quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ancorar na Terra e Aspirar ao Céu


"TU NÃO PODES TRANSFORMAR ALGO QUE AINDA NÃO APRENDESTE A AMAR!

Como integrar estes dois seres em nós?
Parece que existem duas etapas:

Etapa de Integração

É necessário estar atento aos momentos em que, espontânea e livremente, percebemos que devemos expandir horizontalmente e viver a expressão dos centros sub-diafragmáticos: dança, riso, paixão, amor humano, sexualidade e erotismo, experiência do mundo, iniciativas pessoais, art d'vivre, fazer dinheiro, criatividade horizontal, gerir negócios, comprar objectos, fazer amigos, etc... - e os momentos em que nosso ser profundo nos pede para nos abrirmos à vibração superior - oração, retiro, aspiração profunda, serviço, meditação e impessoalização da existência.

Os dois impulsos existem nesta etapa e devem ser assumidos.

Se tudo for feito com equilíbrio verificas que há um ritmo para cada aspecto. A respiração total do ser total prevê uma onda de impulso-vida que começa no Alto, desce aos níveis conscientes estimulando actividades inteligentes, desce ainda aos níveis sub-diafragmáticos estimulando expressões de enraizamento e depois volta a ascender até retornar à Sua Fonte.

Numa primeira fase a chave é coordenar os ritmos. Visualizar um "OITO" envolvendo com o primeiro círculo os aspectos superiores e internos e com o segundo ciclo os aspecto externos e de enraizamento.

Nesta etapa é essencial dar um tempo a cada coisa e uma oportunidade de cada aspecto do nosso ser se expressar.

Daí advém o equilíbrio, a alegria de viver e a gratidão da parte humana pelo facto de existir. Isto é essencial, de outro modo a busca do espirito transforma-se num mecanismo oculto do nosso super-ego, através do qual ele nos culpa, castiga e reprime.

Pessoas com super-egos muito fortes tendem a "vidrar" em metas espirituais supremas e a inibir, por puro orgulho perfeccionista, a expressão do ser inferior, sem passar pelas etapas de integração amorosa e auto-compaixão, expressões da alma enquanto psiquismo.

Cuidado com o super-ego, esse instrumento oculto, criado na infância, que sabota a nossa capacidade de sentir alegria e amor, calor instintivo e ancoragem na Terra, procurando destruir constantemente a vontade humana de se abrir à vida enquanto esta se apresenta sob a forma de prazer, alegria humana e pulsação-terra.

O super-ego pretende a sublimação e a espiritualização do homem a todo o custo e a todo o preço apenas como forma de exibir aos "pais" - ao mundo, a um agente aprovador exterior - um troféu máximo.

Este super-ego é frio, calculista, saturnino e inflexível. É um príncipe rígido. Ele é especialmente perigoso porque usa as verdades superiores para ferir o ego - e não para transformá-lo - e imita o Eu Superior sob a forma de um Anjo absoluto e Castigador.

Todos os seres com tendências monásticas ou verdadeiramente espirituais devem vigiar este Ditador interior e denunciá-lo. Ele não serve o ser interno, é apenas uma expressão do medo de solidão traduzido sob a forma de compulsão em ser perfeito para agradar e impressionar os outros ou o Ego. Este sujeito quer ser o máximo, e já para amanhã: não sabe viver processos.

É essencial viver a etapa terrestre, sub-diafragmática, com paz, ritmo e equilíbrio. Como se disse a chave é coordenar essa etapa com os momentos em que a onda-de-vida reflui e pede para se exprimir como elevação, aspiração, oração, serviço, etc...


Enquanto estamos combinando, coordenando e vivendo os dois aspectos alternadamente estamos na etapa de integração. Cada ser tem o seu ritmo de integração, e o seu compasso de expressão. Isso depende das energias de raio da alma e da personalidade, da constante astrológica exotérica e da constante astrológica esotérica. Depende do ponto que cada ser ocupa na hierarquia da vida em função do trabalho de integração começado em vidas anteriores.

Eu diria que os seres com fortes traços espirituais mas com limitações de expressão tem um trabalho profundo para fazer no plano de integração.

Durante a etapa de integração as chaves são, entre outras:

Coordenação Trina: Instinto - Criatividade - Aspiração
Profunda humildade
Auto-perdão e auto-estima
Gratidão por todas as expressões da vida
Alegria de viver.
Contenção da frieza mental através da inteligência sensível - coração.
Contenção do desejo através da inteligência racional - mente.
Auto-Compaixão conduzindo a Compaixão pelos outros.
Abertura à alegria-prazer enquanto expressão de amor a nós mesmos
Simplicidade de mente e coração.
Vigilância do "super-ego" e do seu eterno companheiro o "libertino hedonista".
Amor à Beleza
Disciplina no uso do tempo.

Continua em:

http://axislinea.blogspot.com/

Imagem: Mark Ryden

O Sexo e a Cidade - parte 2


Eu não ia mesmo voltar ao assunto, mas esta manhã, ainda antes de ler os postes de Rosa Leonor e de Lealdade Feminina, acordei de má consciência em relação àquilo que tinha dito sobre a série.

Quanta ingratidão! Sem retirar o que disse, há 2 ou 3 pontos que gostaria de acrescentar para ficar melhor com a minha consciência:

1º trata-se de uma comédia e como tal as coisas são simples, caricaturais, exageradas...

2º a série pôs em acção a

Lealdade Feminina – aquelas mulheres aceitaram-se e apoiaram-se sempre, apesar das diferenças. Mais, aquelas mulheres nunca arrepelaram os cabelos umas às outras para ver quem é que ia ficar com o tipo – coisa que acontece muito tanto no cinema como na vida real. Aquelas mulheres consideraram sempre que a sua amizade estava acima de todos os envolvimentos com quem quer que fosse. E isso foi muito bonito.

e a

auto-suficiência e auto-motivação femininas.

E o sexo? À repressão seguem-se extravasamentos, excessos, confusões e equívocos. É normal. Mas as mulheres precisam mesmo de não evitar o assunto, de encarar a coisa, porque essa é das zona onde mais estamos presas e confusas e à mercê da moral patriarcal...

Precisamos mesmo de falar sobre isso, de enfrentar a fera.