sábado, 13 de setembro de 2008

O Domínio Masculino e a Exaustão Emocional


Os dois posts que se seguem, de importância fundamental, foram copiados de Mulheres & Deusas:

“O desequilíbrio das nossas instituições fundamentais, que reflectem um Deus pai no topo de uma trindade totalmente masculina, teve uma influência devastadora no mundo Ocidental.
Com o rápido desenrolar dos acontecimentos devido a avanços da ciência nos últimos trezentos anos e
especialmente nos últimos cinquenta, a fractura na sociedade Ocidental e na psique humana tornou-se cada vez mais evidente. A poluição do planeta e o abuso flagrante das nossas crianças estão intimamente relacionados com esta falha fundamental .

(...)

Uma das realidades mais tristes da nossa cultura é que a ascendência do masculino ferido levou à exaustão emocional. Onde o feminino não é valorizado, um homem não tem verdadeira intimidade com o seu oposto, a sua outra “metade”. Muitas vezes, não pode canalizar as suas energias na direcção de uma relação amorosa visto que o seu parceiro, supostamente, não tem valor. Privado do seu oposto igual porque o feminino é visto como inferior, o macho frustrado predominante fica esgotado: “onde o sol brilha sempre, há um deserto”. As florestas secam, os rios secam, o solo estala. A terra morre.”

In MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL Margaret Starbird

Rosa Leonor

A Dessacralização do Feminino

De Mulheres & Deusas este importantíssimo texto de Sylvia B. Perera:


“Na verdade, muito do que Inana simbolizava para os sumérios foi exilado desde aquela época: muitas das qualidades ostentadas pelas deusas do mundo superior foram dessacralizadas no Ocidente, assumidas por divindades masculinas, (...) idealizadas pelo código moral e estático do Patriarcado. É por isso que a maioria das deusas gregas foram engolidas pelos pais e a deusa hebraica foi despotenciada. Restam-nas apenas deusas minimizadas ou restritas apenas a determinados aspectos. E muitos dos poderes antes apresentados pela Deusa perderam a conexão com a vida da mulher: o feminino apaixonadamente erótico e lúdico; o feminino multifacetado dotado de vontade própria, ambicioso, real.

Na verdade, as mulheres têm vivido apenas no domínio pessoal, na periferia da cultura do Ocidente, em funções fortemente circunscritas, frequentemente subordinadas a homens, posição social, filhos etc., ocultando sua necessidade de poder e paixão, vivendo em segurança e secundariamente na relação com nomes sobrecarregados, nos quais se projectou todo o poder que a cultura legitima para eles. O que se tornou assim comportamento colectivamente aceitável para as mulheres, perdeu a conexão com o sagrado, ao mesmo tempo em que a estatura da Deusa era reduzida. Tornou-se cada vez mais hiperbólico o superego patriarcal, originalmente necessário para inculcar a sensibilidade ética; a seguir, esse superego foi fortalecido pela Igreja cristã institucional, com o fim de disciplinar as emoções tribais e selvagens do mundo medieval. A partir da mudança do Utilitarismo e da época Vitoriana, o superego que comprimiu e reprimiu durante tanto tempo essas energias vitais, que agora elas têm de irromper, forçando entre outras coisas, o retorno da Deusa à cultura ocidental.”

CAMINHO PARA A INICIAÇÃO FEMININA
Sylvia B. Perera

Rosa Leonor

O Humano Divino


Recebido há pouco da Isabel Tostão:

O Humano Divino

não necessita buscar uma conexão com o Espírito, ele está plenamente consciente de que É Espírito e de que todas as experiências da vida, individuais e colectivas, são expressões espirituais. Não se sente separado de qualquer parte da Criação, sentindo-se intimamente conectado com o Todo.

Não tem medo da mudança, individual ou colectiva; sabe que cada experiência é uma experiência de crescimento e uma oportunidade de recriar a sua própria Presença Divina na forma humana. Conhece a natureza da ilusão na qual vive e usa-a para intensificar a experiência pessoal e servir à humanidade.

Não tem sentimentos de baixa auto-estima; sabe que nenhum fragmento de Tudo O Que É tem menos valor e mérito do que qualquer outro; Não se compara com outros de qualquer maneira, particular ou publicamente, e não se sente superior a outros. Não inveja nem se apieda de qualquer outra pessoa.

Honra as próprias necessidades e desejos, acima de todos os outros; sabe que não se pode servir verdadeiramente os outros a partir de um espaço de co-dependência ou de vítima e não pode amar ninguém sem primeiro se amar.

Sabe plenamente que a Verdade não é mantida por alguém ou qualquer coisa fora de si e que a

única Verdade é encontrada interiormente. Não tem necessidade de saber, porque tem acesso a tudo o que precisa através da intuição mais elevada.

Não pode ser infiel a si mesmo; não se compromete com a sua própria realidade e pontos de vista a favor dos de outros. Vive a vida encarnada na base do "eu escolho"e não do "eu tenho medo de..." As acções são consistentes com as palavras. Não diz uma coisa e faz outra. Não tem sentimentos de humilhação.

Não pode ser falso com os outros; não tem desejo de deturpar, de manipular ou controlar pessoas ou eventos, de ser reservado, de ser ganancioso ou desonesto até em pequenos detalhes. Vive na mais elevada integridade em todos os momentos. Tem a sabedoria de perceber quando falar e quando silenciar, quando agir e quando nada fazer, mas não alterará a expressão da verdade interior a sabor do interesse dos outros. Sabe que o que beneficia um deve beneficiar o Todo, a fim de que a Ordem Divina seja mantida. Dá e recebe num fluxo equilibrado

Tem confiança em si e consequentemente confia nos outros. Sabe que não há erros, nem fracassos, somente escolhas; está em sintonia com a consciência mais elevada que está orquestrando o Fluxo Divino da nossa experiência e evolução humana. Não tem sentimentos de culpa, vergonha, ou indecisão; Não é afectado pela crítica dos outros.

Não tem desejo de provar o certo e o errado. Sabe que todos os pontos de vista são igualmente válidos, sendo um direito inerente do livre arbítrio de cada um. Determina e impõe limites pessoais baseados na escolha e não no medo. Não discute, nem se dedica a conflitos de poder.

Não critica e nem julga os outros directa ou indirectamente; não se ocupa com ouvir para criticar e tagarelar. Não se lamenta. Não tenta incitar o drama e o conflito entre outros; sabe plenamente que a necessidade de criticar e discutir, vem do medo. Concede a todos os outros o direito de serem como eles são. Não confunde as acções do outro com o ser do outro; sabe que todos os seres são Divinos e iguais.
Opera no tempo do Agora. A consciência encarnada não está distante no passado ou no futuro, mas somente no momento do agora e na experiência escolhida deste momento. Não se preocupa nem tem arrependimentos.

É totalmente capaz de experienciar toda a extensão da emoção humana, além de ser capaz de escolher as emoções que quer sentir em qualquer experiência humana; Não experiencia a resposta emocional descontrolada e impetuosa da maior parte dos humanos.

Faz as escolhas e decisões da vida baseado na intuição mais elevada, mais do que no pensamento linear e lógico, ou nos instintos de sobrevivência baseados no medo do corpo emocional. Sabe que a intuição mais elevada opera no Fluxo Divino e não está sujeito às inconsistências do corpo emocional ou mental. Não precisa de razões, a não ser "eu escolho".

Conhece o verdadeiro significado do Amor e é incapaz de amar qualquer parte da criação mais ou menos do que qualquer outra parte. Não precisa de qualquer tipo específico de relacionamento com outros humanos, animais, etc. Escolhe os relacionamentos que intensifiquem a experiência da vida e liberta aqueles que não o façam; sabe que não é possível ferir o outro, a menos que o outro, em algum nível, tenha escolhido experienciar isto; sabe que não é possível ser ferido a menos que tenha também escolhido esta experiência.

Não teme qualquer parte da criação; não experiencia preocupação e apreensão. Não se sente ameaçado pelos pensamentos, palavras e acções de qualquer outro corpo, individual ou colectivo, mas está alerta e consciente do ambiente imediato e das escolhas potenciais apresentadas pelo mesmo.

Não se apega às pessoas ou outras formas de vida, lugares ou coisas. Não sofre com a separação ou a morte, porque sabe que todos nós estamos eternamente conectados no Um e que a separação que parece existir no plano da Terra é uma ilusão.

Não experiencia as variações normais da vida humana, porque está livre do carma e opera a um nível de frequência acima da dualidade; Raramente experiencia a doença ou o ferimento, porque o corpo está livre da influência dos pensamentos emocionais inferiores. Pode transmutar as energias inferiores dos outros sem ser afectado por elas.

Não julga nem condena os eventos do mundo; sabe que eles são uma manifestação da consciência colectiva e que a mais poderosa ferramenta para mudar o mundo é a própria transformação. Pode escolher trabalhar activamente pela mudança no mundo, se assim for guiado pela intuição mais elevada.

É capaz de agir com compaixão verdadeira em todos os momentos, servindo à humanidade e prestando este auxílio que é necessário num espaço mais elevado e de não julgamento. Não tem agenda pessoal ou motivações para auxiliar outros; escolhe fazer isto ou não, baseando-se na intuição mais elevada

Não tem interesse em se colocar acima dos outros, controlando as crenças ou acções dos outros, assumindo o poder pessoal dos outros; não tem nada a provar a quem quer que seja.

Honra os limites colocados pelos outros, individuais e colectivos; respeita o livre arbítrio e o espaço pessoal de cada um em todos os momentos e as leis da terra na qual vive. Ocasionalmente escolhe ultrapassar um limite, mas faz isso assumindo total responsabilidade pela possibilidade das consequências.

Levanta-se todos os dias com um sentimento de alegria e excitação sobre o que pode se revelar, mas não tem expectativas sobre o que pode ser experienciado, embora assuma total responsabilidade como co-criador. Deseja plenamente experienciar tudo aquilo que co-criou.

É um catalizador extremamente poderoso para a mudança transmutacional na Terra. Irradia as frequências mais elevadas do Amor, Luz e Alegria, continuamente, na consciência planetária. Cura e transmuta as energias do medo na Terra e suas formas de vida, simplesmente por estar na forma humana.

O AMOR...É A AUSÊNCIA DO MEDO.

Canalização de Metatron através de Reniyah Wolf

Obrigada, Isabel.

Imagens: Herman Smorenburg