quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ho'oponopono


“Amar-se a si mesmo é a melhor forma de se curar e enquanto se cura a si mesmo, cura o mundo”.


“Sempre que desejar melhorar algo na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de si. Quando olhar, faça-o com amor”.

“Se deseja melhorar a sua vida, deve curar a sua vida. Se deseja curar qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando-se a si mesmo.”


Ho'oponopono

"Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta no Hawai que curou um pavilhão completo de pacientes mentais perigosos sem mesmo ver qualquer um deles. O psicólogo estudava a ficha do recluso, e depois olhava dentro de si mesmo para ver como é que ele tinha criado a enfermidade dessa pessoa. Na medida em que ele melhorava, o paciente melhorava.


A primeira vez que ouvi falar desta história, pensei que era uma lenda urbana. Como poderia curar o outro, curando-me apenas a mim mesmo? Como podia, embora fosse um mestre de grande poder de autocura, curar alguém criminalmente insano? Não fazia qualquer sentido, não era lógico, de modo que resolvi esquecer esta história.

Entretanto, ouvi-a novamente um ano depois. Disseram-me que o terapeuta tinha usado um processo de cura havaiano chamado “Ho’oponopono”. Nunca tinha ouvido falar disso, entretanto não podia tirá-lo de minha mente. Se a história era totalmente certa, eu tinha que saber mais. O meu entendimento era que “total responsabilidade” significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver mais além, está fora das minhas mãos. Penso que a maior parte das pessoas pensa deste modo sobre a responsabilidade. Somos responsáveis pelo que fazemos, não pelo que os outros fazem, ponto final.

O terapeuta havaiano, que curou essas pessoas mentalmente doentes, ensinar-me-ia uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. O seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Passámos uma hora a conversar ao telefone da primeira vez que contactámos. Pedi-lhe que me contasse a história total do seu trabalho como terapeuta.

Ele explicou-me que tinha trabalhado no Hospital Estatal do Hawai durante quatro anos, no pavilhão onde encerravam os criminosos loucos, que como é óbvio era muito perigoso.

Regra geral os psicólogos não conseguiam trabalhar ali mais do que um mês. A maior parte dos membros do pessoal ficava doente ou simplesmente renunciava. As pessoas que atravessavam aquele pavilhão caminhavam de costas coladas contra a parede, temendo ser atacados pelos seus pacientes. Não era um lugar agradável para viver, trabalhar ou visitar.

O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. No acordo que assinou ele teria um escritório onde revia as fichas dos pacientes. Enquanto olhava para as fichas, trabalhava em si mesmo. Enquanto trabalhava em si mesmo, os pacientes começavam a curar-se.

“Depois de poucos meses, foi permitido aos pacientes, que deviam permanecer encarcerados, caminhar livremente” disse-me. “Outros, que tinham que estar fortemente medicados, começaram a reduzir a medicação. E aqueles que nunca teriam qualquer possibilidade de ser liberados, tiveram alta”. Eu estava assombrado. “Não somente isso” continuou, “mas o pessoal começou a ir para o trabalho bem disposto.”

“A ausência e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminámos com mais pessoas do que necessitávamos, porque os pacientes eram liberados e todo pessoal estava ao serviço. Hoje em dia este este pavilhão está fechado.”

E foi aqui que eu tive que fazer a pergunta crucial: “O que é que fez consigo mesmo, que ocasionou a mudança dessas pessoas?”

“Eu simplesmente tentei curar aquela parte de mim que tinha criado aquilo neles”, disse ele. Eu não entendi. E então o Dr. Len explicou-me que, entendia que a total responsabilidade da sua vida diz respeito a tudo o que está na sua vida; simplesmente porque algo está na sua vida isso, é de sua inteira responsabilidade. Num sentido literal, todo o mundo é sua criação.

Uau! Isto é duro de engolir! Ser responsável pelo que eu faço ou digo é uma coisa. Ser responsável por outro ou por qualquer coisa que ele faça ou diga na minha vida é muito diferente. Entretanto a verdade é esta: se assume completa responsabilidade pela sua vida, então tudo o que vê, ouve, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está na sua vida. Isto significa que a actividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que experimenta e de que não gosta, está ali para que o cure. Nada existe, por assim dizer, que não sejam projecções que saem do nosso interior. O problema não está neles, está em si e para os mudar, nós devemos mudar.

Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de viver realmente. Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, mas enquanto falava com o Dr. Len comecei a compreender essa cura dele e que ho’oponopono significa amar-se a si mesmo.


Perguntei ao Dr. Len como se curava a si mesmo. O que fazia exactamente, quando verificava as fichas desses pacientes.

“Eu simplesmente dizia: “Sinto muito” e “Amo-te”, muitas vezes” explicou ele.


“Só isso?”

“Só isso.”


Permita-me dar-lhe um rápido exemplo de como funciona isto: um dia destes enviaram-me um e-mail que me desequilibrou. No passado leria, trabalhava com os meus aspectos emocionais, com o sentimento de raiva ou tratava de raciocinar sobre a razão pela qual a pessoa me enviou aquela mensagem odiosa. Mas desta vez decidi pôr à prova o método do Dr. Len. Então comecei a pronunciar silenciosamente “sinto muito” e “amo-te”. Não dizia nada a ninguém em particular, simplesmente invocava o espírito do amor, dentro de mim, para curar aquilo que estava a criar aquela circunstância especial.

Uma hora depois recebi um e-mail da mesma pessoa pedindo desculpa pela sua mensagem anterior. Tenha em conta que eu não realizei nenhuma acção externa para obter essa desculpa. Eu nem sequer respondi à mensagem, limitei-me apenas a dizer “ amo-te”, de algum modo curei dentro de mim o problema dera origem àquilo.

Mais tarde assisti a uma reunião sobre o “Ho’oponopono”, dirigida pelo Dr. Len. Ele tem agora 70 anos de idade, é considerado um xamã avô e é um tanto solitário. Elogiou o meu livro “O Factor Atractivo”. Disse-me que quanto mais eu me curo a mim mesmo mais a vibração do meu livro aumentará e todos sentirão isso quando o lerem. Em resumo, à medida que eu melhoro, os meus leitores melhorarão.

“E o que acontece com os outros livros que já saíram?” Perguntei.

“Eles não saíram” explicou ele, uma vez mais, soprando a minha mente com a sua sabedoria mística. “Eles ainda estão dentro de si”. Em resumo, não há fora. Levaria um livro inteiro para explicar esta técnica avançada com a profundidade que ela merece.”

Joe Vitale

(Adaptado)

http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/ho'oponopono---por-joe-vitale-829.html

Imagem: Google

MAIS SOBRE A TÉCNICA HO'OPONOPONO


"Em hawaiano, Hoo significa CAUSA e Ponopono significa PERFEIÇÃO. Através desta técnica, temos a capacidade de fazer o correcto para o nosso próprio Ser, de voltar para o estado da perfeição, de colocar novamente a nossa página vivencial em branco…, bastando apenas pedir à Divindade que aquilo que jaz dentro de nós, aquilo que ocasionou uma divisão nos nossos pensamentos, venha à superfície para ser libertado.

Ao pedir perdão à Divindade por ter hospedado pensamentos que nos separaram da nossa Unidade com o Espírito, o pensamento pernicioso e recorrente desaparece. Algumas vezes, para o conseguir, precisamos de pedir várias vezes a fim de que a razão que está atrás do pensamento venha à superfície e seja libertada. E quando isso acontece, o espaço preenche-se imediatamente com um amoroso sentido de Unidade.

O Ho’oponopono é um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação e consiste em realizar um pedido à energia do Amor Universal e Incondicional para cancelar e substituir as energias tóxicas que possam achar-se em nós. O Amor realiza o processo fluindo através da Mente Espiritual ou Supra-consciência e continua o seu fluxo através da Mente Consciente, libertando-a da excessiva racionalização para entrar na Mente Emocional ou Subconsciente, onde anula todos os pensamentos que tenham emoções tóxicas, substituindo-os pelo Amor incondicional.

Não há limites para o número de vezes que esta ferramenta pode ser usada, especialmente no que se refere a transmutar pensamentos em pura luz, os da sua família, ancestrais e descendentes, posto que esta ferramenta é um pedido para purificar os pensamentos tóxicos que causam reais divisões na sua percepção.

O Ho’oponopono é realmente muito simples. Para os antigos hawaianos, todos os problemas começam a ser gerados nos pensamentos. Ter pensamentos não é o problema. O problema está em todos os nossos pensamentos que se encontram plenos de memórias dolorosas sobre pessoas, lugares ou coisas.

O intelecto como tal não pode solucionar esses problemas porque ele apenas administra processos. Administrar coisas, não soluciona os problemas. Tem que se deixar que fluam. Quando se faz Ho’oponopono, a Divindade encarrega-se dos pensamentos dolorosos e neutraliza-os. Fazendo Ho’oponopono, não purificamos pessoas, lugares ou coisa alguma. Em troca, neutralizamos a energia dolorosa que associamos a essas pessoas, lugares ou coisas. Assim, a primeira etapa para fazer Ho’oponopono é purificar energias.

A seguir, algo maravilhoso ocorre. Não somente a energia fica neutralizada, como também se desprende, ficando uma nova página vazia onde se pode escrever novamente outra realidade. A etapa final é permitir à Divindade actuar e preencher o vazio dessa página em branco com Luz Divina.

Para fazer Ho’oponopono não precisa de saber qual foi o engano cometido ou qual foi o problema, apenas precisa de perceber a existência de situações físicas, mentais ou emocionais que o estejam afligindo. Quando o fizer, a sua responsabilidade baseia-se em começar imediatamente a curar a essência de tais situações, dizendo simplesmente: “Sinto muito. Por favor, perdoe-me”. Trata-se apenas de realizar um trabalho interno sobre si mesmo, para melhorar o externo.

O procedimento pessoal baseia-se em manter-se calado e centrado em si, permitindo que o processo de transmutação seja levado a cabo por si mesmo, pois ao envolver o intelecto, o processo detém-se.

Se deseja resolver um problema pessoal, trabalhe sobre si mesmo. Se tiver um problema com outra pessoa, simplesmente pergunte-se: “O que existe em mim que faz com que esta pessoa me ataque?”. Eleve-se sobre essas situações dizendo simplesmente: “Lamento por algo que tenha acontecido ou esteja acontecendo. Por favor, perdoe-me”.

O bonito disto é que não terá que compreender nada a nível racional. É como navegar pela Internet. Terá apenas que ir para a Divindade e fazer clique para baixar a informação solicitada.

Por exemplo, se alguém se aproxima dizendo-nos que tem um certo um sofrimento ou uma dor física, podemos perguntar à Divindade: “O que acontece comigo para que eu tenha causado dor ou sofrimento a esta pessoa?” E logo, podemos perguntar à Divindade: “Como posso equilibrar esse problema em mim?”. Ou também: “Por favor, há algo que ocorre em mim que tenha causado este sofrimento nessa pessoa? Diga-me como posso equilibrar isto? As respostas a essas perguntas devem vir sem esforço e a seguir deveríamos fazer o que nos é inspirado… O que importa aqui não é o efeito mas sim o entendimento sobre a origem do problema. Essa é a chave." (Adaptado)

http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/ho'oponopono---por-joe-vitale-829.html

imagem: Google

Libertar


Geralmente temos a tendência de julgar os outros...

Pensar sobre outras pessoas
é carregá-las connosco na nossa mente,
o que a torna pesada.
É como manter estas pessoas
dentro de uma prisão e puni-las!


Deixando as pessoas partirem
da minha mente,
eu acabo com todas
as restrições de pensamento
e liberto as minhas qualidades originais.
A minha mente torna-se então leve
e eu posso usar todos os meus talentos
com segurança.
Outros, inspirados pelo meu exemplo,
também recebem permissão
para voarem livres.

(Autor: Dadi Janki)

http://people.tribe.net/