domingo, 23 de novembro de 2008

A CANÇÃO DA HARMONIA

As Energias para Novembro de 2008

Arcanjo Miguel através de Célia Fenn

Amados Trabalhadores da Luz, a Energia da Mudança está se deslocando pela Terra. Enquanto vocês atravessam o portal 11:11, a Terra está sendo elevada a um novo Esplendor e Luz que está auxiliando a acelerar a mudança para a Nova Consciência. A Humanidade fez a escolha colectiva de entrar em uma nova fase da Evolução a um nível mais elevado de consciência neste momento, e assim, vocês, como Trabalhadores da Luz, estão sendo preparados agora para o trabalho que farão nesta próxima fase da manifestação da Nova Terra.

Nós comparamos esta nova energia que está entrando no Planeta a uma "Canção da Harmonia". É a Inteligência Criativa Divina vertendo como um Rio de Luz Dourada e de Som, e a canção é a da Harmonia e da Paz. É o Tom Dourado que determinará a ressonância para a Paz Global, a Harmonia e para uma Nova Era da Luz.

Amados, vocês fizeram a Escolha e se Alinharam com as energias que chegam. Nos últimos dez anos de Transformação e de Transição, vocês trabalharam para Despertar e se libertarem dos velhos padrões do medo e da limitação e para criar um novo Equilíbrio e Harmonia Interior. Agora vocês são capazes de experienciar a vida na Terra na Luz do Amor, da Compaixão e da Gratidão, e vocês estão preparados para conduzir outros neste novo caminho da vida.

Neste próximo período de dois meses até o final do ano, marcado pelos portais 11:11 e 12:12, e então pelo Solstício de Dezembro, vocês serão alinhados com o seu novo Trabalho e Propósito para a próxima fase da Evolução da Terra. Nesta fase, as sementes da Paz e da Abundância que vocês plantaram, começarão a se manifestar de modos milagrosos, pois a Humanidade começa a trabalhar em conjunto para assegurar um Futuro Pacífico para Todos.

Vocês serão os Líderes na Canção da Harmonia. Vocês ensinarão outros como ver através dos olhos do Amor e da Compaixão, e como ver que são realmente Uma Família na Terra. Quando o Espírito os atraiu para os Grupos de Alma e as Famílias de Alma, vocês chegaram a compreender o princípio da Família de Luz. Agora vocês começarão a ver todos na Terra como parte de uma Grande Família, e como podem incluir todos na Canção da Harmonia e do Amor.

Amados Trabalhadores da Luz, vocês percorreram um longo caminho e trabalharam arduamente. Agora é o momento de curtir as recompensas do seu trabalho por muitas existências. Agora é o momento de permitir a Abundância, a Paz, o Amor e a Alegria em suas vidas. Agora é o momento de receberem o Fluxo das Bênçãos Divinas com Gratidão e Graça. Pois a longa luta acabou e vocês começam agora a manifestar com Tranquilidade e Alegria na Luz Dourada da Abundância.

É o momento de compreender as grandes bênçãos da vida na Terra e a aventura da vida, enquanto vocês criam juntos como uma expressão da Vontade Divina. É o momento de liberar totalmente todos os padrões passados da baixa auto-estima, do medo, da culpa, da raiva e do julgamento de outros, e de aceitar que todos estão aqui para evoluir e para crescer na Luz de suas almas.

Amados, enquanto vocês liberam a dualidade e o julgamento como conceitos em suas vidas e aceitam a "Família" na Terra, vocês se movimentarão com a música da Canção da Harmonia. Pois, vocês criaram uma cultura rica e diversa em seu planeta, e, entretanto, todos vocês são Amadas Expressões da Luz Divina na Forma Material. Quando vocês compreenderem este princípio plenamente, isto os capacitará a se moverem além do medo e o ódio, e para a aceitação do Propósito Divino por trás de todas as coisas.

Na Velha Energia, vocês eram como crianças, e eram motivados por emoções e medos intensos e frequentemente distorcidos. Mas agora, vocês estão despertos na Luz como seres amadurecidos de Luz e estão motivados pelo Amor e Compaixão puros que é um reflexo de sua Divindade Interior. Vocês estão aprendendo a ver esta Divindade em Outros e a fazer escolhas de acordo com esta Luz. E assim, a Terra está ascendendo para a Luz Divina e ecoando com a Canção da Harmonia, enquanto é estabelecida no Planeta como uma solução para o Futuro que se revela da sua Evolução na Luz.

As Energias para Novembro 2008

Em Novembro, o Sol estará em Escorpião, passando para Sagitário no dia 22 de Novembro. O Sol, Mercúrio, Marte e Plutão passarão todos através de Sagitário em Novembro, criando uma intensa energia na 9ª casa da Sabedoria Espiritual. Esperem um período de profundo insight e nova consciência enquanto vocês se preparam para entrar nas novas energias de 2009.

A Lua Cheia cairá no dia 13 de Novembro em Touro, a 2ª casa regida por Vénus. Este é uma Lua da Terra, e como tal representa uma grande oportunidade para se focar na manifestação da Abundância e da Beleza no ciclo que chega da energia da Nova Terra.

A Lua Nova é em 27 de Novembro em Sagitário. Este é um bom momento para meditar no Despertar e na Consciência Mais Elevada, enquanto vocês se preparam para se moverem através das energias aceleradas para o Novo Ano e o novo ciclo de manifestação.

Neste momento, 27 de Novembro, Plutão deixará Sagitário pela última vez e se moverá para Capricórnio. Isto é uma indicação de que o trabalho da Transformação Espiritual interior está concluído, e que o novo foco evolutivo estará na própria Terra e na manifestação destas transformações interiores como novas estruturas e novos modos de vida.

É realmente um Tempo Abençoado estar nesta Terra, e enquanto vocês avançam para novas criações de Luz e de Alegria, nós lhes desejamos Graça e Aventura em sua Jornada!

Tradução: Regina Drumond

http://starchildglobal.com/portuguesa/

Apresentação do livro MULHERES & DEUSAS


As minhas palavras ontem, na apresentação do livro MULHERES & DEUSAS

Sinto-me honrada por estar hoje aqui a apresentar este livro, feito a partir do blogue de Rosa Leonor Pedro, MULHERES & DEUSAS. Um blogue dedicado ao Sagrado Feminino, seguido por centenas de pessoas ao longo dos seus sete anos de existência, o que representa largos milhares de visitas. São inúmeras as mulheres, e também os homens, que, nos comentários que vão deixando, se dizem agradecidas e agradecidos pelo despertar da consciência e pela força que recebem deste MULHERES & DEUSAS.

Trata-se de um trabalho coerente, resultado duma dedicação praticamente exclusiva da sua autora. Controverso, por vezes, desafiador, mas sempre muito oportuno e inspirador.

Como é próprio desta escrita intimista, a autora vai-se revelando aqui e ali. Com o tempo, ficamos a conhecer os seus desafios, as suas descobertas, as viagens, as amizades, até a sua casa e a sua gata…

É um blogue com um enorme impacto também, ou especialmente, no Brasil, onde a distribuição deste livro faria todo o sentido.

Embora não se insira na cultura dominante, MULHERES & DEUSAS é um autêntico blogue de culto, que, em boa hora, graças à Editora Ariana, ganhou forma neste magnífico livro.

Houve um tempo
em que tu não eras
uma escrava;
lembra-te disso.
Um tempo
em que caminhavas sozinha,
cheia de riso
em que te banhavas nua
no mar.
Podes ter perdido
a memória
desse tempo.
Mas procura relembrar-te...
podes dizer que não há palavras
que descrevam esse tempo,
podes dizer que ele não existe.

Mas recorda.
Faz um esforço
para o relembrares,
ou, se não conseguires,
inventa-o!

Monique Wittig (Les Guerrillères)

Foi este poema que fez com que eu e Rosa Leonor nos encontrássemos na blogoesfera. No meu blogue, ele estava no masculino, e Rosa Leonor deixou-me um recado urgente: que não, que Monique Wittig o tinha escrito sobre as mulheres e para as mulheres. Devo confessar que desconhecia. A versão chegara até mim no masculino. No masculino dominante e universal – essa espécie de grande alçapão da língua por onde o feminino desaparece, é tragado, é neutralizado…

Começaram então as minhas visitas frequentes ao blogue de Rosa Leonor.

É-me difícil falar de MULHERES & DEUSAS sem falar do meu próprio blogue, SABERDESI, que foi criado há pouco mais de um ano, e cuja vocação inicial era essencialmente a divulgação do método de desenvolvimento pessoal baseado na filosofia de Louise Hay. Há um pressuposto fundamental neste Método que é o da nossa responsabilidade pessoal por tudo aquilo que nos acontece. Essa ideia de que somos co-criadores da nossa realidade dá-nos a dimensão do nosso poder, da nossa capacidade de fazermos as melhores escolhas para a nossa vida.

O meu blogue sempre pretendeu seguir essa vertente mais positiva, mais suave, digamos, fiel ao princípio de que “Aquilo em que pomos a nossa atenção cresce”. Então, expandir o positivo, o luminoso, é contribuir para que se torne dominante.

A questão é que eu não posso avançar para a Luz sem integrar a sombra; não posso reclamar a minha força sem ter a noção da minha debilidade.

A minha experiência com grupos de mulheres fez-me compreender como facilmente a espiritualidade se pode tornar alienação, fuga ao real. Eu quero encontrar a harmonia, a paz na minha vida, mas recuso-me a pagar o preço. Eu quero salvar a minha família, ou até o próprio mundo, mas recuso-me a encarar de frente os mil fiozinhos que tolhem a minha liberdade. Eu ignoro a profundidade, a “estilização”, que tão bem consegue ocultar do meu entendimento o regime de escravatura em que me encontro. Eu continuo a deslizar em bicos de pés para não acordar o bull dog que vive lá em casa; eu saio a correr de workshops onde vivenciei o céu para ir enfiar-me na cama com o inimigo… Continuo a sentir-me uma metade, procurando pela outra…

Como dizia Nathalie Durel Lima, em “O Feminino Reencontrado”, fomos criadas para sermos “senhoras boazinhas, limpinhas e cheirosas”, perfil muito adequado ao bem-estar e ao ego patriarcais. Por vezes apetece-me dizer às mulheres que tenho nos meus grupos: “Ok, boazinhas já nós somos, já sabemos o que é. Que tal sermos mazinhas? (há guias para isso…) Serviçais, robots-domésticos, dependentes emocionais, subalternas, já sabemos o que é, e não foi isso que salvou o mundo, como se pode ver… Que tal sermos egoístas, auto-motivadas, auto-centradas e auto-suficientes?”

Sobretudo, conscientes, conhecedoras da nossa história, da história da colonização a que fomos sujeitas pelo modelo social de dominação patriarcal.

E é aqui que entra MULHERES & DEUSAS. É sobre isto mesmo que MULHERES & DEUSAS se torna um precioso manancial de informação/consciencialização. Rosa Leonor vem fazendo, há 7 anos, um trabalho sistemático e de extrema importância para o nosso despertar para a necessidade do retorno ao sagrado feminino. Só essa dimensão nos permite vivermos plenamente a nossa identidade de mulheres, feitas à imagem e semelhança da Deusa.

Diz-nos Marianne Williamson, em “O Valor da Mulher” que “Um instrumento poderoso para recuperarmos a glória da nossa identidade feminina é a adoração de divindades femininas.” “Somos seres gloriosos, diz a mesma autora, simplesmente porque não somos seres deste mundo. A nossa essência espiritual é imaterial, de fora deste mundo físico, e quando nos tornamos conscientes disso, assumimos verdadeiramente o nosso poder”.

Mas, atenção, não somos seres desta dimensão, mas estamos nesta dimensão, e é com ela que temos de nos elevar à nossa outra dimensão. Não, fugindo dela.

É por essa razão que, em MULHERES & DEUSAS, temos notícias do mundo da 3ª dimensão, dum mundo dominado pelo masculino exacerbado, voraz e predador, em que ser mulher é ser menos, é ficar em segundo lugar, é submeter-se, é não ser levada a sério, é não ter voz, é ser indigna, é ser propriedade de outrem, é ser espancada até à morte…

Aqui, no nosso “quentinho”, no nosso país de “brandos costumes”, isto pode parecer um exagero. Mas não vale a pena iludirmo-nos… Também não é para nos apavorarmos, porque o papel da vítima impotente já não dá. O grau de consciência que atingimos permite-nos compreender que, se o feminino está assim, se ele é assim tratado, todas e todos somos responsáveis, todas e todos estamos a criar esta realidade… Uma realidade em que, só este ano, em Portugal, 42 mulheres foram assassinadas pelos companheiros. Como vemos, não é preciso irmos ao Islamismo radical, nem à África da excisão. Mas talvez não fosse má ideia darmos uma volta pela Igreja Católica (e outras igrejas patriarcais), que permanentemente reafirma a indignidade da mulher ao negar-lhe a possibilidade de acesso à sua hierarquia.

Então, é em todas e todos nós que o Feminino precisa de ser curado, resgatado. Precisamos de compreender e de denunciar os esquemas patriarcais de dominação. Esquemas como a grande cisão do feminino, de que tanto fala Rosa Leonor Pedro. Essa grande cisão em duas partes antagónicas e irreconciliáveis: a santa e a pecadora, Maria e Madalena, a esposa e a amante, a prostituta, a “outra” (como aquela novela que anda, ou andava, por aí…).

Tudo isto constitui a matéria deste blogue, agora livro, precioso pela luz que lança sobre estas sombras que precisamos de iluminar e de integrar. Integrar as duas mulheres, desmascarando essa estratégia do patriarcado do “dividir para reinar”, do absurdo, do ridículo de duas mulheres disputando o mesmo homem, como se se tratasse do puro oxigénio sem o qual não houvesse vida, préstimo, propósito…

Reencontrar e honrar a Deusa, a Mãe, a Terra – o Planeta e a Humanidade definham à míngua das bênçãos da Mãe. É tão urgente assim.

De tudo isto ouvimos pela voz de Rosa Leonor, mas também das dezenas de autoras e autores, mulheres e homens, aos quais é concedido largo espaço neste blogue/livro. Dessa poderosa bíblia das mulheres, que é “Mulheres que Correm com os Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés, a Marianne Williamson, a Erich Neumann (“A Grande Mãe”), a Jean Shinoda Bolen; às brasileiras Sylvie Perere, Clarice Lispector, Rose Marie Muraro; às portuguesas Natália Correia, Isabel Barreno… São dezenas de autoras e de autores, cujo pensamento chega até nós através de MULHERES & DEUSAS. Nunca esquecerei que foi aqui que fiquei a saber do livro “O Cálice e a Espada”, de Riane Eisler, considerado a obra mais importante para a evolução da consciência da humanidade desde “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

São também outros blogues e comentadores, que nos fazem sentir ligadas (os) a uma vasta comunidade, a uma poderosa corrente de solidariedade. Solidariedade para com o Planeta, solidariedade de género, SOLIDARIEDADE FEMININA. Mas são também notícias de outras dimensões. Temos a voz de André Louro de Almeida, por exemplo. São canalizações. O sagrado tem aqui largo espaço.

As temáticas, como já disse, prendem-se, essencialmente, com a tradição do Sagrado Feminino e com a miséria da situação da mulher, do feminino, no mundo – num mundo sem alma, entregue à voracidade do capitalismo patriarcal. Um mundo onde, como nos diz ainda Marianne Williamson, “A feminilidade é uma dor colectiva de profundidade indescritível e, quando tentamos expulsá-la, estamos sujeitas a ouvir “Lá vêm vocês outra vez reclamar!”…

Não vale a pena negarmos, não avançamos nada ignorando, iludindo esta dor com paliativos que podem ir das compras à ilusão do príncipe encantado ou aos workshops de espiritualidade…

Também “Não podemos esperar que o mundo restabeleça o nosso valor, estamos aqui para restabelecer o nosso valor no mundo”, diz-nos ainda Marianne Williamson, em “O Valor da Mulher”.

Como o faremos? Só vejo uma solução possível: uma profunda, incondicional e sagrada SOLIDARIEDADE FEMININA, que nos possibilite retornarmos à nossa condição de filhas criadas à imagem e semelhança da Deusa. De Deusas.

Imagens: Google