quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mulher moderna anda muito antiga...

Carpe Diem, meninas...bjs (Luís C.)

Texto na Revista do Jornal O Globo (e vai assim mesmo...)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora


Imagem: É minha a selecção da imagem. Intrigante... Prada será uma marca para mulheres franzinas, sem rumo e deprimidas?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ATENÇÃO À NOVA EPIDEMIA GLOBAL!

Informação recebida há pouca, via email, da Carla Salgado:

A epidemia global está a alastrar a um ritmo vertiginoso.
OMB (Organização Mundial do Bem-Estar), prevê que biliões de pessoas serão infectadas no prazo de dez anos.

Os sintomas desta doença terrível:

1 - Tendência para ser guiado pela intuição pessoal em vez de agir sob a pressão dos medos e das premissas e condicionamentos do passado.

2 - Total falta de interesse em julgar os outros, julgar-se a si próprio e em tudo o que leva ao conflito.

3 - Perda total da capacidade de preocupar-se (este é um dos sintomas mais graves).

4 - Prazer constante em apreciar as coisas e as pessoas tal como elas são, causando a extinção do hábito de querer mudar os outros.

5 - Desejo intenso de se transformar positivamente, gerindo os pensamentos, emoções, corpo físico, a vida e o ambiente físico e desenvolvendo o potencial para a saúde, a criatividade e o amor.

6 - Repetidos ataques de sorriso, aquele sorriso que diz "obrigado" e dá um sentido de unidade e harmonia com todas as coisas vivas.

7 - Abertura constantemente crescente ao espírito de infância, à simplicidade, ao riso e à alegria.

8 - Momentos cada vez mais frequentes de comunicação consciente com a alma, não-dual.... Ser, o que dá uma agradável sensação de plenitude e felicidade.

9 - Prazer em comportar-se como um curandeiro que traz alegria e luz, em vez de críticas ou indiferença.

10 - Capacidade para viver sozinho, em casais, em família e sociedade na fluidez e igualdade, sem se comportar como vítimas, mauzões ou salvadores.

11 - Sentimento de se sentir responsável e orgulhoso em oferecer ao mundo os sonhos de um futuro abundante, harmonioso e pacífico.

12 - Aceitação completa da sua presença na Terra e de escolher, a cada momento, a beleza, a bondade, a verdade e a vida.


Se quiser viver com medo, dependência, conflito, doença e conformismo, evitar contacto com pessoas com esses sintomas.

Esta doença é extremamente contagiosa !

Se já tem os sintomas, saiba que a sua condição é provavelmente irreversível.

O tratamento médico pode eliminar alguns sintomas temporariamente, mas não consegue resistir ao inevitável progresso da doença.

Nenhuma vacina anti-felicidade existe !

Como esta doença da felicidade causa uma perda do medo de morrer, que é um dos pilares centrais das crenças da sociedade materialista moderna, agitações sociais podem ocorrer, tais como greves do espírito guerreiro e da necessidade de ter razão, união de pessoas felizes para cantar, dançar e celebrar a vida, círculos de partilha e de cura, ataques de riso e celebração emocional e colectiva.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

QUANTUM, o meu novo espaço

É com imensa alegria que venho comunicar-vos que, se não tenho tido tempo para vir aqui, é por uma boa causa: tenho andado atarefada com a organização do meu espaço, QUANTUM, em Rio Maior, na rua João de Deus, nº 25.

É um espaço dedicado ao desenvolvimento pessoal e criativo, onde já irá decorrer a 3.ª sessão do curso do Método Louise Hay, na próxima quinta-feira.
Para além dos cursos deste Método de Desenvolvimento Pessoal, irá começar a 13 de Novembro um curso de Astrologia, com a duração de 3 anos, dado pelo astrólogo Rui Peixoto. As sessões serão quinzenais, com a duração de 3 horas.
Haverá oficinas de Escrita Criativa, trabalho com os principais Arquétipos do Feminino e outras terapias.
Neste momento, preparo uma oficina sobre o Natal, CURE O NATAL, composta por quatro sessões.
Está também em fase de preparação um círculo de mulheres, com entrada livre, num dia da semana a determinar. Para participar, basta ter vontade e aparecer à hora combinada.

QUANTUM (o campo de todas as possibilidades...) terá um espaço próprio aqui na Net, onde estarão todas estas informações detalhadas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A DESCOBERTA DO SER INTERIOR


"A primeira necessidade é a descoberta interior para saber o que se é verdadeiramente atrás das aparências sociais, morais, culturais, raciais, hereditárias. No centro há um ser livre, vasto, conhecedor, que se oferece à nossa descoberta e que deve tornar-se o centro agente do nosso ser, da nossa vida."

(Mira Alfassa, “A Mãe”, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 7.)


"Fica evidente que o que conhecemos de nós próprios, a nossa presente existência consciente, é apenas uma formação representativa, uma actividade superficial, um resultado externo em mudança, de uma vasta massa de existência oculta. A nossa vida visível e as acções desta vida não são mais do que uma série de expressões significativas, mas aquilo que ela tenta expressar não está na superfície; a nossa existência é algo bem maior que este ser frontal aparente que nós mesmos supomos ser e que oferecemos ao mundo em volta de nós. Este ser frontal e externo é uma amálgama confusa de formações da mente, movimentos da vida, funcionamentos físicos, e mesmo uma análise exaustiva e ordenadora de suas partes componentes e mecanismo falha em revelar o segredo inteiro. É somente quando vamos atrás, abaixo, acima, penetrando as extensões escondidas de nosso ser, que podemos conhecê-lo; a mais cuidadosa e aguda investigação e manipulação de superfície não pode nos dar o entendimento verdadeiro ou o controle completamente efectivo de nossa vida, de seus propósitos, suas actividades; e de fato, essa inabilidade é a causa do falhar da razão, da moralidade e de toda outra acção na superfície que pretenda controlar e libertar e aperfeiçoar a vida da espécie humana."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)

"A maior parte das pessoas vive em sua ignorante personalidade exterior comum, que não se abre facilmente ao Divino; no entanto há um ser interior dentro delas de que elas não sabem, que pode facilmente abrir-se à Verdade e à Luz. Mas existe um muro que as isola dele, um muro de escuridão e não-consciência."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)

Mulheres & Deusas

sábado, 3 de outubro de 2009

COMO ESCAPAR DA NOSSA PRISÃO


A LEI NA VISÃO MAIOR


“Como poderei situar as diferentes pessoas usadas no sistema legal e as minhas próprias descobertas pessoais? O que é que determina o seu estatuto como escravos ou pessoas livres?

Vêem-me à mente rapidamente três observações:

1) A JUSTIÇA
e as suas leis foram feitas para as pessoas que vivem no mundo da ilusão: a pessoa fictícia (lei marítima, Lei Romana) e a pessoa física (lei terrestre, Lei Comum). Ambas estas pessoas constituem o cidadão, que é súbdito de um soberano externo. A principal característica da cidadania é a de que a autoridade externa e a obediência interna estão separadas, o que acarreta dualidade, divisão, conflito e guerra. A Lei de Lucifer aplica-se sempre que há a ideia de um Deus externo.

2) A JUSTEZA é típica da pessoa soberana que apenas obedece à sua suprema autoridade interior – a alma. Só a alma sabe a verdade e a pode distinguir da falsidade. Para a pessoa soberana, autoridade e obediência estão unidas e existem dentro de uma pessoa. Isto traz consigo unidade, harmonia e paz. O Ser Supremo, o criador interno, não está submetido a nenhuma lei, porque cria tudo no momento presente. É amor infinito e não conhece nem o certo nem o errado.

3) As VIBRAÇÕES mais rápidas têm sempre precedência sobre as mais lentas. O Ser Supremo inerente a tudo quanto existe gera todas as vibrações. Assim, ela/ele é ao mesmo tempo o criador e a matéria criada. Cada ser humano é o Ser Supremo, quer esteja consciente disso ou não.”

In MADAME GHIS – Escape in Prison, da autoria de GHIS, 2009

(Traduzido do inglês por Mariana Inverno)

Publicado por Rosa Leonor, Mulheres & Deusas