sábado, 31 de maio de 2008

Abençoados os Egocêntricos




“A pessoa mais amorosa é a egocêntrica.

Isso é um ensinamento radical...

Não se o analisares cuidadosamente. Se não conseguires amar-te a ti mesmo não podes amar outra pessoa. Muita gente comete o erro de procurar o amor por si mesmo através do amor por outrem. Claro que não se apercebem de que estão a fazer isso (...). E pensam “Se eu conseguir amar os outros, eles amar-me-ão. Tornar-me-ei assim uma pessoa amorável e, por isso, capaz de me amar a mim.”

O oposto disto é o grande número de pessoas que se detestam a si mesmas por acharem que não há ninguém que as ame. É uma doença – é quando as pessoas vão de facto “mal de amores”, pois a verdade é que os outros amam-nas, mas isso não interessa. Por muito que sejam as pessoas que lhes confessem o seu amor, nunca é suficiente.

Primeiro, não acreditam. Acham que estão a manipulá-las – a tentar obter qualquer coisa. (Como é possível que gostem delas por aquilo que realmente são? Não. Deve haver aí um engano qualquer. Devem querer qualquer coisa! Agora o que será que querem?)

Põem-se a pensar, a tentar descobrir porque é que alguém há-de gostar realmente delas. Por isso não acreditam e empreendem uma campanha para vos obrigar a prová-lo. Têm de provar que gostam delas. Para tal, poderão pedir-vos que comecem a mudar o vosso comportamento.

Depois, se finalmente algo as leva a acreditar que os outros podem amá-las, começam logo a preocupar-se com o tempo que conseguirão conservar esse amor. Por isso, para manterem o vosso amor, começam a alterar o comportamento delas.

Gustave Klimt, The Kiss

O resultado é duas pessoas perderem-se literalmente numa relação. Entram nela esperando encontrar-se a si mesmas e em vez disso perdem-se.

Esta perda do Eu numa relação é o que causa a maior amargura nesses casais.

Duas pessoas juntam-se numa união esperando que o todo venha a ser maior que a soma das partes e acabam por descobrir que é menor. Sentem-se menos do que eram quando estavam solteiras. Menos capazes, menos aptas, menos desejáveis, menos atraentes, menos alegres, menos realizadas.

Tudo isso porque são menos. Abdicaram de quase tudo o que são para estarem – e manterem-se – nessa relação.

O objectivo das relações nunca foi esse. Contudo, é assim que elas são vividas por um número de pessoas muito superior ao que possas imaginar.”

Conversas com Deus, Neal Donald Walsch, Livro 1, Sinais de Fogo


"Porquê? Porquê?

Porque as pessoas perderam o contacto (se é que alguma vez o tiveram) com o propósito das relações.

Quando deixam de se ver como almas sagradas numa jornada sagrada, não conseguem perceber qual é o propósito, a razão por detrás de todas as relações.

A alma veio para o corpo, e o corpo para a vida, para se cumprir a evolução. Estás a evoluir, a transformar-te. E serves-te da tua relação com todas as coisas para decidires aquilo em que te vais transformar.

Foi com essa função que vieste ao mundo. É essa a alegria da criação do Eu. Do conhecimento do Eu. De te transformares, conscientemente, naquilo que desejas ser. É o que se entende por autoconsciência.

Trouxeste o teu Eu para o mundo relativo para que possas dispor das ferramentas com as quais irás conhecer e experienciar Quem Tu Realmente És. Quem Tu És é o ser que tu próprio crias em relação a tudo o mais que te rodeia. As tuas relações pessoais são os elementos mais importantes neste processo. As tuas relações pessoais são, por conseguinte, solo sagrado. Não têm praticamente nada a ver com as outras mas, dado que envolvem outra pessoa, têm tudo a ver com elas.

É a dicotomia divina. O círculo fechado. Por isso não é assim tão radical afirmar: “Abençoados os egocêntricos pois conhecerão a Deus.” Talvez não seja um mau objectivo na tua vida conheceres a faceta mais sublime do teu Eu e manteres-te centrado nela.

A tua primeira relação deve ser, portanto, contigo mesmo. Deves primeiro

aprender a respeitar, estimar e amar o teu Eu.

Deves primeiro considerar-te digno para poderes considerar digna outra pessoa.

Deves primeiro considerar-te abençoado
para poderes considerar abençoada

outra pessoa. Deves primeiro considerar-te sagrado para poderes descobrir a

sacralidade existente noutra pessoa.



Se colocas o carro à frente dos bois – como muitas religiões te dizem para fazeres – e aceitas o outro como sagrado antes de o fazeres a ti mesmo, um dia ressentir-te-ás com isso. Se há coisa que não consegues admitir é que alguém seja mais sagrado do que tu. No entanto, as vossas religiões obrigam-vos a considerar outros mais sagrados que vós. E fazem-no – por uns tempos. Depois crucificam-nos.
Crucificaram (de uma forma ou de outra) todos os Meus Mestres, não apenas Um. E fizeram-no não por eles serem mais sagrados mas porque vocês assim os levaram a ser.

Os meus Mestres trouxeram, todos eles, a mesma mensagem: não “Eu sou mais sagrado do que tu” mas sim “Tu és tão sagrado como eu.” É esta a mensagem que vocês não foram capazes de ouvir; a verdade que não foram capazes de aceitar. E é por isso que nunca conseguem apaixonar-se verdadeiramente, totalmente, uns pelos outros. Nunca se apaixonaram, verdadeiramente, totalmente, por vós mesmos.”

Conversas com Deus, Neal Donald Walsch, Livro 1, Sinais de Fogo

Imagens: Diana Vandenberg

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um Novo Paradigma Científico

"...actualmente, vem crescendo o consenso, muito lentamente, de que a Física Quântica não está completa, a menos que concordemos que nenhum fenómeno é um fenómeno se não for registado por um observador, na consciência de um observador. E isso tornou-se a base da nova ciência. É a ciência que, aos poucos, mas com certeza, vem integrando os conceitos científicos e espirituais. "


"Neste livro estimulante, o físico indiano Amit Goswami - autor do best-seller A Física da Alma - contesta radicalmente o realismo materialista e desconstrói a convicção de que a matéria é o principal elemento formador da criação. Em vez disso, afirma que o verdadeiro fundamento de tudo aquilo que conhecemos e percebemos é a consciência. Portanto, tudo o que existe e se move no cosmos é gerado pela consciência, aqui entendida como algo transcendental - fora do espaço-tempo, não local e omnipresente. Propõe, assim, uma teoria revigorante e desafiadora, erguendo uma ponte sobre o abismo entre ciência e espiritualidade e construindo um novo paradigma científico: o universo não existe sem algo que lhe perceba a existência."

Amit Goswami é físico, doutorado em física quântica, nascido na Índia, filho de um guru hinduísta. Pesquisador e professor titular da Universidade de Física de Oregon, nos Estados Unidos da América, e também conhecido por ter publicado o polémico livro A Física da Alma. Alia o seu trabalho ao conhecimento de tradições místicas com exploração científica, procurando unificar a espiritualidade e a física quântica. Tal livro rendeu o filme Quem somos nós? (What The Bleep Do We Know? em inglês), que se tornou um sucesso de bilheteira nos Estados Unidos.

É também autor de outro livro conhecido: A Janela Visionária.

Esteve em Portugal em 2006, a convite da Unipaz., onde deu o seminário "O universo é auto-consciente através de nós”.

(in http://semearcriatividade.blogspot.com)

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"É o observador que converte as ondas de possibilidades, os objectos quânticos, em eventos e objectos reais. Essa ideia de que a consciência é um produto do cérebro cria-nos paradoxos. Em vez disso, cresceu a ideia de que é a consciência que também é causal. Assim, cresceu a ideia da causalidade descendente. Eu diria que a revolução que a Física Quântica trouxe, com três conceitos revolucionários, movimento descontínuo, interconectividade não-localizada e, finalmente, somando-se ao conceito de causalidade ascendente da ciência newtoniana normal, o conceito de causalidade descendente, a consciência escolhendo entre as possibilidades, o evento real. Esses são os três conceitos revolucionários. Então, se houver causalidade descendente, se pudermos identificar essa causalidade descendente como algo que está acima da visão materialista do mundo, então Deus tem um ponto de entrada. Agora sabemos como Deus, se quiser, a consciência, interage com o mundo: através da escolha das possibilidades quânticas." (...)

Entrevista conduzida, entre outros, por Rose Marie Muraro

http://www.saindodamatrix.com.br/archives/goswami.htm
Mais em:
http://danielcaixao.multiply.com/journal/item/54

DEVAS DA NATUREZA

Recebi por mail este conjunto de fotos, acompanhado das palavras de apresentação e do endereço do site e acho-as verdadeiramente surpreendentes.
Serão apenas imagens tratadas e retocadas, ou vestígios de outras dimensões, inacessíveis ao olhar do comum dos mortais?



"o suíço Wolfgang

Weitzel é uma pessoa que

desenvolveu durante muitos anos um profundo

amor e respeito pelas plantas tendo conseguido entrar no seu mundo secreto, o que foi

registado nas suas fotos impressionantes."

"Muitas pessoas já ouviram dizer que, ao lado de cada planta, existe um "pequeno ser" responsável pelo crescimento e bem-estar da planta, sempre presente e cuidando dela.

Esses pequenos seres fazem parte do reino da natureza e são chamados

"Devas das Plantas" ( em alemão planzendevas).

Videntes podem vê-los, mas para a maioria das pessoas eles não são visíveis.


Ele tira as fotos duma maneira muito simples, pega na máquina e fotografa aquilo que vê.
O resultado é realmente fantástico. "


quinta-feira, 29 de maio de 2008

A Consciência é a Resposta - entrevista com o filósofo Robert Happé


(...)"O PONTO - A humanidade segue a sua trajectória evolutiva e agora, na Era de Aquário, você diz que as pessoas estão começando a valorizar o conhecimento da razão pela qual estamos no mundo. Você pode apontar sinais ou factos que demonstram que a “Era da busca da compreensão do significado da vida” começou?

ROBERT - As energias de Peixes e Aquário são diferentes. Antes, na Era de Peixes, havia segredo. Agora, tudo está aberto. Todos que têm algum conhecimento querem falar. Uma coisa que é prova dessa mudança é que muita gente começa a ver como é desonesto e corrupto nosso sistema. Quando as pessoas começam a ver que são como ratos em caixas, elas começam a sair das caixas. Com essa liberdade, as pessoas começam a buscar uma forma diferente de viver.

O PONTO - Qual a relação entre poder, dinheiro e felicidade?

ROBERT - Poder, aqui no nosso planeta, é visto no dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais poder. Isso é ilusão. Porque um dia, quando todo o sistema entrar em colapso, as pessoas que têm apenas dinheiro vão ficar sem nada, de uma hora para a outra. O verdadeiro poder é o amor. O seu poder é o seu amor. Amor é espírito e espírito é sabedoria. O nosso espírito guia-nos através da nossa intuição para fazermos a coisa certa. Não é importante o que você sabe aqui (na cabeça), mas o que você sabe aqui no coração. O importante é que você tenha um canal aberto com a sua intuição, para que a intuição o leve às coisas certas. Quando você usa a intuição, você tem confiança em si mesmo. Ops, pouca gente tem! Quando você tem confiança no seu poder, no seu coração e na sua ligação com o espírito,tem a resposta para tudo e automaticamente conecta e expressa a sua verdade. Essa conexão com o coração, com o espírito, faz com que toda a prosperidade venha ao seu encontro, porque está sendo criador da sua vida. Se você é o criador, você não vive na pobreza.

O PONTO - O que recomendaria a quem está interessado em buscar esse saber?

ROBERT - As pessoas precisam de entender um pouquinho das leis do universo. Por exemplo, a lei do carma. O que atrai para sua vida é consequência da sua criação. Quando encontra uma pessoa que é má para si, não brigue mais. Pense: “O que é que eu preciso de mudar na minha consciência para não atrair mais esta experiência?”. Quando pensamos deste modo, começamos a mudar para uma consciência mais tolerante e amorosa." (...)

http://www.roberthappe.net/port/oponto.htm

http://roberthappe.net/port/video.htm

http://www.roberthappe.net/port/main.htm

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Equívocos Espirituais



Encontro de Solidariedade Cósmica

Tendo em conta o grande vazio Espiritual que habita a Humanidade, tendo em conta a ignorância que os Homens têm da sua Vida Interior, e o não saber como contactar

a dimensão do Sagrado-em-Si, pressionados

por uma Obscuridade Social que a todos condiciona,


e tendo igualmente em conta a Viragem dos Tempos,

em que altas frequências baixam sobre o Planeta,

criando no Inconsciente Colectivo das massas,

antes agnósticas e materialistas,

uma receptividade excessiva e imatura,

que as leva a não saber discriminar qualquer expressão aliciante e apelativa de pseudo-Espiritualidade,

importa lembrar Verdades Fundamentais,

que acordem a memória amorosa das Almas.


Uma vez que agora, as massas aceitam sem nenhuma reserva,

valores equívocos aparentemente luminosos,

sem saber denunciar o gérmen perverso

de um egocentrismo separatista que os inspira.

São Verdades Eternas,

expressão das grandes Leis que regem o

Mundo.

Leis que irão inspirar e iluminar a nova Espiritualidade

dos Homens e das Mulheres de Boa-Vontade

capazes de criar um Futuro melhor.

Maria Flávia de Monsaraz

"O EMBUSTE"

- a Lei da Atracção, a Personalidade e a Alma -

o fascínio do Desejo, o desejo de Fascínio e outros equívocos espirituais"



Ver em NOVIDADES


terça-feira, 27 de maio de 2008

Activando Kali/Sekhmet


Yoani Sánchez retida Cuba
2008-05-08 15:26:55

A filóloga Yoani Sánchez, de 32 anos, é autora do popular blog Generación Y (http://desdecuba.com/generaciony/) e foi galardoada com o Prémio Ortega y Gasset na categoria Jornalismo Digital, mas o governo cubano impediu-a de sair do país para o receber pessoalmente.

Com os seus posts, Yoani transformou o Generación Y no blog mais conhecido de Cuba, dentro e fora do seu país, tendo atraído em Fevereiro mais de um milhão de visitantes. O blog, de espírito enérgico e rebelde, é visto como um grito de resistência e de mudanças.

Possui “informação vivaz e directa”, como definiu o júri do famoso prémio espanhol, e fala de temas como o mercado negro, a burocracia, a desesperança e, claro, a política.

Yoani Sánchez foi considerada pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Segundo a autora, os problemas que teve de enfrentar na tentativa de ir a Madrid receber o prémio são reveladores da verdadeira postura do novo governo cubano.

“É o rasgo da realidade mais reveladora de tudo o que tenho escrito”, sublinhou para o jornal El País. Refira-se que pelo menos na altura em que esta notíca foi escrita o Generación Y estava fora do ar.

http://news.maxima.xl.pt/?s=11&n=19171&nivel=3

(Descoberta graças ao blogue maraoluar)

Os 10 Passos para a Construção da Lealdade Feminina



1- FEMINILIDADE
Resgatar o feminino essencial e sagrado... Encontrar a harmonia e o equilíbrio interior, reconhecendo o nosso Feminino ancestral, e eliminar a mulher inventada pelo patriarcado.

2- ADMIRAÇÃO
Admirar e elogiar as outras mulheres, valorizar a Mulher... Não somos mais rivais, somos todas IGUAIS em essência feminina... Somos a imagem no espelho, reflectida em todas as outras mulheres.

3- TOLERÂNCIA
Mesmo contraditórias, dissonantes ou discordantes, temos de relevar as nossas diferenças e nos unir... Valorizar essa essência feminina como factor de Igualdade, e nos irmanar.

4- SOLIDARIEDADE
Ser solidárias com as outras mulheres, na nossa família, na nossa comunidade, bem como com todas as mulheres do mundo, além fronteiras. Deixar de ser a base de sustentação do machismo patriarcal.

5- INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL
Caminhar e evoluir em direcção a uma maturidade emocional, superando preconceitos patriarcais e crenças absurdas que foram construídas para nos aprisionar e nos manter submissas ao sistema patriarcal.

6- INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Não aceitar situações degradantes e humilhantes por dependência financeira. Buscar o seu próprio sustento e tbm a realização profissional, como elemento de base para a auto-valorização e auto-estima.

7- DISCERNIMENTO
Compreender e discernir os mecanismos de manipulação dos relacionamentos. Escolher relacionamentos saudáveis e abrir mão dos recursos escusos das mulheres patriarcais, como chantagens e joguinhos de sedução. Sair dessa programação e ser inteira, yin e yang.

8- DEDICAÇÃO
Dedicar uma parte sagrada do seu tempo em seu próprio desenvolvimento pessoal. Descobrir o Dom de cada uma, e realizar a Missão, que é usar o dom para ajudar a construir um novo modelo social, e ajudar a cuidar da Deusa Gaia...

9- COERÊNCIA
Ter uma atitude coerente no dia-a-dia... Procurar uma sintonia entre o pensamento, o discurso e a acção, e caminhar nessa direcção... Buscar a harmonia, e uma consciencialização profunda... Ser a mudança que deseja no mundo...

10- NOVAS PRÁTICAS
Apenas uma relação de ideias e textos, iniciativas e modelos de participação social... Buscar com a nossa prática concretizar o desejo de um novo modelo social, conhecendo as diferentes alternativas existentes e ajudando a criar novas maneiras de ser e estar ... e cuidar de Gaia...

http://www.lealdadefeminina.blogspot.com/

Imagem: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,11737623,00.jpg

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Um Círculo de Mulheres


"Querida Luiza:

Temo-nos complementado…de uma forma que me sensibiliza…eu preciso do seu lado contemporizador…sou corrosiva por vezes, demasiado pessimista outras…Muitas das vezes não consigo fazer face a esta realidade terrível que nos assola e de facto piora quando me sinto menos interiorizada ou centrada na minha força…Vem-me esta faceta de revolucionária…mesmo que já não acredite nesse movimento em sentido nenhum.

Só lhe queria dizer que em momento algum estou a opor-me ao seu espírito positivo, mas a dar voz aos meus excessos e temores…às vezes acontece que nem sei o que você escreve e depois descubro uma sintonia ou essa complementaridade de que falo.

Espero que me compreenda para além de que sei muito bem que estamos em harmonia para lá das diferenças aparentes…Agradeço-lhe o toque de sensibilidade com que me brinda sempre…o texto da magia negra, tal como a imagem…que me inspira como se nem fosse eu que o tivesse escrito…e os outros excertos tão bem a propósito de tudo…"

Rosa Leonor

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Pensamento positivo é isto, Rosa, é ver as coisas de outra maneira - e aí é que os milagres acontecem, como se diz em "Um Curso em Milagres". Nós, a Rosa, eu, a Juliana, a Mariana e tantas outras criámos um autêntico Círculo de Mulheres. Sim, a Net conta, porque não? Aqui até seremos mais expansivas. É óbvio que o contacto físico, o olhar-se nos olhos, dar as mãos é muito importante, mas é como se acontecesse... E estamos unidas no Amor da Deusa.

Um abraço fraterno para si e para todas as mulheres deste círculo tão poderoso no qual a sua contribuição é mais do que preciosa. A Rosa será a nossa decana (embora a nossa diferença de idades seja mínima...), uma verdadeira "anciã de excelência". Bem-haja!

Imagem: Google


A Falsa Emancipação da Mulher

Hoje é dia de tirar os óculos cor-de-rosa... porque...

a verdade liberta!!!

"Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o lenço: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a opinião que têm dela é sempre a mesma - um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura. A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho forçado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura está abolida mas não vêem, não querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se inveitável que apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à acção. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem, mas continua-se a considerá-la como um instrumento de prazer, a educá-la nesse sentido desde a infância e por meio da opinião pública. Por isso ela continua uma escrava, humilhada, pervertida, e o homem mantém-se um corruptor possuidor de escravos."

Leon Tolstoi, in "Sonata a Kreutzer"

http://citador.weblog.com.pt/arquivo/053965.html
Imagem: fotos.sapo.pt/uzZEiCIzt13s0Ypl8AMD/
375 x 500 - 63k


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Este é um texto do século XIX, mas cuja actualidade é ainda espantosa (e preocupante...). Eu, entretanto, acho que acrescentaria - se me permite, Sr. Tolstoi - que não é apenas enquanto objecto de prazer que a mulher é explorada, mas também enquanto robot doméstico e animal de companhia...

Ter consciência disto e sentir a dor disto é preciso, pois só essa consciência, essa dor/raiva produz em nós a força suficiente para mudarmos as coisas. O que não podemos é ficar nesses sentimentos, sendo destruídas por eles e produzindo com essa emoção negativa mais do mesmo, conforme nos diz a Lei da Atracção.

Então, tenhamos consciência, olhemos para lá e depois imaginemos outro mundo, outro tipo de vida, de relacionamentos. Tornemos possível, usando a visualização criativa, um modelo social de parceria, conforme preconiza Riane Eisler em "O Cálice e a Espada".



A Matéria e o Espírito


"Essa imagem da mulher e por falar em Magia negra...ou alquimia antes, representa a grande simbologia do corpo feminino que liga as forças cósmicas e telúricas...corpo que liga o céu e a terra que liga a matéria e o espírito...que liga o que está em cima e o que está em baixo. E que nos permite encarnar...A mãe que nos inicia na vida e no amor..." Rosa Leonor

René Magritte, La Magie Noire

em: http://silencio.weblog.com.pt/arquivo/038823.html

VIVER DE OLHOS ABERTOS


Tem sido opção do meu blogue o chamado “pensamento positivo”. Num universo dual, eu sei que é perigoso ignorar que a luz tem como complemento a sombra. Ignorar a minha dor, o meu sofrimento e o sofrimento do mundo é por certo uma posição de falsidade. Talvez por isso esteja frequentemente a remeter os meus visitantes para o blogue Mulheres & Deusas...

Entretanto, o pressuposto de que parto é: aquilo em que pomos a nossa atenção cresce ou: a energia segue o pensamento. O problema de remexermos constantemente no sofrimento do mundo é ficarmos lá atolados, e estarmos assim a perpetuar essa dor, a produzir mais dor, negatividade, carência, desequilíbrio e injustiça.

Então o que penso é que não devemos, não podemos, nem ignorar a dor do mundo e a nossa pessoal, nem enfatizá-las demasiado, caindo num pessimismo pernicioso, como se não tivéssemos escolha nem saída.

Viver de olhos abertos é admitir, sentir a nossa dor, porque é ela que nos indica que há algo que não está bem, e admitir, não negar, a nossa raiva, porque é nessa raiva que está a nossa força. A força para cortarmos, destruirmos aquilo que nos faz mal e construirmos o que é melhor para nós. A Grande Mãe possui igualmente um aspecto destruidor.

Os nossos problemas resultam essencialmente do facto de sermos demasiado brandas, boazinhas, frágeis, permissivas e acomodadas. A nossa educação ou, pior do que isso, a implantação à força bruta de um sistema patriarcal de dominação condicionou-nos para a aceitação excessiva e a servidão. Não podemos fingir que não são estas as bases em que se processa a nossa vida.

Mas não podemos ficar presas neste estádio, sofrendo os horrores da impotência, resmoendo este sofrimento e reproduzindo-o assim para todo o sempre.

Temos escolha! Valorizando-nos, valorizando o feminino. Unindo-nos. Só a nossa auto-valorização e a nossa união, mais as bênçãos da Mãe Divina, nos podem salvar. Mais nada. Mas é possível, se assim o decidirmos!

A nossa dor e a nossa raiva não são portanto para negar, mas para olhar de olhos bem abertos e sentir; porque só a energia da indignação e da raiva nos dará poder e forças para agir, para cortar com o que não é bom para nós, para sairmos de onde devemos sair (e entrar onde queremos entrar...), para fazermos os necessários ajustes. E sem essa sensação de poder e de força pessoal também não acredito que possamos ir muito longe no “pensamento positivo”...

Imagem: deusa Kali-Ma (Google)

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"Acima de todas as outras proibições, foi interditado às mulheres expressar raiva e admitir abertamente o desejo de poder e de controlo sobre a própria vida (o que significaria, inevitavelmente, aceitar algum grau de controlo e de poder sobre outras vidas).

Por fim, estou certa de que uma vida diferente para as mulheres será marcada pelo riso. É a chave infalível para um novo tipo de vida... O riso das mulheres reunidas é o sinal revelador, o reconhecimento espontâneo da intuição, do amor e da liberdade."

Carolyn G. Heilbrun (citada por Jean Shinoda Bolen)

As Deusas Sekhmet e Kali-Ma, Deusas da Transformação


"As deusas da cólera transformadora
são muito diferentes das deusas da sabedoria(...). Manifestam-se quando é tempo de actuar para mudar uma situação inaceitável, quando "Bem basta o que já basta!". Trata-se de deusas que eram chamadas quando os deuses ou os homens não conseguiam derrotar o Mal e só uma deusa poderosa estava à altura dessa tarefa. As deusas da cólera transformadora mais importantes não são representadas sob um aspecto humano. A deusa egípcia Sekhmet tem cabeça de leoa e corpo de mulher. Kali-Ma, a deusa hindu, possui uma face humana assustadora e um corpo de mulher com muitos braços.
Incluo-as nos arquétipos de velha porque surgem nessa fase da vidas das mulheres. Gloria Steinem tem dito frequentes vezes que as mulheres se tornam mais radicais à medida que envelhecem. Os homens costumam ser radicais em novos e defensores do conservadorismo mais tarde. Na sua vida pessoal e ideias políticas, as mulheres de idade parecem radicais quando são influenciadas pelo que sabem e sentem. Podem pôr termo a casamentos disfuncionais de longa data. Podem dispensar especialistas autoritários e assumir pessoalmente as rédeas no domínio médico e financeiro. Na esfera política, podem observar o modo como os homens gerem as situações e sentir indignação perante a tolerância para com o Mal ou a indiferença ao sofrimento. Sekhmet/Kali surge nelas e alimenta a sua determinação na mudança.

Estes arquétipos da cólera transformadora possuem mais eficácia quando são equilibrados pela sabedoria. Sem sabedoria, podem ser destrutivos para as mulheres e as outras pessoas. A raiva sem sabedoria alimenta-se a si própria e faz com que a mulher tenha medo de enlouquecer ou de perder o controlo, o que acontece a algumas. A mulher maltratada que regou a cama com gasolina e pegou fogo ao marido adormecido, matando-o, e a mãe de um filho maltratado que levou uma arma para o tribunal e matou o agressor são exemplos extremos. É incómodo lidar com sentimentos intensos de cólera e de hostilidade, sobretudo depois de uma vida de aceitação e de acomodação. Contudo, quando isso acontece nas mulheres de idade, existem outros arquétipos fortes capazes de equilibrar e de conter esses sentimentos em bruto.

Com sabedoria, as deusas da cólera transformadora não explodem de raiva nem actuam impulsivamente. Com sabedoria, a raiva é canalizada para um empenhamento na mudança, para uma determinação de descobrir o melhor caminho. Com sabedoria, a culpa e a vergonha não imobilizam nem impedem a mulher de enfrentar a verdade e de se encolerizar. E quando a estratégia e a indignação se juntam, uma mulher de idade transforma-se numa velha fantástica."

Jean Shinoda Bolen, As Deusas e a Mulher Madura (edição brasileira da editora Triom)/ As Deusas em cada Mulher-A Deusa Interior (edição portuguesa da Planeta Editora)

Amar a divindade que habita cada um


As Edições Prosveta têm a alegria de lhe oferecer o pensamento 26/05/2008:

"Amai o Criador, Aquele que é a origem de toda a vida, e senti-l'O-eis manifestar-Se através de cada criatura. É Ele, o Único, que vós amareis nelas, só Ele corresponderá às aspirações do vosso coração e da vossa alma. É por não terem compreendido esta verdade que tantos homens e mulheres, cujas aventuras e conquistas amorosas a História nos conta, tiveram destinos trágicos.
Os seres de carne e osso que vós dizeis amar e procurar não passam de intermediários, de condutores destinados a transmitir as energias divinas, e, se quereis continuar a amá-los, pensai em restabelecer todos os dias o contacto com o mundo do alto.
Não precisais de vos preocupar em saber quem ides amar ou por quem desejais ser amados. Amai Deus primeiro que tudo e Ele apresentar-Se-á a vós, sorrir-vos-á encher-vos-á de alegria através das criaturas. Vós amá-las-eis e sereis amados por elas, porque amareis a Divindade que as habita e elas também A descobrirão através de vós."

Edições Prosveta (Obrigada, Ana C.)
Imagem: Kuan Yin, Deusa da Compaixão (Google)

domingo, 25 de maio de 2008

Aberto a todas as formas

Meu coração está aberto a todas as formas:
É uma pastagem para as gazelas,
E um claustro para os monges cristãos,
Um templo para os ídolos,
A Caaba do peregrino,
As tábuas da Tora
E o livro do Corão.

Professo a religião do Amor,
E para qualquer direcção que avancem os seus camelos,
A religião do Amor
Será a minha religião e a minha fé.

Rumi, poeta, jurista e teólogo muçulmano, séc. XIII


sábado, 24 de maio de 2008

Despertar para a nossa consciência divina

“(...)Vocês, como muitos outros, estão no meio de um processo acelerado de transformação, por meio do qual estão continuamente processando energia deturpada de vidas passadas, questões essenciais profundamente arraigadas. Quando despertam para a vossa consciência divina e para a grandeza de quem são, trata-se da vossa jornada particular e ninguém mais pode dizer-vos como proceder. Não temam a mudança, amados; permitam que aquelas coisas que não vos servem mais saiam do vosso caminho. Caminhem através do medo e observem-no dissipar-se, deixando em seu lugar um novo e brilhante futuro diante de vós. Utilizem as oportunidades que surgirem no vosso caminho como trampolins para a consecução do vosso poder. Qualquer coisa que fizerem deverá ressoar profundamente no interior da vossa alma, inspirar-vos e trazer-vos alegria. Qual é a vossa paixão? Qual é o desejo mais profundo do vosso coração? Vocês podem ter ou ser qualquer coisa que possam imaginar.


Uma das vossas principais “tarefas” é preencherem-se do amor incondicional do vosso Eu Superior de modo a projectarem energias equilibradas e harmoniosas ao invés de procurarem que os outros vos dêem um sentido de auto-estima ou de completude. Devem aprender a estabelecer limites à medida que começarem a dizer a vossa verdade de modo amoroso e a resgatar o vosso poder pessoal. Cada um pode mudar apenas a si mesmo, mas, à medida que recuperam o vosso poder e que começam a irradiar um sentido de paz, poder e compaixão, afastarão as energias da "indigência" e da "carência” e aqueles que vos cercam ou beneficiarão e crescerão a partir da experiência, ou encontrarão outro para representar com eles o “drama cósmico da vida" (...)


http://indigochildren.multiply.com/journal/item/756/Tornar-se_um_Mestre_Terreno_de_Amor_e_Luz-_Ronna_Herman

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Onde se reúnem as mulheres portuguesas?


Desabafo lido no blogue MULHERES & DEUSAS que nos dá que pensar:


"Onde se reúnem as mulheres em Portugal, Rosa? Pq vivo em Portugal mas não sei de nenhum encontro feminino, além desse que vc anuncia em Cascais...Será que as mulheres portuguesas realmente não estão voltadas para a Deusa... qdo falo com minhas amigas sobre essas coisas, parece que estou falando um idioma extraterrestre... sinceramente, gostaria de me reunir com outras mulheres e poder falar de tudo isso, me sinto tão sozinha, já não aguento mais internet, televisão, lojas, modas, revistas, shoppings, cafés, nada disso... Mas não sei onde ir, ou como me comunicar com as mulheres interessadas nos assuntos sobre as mulheres e as deusas...serei eu a única desconectada?ou será o mundo anestesiado...parece um pouco o livro da cegueira do famoso escritor nobel português..."

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“Círculos de Mulheres podem ser vistos como um movimento evolucionário e revolucionário que está escondido por trás de uma imagem aparente: parece ser apenas um grupo de mulheres reunidas, mas cada mulher e cada Círculo está contribuindo para algo muito maior.”
(Jean Shinoda Bolen em O Milionésimo Círculo)


“Estar num círculo é uma experiência de aprendizagem e crescimento que aglutina a sabedoria e a experiência, o compromisso e a coragem de cada mulher que o compõe".

“O Trabalho num Círculo de Mulheres pretende ser uma oportunidade para reafirmação do Eu, focando qualidades especiais que afloram a feminilidade, a sensualidade, a auto-estima e a espiritualidade.”

"Produzimos juntas uma alquimia que transforma e purifica, mostrando lentamente o nosso verdadeiro ser e a nossa função sagrada feminina. Nesse efeito de irradiação, nós mulheres vamos transformando as nossas vidas, as relações e o mundo, respeitando a nossa força feminina e sintonizadas com a sua forma acolhedora, fertilizadora, cíclica e receptiva de ser". (Nana Calado)


http://espacoanima.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=236&Itemid=62


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ho'oponopono


“Amar-se a si mesmo é a melhor forma de se curar e enquanto se cura a si mesmo, cura o mundo”.


“Sempre que desejar melhorar algo na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de si. Quando olhar, faça-o com amor”.

“Se deseja melhorar a sua vida, deve curar a sua vida. Se deseja curar qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando-se a si mesmo.”


Ho'oponopono

"Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta no Hawai que curou um pavilhão completo de pacientes mentais perigosos sem mesmo ver qualquer um deles. O psicólogo estudava a ficha do recluso, e depois olhava dentro de si mesmo para ver como é que ele tinha criado a enfermidade dessa pessoa. Na medida em que ele melhorava, o paciente melhorava.


A primeira vez que ouvi falar desta história, pensei que era uma lenda urbana. Como poderia curar o outro, curando-me apenas a mim mesmo? Como podia, embora fosse um mestre de grande poder de autocura, curar alguém criminalmente insano? Não fazia qualquer sentido, não era lógico, de modo que resolvi esquecer esta história.

Entretanto, ouvi-a novamente um ano depois. Disseram-me que o terapeuta tinha usado um processo de cura havaiano chamado “Ho’oponopono”. Nunca tinha ouvido falar disso, entretanto não podia tirá-lo de minha mente. Se a história era totalmente certa, eu tinha que saber mais. O meu entendimento era que “total responsabilidade” significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver mais além, está fora das minhas mãos. Penso que a maior parte das pessoas pensa deste modo sobre a responsabilidade. Somos responsáveis pelo que fazemos, não pelo que os outros fazem, ponto final.

O terapeuta havaiano, que curou essas pessoas mentalmente doentes, ensinar-me-ia uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. O seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Passámos uma hora a conversar ao telefone da primeira vez que contactámos. Pedi-lhe que me contasse a história total do seu trabalho como terapeuta.

Ele explicou-me que tinha trabalhado no Hospital Estatal do Hawai durante quatro anos, no pavilhão onde encerravam os criminosos loucos, que como é óbvio era muito perigoso.

Regra geral os psicólogos não conseguiam trabalhar ali mais do que um mês. A maior parte dos membros do pessoal ficava doente ou simplesmente renunciava. As pessoas que atravessavam aquele pavilhão caminhavam de costas coladas contra a parede, temendo ser atacados pelos seus pacientes. Não era um lugar agradável para viver, trabalhar ou visitar.

O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. No acordo que assinou ele teria um escritório onde revia as fichas dos pacientes. Enquanto olhava para as fichas, trabalhava em si mesmo. Enquanto trabalhava em si mesmo, os pacientes começavam a curar-se.

“Depois de poucos meses, foi permitido aos pacientes, que deviam permanecer encarcerados, caminhar livremente” disse-me. “Outros, que tinham que estar fortemente medicados, começaram a reduzir a medicação. E aqueles que nunca teriam qualquer possibilidade de ser liberados, tiveram alta”. Eu estava assombrado. “Não somente isso” continuou, “mas o pessoal começou a ir para o trabalho bem disposto.”

“A ausência e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminámos com mais pessoas do que necessitávamos, porque os pacientes eram liberados e todo pessoal estava ao serviço. Hoje em dia este este pavilhão está fechado.”

E foi aqui que eu tive que fazer a pergunta crucial: “O que é que fez consigo mesmo, que ocasionou a mudança dessas pessoas?”

“Eu simplesmente tentei curar aquela parte de mim que tinha criado aquilo neles”, disse ele. Eu não entendi. E então o Dr. Len explicou-me que, entendia que a total responsabilidade da sua vida diz respeito a tudo o que está na sua vida; simplesmente porque algo está na sua vida isso, é de sua inteira responsabilidade. Num sentido literal, todo o mundo é sua criação.

Uau! Isto é duro de engolir! Ser responsável pelo que eu faço ou digo é uma coisa. Ser responsável por outro ou por qualquer coisa que ele faça ou diga na minha vida é muito diferente. Entretanto a verdade é esta: se assume completa responsabilidade pela sua vida, então tudo o que vê, ouve, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está na sua vida. Isto significa que a actividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que experimenta e de que não gosta, está ali para que o cure. Nada existe, por assim dizer, que não sejam projecções que saem do nosso interior. O problema não está neles, está em si e para os mudar, nós devemos mudar.

Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de viver realmente. Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, mas enquanto falava com o Dr. Len comecei a compreender essa cura dele e que ho’oponopono significa amar-se a si mesmo.


Perguntei ao Dr. Len como se curava a si mesmo. O que fazia exactamente, quando verificava as fichas desses pacientes.

“Eu simplesmente dizia: “Sinto muito” e “Amo-te”, muitas vezes” explicou ele.


“Só isso?”

“Só isso.”


Permita-me dar-lhe um rápido exemplo de como funciona isto: um dia destes enviaram-me um e-mail que me desequilibrou. No passado leria, trabalhava com os meus aspectos emocionais, com o sentimento de raiva ou tratava de raciocinar sobre a razão pela qual a pessoa me enviou aquela mensagem odiosa. Mas desta vez decidi pôr à prova o método do Dr. Len. Então comecei a pronunciar silenciosamente “sinto muito” e “amo-te”. Não dizia nada a ninguém em particular, simplesmente invocava o espírito do amor, dentro de mim, para curar aquilo que estava a criar aquela circunstância especial.

Uma hora depois recebi um e-mail da mesma pessoa pedindo desculpa pela sua mensagem anterior. Tenha em conta que eu não realizei nenhuma acção externa para obter essa desculpa. Eu nem sequer respondi à mensagem, limitei-me apenas a dizer “ amo-te”, de algum modo curei dentro de mim o problema dera origem àquilo.

Mais tarde assisti a uma reunião sobre o “Ho’oponopono”, dirigida pelo Dr. Len. Ele tem agora 70 anos de idade, é considerado um xamã avô e é um tanto solitário. Elogiou o meu livro “O Factor Atractivo”. Disse-me que quanto mais eu me curo a mim mesmo mais a vibração do meu livro aumentará e todos sentirão isso quando o lerem. Em resumo, à medida que eu melhoro, os meus leitores melhorarão.

“E o que acontece com os outros livros que já saíram?” Perguntei.

“Eles não saíram” explicou ele, uma vez mais, soprando a minha mente com a sua sabedoria mística. “Eles ainda estão dentro de si”. Em resumo, não há fora. Levaria um livro inteiro para explicar esta técnica avançada com a profundidade que ela merece.”

Joe Vitale

(Adaptado)

http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/ho'oponopono---por-joe-vitale-829.html

Imagem: Google

MAIS SOBRE A TÉCNICA HO'OPONOPONO


"Em hawaiano, Hoo significa CAUSA e Ponopono significa PERFEIÇÃO. Através desta técnica, temos a capacidade de fazer o correcto para o nosso próprio Ser, de voltar para o estado da perfeição, de colocar novamente a nossa página vivencial em branco…, bastando apenas pedir à Divindade que aquilo que jaz dentro de nós, aquilo que ocasionou uma divisão nos nossos pensamentos, venha à superfície para ser libertado.

Ao pedir perdão à Divindade por ter hospedado pensamentos que nos separaram da nossa Unidade com o Espírito, o pensamento pernicioso e recorrente desaparece. Algumas vezes, para o conseguir, precisamos de pedir várias vezes a fim de que a razão que está atrás do pensamento venha à superfície e seja libertada. E quando isso acontece, o espaço preenche-se imediatamente com um amoroso sentido de Unidade.

O Ho’oponopono é um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação e consiste em realizar um pedido à energia do Amor Universal e Incondicional para cancelar e substituir as energias tóxicas que possam achar-se em nós. O Amor realiza o processo fluindo através da Mente Espiritual ou Supra-consciência e continua o seu fluxo através da Mente Consciente, libertando-a da excessiva racionalização para entrar na Mente Emocional ou Subconsciente, onde anula todos os pensamentos que tenham emoções tóxicas, substituindo-os pelo Amor incondicional.

Não há limites para o número de vezes que esta ferramenta pode ser usada, especialmente no que se refere a transmutar pensamentos em pura luz, os da sua família, ancestrais e descendentes, posto que esta ferramenta é um pedido para purificar os pensamentos tóxicos que causam reais divisões na sua percepção.

O Ho’oponopono é realmente muito simples. Para os antigos hawaianos, todos os problemas começam a ser gerados nos pensamentos. Ter pensamentos não é o problema. O problema está em todos os nossos pensamentos que se encontram plenos de memórias dolorosas sobre pessoas, lugares ou coisas.

O intelecto como tal não pode solucionar esses problemas porque ele apenas administra processos. Administrar coisas, não soluciona os problemas. Tem que se deixar que fluam. Quando se faz Ho’oponopono, a Divindade encarrega-se dos pensamentos dolorosos e neutraliza-os. Fazendo Ho’oponopono, não purificamos pessoas, lugares ou coisa alguma. Em troca, neutralizamos a energia dolorosa que associamos a essas pessoas, lugares ou coisas. Assim, a primeira etapa para fazer Ho’oponopono é purificar energias.

A seguir, algo maravilhoso ocorre. Não somente a energia fica neutralizada, como também se desprende, ficando uma nova página vazia onde se pode escrever novamente outra realidade. A etapa final é permitir à Divindade actuar e preencher o vazio dessa página em branco com Luz Divina.

Para fazer Ho’oponopono não precisa de saber qual foi o engano cometido ou qual foi o problema, apenas precisa de perceber a existência de situações físicas, mentais ou emocionais que o estejam afligindo. Quando o fizer, a sua responsabilidade baseia-se em começar imediatamente a curar a essência de tais situações, dizendo simplesmente: “Sinto muito. Por favor, perdoe-me”. Trata-se apenas de realizar um trabalho interno sobre si mesmo, para melhorar o externo.

O procedimento pessoal baseia-se em manter-se calado e centrado em si, permitindo que o processo de transmutação seja levado a cabo por si mesmo, pois ao envolver o intelecto, o processo detém-se.

Se deseja resolver um problema pessoal, trabalhe sobre si mesmo. Se tiver um problema com outra pessoa, simplesmente pergunte-se: “O que existe em mim que faz com que esta pessoa me ataque?”. Eleve-se sobre essas situações dizendo simplesmente: “Lamento por algo que tenha acontecido ou esteja acontecendo. Por favor, perdoe-me”.

O bonito disto é que não terá que compreender nada a nível racional. É como navegar pela Internet. Terá apenas que ir para a Divindade e fazer clique para baixar a informação solicitada.

Por exemplo, se alguém se aproxima dizendo-nos que tem um certo um sofrimento ou uma dor física, podemos perguntar à Divindade: “O que acontece comigo para que eu tenha causado dor ou sofrimento a esta pessoa?” E logo, podemos perguntar à Divindade: “Como posso equilibrar esse problema em mim?”. Ou também: “Por favor, há algo que ocorre em mim que tenha causado este sofrimento nessa pessoa? Diga-me como posso equilibrar isto? As respostas a essas perguntas devem vir sem esforço e a seguir deveríamos fazer o que nos é inspirado… O que importa aqui não é o efeito mas sim o entendimento sobre a origem do problema. Essa é a chave." (Adaptado)

http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/ho'oponopono---por-joe-vitale-829.html

imagem: Google

Libertar


Geralmente temos a tendência de julgar os outros...

Pensar sobre outras pessoas
é carregá-las connosco na nossa mente,
o que a torna pesada.
É como manter estas pessoas
dentro de uma prisão e puni-las!


Deixando as pessoas partirem
da minha mente,
eu acabo com todas
as restrições de pensamento
e liberto as minhas qualidades originais.
A minha mente torna-se então leve
e eu posso usar todos os meus talentos
com segurança.
Outros, inspirados pelo meu exemplo,
também recebem permissão
para voarem livres.

(Autor: Dadi Janki)

http://people.tribe.net/

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Memória da Natureza


No século XIX, Charles Darwin revolucionou a ciência com as suas teorias a respeito da evolução das espécies. No século seguinte, outro inglês, Rupert Sheldrake, também causou polémica no meio científico. As suas teorias são consideradas revolucionárias porque abalam as verdades já estabelecidas sobre a origem das espécies. Apesar de parecerem muito complicadas, elas podem ser resumidas de uma maneira simples: a natureza tem memória.

Como todos os grandes cientistas, Rupert Sheldrake sempre foi um observador da natureza. Descobriu muito cedo que ela está a todo momento produzindo pistas que podem levar-nos a novas respostas sobre o mistério da criação. A primeira grande "revelação" aconteceu quando tinha menos de cinco anos de idade. Ele observava um galho que brotava de uma estaca de madeira que parecia estar morta. Ficou fascinado com a capacidade de renascimento da planta e começou a tentar compreender o mistério que se esconde nos processos de morte e de regeneração sempre presentes na natureza.

Depois de muitos anos de estudo e pesquisa chegou à conclusão de que a chave desse mistério estaria numa espécie de memória: uma memória colectiva e inconsciente que faz com que formas e hábitos sejam transmitidos de geração para geração. Sheldrake chamou essa memória colectiva de campo mórfico. Esse campo seria uma região de influência que actua dentro e em torno de todo organismo vivo. Algo parecido com o campo electromagnético que existe em volta dos ímanes.

Para o cientista, cada grupo de animais, plantas, pássaros, etc. está cercado por uma espécie de campo invisível que contém uma memória e que sugere que as leis da natureza são como hábitos. Cada animal usa a memória de todos os outros animais da sua espécie. Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantêm e se repetem. Os seres humanos também têm uma memória comum. É o que Jung chamou de inconsciente colectivo.

A existência dos campos mórficos pode ser demonstrada de várias maneiras.

Sheldrake já realizou várias pesquisas para provar que o corpo possui um campo mórfico e quando se perde uma parte desse corpo, o campo permanece. Um exemplo é uma das experiências que fez. Uma pessoa que não tem parte do braço age como se estivesse empurrando o membro fantasma através de uma tela fina. Do outro lado da tela, uma outra pessoa tenta tocar o braço fantasma. De acordo com Sheldrake, as duas pessoas envolvidas na experiência são capazes de sentir o toque. É uma prova de que alguma coisa do braço ainda existe concretamente e não apenas no cérebro da pessoa que o perdeu.

Os campos mórficos também se aplicam àquela sensação que a maioria das pessoas tem quando sente que está sendo observada por trás. Ao virar-se, pessoa comprova que alguém realmente a estava a observar.

A respeito da teoria da memória colectiva, Sheldrake lança uma luz sobre a questão da existência de vidas passadas. Ele diz que às vezes as pessoas podem entrar em sintonia com as memórias de uma outra pessoa que existiu no passado. O que não significa que elas foram realmente aquela pessoa, mas que se teve acesso à memória dela.

A aplicação prática mais importante dos campos mórficos pode estar na educação. Sheldrake garante que os seres humanos aprendem com mais facilidade o que os outros aprenderam antes. Esse fenómeno é muito comum entre os químicos. Quando um deles tenta cristalizar um novo composto leva muito tempo para conseguir um bom resultado. Mas a partir desse momento, noutros lugares do mundo, muitos outros químicos conseguem cristalizar o mesmo composto num tempo muito mais curto. A experiência mais fácil de se compreender é a que foi feita numa universidade inglesa. Alguns pesquisadores conseguiram provar que as palavras cruzadas dos jornais são muito mais fáceis de resolver quando feitas no dia seguinte à publicação original.

Mas além de um grande bioquímico, Sheldrake também pode ser considerado um filósofo. Ele defende a ideia de que temos de nos responsabilizar não só pelos nossos actos e palavras. Precisamos também de tomar muito cuidado com os nossos pensamentos, pois estes interferem no meio ambiente e podem ter consequências em lugares muito distantes.

Maria Cecile Azambuja
Jornalista

Notas: (Texto extraído do Jornal Vimana, nº3 – pg 15)

A teoria de Sheldrake


“De acordo com este cientista, cada corpo presente no universo teria o seu próprio campo mórfico, eles actuam como campos magnéticos mas atravessam tempo/espaço e por isso não perdem intensidade com o aumento da distância.

Esses campos moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material; mais que isso, é ele que faz com que um sistema seja um sistema e não um amontoado de partes. Outra semelhança com campos magnéticos seria o facto de não podermos percebê-lo directamente, mas somente através dos seus efeitos.

Presentes em tudo, dos átomos às galáxias, esses campos distribuem-se através do tempo/espaço conectando todos os sistemas individuais que tenham associações entre si.


Origem dos Campos Mórficos

O conceito de campos morfogenéticos foi criado nos anos 20, para explicar como células iguais crescem e se transformam em partes diferentes de um organismo, como orelhas, mãos, etc., omissão que permanece na ciência reducionista.

Segundo este conceito, o ADN não contém uma memória genética ou um mapa de crescimento para essas células, mas sim a capacidade de sintonizar campos mórficos já existentes, onde estão registadas as nossas impressões de acontecimentos passados. Ele conecta os campos mórficos da sua espécie e, assim, tem à sua disposição a memória colectiva de todo o grupo, onde colhe informações para o seu desenvolvimento. No século 19, Helena Blavatsky já descrevia sob o nome de akasha, ou luz astral, a ideia de uma essência espiritual do mundo físico que continha modelos predefinidos das espécies. Ao elaborar a sua teoria, Sheldrake apenas ampliou o campo de actuação dessa funcionalidade para todas as áreas da natureza.”

http://www.rizoma.net/interna.php?id=150&secao=mutacao