobre a sua consciência angélica original. Sinta a tristeza deste acontecimento e, por trás dela, a sua coragem e bravura. Você estava determinado: “Vou fazer isto! Mais uma vez, vou enraizar-me na realidade da Terra para encontrar a minha própria luz, para reconhecê-la, para redescobri-la e para transmiti-la para esse mundo, que está precisando tanto dela.”
Sim, foi um salto para dentro da ignorância. Esquecer-se temporariamente de quem é, não se lembrar do seu estado livre de ser, faz parte da condição humana. Esquece-se de que está seguro e livre independentemente de onde estiver. Ao tornar-se um ser humano, você começa a preparar-se para recuperar aquela sensação natural de liberdade e segurança. Na sua busca, pode ser enlaçado por poderes que parecem oferecer-lhe o que está procurando, mas que na verdade estão a torná-lo dependente de algo que está fora de si. Pode curvar-se perante julgamentos vindos de fora, que lhe dizem como se deve comportar para ser amado. Estas falsas imagens do Lar, estes substitutos, tendem a entristecê-lo e a deprimi-lo. Realmente a descida do Céu para a Terra foi uma viagem dura! Entretanto a morte transporta-o de volta ao plano do amor eterno e da segurança. É na morte que você se entrega a quem você sempre foi. Quando se morre conscientemente, quando se aceita a morte e se entrega a ela, a morte torna-se um acontecimento feliz.

Imagem: Alice Buis

O que Acontece quando se Morre?


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte III)

Antes de morrer, passa-se por um estágio de desapego. É uma fase em que se diz adeus à vida terrena e aos entes queridos. Isto pode ser difícil, mas ao mesmo tempo, oferece a possibilidade de reflectir profundamente sobre quem se é, e o que se aprendeu e realizou na Terra durante a encarnação. Na dor que pode sentir ao deixar os seus entes queridos, torna-se muito mais claro o que o conecta a eles. É um laço de amor que é imortal. Essa ligação é tão poderosa que passa sem esforço pela fronteira da morte. O amor é uma fonte inexaurível, eternamente dando origem a nova vida. Pois uma coisa é certa: quando partem em amor, vocês encontram-se outra vez. Vão encontrar-se uns aos outros de novo, sem esforço, porque o caminho mais curto para o outro é sempre o caminho do coração.
Se você tem entes queridos que já se foram, pode estar certo de que eles estão perto de si, no nível do coração. Sinta a presença deles, pois estão aqui entre nós, saudando-o. Eles sentem-se privilegiados e livres. Estão livres da dúvida que atormenta tantas pessoas na Terra, e anseiam por partilhar consigo o amor e a bondade que estão à sua disposição o tempo todo.
Aqueles que ficam para trás geralmente associam a fase anterior à morte dos seus entes queridos com sentimentos de tristeza e perda. É natural chorar a partida de um ser amado; é natural sentir a sua falta e desejar a sua presença física. Entretanto, encorajamo-lo a tentar sentir que, com a partida deles, abre-se um portal para uma nova dimensão, uma dimensão onde a comunicação é de natureza tão pura, clara e directa, que se eleva acima dos métodos de comunicação usados comummente na Terra. Você pode ter uma comunicação directa com o ser amado depois da morte, de coração para coração. Deste modo, os mal-entendidos que costumavam separar-vos podem ser facilmente esclarecidos, já que vocês passam a comunicar honesta e abertamente um com o outro. A sua mensagem será sempre recebida.
Quando você mesmo tiver morrido, verá as pessoas que estão vivendo na Terra de uma perspectiva diferente. Será mais tolerante e doce, e perceberá que tem um sentido mais ampliado de sabedoria. Mas não ficará totalmente equilibrado de uma hora para a outra, porque existem emoções e sentimentos que leva consigo e que precisam de ser trabalhados. Você não será perfeito nem omnisciente logo que deixar a vida física. E isto realmente não é assim tão mau, pois existe muita coisa a ser experienciada e descoberta deste lado! Entretanto, na maioria dos seres humanos há uma nova perspectiva. A dimensão da eternidade é tangível e isto suaviza respeitosamente a sua visão do que o ocupava e ocupava as pessoas directamente ao seu redor, durante a sua estadia na Terra.

Imagem: Alice Buis

Atravessar as Fronteiras da Morte


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte IV)

Atravessar as fronteiras da morte

Agora, o que acontece consigo, ao atravessar as fronteiras da morte?
Depois de passar pelo estágio da lamentação, o estágio da despedida, começa a sentir a morte chegando mais perto. O foco da sua consciência muda. Tendo-se libertado do mundo exterior, das pessoas e do corpo, a sua consciência volta-se para o seu interior, cada vez mais profundamente. A sua percepção do mundo exterior diminui e isso permite-lhe preparar-se para a jornada interior na qual está prestes a embarcar. Se aceitar conscientemente a morte, experienciará um “estar pronto”, uma prontidão para realmente se desapegar. Para os seus entes queridos, este é o momento de deixá-lo partir, pois você precisa de todas as suas forças para voltar-se para dentro de si mesmo e se preparar.
Morrer não precisa de ser um processo doloroso. O que realmente acontece é de natureza grandiosa e sublime! Morrer é um acontecimento sagrado, no qual a alma se conecta consigo mesma, de uma forma muito íntima. Durante a fase final, a pessoa que está a morrer sente a dimensão terrena – o corpo, os sentidos, as cores e outras sensações físicas – de uma forma neutra. Uma outra dimensão está entrando na sua consciência, com um brilho tão promissor e convidativo, que não é difícil entregar-se e deixar todas as coisas terrenas para trás. Nem mesmo a presença dos seus entes queridos vai impedi-lo de ir-se embora. A energia do Lar – Deus, Céu, ou como quer que queira chamá-lo – é tão irresistivelmente bondosa, confortadora e segura, que se torna fácil deixar ir e devolver o seu corpo cansado e desgastado à Terra.

Uma vez que liberte tudo em paz, a sua alma elevar-se-á do seu corpo de forma suave e fluida. Será amparado pelas forças universais de sabedoria e amor. Se morrer sem resistência, o ambiente ao seu redor será preenchido por uma energia calorosa e amorosa e experimentará uma sensação indefinível de alívio. Neste ponto, você está livre, e tudo se esclarece. Vai lembra-se da omnipresença do Amor, não como um conceito abstracto, mas como uma realidade palpável. Enquanto estava na Terra, você chamava esse tipo de amor de “Deus”, e mantinha uma imagem humana, distorcida, do que Deus “queria” de si. Estava convencido de que existiam algumas exigências desse Deus, exigências que você geralmente não cumpria. Mas aqui nesta dimensão, você lembra-se de qual é a verdadeira vontade de Deus: incorporar-se em si, inspirá-lo, experienciar a criação através de si e finalmente reconhecer-Se na sua face. Deus queria tornar-se humano através de si. O objectivo da evolução do universo é VOCÊ: Deus feito homem!
Deus é a fonte da criação, e você é a Sua realização. Você, que deu forma à luz de Deus, nunca é julgado por ser um humano. Pelo contrário, você é honrado. A ideia de um Deus vingativo é mais uma distorção, o reverso da verdade alimentado pelo medo. Deus reconhece-Se em si, independentemente do que você faz ou deixa de fazer. Quando volta a este lado, você compreende isso outra vez, e uma carga imensa de autojulgamento e sentimentos de inferioridade escorrega dos seus ombros. Você sente a alegria original de viver de novo, seguro nas mãos de Deus.
Logo depois da sua chegada aqui, começará a perceber seres de luz ao seu redor. Haverá guias para ajudá-lo e pessoas que você conheceu e que fizeram a passagem antes de si. Algumas vezes vai surpreender-se com aqueles que encontrará aqui: pessoas que você encontrou apenas rapidamente, mas que tocaram o seu coração profundamente, poderão estar ao lado dos seus amigos de longa data e parentes seus. Todos aqueles com quem você teve uma conexão baseada no amor virão cumprimentá-lo em algum momento. Mais uma vez, ficará muito claro para si que dizer adeus não passa de uma ilusão, que a conexão pelo coração é eterna. Experienciará uma sensação de gratidão e respeito, ao entrar neste plano de amor incondicional e sabedoria.

Imagem: Alice Buis

O Novo Ambiente da Alma


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte V)

O novo ambiente da alma

Depois que chegar a este lado, haverá uma fase de adaptação, para que se adapte ao seu novo ambiente e lentamente se liberte da sua ligação com a vida terrena. Precisará de se ambientar. Haverá guias para o amparar que são especializados nisso. Ainda terá um corpo, mas ele será mais fluido do que o corpo físico com o qual estava familiarizado. É bem provável que tenha a aparência do seu corpo físico mais recente. Embora haja liberdade para assumir qualquer aparência que se desejar, a maioria das pessoas gosta de dar uma certa continuidade por algum tempo. Você também fica livre para criar as suas próprias condições de habitação, como por exemplo, uma bela casa com um lindo jardim, num ambiente natural de que gostava enquanto estava na Terra. Está tudo bem, se quiser viver as suas fantasias terrenas neste plano, que eu chamo de plano astral. Esta é uma dimensão do reino do ser, que permite muita liberdade criativa, embora ainda lembre e esteja intimamente ligada à dimensão da Terra física.
Algumas pessoas tiveram dificuldade para aceitar a morte na Terra, e sua transição para este lado pode ter sido menos pacífica. Geralmente elas precisam de mais tempo para se adaptar às novas circunstâncias de sua vida. Às vezes demora um pouco até que percebam realmente que morreram. Alguns estiveram doentes durante muito tempo e acham difícil libertar-se dessa sensação. Não conseguem acreditar completamente que estão saudáveis de novo, e muitas vezes é preciso o amparo paciente e gentil de um guia espiritual para ajudá-los a libertarem-se dos velhos corpos. O corpo antigo pode prender-se à alma, simplesmente como uma ideia, uma forma-pensamento. E o mesmo se dá com os hábitos emocionais e padrões de comportamento. Eles podem repetir-se no plano astral, até que a alma descubra a sua liberdade, o seu poder para se libertar e se abrir para algo novo.

Imagem: Alice Buis

Ficar Preso ao Plano Físico


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte VI)

Ficar preso ao plano físico

Outra possibilidade é que a alma fique presa ao plano da Terra, principalmente aos entes queridos, por ter morrido repentinamente e muito jovem. Isto pode acontecer no caso de acidentes, desastres, ou quando a pessoa estava na flor da juventude. Estas são situações em que a alma não se sentia pronta nem preparada para a partida. A morte, nesses casos, é mais ou menos traumática. Há um apoio amoroso neste lado para essas almas traumatizadas, como sempre há. Mais cedo ou mais tarde a alma chegará a um estado de aceitação e entendimento da situação. Existe sempre um motivo para o que parece ser uma partida prematura do plano da Terra. Morrer nunca é um mero acaso.
À medida que a sua estadia do outro lado se estende, o seu espírito expande-se para níveis de consciência mais amplos e profundos. Desapega-se cada vez mais dos modos de pensar e sentir com os quais estava familiarizado na Terra. Basicamente, você volta gradualmente à essência de quem é, à sua alma, à centelha divina interior. Quanto mais entra – ou volta – a esse estado de consciência, mais se desliga da sua personalidade terrena e da dimensão da Terra. Passa a sentir um fluxo de ser que se estende para além desse aspecto seu. Consciencializa-se do espaço sem fronteiras que é a sua alma e das inúmeras experiências que acumulou na sua jornada através do universo.
A partir desse estágio, quando as pessoas da Terra se conectam consigo, elas sentem uma pessoa que adquiriu sabedoria e amor espiritual. Na verdade, ao aproximar-se mais do âmago da sua alma, você deixa o plano astral e entra naquilo que chamo de plano essencial, o reino da Essência. A maioria das pessoas permanece um bom tempo no plano astral, depois de morrer. Elas fazem uma revisão das suas vidas na Terra e reflectem sobre todas as experiências pelas quais passaram. No planto astral, pode experienciar tanto a alegria como a depressão, tanto as emoções positivas quanto as negativas. O ambiente ao seu redor espelha a sua realidade psicológica interna. As emoções que tem que trabalhar tomam a forma de cores, paisagens e encontros. Visitará os reinos astrais com frequência nos seus sonhos, por isso já está familiarizado com este campo de percepção. Quando os vossos livros esotéricos falam de muitas camadas ou esferas na vida após a morte, que se estendem da escuridão até a luz, estão se referindo ao plano astral.

Imagem: Alice Buis

Fundir-se com o seu Eu Maior


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte VII)

Fundir-se com o seu Eu Maior

No plano astral, você tem a oportunidade de trabalhar a bagagem emocional que trouxe da sua vida mais recente na Terra. Para isso, recebe ajuda de vários guias amorosos. Num certo ponto, liberta-se de todos os seus laços terrenos e de toda a sua dor emocional, e então fica pronto para se mover para além de todo o plano astral. É aí que passa para o plano da essência. Quando isto acontece, é como uma segunda morte. Você deixa para trás tudo o que não lhe pertence verdadeiramente, e permite-se fundir-se com o seu Eu Maior, a sua Essência Divina. No momento em que passa para o plano essencial, toma consciência do poder imenso que o move, experiencia a sua unidade com Deus.
O plano da essência, o plano do Eu eterno, é a sede da consciência divina, da qual toda a criação emana. Peço-lhe que tome um instante para se conectar com esse plano, aqui e agora. Ele não está lá longe. Ele permeia tudo, tanto o plano astral quanto o plano terreno; ele permeia todo o cosmos. A presença que você sente aqui é a presença de Deus, pura e imaculada. Ela pode ser percebida como um silêncio profundo, completamente pacífico e, ao mesmo tempo, pleno de vida e criatividade. Desta fonte brota toda a criação e para esta fonte ela deverá retornar.

Imagem: Alice Buis

Conectar-se com a Essência


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em Janeiro de 2009 (parte VIII)

Conectar-se com a Essência

Quando alcança o plano essencial depois da morte, já é capaz de fazer escolhas conscientes em relação ao seu objectivo futuro. Neste plano você pode programar, com a ajuda de professores e guias, uma outra encarnação na Terra, ou planear uma jornada diferente, dependendo das suas metas. No plano essencial, pode ouvir claramente a voz da sua alma. Foi neste plano que você disse “sim” à vida na qual se encontra agora.
Tome um instante para se lembrar de como era estar nesse plano. Quanto mais você se consciencializar desta dimensão durante a sua vida na Terra, mais fácil e tranquila será a sua morte e mais fácil será depois mover-se do plano astral para o plano essencial.
Conectar-se com o plano essencial é uma escolha que você faz. A morte por si só não vai levá-lo mais próximo dele. Depois de morrer, você será praticamente a mesma pessoa que é agora, apesar de que lhe serão oferecidas possibilidades diferentes e uma perspectiva mais ampla. Entretanto a pergunta crucial continua a ser a mesma: lembra-se de quem é? Consegue conectar-se conscientemente com a dimensão de atemporalidade que flui através de si e que o inspira verdadeiramente?
Você é imperecível, querido e amado anjo de Luz. Tenha fé nisto! Permita-se ser confortado e amparado por este conhecimento quando a hora da sua morte chegar; e agora também, enquanto luta com as questões da sua vida.
Para morrer em paz é preciso que se desapegue, no nível interno, de tudo que o prende à existência terrena. Pratique constantemente o desapego enquanto vive, e você estará preparado para morrer.
Poderá perguntar: “Não é trágico desapegar-se da vida, enquanto se está bem no meio dela?” A resposta é: “Não, pelo contrário, isso é a prova de um espírito verdadeiramente poderoso.”
O que significa desapegar-se? Significa prestar atenção à essência, não se deixar prender por questões não essenciais. Significa não criar dramas desnecessários; significa experienciar alegria nas coisas simples da vida. Praticar o desapego e ficar sintonizado com o plano da essência implica estar consciente de uma dimensão oculta, que se encontra directamente sob e por trás de tudo o que é observável. Significa renunciar ao julgamento apressado em termos de bom e mau, e confiar na Inteligência Cósmica, que ultrapassa de longe a mente humana.
Muitas pessoas caem na armadilha da febre do pensamento. Encaram a vida febrilmente – como resolver os problemas, como conseguir todas as coisas que elas pensam que precisam de fazer. Estão excessivamente concentradas em organizar a vida através da vontade e da mente. Desapegar-se significa não levar tão a sério este seu aspecto pensador. Isto é uma coisa trágica de se fazer? Não. Em vez disso, traz luz e leveza à sua vida.
A sua necessidade excessiva de controlo é que faz com que a vida se torne um esforço, pesada e cansativa. O desapego traz paz à mente, humor e atenção. A consciência de que a vida é finita inspira o desejo natural de cultivá-la e cuidar dela. E é aí que a sua Essência Divina pode fluir sem esforço através de si, do plano essencial para a sua realidade terrena. Uma vez que isto aconteça, terá vencido a morte antes de ter morrido.

© 2009 Pamela Kribbe, www.jeshua.net
Esta mensagem foi traduzida do holandês para o inglês por Joep Boink e traduzida do inglês para o português por Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br – Revisão de Luiz Corrêa.
Fonte em português: www.jeshua.net/por

Imagem: Alice Buis