sexta-feira, 25 de abril de 2008

Defeito Incorrigível na Mulher


Este é o conteúdo de um daqueles mails que de vez em quando dão umas quantas voltas ao globo e regressam à nossa caixa do correio (obrigada, Henriqueta!). É sempre um encanto para mim recebê-lo, porque, além de muito criativo e divertido, é muito justo, revelando na perfeição o quão fantástico é o ser chamado Mulher.
Como toda a preciosidade, ela é ameaçada por vários
perigos, internos e externos; é alvo da cobiça, da calúnia, da ganância e encontra-se numa situação de “escravatura estilizada” (Inês Pedrosa). No entanto, as forças que a trarão ao completo domínio do futuro estão aí e não há mais como evitá-las...


Aqui vai. Não retirei as marcas do português do Brasil de propósito, para ficar mais doce. Quanto ao autor, não consegui ver mais que um simples nome: Guilherme. Bem-haja.

“Fiz questão de traduzir este trabalho

para expressar minha homenagem

a umas poucas mulheres,

que eu admiro

sincera e profundamente.

UM DEFEITO NA MULHER

Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.

Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por que gastas tanto tempo com esta?"

E o Senhor respondeu: “Você viu minha “Folha de Especificações” para ela?"

“Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos."

O anjo se maravilhou com os requisitos.

“Somente duas mãos....Impossível!

E este é somente o modelo Standard?

É muito trabalho para um só dia...

Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.”

“ Não o farei, protestou o Senhor. Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração.

Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.”

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

“Porém a fizeste tão suave, Senhor!”

“É suave", disse Deus, “porém a fiz também forte. Não tens idéia do que pode aguentar ou conseguir.”

"Será capaz de pensar?" perguntou o anjo.

Deus respondeu:

“Não somente será capaz de pensar , mas também de raciocinar e negociar"

Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher....

"Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...

Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela"

“Isso não é nenhum vazamento... É uma lágrima“,

corrigiu-o o Senhor.

"Para que serve a lágrima?" perguntou o anjo.


E Deus disse:

“As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho."

Isto impressionou muito ao anjo

“És um gênio, Senhor.

Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa"

“ Sim, ela é!

A mulher tem forças que maravilham os homens.

Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte.

Sorriem, quando querem gritar.

Cantam, quando querem chorar.

Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas.

Lutam por aquilo em que acreditam.

Enfrentam a injustiça.

Não aceitam "não" como resposta, quando

elas acreditam que existe uma solução melhor.

Se privam, para que sua família possa ter algo.

Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.

Amam incondicionalmente.

Choram quando seus filhos triunfam e se alegram

quando suas amizades conseguem prêmios.

São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento.

Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga.

Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças.

Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.


Porém, há um defeito

incorrigível na mulher:

“É que ela esquece o quanto vale!"

Imagem: www.oldreligion.com.br

Festejar a Liberdade


Embora tenha alguns craveiros na minha varanda, nenhum deles é um verdadeiro cravo vermelho de Abril - lamentavelmente, devo dizer.

Foi o post que encontrei esta manhã no blogue de Rosa Leonor que me recordou a ingratidão com que muitas vezes nem reparamos mais nesta data...

Subscrevo tudo quanto aí diz Fernanda Câncio do DN e a própria autora, e é mesmo abusiva a forma como agora usamos o conceito de ditadura e de fascismo...
A Pide a vasculhar o nosso correio, a nossa casa, os nossos livros... conheci. E o medo visceral. E tudo era tão pequenino, apertadinho, pobrezinho, preconceituoso e asfixiante...

É mesmo para festejarmos, até por aquele gesto tão grandioso, simbólico e revelador da verdadeira qualidade da nossa alma: os cravos no cano das espingardas...

Nós somos aquele povo que resolveu as armas com as flores, certo?

Imagem: Google