
“A pessoa mais amorosa é a egocêntrica.
O oposto disto é o grande número de pessoas que se detestam a si mesmas por acharem que não há ninguém que as ame. É uma doença – é quando as pessoas vão de facto “mal de amores”, pois a verdade é que os outros amam-nas, mas isso não interessa. Por muito que sejam as pessoas que lhes confessem o seu amor, nunca é suficiente.
Primeiro, não acreditam. Acham que estão a manipulá-las – a tentar obter qualquer coisa. (Como é possível que gostem delas por aquilo que realmente são? Não. Deve haver aí um engano qualquer. Devem querer qualquer coisa! Agora o que será que querem?)
Põem-se a pensar, a tentar descobrir porque é que alguém há-de gostar realmente delas. Por isso não acreditam e empreendem uma campanha para vos obrigar a prová-lo. Têm de provar que gostam delas. Para tal, poderão pedir-vos que comecem a mudar o vosso comportamento.
Depois, se finalmente algo as leva a acreditar que os outros podem amá-las, começam logo a preocupar-se com o tempo que conseguirão conservar esse amor. Por isso, para manterem o vosso amor, começam a alterar o comportamento delas.
Gustave Klimt, The Kiss
O resultado é duas pessoas perderem-se literalmente numa relação. Entram nela esperando encontrar-se a si mesmas e em vez disso perdem-se.
Esta perda do Eu numa relação é o que causa a maior amargura nesses casais.
Duas pessoas juntam-se numa união esperando que o todo venha a ser maior que a soma das partes e acabam por descobrir que é menor. Sentem-se menos do que eram quando estavam solteiras. Menos capazes, menos aptas, menos desejáveis, menos atraentes, menos alegres, menos realizadas.
Tudo isso porque são menos. Abdicaram de quase tudo o que são para estarem – e manterem-se – nessa relação.
O objectivo das relações nunca foi esse. Contudo, é assim que elas são vividas por um número de pessoas muito superior ao que possas imaginar.”

3 comentários:
Eu não sei muito dessa história de relações Luiza... mas eu ouvi uma vez uma definição que se parece com o meu jeito de amar...
O coração é como um cálice, e o amor é uma bebida sagrada com a qual brindamos a vida... Qdo eu amo a mim mesma, meu cálice está cheio, e eu não me sinto "vazia"... Qto mais eu me amo, mais eu posso brindar a minha vida com felicidade... E mais o meu cálice está cheio... e assim, ele pode transbordar, que é quando eu posso brindar com outras pessoas dando do meu amor... que é incondicional, isto é... não é esperando nada em troca... Se as pessoas me amam, portanto é bom, brindamos juntos... se as pessoas não me amam, entretanto, tbm não me faz falta... pq meu cálice está cheio, e meu amor me basta... mas, claro, nenhuma pessoa é uma ilha...
Essa teoria do cálice é de José Roberto, um brasileiro embriagado...
Nana Odara
eu errei o nome, é Antônio Roberto...
www.antoniorobertoevoce.com.br
Muito bonita essa imagem. Tanto quanto eu entendo, é isso mesmo, obrigada e abraço.
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