terça-feira, 29 de abril de 2008

Evitar a Experiência Presente

“Consciente ou inconscientemente, por vezes evitamos a experiência do presente. Pura e simplesmente não estamos lá. É como os ingleses dizem em tom de laracha: “As luzes estão acesas mas não está ninguém em casa”. A parte triste é que muitas vezes hipotecamos partes das nossas vidas, decidindo não viver o presente. Depois, mais tarde, temos dificuldade em nos lembrar como era a pessoa com quem falámos, o que sentimos ou mesmo o que fizemos. Pois é, isto são sinais claros de não termos estado lá e, para tornar as coisas mais simples, seguem alguns exemplos de “Como Não Estar”:

- Repetição da História, Contar Histórias e Antecipação.

Em geral indica resistência para trabalhar com emoções e sentimentos no momento presente.

- Sobrismo. Refere-se à procura das explicações causais –
como que à procura de uma ideia (insight) “sobre” o problema,
tentando encontrar um remédio para ele.
Em contraste a Gestalt dá ênfase ao dar-se conta
dos sentimentos e emoções no presente i.e. a experiência do que
se está a passar em vez da interpretação dessa mesma experiência.

- Devismo. É uma abordagem que envolve juízos de valor
sobre partes de nós próprios que são consideradas inadequadas.
Emerge como um conflito frequente no caminho de
desenvolvimento espiritual e em comunidades espirituais –
em relação a crenças dogmáticas, atitudes e
expectativas do próprio e dos outros.
Muitos de nós desenvolvemos uma
relação ficcional com quem pensamos que devemos ser
em vez de uma relação real com quem somos.

- Manipulação. Pode tomar uma forma subtil de dizer
ou fazer a coisa certa, com o objectivo de parecer bem,
para ser um bom rapaz ou uma boa rapariga ou para alcançar um bom nível de desempenho.”

http://cafeemocional.wordpress.com/

Imagem: Magritte, "L'Empire des Lumières




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