terça-feira, 30 de junho de 2009

O Mundo é espiritual


A FÍSICA QUÂNTICA E A IMPORTÂNCIA DO OBSERVADOR

A física quântica talvez tenha introduzido justamente o ponto da recuperação do papel do observador, a importância do observador...
Essa é uma observação que nos faz abandonar a pergunta: qual é a realidade verdadeira? Existem realidades para cada um. É necessário que consigamos lidar com a pessoa na realidade em que ela sente que está.
É uma questão de linguagem, esses são fenómenos naturais, em vez de pensarmos que nós possuímos vidas e mortes... vidas e mortes... há uma consciência que "atravessa" a aparência da vida e da morte!
Consideramos tudo isso muito sólido. Mas a vida arromba essas prisões... porque essas prisões não são verdadeiras... então o que é verdadeiro? O fato de que nós somos seres livres.
A espiritualidade na visão budista é a ciência do "ou não", ou seja, nós estamos completamente presos, sem saída, sem solução... "OU NÃO"! Porque não há efetivamente uma rigidez no mundo onde aparentemente vivemos... essa é a razão pela qual a espiritualidade é fundamental. O MUNDO É ESPIRITUAL!
Lama Padma Samten (Físico, budista).

Texto: Esteja Aqui e Agora
Imagem: Mater Mundi

Anjos Humanos


Clique aqui. Dedicado a todas(os) as(os) minhas/meus amigas(os) e... seguidoras(es).


Copiado do magnífico MATER MUNDI
Imagem: Google

Como o deserto...


...Essa memória do éden assedia a nós todos
Essa flor do deserto, esse raro perfume...

in Desert Rose, by Sting

Existe um ensinamento antigo que se encontra no cerne do verdadeiro desenvolvimento espiritual: a fim de estarmos constantemente conectados com a Luz do Criador, temos que nos desenvolver e nos tornar como o deserto.

O deserto é um espaço aberto, sem dono, dentro do qual qualquer um pode fazer o que quiser. Este é o suposto nível até onde devemos desenvolver-nos.

Ser como o deserto significa que você não se importa com o que as pessoas lhe fazem, com o que as pessoas lhe dizem ou com o que elas não lhe fazem ou não lhe dizem. Significa ser livre no sentido mais profundo.

A nossa natureza é geralmente o oposto do deserto. Ficamos extrema e constantemente preocupados com o que os outros fazem, dizem ou até mesmo com o que pensam sobre nós.

Somos prisioneiros de quase todo a gente, porque as suas acções, palavras e pensamentos podem influenciar os nossos sentimentos e a nossa vida.

A fim de nos desenvolvermos espiritualmente, precisamos de trabalhar constantemente no sentido de ser como o deserto, sentindo-nos abertos e livres como o deserto.

Não se trata de um processo fácil, mas não só ele possibilita imensamente o nosso desenvolvimento espiritual, como também nos leva a um nível de equanimidade e paz que não pode ser alcançado de qualquer outra forma.

É um processo que demanda constante foco e esforço, mas cujo efeito espiritual e prático é imenso.

http://siriusmagna.blogspot.com/search/label/ser%20um%20deserto

Imagem: Google

domingo, 28 de junho de 2009

Existência Multidimensional


“Todos nós, bem como infinitos seres pelo Universo, temos uma existência multidimensional. Isso quer dizer que nós estamos apenas "sintonizados" nesta tridimensionalidade do planeta Terra. Tal qual um aparelho rádio, podemos mudar nossa sintonia a qualquer momento para qualquer outra dimensão do existir. O problema é que estamos muito acostumados a nos mantermos sintonizados a esta "estação" aqui e toda nossa ciência materialista insiste em dizer-nos que não é possível alterar esta sintonia. De fato, alguns de nós já descobriram, faz tempo, que se pode mudar esta realidade num piscar de olhos!

Uma maneira bem simples de se perceber a multidimensionalidade do existir humano e a realidade concreta de outras dimensões é quando dormimos e sonhamos. Os sonhos são reflexos de realidades de uma quarta dimensão. Igualmente esta quarta dimensão é aquela que atingimos com viagens astrais e com o uso do raciocínio simbólico e mítico. Os "deuses" (Anunakis) existem nesta quarta dimensão. A morte igualmente nos arremessa para dimensões superiores, inicialmente para a quarta e, com o costume, abrem-se as demais realidades multidimensionais.”

Leia mais em: http://siriusmagna.blogspot.com/2008/12/multidimensionalidade-do-existir-humano.html

A Quarta Dimensão e o Tempo


(...)
Uma maneira possível de conceber a existência de uma quarta dimensão consiste em imaginar a totalidade do tempo universal, a totalidade do espaço universal, a totalidade do espaço cósmico, e lembrar que eles estão inseparavelmente entretecidos, formando uma quarta dimensão subtil que está presente, a cada instante, em todos os lugares do mundo tridimensional. A tradição esotérica ensina que o mundo não existe apenas no presente. Ele inclui todas as partes e todos os tempos, e é só um determinado instante e um aspecto limitado dele que existem no aqui e agora.

A vida interior do ser humano dá-se nas dimensões subtis. Só a vida externa vai escoando um instante após o outro pelo mundo tridimensional, desde o começo da primeira infância até ao final da terceira idade. As vibrações do passado e as sementes potenciais do futuro estão presentes em torno da pessoa, mais precisamente na aura que rodeia o seu corpo físico, e são perfeitamente reais, embora não possam ser detectadas pelos cinco sentidos. Nas suas pesquisas cientificas, Rupert Sheldrake tem reunido numerosas indicações dessa realidade.
E Alexander Horne escreveu: “Assim como o ser humano que viaja pelo campo percebe percebe uma paisagem que muda gradualmente, embora na realidade a paisagem prossiga igual, também nós, viajando nas asas do tempo, percebemos um universo em movimento. O universo parece em movimento porque a nossa consciência limitado só nos permite ver uma coisa de cada vez.”
Para Horne, então, a passagem do tempo é na verdade a passagem do nosso mundo tridimensional, levado pela sucessão infinita de “momentos presentes”, ao longo de uma quarta dimensão universal que inclui todo o passado e todo o futuro. Tridimensionalmente, “vemos a cada instante apenas uma porção infinitesimal do universo”, escreve ele. “O passado e o futuro, juntos, formam a realidade. O presente é só uma linha divisória, e do ponto de vista do espaço superior, uma abstracção, uma ilusão.”

O tempo mostrará a árvore presente na semente, revelará o adulto presente na criança, o velho presente no adulto, e também a futura criança presente no amor entre o homem e a mulher. Alguns pensam que o futuro e o passado não existem porque negam tudo o que não é visível e tridimensional. No entanto, basta um computador moderno para demonstrar que os dados presentes na memória, embora ocupem um espaço virtual, estão presentes a cada momento. Uma biblioteca electrónica não precisa de estantes. Do mesmo modo, a memória humana não guarda as lembranças no cérebro. O cérebro localiza os dados onde eles estão, isto é, no akasha, no éter, no espaço subtil da quarta dimensão. Este é o ponto de vista da tradição esotérica, que Rupert Sheldrake também recupera com o seu conceito moderno de campo mórfico.

Quando um violinista executa uma melodia, a obra está toda presente na dimensão subtil, embora o som físico avance lentamente, a cada segundo, do início até ao final da música. Do mesmo modo, a evolução humana está toda presente no momento actual, embora só possamos perceber uma fatia estreita da evolução da vida com os nossos sentidos tridimensionais. São a e a intuição que nos permitem perceber as dimensões subtis. Em A Doutrina Secreta, Helena Blavatsky cita um diálogo místico entre mestre e discípulo:
- “O que é que existe sempre?”
- “O espaço, o eterno anupadaka (em sânscrito, aquele que não tem origem)”.
- “O que é que sempre existiu?”
- “O germe na raiz.”
- “O que é que está sempre indo o vindo?”
- “A grande respiração universal.”
- “Então esses três são eternos?”
- “Não, os três são Um. O que sempre é é um; o que sempre foi é um; e o que está sempre em transformação é um; e este Um é o Espaço.”

Carlos Cardoso Avelino, "A Quarta Dimensão,Olhando Além dos Cinco Sentidos", in revista Biosofia, Inverno 2008/09

Imagem: Dali

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A Unidade de Todas as Coisas


(…)
“O espaço interior adquire diversas características, conforme os objectos e as consciências que a ocupam. “Os cristãos primitivos sabiam disso e, na sua linguagem própria, deram ao plano mais subtil o nome de sétimo céu, escreveu Vera Stanley Alder. Para Vera, “a quarta dimensão ensina-nos que quanto mais perto chegamos da realidade, da fonte e da causa das coisas, menos existe separação e isolamento. O separatismo leva-nos cada vez mais para longe da nossa ligação com a realidade. Ele expressa a nossa limitação sob as vibrações físicas.”
Realmente, o mínimo que se pode dizer sobre a quarta dimensão é que ela dissolve as fronteiras e mostra a unidade de todas as coisas. Um corpo em quatro dimensões tem comprimento, largura, profundidade e uma quarta característica, indescritível com palavras, mas que inclui a permeabilidade. Na quarta dimensão as distâncias físicas não existem. “O mundo quadridimensional convoca a humanidade para ser livre”, escreve Vera Alder, “convida-a para herdar a terra e os céus, para possuir todas as coisas, e para compreendê-las por meio do amor e da unidade.”

O corpo humano é tridimensional, mas a vida transcende a forma. Uma igreja pode ser tridimensional, mas a verdadeira religião vai além de qualquer forma externa. É o universo das dimensões subtis que inspira o mundo tridimensional.

A matemática e a geometria dos pitagóricos apontavam para a quarta e quinta dimensões. Platão, quando separou o universo sensível do universo inteligível, falava dos mundos tridimensional e pentadimensional , isto é, da realidade ilusória que se experimenta com os cinco sentidos e da realidade permanente que se percebe com a inteligência abstracta. A luz astral ou akasha (4D) liga a mente universal (5D) com o universo físico denso (3D). na famosa alegoria da caverna, no Livro 7 da obra A República, Platão descreve a prisão sensorial da humanidade na caverna escura de um universo tridimensional, quando, na verdade, a vida só pulsa livremente nas dimensões mais subtis. Os seres humanos mal informados pensam que as sombras projectadas na parede da caverna (o plano físico) são reais, mas a vida plena ocorre a céu aberto e é iluminada pelo Sol, símbolo do bem e da sabedoria.

Quando alguém nasce para o mundo tridimensional, a sua consciência fica presa pela percepção limitada dos cinco sentidos, e assim surge a doença da separatividade e do egoísmo. Mas este mal tem cura. A percepção do universo como um processo aberto em quatro dimensões permite que a consciência humana se liberte da noção tridimensional e fechada de “eu”, segundo a qual o que é “meu” não pode ser “do outro”, assim como o que é “do outro” não pode ser “meu”, porque é geralmente impossível que dois corpos tridimensionais ocupem simultaneamente o mesmo espaço. A percepção do universo em quatro dimensões, que corresponde em linguagem espiritualista ao despertar da consciência no plano astral, mostra-nos as possibilidades ilimitadas de cooperação entre todos os seres. Esta nova visão do universo abre espaço para a compreensão de que todas as formas de vida constituem uma só comunidade. Assim, os pequenos “eus” individuais vêem a vida no seu conjunto e comprometem-se com ela, de modo que a felicidade de cada um inspira e é inspirada pela felicidade de todos os outros.
Carlos Castanheda escreveu que o “eu” pessoal é prisioneiro da ansiedade porque teme olhar a vida com serenidade e descobrir que, na realidade, ele não existe. Perseguido pela suspeita terrível de que não existe, o “eu” agarra-se a uma noção estreita de espaço e tempo, para produzir uma falsa impressão de continuidade psicológica. Na verdade, este “eu” teme apenas abrir-se para a felicidade e a bem-aventurança que estão à nossa disposição logo além dos muros tridimensionais do mundo aparente. Quando o “eu” pessoal abandona as suas couraças e protecções, que são quase sempre inúteis, ele consegue finalmente olhar para o seu potencial divino, e então o foco da sua consciência não se desvia mais do caminho. Ele encontra o seu “eu” eterno e ingressa na onda vibratória da nova era, em que o ser humano encontra a paz e a felicidade. Está escrito há milénios nos registos do akasha, na quarta dimensão, que a nossa humanidade reencontrará a felicidade. E também que este reencontro avançará por processo alquímico de compreensão do sofrimento por cada indivíduo humano, até que o número de pioneiros seja suficiente e o carma colectivo, registado na luz astral, esteja finalmente maduro, podendo o processo de transmutação generalizar-se em progressão geométrica. Então a dor colectiva transformar-se-á mais facilmente em sabedoria.”

Carlos Cardoso Aveline , in revista Biosofia, Inverno 2008/09
Imagem: Google

terça-feira, 23 de junho de 2009

A Voz das Xamãs


(...)
“ ...ela explicou que as mulheres, mais do que os homens, são os verdadeiros sustentáculos da ordem social, e que, para cumprir este papel, elas foram educadas, uniformemente em todo o mundo, para estarem a serviço do homem.
— Não faz diferença se elas são criadas como escravas ou se são mimadas e amadas—observou ela.—A finalidade e o destino fundamental das mulheres continuam sendo os mesmos: nutrir, proteger e servir os homens.
Clara olhou para mim, creio que para avaliar se eu estava acompanhando seu argumento. Creio que estava, mas minha reação mais íntima era negar tudo que ela estava dizendo.
— Isto pode ser verdade em alguns casos — concedi —, mas não creio que você possa fazer tamanha generalização e incluir todas as mulheres. Clara discordou veementemente.
— O lado diabólico da posição servil das mulheres é que ele não parece ser simplesmente um ditame social—disse ela—, mas um imperativo biológico fundamental.
— Espere um momento, Clara — protestei. — Como você chegou a essas conclusões?
Ela explicou que cada espécie possui um imperativo biológico para perpetuar-se, e que a natureza proporciona instrumentos para assegurar a fusão das energias masculina e feminina da maneira mais eficiente. Disse que, na esfera humana, conquanto a função primordial da relação sexual seja a procriação, ela também tem uma função secundária e velada, que é assegurar o fluxo contínuo de energia das mulheres para os homens. Clara enfatizou tanto a palavra "homens" que tive de perguntar:
— Por que você diz isto como se fosse uma avenida de mão única? O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher?
— Não. Negou ela enfaticamente.

Os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia.
Isso me parece definitivamente sinistro — comentei ironicamente.
Ela prosseguiu com sua exposição em total seriedade. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra — falou, ignorando minha risada nervosa —, que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali. Clara falou com tanta certeza que não consegui gracejar e tive de levá-la a sério.
— Não que eu aceite por um instante sequer o que você está dizendo,
Clara — falei —, mas, só por curiosidade, como chegou a uma conclusão tão despropositada? Alguém lhe falou disso?
— Sim, meu mestre me falou a respeito. A princípio também não acreditei nele — admitiu ela —, mas ele também me ensinou a arte da liberdade, o que significa que aprendi a ver o fluxo da energia. Agora sei que estava certo, pois posso ver os filamentos semelhantes a vermes nos corpos femininos. Você, por exemplo, possui vários deles, todos ainda ativos.
— Digamos que seja verdade, Clara — concedi, inquieta. — Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?
— O mundo inteiro é injusto com as mulheres! — exclamou ela. — Mas o
problema não é esse.
— Qual é o problema, Clara? Acho que não percebi.
— O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres.
— Mas você ainda não explicou por que deve ser assim — insisti, já começando a oscilar com a força de suas convicções.
— As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana — replicou Clara. — Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo. Clara explicou que, teoricamente, esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento. Deste modo, disse Clara, a natureza possibilita aos homens, além do impulso imediato de gratificação sexual, estabelecer vínculos mais permanentes com as mulheres.
— Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção — acrescentou Clara. — Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem
sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.”
(...)
Trecho do Livro: A Travessia das Feiticeiras, Taisha Abelar

Copiado de: http://sagrado-feminino.blogspot.com/2009/06/vampiros-de-energia.html

ADENDA:
Verdade ou mentira, efabulado ou pura experiência da autora do livro não me cabe a mim pôr em causa as suas afirmações e sim considerá-las como probabilades diante do imenso desconhecido que são as energias e toda a nossa ignorância dos processos ocultos...

Creio na "voz peremptória" das mestras e xamãs e nas mulheres sábias e considero o nosso intelecto e a razão muito redutoras das fontes de conheciemento antigo e julgo que o melhor que temos de fazer é dar sempre o benefício da dúvida a quem sabe mais e ir sempre mais longe dentro de nós...
A nossa história está toda ela obstruída e adulterada, e o que resta da voz das mulheres é quase nada...ouçamos pois com atenção a voz antiga das xamãs...
Deixemos que O SEU ECO SE REPERCUTA BEM DENTRO DE NÓS, NO NOSSO ÚTERO...

De: Mulheres & Deusas

domingo, 21 de junho de 2009

Vantagens das Mulheres

“As mulheres não estão muito presentes na política? Facto. A histeria politicamente correcta fala em discriminações (negativas) e clama por discriminações (positivas), como se o problema fosse esse. Ridículo. As mulheres não participam na vida pública porque são incomparavelmente mais inteligentes do que os homens. Falo por experiência própria: os meus alunos de Ciência Política repartem-se equitativamente entre machos e fêmeas. Mas elas levam claríssima vantagem em tudo: estudo, leitura, erudição, graça e perversidade. O mundo será delas; a autarquia da terra, quando muito, será deles. Coitados. Será preciso dizer mais?”

João Pereira Coutinho, professor universitário e colunista, In “O que sei sobre as mulheres”, Ana Sousa Dias, Pública de 17 de Maio 2009

Quanto a mim, subscrevo a apreciação do entrevistado sobre as suas alunas, por comparação com os alunos. Não estou é tão de acordo sobre o “histeria do politicamente correcto” no que respeita à lei da paridade… Concordo sim com Riane Eisler, quando diz que as mulheres devem deixar de estar tão centradas na zona do privado e interessar-se mais pelas questões públicas. Mais inteligente seria, parece-me, interessarem-se pelas questões públicas impondo aí a sua visão feminina…

Imagem: Alice Buis

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Uma longa leitura de fim-de-semana...

Segue-se uma canalização sobre a morte, muito interessante, que dividi em 8 partes e que poderá ler durante o fim-de-semana. Desfrute.

As imagens são da pintora Alice Buis.

O Medo da Morte


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte I)

Queridos amigos, amados anjos de Luz, eu saúdo todos vocês.
E é do coração da energia Crística que eu, Jeshua, estendo a minha mão e dirijo a minha saudação a cada um de vós.
Amado anjo, saiba que você é querido. Saiba que é amado incondicionalmente, mesmo agora que mora num corpo de carne e osso, um corpo mortal. Mesmo enquanto vive dentro dos limites desse lar temporário, você ainda é incondicionalmente uma parte de Deus, o Lar pelo qual tanto anseia. Na verdade, nunca deixou o Lar, embora possa não reconhecer a chama eterna que permanece acesa para sempre no seu ser. Entre em contacto com essa luz neste momento e ame-se a si mesmo, saiba quem é. Uma luz muito bonita e pura arde no seu interior. Como pode duvidar disso?

Hoje vamos falar sobre morrer. Existe muito medo em relação à morte. Medo de aniquilação, medo de esquecimento, medo de ser engolido pelo imenso buraco negro associado à morte. Como acontece com frequência na dimensão terrena, o ser humano tende a virar as coisas de pernas para o ar e a apresentá-las do modo exactamente oposto ao que são realmente. Na verdade, a morte é libertação, é a volta ao lar, a lembrança de quem você realmente é.

Quando a morte chega, você volta sem esforço ao seu estado natural de ser. A sua consciência funde-se com a chama de luz que é a sua verdadeira identidade. As cargas terrenas são retiradas dos seus ombros. A vida dentro de um corpo físico impõe limitações. É verdade que escolheu mergulhar nesse estado de limitação devido à possibilidade de experiência que ele tinha para lhe oferecer. Apesar disso, a retoma do seu estado angélico natural é uma sensação de bem-aventurança! O anjo que vive em si adora voar e ser livre para investigar livremente os inúmeros mundos que constituem o Universo. Há tantas coisas para se explorar e experienciar! Ao nascer num corpo terreno, você perde parcialmente o contacto com essa liberdade angélica e com a sensação de não ter limites.

A morte não é nada mais que uma transição, uma das muitas transições pelas quais você passa na vida. A vida na Terra conhece tantos momentos de transição, de passar por algo e deixar ir. Pense nisto. Houve um tempo em que o corpo no qual você vive hoje era muito pequeno, um bebezinho vulnerável. Entretanto a sua alma, a Essência Divina no seu interior, já estava a trabalhar através dele nesse momento. Ao chegar à maturidade, foi engolido pelas exigências da vida terrena e confrontou-se com medos e dúvidas. A percepção da sua Essência Divina, da sua alma, foi empurrada para muito fundo. Entretanto, houve momentos na sua vida em que a dimensão da consciência divina se abriu novamente. Isto aconteceu geralmente em momentos nos quais você teve que deixar ir, quando teve que dizer adeus.

Talvez tenha tido que se despedir de um ser amado, talvez tenha tido que abandonar um emprego, ou alguma outra situação semelhante. Tais acontecimentos são transições que se assemelham à morte, não no sentido literal, mas num nível psicológico. Nessas ocasiões lhe foi pedida uma
libertação num nível profundo, e é justamente nesses momentos de deixar ir que você pode começar a sentir a realidade do seu Eu Eterno, a Luz Divina que brilha no seu interior. Esta realidade permanece consigo incondicionalmente, mesmo quando tudo ao seu redor desaba. E assim acontece também, quando se trata da morte física. Se nesse momento você tem a coragem suficiente para se desapegar, o plano da eternidade o acolhe e você experiencia uma percepção muito forte de quem realmente é.

Morrer em entrega consciente é um acontecimento sagrado, pleno de vida e beleza. A grandiosidade do que está desenrolar-se então torna-se tangível para todos os presentes. Quanto mais as pessoas presentes tiverem experimentado “a morte em vida”, mais serão tomadas de admiração e reverência pela transição que estão testemunhando.

Em todas as transições disponíveis na criação, desde nascimento físico e morte até momentos de intenso desapego emocional na sua vida, a questão mais importante não é se você vai sobreviver, mas se vai conseguir manter a conexão com a sua Essência Divina. Você consegue ficar em contacto com o plano da Essência, com as suas origens, com o pulsar da Criação? Conectar-se frequentemente com o plano essencial durante a vida é a melhor forma de se preparar para a morte e para o que vem depois. Ao consciencializar-se agora – antes da morte física – que a Essência de quem você é não depende do seu corpo físico actual, nem da identidade que você assume neste mundo, torna-se livre para fazer a transição suavemente, quando o momento chegar.

Imagem: Alice Buis

Mergulhar na Encarnação


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte II)


Junte-se a mim agora, enquanto voltamos ao instante imediatamente anterior ao seu mergulho na sua encarnação actual. Num nível interno, você permitiu-se iniciar esta vida terrena. Foi uma escolha consciente. Talvez se tenha esquecido disso e de vez em quando fique na dúvida se realmente quer estar aqui. Entretanto houve um momento em que disse “sim”. Esta foi uma escolha corajosa. É um acto de grande bravura trocar temporariamente a sua liberdade angélica e o seu sentido de não-limitação pela aventura de se tornar um ser humano, de se tornar mortal. Essa aventura guarda uma promessa que faz com que tudo isto valha a pena. Sinta o “sim” que naquele momento se elevou da sua alma. Lembre-se também de ter sido atraído para a Terra. Sinta como se conectou com a realidade da Terra e sinta o momento em que entrou no embrião que estava dentro do útero da sua mãe. Você pode notar que há um certo peso envolvendo o planeta Terra, algo meio cinzento ou denso.
Existe muito sofrimento na Terra: dor, perda, medo e pensamentos negativos fazem parte da atmosfera colectiva do planeta. E foi isto que você, como alma recém-encarnada, atravessou. A sua luz encontrou o caminho através da escuridão e, ao fazer isso, um inevitável véu de ignorância caiu sobre a sua consciência angélica original. Sinta a tristeza deste acontecimento e, por trás dela, a sua coragem e bravura. Você estava determinado: “Vou fazer isto! Mais uma vez, vou enraizar-me na realidade da Terra para encontrar a minha própria luz, para reconhecê-la, para redescobri-la e para transmiti-la para esse mundo, que está precisando tanto dela.”
Sim, foi um salto para dentro da ignorância. Esquecer-se temporariamente de quem é, não se lembrar do seu estado livre de ser, faz parte da condição humana. Esquece-se de que está seguro e livre independentemente de onde estiver. Ao tornar-se um ser humano, você começa a preparar-se para recuperar aquela sensação natural de liberdade e segurança. Na sua busca, pode ser enlaçado por poderes que parecem oferecer-lhe o que está procurando, mas que na verdade estão a torná-lo dependente de algo que está fora de si. Pode curvar-se perante julgamentos vindos de fora, que lhe dizem como se deve comportar para ser amado. Estas falsas imagens do Lar, estes substitutos, tendem a entristecê-lo e a deprimi-lo. Realmente a descida do Céu para a Terra foi uma viagem dura! Entretanto a morte transporta-o de volta ao plano do amor eterno e da segurança. É na morte que você se entrega a quem você sempre foi. Quando se morre conscientemente, quando se aceita a morte e se entrega a ela, a morte torna-se um acontecimento feliz.

Imagem: Alice Buis

O que Acontece quando se Morre?


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte III)

Antes de morrer, passa-se por um estágio de desapego. É uma fase em que se diz adeus à vida terrena e aos entes queridos. Isto pode ser difícil, mas ao mesmo tempo, oferece a possibilidade de reflectir profundamente sobre quem se é, e o que se aprendeu e realizou na Terra durante a encarnação. Na dor que pode sentir ao deixar os seus entes queridos, torna-se muito mais claro o que o conecta a eles. É um laço de amor que é imortal. Essa ligação é tão poderosa que passa sem esforço pela fronteira da morte. O amor é uma fonte inexaurível, eternamente dando origem a nova vida. Pois uma coisa é certa: quando partem em amor, vocês encontram-se outra vez. Vão encontrar-se uns aos outros de novo, sem esforço, porque o caminho mais curto para o outro é sempre o caminho do coração.
Se você tem entes queridos que já se foram, pode estar certo de que eles estão perto de si, no nível do coração. Sinta a presença deles, pois estão aqui entre nós, saudando-o. Eles sentem-se privilegiados e livres. Estão livres da dúvida que atormenta tantas pessoas na Terra, e anseiam por partilhar consigo o amor e a bondade que estão à sua disposição o tempo todo.
Aqueles que ficam para trás geralmente associam a fase anterior à morte dos seus entes queridos com sentimentos de tristeza e perda. É natural chorar a partida de um ser amado; é natural sentir a sua falta e desejar a sua presença física. Entretanto, encorajamo-lo a tentar sentir que, com a partida deles, abre-se um portal para uma nova dimensão, uma dimensão onde a comunicação é de natureza tão pura, clara e directa, que se eleva acima dos métodos de comunicação usados comummente na Terra. Você pode ter uma comunicação directa com o ser amado depois da morte, de coração para coração. Deste modo, os mal-entendidos que costumavam separar-vos podem ser facilmente esclarecidos, já que vocês passam a comunicar honesta e abertamente um com o outro. A sua mensagem será sempre recebida.
Quando você mesmo tiver morrido, verá as pessoas que estão vivendo na Terra de uma perspectiva diferente. Será mais tolerante e doce, e perceberá que tem um sentido mais ampliado de sabedoria. Mas não ficará totalmente equilibrado de uma hora para a outra, porque existem emoções e sentimentos que leva consigo e que precisam de ser trabalhados. Você não será perfeito nem omnisciente logo que deixar a vida física. E isto realmente não é assim tão mau, pois existe muita coisa a ser experienciada e descoberta deste lado! Entretanto, na maioria dos seres humanos há uma nova perspectiva. A dimensão da eternidade é tangível e isto suaviza respeitosamente a sua visão do que o ocupava e ocupava as pessoas directamente ao seu redor, durante a sua estadia na Terra.

Imagem: Alice Buis

Atravessar as Fronteiras da Morte


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte IV)

Atravessar as fronteiras da morte

Agora, o que acontece consigo, ao atravessar as fronteiras da morte?
Depois de passar pelo estágio da lamentação, o estágio da despedida, começa a sentir a morte chegando mais perto. O foco da sua consciência muda. Tendo-se libertado do mundo exterior, das pessoas e do corpo, a sua consciência volta-se para o seu interior, cada vez mais profundamente. A sua percepção do mundo exterior diminui e isso permite-lhe preparar-se para a jornada interior na qual está prestes a embarcar. Se aceitar conscientemente a morte, experienciará um “estar pronto”, uma prontidão para realmente se desapegar. Para os seus entes queridos, este é o momento de deixá-lo partir, pois você precisa de todas as suas forças para voltar-se para dentro de si mesmo e se preparar.
Morrer não precisa de ser um processo doloroso. O que realmente acontece é de natureza grandiosa e sublime! Morrer é um acontecimento sagrado, no qual a alma se conecta consigo mesma, de uma forma muito íntima. Durante a fase final, a pessoa que está a morrer sente a dimensão terrena – o corpo, os sentidos, as cores e outras sensações físicas – de uma forma neutra. Uma outra dimensão está entrando na sua consciência, com um brilho tão promissor e convidativo, que não é difícil entregar-se e deixar todas as coisas terrenas para trás. Nem mesmo a presença dos seus entes queridos vai impedi-lo de ir-se embora. A energia do Lar – Deus, Céu, ou como quer que queira chamá-lo – é tão irresistivelmente bondosa, confortadora e segura, que se torna fácil deixar ir e devolver o seu corpo cansado e desgastado à Terra.

Uma vez que liberte tudo em paz, a sua alma elevar-se-á do seu corpo de forma suave e fluida. Será amparado pelas forças universais de sabedoria e amor. Se morrer sem resistência, o ambiente ao seu redor será preenchido por uma energia calorosa e amorosa e experimentará uma sensação indefinível de alívio. Neste ponto, você está livre, e tudo se esclarece. Vai lembra-se da omnipresença do Amor, não como um conceito abstracto, mas como uma realidade palpável. Enquanto estava na Terra, você chamava esse tipo de amor de “Deus”, e mantinha uma imagem humana, distorcida, do que Deus “queria” de si. Estava convencido de que existiam algumas exigências desse Deus, exigências que você geralmente não cumpria. Mas aqui nesta dimensão, você lembra-se de qual é a verdadeira vontade de Deus: incorporar-se em si, inspirá-lo, experienciar a criação através de si e finalmente reconhecer-Se na sua face. Deus queria tornar-se humano através de si. O objectivo da evolução do universo é VOCÊ: Deus feito homem!
Deus é a fonte da criação, e você é a Sua realização. Você, que deu forma à luz de Deus, nunca é julgado por ser um humano. Pelo contrário, você é honrado. A ideia de um Deus vingativo é mais uma distorção, o reverso da verdade alimentado pelo medo. Deus reconhece-Se em si, independentemente do que você faz ou deixa de fazer. Quando volta a este lado, você compreende isso outra vez, e uma carga imensa de autojulgamento e sentimentos de inferioridade escorrega dos seus ombros. Você sente a alegria original de viver de novo, seguro nas mãos de Deus.
Logo depois da sua chegada aqui, começará a perceber seres de luz ao seu redor. Haverá guias para ajudá-lo e pessoas que você conheceu e que fizeram a passagem antes de si. Algumas vezes vai surpreender-se com aqueles que encontrará aqui: pessoas que você encontrou apenas rapidamente, mas que tocaram o seu coração profundamente, poderão estar ao lado dos seus amigos de longa data e parentes seus. Todos aqueles com quem você teve uma conexão baseada no amor virão cumprimentá-lo em algum momento. Mais uma vez, ficará muito claro para si que dizer adeus não passa de uma ilusão, que a conexão pelo coração é eterna. Experienciará uma sensação de gratidão e respeito, ao entrar neste plano de amor incondicional e sabedoria.

Imagem: Alice Buis

O Novo Ambiente da Alma


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte V)

O novo ambiente da alma

Depois que chegar a este lado, haverá uma fase de adaptação, para que se adapte ao seu novo ambiente e lentamente se liberte da sua ligação com a vida terrena. Precisará de se ambientar. Haverá guias para o amparar que são especializados nisso. Ainda terá um corpo, mas ele será mais fluido do que o corpo físico com o qual estava familiarizado. É bem provável que tenha a aparência do seu corpo físico mais recente. Embora haja liberdade para assumir qualquer aparência que se desejar, a maioria das pessoas gosta de dar uma certa continuidade por algum tempo. Você também fica livre para criar as suas próprias condições de habitação, como por exemplo, uma bela casa com um lindo jardim, num ambiente natural de que gostava enquanto estava na Terra. Está tudo bem, se quiser viver as suas fantasias terrenas neste plano, que eu chamo de plano astral. Esta é uma dimensão do reino do ser, que permite muita liberdade criativa, embora ainda lembre e esteja intimamente ligada à dimensão da Terra física.
Algumas pessoas tiveram dificuldade para aceitar a morte na Terra, e sua transição para este lado pode ter sido menos pacífica. Geralmente elas precisam de mais tempo para se adaptar às novas circunstâncias de sua vida. Às vezes demora um pouco até que percebam realmente que morreram. Alguns estiveram doentes durante muito tempo e acham difícil libertar-se dessa sensação. Não conseguem acreditar completamente que estão saudáveis de novo, e muitas vezes é preciso o amparo paciente e gentil de um guia espiritual para ajudá-los a libertarem-se dos velhos corpos. O corpo antigo pode prender-se à alma, simplesmente como uma ideia, uma forma-pensamento. E o mesmo se dá com os hábitos emocionais e padrões de comportamento. Eles podem repetir-se no plano astral, até que a alma descubra a sua liberdade, o seu poder para se libertar e se abrir para algo novo.

Imagem: Alice Buis

Ficar Preso ao Plano Físico


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte VI)

Ficar preso ao plano físico

Outra possibilidade é que a alma fique presa ao plano da Terra, principalmente aos entes queridos, por ter morrido repentinamente e muito jovem. Isto pode acontecer no caso de acidentes, desastres, ou quando a pessoa estava na flor da juventude. Estas são situações em que a alma não se sentia pronta nem preparada para a partida. A morte, nesses casos, é mais ou menos traumática. Há um apoio amoroso neste lado para essas almas traumatizadas, como sempre há. Mais cedo ou mais tarde a alma chegará a um estado de aceitação e entendimento da situação. Existe sempre um motivo para o que parece ser uma partida prematura do plano da Terra. Morrer nunca é um mero acaso.
À medida que a sua estadia do outro lado se estende, o seu espírito expande-se para níveis de consciência mais amplos e profundos. Desapega-se cada vez mais dos modos de pensar e sentir com os quais estava familiarizado na Terra. Basicamente, você volta gradualmente à essência de quem é, à sua alma, à centelha divina interior. Quanto mais entra – ou volta – a esse estado de consciência, mais se desliga da sua personalidade terrena e da dimensão da Terra. Passa a sentir um fluxo de ser que se estende para além desse aspecto seu. Consciencializa-se do espaço sem fronteiras que é a sua alma e das inúmeras experiências que acumulou na sua jornada através do universo.
A partir desse estágio, quando as pessoas da Terra se conectam consigo, elas sentem uma pessoa que adquiriu sabedoria e amor espiritual. Na verdade, ao aproximar-se mais do âmago da sua alma, você deixa o plano astral e entra naquilo que chamo de plano essencial, o reino da Essência. A maioria das pessoas permanece um bom tempo no plano astral, depois de morrer. Elas fazem uma revisão das suas vidas na Terra e reflectem sobre todas as experiências pelas quais passaram. No planto astral, pode experienciar tanto a alegria como a depressão, tanto as emoções positivas quanto as negativas. O ambiente ao seu redor espelha a sua realidade psicológica interna. As emoções que tem que trabalhar tomam a forma de cores, paisagens e encontros. Visitará os reinos astrais com frequência nos seus sonhos, por isso já está familiarizado com este campo de percepção. Quando os vossos livros esotéricos falam de muitas camadas ou esferas na vida após a morte, que se estendem da escuridão até a luz, estão se referindo ao plano astral.

Imagem: Alice Buis

Fundir-se com o seu Eu Maior


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte VII)

Fundir-se com o seu Eu Maior

No plano astral, você tem a oportunidade de trabalhar a bagagem emocional que trouxe da sua vida mais recente na Terra. Para isso, recebe ajuda de vários guias amorosos. Num certo ponto, liberta-se de todos os seus laços terrenos e de toda a sua dor emocional, e então fica pronto para se mover para além de todo o plano astral. É aí que passa para o plano da essência. Quando isto acontece, é como uma segunda morte. Você deixa para trás tudo o que não lhe pertence verdadeiramente, e permite-se fundir-se com o seu Eu Maior, a sua Essência Divina. No momento em que passa para o plano essencial, toma consciência do poder imenso que o move, experiencia a sua unidade com Deus.
O plano da essência, o plano do Eu eterno, é a sede da consciência divina, da qual toda a criação emana. Peço-lhe que tome um instante para se conectar com esse plano, aqui e agora. Ele não está lá longe. Ele permeia tudo, tanto o plano astral quanto o plano terreno; ele permeia todo o cosmos. A presença que você sente aqui é a presença de Deus, pura e imaculada. Ela pode ser percebida como um silêncio profundo, completamente pacífico e, ao mesmo tempo, pleno de vida e criatividade. Desta fonte brota toda a criação e para esta fonte ela deverá retornar.

Imagem: Alice Buis

Conectar-se com a Essência


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em Janeiro de 2009 (parte VIII)

Conectar-se com a Essência

Quando alcança o plano essencial depois da morte, já é capaz de fazer escolhas conscientes em relação ao seu objectivo futuro. Neste plano você pode programar, com a ajuda de professores e guias, uma outra encarnação na Terra, ou planear uma jornada diferente, dependendo das suas metas. No plano essencial, pode ouvir claramente a voz da sua alma. Foi neste plano que você disse “sim” à vida na qual se encontra agora.
Tome um instante para se lembrar de como era estar nesse plano. Quanto mais você se consciencializar desta dimensão durante a sua vida na Terra, mais fácil e tranquila será a sua morte e mais fácil será depois mover-se do plano astral para o plano essencial.
Conectar-se com o plano essencial é uma escolha que você faz. A morte por si só não vai levá-lo mais próximo dele. Depois de morrer, você será praticamente a mesma pessoa que é agora, apesar de que lhe serão oferecidas possibilidades diferentes e uma perspectiva mais ampla. Entretanto a pergunta crucial continua a ser a mesma: lembra-se de quem é? Consegue conectar-se conscientemente com a dimensão de atemporalidade que flui através de si e que o inspira verdadeiramente?
Você é imperecível, querido e amado anjo de Luz. Tenha fé nisto! Permita-se ser confortado e amparado por este conhecimento quando a hora da sua morte chegar; e agora também, enquanto luta com as questões da sua vida.
Para morrer em paz é preciso que se desapegue, no nível interno, de tudo que o prende à existência terrena. Pratique constantemente o desapego enquanto vive, e você estará preparado para morrer.
Poderá perguntar: “Não é trágico desapegar-se da vida, enquanto se está bem no meio dela?” A resposta é: “Não, pelo contrário, isso é a prova de um espírito verdadeiramente poderoso.”
O que significa desapegar-se? Significa prestar atenção à essência, não se deixar prender por questões não essenciais. Significa não criar dramas desnecessários; significa experienciar alegria nas coisas simples da vida. Praticar o desapego e ficar sintonizado com o plano da essência implica estar consciente de uma dimensão oculta, que se encontra directamente sob e por trás de tudo o que é observável. Significa renunciar ao julgamento apressado em termos de bom e mau, e confiar na Inteligência Cósmica, que ultrapassa de longe a mente humana.
Muitas pessoas caem na armadilha da febre do pensamento. Encaram a vida febrilmente – como resolver os problemas, como conseguir todas as coisas que elas pensam que precisam de fazer. Estão excessivamente concentradas em organizar a vida através da vontade e da mente. Desapegar-se significa não levar tão a sério este seu aspecto pensador. Isto é uma coisa trágica de se fazer? Não. Em vez disso, traz luz e leveza à sua vida.
A sua necessidade excessiva de controlo é que faz com que a vida se torne um esforço, pesada e cansativa. O desapego traz paz à mente, humor e atenção. A consciência de que a vida é finita inspira o desejo natural de cultivá-la e cuidar dela. E é aí que a sua Essência Divina pode fluir sem esforço através de si, do plano essencial para a sua realidade terrena. Uma vez que isto aconteça, terá vencido a morte antes de ter morrido.

© 2009 Pamela Kribbe, www.jeshua.net
Esta mensagem foi traduzida do holandês para o inglês por Joep Boink e traduzida do inglês para o português por Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br – Revisão de Luiz Corrêa.
Fonte em português: www.jeshua.net/por

Imagem: Alice Buis

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sem o Feminino, o Mundo é um Ermo...


"(…) gestos femininos bonitos sempre, a delicadeza com que as mulheres tocam nos objectos, a harmonia dos dedos: somos pesados e sem graça, nós os homens, ao pé delas. Pesados, brutos, canhestros: não possuímos seja o que for de ave ou de nuvem, a nossa carne é densa e gaguejante. Dá-me uma paz de eternidade ver uma mulher numa casa, o modo como o seu corpo habita o espaço, a forma como vestem, de si mesmas, os compartimentos, com um simples passo, um simples olhar. E depois uma espécie de inocência primordial, de leveza habitável: devo ter sido muito feliz na barriga da minha mãe, por dentro da sua voz, do seu sangue.”

António Lobo Antunes, in “Eu, às vezes” (Visão, Dez. 2007)

Imagem: Herman Smorenburg

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SER UM PROFESSOR NA NOVA ERA

A minha profunda gratidão à Isabel Tostão que fez chegar até mim esta mensagem tão importante:

Jeshua canalizado por Pamela Kribbe em Junho de 2009
www.jeshua.net/por

Esta canalização também está disponível em arquivo de áudio, em inglês, em www.jeshua.net. A transcrição foi ligeiramente editada para melhor legibilidade. Nossos sinceros agradecimentos a Maria Baes por ter feito a transcrição


Queridos amigos,

EU SOU Jeshua.

Fui o portador da consciência de Cristo há dois mil anos atrás, e agora vocês são aqueles que carregam essa tocha. É uma tocha de luz que traz mudanças ao mundo, um mundo que tem necessidade de mudanças neste exacto momento. Vocês estão vivendo uma era de crise. Está havendo uma crise financeira, uma crise económica, e também uma crise do planeta, uma crise ambiental. Vocês vivem no meio dessas crises, o que também é uma oportunidade de mudança. Sempre que as coisas mudam de uma forma fundamental, é preciso que muitas coisas antigas despenquem drasticamente e de uma forma fundamental.

Vocês, que são atraídos para as minhas mensagens, são aqueles que devem liderar o caminho dos outros. Sim, vocês nasceram nesta época de propósito; queriam fazer uma mudança, queriam ser a mudança de que a humanidade precisa. Vocês são os Professores da Nova Era. É para vocês que eu trago uma mensagem de esperança e coragem. Quero encorajá-los a assumirem o papel de professores que são. Vocês tiveram muitas encarnações em preparação para este momento, pois agora o planeta e a humanidade estão prontos para uma transformação, uma evolução para uma consciência baseada no coração, que reconhece a unidade de tudo o que vive e respira na Terra. Vocês têm sido os portadores deste sentido de unidade há séculos; vocês já foram Trabalhadores da Luz antes, e agora os tempos estão com vocês! Olhem para além da superfície das notícias aparentemente negativas e ruins. Olhem para além de tudo isso. Esta é uma grande oportunidade para mudança.

É pedido à humanidade que se volte para o seu interior e se dirija às emoções negativas e ao medo que sobem à superfície nos momentos de crise. Agora, mais do que nunca, a humanidade precisa de cura e está preparada para receber a cura. Vocês são aqueles que estão liderando o caminho. Vocês são os Professores da Nova Era, e peço-vos que não se intimidem em relação a vós mesmos. Devido a todas as experiências que tiveram na Terra antes, vocês ficaram desconfiados e intimidados em relação à vossa verdadeira identidade, em relação à luz que carregam dentro de vós. Existe paixão nos vossos corações e almas. Vocês desejam ser a luz brilhante que são, mas também estão se escondendo do vosso próprio poder, porque trazem lembranças antigas de terem sido rejeitados por causa disso, e até de terem sido perseguidos e mortos por isso. Posso ver os vossos medos e insegurança, mas vocês são grandiosos e poderosos, se acreditarem em vós mesmos. Vêm de uma longa jornada. Visitaram a Terra muitas vezes e ganharam experiência. Agora são almas maduras e velhas, e desejam compartilhar a sabedoria que adquiriram e também o amor em vossos corações. Peço-vos que olhem para o vosso íntimo e que sintam a paixão com a qual nasceram – a paixão para fazerem a diferença. Peço-vos que não se escondam mais!

Como devem ensinar? O que é este ensinamento do qual falo? Não se trata de levar teorias e conhecimentos de livros para os outros; não se trata de fazer sermões nem de dizer às pessoas o que elas devem fazer. Trata-se de uma vibração que vocês trazem para o mundo, uma vibração de compaixão e paz interior. Assim, quando se dirigem às vossas próprias partes sombrias, às vossas emoções de medo, de raiva e falta de confiança, quando irradiam luz para essas partes sombrias, nesse momento as vossas vibrações elevam-se e vocês trazem uma nova luz para este mundo! Ela é visível em vossos olhos, na forma como falam com os outros, na forma como ouvem os outros. Não a escondam, sejam o mais abertos que puderem, porque vocês são lindos. No momento em que trazem essa vibração para o mundo, as pessoas são atraídas para vocês. Não porque vocês conhecem a verdade, nem porque sabem o que vai acontecer com elas, mas porque existe um espaço de segurança e amizade ao redor de vocês. Elas sentem-se aceites junto a vocês. Isto é que é ensinar na Nova Era: aceitar o outro completamente, tanto com a sua luz quanto com as suas partes sombrias, vendo a sua beleza interior, a sua paixão e inocência, e encorajando-o a ver-se a si próprio.

Ser um Professor da Nova Era é diferente do que vocês estavam a imaginar, é encontrar a paz nas profundezas de si mesmo e não ser desviado do caminho pela negatividade que está à sua volta. Num certo sentido, significa desapegar-se do mundo, não fazer parte do mundo mas, ao mesmo tempo, estar aberto a todos, e permitir que eles experimentem a vibração que vocês estão irradiando para o mundo. Estar no mundo, mas não ser do mundo.

Como vai ser esse ensinamento, que forma ele irá tomar, será diferente para cada indivíduo. Cada um de vocês tem uma certa paixão, um talento, um desejo de fazer uma coisa específica em vez de outra. A sua energia, a sua luz, pode tomar muitas formas, e, para mim, a forma específica que ela toma é pouco importante. O que eu gostaria é que cada um de vocês se consciencializasse de que é um professor, que veio de uma longa jornada. Encorajo-o, principalmente nestes tempos, a não se esconder mais, a partilhar a sua sabedoria com os outros e manter a sua paixão desperta. É isto que significa trazer uma nova energia para este mundo.

LIDANDO COM A ALTA SENSIBILIDADE

Todos vocês se tornaram muito sensíveis. Os vossos corações foram abertos. Nesta era, a energia feminina está renascendo através de vocês, de muitas maneiras, pois vocês são os primeiros a abrirem-se para a consciência baseada no coração, reconhecendo a unidade de toda a vida. Vocês abriram os vossos corações e, como efeito colateral, absorvem os sentimentos e emoções daqueles à vossa volta, e os sentimentos que estão simplesmente presentes na atmosfera ao redor da Terra. Às vezes esta sensibilidade pode ser um peso. Algumas vezes vocês absorvem tanta negatividade, que se sentem abatidos e deprimidos, e não sabem sequer de onde isso está vindo.

Abrir o coração, desenvolver o lado feminino, estar receptivo e aberto às energias ao seu redor, faz parte do desenvolvimento pelo qual estão passando. Mas também é importante que acolham a vossa energia masculina, não no sentido tradicional, mas de um modo novo e mais elevado. No passado, uma energia masculina agressiva dominou a vossa história. Essa energia estava voltada para a aquisição do poder e a manipulação da realidade. Geralmente vocês associam a energia masculina à opressão, agressividade e ao egoísmo. Estão precisando de uma nova definição de energia masculina. Vocês precisam da energia masculina para equilibrar o vosso lado feminino sensível. A energia masculina, na sua forma mais elevada, tem a ver com foco, estabelecimento de limites ao redor de vocês, e determinação sobre o que querem e o que não querem que entre em seu campo energético. Uma energia masculina elevada não permitirá que vocês sejam completamente absorvidos pela negatividade ao vosso redor. Ela ajudar-vos-á a estabelecer limites à vossa volta. Num certo sentido, esta forma superior de energia masculina é como um cavaleiro postado junto à entrada do campo energético de cada um de vocês, separando o que os alimenta e nutre daquilo que não os alimenta nem nutre. Vocês precisam da energia masculina no vosso interior para alimentar o vosso lado feminino e extremamente sensível. Assim, peço-vos que repensem a energia masculina, e encontrem, dentro de vós mesmos, uma nova definição para ela, um novo sentimento a respeito dela. Talvez possam imaginá-la como um cavaleiro ou um guerreiro pacífico, que vos ajuda a distinguir o que é certo para vocês e a se afastarem quando sentem que certos ambientes, ou certas pessoas, não estão servindo aos vossos ideais mais elevados.

Ser um Trabalhador da Luz e um Professor quer dizer estar no mundo e estar aberto e desejoso de irradiar a sua vibração quando as pessoas pedem por isto. Mas, por outro lado, também significa saber quando se afastar, quando dizer não, e quando tomar conta de si mesmo – algo que tem sido muito necessário nesta época em que a energia pode ser muito pesada e muito difícil.

Respeite-se e crie um espaço, todos os dias, para se voltar para o seu interior e sentir quem você é. Criar um espaço para si mesmo pode ser entendido ao pé da letra, isto é, encontrar um espaço físico na sua casa, ou na natureza, onde você possa sentir-se tranquilo, onde possa estar totalmente consigo mesmo. Num lugar relaxante como esse, você pode entrar num espaço interior, e isto é o que realmente importa. Dentro de você existe um espaço que é realmente como um tipo de consciência. É a sua existência, o âmago daquilo que você é, e não pode ser expresso em palavras. Você pode sentir essa consciência especialmente nos momentos de quietude, e quando está sozinho e não está sendo bombardeado pelos acontecimentos externos, barulhos, situações e coisas que o distraiam. Para encontrar esta quietude todos os dias, é importante permanecer consciente de quem você é – um professor e portador da luz para esta realidade. Então, peço-lhe que encontre o equilíbrio entre ser você mesmo e estar no mundo, e que sinta qual o ritmo que se ajusta melhor a você. Use a energia masculina para distinguir e determinar o que é certo para você.

REDEFININDO A ENERGIA MASCULINA

Está na hora de os Trabalhadores da Luz equilibrarem as energias masculina e feminina dentro deles. Num certo sentido, acabaram por ficar com medo do vosso próprio poder. Houve um tempo, um tempo muito antigo, em que vocês mesmos usaram o poder de uma forma da qual vieram a arrepender-se mais tarde. Foi em tempos antes de Cristo, antes da minha vinda à Terra; nos tempos da Atlântida e em épocas anteriores a ela. Vocês ainda guardam lembranças daquelas eras, e não querem utilizar mal os vossos poderes nunca mais. Mas, num certo sentido, a vossa reacção foi extrema demais. Agora querem tanto livrar-se do vosso poder, que muitas vezes são incapazes de se sustentarem, de saber claramente quem vocês são, o que desejam ou não desejam. Isto é lamentável porque, deste modo, vocês ficam exaustos e deprimidos com o que acontece ao vosso redor, pois recusam-se a assumir o vosso poder, não no sentido de mandar nos outros, mas no sentido de se conectarem com a vossa paixão natural, com os vossos instintos naturais, com o vosso conhecimento. Ficou difícil achar uma definição positiva para a energia masculina, mas eu os encorajo a encontrar uma, e a abraçá-la, pois é através do renascimento da energia masculina que vocês reencontrarão o vosso poder verdadeiro.

A energia feminina conecta o indivíduo à sua alma. A alma fala convosco através dos sentimentos para os quais a energia feminina é receptiva. Mas para trazer o conhecimento do feminino para o mundo, para manifestar a paixão da sua alma no mundo, você precisa saber como proteger a sua energia feminina, como se manter à distância quando necessário, como se manter centrado e calmo no meio de energias que não ressoam consigo. Para ser o professor e o pioneiro que você realmente deseja ser, é preciso abraçar tanto o aspecto feminino quanto o aspecto masculino do seu ser.

Tenha coragem em tudo isto. As coisas estão a mudar e você não está só. Muitas pessoas ao redor do mundo estão a passar pelo mesmo processo. Existem muitos companheiros Trabalhadores da Luz vivos neste momento, e se se conectar com eles a partir do seu coração, poderá sentir que são seus irmãos e irmãs. Distância, tempo e espaço não importam. Nem a nacionalidade, nem a raça. Sinta o campo de consciência Crística que agora está se aproximando mais da Terra. Embora possa não ser evidente nas notícias dos jornais e da televisão, esse campo está aí. Uma nova consciência está despertando.

Estou a chamá-lo. Faço parte deste enorme campo de consciência tanto quanto você faz. Somos um nesse campo. Somos iguais e estou a chamá-lo para casa. Pode sentir o lar no planeta Terra agora mesmo, se puder se lembrar de quem é, se puder sentir verdadeiramente a sua divindade e a luz angelical que flúi através de si.

Eu o amo.
Aceite a minha energia.
Agradeço-lhe por recebê-la

© Pamela Kribbe 2008
www.jeshua.net

Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
Revisão de Luiz Corrêa. (e minha)

imagens: Google (pintura de Herman Smorenburg)

Freya


"Eu sei que acontecimentos e encontros sincrónicos são como devaneios, cheios de símbolos e temas a que se devia prestar atenção. Portanto, interroguei-me sobre o significado do seu nome, Freya. Era o nome da Grande Deusa do Norte da Europa, a deusa da fertilidade, do amor, da Lua, do mar, da Terra, do mundo inferior, da morte, do nascimento, das virgens, das mães, dos antepassados. Tinha tantos atributos que os eruditos que tentaram pôr-lhe uma etiqueta não conseguiram. Em suma, era tão multifacetada como qualquer outra versão da Grande Mãe.

Freya era a deusa da juventude, amor e beleza em O Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, a quem Wotan fez a dádiva dos gigantes em troca da construção do Valhalla, o seu castelo-fortaleza e monumento à sua eterna forma e masculinidade. Trata-se de um tema recorrente na mitologia dos patriarcados: é Agamémnon em A Ilíada, sacrificando a filha, Ifigénia, para que a sua armada pudesse navegar para Tróia; é Zeus concordando que Hades podia raptar Perséfone. É também a metáfora, para a psicologia, dos homens que trocam a sua juventude, a importância do amor e uma apreciação da beleza pela sua ambição. Sacrificam a sua anima, suprimindo a faceta feminina da psique em prol do poder. Não se permite ao feminino que se desenvolva e contribua para a criatividade, sensibilidade e perspectiva da personalidade masculina. A anima, simbolizada por uma donzela, é vista e tratada da mesma maneira que as mulheres – desvalorizada e suprimida no mesmo grau.

Isso também acontece às mulheres. Repudiar as qualidades da juvenil Freya é o preço do sucesso no mundo dos homens. Uma mulher não consegue obter êxito se se perceber que é demasiado feminina, que tem um coração terno, é vulnerável ou emocional. Nem pode ter sucesso, geralmente, se possuir a confiança em si mesma da Grande Deusa Freya, porque então não saberá qual o seu lugar."

Travessia para Avalon, Jean Shinoda Bolen

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Benvindas ao domínio patriarcal...

Um grande autor é aquele que conhece os meandros da condição humana, quer se trate do homem, quer da mulher. Esta narrativa vale por "n" discursos sobre a formatação a que uma mulher é sujeita para encaixar no sistema...

História de Carnaval
, Jorge Amado

Maria dos Reis só se decidiu de verdade quando, depois de fechar a luz do quarto, se estirou na cama e ficou de olhos abertos espiando no escuro. Sairia mesmo, mesmo que ele se zangasse e acabasse o namoro. O namoro já era quase noivado, ele ia pedir em junho, quando o pai chegaria do interior para a solenidade do pedido oficial. Quase noiva, a família de Maria dos Reis sem fazer oposição, ele entrava em casa, cumprimentava dona Marocas e tia Clara, tomava o cafezinho das dez na sala de visitas antes de ir embora. Dona Marocas dissera-lhe uma noite em que chovia (ele, as abas do paletó suspensas, resistia heroicamente à carga d'água):

- Seu Teodoro, não quer entrar? O senhor é capaz de pegar um defluxo... Não é bom facilitar.
Teodoro entrara, meio encabulado, mas dona Marocas foi explicando:

- Eu, de mim, não sou contra. Sei que o senhor tem boas intenções, sabe que minha filha não é uma qualquer. Não vou fazer oposição. Se fosse um vagabundo, sim. Mas já tive sabendo que o senhor é um moço direito, está para tirar o seu canudo e quer pedir Maria. Não me oponho, não. Agora, uma coisa quero pedir ao senhor. É que acabe esse namoro na janela.

Atalhou o gesto que Teodoro esboçara:

- Sei que não tem nada de mais. Mas é que o finado, se fosse vivo, não havia de gostar. Ele vivia falando contra esses namoros na janela. Sempre me dizia: - "É uma falta de vergonha, Marocas, esses gabirus encostados nas janelas falando baixinho pra essas sirigaitas. Filha minha não quero que faça isso. Se o rapaz tem boas intenções, que venha conversar dentro de casa. Se não tem, então pau nele".

Teodoro concordou com um gesto com a teoria do finado. Dona Marocas continuou:
- O senhor já falou com Maria e com a mana Clara que vai pedir a menina em junho. Pois bem: eu prefiro que o senhor venha conversar aqui na sala do que essa coisa de estar encostado na janela. Não é por nada, é pela memória do finado... - ficou de repente encabulada, nem sabia como tinha falado
tanto, baixou a cabeça, empregou as mãos em amarrotar a saia preta. Foi assim que Teodoro ficou freqüentando a casa, noivo semi-oficial, esperando o pai que vinha em julho para o pedido.

O casamento seria depois dele formado e nomeado promotor de uma cidadezinha qualquer. No princípio do outro ano. Maria dos Reis já tratava do enxoval, comprava rendas e sonhava o casamento na igreja, a grande cauda do vestido arrastando, as amigas jogando flores, o padre tomando das alianças.

Mas o Carnaval se aproximava. Fazia um ano, ela saíra numa prancha, Felizes Borboletas, saíra linda, linda, era a mais linda na mais linda prancha. Fora aí que começara o namoro com Teodoro, que fazia o corso num carro de estudantes. As Felizes Borboletas eram uma criação da família Cordeiro, cinco moças alegres e uma mamãe mais alegre ainda. Naquele tempo, o Carnaval da Bahia era feito principalmente pelas pranchas, bondes enfeitados de flores e papel, lotados de moças fantasiadas que corriam todos os itinerários dos trilhos, levando a alegria a todas as ruas e arrastando atrás de si os autos dos rapazes elegantes. Havia prêmios para as pranchas mais animadas e para as mais belas. Cinco anos eram passados desde que, pela primeira vez, a família Cordeiro fizera a prancha das Felizes Borboletas. E nesses cinco anos por duas vezes a prancha tirara o prêmio de beleza, por outras duas o de animação, perdendo uma única vez devido "à mais elevada injustiça jamais praticada sob céus da Bahia", como afirmava Reinaldo dos Santos Ferreira, amigo da família e pai de duas das felizes borboletas.

Maria dos Reis, quando viera morar naquela rua, ficara amiga de Antonieta Cordeiro e das suas quatro irmãs. Mas principalmente de Antonieta, que era uma simpatia de morena, alegre e viçosa, namoradeira como ela só, dona da risada mais clara de todo o Largo 2 de Julho. Fora assim não só membro como uma das mais ardentes animadoras e entusiastas das Felizes Borboletas naquele ano. E, como era esguia e pálida, a fantasia foi-lhe muito bem e divertiu-se imenso nos dois primeiros dias. No terceiro, já de namoro forte com Teodoro, a alegria foi diferente, um pouco menos ruidosa, porém mais densa. Terminaram dançando até de madrugada na casa dos Cordeiros, festejando o prêmio. Teodoro dissera-lhe então que o prêmio tinha sido conferido principalmente devido a ela, à sua beleza, à sua voz, à sua graça radiante.
Agora eram quase noivos, o Carnaval estava aí, as Felizes Borboletas ensaiavam e Antonieta, as quatro irmãs de Antonieta, a mãe de Antonieta, o Sr. Reinaldo dos Santos Ferreira, todos, contavam com ela, com sua voz e sua alegria. Seu concurso era imprescindível, Antonieta vivia repetindo, as quatro irmãs diziam em coro, mamãe Cordeiro dizia ainda mais alto. Só Teodoro não dizia nada, apenas fechava a cara toda vez que ela falava em sair na prancha. Quando ela suplicava muito que ele dissesse alguma coisa, se definisse, sim ou não, ele falava com voz soturna:

- Se tá com vontade, saia...

Ela não tinha coragem de confessar que estava com vontade. Ficavam os dois amuados, cada qual para seu canto, nem aproveitaram as idas de tia Clara à sala de jantar para os beijos rápidos porém ardentes.

Maria dos Reis desabafou com Antonieta. Teodoro virava fera quando se falava no assunto "prancha". Fazia uma cara feia, se fechava em copas. Ela não podia mesmo sair. Antonieta prometeu resolver o assunto e nessa mesma noite abordou Teodoro:

- Então, seu Teodoro, não quer deixar a dos Reis sair na nossa prancha, hein? Só porque é prancha de gente pobre e a futura esposa de um advogado não pode sair misturada com as filhas de um escriturário do correio, não é? Se fosse a prancha dos Andrades, ela podia, não é?

Teodoro estava mais duro que um rochedo:

- Se ela tiver vontade, pode sair...

Antonieta tinha que ir para o ensaio, disse logo as últimas:

- Pois eu saía, sabe? Não havia namoro que me empatasse. Ela é porque é uma tola. Deixa que namorado tome conta dela. Não tá vendo que eu... - e foi embora, não sem lançar antes um olhar de profundo desprezo ao futuro bacharel que assoviava, tentando bancar o indiferente.

Aí ficaram os dois namorados calados. De vez em quando, Maria dos Reis espiava, Teodoro espiava, nenhuma palavra. Porém, na hora de despedir-se, ele avisou:

- Se tiver com vontade, saia. Mas fica tudo acabado entre nós.

Ela quis responder, ele já ia pelo meio da rua, nem se despediu. Por isso ("bruto, bruto, bruto") ela, na cama, resolve sair na prancha custe o que custar.
Mas não saiu coisa alguma. Não só estava totalmente arrependida no dia seguinte, como também dona Marocas, quando soube do caso, ficou tiririca, mandou chamar Antonieta, gritou-lhe na cara:

- Pensa que acaba assim o noivado de minha filha? Como não arranjam noivo, andam de namorado em namorado, todas cinco, todas cinco, sim senhor, quer ver se toma o noivo das outras com essa história de prancha. Mas nem pense. Minha filha não sai em prancha nenhuma. Tá noiva, vai casar, não é uma sirigaita como você que vai tomar o noivo dela, não. Saia daqui com sua prancha, vá se estourar no meio dos infernos.

Tia Clara apoiou inteiramente dona Marocas. No fundo, Maria dos Reis apoiou também, começou a achar suspeito aquele grande interesse de Antonieta pela sua presença na prancha. E se fosse mesmo um plano para tomar-lhe o noivo? Essa gente é capaz de tudo...

Antonieta é que nem ligou. Os ensaios tomaram-lhe todo o tempo. As Felizes Borboletas pretendiam, nesse ano, conquistar os dois prêmios: o de beleza e o de animação. Seu Reinaldo dos Santos Ferreira dizia que "seria um triunfo só comparável aos de Alexandre na antiguidade e aos de Napoleão na Idade Moderna". E foi mesmo. Na terça-feira, após a conquista dos dois prêmios, a prancha vinha festejando numa alegria imensa, quando, ao passar na Praça Castro Alves, Antonieta descobriu Maria dos Reis que ia pelo braço do noivo, um lança-perfume na mão, atrás a mãe e a tia, solenes os quatro, marchando pelo Carnaval com passos medidos e rostos sérios. Então as Felizes Borboletas cantaram ainda mais alto, tão alto que Maria dos Reis não pôde fingir que não ouvia e teve que parar, olhar, apertar os lábios para que os soluços não rebentassem.

Imagem: bahianas, Google

O Poder Feminino


O QUE SE PERDEU
OU SE QUER ESQUECER...

“As mulheres têm sido alvos de uma das mais sofisticadas e insidiosas conspirações. Milhares de anos de história têm sido reescritos com o objectivo de apagar da memória colectiva o facto de os homens nem sempre terem ocupado os lugares de chefia.

A evidência arqueológica defende a existência de um período de vinte mil anos de história durante o qual homens e mulheres viviam em igualdade, sem o domínio de nenhum sexo sobre o outro. A terra prosperava.
As tão apregoadas características femininas da compaixão, educação e não-violência eram partilhadas por homens, mulheres e pelos elementos fundamentais da estrutura social. As mulheres eram veneradas como sacerdotisas e curandeiras. As nossas forças intuitivas não eram desprezadas e mas respeitadas. A nossa maneira de ser espontânea de pensar e de sentir era vista como uma harmonia criativa, e não como “coisas de mulheres”.
Os nossos companheiros e amantes, os nossos filhos e amigos, consideravam-nos sacerdotisas naturais. O nosso poder conciliador era fruto da nossa ligação compassiva com o espírito e com a terra. Mas desviámo-nos do nosso rumo e a Deusa ocultou-se.”
(in O Caminho da Iniciação Feminina de Sylvia Pereira)

Excerto retirado do incontornável Mulheres & Deusas.
Ler a propósito "O Reino das Mulheres" (da editora Berthrand) e "O Cálice e a Espada" (Via Óptima, Porto). O primeiro mostra-nos como outra organização social é possível, relativiza o papel do pai e prova como uma sociedade em que as mulheres assumem o poder é naturalmente pacifista e harmoniosa. No segundo, Riane Eisler prova que a arqueologia feita por mulheres conscienciosas encontrou outros dados e informações sobre ordens sociais do passado. Ambos enfatizam a mesma questão: o poder feminino é mais propício à igualdade e à paz. O poder feminino instaura a parceria, o masculino a dominação, dado que, diz Thom Hartman ("As Últimas Horas da Antiga Luz do Sol", Sinais de Fogo), levar com a testosterona em estado puro é o pior dos flagelos que as sociedades humanas podem suportar...


Imagem: Madeline von Forestar

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O equilíbrio do mundo depende da consciência do feminino sagrado


COMO O HOMEM VÊ (OLHA) A DEUSA E A TERRA
E COMO A MULHER SENTE E VIVE A DEUSA E A TERRA...



"Quando o pretenso civilizado aqui chegou e impôs sua cultura, impôs a ferro e fogo, com morte e dor, encontrou aqui uma cultura complexa, de valores ecológicos sofisticados como bem mostra esta carta. A sintonia com a Vida e com a Terra, vista como Mãe, é algo que nós neopagãos bem entendemos. Este é o valor mais ausente desta cultura utilitarista e consumista que se instalou no mundo: Não conseguem sentir a Vida pulsando em tudo à nossa volta, perderam o elo com a Mãe Terra, ser vivo e dinâmico, com o qual podemos criar uma relação que nos permite um grau de completude, de plenitude existencial e energética inominável. "

"Suprimindo a noção de Mãe-Divina, ou submetendo à autoridade de um deus-pai, desarticulou-se o mecanismo instintivo que fazia o equilíbrio inicial: daí advém todas as neuroses e outros dramas que sacodem estas sociedades paternalistas."
In LA FEMME CELTE - de Jean Markale

Leia mais em: http://rosaleonor.blogspot.com/2009/06/o-aquilibrio-do-mundo-depende-da.html

terça-feira, 2 de junho de 2009

CONSPIRAÇÃO ESPIRITUAL

Na superfície da Terra, exactamente agora, há guerra e violência e tudo parece feio, desconexo, morto e morno, triste.

No entanto, algo muito diferente e silencioso, calmo e oculto está acontecendo, pois certas pessoas estão sendo chamadas por uma LUZ MAIS ELEVADA. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora e de baixo para cima. É uma operação global. Uma CONSPIRAÇÃO UNIVERSAL.
Há células dessa operação em cada nação do Planeta. Vocês não vão vê-las pela TV e nem ler sobre elas nos jornais. Nem ouvir as suas palavras nas rádios.
Elas não buscam a glória. Não usam uniformes, tampouco. Chegam de diversas formas e tamanhos diferentes. Têm costumes e cores diferentes.

A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente, trabalham fora de cena. Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, nas montanhas e nos vales. Nas fazendas, vilas, tribos e até em remotas ilhas.

Talvez se cruze com essas pessoas nas ruas e nem se aperceba... Seguem disfarçadas. Ficam atrás da cena. E não se importam com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho, que se conclua a obra.

De vez em quando eles se encontram pelas ruas. Trocam olhares de reconhecimento e seguem os seus caminhos, nem sempre fáceis, mas sempre iluminados.
Durante o dia muitos se disfarçam em empregos normais. Mas à noite, por detrás das aparências, o verdadeiro trabalho se inicia. Alguns os chamam de Exército da Consciência.

Lentamente, estão construindo um mundo novo, novas nações, redes múltiplas de amor e solidariedade, estabelecidas sem fronteiras, sem moeda, sem comércio, mas plenas de outros valores, ricas de verdades verdadeiras, límpidas, transparentes, singelas.

Com o poder dos seus corações e mentes, seguem com alegria e paixão, inteligentemente, e armadas de compaixão e do mais puro discernimento.

Os comandos que as governam chegam da Inteligência Espiritual Central, plantada no Coração Maior de cada um.

Estão atirando bombas suaves de amor sem que ninguém note. São poemas, abraços, músicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças e também activismo social e ecológico participativos, sites e blogs, ou comunidades nas montanhas, em todos os continentes, além de ciências e tecnologias mágicas, tudo no meio de actos de bondade plantados aqui e acolá, por todos os lugares...
Logo serão vistos voando, silenciosamente, como anjos de Gaia, acudindo ao mundo, recolhendo os desabrigados, saciando a fome, curando as feridas, e encaminhando todos e cada um para o futuro.
Expressam-se de uma forma única e pessoal, valendo-se do seus talentos e dons, para além dos eventuais diplomas, cargos e funções. São eles mesmos a mudança que querem ver no mundo. Essa é a força que move os seus tão singelos como também heróicos corações.

Sabem que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabem que no silêncio e na humildade têm o poder de todos os oceanos juntos.

O trabalho que realizam parece lento e meticuloso, como na formação das montanhas, mas definitivo.

Sabem que o AMOR será a religião do Século 21.

Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para a sua compreensão, porque nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade no pulso evolucionário de toda a criatura humana, da Terra ou de algures, desse ou de outros mundos, espaços e dimensões.

Seja você também a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por si. Eles, silenciosamente, estão recrutando mais e mais pessoas. Eu fui recrutado. Ela também foi recrutada. Talvez você se junte a nós. Ou talvez já se tenha unido a nós.

Todos são bem-vindos.

A porta está aberta.

Autor desconhecido
Imagem: http://luzcozmica.blogspot.com