sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Hino nacional: manter fora do alcance das crianças!

Hinos nacionais belicistas, não!!!

Acabam de me enviar uma news-letter da Amnistia Internacional que visa a prevenção do uso das armas... É dirigida aos professores, com propostas de actividades para os alunos e tudo. Todo o texto é muito sensato e oportuno, dizendo coisas como:

“A campanha “Controlar as Armas” realizada pela AI em parceria com a Oxfam
internacional e a Rede de Acção Internacional sobre as Armas Ligeiras é mais uma acção
que podemos considerar em relação estreita com a concretização dos direitos humanos
consagrados na DUDH. Todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo e de todas as
idades sofrem as consequências do comércio irresponsável de armas. (...)”


“A sociedade civil tem um papel fundamental nas iniciativas de prevenção das situações
de abuso e violação de Direitos Humanos. As ONG lideram actualmente as campanhas
mais importantes para a prevenção do recrutamento de crianças-soldado e motivam a
população a participar activamente no processo. A educação é o pilar destas iniciativas
como espaço de sensibilização e construção da paz. O envolvimento e participação de
todos pode ser feito de várias formas mas tem sempre um objectivo comum. É através da
compreensão e tolerância, da luta contra a discriminação e do diálogo intercultural que
podemos avançar na consolidação da paz.”

Muito bem! Subscrevo. Mas...

Interessante o timing... Logo hoje que cometi a gaffe de, num teste de avaliação de diagnóstico da compreensão oral, que se encontrava no manual, dar a ouvir aos meus alunos o Hino Nacional declamado por – ainda por cima... – uma voz feminina. Tive de interromper, porque – horror dos horrores!... - todas as minhas células se recusaram a ouvir mais uma vez aquele grito lancinante de... “Às armas! Às armas!" . Assim, duas vezes!

Qualquer campanha de prevenção do uso de armas pela população terá que inevitavelmente começar pela modificação da letra de “A Portuguesa”... A data de validação já prescreveu há muito... O grau de toxicidade é letal...

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