sábado, 31 de janeiro de 2009

O QUE EU SEI SOBRE AS MULHERES

“Sei muito pouco sobre as mulheres, mas isso é um lugar-comum. Teoricamente, teria obrigação de saber mais porque nasci numa família de mulheres: a minha mãe e três irmãs mais velhas. O meu pai faleceu quando eu tinha seis anos, tenho umas memórias muito longínquas dele. Meio a brincar, digo que tive quatro mães.

Há uma questão de comunicação. Tendencialmente, os homens são animais do hemisfério esquerdo, ligado às questões da lógica, do espírito analítico, do raciocínio numérico, aritmético. O hemisfério direito está ligado a outras questões – à intuição, à comunicação não verbal, à linguagem dentro de contexto. Felizmente, todos temos hemisfério esquerdo e direito. Mas as mulheres são mais intuitivas, de decisão mais rápida e imediata, com uma comunicação não verbal dentro de contexto mais perceptível. Os homens precisam de mais tempo e mais dados para tomar decisões, são mais racionais, se as coisas não estão preto no branco não são capazes de se aventurar.

No caso da minha mãe, às vezes parecia que elas estavam a falar entre si em código. Diziam uma coisa imprecisa, entendiam-se e eu ficava sempre de fora. Quando a minha mulher foi lá a casa pela primeira vez, a minha mãe a certa altura disse-lhe: - “Ó Catarina, passa aí o coiso dos coisos.” Ela percebeu: era a base para pôr os tachos quentes. Eu vivia lá em casa e não sabia. E a ela bastou-lhe olhar para perceber o contexto. Ainda hoje falamos sobre isso. Isso faz parte da comunicação informal que funciona via hemisfério direito. Nós devemos ter ligações menos eficientes.

Acho que aqui se aplica o princípio de Pareto (Vilfredo Pareto, 1848-1923), estabelecido por um economista que viu que 80 por cento da riqueza em Itália era detida por 20 por cento das pessoas. A regra 80-20 funciona bem em muitos contextos. Por exemplo, 80 por cento do nosso trabalho é feito em 20 por cento do tempo. As mulheres funcionam assim: tomam decisões com 20 por cento dos dados e 80 por cento das vezes a decisão está certa. Os homens são mais analíticos, mais chatos, precisam de mais dados, correm o risco de paralisar por excesso de análise.

O maior prémio mundial da Matemática, a medalha Fields, nunca foi atribuído a uma mulher. É espantoso, porque as ciências duras – Física, Química, Biologia – precisam de material, de laboratórios, e há mulheres com Nobel nessas áreas. A Matemática é papel e lápis, pode ser feita em casa. Em Portugal, sempre houve muitas estudantes mas depois ficavam no ensino, não iam para a investigação. Talvez seja um fenómeno geracional. Isto tem raízes históricas, evidentemente.

A francesa Sophie Germain (1776-1831) queria fazer Matemática mas não podia inscrever-se na École Polytechnique por ser mulher. Fez-se passar por um homem para ter acesso aos apontamentos, tomou o lugar de um aluno chamado Antoine-Auguste Le Blanc que deixou de ir às aulas. Estudava em casa, submetia os trabalhos resolvidos. O maior matemático da altura, Joseph Lagrange, chamou Monsieur Le Blanc porque as soluções eram extraordinárias: apareceu-lhe à frente uma mulher. Ela fez contribuições importantes em Matemática mas, quando faleceu, o epitáfio identificava-a simplesmente como “rentière-annuitante”, uma mulher que vivia de rendimentos.

A alemã Emmy Noether (1882-1935) foi uma matemática de primeira linha. Em 1915, David Hilbert, o mais destacado matemático de então, convidou-a para trabalhar com ele em Gottingen, mas o departamento não aceitou, por ser uma mulher. Ficou quatro anos a dar aulas e a fazer investigação sem ser paga, até aceitarem contratá-la. O Hilbert perguuntava”, com muita graça: “Mas isto é um departamento de Matemática ou é um balneário? Não foi há tanto tempo assim, foi há 90 anos!

A par do rigor lógico, a investigação matemática tem uma componente de intuição que é subvalorizada. São necessários os dois hemisférios: o direito para adivinhar os resultados e o esquerdo para prová-los. À partida, as mulheres não têm qualquer handicap para a profissão matemática.

Sou casado há mais de 18 anos e às vezes descobrimos coisas inesperadas um no outro. Temos interesses comuns, às vezes dizemos a mesma coisa ao mesmo tempo, sabemos que gostamos do mesmo tipo de filmes, exposições, literatura. Conhecemo-nos cada vez melhor. Não obstante, o universo feminino para mim é bestialmente misterioso. Quando vejo nas revistas femininas coisas como os jogos de sedução, parece-me a descrição da vida em Marte. Não me considero um nerd, mas penso – onde é que isto acontece?”

Jorge Buescu, *“O que eu sei sobre as mulheres”, por Ana Sousa Dias, revista Pública, 25 de Janeiro/09

* Matemático

Imagens: Google

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL


Tomar consciência do grau de toxicidade das histórias (a nossa cultura) que nos contaram e que todos nós continuamos a perpetuar...


UM LIVRO NA MESMA LINHA DE "O CÁLICE E A ESPADA", de Riane Eisler (Via Óptima)

Acabei de ler. Apetecia-me transcrevê-lo na íntegra para aqui.
Trata-se exactamente das palavras que precisamos de ouvir neste momento tão delicado da história da humanidade. Tanto mais que nos aponta caminhos e soluções. Caminhos que passam pela redescoberta do SAGRADO, do sentido de cooperação, da importância da afirmação do poder das mulheres.
Diz-nos a certa altura o autor do prefácio: "Hartmann lança uma nova luz sobre todas estas questões (destruição do meio ambiente, dependência do petróleo e de outros combustíveis fósseis...), demonstrando que a crise actual tem uma história que abrange milhares de anos. Fazemos apenas eco do pensamento há muito posto em movimento, tecido nos próprios processos neuronais do cérebro. Existe uma herança cultural acumulada ao longo de milénios por detrás dos nossos crescentes actos de violência contra a nossa terra - e contra os outros. A estranha ansiedade e a raiva que invadem o mundo moderno são um "carma antigo" de há muito tempo, que aceitamos tão naturalmente como chamar azul à cor azul ou vermelho à cor vermelha - é simplesmente a nossa herança, (...)um ciclo inconsciente, mas que pode ser quebrado pela acção consciente, como demonstra Hartmann.
Thom Hartmann aborda a nossa situação com simplicidade e clareza admiráveis, apoiadas por uma quantidade de investigação deveras intimidatória.

Se queimar as reservas de petróleo fosse a única operação ilógica que ocorre hoje em dia, a corrente submersa de ansiedade que atinge toda a nossa espécie podia não ser tão marcada, mas o petróleo é apenas um filamento da teia de acções de verdadeira insanidade que Hartmann expõe nas páginas deste livro (...).

Está em causa muito mais do que a coruja sarapintada. É necessária a recolha de factos nus e crus de Hartmann para atingir o verdadeiro significado do que está a acontecer, e a sua chamada à acção responsável, uma acção que todos e cada um de nós é capaz de empreender, é um apelo razoável e prático à sanidade que pode, se não inverter a situação, pelo menos plantar a semente de uma nova ecologia, uma nova terra, um "resíduo salvador", se quiserem, quando um sistema inviável e caótico acabar por se autodestruir. Primeiro temos de compreender a doença, para compreender a receita da cura.
(...)

Surgem livros sobre o colapso ecológico vindouro a um ritmo crescente, claro, enquanto grupos científicos suplicam aos governos, indústrias e consumidores que prestem atenção aos sinais. Muitos de nós, que abordamos questões críticas actuais, pregamos apenas aos convertidos (mais ninguém ouve), enquanto a grande máquina, agora elevada ao estatuto de "economia global", mergulha mais depressa em direcção ao precipício. (...)Claro que estamos fartos de "alertas" para a acção, mas ignorar este será colocarmo-nos, a nós, aos nossos filhos, aos filhos deles e a esta bela terra entregue ao nosso cuidado, em risco." (Joseph Chlinton Pearce)

A Ana Cachão, depois de ter lido o livro, enviou-me esta manhã um SMS:

- Meu Deus!... - dizia - Obrigada!


E há pouco num e-mail:

"Maria Luíza! Tens o nome da minha Mãe! Já não chorava tanto a ler um livro desde que li o" Amor de Perdição" há uns anos atrás!
" Thomas, queres saber como olhar D---s nos olhos?
- Então olha nos olhos qualquer outra coisa viva - disse ele. Nos olhos de um gato ou de um cão, nos olhos de uma mosca ou de um peixe, nos olhos de um amigo ou de um inimigo, estás a olhar D--s nos olhos."

Obrigada, Amiga, nos olhos... repara na coincidência deste email que acabo de receber:"

A economia dos sem-abrigo em dez lições

:: 2008-11-18 Por Paulo Vieira de Castro*

Longe de qualquer juízo de grandeza moral, coloquei a mim mesmo uma questão: o que poderão os gestores aprender com os mais pobres, aqueles que vivem literalmente na rua? Qual a motivação de quem os ajuda, qual é o estado de espírito propício para se dar? Como é que isso poderá inspirar a liderança nas organizações?

* Consultor de empresas, Director do Centro de Estudos Aplicados em Marketing, Instituto Superior de Administração e Gestão-Porto. Aprender noções de economia e gestão foi o objectivo de um trabalho junto dos sem-abrigo, em Junho passado, no Porto. Este tema foi primeriramente publicado na HSM Management (Brasil) e na revista Marketeer (Portugal). O relatório surge agora, em Ciência Hoje, na forma de «Dez lições para uma nova economia»

Primeira lição: o dinheiro é uma não realidade

Ninguém é vítima do mundo, mas sim da forma como o percebe. Nas organizações passa-se exactamente o mesmo. Se eu tiver vinte e cinco milhões de Euros, o modo como os uso determina o seu verdadeiro valor. Assim, ao contrário do que diz o povo dinheiro não faz dinheiro, na verdade o valor do dinheiro depende directamente da capacidade que cada um tem de o aplicar de forma útil. Mas, qual é o autêntico valor do dinheiro para quem vive na rua? Estimo que um Euro possa valer duas a três vezes mais para um sem abrigo que para um elemento da classe média. Surpreendidos?

Claro que, para o bem e para o mal, o pobre nada sabe sobre acumulação de capitais, de mais-valias, percepcionando o dinheiro sempre de forma criativa, mas nunca submissa, fazendo ele mesmo de analista, de executivo e de controller da sua própria actividade. Não aceita sugestões de especialistas..

Segunda lição: você vive do que recebe, mas constrói a vida com o que dá

Perspectivando uma nova economia solidária, no seu último livro “DAR”, Bill Clinton reformula o sentido do acto, através de um olhar inspirador na forma como cada um de nós poderá mudar o mundo. Antes disso, Jorge Luís Borges pediu que se lançassem pérolas a porcos, porque o que importa é dar. Muito embora reconheça um quê de liberdade poética nesta proposta há algo que eu confirmei na rua; tudo o que dei é meu, tudo o que dei contínua comigo. Assim, no final tudo o que restará será o que compartilhei. Manterei este mesmo sentimento relativamente ao que simplesmente comprei ou vendi? Para que isso aconteça talvez seja necessário às empresas uma nova transparência de propósitos, novos valores, um novo enfoque relacional, refiro-me à criação de comunidades de proximidade real.

Madre Teresa afirmava que quanto menos temos mais temos para dar. Na rua vemos isso claramente. Parece um contra censo, mas não o será se repensarmos o sentido do que é verdadeiramente importante para a vida humana. Bastará ver como a satisfação em torno do consumo é fugaz, temporária, para entender o valor real de um sorriso, ou de um abraço sincero.

E continua aqui:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28470&op=all

Clique sobre as duas primeiras imagens de (youtube)

Imagens: Google

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Devolver o Poder às Mulheres

“Reconstituímos a história das mulheres desde o Paraíso até ao séc. XIX e não ouvimos outra coisa através do longo rolar dos tempos senão o ruído metálico das suas grilhetas.” Lady Jane Wilde (1821-1896)

“Um amigo meu que é psiquiatra com formação em neuroquímica disse-me um dia, a brincar, “A droga mais perigosa do mundo é a testosterona”.


A História sugere que ele tem razão.

Uma análise exaustiva das culturas pré-históricas, como a efectuada por
Riane Eisler* e outros, indica que, em praticamente todas as Culturas Antigas, as mulheres tinham o mesmo estatuto que os homens, e nalgumas até assumiam as responsabilidades. Uma das teorias sobre a razão de assim ser é que só as mulheres trazem vida ao mundo e os humanos podem não ter começado a compreender a genética antes de passarem da caça/recoleção para a pastorícia/agricultura. Eram as mulheres que mandavam porque controlavam a própria vida, produzindo vida a partir do seu corpo.

Quando todos perceberam que os homens tinham um papel a desempenhar nesse processo, contudo, nos primeiros tempos de pastorícia, alguns homens puseram em marcha uma tomada de poder, convertendo o sexo dos deuses que adoravam de feminino para masculino, e afirmando o controlo sobre a fertilidade de um campo ou rebanho de ovelhas. Os homens substituíram-nas.


Ao mesmo tempo, os comportamentos movidos pela testosterona começaram a dominar o início da nossa Cultura Recente: agressão, competição, domínio, guerra.


Quando os missionários europeus ensinaram os aborígenes australianos caçadores/recoletores a jogar futebol, no princípio do século XIX, as crianças aborígenes jogavam até que as duas equipas tivessem a mesma marcação: era aí que terminava o jogo, a seu ver, e isso confundia os missionários ingleses que lho tinham ensinado. Os missionários esforçaram-se durante mais de um ano por convencer as crianças de que devia haver vencedores e vencidos.
As crianças viviam numa sociedade matriarcal que valorizava a cooperação; os ingleses provinham de uma sociedade patriarcal que valorizava o domínio.

Os Iroquois perceberam isso há mil anos ou mais: na tribo, só as mulheres podiam votar em determinadas questões.
Em resultado, as decisões relativas a relações com outras tribos eram mais frequentemente tomadas no contexto de “o que será melhor para os nossos filhos?” do que “quem ganha?” ou considerações de orgulho, poder ou conquista.

De modo idêntico, vemos que as populações explodem em praticamente todas as nações do mundo em que as mulheres são dominadas, tratadas como gado ou mercadoria, ou exploradas e controladas. Os homens nesses países tomam as decisões, e um dos valores
masculinos é “ter muitos filhos para formar o maior exército” (e claro, outro que é comum é “ter relações sexuais sempre que se quiser, com quem se quiser”).

Por outro lado,
nas nações em que as mulheres têm uma posição de poder relativamente igual ao dos homens, há taxas de natalidade inferiores, muitas vezes até ao ponto de crescimento populacional zero, como aconteceu em muitos países do norte da Europa. Em quase todos os países do mundo se vê a demonstração dessa equação: domínio masculino igual a explosão populacional; igualdade relativa entre sexos igual a populações sustentáveis.

Assim, outra solução para esta confusão em que nos encontramos é devolver o poder às mulheres em todos os domínios, incluindo nos mundos social, familiar, religioso, militar e empresarial."

* "O Cálice e a Espada"

AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL, Thom Hartmann

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SÓ O AMOR PREVALECE

“Podemos assim ver que a ciência prova a existência de algo que em tempos julgou refutado: a natureza viva do Universo e a interligação de todas as coisas. Que ao afastarmo-nos das instruções e distracções da nossa cultura empresarial, e ao tentarmos alcançar a divindade quer dentro de nós quer na Natureza, encontramos um poder, um objectivo e um profundo significado na vida. Desse lugar, desse ponto de vantagem, podemos ver a insanidade essencial do estilo de vida wético, e quando um número suficiente de pessoas se aperceber disso, inverteremos o percurso no caminho destrutivo que a Humanidade segue.

Mas quantas pessoas têm de saber isso?

Uma brochura recente que recebi de uma organização que se autodenomina simplesmente Only Love Prevails (“Só o Amor Prevalece”) alega que são apenas oitenta mil. Sugerem que as pessoas reajam a qualquer acontecimento negativo – pessoal ou mundial – entoando mentalmente “só o amor prevalece”. Quando perguntei a Victor Grey, autor de Web Without a Weaver e The Laser of Intent e membro da organização, onde tinham ido buscar essa número, escreveu-me: “Os físicos dizem-nos que, de acordo com as leis da mecânica de ondas, a intensidade das ondas (de qualquer tipo) em fase umas com as outras é igual ao quadrado da soma das ondas. Por outras palavras, duas ondas adicionadas uma à outra são quatro vezes mais intensas que uma só onda, dez ondas são cem vezes mais intensas, etc. Sendo o pensamento uma energia, e uma vez que toda a energia ocorre em ondas, julgamos que oitenta mil pessoas pensando na mesma coisa em conjunto são tão poderosas em termos de criação da realidade que todos partilhamos, como os seis mil e quatrocentos milhões de pessoas (oitenta mil vezes oitenta mil) que habitarão o planeta na viragem do século, no seu pensamento caótico e aleatório. Portanto, oitenta mil pessoas que acreditem no amor serão suficientes para mudar a realidade planetária.”

AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL, Thom Hartmann

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

2009 - Ano da Grande Divisão


2009 - Ano da Grande Divisão
por Valum Votan, em 23 de Dezembro de 2008
I.Forças da Divisão
Qual é o maior legado do ano Gregoriano 2008 para o seguinte, 2009?

Sem dúvida o colapso do sistema financeiro mundial – isso e a eleição do primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos. São estas as duas forças que darão forma aos eventos mundiais do próximo ano. Ambas auguram 2009 como o ano da Grande Divisão. Na verdade o dinheiro não existe; não há posse. Não somos reais. Se as pessoas apenas pudessem ver a peça que estamos nos pregando com as ficções pelas quais morremos e matamos! A ilusão do dinheiro bem como os que lhe são apegados não morrem facilmente. A vinda do novo ciclo evolucionário sem dinheiro é inevitável, mais ainda a morte do antigo ciclo.

Durante o ano de 2009 devemos examinar cuidadosamente com quem e o que nos identificamos. Claro, o que torna a situação tão difícil no plano relativo é que a ficção do dinheiro dominou muito o ciclo babilónico de 5000 anos da História – isto e o que vem com essa paisagem: o horror dos impostos, guerra e domínio imperialista. De fato, virtualmente toda instituição do mundo moderno é governada e manipulada por dinheiro.Com o domínio da história, é esta ficção e seus mecanismos de suporte que a perpetuam – o sistema financeiro e os governos mundiais – que estão desabando a nossa volta. Com o dinheiro voando pela janela, o sistema económico sustentado por ele também continuará tumultuado. Significa que boa parte da humanidade em 2009 terá de encarar a realidade inflexível, a verdadeira e dura realidade, aquela que não pode ser vendida ou comprada.
Para a oligarquia reinante, o colapso financeiro-económico será causa de maior entrincheiramento e endurecimento das artérias do poder. Ao invés de encarar o facto de que o velho jogo acabou, preferirão apegar-se a ele ainda mais. Em vez de tentar o novo, continuarão a tentar escorar instituições em falência, criando uma linha divisória ainda maior entre os que têm e os que não têm – sendo que estes últimos crescerão ainda mais em número conforme a falta de trabalho aumentar. Sim, 2009 é o ano da grande divisão. Não só temos as crises do aquecimento global e guerra ao terrorismo, como agora o tumulto financeiro dos mercados mundiais – uma crise tríplice global! A guerra ao terrorismo e o aquecimento global resultam do domínio exercido pelo dinheiro na mente humana e o que isso fez ao nosso carácter, fomentando ganância e indiferença descuidada, senão insensível, à violência e destruição da Natureza. Esta ameaça tripla é a crise terminal da civilização. Mas é a crise financeira que finalmente começou a fazer as pessoas pensarem seriamente – o velho mundo está realmente morrendo. Vamos morrer com ele ou escolheremos o novo? A Humanidade está pouco disposta a educar-se para a mudança. Reforçada pelo mito do progresso, pensa que o crescimento da prosperidade por si só é o maior valor e índice de superioridade. Poucas pessoas são capazes de ver oportunidade quando aparece qualquer sinal de perda. Se a perda ocorre, preferimos escorar nossos medos com companhias de seguro e farmacêuticas para qualquer…

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ESCRAVOS DOS TEMPOS MODERNOS

TU SABES QUE ESTÁS A FICAR LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:


1. Envias um e-mail ou usas o GTalk para conversar com a pessoa que
trabalha na secretária ao teu lado;

2. Usas o
telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te
ajude a levar as
compras;

3. Esqueces o telemóvel
em casa (coisa que não tinhas há 10 anos
atrás), ficas apavora
do e voltas para buscá-lo;

4. Levantas-te pela manhã e quase q
ue ligas o computador antes de tomar o café;

5. Conheces o significado de tb, qd, cmg, mm, d
ps, k, ...;

6. Não sabes o preço de um envelo
pe comum;

7. A maioria das anedotas que conhec
es, recebeste por e-mail (e ainda
por cima ris sozinho...);

8. Dizes o nome da tua empresa quando atendes ao telefone em tua
própr
ia casa (ou até mesmo o telemóvel!!);

Digitas o '0' para telefonar desde tua
casa;

10. Vais para o trabalho quando
está a amanhecer, voltas para casa
quando anoitece de novo;

11. Qu
ando o teu computador pára de funcionar, parece que foi o teu
coração que parou;

11. Estás a ler esta lista e a concordar com a cabeça e a sorrir;

12. Estás a concordar tão interessado na leitura que nem reparaste que
a lista não tem o número 9;

13. Retornaste à lista para verificar se era verdade que faltava o
número 9 e nem viste que há dois núm
eros 11;

14. E AGORA ESTÁS A RIR DE TI MESMO!!!

15. Já estás a pensar para quem vais enviar esta mensagem;

16. Provavelmente agora vais clicar no botão 'Reencaminhar'... é
a vida
...que mais poderias fazer?... foi o que eu fiz também...

Feliz mode
rnidade."

(E-mail recebido há pouco...)

OS ESCRAVOS DOS TEMPOS MODERNOS

"Em contraste com os que vivem em tribos, poucas pessoas dizem não ser sequer remotamente “livres” na nossa sociedade moderna: são escravas dos tempos modernos, mantidas em cativeiro pelos “proprietários de escravos” da nossa cultura.

Os proprietários de escravos utilizam as correntes da hipoteca devida ao banco, do empréstimo para o carro, das contas do cartão de crédito por pagar, da exigência de pagamento de impostos se possuírem casa própria, e as muitas outras formas subtis e não tão subtis de pressão económica e cultural que nos retiram a maior parte do tempo de vida e o utilizam para os seus próprios fins.
(…)

Os escravos sabem quando são escravos, independentemente das palavras utilizadas para descrever a sua escravidão. E procurarão escapar à escravidão, seja através de drogas cada vez mais potentes, de “entretenimento” cada vez mais intenso, ou de comportamento psicopático violento.

Temos de começar a ensinar aos nossos filhos e aos nossos cidadãos como procurar uma história mais verdadeira do mundo e encorajá-los a procurar a verdade do presente. Só assim conseguiremos voltar a ligar-nos ao passado e começar a criar uma identidade pessoal, identidade colectiva e responsabilidade colectiva maiores. A partir desse novo sentido de quem somos e de qual o nosso lugar no mundo, tornar-se-ão visíveis e possíveis as coisas que temos de fazer para ajudar a salvar o mundo; sem essa perspectiva, parecem esmagadoras e impossíveis.

Nas minhas explorações neste campo, cheguei à conclusão de que os povos das Culturas Antigas do mundo têm lições importantes para nos dar. Na verdade, podem ser essas as lições que salvarão o nosso mundo…”

OS NOSSOS MITOS MAIS MORTAIS

"A nossa cultura ensina que as civilizações (cidades/estados) surgem em resultado de inovações tecnológicas (como a agricultura), proporcionando às pessoas mais tempo livre. Com este tempo livre, diz a história, produzem arte, literatura, religião e exploram o cosmos. As culturas "primitivas" não têm essas coisas porque não têm tempo para elas.

De facto, no entanto, estes são dois dos nossos mitos mais mortais."

AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL, Thom Hartmann

Imagens: Google


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

OBA! AMA!

OBA! AMA!

por Lucia Helena Corrêa

De repente, é feriado internacional na minha alma negra de mulher negra. De repente, dos meus olhos, negros olhos, lágrimas, transparentes lágrimas. E têm um surpreendente gosto de chocolate com pimenta. Há muito tempo, meu coração não pulsava tão forte assim. Um negro na Casa Branca! E isso é muito mais do que um trocadilho, ilustríssimos caras-pálidas! Aquele não é mesmo um país qualquer. Neste cinco de novembro do ano da graça de 2008, Barack Obama acordou presidente de um país que não é, mesmo, um país qualquer! Foi lá, em cinco de dezembro de 1955, na racista cidade de Montgomery, que a costureira e militante Rosa Parks foi presa e espancada porque se recusou a ceder o lugar no ônibus a um homem branco, conforme determinava a lei Jim Crow, de sececção racial, que garantia todos os direitos, regalias e prioridades a brancos. Aos negros, o chão para andar. Ou o escuro das solitárias nos complexos prisionais...

Hoje, é feriado internacional na minha alma negra de mulher negra. Trago o rosto inchado de chorar. Mas, pela primeira vez, em muitos anos, não é mais de revolta, humilhação, medo e vergonha (porque, pasmem!, o racismo dos outros é a mim que envergonha...).

Meus senhores, eu choro não é porque um homem negro, que, há 43 anos, no Alabama, seria surrado apenas por pisar na mesma calçada por onde passasse um branco hoje mora, come, dorme, ama e faz cocô na Casa Branca E ainda levou com ele uma penca de negrinhos – a belíssima família Barack Obama!

Humano Barack Obama! Alah salve Obama!

Hoje é feriado internacional na minha alma negra de mulher negra. E choro porque, hoje, quando amanheceu, eu era ainda mais negra do que sempre fui e tinha lavada a minha alma, a minha alma negra de mulher negra. Mas choro, principalmente, porque, um negro na Casa Branca restaura em mim a certeza de que, um dia (Olorum me permita ainda ver isso), nós todos não seremos nem negros nem brancos. Nem homens, nem mulheres. Nem hetero, nem homo, nem bissexuais. Nem ricos, nem pobres. Nem cristãos, nem muçulmanos. Um dia, seremos apenas gente... E nos amaremos, tocando nossas peles com muita ou pouca melanina, olhando-nos nos olhos e mirando, através deles, nossas almas, humanas almas...

Por isso, deixo a todos que lêm estas minhas reflexões, mas, em especial ao meu irmão Barack Obama, o poema aí embaixo e a oração a Olorum, para que lhe conserve a vida e o senso de justiça.

Motumbá, Barack Obama! Motumbá!

NEGRITUDE...

Da próxima vez que te chamarem negro sujo,

responde que, no começo, na tez,

éramos todos negros, iguais...

Depois, alguns degeneraram

e ficaram assim: brancos (ou negros) demais!


Lucia Helena Corrêa
jornalista-cantora

(http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8787845)
Visite a página de Lucia Helena Corrêa no site do Clube Caiubi de Compositores
(http://clubecaiubi.ning.com/profile/LuciaHelenaCorrea)
Assista aos vídeos na página do Orkut)

(Enviado por Rosa Leonor)


O nosso primativismo...


“Como nos dirá qualquer leitura atenta da literatura antropológica ou uma visita a povos tribais, não há diferença na profundidade da experiência humana entre povos “primitivos” e “modernos”. Ambos têm âmbitos idênticos de expressão e de emoção, ambos têm culturas que estão claramente definidas com normas e regras de comportamento, ambos têm rituais e religiões profundamente importantes para os seus cidadãos.


As diferenças principais são que o povo “primitivo” tem em geral vidas mais tranquilas, menos pobreza, quase nenhuma criminalidade (certamente não existe polícia nem prisões entre aqueles que não adoptaram os “costumes do homem branco”), uma dieta mais variada e saudável, menos doenças degenerativas, melhor saúde psicológica, e uma cultura que sustenta como valores primordiais a cooperação (em vez da competição), o respeito mútuo (em vez do domínio), o cuidado renovável dos recursos a longo prazo (em vez da
exploração em prol de resultados imediatos) e a igualdade (entre pessoas, entre sexos e entre humanos e Natureza) em vez do poder.

O antropólogo Mark Nathan Cohen, no seu livro Health and the Rise of Civilization (Yale University Press, 1989), salienta que nos últimos trinta mil anos dos registos fósseis humanos exaustivamente investigados, só nos últimos cem é que os povos agrícolas tiveram um tempo de vida que excede o dos caçadores/recolectores e forrageadores.”

AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL, Thom Hartmann

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Anestesia Geral

Nas culturas recentes dominadoras, o primeiro objectivo da cultura em si, de acordo com a actuação mais frequente das instituições culturais do governo e da religião, é tornar o cidadão não-resistente.

(…)

Do mesmo modo, a nossa cultura tecnológica encontrou uma droga para manter a docilidade.

A medida do potencial adictivo de uma droga é a percentagem de pessoas que a adoptam ou rejeitam à sua vontade e com facilidade. Este comportamento é designado por “lascar” uma droga – utilizá-la ocasionalmente, mas ser capaz de a abandonar sem sofrimento nem carência durante meses ou anos de cada vez. Uma investigação relatada pela Science News descobriu que, enquanto grandes percentagens de pessoas lascavam marijuana, e percentagens médias lascavam álcool, cocaína e até heroína, muitíssimo poucas (menos de cinco por cento) conseguiam lascar tabaco. Mas imaginemos uma “droga” da qual menos de cinco por cento dos americanos se conseguissem afastar durante um mês seguido sem qualquer mal-estar. Uma droga tal, segundo as definições de adicção, seria a droga mais fortemente adictiva jamais desenvolvida.

Para além de desencorajar o comportamento de lascar, tal droga teria igualmente de estabilizar a disposição das pessoas. Induzi-las-ia a um tal estado de espírito que se abstrairiam do aborrecimento, sofrimento ou tédio da vida quotidiana. Alteraria as suas ondas cerebrais, a sua neuroquímica, induzindo-as a pensar tranquilamente que a sua adicção não era de facto uma adicção, mas uma mera preferência. Como o alcoólico que alega beber apenas socialmente, o utilizador dessa droga proclamaria publicamente a sua capacidade de passar sem ela… mas, na realidade, nem sequer poria a hipótese de que ela estivesse ausente da sua casa ou da sua vida durante dias, semanas ou anos.

Essa “droga” existe.

Bem mais sedutora do que o ópio, infinitamente mais eficaz na modulação de comportamentos e expectativas do que o álcool, e utilizada durante mais tempo por dia do que o tabaco, o “agente intoxicante” mais invasivo e insidioso da nossa cultura é a televisão.

Muitas drogas são, afinal, um concentrado destilado de uma substância natural. A penicilina é extraída do bolor; o ópio da papoila. De igual modo, a televisão é um extracto destilado – super-concentrado como as drogas mais potentes que temos – da vida “real”. As pessoas reservam grandes porções das suas vidas para olhar para uma caixa luminosa – durante horas por dia. Confiam nessa caixa quanto à maior parte da informação sobre o estado do mundo, o comportamento dos políticos e o que é a realidade, apesar de o conteúdo da caixa ser controlado por um pequeno grupo de empresas, muitas das quais também negoceiam armas, álcool e tabaco (The Media Monopoly, Ben Bagdikian). Os nossos cidadãos acordam com esta droga, consomem-na sempre que possível durante o dia e adormecem com ela. Muitos tomam-na às refeições.

Os principais arrependimentos na vida da maioria das pessoas não se referem às coisas que fizeram, mas às que não fizeram, aos objectivos nunca alcançados, ao tipo de amante, pai, mãe que desejariam ter sido e sabem não ter conseguido ser. No entanto, a nossa cultura incita-nos a sentarmo-nos em frente de uma caixa luminosa durante dezenas (no mínimo) de horas por semana, entre centenas e milhares de horas por ano e ver assim, como que à distância, passar o tempo das nossas vidas como areia a fugir-nos entre os dedos.

Thom Hartmann, AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL, Sinais de Fogo

Imagem: http://www.quebarato.com.br/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um apelo à paz em Israel

Ora aqui está uma coisa que merece a maior divulgação possível:

Jovens estudantes israelitas, presos por rejeitarem alistamento no exército, pedem ajuda internacional. Assim, no dia 18 de Dezembro de 2008, foi iniciada uma campanha mundial de apoio aos estudantes israelitas que rejeitam pegar em armas contra os palestinianos por objecção de consciência.
Os "Shministim" (assim são conhecidos), defendem um futuro de paz entre israelitas e palestinianos e criticam a acção do seu país nos territórios ocupados. Eles esperam receber centenas de milhares de mensagens de apoio que serão entregues ao ministro da Defesa de Israel exigindo a libertação dos que foram presos. Os "Shministim" são jovens estudantes com idades entre os 16 e os 19 anos e recusam o alistamento por objecção de consciência que pelos vistos não é reconhecida naquele país.

Esses jovens, além da prisão, enfrentam uma enorme pressão da família, de amigos e do governo de Israel e por isso pediram ajuda ao grupo "Jewish Voice for Peace" para buscarem apoio em todo o mundo para pressionar o governo de Israel. Eles esperam representar não apenas os milhares que os precederam, não apenas os muitos jovens para quem eles são um exemplo, mas também querem representar pessoas de todo o mundo que desejam como eles a Paz no Planeta.

Aqui fica desde já o meu apoio a uma causa tão justa.

Para enviar uma mensagem apoiando os estudantes israelitas,

entre no site: http://december18th.org/

Imagem: Google

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SUPERCONSCIÊNCIA

EM QUE MUNDO QUERO VIVER?

"Existem muitos planos de consciência.

Planos de consciência" são palavras muito em voga, que gostaríamos de fazer-vos compreender. Dentro dos planos de consciência existe uma similaridade energética. Existem também diversas espécies de planos de consciência. A Família da Luz é originária de um determinado plano de consciência.
Quando a vossa consciência aprende as leis da criação, manipulação e administração da realidade, torna-se fácil manifestarem-se na forma que tiverem escolhido. Se alguns de vós activaram as vossas memórias xamânicas, ou de culturas nativas, compreenderão muito bem que grande parte dos ensinamentos desses povos consiste em deslocar-se dentro de várias realida­des e mudar de forma. Os xamãs dessas culturas nativas eram reverenciados por possuírem essa capacidade. Eles eram por­tadores do código genético, e constituíam uma pequena mino­ria em relação à população inteira do planeta. Eles preserva­vam a magia e o mistério, mantendo vivo o processo. Eram capazes de transformar-se em animais e assumir várias outras formas. Dominavam uma ciência de grande amplitude. Uma vez que esta ciência existe no planeta, é claro que existe também fora do planeta. A Terra, actualmente, é um "happening", um lugar onde as coisas estão a acontecer, um lugar "quente". Está codificada para iniciar a sua própria revolução - não apenas uma revolução nos Estados Unidos visando mudar o estilo de vida, mas uma passagem dimensional que provocará alterações em todo o espaço

(...).

Para sobreviver nos tempos que se aproximam, torna-se imperativo adoptar a ideia da manifestação do pensamento, ou superconsciência. Superconsciência, hoje, não passa de uma palavra para vocês. Não constitui, ainda, um conceito intrín­seco, porque é impossível conceberem um estado de tanta sintonia e a assimilação de uma quantidade tão grande de in­formação. Contudo, conforme forem evoluindo, caminharão em direcção à superconsciência. Existem pessoas que percebem a mudança que este movimento de consciência provocaria no planeta e tentam impedi-lo. Ele já ocorreu. Nós voltamos ao vosso passado para assegurar-vos este facto.
O pensamento vem primeiro. A experiência é sempre de­corrência. Nunca ocorre o contrário - vocês vivem uma expe­riência e depois pensam sobre ela. A experiência é sempre um reflexo directo daquilo que estão pensando.
A clareza e o reconhecimento do vosso poder consti­tuem os alicerces. Os vossos pensamentos formam o vosso mundo o tempo todo. Como são bombardeados com tantas vi­brações controladoras de frequência, que procuram impedi-vos de ter a mente clara, vocês flutuam. Precisam, como espécie, de ter a intenção de permanecer sempre com a mente muito clara, sempre centrados e sempre presentes. Parem de viver no fu­turo, ou no passado, e vivam o agora. Digam para vós mesmos:

“O que é que eu quero?

Quero acelerar a minha evolução pessoal. Quero que o Espírito me ajude a aumentar a minha capaci­dade. Quero que o meu corpo se regenere. Quero emanar saúde. Quero abandonar as dificuldades para ser um exemplo vivo daquilo que a humanidade pode atingir." Esta é a linha de pen­samento - o comando para o vosso ser, determinando com cla­reza tudo aquilo que vocês querem - e que vos trará tudo num ritmo acelerado."


in OS MENSAGEIROS DO AMANHECER - BARBARA MARCINIAKE

copiado em MULHERES & DEUSAS

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A Voz dos Justos



GRITO E CHORO POR GAZA E POR ISRAEL

por Fernando Nobre

Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.

O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes ("terroristas") do movimento Hamas.

Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:

- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento "terrorista" Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..

- Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamisaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas "terrorista" que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?

- Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.

- Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).

- Estranha guerra esta em que o "agressor", os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os "agredidos". Nunca antes visto nos anais militares! - Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos "heróis" que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!

- Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!

- Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!

- Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!

- Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!

Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos!

É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.

É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.

publicado por Fernando Nobre (fundador da AMI)

Imagem: Google