terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O nosso primativismo...


“Como nos dirá qualquer leitura atenta da literatura antropológica ou uma visita a povos tribais, não há diferença na profundidade da experiência humana entre povos “primitivos” e “modernos”. Ambos têm âmbitos idênticos de expressão e de emoção, ambos têm culturas que estão claramente definidas com normas e regras de comportamento, ambos têm rituais e religiões profundamente importantes para os seus cidadãos.


As diferenças principais são que o povo “primitivo” tem em geral vidas mais tranquilas, menos pobreza, quase nenhuma criminalidade (certamente não existe polícia nem prisões entre aqueles que não adoptaram os “costumes do homem branco”), uma dieta mais variada e saudável, menos doenças degenerativas, melhor saúde psicológica, e uma cultura que sustenta como valores primordiais a cooperação (em vez da competição), o respeito mútuo (em vez do domínio), o cuidado renovável dos recursos a longo prazo (em vez da
exploração em prol de resultados imediatos) e a igualdade (entre pessoas, entre sexos e entre humanos e Natureza) em vez do poder.

O antropólogo Mark Nathan Cohen, no seu livro Health and the Rise of Civilization (Yale University Press, 1989), salienta que nos últimos trinta mil anos dos registos fósseis humanos exaustivamente investigados, só nos últimos cem é que os povos agrícolas tiveram um tempo de vida que excede o dos caçadores/recolectores e forrageadores.”

AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL, Thom Hartmann

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