sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mergulhar na Encarnação


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte II)


Junte-se a mim agora, enquanto voltamos ao instante imediatamente anterior ao seu mergulho na sua encarnação actual. Num nível interno, você permitiu-se iniciar esta vida terrena. Foi uma escolha consciente. Talvez se tenha esquecido disso e de vez em quando fique na dúvida se realmente quer estar aqui. Entretanto houve um momento em que disse “sim”. Esta foi uma escolha corajosa. É um acto de grande bravura trocar temporariamente a sua liberdade angélica e o seu sentido de não-limitação pela aventura de se tornar um ser humano, de se tornar mortal. Essa aventura guarda uma promessa que faz com que tudo isto valha a pena. Sinta o “sim” que naquele momento se elevou da sua alma. Lembre-se também de ter sido atraído para a Terra. Sinta como se conectou com a realidade da Terra e sinta o momento em que entrou no embrião que estava dentro do útero da sua mãe. Você pode notar que há um certo peso envolvendo o planeta Terra, algo meio cinzento ou denso.
Existe muito sofrimento na Terra: dor, perda, medo e pensamentos negativos fazem parte da atmosfera colectiva do planeta. E foi isto que você, como alma recém-encarnada, atravessou. A sua luz encontrou o caminho através da escuridão e, ao fazer isso, um inevitável véu de ignorância caiu sobre a sua consciência angélica original. Sinta a tristeza deste acontecimento e, por trás dela, a sua coragem e bravura. Você estava determinado: “Vou fazer isto! Mais uma vez, vou enraizar-me na realidade da Terra para encontrar a minha própria luz, para reconhecê-la, para redescobri-la e para transmiti-la para esse mundo, que está precisando tanto dela.”
Sim, foi um salto para dentro da ignorância. Esquecer-se temporariamente de quem é, não se lembrar do seu estado livre de ser, faz parte da condição humana. Esquece-se de que está seguro e livre independentemente de onde estiver. Ao tornar-se um ser humano, você começa a preparar-se para recuperar aquela sensação natural de liberdade e segurança. Na sua busca, pode ser enlaçado por poderes que parecem oferecer-lhe o que está procurando, mas que na verdade estão a torná-lo dependente de algo que está fora de si. Pode curvar-se perante julgamentos vindos de fora, que lhe dizem como se deve comportar para ser amado. Estas falsas imagens do Lar, estes substitutos, tendem a entristecê-lo e a deprimi-lo. Realmente a descida do Céu para a Terra foi uma viagem dura! Entretanto a morte transporta-o de volta ao plano do amor eterno e da segurança. É na morte que você se entrega a quem você sempre foi. Quando se morre conscientemente, quando se aceita a morte e se entrega a ela, a morte torna-se um acontecimento feliz.

Imagem: Alice Buis

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