sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Poder Feminino


O QUE SE PERDEU
OU SE QUER ESQUECER...

“As mulheres têm sido alvos de uma das mais sofisticadas e insidiosas conspirações. Milhares de anos de história têm sido reescritos com o objectivo de apagar da memória colectiva o facto de os homens nem sempre terem ocupado os lugares de chefia.

A evidência arqueológica defende a existência de um período de vinte mil anos de história durante o qual homens e mulheres viviam em igualdade, sem o domínio de nenhum sexo sobre o outro. A terra prosperava.
As tão apregoadas características femininas da compaixão, educação e não-violência eram partilhadas por homens, mulheres e pelos elementos fundamentais da estrutura social. As mulheres eram veneradas como sacerdotisas e curandeiras. As nossas forças intuitivas não eram desprezadas e mas respeitadas. A nossa maneira de ser espontânea de pensar e de sentir era vista como uma harmonia criativa, e não como “coisas de mulheres”.
Os nossos companheiros e amantes, os nossos filhos e amigos, consideravam-nos sacerdotisas naturais. O nosso poder conciliador era fruto da nossa ligação compassiva com o espírito e com a terra. Mas desviámo-nos do nosso rumo e a Deusa ocultou-se.”
(in O Caminho da Iniciação Feminina de Sylvia Pereira)

Excerto retirado do incontornável Mulheres & Deusas.
Ler a propósito "O Reino das Mulheres" (da editora Berthrand) e "O Cálice e a Espada" (Via Óptima, Porto). O primeiro mostra-nos como outra organização social é possível, relativiza o papel do pai e prova como uma sociedade em que as mulheres assumem o poder é naturalmente pacifista e harmoniosa. No segundo, Riane Eisler prova que a arqueologia feita por mulheres conscienciosas encontrou outros dados e informações sobre ordens sociais do passado. Ambos enfatizam a mesma questão: o poder feminino é mais propício à igualdade e à paz. O poder feminino instaura a parceria, o masculino a dominação, dado que, diz Thom Hartman ("As Últimas Horas da Antiga Luz do Sol", Sinais de Fogo), levar com a testosterona em estado puro é o pior dos flagelos que as sociedades humanas podem suportar...


Imagem: Madeline von Forestar

Nenhum comentário: