domingo, 13 de julho de 2008

O EU SUPERIOR


"Há inúmeras ferramentas poderosas: afirmações, dizer sim ao universo, pensamento positivo, assumir a responsabilidade, decisões de Não-Derrota, escolher amor e confiança, aprender a dar e outras. A razão por que se trata de ferramentas poderosas é o facto de abrirem um espaço dentro de nós que, quando aberto, nos permite sentir "realizados".

O EU SUPERIOR

Este espaço dentro de nós recebeu já uma multiplicidade de nomes, alguns dos quais são: Eu Superior, Eu Pessoal, Superconsciente, Consciência Superior e Eu Divino. Gosto do termo EU SUPERIOR simplesmente porque implica a transcendência dessa parte de nós que repisa as coisas insignificantes que causam medo, ódio, carência e todas as outras formas de negatividade. Traz-nos à ideia um novo plano de exigência que pouco tem a ver com os aborrecimentos e lutas do dia-a-dia.


UM CONTENTOR DE VERDADES SUBLIMES

Alguns psicólogos acreditam na existência de um Eu Superior e na influência que pode exercer sobre o indivíduo. Alguns referem-se ao seu trabalho com o Eu Superior como "Psicologia Elevada". Outros como "Psicologia Transpessoal". Há também muitos educadores e metafísicos cujo trabalho envolve o campo do Eu Superior.
Estes estudos sugerem que o Eu Superior é capaz de um elevado grau de sensibilidade no sentido de atingir uma corrente harmoniosa no universo. É o contentor de muitas virtudes sublimes - criatividade, intuição, confiança, amor, alegria, inspiração, aspiração, carinho, doação - tudo o que nós, no nosso coração, gostaríamos de experimentar.

SENTIR-SE FORA DE ROTA

Muitos de nós parecem procurar algo "algures por aí" para completar as suas vidas. Sentimo-nos alienados, sozinhos e vazios. Não interessa o que fazemos ou temos, nunca nos sentimos preenchidos. Este sentimento de vazio ou intensa solidão é o sinal que nos avisa de que estamos fora de rota, e que necessitamos de corrigir a nossa direcção. Pensamos frequentemente que a correcção reside num novo companheiro, casa, carro, emprego, etc. Não é assim.

A DIVINA NOSTALGIA


Creio que aquilo que todos de facto procuramos é esta essência divina em nós. Quando estamos longe do nosso Eu Superior, sentimos aquilo a que Roberto Assagioli tão adequadamente chamou "Divina Nostalgia". Quando temos essa sensação de estar perdidos, ou fora de rota, o que temos de fazer para encontrar o caminho de regresso a casa é simplesmente usar as ferramentas que nos coloquem em sintonia com o nosso Eu Superior - e assim permitir que os sentimentos positivos voltem a fluir.

Pode perguntar, "Onde esteve escondido este Eu Superior toda a minha vida?" Ouvimos muitas vezes a expressão "corpo, mente, espírito". O espírito, que envolve o Eu Superior, perdeu-se de algum modo no caminho. Até agora há relativamente poucos locais onde se ensina algo sobre o Eu Superior . Por isso não é de surpreender que nos concentremos quase exclusivamente nos nossos aspectos intelectuais e físicos. Na verdade, muitos de nós não têm consciência de que temos uma parte espiritual.

Acrescente-se a isso o facto de muitas pessoas nem sequer gostarem da palavra "espiritual". Desligam no minuto em que é mencionada. A razão deve-se ao facto de confundirem "espiritual" com religião e Deus. Para aqueles que não são religiosos, a palavra "espiritual" implica um desligar.

O modo como eu uso a palavra é aceitável, quer você seja religioso ou ateu. Quando falo do espiritual, falo do Eu Superior, o espaço dentro de nós que é terno, amável, abundante, alegre e todas aquelas outras qualidades que referi atrás. Acredite quando lhe digo que se não descobrir, consciente ou inconscientemente, esse espaço espiritual, experimentará um descontentamento perpétuo."

Susan Jeffers, Apesar do Medo

Imagem 1: Herman Smorenburg, The Meeting, 2005
Imagem 2: Google