sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Honrar a morte e agradecer os dons da vida...


Samhain

Hemisfério Norte: 31 de Outubro
Hemisfério Sul: 1 de Maio

O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.

Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain significa "Final do Verão".)

Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. é o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contacto e receber mensagens do mundo dos espíritos.

A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1o de Novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de Novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. é observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório...

CONTINUA...

Imagem: http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.4qf.org/_Samhain/_Img/MotherAltar.JPG&imgrefurl=http://www.4qf.org/_Samhain/index.htm&h=340&w=511&sz=13&hl=pt-PT&start=5&sig2=sU2-F4dgBk2L9jlIi8sO1A&usg=__kDXIUde48DH2Q4eycH3I4udWxtk=&tbnid=cr38VLONvPKAlM:&tbnh=87&tbnw=131&ei=pwsLSZGYA47y0AS8odSeBA&prev=/images%3Fq%3Dsamhain%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DG



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A força do colectivo...

"A força do colectivo é a força do noite - a Lua, o psiquismo sociocultural que prende a pessoa ao passado da sociedade a que pertence. Esta sociedade funciona como uma força de inércia involutiva. Dane Rudyard diz que a força da individuação é a força do dia - o Sol, a consciência humana, que é a força inteligente da existência. Inteligência que dia a dia cada ser humano conquista ou não para si próprio."
Maria Flávia de Monsaraz
Imagem: Google

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A história de Mellen-Thomas Benedict

"Esta é uma experiência “pós-mortendas mais fantásticas e maravilhosas que já li até hoje. Um doente em fase terminal (de cancro) esteve morto mais de hora e meia e voltou de novo à vida, ficando completamente curado, para contar tudo o que viu e experimentou no “outro lado”, ou seja, num outro estado.

Na verdade já existem imensos casos relatados em livros sobre pessoas que estiveram mortas clinicamente, e voltaram a viver inexplicavelmente, curadas de suas doenças completamente. A ciência não encontra para isso qualquer explicação e a Medicina diz apenas que essas curas são “remissões expontâneas”... constatando apenas factos registando testemunhos ou experiências pessoais dos que vivenciaram coisas nas plagas espirituais.

A história de Mellen-Thomas Benedict é no entanto a mais impressionante e interessante de todas pela forma como tudo aconteceu, descrevendo tudo o que viu e sentiu quando vislumbrou a Luz de outras dimensões, dizendo que falou com o que julga ser Deus muito diferente dos conceitos que fazem sobre Ele as próprias Religiões. De resto, Thomas Benedict diz mesmo a este respeito o seguinte..."

Ler aqui: http://www.novaera-alvorecer.net/viagem_a_luz_e_voltar.htm

Publicidade clandestina

Ultimamente tem aparecido publicidade no meu blog, MAS É CLANDESTINA, uma vez que eu não activei o tal do ADSENSE... Será um vírus?!

domingo, 26 de outubro de 2008

SOMOS SERES MULTIDIMENSIONAIS


Física quântica aplicada à era da consciência - Silvia Malamud

SOMOS CONSCIÊNCIAS MULTIMODAIS COEXISTINDO EM DIVERSAS REALIDADES:

"Somos compostos por milhares de fragmentos de luz, que estão simultaneamente em diversas realidades habitando outros tempos e histórias.

Temos fragmentos de lembranças dessas outras dimensões onde estamos coexistindo, mas ainda não estamos desenvolvidos o suficiente em lucidez para acessar essas vidas – realidades com plenitude.

Somos parte de um montante holográfico. Nossa totalidade divide-se em algo como se fossem pontos de luz/consciência estando simultaneamente em todos os tempos.

Saber dessa condição nos faz concluir que podemos ter acesso constante aos outros tempos nossos de actuação e também nos habilita a ampliar as nossas capacidades totais, pois certamente poderemos a todo instante criar novas realidades.

Todas as vertentes de um projecto/vida estão extradimensionadas em realidades paralelas que chamamos de multimodais e algumas dessas possibilidades podem "colapsar" no plano terrestre a qualquer instante.

As nossas crenças se traduzem nas nossas realidades e se você fizer um trabalho eficiente com o seu poder pessoal poderá concretizar muito mais do que jamais imaginou para si mesmo. As nossas crenças subliminares também possuem muita força para se materializar, são para-realidades prontas, nas quais estamos coexistindo. Por isso a necessidade séria do auto-conhecimento, para que jamais possamos criar algo baseado na baixa auto-estima, etc. Por conta disso, a importância de se reconhecer e de se transmutar um pensamento agregado a uma imagem obsessiva.

Ex.: Uma constante visualização de um acidente de carro, já está acontecendo em outro nível de realidade... Daí para baixar para este plano, basta um descuido. Existe uma forma de tratamento para acessar esses padrões de realidades multimodais e transmutá-los, é através de um processo chamada "imagética".

Por intermédio de ampliação da consciência em lucidez fora do corpo, também se pode entrar em contacto com as outras dimensões nas quais habitamos.

Existem inúmeras consciências que estão aqui no planeta num momento espiritual bastante diferente da consciência do buscador. Isto mostra um abandono do si mesmo, uma lentidão em captar a realidade e reconhecer-se como individualidade. Mas mesmo para estas que momentaneamente se esquecem de si mesmas e da imensa capacidade criadora que possuem, uma chamado constante para que acordem estará ecoando, mesmo que distante em suas consciências. Este é o processo de individuação por que todos nós encarnados passamos na nossa jornada terrena.

Em circunstâncias vizinhas, temos as diversas consciências encarnadas em moldes humanos actuando nas interligações de todas as suas partes, buscando nem que seja apenas por processos intuitivos ainda não conscientes sair do véu de ilusão em que estão vivendo. Podemos observar pela nossa própria experiência que a consciência se pode renovar a cada segundo. O estar parado passa a significar deterioração, pois o tempo na Terra age como um factor ilusório, impulsionando-nos sempre a agir, dando-nos a impressão de que tudo terá um fim.

Neste sentido somos acometidos pela oportunidade de usarmos todo esse aparato criativo a nosso favor, buscando nesse movimento a ampliação da nossa consciência e como consequência podemo-nos envolver num porquê existencial mais genuíno.

Estamos todos agindo simultaneamente, ora como participantes inseridos dentro de um suposto contexto, ora como observadores neste imenso show.

Somos os actores de nós mesmos, por isso é que necessitamos de saber com clareza e responsabilidade sobre o modo como estamos actuando em cada instante, podendo assim desenvolver as nossas habilidades e sermos os senhores criadores das nossas realidades com total consciência, deixando de ser definitivamente seres autómatos.

Por isso é altamente relevante a importância da busca sincera e da participação lúcida onde quer que possamos estar. Sempre exigindo de nós mesmos a consciência da totalidade.

Estamos nos aprimorando em nossos caminhos quando em propósitos claros e bem definidos, presentes em nossos corpos físicos, respirando e trocando ar/consciência com todas as atmosferas... Estando em tudo e vivendo o prazer do saber estar. Isto é sagrado, é a mais pura religiosidade que você pode imaginar. É o "religare". Tirando proveito de todas as experiências, na consciência do aprender. Gerando o auto-merecimento, a auto-estima, ampliando oportunidades criativas para todos. Somos criadores, criaturas divinas em pleno movimento, sempre.

São as actividades múltiplas e variadas do buscador, que tem como princípio a expansão do eu, mesmo que este não o saiba ainda ao certo. A consciência do si mesmo vai transformando os universos em que se transita em expirais de movimento para o interior de todo o ser.

É certo que novos caminhos se vão abrindo na medida em que se avança pela própria vontade de se ter consciência e lucidez. Estes são processos pelos quais qualquer consciência encarnada ou não pode passar.

Somos grandes, temos a divindade em nós. É hora de acordar. Busque parcerias que estejam no mesmo propósito."

So... don't worry so mutch...BE HAPPY!

Imagens: Google

LOUISE HAY CONDECORADA

Louise Hay foi condecorada no passado dia 22 Outubro com o prémio Minerva.

Criado por Maria Kennedy Shriver para celebrar o trabalho de mulheres que fizeram a diferença com as suas vidas, que enriqueceram o mundo colocando os seus dons ao serviço da humanidade. O prémio chama-se Minerva em honra da deusa romana que simboliza as mulheres que deram um passo em frente e que ajudaram a transformar o mundo com a sua coragem, força e sabedoria. Pode ver a inspiradora história de Louise Hay no link:

http://www.oprah.com/media/20081009_tows_louise

O prémio foi entregue numa das mais dinâmicas e vastas reuniões de mulheres dos EUA, que celebra o contributo de mulheres que inspiram outros a serem os arquitectos da mudança, partilhando internacionalmente histórias de sucesso e extraordinárias lições de vida. Para ver sobre a conferência:
http://www.oprah.com/slideshow/oprahshow/20081009_tows_women

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Feminicídio


Leia aqui sobre a situação no Brasil em relação aos crimes mais recentes praticados contra as mulheres.

Imagem: http://tranca-rua.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

domingo, 19 de outubro de 2008

MANUAL DE ASSERTIVIDADE

Descubra a sua outra parte...

Há uma poderosa e intrínseca parte de nós próprias que permaneceu incógnita até hoje, cheia de energias por explorar. Anos de repressão obrigaram esta parte de nós próprias a procurar esconderijo nos recessos da nossa alma. E porque não a compreendemos, tudo fazemos para a manter no escuro, que nos parece ser o lugar a que pertence.

É a Cabra que Há em Nós. Vá lá, não faça de conta que não sabe do que é que estamos a falar.

Todas a conhecemos. Está mesmo quase à superfície da nossa consciência e da nossa cultura. É uma parte de nós inteligente, confiante e digna que sabe muito bem o que quer. Diz-nos para não aceitarmos menos do que o que nos é devido. E avisa-nos quando estamos prestes a embarcar em comportamentos derrotistas,

A Cabra que Há em Nós não é aquela parte de nós que às vezes é estúpida, mazinha ou sisuda. Ela nem entra em comportamentos derrotistas, nem se impõe abusivamente aos outros.

A Cabra que Há em Nós não entra em discussões estéreis, nem mesmo por desporto. Não se rala com isso.

A Cabra que Há em Nós nunca entra em discussões subtis com adversários que não estejam à altura. E nunca receia dizer “Eles que se lixem se não aguentam uma boa piada”.

Para mim, esta é uma verdade auto-evidente: libertando-A, poderemos usar o seu poder e energia para os nossos mais altos desígnios.

Se a ignorarmos, corremos o risco de a ver soltar os cavalos enraivecidos se a pressão de ser Simpática se tornar demasiado forte. Todas nós já vimos isso acontecer; e não é algo bonito de se ver.

Quando não reconhecemos a existência da Cabra que Há em Nós, ficamos com borbulhas. Ou engordamos. Ou tornamo-nos fúteis, resmungonas, choramingas, histéricas. (...)

Como é que podemos pôr fim a estes comportamentos derrotistas, particularmente após uma vida inteira de Toximpatia?

Basta uma frasezinha:

“NÃO ME PARECE.”

Elizabeth Hilts, Descubra a Cabra Secreta que Há em Si, Bizâncio

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ainda O REINO DAS MULHERES...


Livro muito inspirador. Estou a adorar. Dos confins da China, chega-nos uma luz belíssima - por via de um homem, o argentino Ricardo Coler -, o exemplo duma comunidade onde a vida se organiza de modo completamente diferente da nossa e onde as mulheres, e toda a comunidade, estão a ganhar, nitidamente. A ganhar em vitalidade, em liberdade, em harmonia.

"(...) o facto de um sistema (o patriarcado) ter mais seguidores do que outro não implica que este último seja inexequível, daí que possamos dizer: nem toda a humanidade vive em sistema patriarcal. Seja como for, a verdade é que não existe um único sistema. O patriarcado não é essencial aos seres humanos, e a experiência Mosuo mostra que há outras soluções possíveis, e que estas não representam o fim da sociedade, a ausência de leis ou a desintegração daquilo que no seu seio constitui uma família. A verdade é que no matriarcado a instituição familiar parece mais sólida e ter mais vitalidade do que a família ocidental. E impressiona ver como os Mosuo não fazem discursos morais para defenderem o seu sistema.

No matriarcado, o desprezo pela violên
cia e pela acumulação de dinheiro torna a vida mais amável e prazenteira.

Terá a humanidade, num passado remoto, vivido maioritariamente sob sistemas com grande marca feminina? Evidentemente que sim. Poderá acontecer o mesmo no futuro?"


Diálogo entre o autor e um subchefe da aldeia:

"- É verdade - respondo eu então -, é claro que as diferenças são muito grandes. Muitas vezes tenho dificuldade em pensar no sistema Mosuo. Mulheres a mandar, distribuição das responsabilidades no interior da família, a economia, os apelidos dados aos filhos.
- No seu país é muito diferente?
- Claro, é claro que é muito diferente. Um homem casa-se com uma mulher e têm filhos. Ambos vivem debaixo do mesmo tecto, os filhos vivem com o pai e com a mãe e o homem é considerado chefe da família.

Acabo de dizer isto e sinto-me ridículo. Trata-se de frases feitas, como tantas outras que repetimos a toda a hora e que não suportam uma segunda observação mais cuidada. Coisas como "Cristóvão Colombo descobriu a América", como se na América não houvesse pessoas, e os índios, que geração após geração ali viviam, tivessem precisado de um europeu para começarem a existir.
Pergunto a mim mesmo: são assim tantas as diferenças?
Se o matriacrcado implica que o poder esteja do lado das mulheres, e também a ausência de casamento, a falta do pai, o uso do dinheiro por parte de uma mulher proprietária, cujos filhos recebem o seu apelido, mulher que, além disso, escolhe o homem com quem passa as noites, então eu não precisava de sair do meu bairro para ver casos semelhantes!... Será que entre nós não existem mulheres que não precisam de marido para se manterem, ficarem grávidas ou terem vida social? E as famílias consanguíneas? Quantos lares das nossas cidades são formados por uma mulher e os seus filhos, a que se junta uma avó, lares em que todos os que se juntam diariamente para jantar têm entre si laços de sangue em primeiro grau?

Qual é então a diferença?

Creio que há uma. A mulher Musuo vive nas condições em que vive e sente que é esse o seu lugar. Não anseia por encontrar o homem da sua vida, com quem se poderá sentir completa e assim atingir um estado de felicidade que, supostamente, somente esse homem lhe poderá dar. Na sociedade Mosuo, nem a mulher nem a comunidade consideram o casal como o conjunto ideal.

No Ocidente, situações semelhantes a esta são mais resultantes da resignação que da convicção e, em geral, registaram no passado alguma situação traumática impossível de superar."

Ricardo Coler, O Reino das Mulheres, Quetzal

Imagens:
http://www.mosuoproject.org/
e Mosuo Minority

sábado, 11 de outubro de 2008

O Show de Truman... Quem dirige o nosso?


Mais um daqueles filmes que nunca perdem actualidade. Vi-o quando saiu, em 1998 ou 1999, e agora gostei muito de o rever - desta vez em VHS, não encontrei em DVD.
Veja aqui uma interessante análise e compare com o famoso e actual Zeitgeistmovie.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O Tigre e o Dragão e... a Mulher Selvagem

Querem ter um vislumbre da Mulher Selvagem de que fala Clarice Pinkola Estés em Mulheres que Correm com os Lobos? Sim? Então vejam O TIGRE E O DRAGÃO, de Ang Lee. E regalem-se. Lavem a alma...

Aquelas mulheres não estão a ser homens, mas a viver uma parte vital da psique feminina, a parte da profunda vitalidade que nos foi roubada quando nos transformaram no "sexo fraco", em tecnologia de reprodução, objectos de prazer e decoração, robots domésticos, senhoras bem comportadas, serviçais do patriarcado...

Imagem: Google

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Escrevo, logo existo...

Este belo texto afinal é daqui...

"(...)Cada mulher que empunha uma caneta ou um teclado de computador, com pc ou sem pc...rs...está fazendo parte dessa revolução pq somos muito mais capazes do que supunhamos ou do que queriam eles que acreditássemos...Cada mulher que ousa escrever mais e ler mais está de mãos dadas construindo a nossa rede de amor fraterno e Lealdade Feminina, está construindo o Mater Mundi O mundo vindouro da Deusa...Acendendo a luz da sabedoria ancestral iluminando a nossa alma feminina para a nossa evolução...

Cada mulher que ousa escrever e ler escrever e ler MULHER sobre a mulher para a mulher...é um ponto de não-retorno para o mundo Mater Mundi (tbm os homens, que despertam sua sensibilidade feminina, reconhecendo-se imediatamente em religação com a Deusa, e entendendo que não podem mais continuar usufruindo e perpetuando a lealdade patriarcal desse sistema moribundo...)

Meu infinito e eterno agradecimento profundo e sincero a todas as mulheres que escreveram e que escrevem...sobre a Mulher e para a Mulher...E tbm às mulheres que leem mulheres, que fazem eco dessas idéias todas dentro da própria alma, e reverberam em suas entranhas as vibrações do Mater Mundi vindouro, co-criando um mundo novo em nossos úteros cósmicos...sementes de luz..."

"Mulheres de todo o mundo,
Leiam Mulher
Escrevam Mulher!"

LEALDADE FEMININA

Imagem: Google

É bom saber...

"Queria dizer-lhe que sim, que são as nossas amigas brasileiras que mais nos visitam...e que há dias uma delas me dizia justamente que o meu blogue, o seu e o da Juliana eram a grande ajuda para o seu trabalho!!!

Um abraço...e até breve,
rosa leonor"

MUSUO - Uma Sociedade sem Violência

Fica no Sudoeste da China e é uma das últimas sociedades matriarcais.As mulheres são o sexo forte e decidem a vida de todos.O médico e jornalista argentino viveu entre esse povo e da experiência resultou um livro: O REINO DAS MULHERES.

Em Musuo, mais propriamente na aldeia de Loshui onde viveu, Ricardo Coler encontrou mulheres que são as gestoras e chefes de família, onde não existe casamento, as crianças nunca conhecem o pai e a violência não existe. Esta sociedade onde as mulheres estão no topo da hierarquia é uma das últimas ainda existentes em todo o mundo.

Aqui nenhuma mulher se pode queixar de educação machista, de diferença de oportunidades ou de tratamento desigual. Elas são as únicas proprietárias da casa de família e dos campos e têm a última palavra em todas as decisões. O apelido que usam é o da mãe. São elas que determinam o estilo de vida na aldeia. Aos homens competem trabalhos como a construção de casas.

Mas, apesar de mandarem, as mulheres não valorizam o poder da mesma forma que um homem. O exemplo disso é que “a” chefe da aldeia é um homem. Dizem que eles são mais aptos para funções comunitárias. São questões administrativas que pouco lhes interessam. A figura do chefe carece da importância que tem no Ocidente.

Apartamentos exclusivos para mulheres
Na casa familiar, gerida pela matriarca – geralmente uma anciã, mas que também pode ser jovem - , moram todos os parentes do lado materno, homens ou mulheres, da avó aos netos. Grande parte do
espaço é reservado a uma divisão comum, que serve de cozinha, sala de estar e oratório. A esta, vão sendo acrescentados pequenos apartamentos individuais e exclusivos para mulheres acima dos 13 anos, a idade que marca o início da idade adulta. Aos homens é destinado apenas um quarto comum.

Casar é castigo...
As matriarcas ameaçam os filhos com o casamento quando não lhes agrada o seu comportamento. Não existe vínculo formal entre homem e mulher: cada um vive na sua casa e, à noite, eles visitam as mulheres com quem marcaram encontro. Este tipo de relação é chamado “axia”, que significa “relação íntima entre amantes”.
Dentro dos seus apartamentos, as Musuo podem receber visitas com toda a privacidade.

Quando os filhos nascem...
... a mulher fica dispensada dos trabalhos agrícolas durante um ano.

Pai é palavra desconhecida
E não tem qualquer importância social e afectiva. Como o casamento não existe, as crianças nunca chegam a conhecê-lo. As figuras masculinas são os tios, que ajudam a cuidar das crianças, mas com os quais não se estabelecem o mesmo tipo de laços. Só às mães cabe a educação e autoridade sobre as crianças.

Não há lugar à violência
Uma das coisas que mais impressionou Ricardo Coler foi a ausência de violência, física ou verbal. “Não é por medo de serem castigados, é por vergonha. A agressividade é vista como um desonra. A não-violência é uma das marcas dos matriarcados”.
Os Musuo são uma sociedade verdadeiramente solidária, onde os velhos nunca são deixados ao abandono. “Têm um sentido de comunidade muito forte, não existe a competição desapiedada.”

Uma lição de vida
Apesar de já ter visitado outros matriarcados, Ricardo Coler surpreendeu-se com o que encontrou em Loshui. “As Musuo são a mais pura das sociedades matriarcais que visitei. Todos temos ideias que nos parecem naturais e de que nunca duvidamos. Bem... muitas delas desmoronam-se na aldeia das Musuo. Isso fez-me repensar questões que acreditava serem definitivas.” As sociedades ocidentais lucravam em ter mais mulheres no poder? Ricardo é realista: “Não aconteceria só por estar uma mulher no governo. Uma mulher pode estar no poder fazendo o mesmo que um homem. A boa influência não vem da mulher, mas sim do lado feminino de todos os seres humanos.”

Ali “aprendi que há uma alternativa.”

Revista Activa, Outubro/2008 (adaptado)

Imagens: http://cronicascatai.blogspot.com/2008/06/leituras-o-reino-das-mulheres.html

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Visitas ao blog


Depois de ter introduzido um mapa de visitas, fiquei surpreendida por verificar que mais de 5o% dos meus visitantes são... do Brasil! E não de Portugal... Também é de lá que me tem chegado a maior parte dos comentários.
Curioso, porque de há uns tempos para cá apetece-me imenso visitar esse país...

domingo, 5 de outubro de 2008

Hoje marchou-se em Barcelona por uma Declaração dos Direitos Humanos da Mulher

Conforme acabo de ler em Mulheres & Deusas, mas já no Séc. XVIII, durante a Revolução Francesa, se pensou nisso, como se pode ler aqui.
Imagem: Google

Quando Deus criou um patriarcado... e nós tivemos de levar com ele em cima...

“Como se se movesse no interior da rodopiante coluna de ar, José entrou em casa, cerrou a porta atrás de si, e ali ficou encostado por um minuto, aguardando que os olhos se habituassem à meia penumbra. Ao lado dele, a candeia brilhava palidamente, quase sem irradiar luz, inútil. Maria, deitada de costas, estava acordada e atenta, olhava fixamente um ponto em frente, e parecia esperar. Sem pronunciar palavra, José aproximou-se e afastou devagar o lençol que a cobria. Ela desviou os olhos, soergueu um pouco a parte inferior da túnica, mas só acabou de puxá-la para cima, à altura do ventre, quando ele já se vinha debruçando e procedia do mesmo modo com a sua própria túnica, e Maria, entretanto, abrira as pernas, ou as tinha aberto durante o sonho e desta maneira as deixara ficar, fosse por inusitada indolência matinal ou pressentimento de mulher casada que conhece os seus deveres. Deus, que está em toda a parte, estava ali, mas, sendo aquilo que é, um puro espírito, não podia ver como a carne dele penetrou a carne dela, criadas uma e outra para isso mesmo, e, provavelmente, já nem lá se encontraria quando a semente sagrada de José se derramou no sagrado interior de Maria, sagrados ambos por serem a fonte e a taça da vida, em verdade há coisas que o próprio Deus não entende, embora as tivesse criado. Tendo pois saído para o pátio, Deus não pôde ouvir o som agónico, como um estertor, que saiu da boca do varão no instante da crise, e menos ainda o levíssimo gemido que a mulher não foi capaz de reprimir. Apenas um minuto, ou nem tanto, repousou José sobre o corpo de Maria. Enquanto ela puxava para baixo a túnica e se cobria com o lençol, tapando depois a cara com o antebraço, ele, de pé no meio da casa, de mãos levantadas, olhando o tecto, pronunciou aquela sobre todas terrível bênção, aos homens reservada, Louvado sejas tu, Senhor, nosso Deus, rei do universo, por não me teres feito mulher.* Ora, a estas alturas, Deus já nem no pátio devia estar, pois não tremeram as paredes da casa, não desabaram, nem a terra se abriu. Apenas, pela primeira vez, se ouviu Maria, e humildemente dizia, como de mulheres se espera que seja sempre a voz, Louvado sejas tu, Senhor, que me fizeste conforme a tua vontade, ora, entre estas palavras e as outras, conhecidas e aclamadas, não há diferença nenhuma, repare-se, Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra, está patente que quem disse isto podia, afinal, ter dito aquilo. Depois, a mulher do carpinteiro José levantou-se da esteira, enrolou-a juntamente com a do marido e dobrou o lençol comum.”

José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Caminho, 5ª edição, pág. 26 e 27

* Segundo parece, este continua a ser um mantra da religião judaica...

Imagem: http://imagensbiblicas.wordpress.com

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

À noite logo se vê...

Como tenho de preparar o visionamento dum filme por uma turma, e ainda hoje não tinha dado a minha caminhada, calcei os ténis e fui lá abaixo, às profundezas da cidade, ao clube de vídeo. É raro sair assim, e cada vez que isso acontece é sempre uma estranheza constatar que neste início do século XXI a rua ainda é, praticamente em exclusivo, um lugar dos homens... A rua, os cafés, em todo o lado eles estão livremente, sós ou em grupos, enquanto em casa por certo a mulher lhes lava a loiça e lhes trata dos filhos...
Luxo extremo: vaguear pela cidade à noite, no sossego do trânsito, dentro do mistério do jogo da luz e da sombra, com esta temperatura amena do início do Outono...

Um cliente no clube de vídeo, por certo instigado pelo inusitado de uma mulher sozinha a requisitar um filme às nove e tal da noite, encadeia a sua conversa com a que o funcionário estava a ter comigo sobre o filme... Não há pachorra...

PS - Este texto é de ontem e hoje já posso acrescentar que, infelizmente, o tal filme, Cartas de Iwo Jimo, não merecia mesmo a deslocação... Embora venha indicado no manual - para miúdos de 14 anos! - e tenha lido que é uma "balada pela paz", é na verdade uma amostra - a evitar - da sinistra loucura em que o desalmado poder patriarcal é perito...

Imagem: Google

A Mulher e a actual crise


Vem isto a propósito de um comentário meu no blog de Rosa Leonor, e está bem visto, sim senhora, cara amiga...


"(...) penso que o meu livro pode acrescentar algo a essa grande questão, modéstia à parte, claro…de qualquer forma penso que em nenhuma parte do mundo as mulheres escaparam à manipulação do seu ser e embora possam estar activas e ser poderosas são-no dentro do sistema patriarcal que é como quem diz, presas nas suas armadilhas e sem a consciência inerente ao princípio feminino nem conscientes da sua fragmentação interna e só se elas tivessem integrado as duas mulheres divididas dentro de si, podiam fazer a diferença…Eu não as quero desresponsabilizar, mas é, como eu digo, no meu livro algures, uma contradição e um paradoxo esperar que dentro do sistema que tem uma estrutura de dominação da mulher este a liberte e a deixe ser ela própria…mesmo que lhe dê liberdade nunca permitiria a sua verdadeira consciência; não pode porque a suprimiu e dá apenas acesso à mulher ao poder no masculino e aí a mulher deixa de ser mulher e a maioria ou não consegue aguentar-se ou não lhe interessa no fundo os jogos de poder do homem, ou então não podem dividir-se entre o poder e a família…essa foi a armadilha em que as mulheres dos países avançados caíram…"
Rosa Leonor

UMA LÍNGUA DE HOMENS


A HISTÓRIA, OU AS PALAVRAS

Ensinavam-me e eu aprendia:
"O homo faber; o homo sapiens; o homem é um animal racional; os homens descobriram o fogo; os homens da pré-história; o homem é um animal religioso; os patriarcas; deus é pai; os faraós; o homem é um animal social; os filósofos gregos; os imperadores romanos; as eternas aspirações do homem; os guerreiros; os cavaleiros; os soldados; os marinheiros; os descobridores; os aventureiros; o homem da renascença; o homem tem sede de conhecimento; os físicos; os matemáticos; os homens lutam pela sua liberdade; os homens fazem o progresso técnico; os homens do governo; a declaração dos direitos do homem; os homens da imprensa; os homens lutam pelo poder; a exploração do homem pelo homem; milhões de homens morreram na guerra; os homens de boa vontade; a arte é uma necessidade do homem; o homem face à natureza..."

Um dia perguntei:
-ONDE ESTÃO AS MULHERES?

Esplicaram-me primeiro que as mulheres têm ficado quase sempre em casa, fazendo filhos e tricot; explicaram-me depois, com a grande paciência com que sempre fui tratada, que, quando se dizia homem, as palavras deviam ser vistas com maiúsculas, Homem, e se pretendia com isso significar “ser humano", e todas as importantes coisas com ele relacionadas.
-Mas porque ficaram as mulheres em casa? E porque desaparecem elas nessa sombra linguística? - perguntei várias vezes, sem que me dessem resposta.

Noutro dia, ou mais precisamente, numa tarde de sol da minha adolescência meditativa, escrevi um poema:
"Eu quereria conquistar palavras..."
Seguiam-se os vários fins e propósitos que eu destinava às palavras que eventualmente conquistasse.
Só muito mais tarde me apareceu a estranheza da forma condicional do poema. Não me passara pela cabeça dizer "eu quero...". Tão longínquas me pareciam as possibilidades de acção e escolha que eu remetia a minha vontade para a expressão de um devaneio.

Crescida, adulta, meu filho, pequeno, perguntou-me:
-Mãe, é verdade que são os homens que fazem tudo?
A História está nos livros; mas a história das mulheres é só decifrável ao longo de cada vida.
Maria Isabel Barreno, O Espaço do Silêncio

Imagem: Jardim de Crivelli, Paula Rego

Bullying feminino...

Garota Fora do Jogo (tradução brasileira), no original: Odd Girl Out), de Rachel Simmons*

"A cultura oculta da agressão às meninas, de Rachel Simmons, é um livro revelador - no mínimo. Isso porque discute um assunto polémico, o bullying, termo utilizado para definir a tiranização, a ameaça, a intimidação e a opressão exercidas por crianças e adolescentes. E mais: fala desse tema enfocando um universo que costuma ser relegado para segundo plano quando o assunto é agressão - o das meninas. Pais, professores e profissionais que lidam com crianças e adolescentes vão encontrar nessa leitura uma arma poderosa para entender e combater o problema. Resultado de um estudo pioneiro de Rachel Simmons, o livro, que faz parte da série Pais, Tais e Profissionais, começou a ser elaborado de maneira informal: a partir de depoimentos de amigas da cientista política norte-americana. Quando foi publicado nos Estados Unidos, Garota Fora do Jogo ficou várias semanas na lista dos dez livros mais vendidos do The New York Times. Muito se fala sobre violência nas escolas - meninos que surram colegas ou levam armas para a sala de aula. Mas e as meninas? Será que não há maldades no universo feminino infanto-juvenil? É claro que há. Só que ninguém vê. Em geral, as garotas não deixam rastos de violência, destruição e vandalismo. A sua agressividade é indirecta, não-física, dissimulada. Segundo as pesquisas feitas por Rachel Simmons, elas normalmente preferem usar a maledicência, a exclusão, a fofoca, apelidos maldosos e manipulações para infligir sofrimento psicológico às vítimas. Os seus métodos são quase invisíveis ao olhar dos pais e professores mais atentos, já que as garotas dificilmente se metem em ruidosas rodas de briga. O mais comum é que elas atinjam as suas vítimas espalhando boatos, passando bilhetinhos, disparando olhares coercivos, conspirando, jogando as colegas umas contra as outras. O bullying feminino, embora menos visível, é tão destrutivo quanto o masculino, ou até mais, pois a auto-estima da vítima é aniquilada sem que o problema seja discutido na escola, em casa, nos meios de comunicação ou no universo académico.

Rachel Simmons iniciou a sua pesquisa de modo informal. Ao dar-se conta de que não havia bibliografia sobre o assunto, ela enviou um e-mail para todas as mulheres que conhecia, com indagações simples como “Você já foi atormentada ou provocada por outra menina?Explique como foi isso. Que influência isso teve na sua vida até hoje?” As destinatárias repassaram a mensagem para outras amigas e, em 24 horas, o correio electrónico de Rachel ficou abarrotado de respostas emocionadas e cheias de detalhes. Isso estimulou-a a debater o tema nas escolas, com meninas de 11 a 14 anos. Quando o farto material recolhido lhe deu a ideia de escrever um livro, ela decidiu passar um ano aprofundando a pesquisa em dez instituições de ensino de diferentes regiões dos EUA, entrevistando alunas, pais, professores e funcionários, enquanto promovia discussões em salas de aula. Rachel também entrevistou cerca de 50 mulheres adultas fora do círculo escolar. Em Garota Fora do Jogo, a autora explora a dinâmica da crueldade emocional entre amigas íntimas. O que faz com que uma menina conspire contra outra? E porque é que a vítima tem dificuldade para se desenvencilhar da agressora? Muitas preferem ser maltratadas a serem ignoradas, ter falsas amigas a não ter amiga alguma. Por que mantêm elas o ciúme e a competição em segredo? Rachel Simmons aproveita para rever o conceito de garota popular, tão precioso às adolescentes. Neste mundo, a amizade é uma arma, e a dor provocada por um grito não é nada em comparação com um dia de silêncio de alguém. Não há gesto mais devastador do que um voltar de costas, explica a autora, que acredita ser tão importante discutir o bullying quanto o estupro, a violência doméstica e a saúde da mulher."

http://www.traca.com.br

*Rachel Simmons é fundadora e directora do Girls Leadership Institute.

Imagem: Paula Rego

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A CRISE FINANCEIRA - UMA NOVA PROPOSTA PARA A HUMANIDADE

Entramos numa crise económica irreversível.

No entanto a crise monetária internacional pode ter consequências radicais que só começam a emergir a partir de Maio de 2009.

Em 1998 descrevemos esta crise em detalhe. Falamos da desactivação dos pilares da actual civilização. As gravações das conferências sobre a matriz Melquisedeque, a Matriz Cristóide e os Portais tornaram-se mais actuais que nunca.

Qualquer plano para recuperar a economia é, nesta etapa, um artifício para ganhar tempo. Esta crise foi criada em gabinetes secretos para forçar as nações do mundo a aceitarem regimes para-totalitários, com base no medo e na insegurança, e não será por medidas económicas que pode ser evitada, pois está desenhada para eclodir, com ou sem planos financeiros de emergência.

A crise é artificial mas tem um imenso poder. E tem poder porque a Humanidade adormeceu e se fixou em símbolos de valor que são insuficientes para representar o ser humano. A nossa moeda é uma moeda-número e não uma moeda-trabalho ou uma moeda-inteligência ou uma moeda-sensibilidade, representa um valor quantitativo divorciado da qualidade do ser humano.

O poder deste tipo de instabilidade para gerar pânico só é possível na medida em que as pessoas perderam amplitude em relação aos símbolos de valor. As agências obscuras que despoletaram esta crise fizeram-no na certeza de que o valor é representado por quantidade-dinheiro e não por qualidade-dinheiro. E sem um símbolo de valor, consensual, uma sociedade desagrega-se rapidamente.

E a crise significa que chegou o momento da Humanidade, começando pelos que detêm o poder político, financeiro e executivo, compreender que os nossos símbolos de valor - entre eles o dinheiro - servem para criar a sequência desenvolvimento»sustentabilidade»saciabilidade»identidade»liberdade»pesquisa,

e não para funcionarem como uma droga irresponsável que mantém o planeta em transe.

Desta crise pode emergir uma moeda-qualidade, uma forma de dinheiro desconhecida, que depende directamente da qualidade psíquica da vida para ter qualquer valor. Esse é o cenário futuro positivo. Uma nova moeda baseada no Ser.

Se assim não for, creio que teremos rapidamente que recuperar a nossa relação rural com a vida e com a Natureza.

Isto implica que o momento do reencontro e reunião daqueles que estão interiormente em contacto com o plano para a iluminação da Terra, nas áreas de protecção às quais se sentem ligados, está a aproximar-se.

Até 2010, cada individuo deverá estar já economicamente estabilizado e psicologicamente centrado na sua tarefa e na zona rural - ou urbana se for o caso - para a qual foi chamado desde há anos. Este é o momento de grandes decisões e da definição das nossas prioridades.

É o poder espiritual e autenticamente humano destes indivíduos, unidos, trabalhando dentro do que se pode chamar união em liberdade e cooperação em independência, que pode dissolver os campos obscuros da psicotrónica do governo-sombra e do baixo magnetismo da atmosfera psíquica colectiva e acender faróis de esperança, criatividade e vida nos pontos centrais do actual drama terrestre.

Este texto não é um convite a fazer as malas, abandonar a cidade e alienar-se das responsabilidades e oportunidades da actual civilização, mas um sinal para que nos preparemos para criar uma rede de áreas naturais prontas para sustentar a população em caso de crise aguda.

André Louro de Almeida, Setembro 2008, retirado do blog Iridia Lumina (obrigada Carla S.)

Imagem: Ashtar, André Louro de Almeida

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cultivar a Rendição

"Relaxar, sentir o amor no nosso coração e manter isso como nosso principal objectivo em todas as situações – é esse o significado da rendição espiritual. Ela transforma-nos, tornando-nos pessoas mais profundas, mais atraentes.

No zen-budismo, existe um conceito chamado “mente zen”, ou “mente do principiante”. Eles dizem que a mente deve ser como uma tigela de arroz vazia. Se já estiver cheia, o universo não consegue preenchê-la. Se estiver vazia, tem espaço para receber. Isso implica que, quando achamos que já temos tudo planeado, não conseguimos aprender. O insight verdadeiro não consegue revelar-se numa mente que não está aberta para recebê-lo. Rendição é um processo de esvaziar a mente.

Segundo a tradição crística, é esse o significado de “tornar-se uma criancinha”. Criancinhas não acham que sabem o significado das coisas. Na verdade, sabem que não sabem. Elas interrogam as pessoas mais velhas e mais sábias, a fim de que lhes expliquem o significado das coisas. Nós somos crianças que não sabem, mas pensam que sabem. O sábio não finge saber o que é impossível saber. “Eu não sei” pode ser uma declaração poderosa. Quando entramos numa situação sem saber, há algo dentro de nós que sabe. Com a nossa mente consciente, damos um passo para trás a fim de que um poder superior dentro de nós possa dar um passo em frente e guiar-nos.

Precisamos de menos pose e de mais carisma verdadeiro. Originalmente, carisma era um termo religioso, que significava “do espírito” ou “inspirado”. Designava o acto de deixar a luz emanar de nós, uma centelha que não tem preço. Uma energia invisível com efeitos visíveis. Render-se, simplesmente amar, não é desaparecer como pano de fundo. Pelo contrário, é quando nos tornamos brilhantes. Quando deixamos a nossa própria luz brilhar.

Fomos feitos para brilhar. Observe as criancinhas. Elas são tão genuínas antes de começarem a tentar ser, porque demonstram o poder da verdadeira humildade. Isso também serve de explicação para a “sorte do principiante”. Quando entramos numa situação sem conhecer as regras, não fingimos que sabemos como descobri-las e não sabemos ainda o que deve ser temido. Isso liberta a mente para criar a partir do seu próprio poder superior. As situações mudam de figura e as luzes acendem-se simplesmente porque as nossas mentes se abriram para receber o amor. Saímos do nosso próprio caminho.

Quando achamos que é difícil ter sucesso, assim ele se torna para nós. O sucesso na vida não precisa de envolver tensão negativa. Não temos de lutar o tempo todo. Na verdade, a tensão ambiciosa limita a nossa capacidade de sermos bem sucedidos, porque nos mantém num estado contraído, tanto emocional como fisicamente. Como o açúcar refinado da saúde mental, parece que nos dá energia, mas não é verdade; há um aumento da intensidade, seguido por uma queda. Cultivar a tranquilidade mental, ou a rendição, é como comer alimentos saudáveis. Não nos fornece energia de imediato, mas ao longo do tempo fornece-nos muito mais energia.

Isso não quer dizer que temos de ficar sentados na posição de lótus o dia inteiro. Ainda ficamos excitados, mas de maneira mais calma. Muitas pessoas associam a vida espiritual a um filme de segunda categoria, mas Deus não elimina todos os dramas da nossa vida. Só o dramalhão. E não existe drama maior do que o verdadeiro crescimento pessoal. Nada pode ser verdadeiramente mais dramático do que meninos transformando-se em homens e meninas em mulheres...

Algo de extraordinário acontece quando nos rendemos e simplesmente amamos. Fundimo-nos com outro mundo, com um reino de poder que já existia dentro de nós. O mundo muda quando nós mudamos. Fica mais macio, quando nós amolecemos. O mundo ama-nos quando decidimos amá-lo."

Marianne Williamson, Um Retorno ao Amor

Imagens: Herman Smorenburg