segunda-feira, 9 de junho de 2008

As Cores do Dinheiro

Excertos de uma conferência - a não perder! - , dada há uns anos no Quíron, por André Louro de Almeida, sobre o dinheiro:

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Um dos paradigmas da economia clássica é o lucro, tu compras um livro de economia clássica e o autor diz: “vou desenvolver a minha tese tendo como princípio que o objectivo de um sistema económico correcto é gerar o lucro” Quem disse? Este é só um dos paradigmas da economia, e contudo é o único que está suficientemente desenvolvido pelas sociedades contemporâneas, mas existe outro pensamento económico, existe um ambiente que se está a formar à escala mundial e que se chama economia da compaixão, em que o paradigma não é o lucro, mas simplesmente, civilização. Significa que uma empresa nunca actuará de forma a destruir os valores da civilização nos quais está inserida, ela nunca crescerá sem ao mesmo tempo produzir crescimento nas famílias em torno.

Já existem na Internet centenas de empresas ligadas à economia da compaixão.

Ex.: Assim que a Body Chop -dirigida por uma mulher extraordinária - se começou a coligar à economia da compaixão, transferiu todas as suas fábricas para África e para o Brasil, mas os ordenados continuaram iguais aos americanos. Significa que ao fim de 2 anos as aldeias em volta começam a gerir riqueza que de outra forma não tinham. Esta descentralização possibilitou que o dinheiro que estava gangrenado nos Estados Unidos fluísse para outras zonas planetárias.

Uma conta enorme que não está a ser aplicada em nada de criativo é uma gangrena do ponto de vista espiritual. Este prana precisa fluir e irrigar todos os pontos da Terra. E é que não só a maior parte do dinheiro está distribuído ao norte do planeta, como principalmente está gangrenado por 8 ou 9 países, e dentro desses países o dinheiro mundial pertence a 20 ou 30 contas! O dinheiro não está a chegar aos povos do 3º mundo.

Existem vários tipos de economia e a única que estamos a utilizar é a do lucro.

(...)

(obs: na economia sueca e norueguesa, intuitivamente, percebe-se que há seres, grandes financeiros, muito avançados. São seres em que o dinheiro que chega até eles é simplesmente o dinheiro necessário para que a tarefa deles se cumpra, pura e simplesmente.)

(...)

Um ser em serviço não metaboliza mais preocupação económica nenhuma! Porque não há mais dinheiro desviado nem para os níveis negro, vermelho, cinzento, nem verde e há um amplo caudal financeiro que é azul. Este ser entrou no paradigma mariano do “seja feita a vossa vontade”.

(...)

Nós sabemos que entrámos na lei do serviço porque a última preocupação que nos passa pela cabeça é: como é que vamos sobreviver amanhã? Passa a ser um problema do Divino. Tu estares vivo passa a ser um problema de Deus, Ele não se vai poder dar ao luxo que tu desencarnes. Antes, com o Picasso e com a Margot Fontaine a civilização são se podia dar ao luxo de que aquele dom desaparecesse, então a civilização paga o necessário para que o dom continue a fluir...
A partir da lei do serviço, Deus subsidia, por assim dizer, o nosso processo.
Adquirimos uma Bolsa para a Ascensão.

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Como é que saímos da lei do serviço (que é uma lei que daqui a uns séculos estará superada) e entramos na lei da transcendência?

Esta última lei tem a ver com a lei da abundância divina.
Jesus diría: ”Quantos pães são necessários hoje? 10.000?"
E eles aparecem out of the blue...

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http://energiamonetaria.blogspot.com/

2 comentários:

Anônimo disse...

Texto fantástico! Muito interessante!!!
Ainda um dia destes na Antena 2 o historiador Vitorino Magalhães Godinho dizia isso mesmo, que a economia mundial é neste momento totalmente dominada pela máfia...

A.

Luíza Frazão disse...

Obrigada pelo comentário.
Acho que André Louro estava, como é habitual, muito inspirado... Nunca li nada até agora sobre o tema do dinheiro que fizesse tanto sentido para mim.

Luíza