quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Futuro do Amor II

Como Passou a Ser Assim

Pelo menos até ao séc. XX, precisámos das convicções sociais acerca do casamento para sobreviver. Eram o reconhecimento interior das circunstâncias necessárias para que a família humana chegasse onde se dirigia. Os nossos bisavós não se questionavam sobre se iam viver em felicidade romântica, êxtase sexual ou esclarecimento espiritual nas suas relações. Engraçavam um com o outro, avançavam para o casamento e seguiam para a planície, para a Floresta Negra, para a quinta, para o celeiro ou para o campo de batalha, para fazer o que era preciso. Foi por terem assegurado a nossa sobrevivência que pudemos emergir no século XX como os seres psicológicos em que nos tornámos. Mas agora temos uma nova incumbência evolucionária e, para a pormos em prática, temos que perceber que essas noções deixaram de ser importantes.

Daphne Rose Kingma, O Futuro do Amor, Sinais de Fogo

Imagem: Alice Buis

Um comentário:

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