segunda-feira, 2 de março de 2009

Blogs que valem a pena...


Recebi este selinho da Adélia Ester, do blog: http://shekynah.blog.uol.com.br/

Fico muito agradecida.

Para repassar basta seguir as seguintes regras:

1- Aceitar e exibir a imagem;
2- Linkar o Blog do qual recebeu o prémio;
3- Escolher 15 Blogs para entregar os prémios.
Certo?

Apesar de ser para 15, Adélia passou para 7 blogs apenas. São eles:


- Reiki Sahashara
- Alguém na Multidão
-Sintonia da Comunicação
- De vez em quando venho aqui
- Vida de um Professor
- Transmimentos de PensAções
- Saberdesi

Quanto a mim, seleccionei 6. A razão é ter tão pouco tempo para bloguear e não achar que apenas estes valem a pena...

São eles:

MULHERES & DEUSAS

MATERMUNDI

SAGRADO-FEMININO

SEMENTEPEREGRINA

CRIANÇAPAGA

SINDROMEDEESTOCOLMO


Casamentos, hierarquia de género e instituição familiar



"A hierarquia de género é das mais profundas razões para a resistência à abertura do casamento a casais do mesmo sexo

“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”

Assim falava S. Paulo aos Efésios (5, 22-24). E assim durante séculos a Igreja falou. O Direito Civil também. E muitos continuam a falar. E outros a pensarem, certamente.

O Tribunal Constitucional da África do Sul, num notável acórdão relatado por um não menos notável juiz-conselheiro, Albie Sachs, decidiu em Dezembro de 2005 (…) que a lei sul-africana que definia o casamento como um contrato entre pessoas de sexo diferente era incompatível com a proibição constitucional de discriminação por orientação sexual. Deu ao Parlamento o prazo de um ano para alterar a lei, findo o qual esta passaria a ser lida, se o Parlamento não reagisse, como incluindo pessoas do mesmo sexo.

(Segue-se uma longa e interessante apresentação do juiz-conselheiro Albie Sachs,autor de várias obras de referência,e considerado um heróico “freedman fighter” sul-africano.)

O contrato de casamento – estranho contrato, aliás, por várias razões – possivelmente perderá a razão de existir, com a facilitação progressiva do divórcio (embora esta seja também uma forma de o perpetuar: muitas pessoas divorciam-se para se casarem de novo), com o desaparecimento da distinção entre filiação dita “legítima” e “ilegítima” (designação absurda entre todas) e porventura sobretudo com a inacabada mas real erosão da hierarquia de género. Esta é certamente uma das mais profundas e curiosamente mais escondidas razões para a enorme resistência à abertura do casamento a casais do mesmo sexo.

A habitualmente indiscutida complementaridade dos sexos feminino e masculino esconde mal uma diferenciação vertical, de primazia… e de autoridade. O casamento foi, até hoje, se excluirmos a prática da escravatura, a forma mais perfeita de domesticação e subordinação das mulheres. Qualquer que seja a variação histórica dos casamentos e das famílias – e é muito grande, evidentemente, daí a necessidade do uso do plural – o continuum do casamento é confundido (quimicamente falando) com a homofobia, a hierarquia de género. A sua abertura a pessoas do mesmo sexo – porventura possibilitando a reprodução de esquemas e estruturas hierárquicas, o que leva alguns a rejeitá-lo como alternativa de vida – também questiona essa “natural” desigualdade. Por isso ela é vista como subversiva, como o casamento entre pessoas de raça diferente o foi durante muito tempo: antinatural, contra os desígnios de Deus, que de outra forma não teria separado (diferenciado), como separou, os continentes… e os sexos.

A seguir, dizem os alarmados cidadãos moralizadores, virá a adopção, a perfilhação, a filiação. Mas é claro que virá, isto é, por acaso até já veio. E porque não haveria de vir? Porque as crianças têm forçosamente de se habituar à hierarquia de género, à violência conjugal e à autoridade marital? Quem deu à Psicologia a autoridade científica para estar tão segura da bondade da tríade pai-mãe-filho? A enorme violência que as famílias “normais” afinal albergam não fará as pessoas bem-intencionadas duvidar da perfeição de tais arranjos sociais? E será possível que as pessoas não saibam que não é com o casamento que virá a parentalidade de pessoas consideradas ou que se identificam como homossexuais, que obviamente já existe?”

(…)

Teresa Pizarro Beleza, Professora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, in Público, 2 de Março 2009

Portais Interdimensionais

“Há, precisamente nessa incomensurável vastidão do espaço sideral, certas regiões enigmáticas que já começam a despertar a atenção dos astrónomos e principalmente dos físicos de vanguarda. Notadamente pelas suas inusitadas características que de maneira muito provável os constituam como verdadeiros "Stargates", ou portais que permitem cruzar os desconhecidos meandros do tempo e do próprio espaço..... E por onde muito mais possivelmente se locomovam os misteriosos UFOs, encurtando assim as enormes distâncias do Universo! Na foto acima você vê um desses supostos portais, baptizado pelos astrónomos como "O Olho de Deus". No seu negativo, à direita, podemos observar, bem ao centro, o seu núcleo, ou quem sabe uma espécie de túnel! Cientificamente, podemos dizer que "Stargates" são portais que conduzem de uma dimensão para outra - alinhamentos de uma poderosa energia interdimensional etérica situados entre dois pontos do espaço interestelar, os quais permitem que as suas altas energias vibracionais favoreçam não só cruzar as longas distâncias do espaço sideral, como também as enigmáticas nuances do "continuum espaço-tempo".”
http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id326.htm