segunda-feira, 9 de junho de 2008

Experiência e Observação


"(...) Daí que ao viver muito e adquirir experiência e capacidade de decidir a partir do nível intuitivo -por oposição a decidir a partir do nível vivencial – vai crescendo até se refinar de tal modo que a maior parte das propostas terrestres são esvaziadas de investimento e projecção até ao momento em que apenas o extraordinário faz sentido.

Por outro lado a situação mais básica ou prosaica pode conter uma porta quirótica para mundos inesperados – como quando ficamos a observar as espirais de espuma ocre depois de mexermos o açúcar no café – o que torna impossível fazer uma avaliação definitiva ou linear da experiência que cada um tem.

Pode ser que uma pessoa tenha vivido muito, adquirido muita experiência, e o principal do elemento mágico-religioso dos episódios da vida lhe ter escapado. Isso implicaria que teríamos um ser maduro mas num sentido um tanto pobre. Certas crianças por outro lado não têm experiência tridimensional acumulada mas podem extrair das situações realidades que o ancião não detectou. (...)"

http://on-land.blogspot.com/

Imagem: Moonlight Secret, Herman Smorenburg

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