domingo, 28 de setembro de 2008

Vindimas de Outono

Este post tem uma parte bucólica e outra... panfletária. Leia até ao fim, sff.

Ontem, ritual das vindimas da I. e do J. no Vale de Teira. Lá nos vieram à garganta as velhas melodias de sempre, da Laurindinha e do seu marinheiro, às do Rui Veloso, às francesas e por aí fora à medida que, caoticamente, nos iam passando pela cabeça. O importante era celebrarmos a alegria de estarmos mais uma vez ali juntas. O amor que nos une de companheiras/irmãs de longos anos. Começámos a contar: quase vinte, vinte, vinte e um!... Mais o nosso irmão/companheiro J., mais o T., um querido também, que, naturalmente, se juntou a nós.

Como não nos cansámos muito, antes do almoço na varanda da adega, fomos andar pelos campos em volta, que é onde o nosso amor ainda consegue ir mais fundo. Os campos onde já o Outono começa a espalhar a sua marca, na erva que ressuscita, nos últimos frutos alcandorados no topo das árvores antigas e a que ninguém parece dar importância: os figos, as maçãs. E, nos arbustos, as últimas amoras e as ameixas selvagens, as “ameixas de cão”, como se diz lá na minha terra.

É fácil rirmos e brincarmos. Ah, também contámos anedotas. Sexuadas. A Baubo baixou – estamos todas, mais coisa menos coisa, na faixa certa...

Mas, hélas, não é possível interessar as minhas irmãs/companheiras pelos meus temas mais sérios... Óbvio que estamos na idade de Júpiter, o que mais queremos é mesmo more fun per second... Também eu, claro!

Mas... há vida para além disso. Há questões que, por pudor, medos de enfrentar a fera do patriarcado, do status quo, do mainstream, por pura síndroma da normose, morrem ali. E parece aceitar-se sem se questionar essa pata, esse grilhão, sobre nós, como se de um destino inelutável se tratasse ou, talvez, de forma mais "sensata", pensando-se no conforto que daí advém. Ponto final.

Ah, o meu texto no Região*. Ah, pois... e não se vai mais longe...

E o companheirismo parece ter armadilhas destas. O grupo tem tendência para normalizar, nivelar. Quem quer deixar crescer asas... elas incomodam... Chega pra lá com o teu discurso “feminista” rançoso... Isso já era, é coisa de museu. E a coisa entra nesse corpo de dor (como diria o Eckart Tolle) e o estereótipo instala-se e o pessoal não aguenta...

Depois, lá pelo 300, espanto/desconforto por os meus projectos serem tão pessoais. Ah, pois é, só queriam meio pacote, não?... Humildade a mais, descrição a mais, cedência a mais torna-se campo estéril onde nada cresce...

Como diz o Régio, “Eu tenho a minha loucura/E ergo-a como um facho a arder na noite escura”. É cá dos meus...

Post 2 – Outra cá das minhas

Finalmente, já tenho o meu leitor de DVDs! E lá consegui ver ontem o Frida que há anos esperava na prateleira. Grande filme, por falar em loucura e em alguém que ergueu o seu facho bem firme naquela noite escura - e agora ilumina-nos... Sublime Frida! Um filme de mulher, óbvio, só uma mulher para saber onde arranjar um Diego Rivera plus vrai que nature: Alfred Molina! Onde é que o homem tem andado (para além de O Código Da Vinci, onde faz de... bispo!)? Sex appel de cortar a respiração... Qual Richard Gere, qual António Banderas!?...

* "O Género do Poder" saiu esta semana, na segunda página do jornal "Região de Rio Maior".

Imagens: Google ( a primeira é bonita, mas, claro, as moçoilas em nós são um bocadinho menos evidentes... Quanto a adereços, a verga e o barro deram lugar ao plástico. E já ninguém carrega nada, há o tractor...)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Já lá vai uma semana...

... e eu sem tempo pra escrever nada para aqui. Só planificações e preparação de aulas... E ainda nem comecei a 100%...
Mas estou viva! E tenho saudades de bloguear como dantes, de visitar os meus favoritos.
Rosa, há semanas que não a visito... nem a Lealdade Feminina, nem nada...
Um abraço, entretanto.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Hino nacional: manter fora do alcance das crianças!

Hinos nacionais belicistas, não!!!

Acabam de me enviar uma news-letter da Amnistia Internacional que visa a prevenção do uso das armas... É dirigida aos professores, com propostas de actividades para os alunos e tudo. Todo o texto é muito sensato e oportuno, dizendo coisas como:

“A campanha “Controlar as Armas” realizada pela AI em parceria com a Oxfam
internacional e a Rede de Acção Internacional sobre as Armas Ligeiras é mais uma acção
que podemos considerar em relação estreita com a concretização dos direitos humanos
consagrados na DUDH. Todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo e de todas as
idades sofrem as consequências do comércio irresponsável de armas. (...)”


“A sociedade civil tem um papel fundamental nas iniciativas de prevenção das situações
de abuso e violação de Direitos Humanos. As ONG lideram actualmente as campanhas
mais importantes para a prevenção do recrutamento de crianças-soldado e motivam a
população a participar activamente no processo. A educação é o pilar destas iniciativas
como espaço de sensibilização e construção da paz. O envolvimento e participação de
todos pode ser feito de várias formas mas tem sempre um objectivo comum. É através da
compreensão e tolerância, da luta contra a discriminação e do diálogo intercultural que
podemos avançar na consolidação da paz.”

Muito bem! Subscrevo. Mas...

Interessante o timing... Logo hoje que cometi a gaffe de, num teste de avaliação de diagnóstico da compreensão oral, que se encontrava no manual, dar a ouvir aos meus alunos o Hino Nacional declamado por – ainda por cima... – uma voz feminina. Tive de interromper, porque – horror dos horrores!... - todas as minhas células se recusaram a ouvir mais uma vez aquele grito lancinante de... “Às armas! Às armas!" . Assim, duas vezes!

Qualquer campanha de prevenção do uso de armas pela população terá que inevitavelmente começar pela modificação da letra de “A Portuguesa”... A data de validação já prescreveu há muito... O grau de toxicidade é letal...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Género do Poder

Há dias, em conversa com uma colega de outra escola, fiquei a saber que alguém, uma professora, prepara uma tese de mestrado sobre o tema das relações entre género e poder. Poder, neste caso, na Escola. Gostei de saber. Dá-nos esperança constatar que se questionam factos que em certos ambientes parecem tão naturais, para não dizer convenientes. É agradável perceber que afinal cidadania não é um mero conceito da moda que fica bem em qualquer Projecto Educativo...

Na verdade, apesar do número de professoras ser esmagadoramente superior ao dos professores, são estes que, em grande maioria, confirmam as estatísticas (nem precisávamos delas neste caso...), asseguram o poder. Desconheço a distribuição em outros países, nomeadamente na UE, mas em Portugal a disparidade é gritante. As mulheres, que têm a seu cargo, quase em exclusivo, a educação, na família como na escola – num perigoso desequilíbrio, diga-se –, quando chegam às posições hierárquicas de topo, gentilmente, gentlemen first, cedem os lugares aos homens.

Ignoro as conclusões da referida tese, mas não me pareceria estranho que coincidíssemos em alguns pontos. Primeiro, a Escola parece ser um bom trampolim para a política local... Segundo, as meninas parecem transitar da alçada do papá para a do marido, tendo em muitos casos passado pela do padre, e depois, no trabalho, para a do director. Pena que não aproveitem a profissão para se autonomizarem, usufruindo da boleia dada pelo esforço que desenvolveram (sozinhas!) na aquisição das competências requeridas... Inconscientemente procura-se segurança no másculo domínio, como numa das últimas missas a que assisti, em que quatro homens (três padres e um bispo) oficiavam para uma bem numerosa assembleia composta quase exclusivamente por mulheres...

- Qual é o problema? - já ouço perguntarem.

São vários. E graves. É óbvio que convinha primeiro entender a representação social do poder e o modo como cada um dos géneros o encara.

O homem, por norma, parece encarar o exercício do poder e da autoridade como um direito de que naturalmente se sente investido. Um direito “divino”. Afinal nas instâncias superiores reina um deus e o seu filho, não? Ao poder masculino associa-se, também por norma, toda uma panóplia de sinais exteriores, uns mais palpáveis do que outros, que vão do doutor e engenheiro ao carro topo de gama e à piscina, dos resorts de luxo à vénia, do orgulho da mamã (e aqui abre-se a hipótese para teses ainda mais complexas...) ao aumento do sex-appel e, claro, à conquista da mulher-troféu. E para uma parte considerável das mulheres este estatuto é o mais perto que ambicionam estar do poder. É o poder que uma Hera ferida colhe do seu Zeus... E isto, claro, para só falar dos gadgets softs, dos cor-de-rosa, porque há os outros, os mais duros e cinzentões, que vão dos tanques aos obuses, passando pelas ogivas e por aí fora...

Já para as mulheres (aquelas que se assumem como tal e não como homens disfarçados), em grande número muito competentes e superpreparadas, o poder é visto essencialmente como um peso e uma responsabilidade. Mais uma a juntar à extensa lista... Ele tende a ser encarado por elas como um autêntico serviço que, abnegadamente, de forma menos imponente e colorida, se presta à comunidade e que, como tal, prescinde de sinais exteriores. Pena, porque o público parece que até gosta...

Lamento dizê-lo, mas este é o autêntico poder de que a sociedade humana precisa. Como de pão para a boca, literalmente. Basta reflectirmos sobre a conexão que facilmente se pode estabelecer entre a subalternidade das mulheres e a pobreza e a violência no mundo.

Imagem: Google

sábado, 13 de setembro de 2008

O Domínio Masculino e a Exaustão Emocional


Os dois posts que se seguem, de importância fundamental, foram copiados de Mulheres & Deusas:

“O desequilíbrio das nossas instituições fundamentais, que reflectem um Deus pai no topo de uma trindade totalmente masculina, teve uma influência devastadora no mundo Ocidental.
Com o rápido desenrolar dos acontecimentos devido a avanços da ciência nos últimos trezentos anos e
especialmente nos últimos cinquenta, a fractura na sociedade Ocidental e na psique humana tornou-se cada vez mais evidente. A poluição do planeta e o abuso flagrante das nossas crianças estão intimamente relacionados com esta falha fundamental .

(...)

Uma das realidades mais tristes da nossa cultura é que a ascendência do masculino ferido levou à exaustão emocional. Onde o feminino não é valorizado, um homem não tem verdadeira intimidade com o seu oposto, a sua outra “metade”. Muitas vezes, não pode canalizar as suas energias na direcção de uma relação amorosa visto que o seu parceiro, supostamente, não tem valor. Privado do seu oposto igual porque o feminino é visto como inferior, o macho frustrado predominante fica esgotado: “onde o sol brilha sempre, há um deserto”. As florestas secam, os rios secam, o solo estala. A terra morre.”

In MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL Margaret Starbird

Rosa Leonor

A Dessacralização do Feminino

De Mulheres & Deusas este importantíssimo texto de Sylvia B. Perera:


“Na verdade, muito do que Inana simbolizava para os sumérios foi exilado desde aquela época: muitas das qualidades ostentadas pelas deusas do mundo superior foram dessacralizadas no Ocidente, assumidas por divindades masculinas, (...) idealizadas pelo código moral e estático do Patriarcado. É por isso que a maioria das deusas gregas foram engolidas pelos pais e a deusa hebraica foi despotenciada. Restam-nas apenas deusas minimizadas ou restritas apenas a determinados aspectos. E muitos dos poderes antes apresentados pela Deusa perderam a conexão com a vida da mulher: o feminino apaixonadamente erótico e lúdico; o feminino multifacetado dotado de vontade própria, ambicioso, real.

Na verdade, as mulheres têm vivido apenas no domínio pessoal, na periferia da cultura do Ocidente, em funções fortemente circunscritas, frequentemente subordinadas a homens, posição social, filhos etc., ocultando sua necessidade de poder e paixão, vivendo em segurança e secundariamente na relação com nomes sobrecarregados, nos quais se projectou todo o poder que a cultura legitima para eles. O que se tornou assim comportamento colectivamente aceitável para as mulheres, perdeu a conexão com o sagrado, ao mesmo tempo em que a estatura da Deusa era reduzida. Tornou-se cada vez mais hiperbólico o superego patriarcal, originalmente necessário para inculcar a sensibilidade ética; a seguir, esse superego foi fortalecido pela Igreja cristã institucional, com o fim de disciplinar as emoções tribais e selvagens do mundo medieval. A partir da mudança do Utilitarismo e da época Vitoriana, o superego que comprimiu e reprimiu durante tanto tempo essas energias vitais, que agora elas têm de irromper, forçando entre outras coisas, o retorno da Deusa à cultura ocidental.”

CAMINHO PARA A INICIAÇÃO FEMININA
Sylvia B. Perera

Rosa Leonor

O Humano Divino


Recebido há pouco da Isabel Tostão:

O Humano Divino

não necessita buscar uma conexão com o Espírito, ele está plenamente consciente de que É Espírito e de que todas as experiências da vida, individuais e colectivas, são expressões espirituais. Não se sente separado de qualquer parte da Criação, sentindo-se intimamente conectado com o Todo.

Não tem medo da mudança, individual ou colectiva; sabe que cada experiência é uma experiência de crescimento e uma oportunidade de recriar a sua própria Presença Divina na forma humana. Conhece a natureza da ilusão na qual vive e usa-a para intensificar a experiência pessoal e servir à humanidade.

Não tem sentimentos de baixa auto-estima; sabe que nenhum fragmento de Tudo O Que É tem menos valor e mérito do que qualquer outro; Não se compara com outros de qualquer maneira, particular ou publicamente, e não se sente superior a outros. Não inveja nem se apieda de qualquer outra pessoa.

Honra as próprias necessidades e desejos, acima de todos os outros; sabe que não se pode servir verdadeiramente os outros a partir de um espaço de co-dependência ou de vítima e não pode amar ninguém sem primeiro se amar.

Sabe plenamente que a Verdade não é mantida por alguém ou qualquer coisa fora de si e que a

única Verdade é encontrada interiormente. Não tem necessidade de saber, porque tem acesso a tudo o que precisa através da intuição mais elevada.

Não pode ser infiel a si mesmo; não se compromete com a sua própria realidade e pontos de vista a favor dos de outros. Vive a vida encarnada na base do "eu escolho"e não do "eu tenho medo de..." As acções são consistentes com as palavras. Não diz uma coisa e faz outra. Não tem sentimentos de humilhação.

Não pode ser falso com os outros; não tem desejo de deturpar, de manipular ou controlar pessoas ou eventos, de ser reservado, de ser ganancioso ou desonesto até em pequenos detalhes. Vive na mais elevada integridade em todos os momentos. Tem a sabedoria de perceber quando falar e quando silenciar, quando agir e quando nada fazer, mas não alterará a expressão da verdade interior a sabor do interesse dos outros. Sabe que o que beneficia um deve beneficiar o Todo, a fim de que a Ordem Divina seja mantida. Dá e recebe num fluxo equilibrado

Tem confiança em si e consequentemente confia nos outros. Sabe que não há erros, nem fracassos, somente escolhas; está em sintonia com a consciência mais elevada que está orquestrando o Fluxo Divino da nossa experiência e evolução humana. Não tem sentimentos de culpa, vergonha, ou indecisão; Não é afectado pela crítica dos outros.

Não tem desejo de provar o certo e o errado. Sabe que todos os pontos de vista são igualmente válidos, sendo um direito inerente do livre arbítrio de cada um. Determina e impõe limites pessoais baseados na escolha e não no medo. Não discute, nem se dedica a conflitos de poder.

Não critica e nem julga os outros directa ou indirectamente; não se ocupa com ouvir para criticar e tagarelar. Não se lamenta. Não tenta incitar o drama e o conflito entre outros; sabe plenamente que a necessidade de criticar e discutir, vem do medo. Concede a todos os outros o direito de serem como eles são. Não confunde as acções do outro com o ser do outro; sabe que todos os seres são Divinos e iguais.
Opera no tempo do Agora. A consciência encarnada não está distante no passado ou no futuro, mas somente no momento do agora e na experiência escolhida deste momento. Não se preocupa nem tem arrependimentos.

É totalmente capaz de experienciar toda a extensão da emoção humana, além de ser capaz de escolher as emoções que quer sentir em qualquer experiência humana; Não experiencia a resposta emocional descontrolada e impetuosa da maior parte dos humanos.

Faz as escolhas e decisões da vida baseado na intuição mais elevada, mais do que no pensamento linear e lógico, ou nos instintos de sobrevivência baseados no medo do corpo emocional. Sabe que a intuição mais elevada opera no Fluxo Divino e não está sujeito às inconsistências do corpo emocional ou mental. Não precisa de razões, a não ser "eu escolho".

Conhece o verdadeiro significado do Amor e é incapaz de amar qualquer parte da criação mais ou menos do que qualquer outra parte. Não precisa de qualquer tipo específico de relacionamento com outros humanos, animais, etc. Escolhe os relacionamentos que intensifiquem a experiência da vida e liberta aqueles que não o façam; sabe que não é possível ferir o outro, a menos que o outro, em algum nível, tenha escolhido experienciar isto; sabe que não é possível ser ferido a menos que tenha também escolhido esta experiência.

Não teme qualquer parte da criação; não experiencia preocupação e apreensão. Não se sente ameaçado pelos pensamentos, palavras e acções de qualquer outro corpo, individual ou colectivo, mas está alerta e consciente do ambiente imediato e das escolhas potenciais apresentadas pelo mesmo.

Não se apega às pessoas ou outras formas de vida, lugares ou coisas. Não sofre com a separação ou a morte, porque sabe que todos nós estamos eternamente conectados no Um e que a separação que parece existir no plano da Terra é uma ilusão.

Não experiencia as variações normais da vida humana, porque está livre do carma e opera a um nível de frequência acima da dualidade; Raramente experiencia a doença ou o ferimento, porque o corpo está livre da influência dos pensamentos emocionais inferiores. Pode transmutar as energias inferiores dos outros sem ser afectado por elas.

Não julga nem condena os eventos do mundo; sabe que eles são uma manifestação da consciência colectiva e que a mais poderosa ferramenta para mudar o mundo é a própria transformação. Pode escolher trabalhar activamente pela mudança no mundo, se assim for guiado pela intuição mais elevada.

É capaz de agir com compaixão verdadeira em todos os momentos, servindo à humanidade e prestando este auxílio que é necessário num espaço mais elevado e de não julgamento. Não tem agenda pessoal ou motivações para auxiliar outros; escolhe fazer isto ou não, baseando-se na intuição mais elevada

Não tem interesse em se colocar acima dos outros, controlando as crenças ou acções dos outros, assumindo o poder pessoal dos outros; não tem nada a provar a quem quer que seja.

Honra os limites colocados pelos outros, individuais e colectivos; respeita o livre arbítrio e o espaço pessoal de cada um em todos os momentos e as leis da terra na qual vive. Ocasionalmente escolhe ultrapassar um limite, mas faz isso assumindo total responsabilidade pela possibilidade das consequências.

Levanta-se todos os dias com um sentimento de alegria e excitação sobre o que pode se revelar, mas não tem expectativas sobre o que pode ser experienciado, embora assuma total responsabilidade como co-criador. Deseja plenamente experienciar tudo aquilo que co-criou.

É um catalizador extremamente poderoso para a mudança transmutacional na Terra. Irradia as frequências mais elevadas do Amor, Luz e Alegria, continuamente, na consciência planetária. Cura e transmuta as energias do medo na Terra e suas formas de vida, simplesmente por estar na forma humana.

O AMOR...É A AUSÊNCIA DO MEDO.

Canalização de Metatron através de Reniyah Wolf

Obrigada, Isabel.

Imagens: Herman Smorenburg



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Abrir caminho para o novo...

Os meus visitantes habituais que me perdoem esta longa ausência, mas tem sido um frenesim de limpezas... Dois dias inteiros só para limpar o meu escritório... Quilos de papel foram já para a reciclagem, velhos manuais e outros livros que já não me interessavam aliviaram do seu peso a minha estante. A secretária mudou de sítio - agora estou em frente da janela, vejo árvores, casas, o céu!... Ganhei espaço, leveza. Até o meu velho sofá recuperou da sua função de mero estorvo e, com uma banqueta para os pés (obrigada Vie e Marta!), está ali à espera que me aniche nele outra vez para retomar a leitura de "Eat, Pray, Love", de Elizabeth Gilbert (em inglês!... hehehe!). Recomendado pela Ana C. Está a ser mais fácil do que pensava... e interessante.
Também do roupeiro saíram sacos de tralha inútil. Para além do pó...
Bom, a verdade é que, não sei bem de onde, chegou-me agora a energia para fazer as alterações com que sonhava há anos...
E, como não sou a única com a urgência em me libertar do velho, ganhei uma fabulosa máquina de costura...

Mas eis que faço uma pausa para ler os mails... e encontro esta pérola da Karen Bishop!...

28 de Agosto de 2008

ALGO MARAVILHOSO ESTÁ PRESTES A ACONTECER

Saudações!
Preparem-se! Outubro trará uma plena manifestação dos nossos novos
papéis, dos nossos novos propósitos, e uma série inteiramente nova de
'responsabilidades' para com o nosso belo planeta terra. As nossas
'carreiras' descolarão, pois então estaremos equilibrados e preparados
para oferecer os serviços dos nossos cor
ações àqueles que precisarem deles. Não somente os nossos novos portais serão activados para receber dinheiro, mas muitos milagres, conexões mais elevadas com outros, novas esperanças e sonhos, e muito de tudo o mais cairão no nosso colo também. Haverá tanto acontecendo para nós em Outubro, que mal seremos capazes de nos ajustar!

Durante esta calmaria das últimas semanas, nós estivemos sendo submetidos a um processo de preparação para os nossos novos papéis. Estamos a abrir-nos mais, e preparando-nos de muitos modos para assumir novas responsabilidades. Nós estaremos mantendo muito mais luz, e, portanto, assumindo muito mais responsabilidade para o despertar e a evolução do planeta. As nossas 'atribuições' muito novas estão-nos sendo conferidas mais seguramente agora.

Dentro desta calmaria ou olho da tempestade, pode parecer muito
tranquilo. Podemos pensar que os nossos empregos estão desaparecendo, que a nossa fonte de rendimento está diminuin
do e talvez para sempre, ou até que estamos aqui girando os nossos polegares impacientemente, sem que nada mais ocorra em qualquer lugar. Nós precisávamos de um descanso e de nos refazer das energias devastadoras de Julho e da última parte de Junho. Após este período tranquilo e ainda dentro da calmaria, nós então começamos a 're-ligação', ou melhor, o período de preparação para o nosso serviço à humanidade... o nosso serviço àqueles que estão em diferentes degraus da escada evolutiva. E realmente nós seremos necessários.

O eclipse solar total de 1º de Agosto abriu a porta para estes novos
adventos. Foi o começo de algo muito novo... finalmente. Mais
recentemente, foi o momento de deixarmos ir. Foi o
momento de limpar e remover qualquer coisa nas nossas vidas que já não era conveniente, que nos deprimia, e que nos colocava em um espaço pouco desejável. As interacções e manifestações do ano p
assado que não foram tão agradáveis como teríamos esperado, terminaram por completo agora. O momento para fazer o que realmente não queríamos fazer terminou por completo nesta altura.
Vivenciar qualquer aborrecimento terminou agora. Quaisquer sacrifícios de nossa parte terminaram por completo agora.

Nós abandonamos literalmente um mundo e estamos agora plenamente enredados noutra realidade. Esta nova realidade é tão simples, a manifestação de qualquer pensamento nosso é tão rápida, tão amorosa, tão ordenada, tão livre, tão completa, e tão mágica... Actualmente, estas energias estão nos envolvendo, mas de um modo muito mais tranquilo e calmo. Quando Outubro chegar, elas estarão muito mais poderosas, tocantes, e manifestarão tanto para nós que poderemos tornar-nos sobrecarregados com tantas coisas boas. Durante este momento de movimento para o novo, alguns dos nossos animais companheiros que incorporaram muito da nossa velha energia estão escolhendo partir.
Embora eles não nos acompanhem na sua forma actual, eles já fizeram planos de voltar em situações diferentes e estão muito excitados quanto ao seu retorno... caso retornem novamente para nós ou pa
ra os nossos amados.

Se vocês não estiverem actualmente vivenciando a serenidade
mencionada acima, eu sugiro-vos que não deixem ir inteiramente ainda o velho mundo ou a velha realidade. Tudo o que precisam de fazer é fechar a porta. Fechem uma porta e abram outra. Liguem-se a algo diferente das velhas manifestações externas. Removam o velho, literalmente ou não. Aproveitem o tempo para vós mesmos. Se ainda estiverem no trabalho, quando chegarem a casa, desliguem o telefone, a Internet, a televisão, e dêem um passeio maravilhoso, leiam um livro agradável, cozinhem, façam algo criativo, tomem um banho quente, ou simplesmente fique
m completamente em outro espaço.

Afastem-se do velho.

Recuse-se a ser uma parte disso. Recuse-se a participar nos dramas de outros. Olhe para a frente. Veja um novo horizonte. Saiba que ele está realmente lá, apenas esperando por si. Decida o que realmente quer fazer agora. Saiba que haverá um espaço para isso. Lembre-se daquilo que deseja oferecer ao mundo. E saiba que esta dádiva de serviço esteve sempre dentro de si... Você precisa de aprender algo novo. E saiba também que um presente de serviço pode ser uma obra de arte, uma peça musical, ou algo que sirva para se conectar com os outros com uma luz mais elevada.

Afim de que as coisas se estabilizem durante esta transição massiva
do velho mundo para a nova realidade, algumas coisas foram colocadas no lugar para manterem firmes as energias durante a queda.
Inicialmente, os novos bebés estão chegando. Estes novos pequenos seres
estão chegando em número elevado, aos dois e três de cada vez, chegando tão
rapidamente quanto é possível. Por haver muitos deles, e por eles carregarem uma vibração muito elevada, eles estão preparando uma grade muito sólida para a criação do novo.

Outra força estabilizadora é Barack Obama. Ele será equilibrado e posicionado perfeitamente para unir todo o planeta, criando ainda outra grade de unidade que servirá para estabilizar as coisas tanto quanto possível durante a queda. Nós nos conectaremos e nos apoiaremos através de sua liderança divina intensamente evoluída. Tudo, como sempre, está em divina e perfeita ordem. As coisas realmente estão sendo organizadas muito perfeitamente, incluindo-nos! Nós seremos uma peça adicional, mantendo juntas as coisas durante a queda, enquanto auxiliamos na transição.

Assim agora é o momento de examinar o que é que vocês real e verdadeiramente querem oferecer ao mundo. Eu posso assegurar-vos que, quando se conectarem com o plano da vossa alma, serão milagrosamente colocados para oferecer o vosso melhor ao mundo. Não precisam de saber como, nem precisam de fazer grandes planos com grandes detalhes. Precisam somente de se conectar com o desejo do vosso coração, começar, o resto se encaixará por si mesmo.

Deixem ir o velho. Abandonem as vossas velhas responsabilidades se
se sentirem confortáveis em fazer isto. Saibam que o esforço acabou.
Saibam que não precisam de sustentar nada nem ninguém novamente.
Saibam que as energias desagradáveis não podem estar onde estão... se elas se apresentarem, ignore-as, pois elas somente querem a sua energia e a sua luz... vocês têm coisas melhores a fazer.
Desconectem-se da velha realidade e confiem que quando o fizerem, se encontrarão nos portais do Céu.

http://www.whatsuponplanetearth.com

Desejo-vos o Céu no vosso coração, a luz das estrelas na vossa alma e milagres em vossas vida nestes tempos milagrosos.

Até à próxima vez,

Karen

Imagens: Google

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Só o Amor é Real"...

AS FLORESTAS TROPICAIS DE AMOR
Uma mensagem de Deus canalizada por Gloria Wendroff

28 de Agosto de 2008

O amor é verdadeiro, e o amor vem do coração, e não é verdade que o amor pode se machucar. No entanto direi que não existe nenhum coração Humano que não conheça a dor. Cada coração carrega seu próprio subterfúgio de dor.

Não existem corações feridos, pois não existe nenhum coração no mundo que possa viver sem amor. Onde existe amor, não existe ferimento. E é impossível que um coração sequer possa existir sem amor. Só corações com amor existem. Entretanto, Meus filhos tiveram corações feridos, e Meus filhos sabem o que é ter um coração dolorido.

Tu dissiparias todas as dores dos corações. Se pudesses desviar a dor de pelo menos um coração, tu a desviarias. Gostarias de evitar que qualquer coração sofresse, entretanto pisoteaste alguns corações. Tens que admitir isto. Mas o coração que pisoteaste mais é o que está localizado no teu peito. Da mesma forma que um homem às vezes bate na sua esposa, tu bateste no teu coração. Restringiste a batida do teu coração. Tu o silenciaste. Pisaste no teu coração. Teu coração tem medo de afligir-te, então tu o afliges. Quanto mais evitas te comprometer com teu coração, mais dolorido ele se sente.

Teu coração é incapaz de ser magoado, no entanto o magoas. A Verdade do teu coração não é o que percebeste. Fizeste dele um filhote de passarinho que ainda não está pronto para voar. Tu o refreaste, mantendo-o num ninho onde há muito tempo ele já não cabia mais. Com certeza agora está na hora de libertares teu coração. Retira as amarras com que o prendeste. Liberta-te da ideia de que teu coração pode se ferir. Pára de feri-lo. Precisas te desapegar do teu coração, e precisas te desapegar desses ferimentos imaginários do teu coração. Os ferimentos que percebes realmente não requerem cura, ou a cura deles está em serem livres. Mantiveste teu coração em cativeiro durante tempo demais!

Teu coração não foi feito para sofrer. Teu coração foi feito para a liberdade. Deixa teu coração ser livre! Teu coração sabe melhor do que tu o que ele deveria ser. Teu coração gostaria de te libertar das correntes em que te prendeste. Protestaste contra o corte do teu coração da mesma forma que te acorrentarias a uma árvore a fim de prevenir que ela fosse derrubada. Só que prendeste a corrente com tanta força, que agora tu é que estás machucando a árvore. Embora tenhas a intenção de proteger teu coração, tens estado machucando-o.

Ouve-me. A melhor protecção que podes oferecer ao teu coração é deixá-lo ser livre. Desamarra-o agora. Esfrega os pulsos dele. Recupera a circulação do teu coração.

Se cobriste teu coração com gelo, fizeste isto com a ideia de prolongar a vida dele, mas foste mal orientado. Nenhum coração foi feito para ser gelado. Todos os corações são feitos para serem aquecidos pelo sol. Retira os pacotes de gelo de cima dele. Simplesmente joga-os fora. Gelo derrete. Teu coração não deveria precisar derreter, a não ser que o tivesses congelado.

Deixa teu coração ficar nas florestas tropicais agora. Deixa que os tambores nativos do teu coração batam com a audácia com que devem bater. Jamais um coração foi feito para ser reprimido. Todos os corações devem bater no ritmo da natureza e não no ritmo de um cálculo imposto. Teu coração estará melhor se deixares que ele cuide de sua própria vida. Ele recuperará seu ritmo. Podes estar certo de que teu coração conhece a canção que ele foi feito para cantar. E teu coração deve cantar – não uma canção que compuseste para ele, mas sua própria melodia. Chama-o de atávico, se quiseres, mas deixa teu coração ser livre para ser um coração e não uma engenhoca feita pelo homem, presa a todo tipo de conceitos criados por ti. Libera teu coração da dor, querido! Liberta-te do mito de que a restrição é uma coisa santa. Deixa teu coração bater na liberdade do amor. Deixa teu coração ser o que ele é. Lembra-te que o teu coração é Meu. Achas realmente que restringirias o Meu coração de amor?

Tradução: Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br

Recebido por e-mail

Imagem: Frida Kahlo